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terça-feira, 20 de dezembro de 2011


CANAL 2 da RTP

E agora cortam a emissão do Jornal 2 na RTP ?!!??


“Mas o que é isto ? ” perguntou a apresentadora !

Vamos ver A MENTIRA que nos vão dar !



Salvem os "bifes"


Os britânicos que vivem em Espanha e em Portugal «podem ter ajuda do Governo para deixarem os países se a crise na zona euro arrastar» e deixarem de «ter acesso às suas contas bancárias». A imprensa inglesa avança este domingo que o Governo inglês tem um plano para retirar os seus cidadãos de Portugal e Espanha se o euro colapsar. Navios, aviões e autocarros serão usados para repatriar ingleses que queiram sair.

Que mais falta saber, que mais sinais se vai esperar para todos decidirmos que isto tem de mudar, que é, agora sim, inevitável correr com esta gente e seguir outro caminho. O capitalismo desenfreado, os Mercados, os Bancos, não são a solução, são sim o problema. Eles sabem e continuam e nós não fazemos nada?
Anónimo disse...
Um dos Beefs, já me disse:
O que o governo inglês quer e deseja é que os ingleses a residir em Portugal e Espanha ou com habitação aqui comprada, é que vendam tudo e regressem a Inglaterra com todo o dinheirinho obtido para assim tapar os buracos que por lá existem.
Segundo o mesmo, a dívida inglesa é maior que a de Portugal e Espanha juntas.
Dito isto...
Isto é que vai uma crise... God shave the Queen !


COMO FALAR SOBRE O FUTURO ÀS NOSSAS CRIANÇAS?



Como poderemos falar do Futuro às nossas crianças? Ou melhor, poderemos falar do Futuro às nossas crianças? Não? Sim? Talvez, se partirmos a palavra em três. Assim teremos Fu, que é o dono do restaurante Chinês, ali da esquina; o Tu (quem és tu?); e o Ró (que devemos pronunciar com acento) que é o nome da décima sétima letra do alfabeto grego, que corresponde ao nosso R, ou se quisermos ir pouco mais longe, Ró que representa, em física, a grandeza «resistividade».

Mas do que nos interessa falar é do senhor Fu, do Tu, e do Ró. Como é que três coisas tão diferentes podem ter ligação com o Futuro? Não têm. Então, qual o interesse de falar nisto? Não interessa nada, como diz aquela senhora que nós sabemos. Então porque estou para aqui com estas baldroquices?

Não estou. Parece que estou, mas não estou. É um truque que aprendi com os políticos. Eles parecem que estão... mas não estão. Parecem que fazem... mas não fazem... Ao contrário, desfazem... Parece que dizem «sim, meus queridos eleitores» mas o que querem mesmo dizer é «queriam... queriam...», parafraseando o grande Jô Soares, aquele que faz rir com graça, aquele que faz graça com inteligência, aquele que com inteligência faz humor, sem precisar de recorrer a ordinarices, como muitos que eu cá sei. Só não sei é como ainda há quem ria dessas ordinarices!

Acho que me desviei das minhas intenções primeiras. Mas quais eram as minhas intenções primeiras? Ah! Sim, dissertar sobre o senhor Fu, o Tu, e o grego Ró (entre nós Erre)! E se de repente não me apetecer dissertar? Não disserto. Esta também é uma atitude que aprendi com os políticos. Por exemplo, os políticos prometem tudo durante as campanhas eleitorais, e depois de eleitos... não lhes apetece cumprir as promessas, não cumprem.

Tão simples quanto isto. E quem os obriga? Ninguém tem essa coragem. Ai de quem tiver! Aí vai papel que não é assinado. Aí vai obra que empanca nas gavetas das secretárias dos gabinetes de quem pode, quer e manda. Aí vai perseguição por coisa nenhuma. É o tens coragem de obrigar um político a cumprir o prometido durante as campanhas eleitorais! O que pensam? Um político não é eleito (salvo raras excepções, mas estes não são políticos, são Homens, com H)... mas eu dizia que um político não é eleito para resolver os problemas de uma autarquia ou da nação! Não! Isso é o que diz o papel. E uma coisa é o que diz o papel e outra coisa é o que o político quer. E quem o impede? Nenhum poder é maior do que o Poder!

