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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

UM " OVO DE SERPENTE EM GESTAÇÃO "



Um "Ovo de Serpente" em gestação.


REEDITADO.

Acabo de receber um email que vem juntar mais preocupação à preocupação que já tenho com a xenofobia que vai por essa Europa a propósito da crise financeira em relação aos países do sul da Europa. Estranho nisto o facto de só agora ter tomado conhecimento do cartaz a que se refere, depois de estar há mais de um mês instalado na Augustrass 10, em Berlim.

Não sei se têm sobre este cartaz o mesmo olhar benévolo com que ele é apresentado no email que circula, sem nos propor uma condenação mais veemente, o mesmo olhar que permitiu que só agora o conheça, aceitando-o, por se inscrever na liberdade devida a qualquer obra de arte. Peço-vos por isso a vossa opinião, porque posso estar profundamente errado e me digam se estou levado por patriotismos a ver nazismos em todo o lado e não tenho razão para me considerar indignado com a desfaçatez com que um país e dois artistas não têm qualquer espécie de rebuço em ofender daquela forma os povos visados no cartaz. Por mim, que não tenho pruridos quando interpreto arte, entendo que não devemos vergar-nos e ter medo de afirmar que as vanguardas impostoras também existem, sedentas em qualquer arte, para se aproveitarem da credulidade do leigo usurpando dessa forma subtil aquele conceito. Isto é rasca! E só é apresentado como arte para cumprir os propósitos xenófobos e manhosos com que foi patrocinada.

Deixo aqui os links através dos quais vim a saber toda a história deste cartaz, e do rapaz que o fez segundo concepção da mãe: Aqui está o Joshua Neufeld no Facebook a assumir a paternidade da obra. Aqui é o rapazinho na sua página.  Aqui é ele e a mãezinha Martha Rosler na Wiki. E se alguém quiser desancá-lo aqui estão contactos. Esta é a tal DAAD Alemã que patrocinou tudo isto.
Não haverá por aí alguém que tenha dinamismo suficiente para levantar uma onda maior no Facebook ou em Petição, sem medo de afrontar estas “artes” que mais não são do que um premonitório  e perigoso “Ovo da Serpente”.

Reedição:

Note-se na leviandade com que este anjinho se propôs abordar o tema na sua “peça artística” que o levou até a dizer isto no Facebook:

(I wasn’t aware of this beforehand, but “PIIGS” is na acronym used by international bond analysts, academics, and the economic press to refer to the economies of Portugal, Italy, Ireland, Greece, and Spain in regard to sovereign debt markets.) O que significa mais ou menos isto: (Eu não estava ciente disto de antemão, mas "PIIGS" é um acrónimo utilizado por analistas de obrigações internacionais, académicos e imprensa económica para se referir às economias de Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha no que diz respeito aos mercados da dívida soberana.)
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BLOG CONQUISTA DA REVOLUÇÃO - COMUNICADO



Comunicado





As ofensivas das politicas de direita, às Conquista da Revolução de Abril, ao longo destes 35 anos, mais não têm sido do que a descaracterização e a destruição da verdadeira democracia politica, económica, social e cultural, amplamente participada, cujos valores e ideais, consagrados na Constituição da República de 1976,em resultado do derrubamento da ditadura fascista, emanavam do sentimento de libertação do Povo Português e de que a este competia construir o seu futuro.
Como já referimos em comunicados recentes, o Programa imposto pela troika do grande capital financeiro e aceite, servilmente, pela troika PS/PSD/CDS, trilha o caminho de tais ofensivas destruidoras numa dimensão e gravidade sem precedentes.
O Orçamento de Estado para 2012, que acaba de ser aprovado, formaliza não só, o mais brutal ataque às condições de vida dos portugueses e à democracia, (ferindo mesmo direitos constitucionais) como, constitui o maior embuste alguma vez desencadeado pelo regime dito democrático.
Pouco importa a este governo, comprometer com actos governamentais o que em campanha eleitoral prometera com sentido diametralmente oposto. O governo “Passos Coelho/Paulo Portas”, com a conivência do PS, não tendo pejo nem humanidade, em ultrapassar o que já eram exigências gravosas externas, há muito passou da intenção à prática e iniciou a concretização das ameaças.
Com este Orçamento de Estado o governo concretiza não só o congelamento das remunerações dos trabalhadores da Administração Pública e congelamento da maioria dos pensionistas, como a apropriação aos mesmos, dos subsídios de férias e de Natal, correspondendo neste caso a uma redução de 14% do seu rendimento anual. Para além dos elevados cortes já feitos nas despesas sociais em 2011 pretende o governo em 2012 reduzir significativamente as despesas do SNS, da Educação, das prestações sociais (subsidio de desemprego e outras) e no investimento público (aumento de desemprego). Contrariamente ao que afirma o governo, isto não é reduzir “gorduras do Estado”, mas sim acabar com a prestação de serviços essenciais na Saúde e Educação e nos apoios à população. Mas se a redução na Despesa Pública em cerca de 7.500 milhões de euros, já é feita à custa de duros sacrifícios dos portugueses, extorquindo-lhes direitos adquiridos, o ataque às suas condições de vida mais se afronta, ainda, através da Receita Pública com um brutal aumento de impostos, tais como, o agravamentos do IVA, do IRS, do IMI e de outros, todos com incidência directa na população em geral, enquanto rendimentos de capital, de várias espécies, continuam isentos. Também se “estranha” que o propalado combate à fraude e evasão fiscal tenha reduzida expressão neste O.E., aliás até inferior à de governos anteriores.
Estamos assim, com medidas desta natureza, com efeitos fortemente contraccionistas, perante um governo que não hesitando, em lançar o país para uma recessão ainda mais profunda em 2012, já tece a justificação para mais austeridade no ano que vem, à semelhança do que aconteceu na Grécia.
Este Orçamento de Estado obriga-nos a repetir o que já dissemos anteriormente: “o despudorado assalto aos direitos dos trabalhadores, da juventude, dos reformados e da população em geral, com particular violência para os trabalhadores da administração pública, é um monstruoso crime contra a população portuguesa que urge desmascarar e combater”. “A progressiva destruição das conquistas de Abril abre as portas á pobreza, humilhação e desencanto, daqueles que, nada tendo contribuído para a presente crise, são hoje, como sempre foram, com os governos PS/PSD/CDS, os mais penalizados para que nada mude na exploração conduzida pelo capital”.
Por isso, a Comissão Instaladora da Associação Conquistas da Revolução tendo vindo já a dar a sua total e activa adesão a todas as formas de luta, que entretanto se tem vindo a verificar no quadro constitucional, das quais, destaca a grandiosa e expressiva recente Greve Geral, vem manifestar o seu total repúdio contra os programas de agressão das troikas e das medidas constantes no Orçamento de Estado para 2012.
Aos portugueses compete participar na construção do seu Portugal Democrático e de Abril; nessa labuta e luta, talvez nunca, como neste momento e a partir dele, tenha sido tão premente, como relevante, içar o direito à indignação e, para os combates que se seguem, demonstrar a sua firmeza e unidade.

