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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


Mulheres...

As mulheres criticam constantemente os homens, mas se há coisa que gosto nos homens, e que é difícil de encontrar em muitas mulheres, é a frontalidade e sinceridade. Um homem gosta da roupa de outro, diz-o. Mas se não gosta também não se proibe de lhe dizer logo que «pareces um maricas». As mulheres são mais mesquinhas, não dão a sua sincera opinião sobre a vestimenta, sobre o novo corte de cabelo, sobre o que acham do novo parceiro das suas amigas, ... O pior é que depois viram costas e vão falar com o grupo de mulheres e aí dizem o que pensam e ainda mais. Também por isso sempre me dei melhor com homens. Sou frontal e pouca gente gosta de me pedir opinião, principalmente sobre coisas sérias da vida, porque não ouvem o que querem.

Mas as vezes penso que a culpa não é tanto da falta de frontalidade de certas mulheres. Afinal a maioria das pessoas não lida bem com frontalidade/ sinceridade. Apelidam-na de arrogância ou falta de simpatia. Só porque aquela pessoa foi capaz de dizer o que toda a gente pensa mas não tem coragem para fazê-lo.

A Maior Declaração de Amor

Aveiro

Empresa condenada por colocar trabalhadora virada para a parede

15.12.2011 - 15:26 "O Tribunal da Relação de Coimbra condenou os proprietários de uma loja de Aveiro ao pagamento de uma multa de 6.500 euros, por ter obrigado uma trabalhadora a cumprir o horário laboral sentada, virada para a parede e sem nada para fazer".

Segundo o acórdão daquele tribunal, a que a Lusa hoje teve acesso, o comportamento dos proprietários da loja configura assédio a trabalhador, uma contra-ordenação “muito grave”.

Inicialmente, a trabalhadora estava colocada numa outra loja dos mesmos proprietários, mas em Agosto de 2009 os patrões transferiram-na para Aveiro, a 70 quilómetros de distância.

Alegaram “muitas dificuldades” de relacionamento com os outros trabalhadores, sublinhando que isso se repercutia negativamente quer no ambiente de trabalho quer nos resultados das vendas.

A trabalhadora foi transferida sem que tivesse sido instaurado qualquer procedimento disciplinar.

Quando se apresentou na loja de Aveiro, foi informada que a gerência dera ordens para se dirigir ao primeiro andar do estabelecimento, sentar-se na cadeira frente à secretária, sem atender clientes e ficar aí todo o dia no cumprimento do seu horário de trabalho, o que aconteceu.

No dia seguinte, a trabalhadora foi ao hospital, com uma crise nervosa, sendo-lhe dada baixa médica de um mês e meio.

Finda a baixa, regressou ao trabalho, mas a gerência não tinha mudado de ideias: deveria dirigir-se ao andar de cima, sentar-se na cadeira em frente à secretária que tinha ocupado anteriormente, não atender quaisquer clientes e cumprir deste modo o seu horário de trabalho.

O seu “local de trabalho” passava a ser a zona de exposição dos produtos de venda, onde não havia qualquer instrumento de trabalho.

Para o tribunal, “resulta à evidência” que a gerência criou “todo um ambiente hostil” no local de trabalho, quando colocou a funcionária em Aveiro, “com a intenção, declarada, de não lhe atribuir quaisquer funções”.

“Não só o comportamento teve tal desiderato, como produziu o efeito perturbador, a criação do ambiente hostil e humilhante”, acrescenta o tribunal, para fundamentar a tese de assédio no trabalho.

A trabalhadora estava contratada com as funções de caixeira, competindo-lhe atender os clientes, mostrar os catálogos, promover os produtos para venda, fazer encomendas, proceder à venda dos mesmos, receber o seu pagamento, confirmar telefonicamente após a entrega dos produtos a satisfação dos clientes e procurar a actualização da informação sobre as suas encomendas.

Outras das suas funções era fazer no computador os orçamentos, introduzir no sistema informático diversos registos, nomeadamente, eventos diários, fichas de clientes, estatística de vendas e relatórios de stocks, e ainda limpar a loja.

