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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Contradições do português?


Dizem que o português é sombrio, melancólico, triste, saudoso, nostálgico...


Os amigos espanhóis chamam-nos “os tristes do lado de lá...”; os italianos lembro-me que nos consideravam “holandeses do Sul” (para o bom e para o mau: sérios, honestos mas um pouco fechados...); os russos acham que somos  “próximos” em qualquer coisa, talvez a nostalghia de que ambos os povos sofrem!

Os italianos achavam que éramos primos: ainda me lembro dos velhos concursos dos Jogos sem Fronteiras televisivos: “I nostri cugini portoghesi...” O que nunca chamavam a nenhum ootro país concorrente!

Não quero dizer mais do que sei, penso que há muita nostalgia, de facto, muita melancolia na nossa poesia de amor, um certo pessimismo...

Somos introvertidos, pouco expansivos, talvez desconfiados – ou será que não queremos mete-nos  na vida dos outros e que não se metam também na nossa? - mas é tão fácil “abrirmo-nos”! 


Basta um gesto, um sorriso, uma palavra, um pedido feito com delicadeza...

Aí vem o português espantado mas logo sorridente, sonhador e alegre...

Hoje mandaram-me este vídeo (a Isabel) e pensei que era justo que o pusesse aqui: o português quando gosta e quando o tratam “como gente”, com cultura a sério, reage com a sua sensibilidade aguda e a sua alegria.
Que maravilhosa ideia:  os cantores líricos na Gare do Oriente! 


No meio da solidão de cada um, calados no meio da multidão, lado a lado sem nos vermos, neste Natal que nos assusta a todos um pouco (ou muito), de repente a Música!

Disto é que precisamos para “animar” a desgraça que por aí vai.

(Gare do Oriente, 16 de Novembro de 2011)

NATAL

O Natal é uma quadra de contrastes. Sentimos mais a família e a falta dela. Há um Natal de presentes ausentes. O Natal transporta consigo um cortejo de mortes. Familiares que recordamos na sépia dos retratos gravados na nossa memória distante. Fantasmas que passam por nós nos corredores infinitos da saudade. Há um Natal presente e um Natal ausente. Um Natal em que recebíamos presentes e um outro em que somos nós a pagar. Dantes suspirávamos por uma data mágica que descia pela chaminé. Hoje corremos na fúria da compra inútil. Já não há Pai Natal. Há uma ilusão desgastante que se queima no altar egoísta do consumo. Um furor de consoada que se rasga nos papéis de embrulho na véspera do perú assado. Há um Natal de mensagens pré-gravadas e SMS. De jantares comemorativos feitos de rotina irremediável. O Natal é um engano que persistimos em manter. Um engano em que mantemos vivos os presentes do passado.

ilustrando os poemas - António Garrochinho






Poemas do Rogérito - 2


Está visto
O mundo assim
redondo
está errado
Não podendo ser quadrado
podia seu um cubo
Gostava mais
Ver-lhe as quatro faces
…iguais
.
...........................Rogérito
Para os que aceitam ter sido Deus a conceber o Universo, pergunto: não teria sido mais sensato, entregar tal missão a uma criança?
 Blog conversa avinagrada

veredas da vida - quadra de António Garrochinho

SALÁRIOS MULTIMILIONÁRIOS


ANA MARIA FERNANDES A NOVA CEO DA EDP RENOVÁVEIS
QUEM É ESTA FULANA?

O que é que ela fará tão bem feitinho que mereça um ordenado destes?

220.000 contos/ ano ou 15.700 contos/Mês
...

A NOVA CEO da EDP Renováveis ...que só vai dar dividendos em 2020!!!


Com uma remuneração anual fixa de 384 mil euros (cerca de 77.000 contos) à qual acresce uma contribuição para o plano de pensão e aindaum prémio anual e um prémio plurianual para períodos de três anos, cada um dos quais até uma verba máxima de 100% do salário base.
Ou seja, se todos os seus objectivos de desempenho forem cumpridos, Ana Maria Fernandes receberá mais de 1,1 milhão de euros (220.000 contos) no seu primeiro ano como presidente de EDP Renováveis após a entrada da empresa na bolsa. Os valores mencionados constam do contrato de admissão.