A Comissão Instaladora
blog Conquistas da Revolução

Manuel Duran Clemente - Ainda o 25 de Novembro de 1975

Manuel Duran Clemente

AINDA O 25 de NOVEMBRO de 1975

Este comentário é do ano passado e está os comentários da respectiva nota sobre este tema.Repito-o porque esclarece certas coisas pouco ou nada divulgadas...ao longo de 36 anos!!!

«Amigo Franco Charais:Tudo o que diz quanto à ordem de comutação da RTP da Lousã para o Porto não me merece dúvida.Antes, confirma a realidade.Da Lousã para cima a RTP estava a ser emitida pelos estudios do Porto!Para sul a emissão fez-se, até às 19h49, pelos estudios do Lumiar(Lisboa).Certo?
Não vieram tropas de páraquedistas para Lisboa.Nem indevidamente nem devidamente comandadas.As operações que eles(páras) fizeram foi de madrugada e limitaram-se a acções na zona das bases de Montereal e Cortegaça...e tinham a ver com uma desavença com o CEMFA,Morais Silva.
Quem veio a Lisboa foi uma delegação constituida,salvo erro, por um sargento e duas praças de paraquedistas do Regimento de Tancos, para na RTP explicar o que eles tinham feito,nessa madrugada, e quais as razões.
Foi-me pedido que lhes facultasse o acesso à RTP...(mas vou dizer-lhe uma coisa pouco conhecida: fez parte do "vosso plano" [como me foi confessado,anos depois] que alguns militares abandonassem as suas unidades e nos deixassem a alguns de nós a responsabilidade de comando...o que evidencia como naquele período a disciplina militar era infringida com certa facilidade...como sabe!É preciso estarmos no contexto da época,como ontem disse no debate com o VL).Por isso me vi de repente como o capitão mais antigo, no meu quartel, e implicitamente na posição de segundo comandante do mesmo,ou seja, da EPAM, Escola Prática de Administração Militar..Obrigado a tomar posição e a sofrer as consequências do que fizesse.
A EPAM é que fazia a segurança da RTP...quando recebi a indicação, que me foi trazida por um capitão Miliciano L.P.,vindo do SDCI,para conseguir colocar a comissão dos páras( no ar) na RTP...só tive de me deslocar para lá com uma companhia e respectivo comandante(capitão mais novo, S.V.,que tinha sido meu estagiário em Bissau e até um dos subscritores da carta de 50 oficiais de Bissau/Agosto 73)...Ainda falei para o COPCON...e conversei com Arnão Metelo....Otelo não estava...!!!Chegado aos estudios do Lumiar avisei a Administração da RTP que por razões de força maior...iria ser interrompida a Teleescola...e que ficavam detidos nos seus gabinetes.Nenhum mal lhes aconteceria...prometi e cumpri!Deixei-os sair ao fim da tarde!
Custou-me fazer isto ao Major Pedroso Marques...(Presidente da RTP)uma referência de antifascista...da tentativa de revolta de Beja,fundador da Acção Socialista...do meus serviço/SAM...por quem nutria simpatia!!!!Estavam também os então Tenente Eng.Cardeira,Alferes Geraldes e creio que o Canavilhas...!!!
A partir daqui funcionaram os tecnicos da RTP que puseram no ar os paraquedistas...que deram a sua explicação....repetida várias vezes durante a tarde!
Até que chegámos à hora do telejornal....e aconteceu o que já descrevi.
Nenhuma unidade atacou ninguém...não se percebe o espectáculo dos Comandos de Jaime Neves...Os fuzileiros não receberam ordens para sair...nem mais ninguém...Apenas o RPM (Reg. de Policia Militar) não se colocou sob o comando de Costa Gomes (que,após declarar o "estado de sitio",chamou a si o comando geral das F.A.s...) e esse facto motivou o confronto entre Comandos e PM (na calçada da Ajuda e respectivo portão do RPM).
Rosa Coutinho (e Martins Guerreiro?) terão tido influência neste acto... de não confronto armado,mais alargado!!!
Melo Antunes teve a capacidade de perceber que se as coisas não acalmassem...a seguir seria ele e vocês...Felizmente vocês tiveram essa capacidade...mas acabaram por ser desconsiderados quando deixaram de precisar do vosso carisma e do vosso poder militar...que o 25 de Abril vos tinha acrescentado!!!!
Obrigado pelas palavras Amigas...no essencial lutamos e lutámos pelas mesmas causas...creio nissso!!!Por isso digo que as nossas guerrinhas foram uma falsa questão...outros designios espreitavam os poderosos....Abraço!
Manuel Duran Clemente no Facebook

JÁ CHEGOU O NOVO CARRO PARA O GOVERNO: 140 MIL EUROS


Já chegou o carro dos 140 mil euros! É lindo! E DIZEM QUE NÃO HÁ DINHEIRO

QUE LINDO EXEMPLO ! O tal carro novo que compraram para as obrigações protocolares.

E anda esta corja a impor tantos sacrifícios a quem já não pode mais, para isto... Estes gajos não tem vergonha na cara! Que lindo exemplo!!!

