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domingo, 4 de dezembro de 2011

Enriquecimento «ilegítimo»?


Apesar das atitudes de vitimização, das alusões a «campanhas negras», das alegadas «tentativas de assassinato» e do muito malhar a torto e a direito, vão aparecendo pensadores dos vários sectores da sociedade a ajudar a ver claro no meio de tanta poeira, promessas não cumpriveis e agressivas acções de marketing. Em democracia, o povo deve estar esclarecido para poder exercer em consciência o seu direito de voto.

Medina Carreira (1) disse há dias em entrevista na TV:
"O João Cravinho tentou resolver o problema da corrupção em Portugal. Tentou. Foi "exilado" para Londres. O Carrilho também falava um bocado, foi para Paris. O Alegre, depois, não sei para onde ele irá... Em Portugal, quem fala contra a corrupção ou é mandado para um "exílio dourado", ou então é entupido e cercado."
«…encomenda aí uma ponte que é orçamentada para 100 e depois custa 400? Não há uma obra que não custe 3 ou 4 vezes mais? Não acha que isto é um saque dos dinheiros públicos? E não vejo intervenção da polícia... Há-de acreditar que há muita gente que fica com a grande parte da diferença!"
«Quem tem interesse que se façam estas obras (megalómanas) é o Governo Português, são os partidos do poder, são os bancos, são os construtores, são os vendedores de maquinaria... Esses é que têm interesse, não é o Português!"
"É preciso que alguém diga aos portugueses o caminho que este país está a levar. Um país que empobrece, que se torna cada vez mais desigual, em que as desigualdades não têm fundamento, a maior parte delas são desigualdades ilegítimas para não dizer mais, numa sociedade onde uns empobrecem sem justificação e outros se tornam multi-milionários sem justificação, é um caldo de cultura que pode acabar muito mal. Eu receio mesmo que acabe."

Além da referência ao engenheiro João Cravinho (2), podia parecer que o prof Medina Carreira estava a exagerar, mas aparece agora a notícia da entrevista de Maria José Morgado (3), directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, ao semanário Sol, que permite aprofundar a reflexão, pois acha que deveria haver uma lei contra o enriquecimento ilícito, como Cravinho já preconizara. Notando haver políticos «que eram pobres quando iniciaram funções e, ao fim de uns anos, estão milionários», condena a «riqueza má», feita à conta do erário público. E disse também prever que a maioria dos 66 inquéritos sobre ilegalidades na Câmara Municipal de Lisboa (CML) seja arquivada, pois a lei não prevê os crimes urbanísticos, nem o enriquecimento ilícito.

Isso vem dar enquadramento às notícias da fortuna acumulada pelos ex-governantes hoje indiciados nos crimes económicos do BPN (4) (5) que tiveram um difícil início de vida. Mas não há só eles. Também Armando Vara (6), de acordo com o Relatório do Bom Governo da CGD referente a 2007, recebeu uma remuneração-base de 244 441 euros/ano (mais de 45 salários mínimos nacionais por mês). Um montante que fica muito aquém daquele que lhe foi pago pelo BCP em 2008: mais de 480 mil euros (quase 90 salários mínimos por mês). A propósito, há dias, veio em noticia que no BCP (7) o presidente do Conselho Geral e de Supervisão daquele banco cobra 90 000 Euros (200 salários mínimos!) por cada reunião a que se digna estar presente.

Razão tem Medina Carreira quando diz que os políticos não se dedicam ao bem público, a uma função que exige patriotismo e sacrifício, mas sim a troco dos máximos benefícios pessoais à custa do erário público.

Infelizmente, os políticos actuais, salvo eventuais excepções, esqueceram que Política é a ciência e arte de bem gerir os interesses dos Estados para benefício dos cidadãos. Preferem ver a política - com p minúsculo - como a «habilidade» de se governarem a si e aos boys dos partidos e caçar o máximo de votos, mesmo que os métodos utilizados prejudiquem seriamente os cidadãos. São desejáveis opiniões de mais pensadores sobre o diagnóstico da crise e, principalmente, sobre a terapia para moralizar o sistema. Será conveniente a criação de um CÓDIGO DE BEM GOVERNAR, elaborado e aceite por todos os partidos, por iniciativa de Belém.

