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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A CHAROLA FLOR DE LIS COMEMORA EM 1 DE JANEIRO DE 2012 50 ANOS DE EXISTÊNC IA



Cinquenta anos na tradição charoleira


a alegrar a Freguesia inteira


vai completar a Flor de Lis


a todo o Povo Nexense


a que a nossa charola pertence


Um dois mil e doze feliz !

António Garrochinho


Pássaro de papel




Sonhei a primavera
Nos olhos dum tordo renegrido
Sem pena voltei a sonha-lo
Sobre o cume branco
Como os amantes
Que se amam num só corpo
Sem ver onde a primavera começa
E o inverno acaba

Imortalizei o sonho
Quando o gelo ancorou
Antes do frio
Nos teus olhos negros
Da cor da solidão

Conceição Bernardino

Portugal declara o sobreiro 'Árvore Nacional'


O país ganhou mais um símbolo nacional para além da bandeira e do hino. O sobreiro é desde esta quinta-feira a 'Árvore Nacional de Portugal', depois aprovado um projecto de resolução na Assembleia da República.A iniciativa, conta o Público, nasceu de uma petição pública com 2.291 assinaturas lançada em Outubro de 2010 pelas associações Árvores de Portugal e Transumância e Natureza. Agora, a espécie alvo de protecção legal desde 2001 - insuficiente para evitar o abate da árvore devido a uma multiplicidade de excepções - ganha estatuto de símbolo nacional.

À aprovação do projecto do qual o deputado socialista Miguel Freitas é relator segue-se agora a criação de um logótipo simbólico e de uma plataforma de trabalho que une Estado, autarquias, entidades privadas e sociedade civil.

O sobreiro é uma árvore mediterrânica com mais de 60 milhões de anos, ocupa um quarto da superfície florestal portuguesa e é responsável por 10% das exportações nacionais.

Apesar destes números, o sobreiro também é considerado símbolo de nações como a Alemanha, a Estónia ou os Estados Unidos, e de diversas regiões e entidades sub-nacionais.

SOL


Via do Infante: Quarta sabotagem em 15 dias de portagens 
27-12-2011 

Uma caixa de passagem de cabos que serve as portagens da Via Infante de Sagres (A22), entre Olhão e Tavira foi hoje de manhã vandalizada. GNR não vai reforçar o patrulhamento.    
O incidente afeta a transmissão dos dados sobre quem passa no pórtico, no sentido Portimão-Espanha, e embora fiquem registados, é atrasada a sua chegada à central. A Polícia Judiciária já realizou no local peritagem, para que técnicos da Portugal Telecom possam proceder às reparações.
Trata-se do quarto incidente semelhante desde a introdução de portagens na Via do Infante a 8 de dezembro.
A sabotagem, que consistiu no corte de cabos, ocorreu entre as 05h00 e as 06h00, no sentido Portimão – Espanha a cerca de 100 metros da entrada de Olhão, ao quilómetro 100, disse à Lusa fonte do Comando da GNR.
Entretanto, a GNR garantiu que não vai alterar o esquema de segurança montado para a segurança na A22, avança a TSF que ouviu uma fonte do Comando Distrital de Faro.
Quatro sabotagens em 15 dias Esta caixa foi danificada 10 dias depois de uma outra, por onde passavam fibra ótica, ter sido vandalizada por fogo junto ao nó de Boliqueime. Quatro dias antes, dia 13, o pórtico instalado entre Algoz e Guia foi incendiado e foram disparados tiros de caçadeira, provocando ferimentos ligeiros a um funcionário da concessionária Euroscut que foi atingido por estilhaços de vidro da viatura da empresa.Após este incidente, os pórticos da Via do Infante passaram a ser vigiados pela GNR.
Na madrugada do dia anterior, dia 12, um pórtico de cobrança de portagens junto ao nó de Boliqueime, foi baleado e uma estrutura de apoio com meios informáticos foi incendiada naquele que constituiu o primeiro incidente depois do início da cobrança de taxas.
Recorde-se que as caixas de passagem dos cabos estão localizadas fora da via, não sendo necessário circular nesta para o seu acesso. Ao longo de toda a via, em distâncias de cerca de 50 metros existem estas estruturas onde passa a cablagem do sistema eletrónico.
OBSERVATÓRIO DO ALGARVE