Depois da ressaca das novas medidas de austeridade que vêm aí ,os nossos governantes pedem poupança contenção e que façamos mais uma vez sacríficos ...
Nem deixam assentar a poeira, adquirem de rajada uma viatura para convidados do Estado. Um Mercedes S450CDI no valor de 140.876 euros . A explicação dada, foi pelo custo de manutenção da anterior viatura e obrigações protocolares.

Um cidadão normal que tenha um carro antigo e a precisar de uma revisão geral o que faz? Não brinquem connosco. Se não temos dinheiro e estamos em restrições alugue-se um carro por uns dias ou compre-se um carro híbrido e mais em conta. Receber com dignidade não é o mesmo que sumptuosidade.

É uma vergonha! Depois queixem-se , o povo - «o povo é sereno» - tem que acordar para isto e muito mais. Esta noticia veio a lume, mas haverá outras peripécias que não se sabem. Definitivamente o exemplo não vem de cima e assim não vamos lá.


O Presidente da República deveria inviabilizar esta compra. Devido à cimeira da NATO compramos carros, e por outro lado são estes senhores europeus que nos mandam apertar o cinto. Um verdadeiro paradoxo...

Não seria vergonha nenhuma pedir um carro emprestado à Europa para as nossas obrigações protocolares.

Que dirão a maioria dos portugueses que gostariam de trocar de carro e não têm possibilidades para isso. Não há dinheiro não há gastos.


Este episódio mostra a nossa cultura permissiva - «quanto mais me bates mais gosto de ti» - mas que deve ser denunciada e condenada

DIVULGUEM. E REVOLTEM-SE.

Hackers atacam sites estratégicos......

Hackers atacam sites das Finanças, Administração Interna e PSP
Um ou vários grupos de hackers tentaram entrar na quinta-feira nos sites dos ministérios das Finanças, Administração Interna e PSP, em solidariedade com grupos anarquistas portugueses que participaram na manifestação dos indignados, integrada na greve geral, segundo apurou o jornal «Público».
A investida dos «piratas» informáticos terá sido detectada pela Unidade de Tecnologias de Informação de Segurança e a entrada imediatamente barrada. A Portugal Telecom terá limitou a banda. Contactada pela tvi24.pt, não confirmou esta situação, tendo alegado não divulgar informações relativas a clientes - neste caso, o Ministério das Finanças.
Os hackers não são portugueses e pertencem a movimentos anarquistas localizados no Sul da Europa, refere o jornal.
Fonte da PSP admitiu ao tvi24.pt que possa ter havido uma tentativa, mas garantiu que o site não foi afectado durante esta quinta-feira.
blog DSul

poemas ilustrados de António Garrochinho ( vários)




CARTA DE UM GREGO A UM ALEMÃO

numa rua da alemanha


carta de um grego a um alemão

cartaz americano de apoio à grécia durante a II guerra mundial (imagem do blog http://aventar.eu/)




Estimado Walter,


Passou mais de meio século desde que a 2ª Guerra Mundial terminou. QUER DIZER MAIS DE 50 ANOS desde a época em que a Alemanha deveria ter saldado as suas obrigações para com a Grécia.

Estas dívidas, QUE SÓ A ALEMANHA até agora resiste a saldar com a Grécia (Bulgária e Roménia cumpriram, ao pagar as indemnizações estipuladas), e que consistem em:

1. Uma dívida de 80 milhões de marcos alemães por indemnizações, que ficou por pagar da 1ª Guerra Mundial;

2. Dívidas por diferenças de clearing, no período entre-guerras, que ascendem hoje a 593.873.000 dólares EUA.

3. Os empréstimos em obrigações que contraíu o III Reich em nome da Grécia, na ocupação alemã, que ascendem a 3,5 mil milhões de dólares durante todo o período de ocupação.

4. As reparações que deve a Alemanha à Grécia, pelas confiscações, perseguições, execuções e destruições de povoações inteiras, estradas, pontes, linhas férreas, portos, produto do III Reich, e que, segundo o determinado pelos tribunais aliados, ascende a 7,1 mil milhões de dólares, dos quais a Grécia não viu sequer uma nota.

5. As imensuráveis reparações da Alemanha pela morte de 1.125.960 gregos (38,960 executados, 12 mil mortos como dano colateral, 70 mil mortos em combate, 105 mil mortos em campos de concentração na Alemanha, 600 mil mortos de fome, etc., etc.).

6. A tremenda e imensurável ofensa moral provocada ao povo grego e aos ideais humanísticos da cultura grega.

Amigo Walter, sei que não te deve agradar nada o que escrevo. Lamento-o.

Mas mais me magoa o que a Alemanha quer fazer comigo e com os meus compatriotas.

Amigo Walter: na Grécia laboram 130 empresas alemãs, entre as quais se incluem todos os colossos da indústria do teu País, as quais têm lucros anuais de 6,5 mil milhões de euros. Muito em breve, se as coisas continuarem assim, não poderei comprar mais produtos alemães porque cada vez tenho menos dinheiro. Eu e os meus compatriotas crescemos sempre com privações, vamos aguentar, não tenhas problema. Podemos viver sem BMW, sem Mercedes, sem Opel, sem Skoda. Deixaremos de comprar produtos do Lidl, do Praktiker, da IKEA.

Mas vocês, Walter, como se vão arranjar com os desempregados que esta situação criará, que por aí vos vai obrigar a baixar o seu nível de vida, perder os seus carros de luxo, as suas férias no estrangeiro, as suas excursões sexuais à Tailândia?

Vocês (alemães, suecos, holandeses, e restantes “compatriotas” da Eurozona) pretendem que saíamos da Europa, da Eurozona e não sei mais de onde.

Creio firmemente que devemos fazê-lo, para nos salvarmos de uma União que é um bando de especuladores financeiros, uma equipa em que só jogamos se consumirmos os produtos que vocês oferecem: empréstimos, bens industriais, bens de consumo, obras faraónicas, etc.

E, finalmente, Walter, devemos “acertar” um outro ponto importante, já que vocês também são devedores da Grécia:

EXIGIMOS QUE NOS DEVOLVAM A CIVILIZAÇÃO QUE NOS ROUBARAM!!!

Queremos de volta à Grécia as imortais obras dos nosos antepassados, que estão guardadas nos museus de Berlim, de Munique, de Paris, de Roma e de Londres.

