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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Eis a famosa abstenção violenta


O secretário-geral do PS defende a manutenção do IVA na restauração, na alimentação para bebés e na Cultura. António José Seguro afirma que já fez as contas e há forma de compensar a redução das receitas que daí resultaria.

Encontrei esta notícia na coluna de Entretenimento do Google Noticias, e honestamente pareceu-me o lugar apropriado para ela. Um partido que se diz socialista, um partido que se diz oposição, tudo o que tem para criticar e alterar num orçamento repleto de ilegalidades e de inconstitucionalidades, num orçamento cego ao sofrimentos das pessoas mas muito atento à salvação dos bancos, um orçamento que vai atirar o país para uma profunda recessão, é o IVA nos restaurantes, na comida de bebés e na Cultura. Só como nota de rodapé, o Passos Coelho já veio afirmar que estes pedidos do Seguro são impossíveis de ser aceites, porque reduzem as receitas.
E nós calamos e nada fazemos?

As ratazanas


São estas as ratazanas-mores que farejam os caixotes dos países, à noite, em busca de lixo, para se alimentarem e engordarem os seus parasitas avençados. Graças ao "sistema" conseguiram, plasticamente, adquirir feição humana, para não assustarem os seus clientes. Da esquerda para a direita, começando pelo asiático para acabar no caucasiano, são:
1. pela "Chapa zero & do Pobre" (Standard & Poor's), Deven Shama.
2. por "Dos mal humorados" (Moody's), coçando o acne, Raymond MacDaniel.
3. pelo "Pêlo de Furão" (Fitch), Steven Joynt.
Foi este último que, como se fora petróleo, considerou Portugal como área de lixo para prospectar, hoje!
Por que esperais, ó "Indignados" e elementos do "Occupy", para a desratização universal?
Greve Geral

Corpo de Intervenção da PSP "impediu" com força física a acção dos piquetes

24 | 11 | 2011   13.28H
O Corpo de Intervenção da PSP interveio “usando a força” em “todas as estações da Carris” para impedir os piquetes de greve que queriam “ajudar” os trabalhadores a “cumprir o direito à greve”, acusou hoje um dirigente sindical.
Destak/Lusa | destak@destak.pt
À Lusa, Manuel Leal, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), afirmou que a administração da empresa enviou uma circular sobre serviços mínimos, em que ameaçava de despedimento quem fizesse greve.
“Na notificação dos serviços mínimos, a empresa ameaçou os trabalhadores que não cumprissem com processos e ameaçaram com despedimentos. Os trabalhadores ficaram extremamente indignados”, relatou.
Manuel Leal explicou que os piquetes tentaram “ajudar os trabalhadores que queriam fazer greve, mas estavam a ser obrigados a furá-la”.
“Os piquetes tentaram que os trabalhadores cumprissem a sua intenção e direito de aderir à greve e a polícia de intervenção usou da força física e impediu a ação pacífica e regulada nos termos da lei”, criticou.
Para o dirigente da STRUP, os piquetes não protagonizaram qualquer alteração da ordem pública.
Manuel Leal informou ainda que a administração da Carris violou o acórdão do tribunal arbitral acerca dos serviços mínimos: 50 por cento de circulação em 13 carreiras.
“Podemos dizer com segurança, que o Conselho de Administração colocou mais autocarros do que eram impostos. Ainda não sabemos a totalidade, mas em algumas carreira era muito visível que se tinha excedido em muito os 50 por cento”, afirmou.
A adesão dos trabalhadores da Carris à greve geral de hoje, segundo o sindicalista, é pela defesa dos postos de trabalho e pelo “direito à mobilidade” que estará em causa se for aprovado o relatório do grupo de trabalho nomeado pelo Governo.
Também João Proença, secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), a empresa "não tem direiro a utilizar nenhum trabalhador afeto aos serviços minimos tendo trabalhadores disponíveis para fazer o trabalho", acrescentando que se no total se "ultrapassou 50 por cento das 13 carreiras, a empresa cometeu uma violação grave do direito à greve".
Pela parte da Carris, fonte da empresa afirmou à Lusa que de momento não serão feitos comentários à paralisação.
A greve geral convocada para hoje em Portugal pela CGTP e UGT, para protestar contra as medidas de austeridade decretadas pelo governo, está a “registar forte adesão”, de acordo com informações transmitidas pelas duas centrais sindicais.
Nos grandes centros urbanos como Lisboa e Porto, autocarros e metropolitanos estão praticamente paralisados, havendo também fortes constrangimentos nas ligações ferroviárias a nível do país. A TAP cancelou mais de uma centena de voos.
A greve geral de hoje foi convocada pela CGTP e UGT para contestar as recentes medidas de austeridade do Governo, nomeadamente os cortes nos subsídios de férias e de Natal dos funcionários e pensionistas do setor público.

