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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

SOU EU... SENTE-ME!"

"Sou eu... Sente-me!"

É noite... Abraça-me forte
quero ser eterna na mortalidade da imaginação
quero que fiques comigo apertada ao teu coração...
nesta insaciável loucura de querer ser o tempo...
E não te deixar ir...nunca mais!

Acalenta-me em teus braços fortes e
no assoviar do vento
ouvir canções quais fossem teus
sussurros de amor:
"Sou eu... Sente-me!"

Calam-se os versos
deixo que minha alma
Docemente a ternura transponha
A nudez do corpo no leito.
O coração descompassado...

O desejo ardente do teu ser
Transforma-te em fogo abrasador
Acende meu coração
Queima o meu corpo com o teu fulgor
Que estreme junto ao teu...

Amanhece... Cantam os pássaros
nas arvores cobertas de flor...
a doce brisa trás um aroma de rosas
e as gotas do orvalho matinal estilam,
felizes na vidraça da janela
e eu te sussurro:"Sou eu... Sente-me!"

E novamente a vida torna-se paixão!


celina vasques
blog poemas ao cair da tarde

Ministra italiana chora ao anunciar medidas neoliberais



Chorou porque talvez saiba que, por mais medidas de austeridade
que se tomem, a Europa já não tem solução
Cabia-lhe apresentar parte das medidas do novo pacote de austeridade aprovado pelo Governo italiano. Sob a pressão das câmaras, Elsa Fornero não conseguiu pronunciar a palavra "sacrifício" – a voz e as lágrimas atraiçoaram-na, quando falava, ao vivo, para milhões. Veja abaixo o vídeo. As imagens correram mundo. A voz embargada e as lágrimas da ministra do Trabalho marcaram ontem o anúncio do novo pacote de austeridade em Itália. Elsa Fornero estava a anunciar o aumento do número de anos mínimos de descontos para que um italiano possa se aposentar sem sofrer cortes – 42 para os homens e 41 para as mulheres. Quis pronunciar a palavra “sacrifício” mas não foi capaz. Coube ao primeiro-ministro, Mario Monti, elencar todos os sacrifícios que serão pedidos aos italianos para que o país possa eliminar o déficit orçamentário em 2013, permitindo que a sua gigantesca dívida (quase 120% do PIB) entre numa rota descendente mais sustentável.




Vídeo do Esquerdopata

A MINISTRA DA JUSTIÇA ENVERGONHA-SE DO AMOR...


A sra actual ministra da justiça envergonha-se do amor...


GRANDE MARINHO PINTO!!!

Com papas e bolos, se enganam os tolos (António Aleixo).
Mais uma vez, à mulher de cesar não basta ser séria, tem também que parece-lo. Quando é que esta gentalha aprenderá a ser séria.
Quem tem telhados de vidro...., não atira pedras !


E esta, heim?.....

O Dr. Marinho Pinto estava inspirado....

A Sra ministra da justiça envergonha-se do amor...