E EXIJO QUE SEJA AGORA!! Já que posso morrer de fome, quero morrer ao lado das obras dos meus antepassados.



Cordialmente,

Georgios Psomás

Lixeiras a céu aberto


Caso não tenham reparado, esta foi, em dia de Greve Geral, a capa do jornal “i”, de que agora é director o asqueroso fascista António Ribeiro Ferreira... aquele que ainda há pouco tempo defecava diariamente “crónicas” na última página do Correio da Manhã... a que dava o nome de “Diário da Manhã”, o velho pasquim de Salazar.
Este governo de ladrões tem os aliados que merece!

SONETO A UMA MARIA SEM CAMISA

… e quando, um dia, o mar vier beijar
A luz desse luar que te ilumina
E se afundar, depois, na areia fina
Das praias desenhadas, só de olhar,

Não terá sido em vão esse cantar
Que ecoa em ti, que desde pequenina
Entoas no dobrar de cada esquina
Das ruas que pudeste visitar

Porque soubeste, em ti, salvaguardar
O estranho encantamento da menina
E, ultrapassando a mágoa que te mina,

Pudeste, em consciência, não vergar,
Mantendo-te intocada e feminina
No sopro original que assim te anima






Maria João Brito de Sousa – 20.11.2011
blog poetaporkedeusker

A REDE DE PODER POLÍTICO-FINANCEIRO ESTUDADA

É um começo. Mas se não o fizerem logo, a rede vai impedí-los. Porque o sigilo é elemento fundamental deste grande negócio chamado nova ordem mundial.




Exemplo de apenas algumas conexões financeiras internacionais. Em vermelho, grupos europeus, em azul norte-americanos, outros países em verde. A dominância dos dois primeiros é evidente, e muito ligada à crise financeira atual. Somente uma pequena parte dos links é aqui mostrada. Fonte Vitali, Glattfelder e Fattiston, http://j-node.blogspot.com/2011/10/network-of-global-corporate-control.html


Abaixo, trechos de artigo de Ladislau Dowbor em seu site.


http://dowbor.org/wp/index.php/artigos/a-rede-do-poder-corporativo-mundial/


A rede do poder corporativo mundial

Todos temos acompanhado, décadas a fio, as notícias sobre grandes empresas comprando-se umas as outras, formando grupos cada vez maiores, em princípio para se tornarem mais competitivas no ambiente cada vez mais agressivo do mercado. Mas o processo, naturalmente, tem limites. Em geral, nas principais cadeias produtivas, a corrida termina quando sobram poucas empresas, que em vez de guerrear, descobrem que é mais conveniente se articularem e trabalharem juntas, para o bem delas e dos seus acionistas. Não necessariamente, como é óbvio, para o bem da sociedade.
(...)
Uma característica básica do poder corporativo é o quanto é pouco conhecido. As Nações Unidas tinham um departamento, UNCTC - United Nations Center for Transnational Corporations -, que publicava, nos anos 1990, um excelente relatório anual sobre as corporações transnacionais. Com a formação da Organização Mundial do Comércio, simplesmente fecharam o UNCTC e descontinuaram as publicações. Assim, o que é provavelmente o principal núcleo organizado de poder do planeta deixou simplesmente de ser estudado, a não ser por pesquisas pontuais dispersas pelas instituições acadêmicas, e fragmentadas por países.

O documento mais significativo que hoje temos sobre as corporações é o excelente documentário "A Corporação (The Corporation)", estudo científico de primeira linha, que em duas horas e doze capítulos mostra como funcionam, como se organizam, e que impactos geram. Outro documentário excelente, "Trabalho Interno (Inside Job)", que levou o Oscar de 2011, mostra como funciona o segmento financeiro do poder corporativo, mas limitado essencialmente a mostrar como se gerou a presente crise financeira. Temos também o clássico do setor, "Quando as Corporações Regem o Mundo (When Corporations Rule the World)" de David Korten. Trabalhos deste tipo nos permitem entender a lógica, geram a base do conheciment o disponível.
 Mas nos faz imensa falta a pesquisa sistemática sobre como as corporações funcionam, como se tomam as decisões, quem as toma, com que legitimidade. O fato é que ignoramos quase tudo do principal vetor de poder mundial que são as corporações.


É natural e saudável que tenhamos todos uma grande preocupação em não inventarmos conspirações diabólicas, maquinações maldosas. Mas, ao vermos como os principais setores de atividade corporativa se reduziram a poucas empresas extremamente poderosas, começamos a entender que se trata sim de poder político. Agindo no espaço planetário, e na ausência de governo mundial, manejam grande poder sem nenhum controle significativo.


A pesquisa do ETH - Instituto Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica (2) vem pela primeira vez nesta escala iluminar a área com dados concretos. A metodologia é muito interessante. Selecionaram 43 mil corporações no banco de dados Orbis 2007, de 30 milhões de empresas, e passaram a estudar como se relacionam: o peso econômico de cada entidade, a sua rede de conexões, os fluxos financeiros, e em que empresas têm participações que permitem controle indireto. Em termos estatísticos, resulta um sistema em forma de bow-tie¸ ou “gravata borboleta”, onde temos um grupo de corporações no “nó”, e ramificações para um lado que apontam para corporações que o “nó” controla, e ramificações para outro que apontam para as empresas que têm participações no “nó”.