A viagem mais difícil

Fiz uma viagem difícil e aventureira. Ou seja, deliciosa. Boa porque cheguei bem perto do meu objetivo. Mas com um caminho penoso e subidas íngrimes. A questão é que eu fiz o caminho. Escolhi a trilha e até mesmo já tinha colocado as pedras naqueles lugares. Lembrava de cada obstáculo que cultivei no passado e depois de anos ao voltar na estrada me deparei lá, maior, mais assustador e muitas vezes sombrio. Mas consegui quebrar as pedras pequenas e médias e simplesmente desviar das enormes. Em algumas, deixei ramos de flores e algumas lágrimas como perdão. Outras, por mais que eu tentasse, não havia mais como resolver.
Estou na trilha até hoje. Em uma estrada que leva a mim mesmo. O tal do auto-conhecimento. Cada vez mais apaixonado pela força, que se escondia na minha preguiça.
E nessa busca de mim mesmo, vou encontrando aqueles que se simpatizam com a causa e que caminham juntos. E quem sabe? Talvez nessa jornada eu tenha encontrado um grande amor. O importante, meus amigos, não é o ponto de chegada, mas a estrada que se escolhe.

MEE, o novo ditador europeu - O QUE É ESTA ABERRAÇÃO ?



MEE, o novo ditador europeu
por Rudo de Ruijter
vídeo por Jozeph Muntenbergh

O tratado do MEE será tornado definitivo quando os Parlamentos dos 17 países da zona euro o tiverem ratificado. Espera-se que o façam entre esta data e 31 de Dezembro de 2011.
O que é esta aberração?
Esta foi a minha primeira reacção quando vi este vídeo. Isso não é possível. Uma organização que pode esvaziar os cofres dos Estados quando lhe aprouver? Vivemos nós num país democrático? Para me certificar examinei os textos oficiais, ou seja, o tratado que estabelece o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE ou, na sigla em inglês, ESM).

TREATY ESTABLISHING THE EUROPEAN STABILITYMECHANISM (ESM)
http://consilium.europa.eu/media/1216793/esm%20treaty%20en.pdf
Podem-se aí encontrar facilmente os artigos mencionados no vídeo (a partir da página 19). Quanto ao resto do tratado, não consegui encontrar nada que limitasse este poder ditatorial. Ainda estou trémulo!

Mas como é que isso é possível no quadro dos tratados da União Europeia? Trata-se de uma extensão ilegal das competências da União! Investigando mais descobri que certas decisões foram tomadas discretamente e rapidamente a fim tornar "possível" este MEE.

Estou certo de que se políticos no nosso país quisessem criar um clube que tivesse a possibilidade de esvaziar os cofres do Estado quando quisessem e tão frequentemente quanto quisessem, eles não conseguiriam efectuar as alterações legais necessárias, nem mesmo em vinte anos! Mas a burocracia de Bruxelas conseguiu preparar os tratados a toda velocidade a fim de cometer este golpe de estado em 17 países simultaneamente!!!

A CORRIDA DE FUNDO BRUXELENSE

Em 17 de Dezembro de 2010 o Conselho Europeu decidiu ser necessário um mecanismo de estabilidade permanente, para retomar as tarefas do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSM, na sigla em inglês) e da Facilidade de Estabilização Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês). Estas duas organizações foram montadas rapidamente, respectivamente em Maio e Junho de 2010, a fim de proporcionar empréstimos a países com demasiadas dívidas. Contudo, falta uma base legal a ambas as organizações.

Note-se desde já que estas duas organizações foram concebidas explicitamente para intervenções financeiras, mas que a emenda no Tratado sobre o funcionamento da União Europeia, para montar o MEE, permite igualmente o estabelecimento de outras organizações em campos de acção muito diferentes.