As vantagens que pretendem obter à custa das funções políticas explicam a 'foçanguice' na obtenção de votos com promessas que não podem cumprir, com mentiras, com poeira e fumaça para os eleitores incautos não verem claramente a realidade.

Também Mário Soares (8) (9), Manuel Alegre (10) (11) (12), Henrique Neto, Vítor Ramalho e outros elementos do PS, com raciocínio livre e sem peias, não deixam de criticar algo que está longe de correr na perfeição.

Outro sinal de que os políticos aspiram pelos lugares de poder com vista a aquisição de riqueza e não ao sacrifício numa função de serviço público patriótico, chega de Mondim de Basto (13), com a notícia de que uma ex-candidata ao município em 2001, como não conseguiu essa forma de enriquecer, passou a dedicar-se ao tráfico de droga, tendo agora sido detida na Colômbia na posse de cocaína.

Mas nem só os governantes ou autarcas, salvo eventuais excepções, colhem tais benesses. Também há outros cargos do Estado que agravam a injustiça social com reformas douradas, como é o caso de Víctor Melícias (14) que recebe 7450 euros (mais de 16 salários mínimos).

Esta tradução dos grandes salários e pensões de reforma em salários mínimos devia ser obrigatória para que os contribuintes soubessem o destino que é dado ao dinheiro dos seus impostos.

Alguns textos consultados:

(1) Medina Carreira faz reflectir
(2) Corrupção cresce
(3) ‘Há políticos pobres que ao fim de uns anos estão milionários’
(4) O caso do BPN e os casos da supervisão bancária
(5) PCP faz queixa-crime contra gestores do BPN
(6) Vara duplicou salário no BCP
(7) Os novos pobres
(8) Mário Soares critica mediocridade dos líderes europeus face à crise
(9) Mário Soares critica Sócrates pela polémica criada acerca da manifestação em Lisboa
(10) Manuel Alegre defende aumento de salários
(11) Manuel Alegre propõe medidas políticas concretas para combater a crise
(12) PS: Federação distrital do Porto quer Manuel Alegre nas listas do partido nas legislativas
(13) Ex-candidata à Câmara de Mondim de Basto detida na Colômbia com cocaína
(14) Padre Melícias com pensão de 7450 euros

http://democraciaemportugal.blogspot.com
23.03.2009


NÃO CHAMEM A POLÍCIA

Não chamem a polícia


O chefe do gang dos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e pensionistas deu uma entrevista a um jornal a gabar-se de ter descoberto 2 mil milhões de euros, equivalente ao produto do roubo, e a chamar-lhe “verba excedente”. Não adianta chamar a polícia. Trata-se Primeiro Ministro.
blog O país do burro


2000 milhões para injectar na economia

Passos diz que há excedente, mas “não há folgas nem almofadas”

04.12.2011
Passos Coelho querer, a prazo, atrair jovens de outros países para trabalharem em Portugal Passos Coelho querer, a prazo, atrair jovens de outros países para trabalharem em Portugal (Foto: João Gaspar/Arquivo)
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pede cautela em relação ao excedente de 2000 milhões de euros que vão ser injectados na economia, graças à transferência dos fundos de pensões da banca para o Estado este ano. Isto porque não quer que fique a ideia de que esse excedente crie uma margem para desvios na consolidação das contas públicas. “Não há folgas, nem almofadas”, acentuou, para explicar que o Governo já não vai contar com esta medida extraordinária para corrigir do défice do próximo ano.
À saída de uma cerimónia evocativa dos 31 anos do acidente que matou o fundador do PSD, Francisco Sá Carneiro, o primeiro-ministro explicou que a verba resulta apenas de “disponibilidades em 2011 que são transferidas para o Estado”.

Passos Coelho referia-se ao excedente de cerca de 2000 milhões de euros que o Estado conseguiu através da transferência dos fundos de pensões dos bancários para a Segurança Social e que, segundo adiantou em entrevista publicada na edição de hoje do PÚBLICO (disponível na edição online exclusiva para assinantes), se destinam a financiar a economia.

Questionado pelos jornalistas à saída da cerimónia para explicar as opções do Governo, Passos insistiu que o esforço de consolidação das contas públicas em 2012 já não vai poder contar com esta ou outras medidas extraordinárias. “Não poderemos para o próximo ano utilizar fundos de pensões ou outras medidas excepcionais” para corrigir o défice. O que se passa este ano é que, havendo esta transferência pontual, “há uma parte que o Estado pode utilizar, convertendo em liquidez” para pagar dívidas.