Bem, quanto ao senhor Fu, é boa pessoa. Tu, dependendo de quem és tu, também és boa pessoa. O erre, coitado! Errar é humano, dizem. Será? Podemos tentar abordar este assunto, numa outra ocasião. Mas... e então quanto ao Futuro? Querem saber? Nunca fui ao futuro. Não sei nada do Futuro.
Josefina Maller
BLOG Galatea & Triton

Pedro Passos Coelho – Cuidado, senhor doutor!


Excelentíssimo senhor doutor Pedro Passos Coelho.
Parece começar a tornar-se um hábito dos seus ajudantes e cúmplices - e agora de si próprio - mandar os portugueses emigrar. Ao que sei, desta vez toca aos professores serem mandados por vossa excelência, se não estou em erro, para Angola e para o Brasil.
Hoje não estou com disposição para grandes conversas, muito menos consigo... mas tenha cuidado, senhor doutor! Olhe que os portugueses podem começar a apanhar o jeito à coisa e decidirem igualmente mandar vossa excelência para esta ou aquela parte... e em termos que, embora não passando sempre se figuras de estilo, não deixarão, ainda assim, de ser tão desagradáveis quanto injustos para com a pobre da senhora sua mãezinha.



Obrigadinho Passos Coelho

Agora que 2012 se aproxima do fim e vamos sendo tomados por sentimentos natalícios é o momento para fazer algo que há algum tempo sinto necessidade, manifestar a Passos Coelho a minha gratidão.

Há mais de trinta anos que a direita se anda a disfarçar recorrendo aos valores da esquerda, com a extrema direita a oscilar entre os disfarces de centrista ou de social-democrata. Já quando a AD ganhou as eleições o Freitas do Amaral, então presidente do CDS e actual boy do PSD, exultava de alegria porque tinha ganho nos bairros da lata. Poucos meses antes ainda o PSD era um defensor incondicional do socialismo e o CDS manifestava a sua obediência ao Conselho da Revolução.

Finalmente a direita teve a coragem de se assumir e já não se disfarça de social-democrata, assume claramente que está no poder para servir os mais ricos e se for necessário espoliar todos os portugueses para ajudar banqueiros e empresários falidos a sobreviver à concorrência externa. Finalmente a direita portuguesa é mesmo direita, e isso é um favor que a esquerda nunca poderá esquecer.

Depois de anos e anos de se dizer que é tudo o mesmo toda uma geração que não conheceu um governo de direita a sério e sem complexos vai ficar a saber, e nada melhor do que um ministro das Finanças mais brutal do que qualquer outro do salazarismo, um primeiro-ministro que despreza o seu povo e sugere-lhe a emigração para se perceberem as diferenças entre direita e esquerda.

Temos de agradecer a Passos Coelho por ter mostrado aos professores portugueses o calibre de sindicalistas como Mário Nogueira, de defensores da soberania como o Nobre ou o empenho social de trastes como o Paulo Portas.

Temos de agradecer a Passos Coelho por explicar que a asfixia democrática é adoptar um orçamento brutal em que a única excepção ao excesso de troika em vez de serem as medidas para estimular o crescimento económico foi o orçamento da Administração Interna para financiar a repressão. Vítor Gaspar não explicaria melhor aos nossos jovens nascidos em democracia o que é uma estratégia fascista, nem mesmo os responsáveis da polícia que infiltraram a manifestação da greve geral teriam feito melhor.

Temos de agradecer a Passos Coelho porque ensinou aos portugueses o valor de coisas como o Serviço Nacional de Saúde, direitos laborais tão elementares como o direito ao descanso ou a uma remuneração justa, ou coisas tão elementares em toda a Europa como os subsídios.

Temos de agradecer a Passos Coelho o facto de os portugueses deixarem de gozar com governantes dialogantes e passarem a dar mais importância à concertação social e ao diálogo do que à ditadura. Hoje os portugueses sabem qual a diferença entre o diálogo entre parceiros sociais e uma sociedade regulada por decisões adoptadas por um governo autoritário e com tiques fascistas.

È muito pouco provável que Passos Coelho termine 2012 como primeiro-ministro, ele está convencido de que enquanto houver troika pode brutalizar os portugueses e o país em favor dos mais ricos mas está enganado, não conhece nem Portugal nem a história, essas coisas não se aprendem em cursos da treta, não são acessíveis a personagens com parcos recursos intelectuais nem o Ângelo Correia parece ter sentido necessidade de lhe ensinar. Por isso governo como se não existisse constituição e o mandato fosse de 48 anos.