Comentário de Júlia P. Brito

Por onde anda o nosso dinheiro

São quase 200 salários mínimos ou seja são precisos 200 portugueses com o salário mínimo para perfazerem o vencimento de um só trabalhador. Como é possível ? É pior do que no Futebol. Assim a EDP obriga os clientes a pagar os erros da sua gestão, como nasdívidas incobráveis que quer exigir aos pagadores honestos.


...e depois Portugal continua a aumentar o nº de pessoas pobres (que já vai em 22% da população). Continuamos a perguntar: Que país é este ?

...e estes "ladrões" que tanto se defendiam dizendo que no "tempo da outra senhora" era isto e aquilo. Para quê ? Para justificarem os seus "assaltos" continuados e quase descarados ? Só se um regime dito democrático também é isto ! Não será também por estes exemplos (que vêm de cima) que outro tipo de ladrões anda agora por aí, com grande força ?


ÓH DA GUARDA, ACUDAM, ESTAMOS A SER INVADIDOS POR LADRÕES QUE NOS ASSALTAM OS BOLSOS !...

ESTOU MESMO A VER O POVÃO A SAIR À RUA PARA ACABAR COM ESTE DESMANDO...
ENTÃO ESTE GOVERNO DIZIA QUE ÍA TRATAR ESTAS QUESTÕES COM LISURA E ACABAR COM ORDENADOS MILIONÁRIOS !... AFINAL, É TUDO TRETA ...

JÁ NÃO CHEGAM OS LADRÕES DO BPN, BCP, ETC.

são rosas! ... xenhôres e xenhôras ! -

anti - pimba



anti - pimba

neste Portugal de além - mar
esgotado de tanto navegar
em mares por vezes proibidos
a musica tem o seu lugar
se ela souber despertar
dentro de nós, os sentidos !

António Garrochinho

O sentido da vida

" A vida humana tem um sentido, faz sentido, ou será que , na esteira do Qohelet, devemos repetir mataiótês mataiotétôn, ta panta mataiótês ( " Vaidade das vaidades ( isto é : suprema vaidade), tudo é vaidade " ? Admitindo mesmo o lado retórico da afirmação , resta saber onde se encontra o sentido da vida, em que coisa consiste , como encontrá-lo. E as perguntas multiplicam-se , exercendo sobre nós uma pressão quase imediata: o sentido, somos nós que o inventámos ou preexiste-nos? Ele precede-nos de tal modo que a nossa tarefa consista em descobri-lo ou temos de o construir passo a passo? No decurso do tempo, será que o sentido permanece igual, ao abrigo das contingências da vida, ou ele segue os meandros imprevisíveis de toda a existência? Outra questão: uma vez na nossa posse , porquanto possamos falar de posse do sentido, podemos perdê-lo, podemos abandoná-lo, sob o peso das vicissitudes da existência? No decurso da vida , poderemos afirmar que se mantém quase imutável ou inalterado, adaptando-se às épocas que cada idade atravessa? E na hipótese de se poder alcançá-lo, " fará sentido" mantê-lo e conservá-lo numa espécie de torre de marfim, como se estivesse protegido das desgraças daqueles que nos rodeiam? Enfim, como afirmar que a morte tem sentido, que o esquecimento tem sentido, que a doença terminal e o enfraquecimento físico-mental têm sentido? Qual é este sentido capaz de projectar a sua sombra ou, mais exactamente, a sua luz na existência a ponto de a tornar compreensível, aceitável e sorridente?
Dois polos emergem; esperança, certeza, felicidade, luz que se abre à plenitude do cosmos, por um lado; trágico, absurdo, desesperança, solidão do fechamento sobre si, por outro; eis duas direcções, de sinais opostos, entre as quais a existência humana parece distendida, numa tensão incontornável. E qual será o lugar para Deus neste combate humano? "
Michel Renaud, in " A fragilidade na busca de o sentido da existência", Revista Portuguesa de Bioética", Outubro de 2011

As melhores posiçoes...






... Qualquer sitio é bom...

