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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011



UM PÚCARO DE SAUDADE…
Rogério Martins Simões

Regressei à velha casa da aldeia,
Procurei a chave que nunca serviu
E à luz da velha candeia
O trinco da porta sorriu…

Espreitei!
A mesa ainda estava posta…
No meu lugar vazio encontrei:
Um prato, um talher desirmanado
E um corpo longínquo…

Mesmo ao meu lado,
Tal como a tinham deixado,
Estava uma caixa de silêncio…

Tinha sede…
Procurei no prego enferrujado
O púcaro da saudade…
Então, uma mulher adelgaçada
Abraçou o cântaro;
Pegou na rodilha,
E partiu para a fonte…


Meco, 27-09-2011

Jardim acusa Passos Coelho de ter plano para afastá-lo do poder……

Este jardim é mesmo um “Teórico”! Ainda não viu que Passos Coelho diz de manhã uma coisa e á tarde já diz outra………
Alberto João Jardim garantiu que o primeiro-ministro tinha prometido abrir o processo de negociações com a Comissão Europeia sobre a Zona Franca da Madeira, ainda neste mês de Dezembro, revelou ainda que nesse contacto telefónico, estabelecido na segunda-feira, Passos Coelho lamentou que o PSD-Madeira tenha passado para a opinião pública “a ideia de que estava a ceder à chantagem” do Funchal.
Jardim considerou “estranho” que o primeiro-ministro, tenha negado o compromisso assumido com os deputados da Madeira e afirmou que, “Se ele voltar a desmentir, eu desminto-o a ele”, neste caso, a região “esta a ser usada como manobra de diversão para a gravidade do que esta a acontecer no país”.
Se isto “não joga bem em termos nacionais”, admitiu Jardim, “pode jogar” com a situação regional: “a Madeira está sob a mira devido a uma campanha contra mim, que envolve a direção do meu partido”. 
Outra explicação dada por Jardim aos deputados: “Existe em Lisboa, inclusive no meu partido, a ideia que dá votos fazer frente a Jardim".
Feita a acusação à direção de Passos Coelho, o líder madeirense revelou ainda que “havia um plano da coligação do PSD e do CDS para a Madeira, com outra pessoa”. 
Mas se o objetivo era afastá-lo do poder, então Jardim adverte: “Eu não desisto. Vou defender a Madeira ate ao fim e não tenho medo destes……….”.

UMA DAS MENSAGENS MAIS LINDAS E VERDADEIRAS QUE JÁ VI!




Meu amado dono, Minha vida deve durar entre 10 e 15 anos, já estou com alguns anos. Qualquer separação é muito dolorosa para nós. Não fique zangado por muito tempo e não me prenda em nenhum lugar como punição.
Você tem seu trabalho, seus amigos e suas diversões.
EU SÓ TENHO VOCÊ!
Fale comigo de vez em quando. Compreendo muito bem o seu tom de voz e sinto tudo o que você está dizendo. Ficará gravado em mim para sempre, jamais esquecerei.
Antes de me bater por algum motivo, lembre-se que tenho dentes que poderiam feri-lo seriamente, mas que jamais vou usá-los em você. Jamais!
Antes de me censurar por estar preguiçoso ou teimoso, veja antes se há alguma coisa me incomodando. Talvez eu não esteja me alimentando bem. Posso estar resfriado ou, ainda, meu coração pode estar ficando mais fraco…
Cuide de mim quando eu ficar velho e cansado – Por favor, NÃO ME ABANDONE!
Tudo é mais fácil para mim com você ao meu lado.
Me ame, pois independente de qualquer razão, eu lhe amarei para sempre!

Desconheço a autoria
Blog Poemas ao fim da tarde

AS CHAROLAS SÃO O MOVIMENTO CULTURAL MAIS IMPORTANTE DA FREGUESIA

FRASE DE CHE GUEVARA

 

Frase de Che Guevara

Che Guevara

"Eu creio que a primeira coisa que deve caracterizar um jovem comunista é a honra que se sente por ser jovem comunista. Essa honra que o leva a mostrar-se a toda gente na sua condição de ser comunista, que não o submete à clandestinidade, que o não reduz a fórmulas, mas que ele manifesta em cada momento que lhe sai do espírito, que tem interesse porque é o símbolo de seu orgulho. Junta-se a isso um grande sentido do dever para com a sociedade que estamos construindo, para com os nossos semelhantes como seres humanos e para com todos os homens do mundo. Isso é algo que deve caracterizar o jovem comunista. Paralelamente, uma grande sensibilidade a todos os problemas e uma grande sensibilidade em relação a justiça."