Sobretudo na área da saúde, sublinhou, existe “um passivo muito grande que cria muitas dificuldades a todos os fornecedores”, permitindo esta possibilidade de excedente de liquidez contribuir para diminuir o problema, reforçou.

Momentos antes, durante a cerimónia de homenagem a Sá Carneiro, Passos Coelho garantiu que os resultados que o Governo vai conseguir com as medidas extraordinárias relacionadas com os cortes nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas em 2012 e 2013 nunca poderiam ser obtidos apenas pela via dos impostos. “Era impossível substituir todos os sacrifícios dos pensionistas e funcionários públicos por impostos”, disse.

Em termos de números, Passos Coelho sublinhou que vai necessitar de “pelo menos duas legislaturas para Portugal ter uma despesa que não seja superior a 40% do Produto Interno Bruto (PIB)”.

Passos defendeu ainda que “o memorando da troika não esgota o que temos de fazer por nós próprios” – em referência às várias medidas que o Governo tem vindo a tomar e que não faziam parte do acordo com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional.

Sobre o desemprego, que em Outubro atingiu um novo recorde de 12,9%, o governante garantiu que o executivo está a fazer tudo para que “os empregadores não tenham medo de fazer contratos”, mas deixou claro: “Não vamos conseguir fazer tudo num dia, mas também não vamos desesperar”. Disse também querer, a prazo, atrair jovens de outros países para trabalharem em Portugal e dar emprego aos portugueses que se vêem forçados a emigrar.

Com o devido respeito

resgate_eh101.jpg (300×300)

pelas crenças de cada um, tal como exijo respeito pelas minhas, não posso deixar de dar testemunho da alegria que senti pelo resgate dos seis pescadores de Caxinas. Posso mesmo afirmar que me comovi.
Só tenho pena que o proselitismo religioso tenha transformado um abenegado trabalho de militares da Força Aérea e Marinha em consequência de um qualquer ditame divino. Só faltou dizer que a qualidade superior da balsa e dos seus meios de sobrevivência tinham sido induzidos, eles também, pela senhora dos navegantes. As atitudes determinadas e correctas do mestre da embarcação uma inspiração da senhora de Fátima...Contudo niguém fala da tempestade marítima que os pobres tiveram de suportar durante três dias. Aí não houve divindade que amainasse o temporal...devia pertencer a outro departamento.
Mas tudo está bem quando acaba bem e por isso, passemos por cima deste pequeníssimo pormenor sem qualquer importância e celebremos  o regresso de seis homens ao convívio dos seus.
blog Vermelho cor de alface

MIGUEL RELVAS FORTEMENTE VAIADO NO CONGRESSO DAS FREGUESIAS QUE DECORREU NO ALGARVE

 
 
Contestação já tinha saído à rua, como no Porto, em finais de Novembro
Foi um momento difícil para um ministro, mas que, segundo o próprio, não desviará o Governo do seu objectivo. O ministro Miguel Relvas foi fortemente contestado neste sábado, quando foi encerrar o congresso da Associação Nacional de Freguesias. Metade dos 1600 congressistas abandonaram a sala onde decorreram os trabalhos, em Portimão. Uma forma de virar as costas à proposta de extinção de freguesias defendida pelo Governo. No final, Relvas disse que o clima de contestação foi gerado propositadamente contra si. Uma acusação sem destinatário, dado que se recusou a identificar os autores.
Interrompido diversas vezes por vaias e palavras de contestação, segundo descreve a Lusa, o ministro da Presidência, que tutela este dossier, garantiu que a reforma administrativa do país irá para a frente. “Vamos ser claros. Esta reforma da Administração Local é uma exigência geracional e o Governo está determinado na sua concretização”, vincou Miguel Relvas (PSD), que tentou aplacar as críticas com a promessa de que a reforma “será feita com os autarcas e não contra os autarcas”.

O governante frisou também que as mudanças que o Governo pretende imprimir na organização administrativa do país decorrem "do memorando de entendimento assinado pelo anterior Governo, num momento particularmente difícil, provocado pelo facto de não termos sido capazes de mudar no momento certo”. Uma alusão ao acordo do país com a troika, composta pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, e que estabeleceu as bases para o empréstimo internacional que ajudou o país a evitar a bancarrota.