Esta emenda acontece em 25 de Março de 2011. Para evitar ter de organizar novamente referendos na Europa, eles utilizaram o artigo 48.6 do Tratado da União Europeia, o qual permite ao Conselho Europeu decidir modificações aos artigos do tratado – desde que elas não impliquem uma extensão das competências da União. (Tais decisões devem, contudo, ser ratificadas pelos Parlamentos nacionais, mas geralmente isso é apenas uma formalidade). A emenda consistiu num acréscimo de aparência inocente a um parágrafo do artigo 136. Em suma, este acréscimo estipula que "os países da UE que utilizam o euro são autorizados a estabelecer um mecanismo de estabilidade para salvaguardar a estabilidade da zona euro no seu conjunto". Aqui, já não se trata mais explicitamente da estabilidade financeira. Através desta emenda, também a repressão de tumultos, a vigilância de cidadãos vigilantes ou o combate contra qualquer outro elemento desestabilizador na zona euro poderão igualmente ser conferidos a novas organizações sob a bandeira da UE.

Por outras palavras, esta emenda constitui com certeza uma extensão das competências da UE. Contraria portanto o artigo 48.6 do Tratado da União Europeia. Contudo, nem um ministro, nem um Parlamento nacional manifestou descontentamento em relação a isso e em Bruxelas eles continuaram alegremente e rapidamente a montar o tratado do MEE.



Em 20 de Junho de 2011 os Parlamentos nacionais autorizaram que as tarefas do tratado do MEE fossem efectuadas pela UE e o Banco Central Europeu.

Em 11 de Julho de 2011 o tratado foi assinado. Embora a assinatura tenha sido anunciada posteriormente, na abertura de uma conferência de imprensa à qual assistiam dezenas de jornalistas, no dia seguinte não houve uma única manchete nos jornais (nem ao nível nacional, nem ao internacional) acerca da assinatura deste novo Tratado Europeu. Será pelo facto de Juncker o ter anunciado em francês... antes de prosseguir a conferência de imprensa em inglês? [NR]

Neste momento o tratado está à espera de ratificação pelos Parlamentos nacionais. Estas ratificações são aguardadas entre a presente data e 31 de Dezembro de 2011.

O tratado ainda não está em vigor e eles já falam na necessidade de elevar o capital de 700 mil milhões de euros (ou seja, 2.100 euros por cidadão da eurozona) para 1500 ou 2000 mil milhões, portanto duas a três vezes mais.

De acordo com o texto do tratado, este deveria entrar em vigor em Junho de 2013. Agora querem fazê-lo já em 2012.

Logicamente, pedirão aos Parlamentos que se apressem a ratificar o tratado. Na Alemanha o assunto já está em debate nestes dias. Aparentemente será preciso que se apressem: há cada vez mais alemães que acordam!

Se quisermos utilizar os últimos fiapos de democracia para impedir esta ditadura, devemos, a toda pressa, despertar o maior número de cidadãos possível e enviar tantas mensagens e cartas de protesto quanto possível a parlamentares, políticos e partidos políticos. Sentar e esperar que outros o façam é catastrófico no actual estado de coisas.

Se dispuser de contactos no estrangeiro, envie-lhes informações também. Na maior parte dos países euro nada ou quase nada se sabe sobre este assunto. Naturalmente, não ajuda nada que o texto do tratado que Bruxelas disponibilizou na Internet esteja apenas em inglês. Exactamente 98,7% dos cidadãos da eurozona falam outras línguas! Não, não me diga que fizeram isso de propósito!

Quando um ditador se senta no seu trono, não se consegue removê-lo antes de 30 anos! Será que queremos deixar isso aos nossos filhos?

Fotos para a posteridade

Para ver a série de 30 fotos com as pessoas a quem se perguntará um dia porque puseram fim às democracias soberanas na Europa clique em fotos para a posteridade .   Em Julho de 2011 os ministros das Finanças da eurozona eram:
  • Maria Theresia Fekter, Federal Finance Minister of Austria
  • Didier J.L. Reynders, Minister of Finance of Belgium
  • Kikis Kazamias, Minister of Finance of Cyprus
  • Jürgen Ligi, Minister of Finance of Estonia
  • Jutta Pauliina Urpilainen, Minister of Finance of Finland
  • François Baroin, Minister of Finance of France
  • Wolfgang Schäuble, Federal Minister of Finance of Germany
  • Evangelos Venizelos, Deputy Prime Minister and Minister of Finance of Greece
  • Michael Noonan, Minister of Finance of Ireland
  • Giulio Tremonti, Minister of Finance of Italy
  • Luc Frieden, Minister of Finance of Luxemburg
  • Tonio Fenech, Minister of Finance, Economy and Investment of Malta
  • Jan Cornelis "Jan Kees" de Jager, Minister of Finance of the Netherlands
  • Vítor Gaspar, Minister of Finance of Portugal
  • Ivan Mikloš, Minister of Finance of Slovakia
  • Franc Križaniè, Minister of Finance of Slovenia
  • Elena Salgado Méndez, Minister of Economy and Finance of Spain