A ministra da Justiça


Depois de andar a acusar-me de lhe dirigir ataques pessoais, a sra.
ministra da Justiça veio agora responder à denúncia que eu fiz de ter
usado o cargo para favorecer o seu cunhado, Dr. João Correia. Diz ela
que não tem cunhado nenhum e que isso até se pode demonstrar com uma
certidão do registo civil. Já antes, com o mesmo fito, membros do seu
gabinete haviam dito à imprensa que ela é divorciada.
Podia explicar as coisas recorrendo à explícita linguagem popular ou
até à fria terminologia jurídica que têm termos bem rigorosos para
caracterizar a situação. Vou fazê-lo, porém, com a linguagem própria
dos meus princípios e convicções sem deslizar para os terrenos
eticamente movediços em que a sra. ministra se refugia.
A base moral da família não está no casamento, seja enquanto
sacramento ministrado por um sacerdote, seja enquanto contrato
jurídico homologado por um funcionário público. A base moral da
família está na força dos sentimentos que unem os seus membros. Está
na intensidade dos afectos recíprocos que levam duas pessoas a darem
as mãos para procurarem juntas a felicidade; que levam duas pessoas a
estabelecerem entre si um pacto de vida comum, ou seja, uma comunhão
de propósitos existenciais através da qual, juntos, se realizam como
seres humanos. Através dessa comunhão elas buscam em conjunto a
felicidade, partilhando os momentos mais marcantes das suas vidas,
nomeadamente, as adversidades, as tristezas, as alegrias, os triunfos,
os fracassos, os prazeres e, naturalmente, a sexualidade.
O casamento, quando existe, agrega tudo isso numa síntese
institucional que, muitas vezes, já nada tem a ver com sentimentos,
mas tão só com meras conveniências sociais, morais, económicas ou
políticas. Por isso, para mim, cunhados são os irmãos das pessoas que,
por força de afectos recíprocos, partilham entre si, de forma
duradoura, dimensões relevantes das suas vidas.
É um gesto primário de oportunismo invocar a ausência do casamento
para dissimular uma relação afectiva em que se partilham dimensões
fundamentais da existência, unicamente porque não se tem coragem para
assumir as consequências políticas de opções que permitiram que essa
relação pessoal se misturasse com o exercício de funções de estado,
chegando, inclusivamente, ao ponto de influenciar decisões de grande
relevância política.
Tal como o crime de violência doméstica pode ocorrer entre não casados
também não é necessário o casamento para haver nepotismo. Basta
utilizarmos os cargos públicos para favorecermos as pessoas com quem
temos relações afectivas ou os seus familiares. Aliás, é, justamente,
aí que o nepotismo e o compadrio são mais perniciosos, quer porque são
mais intensos os afectos que o podem propiciar (diminuindo as
resistências morais do autor), quer porque pode ser mais facilmente
dissimulado do que no casamento, pois raramente essas relações são
conhecidas do público.
Aqui chegados reitero todas as acusações de nepotismo e favorecimento
de familiares que fiz à Sra. Ministra da Justiça. Mas acuso-a também
de tentar esconder uma relação afectiva, unicamente porque não tem
coragem de assumir as consequências políticas de decisões que
favoreceram o seu cunhado, ou seja o irmão da pessoa com quem ela
estabeleceu essa relação. Acuso publicamente a Sra. Ministra de tentar
tapar o sol com a peneira, procurando dissimular uma situação de
nepotismo com a invocação de inexistência de casamento, ou seja,
refugiando-se nos estereótipos de uma moralidade retrógrada e
decadente.
A sra. ministra da Justiça tem o dever republicano de explicar ao país
por que é que nomeou o seu cunhado, dr. João Correia, para tarefas no
seu ministério, bem como cerca de 15 pessoas mais, todas da confiança
exclusiva dele, nomeadamente, amigos, antigos colaboradores e sócios
da sua sociedade de advogados. Isso não é uma questão da vida pessoal
da Sra. Ministra. É uma questão de estado.
Nota: Desorientada no labirinto das suas contradições, a sra. ministra
da Justiça mandou o seu chefe de gabinete atacar-me publicamente, o
que ele, obediente, logo fez, mas em termos, no mínimo,
institucionalmente incorrectos. É óbvio que não respondo aos
subalternos da sra. ministra, por muito que eles se ponham em bicos de PÉS



Corredor da Morte ou Ditadura Merkozy?

DIZEM os jornalistas - penso que bem informados - que os beijoqueiros Merkel e Sarkozy se preparam durante a próxima pré-cimeira de quarta-feira para acertar agulhas para uma espécie de "refundação" da Europa, para “salvar” o Euro, alterando os tratados, com o objectivo de reforçarem a governação económica e o aumento da disciplina orçamental na zona euro, como forma de se blindarem contra os assaltos dos corsários dos "mercados", que eles tanto detestam como incensam, consoante o lado de que sopra o vento, ou para onde lhes dá mais jeito. 