Diz a Lusa que apesar da contestação da maioria dos que ficaram na sala, o ministro revelou que o Governo está inflexível no compromisso de reduzir as 4259 freguesias actuais, “para dar escala e valor adicional às novas entidades que resultarão do processo de aglomeração”, sustentando que elas terão reforçadas a sua actuação e competência. Além disso, “esta reforma respeita o direito ao nome, aos símbolos, à História e à cultura das autarquias agregadas”, prometeu o ministro, que defendeu a redução do número de freguesias com diversos argumentos

Um deles foi o de que "há quase 1600 juntas que recebem transferências do Estado inferiores a 25.000 euros" e, no entanto, só em senhas de presença do executivo "gastam 10.000" . A questão da poupança de recursos é, porém, polémica, uma vez que os representantes da Anafre entendem que a proposta de reforma não irá poupar nem um cêntimo ao erário público. Por essa razão, o congresso deveria chumbar o plano do Governo.

Relvas entende que o país precisa de “menos órgãos autárquicos de freguesia para libertar recursos e, por outro lado, reforçar algumas competências próprias, permitindo que as novas freguesias recebam directamente do Orçamento do Estado os respectivos envelopes financeiros”.

Daí que a proposta, cujos critérios já foram condensados no Documento Verde da Reforma da Administração Local, não é uma reforma “economicista”, mas sim uma medida “para gerir o território de forma mais racional em complementaridade com os municípios”.

O ministro guardou ainda um elogio para os autarcas que já deram início "de forma espontânea" a esta reforma. Um elogio que serviria aos da Câmara de Lisboa, que aprovou a redução das 53 freguesias para 24, segundo um acordo PS/PSD.

Segundo a Lusa, o XIII Congresso Nacional de Freguesias, que começou na sexta-feira e terminou neste sábado em Portimão, contou com 1300 delegados e 500 observadores.
Publico pt

PSD Algarve com nova proposta para redução de freguesias
03-12-2011

A lista de freguesias a extinguir no Algarve poderá diminuir sete e abranger apenas 16 freguesias, caso prevaleça a proposta do PSD regional, contrariando a lista da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).  
 