A inovação, é que a pesquisa aqui apresentada realizou este trabalho para o conjunto das principais corporações do planeta, e expandiu a metodologia de forma a ir traçando o mapa de controles do conjunto, incluindo a escada de poder que às vezes corporações menores detêm, ao controlarem um pequeno grupo de empresas que por sua vez controla uma série de outras empresas e as sim por diante. O que temos aqui é exatamente o que o título da pesquisa apresenta, “a rede do controle corporativo global”.
(...)
O que resulta da pesquisa é claro: “A estrutura da rede de controle das corporações transnacionais impacta a competição de mercado mundial e a estabilidade financeira. Até agora, apenas pequenas amostras nacionais foram estudadas e não havia metodologia apropriada para avaliar globalmente o controle. Apresentamos a primeira pesquisa da arquitetura da rede internacional de propriedade, junto com a computação do controle que possui cada ator global. Descobrimos que as corporações transnacionais formam uma gigantesca estrutura em forma de gravata borboleta (bow-tie), e que uma grande parte do controle flui para um núcleo (core) pequeno e fortemente articulado de instituições financeiras. Este núcleo pode ser visto como uma “superentidade” (super-entity), o que levanta questões importantes tanto para pesquisadores como para os que traçam políticas.(3)
(...)
“Este tipo de estruturas, até hoje observado apenas em pequenas amostras, tem explicações tais como estratégias de proteção contra tomadas de controle (anti-takeover strategies), redução de custos de transação, compartilhamento de riscos, aumento de confiança e de grupos de interesse. Qual que seja a sua origem, no entanto, fragiliza a competição de mercado… Como resultado, cerca de ¾ da propriedade das firmas no núcleo ficam nas mãos de firmas do próprio núcleo. Em outras palavras, trata-se de um grupo fortemente estruturado (tightly-nit) de corporações que cumulativamente detêm a maior parte das participações umas nas outras”. (5)
(...)
A primeira vista, sendo firmas abertas com ações no mercado, imagina-se um grau relativamente distribuído também do poder de controle. O estudo buscou “quão concentrado é este controle, e quem são os que detêm maior controle no topo”. Isto é uma inovação relativamente aos numerosos estudos anteriores que mediram a concentração de riqueza e de renda. Segundo os autores, não há estimativas quantitativas anteriores sobre o controle. O cálculo consistiu em identificar qual a fração de atores no topo que detém mais de 80% do controle de toda a rede. Os resultados são fortes: “Encontramos que apenas 737 dos principais atores (top-holders) acumulam 80% do controle sobre o valor de todas as ETNs… Isto significa que o controle em rede (network control) é distribuído de maneira muito mais desigual do que a riqueza. Em particular, os atores no topo detêm um controle dez vezes maior do que o que poderia se esperar baseado na sua riqueza.”(6)

Combinando o poder de controle dos atores no topo (top ranked actors) com as suas interconexões, “encontramos que, apesar de sua pequena dimensão, o núcleo detém coletivamente uma ampla fração do controle total da rede. No detalhe, quase 4/10 do controle sobre o valor econômico das ETNs do mundo, por meio de uma teia complicada de relações de propriedade, está nas mãos de um grupo de 147 ETNs do núcleo, que detém quase pleno controle sobre si mesmo. Os atores do topo dentro do núcleo podem assim ser considerados como uma “superentidade” na rede global das corporações. Um fato adicional relevante neste ponto é que três quartos do núcleo são intermediários financeiros”.
(...)

Capitalismo revelado

Saber que as corporações regem o planeta não é novidade. Saber como estão articuladas, quem são e quanta riqueza e poder controlam, bem como as ramificações das suas decisões, devidamente quantificado e demonstrado, é novidade sim, e ajuda imensamente na luta por uma economia que funcione. Este poder articulado explica muito melhor para os não economistas do planeta porque não se conseguem os 300 bilhões anuais que liquidariam a miséria no planeta, e se transferem em meses trilhões para banqueiros que sequer reinvestem, e aprofundam a especulação e a desorganização econômica.


Os números em si são muito impressionantes, e estão gerando impacto no mundo científico, e vão repercutir inevitavelmente no mundo político. Os dados não só confirmam como agravam as afirmações dos movimentos de protesto que se referem ao 1% que brinca com os recursos dos outros 99%. O New Scientist reproduz o comentário de um dos pesquisadores, Glattfelder, que resume a questão: “com efeito, menos de 1% das empresas consegue controlar 40% de toda a rede”. E a maioria são instituições financeiras, entre as quais Barclays Bank, JPMorgan Chase&Co, Goldman Sachs e semelhantes(3).


Algumas implicações são bastante evidentes. Assim, ainda que na avaliação do New Scientist as empresas se comprem umas às outras por razões de negócios e não para dominar o mundo, não ver a conexão entre esta concentração de poder econômico e o poder político constitui evidente prova de miopia. Quando numerosos países, a partir dos anos Reagan e Thatcher, reduziram os impostos sobre os ricos, lançando as bases da trágica desigualdade planetária atual, não há dúvidas quanto ao poder político por trás das iniciativas. A lei recentemente passada nos Estados Unidos, que libera totalmente o financiamento de campanhas eleitorais por corporações, tem implicações igualmente evidentes. O desmantelamento das leis que obrigavam as instituições financeiras a fornecer informações e que regulavam as suas atividades passa a ter origens claras.

Outra conclusão importante refere-se à fragilidade sistêmica que geramos na economia mundial. Quando há milhões de empresas, há concorrência real, ninguém consegue “fazer” o mercado, ditar os preços, e muito menos ditar o uso dos recursos públicos. Esses desequilíbrios se ajustam com inúmeras alterações pontuais, assegurando uma certa resiliência sistêmica. Com a escala do poder corporativo, as oscilações adquirem outra dimensão. Por exemplo, com os derivativos em crise, boa parte dos capitais especulativos se reorientou para commodities, levando a fortes aumentos de preços, frequentemente atribuídos de maneira simplista ao aumendo da demanda da China por matérias-primas. A evolução recente dos preços de petróleo, em particular, está diretamente conectada a estas estruturas de poder(4).


Os autores trazem também implicações para o controle dos trustes, já que estas políticas operam apenas no plano nacional: “instituições antitruste ao redor do mundo acompanham de perto estruturas complexas de propriedade dentro das suas fronteiras nacionais. O fato de séries de dados internacionais bem como métodos de estudo de redes amplas terem se tornado acessíveis apenas recentemente, pode explicar como esta descoberta não tenha sido notada durante tanto tempo”. Em termos claros, estas corporações atuam no mundo, enquanto as instâncias reguladoras estão fragmentadas em 194 países, sem contar a colaboração simpática dos paraísos fiscais.


Ponto fundamental, os autores apontam para o efeito de poder do sistema financeiro sobre as outras áreas corporativas. “De acordo com alguns argumentos teóricos, em geral, as instituições financeiras não investem em participações acionárias para exercer controle. No entanto, há também evidência empírica do oposto. Os nossos resultados mostram que, globalmente, os atores do topo estão no mínimo em posição de exercer considerável controle, seja formalmente (por exemplo, votando em reuniões de acionistas ou de conselhos de administração) ou por meio de negociações informais.”