Há quem diga que isto é apenas mais uma manobra para adiar a implosão do Euro, ou então, subjugar o resto da Europa aos ditames do eixo franco-alemão. Seja um ou outro o objectivo, a verdade é que a ser levada em frente esta pretensão, recorrer-se-á (mais uma vez) a um processo de ratificação simples e rápido, que contorna as morosas e nada desejáveis surpresas que pudessem surgir, caso se tivesse que passar por aprovações parlamentares, senão mesmo referendos sobre a matéria. Dizem eles que a democracia é uma coisa muito bonita, mas há que dispor de tempo para nos rebolarmos e deleitarmos com ela e com os seus processos, o que não será agora o caso, dada a urgência de medidas. Consultar o povo nunca! Divulgar apenas o que for decidido, sim, e viva o velho!

O Euro, uma coisa que tinha pretensões de ser a moeda de qualquer coisa com estatuto de unidade política-económica, não passa afinal de um projecto órfão e inacabado. Está no corredor da morte e os carrascos têm pressa, seja para o garrotarem já, ou lá mais para a frente, depois de mais uns quantos recursos. Comutar a pena de morte em prisão perpétua, poderá acarretar custos para as soberanias e a própria democracia, como já hoje vai sucedendo. Resultado: a meio do jogo, mudam-se as regras do mesmo, com decisões tomadas à porta fechada, vai-se dizendo que tudo isto é feito para bem dos povos (até já há ministros que choram, pressagiando os tempos que se avizinham), mas os europeus (mais uma vez) não são ouvidos nem achados sobre o modelo que vai ser adoptado, e mais grave ainda, sobre o futuro que lhes estão a traçar.

DIAS LOUREIRO

POR UMA QUESTÃO DE CIDADANIA


Não tem que se esconder de nada.

Não é arguido de coisa alguma.

Ainda por cima pertencia AO " GRUPO DOS PROTEGIDOS" DE CAVACO SILVA que terá dito que confiava plenamente neste "SENHOR" quando ele era membro do Conselho de
Estado!!!

Que ele tem o tal empreendimento em Cabo Verde, tem, que o conheço.

Mas viver lá não vive.

VIVE no ESTORIL NUMA DAS CASAS QUE ERA DO GRANDE EMPRESÁRIO JORGE DE MELLO e, ao que alegadamente se consta, é também proprietário de mais um lote anexo (tudo em nome de Sociedades Off-Shore).

VIVE SEM SE ESCONDER (pois nem pingo de vergonha tem) na sua mansão no Estoril, bem perto da escola de hotelaria, com uma excelente piscina sempre aquecida, casa de bonecas com ar condicionado (vinda de um qualquer pais nórdico) no jardim para a neta, com um casal de caseiros vindos da Colômbia expressamente para o cargo (muito útil pois não sabem uma palavra de português), a esposa actual XANA esbanja em compras para ela e amigos, ele oferece jantares em restaurantes in, caça no Alentejo com amigos, passeia às escancaras por Cascais e Estoril.

DIZEM PARA AÍ QUE É CONSELHEIRO PARTICULAR DE PASSOS COELHO E MIGUEL RELVAS MAS, DEVEM SER AS...... "MÁS LINGUAS"

E há muito mais. Mas em Cabo Verde não está !

Ao menos, se lá se escondesse, era porque lhe restava alguma vergonha...