A reorganização do mapa administrativo do País resulta da aplicação do memorando da troika e no entender do deputado social-democrata, Cristóvão Norte, deve ser aproveitada como uma “oportunidade”, embora seja necessário “critério e bom senso que salvaguarde a coesão nacional”, avança o semanário 'O Algarve' na edição desta semana.
Desta forma, devem ser agregadas freguesias “no sentido de lhes conferir maior escala e reforçar a amplitude da sua acção”, acrescenta Cristóvão Norte, que defende a preservação das freguesias que “abarcam áreas rurais, porquanto constituem um dos últimos vestígios da presença do Estado e oferecem um vasto naipe de serviços essenciais”.
O deputado clarifica ainda que as freguesias “sediadas nas sedes de concelho devem, em regra, ser agregadas e dotadas de mais competências, de molde a robustecer o seu papel nas comunidades em que estão inseridas”.
De notar que o Governo alterou a proposta inicial do “Documento Verde da Reforma da Administração Local”, 2 meses após a sua publicação, o que levou a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) a rever as listas que anteriormente elaborara com os critérios iniciais da proposta do executivo.
Face à nova versão do Documento Verde, a associação corrigiu as listas para suprir a lacuna existente nos critérios das freguesias de tipologia APU, integradas em municípios de nível 3 isto é, a Tipologia das áreas urbanas, aprovada pelo Conselho Superior de Estatística.
Neste reajuste, o deputado social-democrata recomenda alguma ponderação por parte do poder central e justifica: “O Algarve, a par do Alentejo, tem o menor número de freguesias por quilómetro quadrado no contexto nacional e o nosso mosaico territorial não enferma de assinaláveis desequilíbrios”.
“Por isso, em casos excepcionais e devidamente fundamentados, deve haver latitude por parte do Governo para que freguesias que não cumpram os critérios subsistam como entidade administrativa autónoma”, insiste.
Lembra ainda que se deve “ponderar o nível de serviços públicos prestados no espaço de cada freguesia – transportes, centros de saúde, escolas, etc. –, a evolução populacional da freguesia e os respectivos escalões etários, assim como a distância relativa em relação a sede de concelho. No fundo, “medir” a importância da junta de freguesia no contexto da respectiva comunidade”.
O entra e sai de freguesias a extinguir
As freguesias algarvias que deixaram de figurar na lista da extinção prevista no projecto da ANAFRE são Montenegro (Faro), Ferragudo, Carvoeiro e Parchal (Lagoa); S. Sebastião (Lagos), Quarteira (Loulé), Olhão (Olhão) e Monte Gordo (VRSA), enquanto entra para a tabela na versão do PSD Algarve a do Ameixial (Loulé).
O documento do PSD distrital a entregar ao Governo, a que 'O Algarve' teve acesso, já definiu uma posição que recomenda a ponderação dos censos por cada uma das freguesias, bem como do nível de serviços públicos prestados e suas alternativas.
Os deputados social-democratas algarvios quiseram ainda assegurar soluções a que chamam “excepcionais” e “justificadas”, como “as assembleias municipais poderem propor a manutenção da freguesia, ainda que não cumpra a matriz de critérios”.
Cristóvão Norte refere como factores ponderosos os escalões etários da população, vias de comunicação e distância relativa e raios de quilómetros definido por referência ao “epicentro” da freguesia.
O deputado do PSD assume que se vive uma “fase de debate” de uma reforma que “tem de ser feita com os autarcas mas também com as populações”.
“As propostas abarcam todos os pilares da reforma e serão o fruto de uma intensa reflexão sobre esta matéria”, conclui.
A reforma da administração local, a obedecer ao cronograma da organização do território previsto pelo Governo, terá de estar cumprido até final do mês de Junho de 2012.
No plano governamental já deveriam ter sido tratados, até final de Dezembro de 2011, a elaboração do «Documento Verde», a consulta aos partidos, associações, sindicatos e os trabalhos preparatórios do novo regime de criação, extinção e fusão de freguesias.
Albufeira não concorda
Para o início do próximo ano está reservada a discussão pública no âmbito das assembleias de freguesia e municipais, a compilação e tratamento da informação, deixando para final do segundo trimestre a apresentação à Assembleia da República a proposta de Lei.
Uma versão que não agrada a todos os autarcas. O presidente da Câmara de Albufeira confessou que não aceita a possibilidade das suas duas freguesias (Guia e Olhos D’Água) serem extintas em declarações ao semnário regional O Algarve.
O social-democrata, Desidério Silva, promete reagir para contrariar essa hipótese que lhe “desagrada profundamente”.
De notar que a ANAFRE -Associação Nacional das Freguesias está a realizar ontem e hoje o seu congresso nacional em Portimão, conclave com a presença de mais de 1700 participantes de todo o país, cujo tema principal é a "Reforma Admnistravida do Estado".
OBSERVATÓRIO DO ALGARVE
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BOAS FESTAS

Paulo Portas quer que o País trabalhe e não faça greves…..

Que trabalhe ele, que nunca fez a “ponta de um corno” na vida…..
Paulo Portas, apelou esta semana a um «clima interno de diálogo», salientando a importância de Portugal ser um «país que trabalhe» e «não um país de piquetes e de greves sistemáticas».
“in Sol”
Depois do anúncio das violentas medidas que nos estão a obrigar a cumprir, alguém viu ou ouviu Paulo Portas falar das mesmas coisas que dizia durante a campanha eleitoral?
O “Paulinho das Feiras” que se dizia tão preocupado com as pequenas e médias empresas. Por onde é que andará essa “Ave” que aparecia todos os dias na televisão a dizer que, era absolutamente decisivo que a agricultura tivesse peso político no governo e alguém com força coragem e determinação para por o ministério a funcionar…..
Parece-me que de tanto falar de agricultura, cansou-se de andar com a enxada nãos mãos a semear batatas e feijões, optou pela carreira de «caixeiro-viajante» e tem andado nas feiras do estrangeiro a pavonear-se, como ele gosta.
Entretanto, os agricultores “Anjinhos”que votaram nele, podem esperar sentados que ele os venha ajudar nas suas reclamações.......

Afinal quem é que é violento?