Notícia corrigida às 17h24 - a empresa foi condenada a pagar uma multa e não a pagar à trabalhadora, como era referido

PUBLICO.PT

M. Scott Peck


O amor é um exercício de escolha livre. Duas pessoas sentem amor uma pela outra apenas quando são capazes de viver uma sem a outra, mas escolhem viver uma com a outra.

o beijo - poema ilustrado de António Garrochinho

1


















Perdi o olhar
Num local qualquer
Onde também
Ficaram as palavras
E os sonhos inocentes
De felicidade.

Tacteio o horizonte
Com o pouco que me ficou
E questiono-me sobre
O que sou.
Dão-me abraços, beijos
E flores
Muitas flores
Decoradas com estrelas
E lágrimas de cristal.

Mas as flores desfazem-se
No tempo e as lágrimas
Corroem-me os dias.

Tenho mil olhares
Sobre os meus ombros
E o enorme desejo
De explodir
Numa orgia de vida,
Na ultima prova de que vivi.

Manuel F. C. Almeida
Blog Avec le temps

Algumas Decisões do Estado deste Sítio


A Guarda Nacional Republicana passa a denominar-se Guarda Nacional das Autoestradas ex-Scut;

As portagens devidas e não pagas pelos utentes das autoestradas, passam a ser pagas com a penhora do veículo do infractor;

Com a redução e eliminação de muitas carreiras de transportes públicos, sobretudo aos fins-de-semana, os portugueses que não têm transporte individual, passam à condição de suspeitos sob prisão domiciliária;

A “grande troika”, a verdadeira governante deste protectorado, advertiu a “pequena troika” de que as novas taxas moderadoras do Serviço Nacional de Saúde (SNS) são insuficientes, e terão que ser agravadas ainda mais;

Devido a um problema de pilhas fracas na calculadora da “pequena troika”, o excedente das contas públicas não é de 2.000 milhões de euros, mas sim de 3.000 milhões. No entanto, continua a não ser excedente, nem folga, nem almofada, nem travesseiro. É apenas um pé-de-meia para o que der e vier, caso os banqueiros se sintam em dificuldades;

Passos Coelho, o chefe da "pequena troika", garantiu infáticamente que a melhor solução é o limite do défice ser inscrito na Constituição. Diz que isso apenas exige disciplina e não acarreta perda de soberania. Como é fácil de perceber, mais uma vez estamos a ser ludibriados, pois não se pode perder aquilo que já não possuímos...

A “pequena troika” passa a reunir o conselho de ministros aos domingos (fica a dúvida se presidida por Passos Coelho ou Ricardo Salgado), a fim de evitar ser perturbada com concentrações, manifestações e acções de protesto, aproveitando o facto de os portugueses estarem sob sequestro dominical, devido à escassez de transportes públicos;

Por decisão do ministro “vespa” Soares, os candidatos ao Rendimento Social de Inserção (RSI), isto é, pessoas que estão em situação de carência económica grave, abrangendo, maioritáriamente, jovens, idosos e deficientes, vão ser sujeitos a novas regras. Terão que preencher cinco formulários e apresentar uma mão-cheia de documentos da Segurança Social, além de caderneta predial e autorização para acesso a informação bancária. Só então estarão aptos a assinar com o Estado um contrato de inserção, que impõe o cumprimento de um determinado conjunto de obrigações;

O senhor Gaspar, ministro das Finanças da “pequena troika”, garantiu que a transferência dos fundos de pensões dos bancos para a Segurança Social não ameaça as pensões dos reformados do sector bancário. Ora, como é que ele pode garantir uma coisa dessas, se os dois mil milhões de euros do fundo de pensões vão servir para pagar dívidas do Estado às empresas, e melhorar a liquidez dos bancos?

ler - poema de António Garrochinho


ler

ler é estar vivo
saber do mundo, de nós
recordar, por em arquivo
... dar a mão, não estarmos sós
ler é amar também
outros povos, outra gente
conhecer, ir mais além
numa viagem permanente

António Garrochinho

humor e esqueletos



Juízes em insurreição, finalmente!