Finalmente, os autores abordam a questão óbvia do clube dos superricos. “Do ponto de vista empírico, uma estrutura em “gravata borboleta” com um núcleo muito pequeno e influente constitui uma nova observação no estudo de redes complexas. Supomos que possa estar presente em outros tipos de redes onde mecanismos de “ricos-ficam-mais-ricos” (rich-get-richer) funcionam… O fato de o núcleo estar tão densamente conectado poderia ser visto como uma generalização do fenômeno de clube dos ricos (rich-club phenomenon).” A presença esmagadora dos grupos europeus e norte-americanos neste universo sem dúvida também ajuda nas articulações e acentua os desequilíbrios.


Conclusões gerais a se tirar? Não faltam na internet comentários de que o fato de serem poucos não significa grande coisa. Na minha análise, é óbvio que se trata sim de um clube de ricos, e de muito ricos, que se apropriam de recursos produzidos pela sociedade em proporções inteiramente desproporcionais em relação ao que produzem. Trata-se também de pessoas que controlam a aplicação de gigantescos recursos, muito mais do que a sua capacidade de gestão e de aplicação racional. Um efeito mais amplo é a tendência de uma dominação geral dos sistemas especulativos sobre os sistemas produtivos. As empresas efetivamente produtoras de bens e serviços úteis à sociedade teriam todo interesse em contribuir para um sistema mais inteligente de alocação de recursos, pois são em boa parte vítimas indiretas do processo. Neste sentido, a pesquisa do ETH aponta para uma deformação estrutural do sistema, e que terá em algum momento de ser enfrentada.



Link para a resenha do New Scientist traduzida para o português no site Inovação Tecnológica:
http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=rede-capitalista-domina-mundo&id=010150111022&mid=50


Link para a resenha em inglês no site New Scientist:
http://www.newscientist.com/article/mg21228354.500-revealed–the-capitalist-network-that-runs-the-world.html?DCMP=OTC-rss&nsref=online-news

 


NA EUROPA O PODER É DA GOLDMAN SACHS
Eles pertencem à rede que o Goldman Sachs teceu no Velho Continente e, em diferentes graus, participaram da mais truculenta operação ilícita orquestrada pela instituição americana. Além disso, não estão sozinhos.


A reportagem é de Eduardo Febbro e publicado pelo Página/12, 23-11-2011. A tradução é do Cepat.


Os adeptos das teorias conspiratórias estão vendo suas expectativas se cumprirem. Onde está o poder mundial? A resposta cabe num nome e num lugar: na sede do banco de negócios Goldman Sachs.


O banco americano consegue uma façanha rara na história política mundial: colocar os seus homens à frente de dois governos europeus e do banco que rege os destinos das políticas econômicas da União Europeia. Mario Draghi, o atual presidente do Banco Central Europeu; Mario Monti, presidente do Conselho italiano, que substituiu Silvio Berlusconi e Lucas Papademos, o novo primeiro-ministro grego; todos pertencem à galáxia do Goldman Sachs.


Estes governantes, dois dos quais Monti e Papademos, são a ponta de lança da anexação da política pela tecnocracia econômica, pertencem à rede Sachs e participaram das mais truculenta operação ilícita orquestrada pela instituição americana. Além disso, eles não estão sozinhos. Pode-se também mencionar Petros Christodoulos, hoje à frente do organismo que administra a dívida pública grega e ex-presidente do Banco Nacional da Grécia, a quem Sachs vendeu o produto financeiro conhecido como swap e com o qual as autoridades gregas e Goldman Sachs orquestraram a maquiagem das contas gregas.


O dragão que protege os interesses de Wall Street conta com homens chaves nos postos mais decisivos, mas não apenas na Europa. Henry Paulson, ex-presidente do Goldman Sachs, foi nomeado secretário do Tesouro americano, enquanto que William C. Dudley, outro das altas esferas do Goldman Sachs, é o atual presidente do Federal Reserve de Nova York.


Mas o caso dos líderes europeus é mais paradigmático. O lugar de honra cabe a Mario Draghi.
O hoje, presidente do Banco Central Europeu, BCE, foi vice-presidente da Goldman Sachs para a Europa entre 2002 e 2005. O título de seu cargo era “empresas e dívidas públicas”. Precisamente nessa cargo, Draghi teve como missão vender o incendiário produto swap. Este instrumento financeiro é chave na ocultação da dívida pública, ou seja, na maquiagem das contas gregas. Foi essa ardilosa armação que permitiu a Grécia se qualificar para fazer parte dos países que entrariam no euro, a moeda única europeia. Tecnicamente, e com o Goldman Sachs como operador, transformou-se a dívida externa da Grécia de dólares para euros.
Com isso, a dívida grega desapareceu dos balanços negativos e Goldman Sachs (GS) levou uma suculenta comissão. Logo depois, em 2006, Goldman Sachs vendeu parte desse pacote de Swaps ao principal banco comercial do país, o National Bank of Greece, liderada por um outro homem da GS, Petros Christodoulos, um ex-corretor da Goldman Sachs e atual diretor do órgão de gestão da dívida da Grécia que ele mesmo e, os citados anteriormente, até então ajudaram esconder.


Mario Draghi tem uma história pesada. O ex-presidente da República Italiana, Francesco Cossiga acusou Draghi de ter favorecido Goldman Sachs na adjudicação de grandes contratos, quando era diretor do Tesouro da Itália e estavam em pleno processo de privatização. A verdade é que agora o diretor do Banco Central Europeu, aparece como o grande vendedor de Swaps em toda a Europa.


Neste emaranhado de falsificações aparece o chefe do Executivo grego, Lucas Papademos. O primeiro-ministro foi o governador do banco central grego entre 1994 e 2002. Esse é precisamente o período em que Sachs foi cúmplice na ocultação da realidade econômica grega. Papademos, responsável pela entidade bancária nacional, não podia ignorar a armação que estava sendo montada. As datas em que ocupou o cargo fazem dele um operador da montagem.
Na lista de notáveis segue Mario Monti. O atual presidente do Conselho italiano foi conselheiro internacional do Goldman Sachs desde 2005.