*
Odemira, 27 dez (Lusa) - O município de Odemira exigiu hoje a alteração do critério legal que define os concelhos abrangidos por isenções e descontos nas portagens da Via do Infante de Sagres (A22), alegando estar a ser alvo de "discriminação negativa".
"Vemo-nos completamente discriminados negativamente" e, em comparação com municípios "que não são utilizadores regulares" da A22, "é perfeitamente ridículo o critério definido neste decreto-lei", criticou à Agência Lusa o autarca de Odemira, José Alberto Guerreiro.
Na base da contestação está o decreto-lei 111/2011, de 28 de novembro, referente à introdução de portagens nas antigas SCUT, como é o caso da A22, no Algarve.
Segundo o decreto-lei, a nomenclatura das unidades territoriais estatísticas de nível 3 (NUTS III) é a "baliza" que define os concelhos cujas empresas e populações têm isenções ou descontos nas portagens.
Desde que "qualquer parte do território" de uma NUT III fique "a menos de 20 quilómetros" da autoestrada, todos os concelhos dessa NUT estão abrangidos.
As pessoas singulares e coletivas dessas áreas "ficam isentas do pagamento de taxas de portagem nas primeiras 10 transações mensais que efetuem na respetiva autoestrada" e, para além dessas viagens, usufruem de "15 por cento" de desconto.
Com esta fórmula, Odemira, um dos concelhos do distrito de Beja mais próximos do Algarve, mas pertencente à NUT III do Alentejo Litoral e a mais de 20 quilómetros de distância da A22, fica de fora desses benefícios.
Já os restantes 13 concelhos de Beja, por formarem a NUT III do Baixo Alentejo e não obstante a distância do Algarve, estão abrangidos, por Almodôvar distar menos de 20 quilómetros da A22.
"É um perfeito disparate", qualificou José Alberto Guerreiro, garantindo que o município "está incrédulo".
"Não é possível que alguém, conhecendo a realidade territorial, aplique um critério que deixe de fora Odemira e inclua municípios não utilizadores regulares da A22, como Serpa, Moura e Barrancos, a centenas de quilómetros da A22", acusou.
O autarca lembrou as relações económicas de Odemira com o Algarve, da parte das empresas, mas também da população, e reivindicou a correção do decreto-lei.
As isenções e descontos, defendeu, deveriam abranger "todos os municípios na envolvente de concelhos atravessados pela Via do Infante" ou aqueles em que, segundo o Plano Rodoviário Nacional, "estava previsto o IC-4, cujo traçado corresponde, em parte, à A22 e que deveria existir até Odemira e Sines".
José Alberto Guerreiro já comunicou ao Governo esta reivindicação e enviou hoje idênticas exposições aos deputados eleitos por Beja (PSD, PS e CDU) e à Assembleia da República (AR).
"O decreto-lei tem um período de 60 dias em que é possível fazer correções. O melhor e o mais razoável é a AR reconhecer o erro e fazer a correção", sustentou.
A Lusa contactou a Estradas de Portugal, que remeteu para a concessionária da A22, a Euroscut, que não prestou ainda esclarecimentos.
RRL.
Lusa/Fim

agir - poema de António Garrochinho



agir

depois de tanta mentira
depois de tanta corrupção
a palavra ninguém me tira
e a luta também não
depois de tanta mentira
nasce em mim a insurreição !

António Garrochinho

toda a liberdade tem fome



Clique para ver a imagem original em uma nova janela

Fotografia de Jacques Henri Lartigue


Esse animal dentro de mim quer. Devoro sem nenhuma lucidez, sem cansaço, sem achar o fim. Não consigo mais deixá-lo esprimido dentro das minhas limitações absurdas, lambendo a minha pseudo ingenuidade.

Ele chega arrancando as asas, arranhando as auréolas alheias, comendo a carne, roendo os ossos e o depois dos ossos, sujando tudo ao redor com uma voracidade tão cheia de delicadeza.

Acaricio a besta, a fera, o predador - habitante de minha impaciência, enquanto desobedeço os bons costumes.Ah! Sou tão incompleta! Preciso tanto dele para trazer essas coisas, essas tolas verdades momentâneas que apenas o outro sabe dizer em total loucura ou inexatidão.

Deito na cama e o sangue dele entra nas minhas veias numa transfusão de vida incandescente e perpétua. Toda liberdade tem fome. Tudo isso tem nome. Porém, não é para ninguém pronunciar.Ainda.




Karla Bardanza


Os Silvas, pobrezinhos !


OS LUSÍADAS ADAPTADOS AOS TEMPOS QUE CORREM


um ano de penas - poema de António Garrochinho



Feliz 2013...