Variando a inação a que nos habituaram e quebrando a desfaçatez do Tribunal Constitucional os Juízes vêm agora comparar este Orçamento ao “imposto aos judeus para a Coroa” e insistem em que o mesmo seja levado à apreciação do Tribunal Constitucional, o que foi já concretizado em apelo ao Presidente da República.
No entender destes - e dos mais conceituados juristas, incluindo constitucionalistas da nossa praça - os subsídios de férias e de Natal são «inalienáveis».
O presidente da Associação de Juízes (ASJP) António Martins não deixa de destacar, com toda a pertinência e legitimidade, a «enorme responsabilidade» que cabe ao Presidente da República de verificar a conformidade da Lei do Orçamento com os princípios constitucionais da «confiança, da necessidade, da proporcionalidade e da igualdade», próprios de um Estado de Direito. E lança a farpa: os subsídios de férias e de Natal são «inalienáveis e impenhoráveis» e que - memória ainda houvesse neste tempo em que tudo vale para o saque estadual - nem no tempo da ditadura e do Estado Novo se infligiu «tamanho castigo» aos portugueses que exercem funções no sector público. Sem apelo nem agravo, afirmam que a Lei do Orçamento do Estado de 2012 «contém medidas injustas, violentas, iníquas, ilegais, violadoras do princípio da equidade fiscal e discriminatórias dos portugueses que exercem funções no sector público ou estão reformados» e sublinham que só recuando às Ordenações Afonsinas e ao tributo especial de 20 soldos por ano (imposto aos judeus para a Coroa) se encontra qualquer coisita minimamente parecida com estes castigos a que nos veremos penitenciados nos próximos tempos.
Terminado esta insurreição - que peca apenas por tardia - afirma que «A História há-de julgar-nos, a todos, pelo que fizemos ou deixamos de fazer», referem os juízes, considerando ser «incompreensível» para os portugueses que o órgão constitucionalmente previsto para apreciar preventivamente as dúvidas de constitucionalidade não seja convocado para o efeito. E lembra que as dúvidas sobre a legalidade e constitucionalidade da Lei do Orçamento do Estado de 2012 «são mais que fundadas e têm sido manifestadas por vários quadrantes políticos e universitários».
Ocorre dizer que esta casta de intocáveis, finalmente, se parece lembrar que as leis, para além de se presumirem sujeitas à Constituição (e a constitucionalidades destes saques é mais que duvidosa) deviam, ainda, atender ao direito natural e à Justiça enquanto silogismos maiores.
Resta apenas saber (ou confirmar) se o Presidente da República ou os deputados conseguirão os seus intentos de declaração de desconformidade constitucional com este saque unilateralmente declarado e institucionalizado pelo Governo, e, não o conseguindo, o que pretendem fazer se um cidadão normal intentar ele mesmo uma acção contra o Estado pelo não pagamento destas remunerações ... aplicam a Lei ou assumem-na inconstitucional?

JANELAS DE DENTRO - POEMA DE ANTÓNIO GARROCHINHO


Dicas para o fim-de-semana
15-12-2011

Entre o fado, concertos clássicos e de bandas filarmónicas, musicais e coros, a música destaca-se assim como a Noite Vermelha. Mas também há dança, feiras de natal, presépios ao vivo, exposição de fotografia, cinema, desporto e animação natalícia.  
 