A actuação da polícia, com agentes infiltrados na manifestação da greve geral de 24 de Novembro, que se mostrou serem os responsáveis da violência que aconteceu, tanto provocando eles próprios os confrontos, agredindo civis ilegalmente e acabando mesmo por entram em confronto com a própria policia que fazia o acompanhamento do protesto.
As declarações iniciais do Ministro e das forças policiais foram deploráveis, o comentários da Direcção Nacional da PSP ainda piores e há um coro de protestos de exigindo o apuramento de responsabilidades pelas ilegalidades cometidas e pela forma como pretenderam "contaminar com violência" um protesto pacifico e legal. Por exemplo o bastonário dos advogados Marinho e Pinto diz que actuação da PSP “vergonhosa e indigna” merece inquérito parlamentar. “Devem ser exemplarmente punidos os comandantes policiais ou membros do Governo que permitiram essas práticas.” “O objectivo dos agentes provocadores é desacreditar a contestação social à política do Governo”.“Pelo que me apercebi, tiveram atitudes mais radicais, para levar as pessoas a segui-los”. “Ficámos com dúvidas sobre se não foram outros agentes da PSP que lançaram cocktails molotov para as repartições de finanças.” Toda a informação, fotografias e videos no blog 5 Dias
Esta gente há muito que renegou a constituição e a lei e age como se de uma ditadura se tratasse. O pior é que não se pode ser uma ditadura enquanto houver cidadãos que não se calam e que teimam em denunciar e combater a prepotência e o ataque ás liberdades. Mas ainda pior para eles é que cada vez há mais gente a indignar-se, a ganhar consciência que uma mudança, não de governo, mas de sistema é urgente, a querer ter voz activa nas decisões. Há mais gente a debater ideias com outros, por todo o lado surgem grupos que se reúnem e pensam alternativas. Grupos todos unidos pela ideia de uma democracia mais participativa e mais verdadeira. E, não é só espalhadas por Portugal, por todo o mundo a indignação contra os governos submissos aos mercados criando desemprego, pobreza e miséria. Grupos todos diferentes na sua postura, todos independentes na sua acção, todos iguais nos objectivos.

POEMA A UM AMOR PERDIDO





Em mim, tu és
um rio a correr
aos ziguezagues
prenho de sol
nos dias mais cinzentos
abraço de pedra
a fluir no meu sangue
sorriso adiado
no meu  pensamento.


Em mim tu és
o grito amotinado
beijando minha boca
casto de palavras
na escuridão do silêncio
o peixe sem pressa
nadando nas minhas costas
desovando saudades
no suor dos meus dedos.

(VÓNY FERREIRA)
 Ao destapar os meus sonhos vi que tinham evaporado
Vóny Ferreira
In 1000 pensamentos dispersos

Pete Seeger por Peter, Paul and Mary – Se eu tivesse um martelo...



Se eu tivesse um martelo...
Se eu tivesse um sino...
Se eu tivesse uma canção...
O martelo da justiça
O sino da liberdade
A canção do amor
entre os meus irmãos e irmãs
de toda a Terra

A nossa banda sonora para este Domingo é uma pérola escrita pelo grande Pete Seeger e por Lee Hays. É um hino de uma época em que muitas consciências se abriram para a vergonha da guerra, do racismo, da exploração... ainda que poucas se tenham mantido fieis a essa abertura e tomada de consciência.

A canção foi estreada em público, em 1949, cantada pelo próprio Pete Segeer e por Lee Hays, num jantar de apoio a vários dirigentes do Partido Comunista dos Estados Unidos que enfrentavam, em tribunal, acusações de tentativa de derrube do governo dos EUA (por lá, um eufemismo para acusação de traição).

Pete Seeger, fazendo de conta que já esqueceu o brutal boicote de que era vítima naquele tempo de chumbo que se vivia nos EUA nos anos 50, princípio dos anos 60, diz, no princípio do vídeo, que durante algum tempo, depois de escrever esta canção, esteve convencido de que ela não seria lá grande coisa... até que os “Peter, Paul and Mary a gravaram e ela “levantou voo”. E como levantou! A ajuda da popularidade do grupo entre as novas gerações foi preciosa e este If I had a hammer aqueceu muitos e muitos milhares de gargantas, um pouco por todo o mundo... e também a minha. Foram gravadas mãos-cheias de versões, em vários idiomas. Uma, até, por Victor Jara, com o nome de “El martillo”, versão que se pode ouvir AQUI.

Bom Domingo!

If I had a hammer” – Peter, Paul and Mary
(Pete Seeger/Lee Hays)