Heloísa Apolónia
Deputada do PEV-Partido Ecologista Os Verdes  Para manter robustas fortunas da minoria, alarga-se a pobreza a uma vasta maioria.  30-11-2011 17:06:00
O Orçamento de Estado para 2012, aprovado hoje, traça um rumo desgraçado de recessão económica e de desemprego para Portugal.
E cada dia que passa a perspetiva é pior. O Governo começou, quando entregou o Orçamento, por anunciar uma previsão de recessão para 2012 de 2,8%. Entretanto, há poucos dias, agravou o número para 3%. Prevê, portanto, um cenário económico ainda mais grave.
Previa, no início da discussão do Orçamento, uma taxa de desemprego de 13,4% para 2012, a Comissão Europeia diz que será pior (13,6%) e a OCDE já indica um desemprego para Portugal ainda maior (13,8%), com tendência galopante no ano seguinte.
Ora, o que importa aqui realçar é que estes números não são números vazios, são números que revelam milhares de pessoas desesperadas perante as profundas dificuldades que enfrentarão.
O que os Verdes querem manifestar é que acreditar que não há alternativa a esta desgraça é desistir de construir um presente robusto para um futuro próspero. Ouvimos e continuaremos a ouvir o Governo, vezes sem conta, dizer que não são apresentadas alternativas.
Mas reparem bem: enquanto as sessões de discussão do Orçamento serviram para o Governo apresentar as suas propostas, não faltou um Ministro. Assim que as sessões se centraram na apreciação das propostas de alteração ao Orçamento por parte de todos os grupos parlamentares, ou seja, assim que se centraram na apresentação de alternativas, os Ministros desapareceram todos e não compareceram às sessões, logo, não ouviram nem discutiram as alternativas.
Pela parte do PEV direcionámos grande parte das nossas propostas para o caminho que se impõe em Portugal: a dinamização da atividade produtiva, passando pelo apoio claro às micro, pequenas e médias empresas, que são, sem sombra de dúvida, produtoras de inúmeros postos de trabalho.
Passando as propostas também pela garantia de poder de compra dos trabalhadores e pensionistas deste país, os quais são imprescindíveis como agentes dessa dinamização;
e pela necessidade de menor dependência do exterior, para quebrar o ciclo de maior endividamento, seja ao nível alimentar seja ao nível energético, aqui designadamente com um forte incentivo à utilização dos transportes públicos.
Passando ainda pela apresentação de propostas de combate às assimetrias regionais, na perspetiva de que quando desperdiçamos as potencialidades do nosso território é também de desperdício de produção de riqueza que falamos, bem como de um conjunto vasto de problemas ambientais, sociais e económicos que nos geram pobreza.
Pobreza - foi esse o fator central que os Verdes procuraram denunciar e contrariar neste Orçamento.
Quando o Governo corta os apoios sociais em mais de 2 mil milhões euros, é alargamento da bolsa de pobreza que promove.
Quando o Governo aumenta o IVA da restauração para a taxa máxima, potenciando o encerramento de cerca de 20 mil estabelecimentos e a perda de cerca de 50 mil postos de trabalho, é de contributo para a pobreza que se fala.
Quando a carga de impostos é de tal ordem, e quando, ainda assim, se põem os portugueses a pagar, em muito, tudo o que é serviço público e, ainda por cima, o Governo lhes mantém os cortes salariais e lhes assalta os subsídios de férias e de natal, é certamente uma nova geração de pobreza que se contribui para criar.
E o que mais custa no meio desta lógica é saber que circulam, que nascem e renascem, avultados capitais neste país que não contribuem com um cêntimo que seja para o erário público, que estão isentos de impostos.
Há fortunas neste país que passam incólumes aos sacrifícios pedidos. E há dinheiro para injectar nos bancos! Isto é absolutamente injusto e reprovável!
Hoje, mais do que nunca, é percetível que para manter robustas as fortunas de uma minoria, se alarga a pobreza a uma vasta maioria.
Mas nada disto é inevitável, são opções políticas, tudo isto são opções políticas! E também nesta área, de captação de receita, os Verdes procuraram dar um contributo para que a tributação de capitais se faça em função do seu valor e não do seu autor ou da sua natureza.
Para além disso, o PEV apresentou uma série de propostas com vista à promoção de melhores desempenhos ambientais.
Justamente o contrário do que o Governo propõe no Orçamento, quando fragiliza a fiscalidade ambiental como forma de fomentar boas práticas, designadamente ao nível de poupanças e eficiências energéticas, ou quando fragiliza a conservação da natureza, com um desinvestimento que, a somar a outros de anos anteriores, descapitaliza qualquer objetivo sério de valorização de território e de património natural.
O Governo quer fazer uma investida para privatizar a água, mesmo sabendo que esse objetivo colide com o princípio necessário a este recurso vital que é o da sua poupança e simultaneamente o da sua acessibilidade universal, mesmo sabendo que a água é um direito, não é uma mercadoria, e que por isso não pode ser gerida em função de obtenção de lucros.
Mas essa lógica, para o Governo, estende-se aos mais vastos sectores: da saúde com as sempre mais agravadas taxas moderadoras, à educação cada vez mais cara e impossível de suportar para as famílias.
Foi isso que os estudantes vieram dizer ontem quando se manifestaram aqui em frente ao Parlamento. Vieram dizer que querem construir o seu futuro neste país, vieram dizer que este Orçamento retira a tantos jovens a capacidade de prosseguir essa construção.
Nós Verdes, solidários com todos aqueles que lutam por um país digno, como todos os trabalhadores que na greve geral demonstraram que o país precisa deles, dizemos que este é o Orçamento construído para agradar à Sra. Merkel, que não sabe nada, nem quer saber, deste país nem das suas gentes, nem das suas potencialidades.
Nós, Verdes dizemos que este Orçamento é um pesadelo para Portugal e reafirmamos que o rejeitamos porque PELO SONHO É QUE VAMOS. E sonhar é acreditar e fazer o melhor para este país.
Observatório do Algarve