No Centro Cultural de Lagos, há homenagem “Aos Fadistas e Fado” no dia 17 pelas 21h30 com Pedro e Teresa Viola nas principais vozes, Vitor do Carmo na guitarra portuguesa, José Santana na viola de fado e António Correia no contrabaixo. Bilhetes a 6 e 5 euros (com descontos CCL).
Espetáculo de Natal Associação de Dança de Lagos, no mesmo Centro , no dia 16 de dezembro pelas 19h00. Os bilhetes custam 5 euros.
Concerto pela Banda da Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1º de Maio a 19 de dezembro pelas 21h30, num espetáculo com bilhetes a 5 euros também no Centro Cultural.
Em Lagoa, o concerto do Coral Ideias do Levante, dirigido por Francisco Brazão, a 17 de Dezembro, às 17.00 horas, na Quinta dos Vales em Estômbar celebra a época natalícia. Os bilhetes custam 4 euros.
A Orquestra do Algarve realiza o concerto de Natal no TEMPO – Teatro Municipal de Portimão, às 21h30 do dia 17 de dezembro. Os bilhetes custam 10 euros com os descontos habituais. Na mesma sala, mas no dia 18 há concerto da Sociedade Filarmónica Portimonense pelas 16h00.
Continuando em Portimão, a Feira Vintage de Artesanato, Livros, vinil e instrumentos musicais em 2ª mão realiza-se dia 18 entre as 10h00-17h00 na Antiga Lota na Zona Ribeirinha de Portimão.
A Igreja Matriz de Alvor (Portimão) acolhe um recital do Quarteto do Barlavento a 17 de dezembro às 16h00 e a Igreja Matriz da Mexilhoeira Grande, recebe às 21h30 o recital do Duo Violino e Flauta.
O Museu de Portimão inaugura no dia 17 de Dezembro, às 17h00, a exposição “Uma Cidade, 2 Fotógrafos”, elaborada a partir do material fotográfico de Júlio Bernardo e Francisco Oliveira, que revela diversos modos de olhar Portimão, durante a década de 50 até aos finais dos anos 70 do século XX. A mostra pode ser visitada às terças-feiras das 14h30 às 18h00 e de quarta-feira a domingo das 10h00 às 18h00.
A Noite Vermelha de São Brás de Alportel é no dia 17, das 20h às 24h, para celebrar o Natal no comércio Local, com descontos e animação dos grupos de música portuguesa “Cante Andarilho”, “Veredas da Memória”, “Searas do Monte”, acordeonistas e atuação do Grupo de Sevilhanas.
Também o Mercadinho dos Artesãos apresenta uma edição especial Natal, que decorre entre as 17h00 e as 24h00 no dia 17 e se prolonga no dia 18, das 10h às 17h, no espaço polivalente do Mercado Municipal de São Brás.
Música em Quarteira, (Loulé), com o concerto da Orquestra do Algarve a 18 de dezembro 2011, pelas 16h30, na Igreja de S. Pedro do Mar, com temas dos compositores Anton Webern e Beethoven e dirigida pelo Maestro Sérgio Alapont. A entrada é livre.
Em Faro, a ante estreia da curta-metragem “Faminto” está marcada para 15 dezembro às 21h30 na Biblioteca António Ramos Rosa, exibindo-se em complemento o Making Of versão integral. A produtora é a Paradoxon Produções a realização de Hernâni Duarte Maria e Pedro Noel da Luz com argumento de Tiago Inácio e banda sonora original de Iládio Amado. Participam os atores Philippe Leroux, Sofia Reis, Hugo Costa Ramos, Henrique Pereira, Inês Tarouca, Patrícia Castello Branco e Miguel Rufino. Entrada livre.
Igualmente em Faro, a Companhia de Dança do Algarve sobe ao palco do Teatro das Figuras com o bailado Cinderela inspirado no conto homónimo de Charles Perrault, sob a direcção artística de Evgueni Beliaev, música de Prokofiev e coreografias de Evgueni Beliaev, Natalya Abramova e de Carolina Cantinho. Espetáculos no dia 16 e 17 de dezembro, às 21h30. Bilhetes a 10 euros.
Em Olhão, musical infantil “Sons da Disney” a 17 de dezembro, no Auditório Municipal de em duas sessões, às 16h00 e às 18h00, Em palco estarão a Cinderela, o Pinóquio ou a Pocahontas, num espetáculo cantado em português uma criação e interpretação dos InOpE e direção artística e encenação de Sofia de Castro.
A Feira de Artes Artesanato e Sabores de Natal, na Avenida da República em Olhão decorre de 15 de dezembro até 6 de janeiro, entre as 10h e as 20h, exceto nos dias 24 e 31 de dezembro, em que encerra às 16h00. A 25 de dezembro e 1 de janeiro, o cetame encerra.
Já está aberto ao público o presépio vivo de Olhão, patente no Largo da Restauração, junto à Igreja Matriz que, durante a semana, pode ser visto das 16h00 às 19h00 e aos fins-de-semana das 10h00 às 13h00 e das 16h00 às 19h00. Nos dias 19, 20, 25, 26, 27 e 28 de dezembro e 1 e 2 de janeiro está encerrado e no dia de Reis, 6 de janeiro, pode ser apreciado das 10h00 às 19h00.
Em Tavira realiza-se, a 17 de dezembro, pelas 21h30, na Igreja do Carmo, o Concerto natalício do Grupo Coral Tavira e o Coro de Câmara de Lisboa. O Coral Tavira será acompanhado por um Grupo Instrumental da Banda Filarmónica da Associação Cultural de Vila Real de Santo António.
Cinema em Tavira com a exibição no Cine-teatro António Pinheiro pelas 21h30 do dia 15 de Dezembro do filme "Nada a declarar", de Danny Boon (França 2010) e a 17 de Dezembro passa o documentário "Na Teia do Polvo", sobre a pesca do polvo em Sta. Luzia, de José Meireles (Portugal 2011).
E por fim em Tavira, decorrem os Campeonatos Internacionais de Portugal de Ténis de Mesa que decorrem de 16 a 18 de Dezembro no Pavilhão Dr. Eduardo Mansinho, organizados pela Federação Portuguesa de Ténis de Mesa.
Em Vila Real de Santo António a Aldeia de Natal anima a Praça Marquês de Pombal até 26 de Dezembro com animação, pista de snowtubing e mercadinho de Natal, entre as 10h00 e as 13h00 e as 15h00 e as 19h00.
Ainda em Vila Real de Santo António está patente ao público, no Centro Cultural António Aleixo, o presépio gigante com mais de 4000 figuras, cerca de 16 toneladas de areia, perto de de dois mil quilos de pó de pedra e 1500 quilos de cortiça, numa estrutura de madeira de 170 metros quadrados, parcialmente coberta por 100 metros quadrados de musgo. O presépio pode ser visto até ao dia 8 de Janeiro de 2012, diariamente, entre as 10 e as 13h00 e as 14h30 e as 19h00. No dia 1 de Janeiro estará aberto das 14h30 às 19h00.
OBSERVATÓRIO DO ALGARVE