de onde - poema de António Garrochinho

Desespero - poema ilustrado de António Garrochinho - pintura: Mellani

Amor Científico

I
Quis rasgar os poemas
E as filosofias
Éticas e estéticas
E as sabedorias
Senti no frio da matéria
O ardor da distância
Descobri nas palavras ao vento
A cúmplice da frustração,
o par da ânsia
E gritei, por fim,
com toda a violência:
II
Não quero mais cantar este sentimento
Não quero mais contar os dias de desalento
Fim à matemática tétrica e funesta
Fim à métrica castradora das canções
Quero é uma ciência dura transformadora da matéria
Quero é uma ciência de fazer revoluções
III
E a revolta materialista esculpiu com dor
e tempo
Os caminhos sonhados das palavras ao vento
Bruno Góis
Nota: Amor Científico foi escritos a 2 de abril de 2009. Junto com Irrealismo necessário do Amor (Científico), escrito a 3 de agosto de 2009, está publicado aqui.
blog Adeus Lenine

Diga Aaaaaaaah!


Só duas notícias tão diferentes tão iguais.

«O ministro da saúde, Paulo Macedo, revelou ontem o valor das novas taxas moderadoras. Uma ida a uma Urgência num hospital polivalente passa a custar 20 euros, em vez de 9,60 euros, e uma consulta num centro de saúde custará cinco euros, em vez de dois euros e vinte e cinco cêntimos.»
[CM]

«A história repete-se. Em algumas das mais recentes nomeações para conselhos de administração de centros hospitalares voltou a acontecer a tradicional dança de cadeiras, apesar das recomendações da troika: saíram gestores do PS, entraram gestores com ligações ao PSD e ao CDS. E, noutras nomeações ainda em preparação, fervilham as movimentações partidárias para a escolha de militantes ou simpatizantes dos partidos no poder.
O memorando de entendimento assinado com a troika refere expressamente que os presidentes e membros das administrações hospitalares "deverão ser, por lei, pessoas de reconhecido mérito na saúde, gestão e administração hospitalar" - uma medida a aplicar já no quarto trimestre deste ano. A assessoria do Ministério da Saúde defende, porém, que a obrigatoriedade de concursos para novos dirigentes apenas se aplica "nos casos dos institutos públicos e das direcções-gerais", ou seja, na administração directa do Estado. E alega que os hospitais EPE (entidades públicas empresariais) "não têm o mesmo estatuto" e a escolha fica nas mãos dos accionistas - que são os ministérios da Saúde e das Finanças.» [Público]


Sobem-se as taxas moderadoras em mais de 100% transformando-as em co-pagamentos inconstitucionais e sobem a falta de vergonha, de decência e de moral.

81. Ismael (6) - Boina, dia da mãe e sócio do Benfica


Estava a terminar o ano de mil novecentos e sessenta e seis. Ismael Gúsman tinha nascido em trinta e um e vindo com o tio para Lisboa no fim da guerra civil, apenas com oito anos de idade. No dia oito de dezembro fazia o que fazia em todos os domingos e dias santos. Vestia a sua melhor camisa, o fato preto de três peças e os sapatos de verniz que eram bem limpos e abrilhantados com azeite na véspera. Saía cedo de casa e, como a D. Laurentina, uma trintona bonita de cabelos negros e olhos cor de azeitona, tinha ficado sem o seu homem na queda dum andaime nuns prédios altos que andavam a fazer lá para Lisboa, como ela dizia, ele acompanhava-a à missa em Azeitão. Hoje era dia da mãe e Ismael, que já não se lembrava da sua, dizia mesmo que não sabia se a tinha conhecido, iria rezar-lhe três Avés Maria e um Padre Nosso. Depois apanhariam a carreira e iriam comer uma caldeirada a Setúbal.  Foi nesse momento, embrenhado nestes pensamentos, que Ismael Gúsman se lembrou que hoje não podia ser, que hoje não poderia acompanhar D. Laurentina à igreja.

Tinha sido no início mês passado que o senhor Augusto parou lá pela tasca, num dia que fora buscar mercadoria aos armazéns de S. Domingos a fim de abastecer a sua venda de roupas. Carregado com dois pesados embrulhos de roupa interior e meias angorá, que se vendiam muito bem naquela época, tinha descansado os pulsos lá no senhor Ismael saboreado um pastelinho de bacalhau superiormente confecionado pela Fernandinha e bebido um tintinho do Cartaxo. Depois falou-lhe que os garotos iam ser batizados na igreja de S. Tiago em Almada no próximo dia oito e que fazia muita questão que ele estivesse presente. A sua mulher, que na altura estava grávida de oito meses e que previa que o mais novo nascesse lá para Dezembro, insistiu muito e os miúdos lá fizeram a doutrina e agora, com doze anitos o mais velho, era já hora de serem batizados. E haveriam de fazer a primeira comunhão, se Deus quisesse. Pela amizade que tinham um pelo outro não poderia faltar ao batizado dos garotos.