  • Nota do Autor:
    Enviem-me por favor links de artigos sobre o tratado do MEE, assim como informações a divulgar sobre acções em curso ou em perspectiva, para que eu possa publicá-las e http://www. courtool.info . Email: CourtFool@orange.nl . RR

    A utilização do vídeo e da cópia do texto acima em outros sítios web é calorosamente recomendada!

    Além do vídeo com legenda em português também há versões com legendas em inglês, holandês, francês, castelhano e búlgaro. Quem quiser pode solicitá-las gratuitamente através do email acima. Se falar perfeitamente outra língua europeia, queira por favor contactar-me para legendar o vídeo também nessa língua.

    Elabore a vossa própria mensagem para protestar contra este tratado do Mecanismo Europeu de Estabilidade e os poderes ditatoriais previstos para esta organização. Exija que os parlamentos nacionais recusem a ratificação.

    [NR] No dia 13 de Outubro de 2011 o Conselho de Ministro português aprovou resolução para permitir a criação de bases na lei que vai instituir o Mecanismo Europeu de Estabilidade, que irá substituir a partir de 2013 o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF). O comunicado emitido diz que "Esta decisão tem por objectivo alterar o Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia de forma a criar uma base jurídica para instituir o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) destinado a permitir alcançar a estabilidade financeira da zona euro". Ver Expresso .

  • Ver também MES, coup d'état dans 17 pays , do mesmo autor.
    A versão em francês encontra-se em http://www.courtfool.info/fr_MES_le_nouveau_dictateur_Europeen.htm
    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
  • Poetas algarvios – João de Deus

      Sem categoria

    Miséria


    Era já noite cerrada,
    Diz o filho: “Oh minha mãe,
    Debaixo d’aquella arcada
    Passava-se a noite bem!”
    A cega, que todo o dia
    Tinha levado a andar,
    A taes palavras do guia
    Sentiu-se reanimar.
    Mas saltam dois cães de gado,
    Que eram como dois leões:
    Tinha-os à porta o Morgado
    Para o guardar dos ladrões.
    Tornam os pobres à estrada,
    E aonde haviam de ir dar?
    Ao palácio da tapada
    Onde el-rei ia caçar.
    À ceguinha meia morta
    Torna o filho: “Oh minha mãe,
    Ali no vão de uma porta
    Passava-se a noite bem!”
    - Se os cães deixarem… (diz ella,
    A triste n’um riso amargo),
    Com effeito a sentinela:
    - “Quem vem lá?… Passe de largo!”
    Então ceguinha e filhinho,
    Vendo a sua esperança vã,
    Deitaram-se ali no caminho
    Até romper a manhã!…


    João de Deus.(1830-1896) \ Nascido no ano de 1830 em São Bartolomeu de Messines, Algarve, foi advogado e jornalista. O seu lirismo é simples e terno, com grande profundidade emocional e muitas vezes melancólico. João de Deus foi um dos grandes amigos e admiradores de Antero de Quental.
    Em 1893 publicou a colectânea poética Campo de Flores, incluindo-se nesta, duas obras anteriores: Flores do Campo e Folhas Soltas. Dedicou-se também à pedagogia, campo em que publicou em 1876 a Cartilha Maternal, tendo como fim o ensino da leitura às crianças. Faleceu em 1896.
    ( In Rua da Poesia – Retrato de João de Deus -autor desconhecido (Pastor ? )

     blog http://www.louletania.com/

    Quinta-feira, Novembro 24, 2011

    Está na hora de baixar os braços

    Começa a ser tempo de os funcionários públicos dizerem basta, já os proletarizaram, já lhes aumentaram todas as contribuições, já lhes cortaram o vencimento, á lhes tiraram meio subsídio de Natal em 2011 e agora vão cortar-lhes os subsídios. Talvez pior do que este empobrecimento forçado só porque o Governo não conta com os seus votos é a humilhação diária a que estão sendo sujeito por governantes cretinos e mal formados.