do pior ao melhor

 


No Jornal Público, do qual sou leitor indefectível há muito anos, temos exemplos do melhor jornalismo que se faz em Portugal mas também, infelizmente, por vezes do pior.

Assim é o caso da longa entrevista a Passos Coelho conduzida por Maria João Avilez. Passando ao lado da introdução laudatória, quase apaixonada pelo nosso PM ("o sorriso", "a postura elegante", "a voz insinuante"), ou mesmo do seu uso serôdio do português em belas frases como: "... de conclusões, aliás, inconclusivas...", por exemplo, não consigo mesmo passar ao lado das suas "palas" de pensamento único que a fazem dizer coisas tão brilhantes como "O país já sabe dessa necessidade imperiosa da consolidação!", referindo-se à necessidade de imposição de sacrifícios e que a fazem conduzir a entrevista justamente no sentido e para a linguagem que interessa ao PM.

Com grande superficialidade e clara falta de estudo dos dossiers, MJA, deixa escapar as revelações que Passos Coelho e nem se apercebe das implicações de alguma das frases do PM. Mas, sobretudo, MJA consegue dar-nos 4 páginas de entrevista onde, nem por uma vez, se mencionam as crescentes dificuldades dos portugueses, o aumento da pobreza e do desemprego, ou mesmo sequer se aborda a contestação social, como se estes assuntos não fossem nem notícia nem parte da difícil equação que cabe a Passos Coelho resolver. Definitivamente, do pior!

No mesmo dia, a honra da redacção acaba por ser salva por mais uma brilhante peça de jornalismo narrativo de Paulo Moura na Pública, onde as palavras vão para lá do cliché e da banalidade e nos transmitem, para lá da informação, uma vivência humana. Definitivamente, do melhor!

Sem chão






Sempre pensei que fosse simples. Tu e eu, tão perto e tão longe num cúmplice e sereno mundo comum. Olhando para trás, já não me lembro se alguma vez te sonhei. Talvez, não sei, se aconteceu devo ter achado tão absurdo que apaguei da memória. Só que um dia os teus olhos pararam nos meus e já não couberam… inesperadamente roubaste-me o tempo e razão como se os anos não contassem, como se as circunstâncias não pesassem. E o chão perdeu-se debaixo dos meus pés… Calaste-me o sorriso e as certezas com o que vi dentro de ti e da minha pele, virgem de um só toque teu, de um só afecto, nasceu o desejo brutal de me afogar nos teus beijos. Ninguém reparou. Só nós, em silêncio, soubemos que sim…


Passos e o Europeu





Pedro Passos Coelho, que em vez de um político a exercer o cargo de primeiro-ministro de um pais soberano, mais parece um “gestor de massa falida” (sim, às vezes o Pacheco Pereira acerta) diz-se «sem medo de greves e disposto a todas as batalhas»... para “justificar” os consecutivos ataques aos trabalhadores.

Aquilo que, de momento, o traz verdadeiramente apreensivo é o resultado do sorteio que colocou a Selecção Nacional no mesmo grupo da Alemanha, para a luta pelo próximo título europeu de futebol.

Compreende-se. Com que cara é que Passos Coelho vai andar a lamber os sapatos, ou mesmo o anafado rabiosque, a Angela Merkel... ao mesmo tempo que milhões de adeptos da Selecção portuguesa gritam desalmadamente contra os alemães?

Isto, quando até o futebol atrapalha, não é nada fácil!