Em síntese, muitos dos homens que fabricaram o desastre foram chamados agora para tomar as rédeas de postos chaves, com a missão de reparação às custas dos benefícios sociais do povo, conseqüências que eles mesmos criaram.


Não há dúvida de estamos vendo o que os analistas chamam de "um governo Sachs europeu”.


O Português Antonio Borges dirigia até pouco tempo – acaba de renunciar - o Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional. Até 2008, Antonio Borges foi vice-presidente do Goldman Sachs. O sumido Karel Van Miert – Bélgica –, foi comissário europeu da Competividade e também um quadro do Goldman Sachs. O alemão Ottmar Issing foi sucessivamente presidente do Bundesbank, conselheiro internacional do banco de negócios americano e membro do Conselho de Administração do Banco Central Europeu.
Peter O'Neill é outro homem do emaranhado: presidente do Goldman Sachs Asset Management, O'Neill, apelidado de O Guru do Goldman Sachs, é o inventor do conceito Brics, o grupo de países emergentes composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Acompanha O'Neill outro peso pesado, Peter Sutherland, ex-presidente da Goldman Sachs International, membro da seção Europeia da Comissão Trilateral, assim como Lucas Papademos, ex-membro da Comissão de Competividade da União Europeia, fiscal-geral da Irlanda e influente mediador do plano que desembocou no resgate da Irlanda.


Alessio Rastani é que tem toda a razão. Este personagem que se apresentou diante da BBC como um trader disse faz poucas semanas: "Os políticos não governam o mundo. Goldman Sachs governa o mundo". Sua história é exemplar do duplo jogo, como as personalidades e as carreiras dos braços mundiais do Goldman Sachs. Alessio Rastani disse que ele era um trader londrinense, mas logo depois descobriu-se que nada tinha de trader e que fazia parte do Yes Men, um grupo de ativistas que, através da comédia e da infiltração nos meios de comunicação, denunciam o liberalismo.


Ficará para as páginas da história mundial a impunidade desses personagens. Empregados por uma empresa americana, orquestraram uma dos maiores golpes já conhecidos, cujas conseqüências estão sendo pagas hoje. Foram premiados, agora, com o leme da crise, planejada por eles mesmos.


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Veja também:

A NEO-ARISTOCRACIA NO PODER DA NOVA ORDEM MUNDIAL - OLAVO DE CARVALHO

http://holosgaia.blogspot.com/2011/11/os-neo-aristocratas-no-poder-da-nova.html


TERRORISMO BANCÁRIO
http://videosvitais.blogspot.com/search/label/terrorismo%20banc%C3%A1rio

OLAVO DE CARVALHO - Controle Mundial da Alimentação, Monopólio das Sementes e a Nova Ordem Mundial
http://www.youtube.com/watch?v=FRsgHpv7qLc


Criminoso!

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011


Via Jugular. Para quem ainda tem dúvidas que existiam muitos polícias à paisana no meio das manifestações de hoje. Para quem ainda tem dúvidas que a polícia anda a actuar de forma criminosa. Três polícias à paisana a baterem num miúdo. Repare-se bem no fulano de capucho cinzento no video acima, filmado hoje.

Repelente!


Cada pessoa terá a sua versão, a sua interpretação e explicação para todos os números que envolveram a Greve Geral.
Dependendo do lado de que está, cada pessoa tem uma diferente sensibilidade para entender a luta de classes e os fenómenos que a impelem. Cada pessoa dará um sentido aos abusos, actos de prepotência, tentativas de identificação prévia de grevistas, chantagem e ameaças directas que sempre fazem “companhia” ao momento de coragem e sacrifício pessoal que é aderir a uma greve... realidade que mais uma vez, largamente, se verificou.
Dito isto, o único número que realmente me impressionou, foi-me atirado pela televisão, enquanto almoçava. O Governo do meu país, até às não sei quantas horas, estimava que a adesão à Greve Geral, no sector público... era de 3,6 por cento.
Seria, de forma destacada, a anedota do ano... não fora o facto de revelar, de forma crua, um Governo formado por gente repelente. Gente sem carácter para gerir nada. Nem um condomínio de prédio. Vulgares vigaristas. Reles salafrários. Canalhas!!!


ALGARVE -  AUTARQUIAS DE PORTIMÃO E LOULÉ  REDUZEM ILUMINAÇÃO DE NATAL
Orçamento total é inferior a 50 mil euros
Portimão corta na iluminação de Natal e festas de fim de ano
25-11-2011 8:47:00

O Município vai “reduzir substancialmente o investimento” na iluminação de Natal e festejos de fim de ano para conter despesas, mas compromete-se a suportar consumos da luz e licenciamentos se comerciantes financiarem decoração das ruas.

A autarquia de Portimão justifica a decisão com crise económica e financeira que o país atravessa e perante a necessidade de contenção de despesas previstas no Plano Municipal de contenção da despesa.
Assim, só haverá instalação de símbolos de Natal na Alameda da Praça da República, em Portimão, e em cada uma das duas restantes freguesias do concelho e iluminação das fachadas das igrejas.
Segundo o comunicado da câmara esta medida implica um investimento de cerca de 20.000 euros, uma redução de aproximadamente 80% dos valores investidos em 2010.
No entanto, “caso as associações de comerciantes ou empresários entendam financiar a iluminação de algumas artérias da cidade, a autarquia compromete-se a suportar os custos de consumo à EDP, os licenciamentos que estiverem em causa e o apoio logístico à respetiva instalação”, promete o executivo liderado pelo socialista Manuel da Luz.
Quanto a espetáculos e outras animações a autarquia manifestou disponibilidade financeira para que possam decorrer iniciativas na Alameda da Praça da República, ao abrigo da Carta Compromisso assinada entre a Câmara de Portimão e a UAC – Associação de Desenvolvimento de Portimão Pró-Comércio.
Entre estas conta-se um mercadinho temático sobre colecionismo e antiguidades, a Stock Out de Inverno, uma feira de artesanato e uma degustação de chás e doces tradicionais de Natal.
Para a concretização destas ações, estão disponíveis estimados em 17.900 euros do orçamento camarário.
Por sua vez, os alunos do curso de Design do Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes vão decorar os vidros das montras de lojas que se encontram devolutas na zona comercial de Portimão, com o intuito de minimizar o impacto negativo provocado pelas mesmas.
Passagem de ano apenas com fogo de artificio simbólico
Por outro lado, a Câmara de Portimão não organizará os festejos da Passagem de Ano nos termos das edições anteriores, estando todavia previsto um fogo-de-artifício simbólico e animação em diversos pontos do município através de grupos locais.
No entanto, “caso os empresários e/ou comerciantes encontrem meios de financiamento para a realização destes eventos, com programas de reconhecida qualidade, a edilidade garantirá os licenciamentos necessários e o respetivo apoio logístico” adianta a câmara.
Parte das verbas resultantes da redução de despesa agora decidida será aplicada no financiamento das iniciativas assumidas e no reforço do apoio à distribuição de cabazes de Natal aos mais carenciados do município, conclui o comunicado do município.
'portimão' 'natal' 'fim-de-ano' 'crise' 'animação' 'comércio' 'apoio-social'