TERÇA-FEIRA, 27 DE DEZEMBRO DE 2011

Todos desejamos que 2012 seja melhor do que 2011. Este ano que passou foi de má memória, nem valendo a pena enumerar aqui os “presentes” que país recebeu nestes últimos doze meses. Mas também não será por acaso que, mesmo para os mais optimistas, as grandes promessas/esperanças de retoma transferiram-se directamente para 2013. Ou seja, tudo indica que 2012 será um ano para esquecer. Aliás, será com certeza ainda pior do que o ano que agora termina. Como é consensual nos mais diversos sectores, 2012 será o ano em que a recessão na economia portuguesa mais se fará sentir, não parando o actual Executivo de encontrar fórmulas criativas para descrever o que aí vem.

Numa atabalhoada declaração, Álvaro Santos Pereira acabou por dar um dos tiros de partida ao dizer que 2012 seria o ano do “começo do fim da crise”. Uma formulação interessante, cujas subsequentes explicações quase levaram a um desmentido. Mas são as formulações do próprio primeiro-ministro que mais dúvidas conseguem levantar. Na sua comunicação de Natal ao país, Passos falou em democratizar a economia, através de uma série de reformas estruturais. Sublinhou que 2012 será o ano de transformação do país. O problema é que a transformação a que se refere é a mesma que há algum tempo atrás confessou que implicaria que o país empobrecesse…

Como há muito vem sendo dito e repetido, a transformação preconizada pelo primeiro-ministro acarreta riscos bastante sérios. Utilizando a famosa expressão popular, o país corre inclusive o risco de morrer da (suposta) cura. Ao nível do sector público, a sede de poupança e de combate ao desperdício tem sido tanta que tem levado a que a Administração Pública se encontre paralisada em diversos sectores. O anúncio de fusão de inúmeros organismos e os grandes atrasos das novas leis orgânicas que se seguiram colocam a nu a difícil governabilidade da estrutura governativa criada. Chegou-se aliás a um panorama em que a razão da poupança se deve ao facto de inúmeros sectores estarem parados. No fundo, uma lógica semelhante a “se ficarmos na cama todo o dia, poupamos energias”. Sendo o aparelho público uma peça dificilmente contornável na economia portuguesa, a sua paragem brusca acarreta naturalmente consequências negativas para uma série de esferas de actividade.

Mas as razões da recessão em curso não se ficam naturalmente por aqui. Uma série de medidas de controlo do défice, desde o aumento de diversos impostos ao corte de prestações ou mesmo regalias sociais, têm contribuído decisivamente para o abrandamento económico do país. Se a isto somarmos a natural falta de confiança dos diversos actores económicos internos e externos, a contracção do investimento e a consequente subida em flexa do desemprego, percebemos bem as consequências negativas da receita económica aplicada. Com menos dinheiro a circular e com menos confiança para investir ou simplesmente consumir, não há economia que resista.

Podemos naturalmente considerar que se trata do sacrifício necessário para regenerar a nossa economia e sairmos assim da crise. Eis uma boa narrativa. Mas terão sido os problemas da economia nacional que nos trouxeram até aqui? Estará alguém convencido que nos conseguiremos levantar independentemente da crise internacional em curso? Como se houvesse uma luz ao fundo do túnel e dependesse apenas de nós alcançá-la. Não quero com este texto deixar uma mensagem pessimista à beira de um ano novo. Mas se calhar, no contexto actual, os melhores votos que podemos fazer a alguém nesta quadra será algo como: “boa sorte para si, para os seus e para todos nós em 2012 e feliz 2013.”



Artigo hoje publicado no Açoriano Oriental

Blog Activismo de sofá

Espelhos VIII

noreply@blogger.com (Virgínia Jorge)Ir para o artigo completo
Tiziano (c.1488-90-1576)

Santiago Rusinol (1894)

Rubens, Vénus ao espelho (1614)

Richard Edward Miller (1920)

James Whistler (1834-1903)

John Byam Liston Shaw, Jezebel (1896)

Guy Rose (1867)

Wilhelm Gallhof (191

chegará - poema de António Garrochinho



Mais de 100 mil portugueses emigraram em 2011

Por Isabel Tavares, publicado em 27 Dez 2011 
Vão para a Suiça ou para Angola. Mas não só. Só o Brasil concedeu mais de 52 mil vistos de residência nos primeiros seis meses deste ano


Distancia



Distancia
[Patricia Montenegro]

Não é a distancia física,
A de corpos,
A que mais machuca,
Mas sim,
Quando a sintonia,
De mentes,
E almas,
É interrompida repentinamente,
E o silencio,
Não ouvido e compreendido,
É presença constante,
Essa sim é a dor mais latente,
A gritar dentro da alma da gente...