Quando o meu pai conheceu o Ismael num torneio de chinquilho que o Pombalense foi fazer à Quinta do Conde, estava longe de vir a imaginar que o seu filho mais velho se iria tornar um amigo do peito de Ismael Gúsman. Nesse dia Ismael, que não se esqueceu de tirar a boina galega ao entrar na igreja, rezou pela mãe dele. Assistiu ao meu batizado, partilhou do nosso lanche e à noite bebeu um bagacinho enquanto dava um abraço ao meu pai pelo nascimento do meu irmão mais novo que resolvera vir ao mundo naquele mesmo dia. Tienes alí más um xócio para o Benfica, Augusto! O meu pai sorriu e, sabendo que a minha mãe, embora não tivesse assistido ao nosso batizado estava bem e feliz com o seu novo rebento ao lado, virou de um só gole o seu copinho de aguardente.

Constou-nos mais tarde que no regresso à Quinta do Conde, o Ismael, por não a ter levado à caldeirada, passou a noite toda em casa de D. Laurentina a pedir-lhe perdão.

LUTA - POEMA ILUSTRADO DE ANTÓNIO GARROCHINHO

PAGAR A DÍVIDA !!!???


PSD e CDS enxameiam Segurança Social com os seus Boys e Girls

Há alguns meses, Pedro Mota Soares, jovem líder parlamentar do CDS, exibia na Assembleia da República um powerpoint que comprovava a instrumentalização e partidarização da Segurança Social pelo PS, então no Governo.
Hoje, Pedro Mota Soares é Ministro da Segurança Social e não tem qualquer powerpoint para mostrar. Mas os factos falam por si.
A nova Presidente do Instituto de Segurança Social, com a saída de Edmundo Martinho, é Mariana Ribeiro Ferreira Costa Cabral, orgulhosa esposa de um descendente de D. Afonso Henriques e filha do jornalista António Ribeiro Ferreira, o tal que queria partir a espinha aos sindicatos e que era um grande admirador dessa «senhora adorável» que se chama arguida Maria de Lurdes Rodrigues. Não tem a experiência necessária para um cargo desta envergadura, apesar de ter passado pela Acção Social na Vereação de Cascais, mas tem o indispensável cartãozinho do CDS-PP, Partido do qual é Vice-Presidente.
Mas há mais. Luís Monteiro, Vogal do Conselho Directivo, foi assessor parlamentar do PSD; Miguel Coelho e Joaquim Caeiro, outros dois vogais, foram assessores parlamentares do CDS.
Nos Centros Distritais da Segurança Social, é o que já sabemos e que há bem pouco tempo foi denunciado pelo PS – Partido que, como se sabe, nunca faz este tipo de coisas. Os Centros de Coimbra, Bragança, Viseu e o Porto, pelo menos, já começaram a infestar a Administração Central com apaniguados seus.
Quanto ao Porto, estamos em presença de um caso deveras interessante. O centrista Sampaio Pimentel, ex-vereador da Câmara do Porto na área da Protecção Civil, é o novo Presidente do Centro Distrital. O facto de nada perceber do assunto não deve ser, para quem o nomeou, muito importante. Para coadjuvá-lo, foi nomeada Ana Venâncio, vereadora do PSD e antiga colega de Marco António Costa na Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. Uma curiosa arquitectura política que leva a que um membro da confiança de Pedro Mota Soares seja sempre marcado em cima por alguém ligado a Marco António.
Ainda no Centro Distrital do Porto, a rebaldaria continua com os assessores da Presidência. Sabe-se que vão ser nomeados 4, sendo que 2 dos nomes já são conhecidos: Maria Manuel, amiga de Sampaio Pimentel cujo maior feito profissional dos últimos anos tem sido o de se manter durante longos períodos em casa com atestado médico; e Ana Cancela, uma educadora de infância do Centro Infantil de Crestuma (de novo a predominância de Vila Nova de Gaia) cujos insuspeitos méritos na gestão e assesoria da «coisa pública» acabam de ser premiados com esta nomeação.
O mais curioso é que, ainda em finais de Agosto, o Governo anunciava com toda a pompa a extinção de 18 cargos de dirigentes distritais adjuntos da Segurança Social. Extinguem 18 directores-adjuntos, mas à razão de 4 assessores por Centro Distrital, vão nomear mais de 70. Excelente!
E como o exemplo vem de cima, aí temos Pedro Mota Soares, o putativo Ministro, a deslocar-se num Audi A7 de 86 mil euros para reuniões sobre pobreza e miséria, onde geralmente o vemos a perorar contra os beneficários do Rendimento Mínimo – sim, já sabemos que o contrato vem do Governo anterior e que não é possível rasgar contratos (só os contratos que o Estado tem com os Funcionários Públicos e demais contribuintes é que podem ser rasgados).
E como o exemplo vem, novamente, de cima, aí temos o verdadeiro Ministro, Marco António Costa, a reservar para si e para a sua assessora, trazida de Lisboa, metade do 15.º andar da rua António Patrício (Centro Distrital do Porto), num gabinete remodelado de onde se alcança uma vista esplendorosa sobre o Douro. Desta vez, pelo menos, não repetiu a façanha da sua anterior passagem pela Segurança Social.
E assim vamos, cantando e rindo, num dos principais ministérios da governação do país. Porque os tempos são difíceis e ninguém está imune aos sacrifícios.
Blog Aventar