LOULÉ


  Loulé diminui iluminação de Natal em 2011
25-11-2011 7:37:00

A autarquia de Loulé destinou “um orçamento substancialmente mais reduzido” para iluminar o Natal. Ainda assim, deverão ser iluminadas “as mais importantes artérias do concelho”. Programa de animação arranca a 1 de dezembro.    
No dia 1 de dezembro, tem início o Programa de Animação de Natal que o Município vai levar a cabo até ao dia 6 de janeiro, nos principais centros comerciais do concelho.
Para as 16h00 está prevista a chegada do Pai Natal, junto à Cerca do Convento, seguindo-se a atuação do Coro Infantil da Fundação António Aleixo e do Grupo Coral Infantil de Loulé, com as mais emblemáticas canções de Natal, para além do repertório próprio.
Para as 17h00 está agendada a inauguração das iluminações de Natal. Este ano, com um orçamento substancialmente mais reduzido, as luzes vão continuar a dar brilho e a levar o espírito da época às.
Em Loulé, as luzes irão acender-se na Praça da República, Largo Gago Coutinho, Avenida 25 de Abril, Rua 5 de Outubro, Avenida José da Costa Mealha, Coreto na Avenida José da Costa Mealha, Avenida Marçal Pacheco, Largo de S. Francisco e três ruas envolventes, Largo Dr. Bernardo Lopes e Igreja de Nossa Senhora da Piedade (colocação de uma estrela).
Para a cidade de Quarteira, vão estar iluminadas a Avenida Infante de Sagres, Largo do Mercado, Rua Bartolomeu Dias, Rua Vasco da Gama, Avenida Sá Carneiro e Avenida Mota Pinto (mais as quatro rotundas), Igreja S. Pedro do Mar, Praça do Mar e Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
Também o coração do comércio da vila de Almancil volta a receber estas decorações natalícias, em particular a Avenida Duarte Pacheco/Avenida 5 de Outubro, Praceta Sá Carneiro, Rua do Vale Formoso, Rua da República e Igreja de S. Lourenço (árvore de Natal).
Fonte de Boliqueime, Rua João Batista Ramos Faísca e fachada da Igreja são os pontos que vão estar iluminados em Boliqueime.
Nas fachadas das igrejas das sedes de freguesia do Ameixial, Alte, Benafim, Salir, Tôr e Querença será colocado um elemento decorativo alusivo ao Natal e quatro elementos decorativos junto às sedes de freguesia.
Refira-se que, durante este período de festas, haverá animação infantil, diariamente, na Cerca do Convento, em Loulé, e na Praça do Mar, em Quarteira, onde ficará instalado um carrossel de Natal, e no Largo do Tribunal de Loulé, onde as crianças e jovens poderão divertir-se nos carrinhos de choque que aqui estarão. O horário de funcionamento destas atrações é das 10h00 às 19h00.
Incrementar o comércio tradicional, atraindo mais compradores às baixas comerciais das localidades, e simultaneamente, criar o espírito tão especial que esta quadra integra são os principais objetivos de mais estas ações da edilidade louletana.

OBSERVATÓRIO DO ALGARVE
Quase metade do empréstimo da troika é para juros e comissões
Portugal vai pagar um total de 34400 milhões de euros em juros pelo empréstimo de 78 mil milhões do programa de ajuda da "troika". Segundo dados do Governo, quase metade do que é emprestado pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional é para pagar à "troika".
Quase metade do empréstimo da troika é para juros e comissões
Vìtor Gaspar, ministro das Finanças
O total do crédito oferecido a Portugal no âmbito do programa de assistência da "troika" é 78 mil milhões de euros. Deste valor, quase metade, 34400 mil milhões são para pagar juros e comissões à troika, segundo o valor apresentado pelo Ministério das Finanças em resposta a uma questão de Honório Novo, deputado do PCP.
Durante o debate parlamentar do Orçamento Retificativo para 2011, no final de Outubro, o deputado comunista pelo Porto perguntou: "Quanto é que serão os juros globais desta ajuda? Quanto é que Portugal pagará só em juros para nos levarem pelo mesmo caminho que a Grécia, ao empobrecimento generalizado do país?".
A resposta do Ministério das Finanças, 34400 milhões de euros, corresponde ao valor total a pagar ao longo do prazo dos empréstimos.
Isto presumindo que Portugal recorre integralmente ao crédito disponível. Ou seja, que "é utilizado na totalidade" o montante destinado às empresas do sector financeiro - os 12 mil milhões de euros reservados para a recapitalização da banca.
Na resposta do Ministério das Finanças a Honório Novo nota-se ainda que as condições dos empréstimos concedidos por instituições europeias são bastante mais favoráveis que as dos créditos do FMI.

Esquecimentos


COMENTANDO a legitimidade da Greve Geral, o ministro da Defesa José Pedro Aguiar-Branco afirmou que "o que os portugueses decidiram nas urnas não pode ser mudado na rua", porém, esqueceu-se de acrescentar que aquilo que o governo prometeu nas eleições, não corresponde àquilo que está a concretizar enquanto governo, e a resposta dos portugueses foi clarividente.