Blog Lua azul

MMXII Um ano agoirado


Ainda não entrámos no novo ano, mas este já vai nascer torto. Não sou de acreditar em profecias nem em destinos traçados. Acredito mais em ciclos, em que causas idênticas possam gerar problemas idênticos e muitas vezes soluções também idênticas repetidamente. A verdade é que quem disse que 2012 seria o ano das desgraças parece ter acertado. Vem aí um ano com muito mau aspecto.

Chico Buarque - Eu Te Amo (Carioca Ao Vivo) [CC]





A nova ordem económica


Em tempos que já lá vão há muito tempo, o meu ainda jovem organismo processou todo o “cristianismo” que conseguiu suportar... até chegar o dia em que a rejeição foi total e terminal. Daí que os problemas da chamada cristandade não me interpelem por aí além. Se somarmos a isso o facto de o cristianismo ser seguido por uma “esmagadora” minoria dos seres humanos, e desses, apenas uma parte ser católica apostólica romana, entende-se porque é que apenas dou atenção às tiradas de papas, cardeais e outros que tais, quando são particularmente irritantes, ou então “divertidas”, como é o caso de hoje.
Não tendo lido, pelas razões já apontadas, a entrevista de “sua eminência” de Lisboa, o senhor Policarpo, não posso deixar de imaginar o efeito, no Vaticano, da parangona que foi tirada da sua entrevista para os títulos dos jornais:
O cardeal patriarca de Lisboa deseja uma “nova ordem económica”.
Ainda bem que “sua santidade” o papa, o senhor Ratzinger, tem quem esmiúce por ele estas notícias vindas dos vários rebanhos espalhados pelo mundo... senão ainda arriscaria uma síncope ao ler os títulos.
Então não querem lá ver que o Policarpo está a ficar meio (t’arrenego, vá de retro!!!) comunista?!!!
Mas não, não é nada de cuidado. É apenas a mesma ladainha de sempre.

Do novelo emaranhado da memória, da escuridão dos
nós cegos, puxo um fio que me aparece solto.
Devagar o liberto, de medo que se desfaça entre os dedos.
É um fio longo, verde e azul, com cheiro de limos,
e tem a macieza quente do lodo vivo.
---------------------------------------------É um rio.
Corre-me nas mãos, agora molhadas.
Toda a água me passa entre as palmas abertas, e de
repente não sei se as águas nascem de mim, ou para mim fluem.
Continuo a puxar, não já memória apenas, mas o próprio corpo do rio.
Sobre a minha pele navegam barcos, e sou também os
barcos e o céu que os cobre e os altos choupos que
vagarosamente deslizam sobre a película luminosa dos olhos.
Nadam-me peixes no sangue e oscilam entre duas
águas como os apelos imprecisos da memória.
Sinto a força dos braços e a vara que os prolonga.
Ao fundo do rio e de mim, desce como um lento e
firme pulsar do coração.
Agora o céu está mais perto e mudou de cor.
É todo ele verde e sonoro porque de ramo em ramo
---------------------------------------acorda o canto das aves.
E quando num largo espaço o barco se detém, o meu
corpo despido brilha debaixo do sol, entre o
esplendor maior que acende a superfície das águas.
Aí se fundem numa só verdade as lembranças confusas
da memória e o vulto subitamente anunciado do futuro.
Uma ave sem nome desce donde não sei e vai pousar
calada sobre a proa rigorosa do barco.
Imóvel, espero que toda a água se banhe de azul e que
as aves digam nos ramos por que são altos os
choupos e rumorosas as suas folhas.
Então, corpo de barco e de rio na dimensão do homem,
sigo adiante para o fulvo remanso que as espadas
verticais circundam.
Aí, três palmos enterrarei a minha vara até à pedra viva.
Haverá o grande silêncio primordial quando as mãos se
-----------------------------------------------juntarem às mãos.
Depois saberei tudo.
José Saramago 
 
blog Conversa avinagrada


Confraria dos Bons Costumes

A Confraria dos Bons Costumes, composta exclusivamente por solteirões virgens, alugou desta vez as faustosas intalações do Vaticano para a realização do seu areópago anual.
Elegeram como temas a debater, a corrupção e os distúrbios éticos na Europa.

bLOG Arre macho


Entrevista à Beira do Novo Ano

Pergunta - O que acha da perspectiva apontada por Pedro Passos Coelho de que 2012 irá ser um ano de grandes mudanças?

Resposta - Acho bem, desde que o Governo se mude todinho, para o deserto de Gobi...