A Islândia

A Islândia depois de recusar pagar os juros agiotas e de prender os banqueiros não só continua a ter acesso aos mercados como apresenta índices de crescimento economico e de desenvolvimento social muito supertiores aos da maioria dos países erropeus. O povo não foi nas chantagens do capital financeiro nem se assustou com os burocratas de Bruxelas. E mandou às malvas os doutos economistas e os comentadores de serviço propagandistas das inevitavilidades.
Ver:
/http://enpositivo.com/2011/12/la-revolucion-islandesa-consigue-triplicar-el-crecimiento-del-pais/


Gracias a la revuelta social
Islandia triplicará su crecimiento en 2012

En Positivo


Consiguió acabar con un gobierno. Encerró los responsables de la crisis financiera a la cárcel. Empezó a redactar una nueva Constitución hecha por ellos y para ellos. Y hoy, gracias a la movilización, será el país más próspero de un occidente sometido a una tenaz crisis de la deuda. Es la ciudadanía islandesa, cuya revuelta en 2008 fue silenciada en Europa por temor a que muchos tomaran nota. Pero lo lograron.
Gracias a la fuerza de toda una nación, lo que empezó siendo crisis se convirtió en oportunidad.

Una oportunidad que los movimientos altermundistas han observado con atención y lo han puesto como modelo realista a seguir.

Desde En Positivo, consideramos que la historia de Islandia es una de las más buenas noticias de los tiempos que corren. Sobre todo después de saber que según las previsiones de la Comisión Europea, este país del norte atlántico, cerrará el 2011 con un crecimiento del 2,1% y que en 2012, este crecimiento será del 1,5%, una cifra que supera el triple que la de los países de la zona euro. La tendencia al crecimiento aumentará incluso en 2013, cuando está previsto que alcance el 2,7%.

Los analistas aseveran que la economía islandesa sigue mostrando síntomas de desequilibrio. Y que la incertidumbre sigue presente en los mercados. Sin embargo, ha vuelto a generar empleo y la deuda pública ha ido disminuyendo de forma palpable.

Este pequeño país del periférico ártico rechazó rescatar a los bancos. Los dejó caer y aplicó la justicia sobre quienes habían provocado ciertos descalabros y desmanes financieros.

Los matices de la historia islandesa de los últimos años son múltiples. A pesar de trascender parte de los resultados que todo el movimiento social ha conseguido, poco se ha hablado del esfuerzo que este pueblo ha realizado. Del límite que alcanzaron con la crisis y de las múltiples batallas que todavía están por resolver. Sin embargo, lo que a En Positivo nos parece digno de mención es la historia que habla de un pueblo capaz de comenzar a escribir su propio futuro, sin quedar a merced de lo que se decida en despachos alejados de la realidad ciudadana. Y aunque sigan existiendo agujeros por llenar y oscuros por iluminar.

La revuelta islandesa no ha causado otras víctimas que los políticos y los hombres de finanzas. No ha vertido ninguna gota de sangre. No ha sido tan llamativa como las de la Primavera Árabe. Ni siquiera ha tenido rastro de mediática, pues los medios han pasado por encima de puntillas. Sin embargo, ha conseguido sus objetivos de forma limpia y ejemplar.

Hoy por hoy, su caso bien puede ser el camino ilustrativo de los indignados españoles, de los movimientos de Occupy Wall Street y de quienes exigen justicia social y justicia económica en todo el mundo.