Mas passos Coelho está enganado, vai ser corrido mais cedo do que imagina e não podemos deixar passar o último Natal de muitos portugueses para lhe manifestar a gratidão pelo que está a fazer pela esquerda portuguesa.

Hospital de Faro realiza menos 274 cirurgias
20-12-2011 8:10:00

Houve menos 274 cirurgias no Hospital de Faro em 2011, comparativamente a 2010. Porém realizaram-se mais operações em agosto e só nos últimos 3 meses diminuiu, segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde.    
Os dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) divulgados pelo Diário de Notícias indicam que as listas de espera para cirurgia estão de novo a avolumar-se em vários hospitais do Serviço Nacional de Saúde.
A diminuição também se verificou no Hospital de Faro onde houve menos 274 cirurgias no Hospital de Faro em 2011, comparativamente a 2010.
De notar que o Hospital de Faro logrou aumentar as cirurgias em agosto, sendo que a produção nos blocos operatórios baixou nos últimos 3 meses, registando menos 203 cirurgias do que em comparação com o mesmo período do ano passado.
A nível nacional, entre Setembro e Outubro, houve menos 26.272 intervenções cirúrgicas, cujos custos são suportados pelos orçamentos das próprias unidades de saúde.
O Centro Hospitalar do Porto fez menos 901 operações em 2011 comparativamente a 2010, enquanto o centro hospitalar de Lisboa Norte, registou menos 961 intervenções este ano em comparação com 2010.O gabinete do ministro Paulo Macedo, considera que a diminuição das cirurgias programadas realizadas é uma “opção das instituições, face aos constrangimentos orçamentais”, visando a diminuição das despesas através do corte na produção adicional que é paga aos profissionais com incentivos por ato, ou através de horas extraordinárias.
Assim, e dado que estes custos são suportados pelos orçamentos das próprias unidades de saúde, confrontados com as restrições orçamentais, estas têm reduzido a produção, explica a tutela, em resposta a uma pergunta do Bloco de Esquerda.
Greve às horas extraordinárias pode agravar a situação
A redução para metade, do valor a pagar pelas horas extraordinárias no próximo ano, anunciados pelo Ministério da Saúde, deverá agravar a situação.
O bastonário da Ordem dos Médicos já advertiu que o sistema poderá entrar “em colapso” , a concretizar-se a greve às horas extraordinárias a partir do início de Janeiro, por parte da classe, contestação que poderá inviabilizar o funcionamento da maior parte dos serviços de urgência dos hospitais, que poderão ser obrigados a fechar as portas.A greve às horas extraordinárias foi uma decisão conjunta pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), relativamente às novas formas de pagamento previstas no Orçamento de Estado (OE) para 2012, que não contemplam exceções para os médicos.
Fuga de profissionais para o setor privado aumentou custos no SNS
De forma a compensar aposentações e saídas de médicos e enfermeiros para o setor privado, a despesa com horas extraordinárias nas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) cresceram nos últimos anos atingindo em 2010 os 300 milhões de euros.
Até outubro de 2011, e devido aos cortes orçamentais já efetuados, o pagamento de horas extra diminuiu 12,5% nos hospitais e unidades locais de saúde, face ao mesmo período de 2010 atingindo os 253 milhões de euros.
Quase dois terços desta poupança na despesa com horas extra e suplementos estão relacionados com a classe médica, tanto nas unidades hospitalares, em que representa 14,3% da despesa total com o pessoal, enquanto nalgumas regiões do país esta rubrica é superior nos centros de saúde.
Observatório do Algarve

Apocalipse Pessoal

O meu ego derrama-se
orgânico esperma fervendo
de ódio
que ejacula na culpa
dos outros
onde te escondes, aporética
razão?
Não, Deus, não fui eu.
não neguei tudo, foram eles!
Todos! Todos eles!
Eu só reproduzi a lógica do que li!
Enforcado aborto
pendurado no quadro crescente
da cama da vida
que tu pariste
Lógica, para quê?
Tanto absurdo de reflexos
condicionados de ilusões
e não me lembro de nada!
Foi-se tudo e que ficou? Nada! Nada!
Que adianta abjurar
o ninho de harpias dentro
de mim
renegando a humanidade?
A culpa também é minha

Serigrafia de Miguel Barbosa