Gostei de ler: "Dì qualcosa di Sinistra"



Caiu o Carmo e a Trindade. Os céus tremeram. Uma onda de indignação varre os blogues de direita. Deputados vociferam furiosamente no Parlamento contra a infâmia. Comentadores na televisão revoltam-se com a pouca vergonha. Jornalistas apresentadores de serviços noticiosos perdem a compostura e reclamam, olhos faíscando de ódio. É o horror, o horror... um deputado do PS, Pedro Nuno Santos - ainda por cima, um provinciano - atreveu-se a dizer qualquer coisa de esquerda. De esquerda! Há rumores de que em Kyoto ter-se-à sentido um pequeno terramoto. E milhares de peixes-gato deram à costa na Ilha de Páscoa. E que disse ele? Que não devemos agachar-nos perante os nossos credores; que a única arma que iremos ter, daqui a uns tempos, é o não-pagamento da dívida. Extraordinário! Extraordinário também porque vemos a direita ser anti-patriótica, a governar contra os interesses da pátria, e a esquerda - até o PS, imagine-se - a querer defender o país do saque que se prepara. Chegámos a um ponto essencial da nossa História, quando os valores tradicionais se começam a inverter. É agora ou nunca. Daqui a uns meses, será tarde; quando não pudermos mesmo pagar, quando a economia portuguesa estourar, seremos como peixes numa rede acabada de ser puxada do mar, à mercê das gaivotas. Será que nessa altura alguém se vai lembrar das palavras deste deputado, efémero herói da nação?

(É claro que um vice-presidente do PS vir afirmar o que será inevitável é completamente inoportuno. O muro erguido na comunicação social e na opinião pública em favor da austeridade, do respeito e da responsabilidade sofreu uma brecha. A unanimidade dos partidos do arco do poder quebrou-se. Alguém veio dizer que poderá haver alternativa ao desastre para onde estamos a ser conduzidos. E isso fere. É uma ameaça. A violência espoletada é a consequência da fragilidade do fio que une este Governo aos portugueses. As manifestações, os protestos, os apupos vão começando a aparecer. Como disse o Presidente da República, "os portugueses chegaram ao limite dos seus sacrifícios".)» - Sérgio Lavos, no Arrastão.

blog O país do Burro

??? à americana?


Li no “Cravo de Abril” uma referência certeira a esta notícia. Nada de novo! Os cinco cidadão cubanos presos e condenados nos EUA a penas obscenas, por crimes inexistentes, acusados de terrorismo, exatamente aquilo que combatiam... viram, mais uma vez, um recurso ser recusado.
Provado que foi o facto de os “jornalistas” responsáveis pela campanha pública de ódio que ajudou a criar o clima para a condenação dos patriotas cubanos, terem sido pagos diretamente pelo governo para fazer esse trabalho sujo de distorção de factos e calúnia... os advogados de defesa acharam por bem recorrer das sentenças.
Nada feito! O governo do “democrata” Obama mandou dizer que não senhor, que o tribunal deve ignorar esses factos, já que em nada são ilegais, nem terão contribuído para o desfecho da farsa a que, hipocritamente, chamaram julgamento.
É por essas e por outras que fico gelado quando vejo a “nossa” ministra da Justiça fazer títulos de jornais (independentemente do texto que os acompanha), dizendo querer «uma justiça à americana».
A “justiça” que condenou estes patriotas e antiterroristas. A “justiça” da tortura institucionalizada de prisioneiros. A “justiça” de Guantánamo, Abu Grahib e das prisões secretas. A “justiça” das penas de prisão perpétua para crianças. A “justiça” da pena de morte.
É mesmo isto que quer, senhora ministra?

“Ladrão”, “Gatuno”, “Palhaço”.


«Quer à chegada quer à saída do Centro de Arte Moderna Gerardo Rueda, em Matosinhos, cerca de três dezenas de populares manifestaram descontentamento, vaiaram o primeiro-ministro e gritaram insultos, tais como: “Ladrão”, “Gatuno”, “Palhaço”.»

O Sócrates teve de esperar 4 anos até lhe começarem a fazer esperas para o vaiarem, este nem precisou de esperar 6 meses. Com a crise que vai por uma Europa, sem soluções nem democracia para travar os Mercados e a politica de empobrecimento deste governo irresponsável, é bom que se habitue e as suas mães que perdoem quando lhes chamarem "Putas", que é ao filho, e não a elas, que querem ofender. E eles, como elas sabem bem, merecem.