Metamorfose - VIII (Ali estão, beijando vermes)


Ali estão, beijando vermes

Sigamos o cherne, disse depois a mulher
Nas águas, já mais espessas,
as ondas rastejavam, e mal se sentia
o cheiro da já longínqua  maresia

Sigamos o cherne, agora ninguém o proclama
Onde antes havia água tudo é lama
As ondas se esfumaram na própria espuma
Da maresia, resta tão pouca, ou mesmo nenhuma

Os que antes aceitavam beijar o cherne,
acordam beijando um verme
sem amor, sem alegria de ser beijado

O cardume não se dispersou,
apenas anda em desnorte
temendo, adivinhando, a sua sorte..

..............................................................................................Rogério Pereira
blog Conversa avinagrada

 

Sigamos o cherne!
(Depois de ver o filme O Mundo do Silêncio de Jacques-Yves Cousteau)

Sigamos o cherne,minha amiga!
Desçamos ao fundo do desejo
Atrás de muito mais que a fantasia
E aceitemos,até,do cherne um beijo,
Senão já com amor,com alegria...
Em cada um de nós circula o cherne,
Quase sempre mentido e olvidado.
Em água silenciosa de passado
Circula o cherne:traído
Peixe recalcado...
Sigamos,pois,o cherne,antes que venha,
Já morto,boiar ao lume de água,
Nos olhos rasos de água,
Quando,mentido o cherne a vida inteira,
Não somos mais que solidão e mágoa...

 

Durão Barroso



Nome Completo: José Manuel Durão Barroso


Data de Nascimento: 23-03-1956



Formação: Licenciado pela Faculdade de Direito de Lisboa e mestrado em Ciências Económicas e Sociais pela Universidade de Genebra.


Profissão: Presidente da Comissão Europeia.

Principais Cargos Políticos: Sub-Secretário de Estado no Ministério de Assuntos Internos (1985-1987); Secretário de estado dos Assuntos Externos e Cooperação (1987-1992); Ministro dos negócios estrangeiros (1992-1995); Primeiro Ministro (2002-2004); Presidente da Comissão Europeia (2004-...).


Alcunha: "Cherne". Esta ficou a dever-se ao facto de a sua esposa, Margarida Sousa Uva, lhe ter dedicado um excerto de "Sigamos o Cherne" de Alexandre O'Neill durante a campanha das legislativas de 2002:


"Sigamos o cherne, minha amiga!
Desçamos ao fundo do desejo
Atrás de muito mais que a fantasia
E aceitemos, até do cherne um beijo,
Senão já com amor, com alegria..."


Brilhante!


Porquê no "Portugueses IRRITANTES"? Porque abandonou a governação do país para se amanhar como Presidente da Comissão Europeia. Porque foi um péssimo Primeiro Ministro, porque alguém com a alcunha de "Cherne" só pode ser irritante, etc.


Potenciais Votantes: Os militantes dos partidos que não o PSD, o Pedro Santana Lopes, os portugueses, etc.