    Que autoridade tem o rapazola da secretaria de Estado da Administração Pública para num dia falar de novas tabelas salariais e no outro dizer que é necessário despedir funcionários? Um senhor que é responsável pelos recursos humanos de uma entidade (Banco de Portugal) que há anos que se comporta em matéria de salários e de pensões como se a sede fosse na Suíça, no momento em que foi convidado para secretário de Estado deveria ter tido a dignidade de recusar o cargo, um responsável dos recursos humanos do BdP deveria ter o bom senso de se esconder dos portugueses.

    Quem é o Passos Coelho para justificar os cortes salariais com o argumento de que os funcionários públicos ganham mais do que os dos privados, lançando portugueses contra portugueses num momento tão crítico? Quando fala dos funcionários públicos deviam levantar-se e fazê-lo de forma respeitosa, a esmagadora maioria dos quadros do Estado têm melhores habilitações do eu Passos Coelho, tiraram os cursos em boas universidades aos vinte anos e começaram a trabalhar com vinte e poucos anos. Não são como um primeiro-ministro que tirou uma licenciatura que numa universidade digna desse nome vale pouco mais do que um nono ano, só a concluiu aos trinta e muitos e começou a trabalhar aos quarenta nas empresas de recolha de lixo do “tio” Ângelo Correia, certamente a ganhar mais do que qualquer funcionário público ou mesmo que qualquer detentor de um cargo público.

    Quem afundou o país não foram os funcionários públicos ou, para excluir os trates que os partidos colocaram no Estado, a maioria desses funcionários públicos, foram políticos incompetentes, oportunistas e corruptos. Não foram os investigadores que estudam noitadas e que investem do seu bolso, não foram os professores universitários que compram os livros com que estudam ou os computadores que usam, os polícias que têm de pagar as fardas do seu bolso ou os bombeiros que como aqueles ganham miseravelmente e têm de roubar para comer, não foram os médicos que dão milhares de horas de trabalho gratuito ao Estado, os professores que dão o litro ou os funcionários que são escravizados nos serviços de finanças para atingirem as metas em troa de nada.

    Quando o ministro vem agradecer aos funcionários que condenou á pobreza por terem contribuído para que o país tenha passado na avaliação da troika devia sentir vergonha, no seu ministério pratica-se o esclavagismo, trabalha-se para além do horário sem qualquer remuneração e quando se produz o OE há quem tenha que ficar noitadas seguidas, sem qualquer remuneração ou dias de descanso e ainda têm de pagar o jantar dos seus bolsos.

    É tempo de reagir, de acabar com esta pouca vergonha de ofensas à dignidade de centenas de milhares de pessoas, tempo de os funcionários públicos dizerem não e derrubarem governantes que não os espeitam, que governam à margem das regras constitucionais. E para derrubar este ou qualquer outro governo de idiotas não é necessário qualquer revolução ou andar à estalada com a polícia de choque, basta baixar os braços, deixar de trabalhar um minuto para além do horário de trabalho, cumprir as normas com rigor, deixar de ter ideias, de fazer sugestões ou esclarecer políticos incompetentes.

    Está na hora de mostrar aos portugueses que a Função Pública é indispensável e que sem ela nenhuma empresa privada sobrevive ou é competitiva, está na hora de mostrar ao Governo que os funcionários públicos não são um rebanho de cobardes. Hoje cortam-lhes os vencimentos e ofendem-nos, amanhã irão despedi-los. Está na hora de o evitar e de derrotar este governo abusador.
    blog O JUMENTO

    Este blog está em greve!



    Acabada de regressar dum piquete de greve não posso deixar de lamentar que os trabalhadores que não aderiram à greve não tenham em conta que:
    1. Os seus patrões estão em casa a contar milhões enquanto eles ganham salários de miséria;
    2. Que o dia de salário que não perdem ou as horas extras que ganham a substituir colegas que fazem greve (vergonha!) não compensam os cortes salariais que vão sofrer, os aumento de impostos, a perda dos subsídios, o dia em que forem despedidos e que forem para casa com nenhuma (ou quase nenhuma) indemnização;
    3. O dia em que abrirem os olhos e quiserem fazer greve se calhar esse também é um direito que já lá vai!

    Greve Geral - Concentrações Distritais

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    Greve Geral - Concentrações Distritais

    CONCENTRAÇÕES DISTRITAIS
    24 Novembro
    DistritoHoraLocal
    Angra do Heroismo14H00Alto das Covas
    Aveiro 15H00Praça Joaquim Melo Freitas
    Águeda15H00Praça da República
    Ovar15H00Junto ao Tribunal
    Santa Maria da Feira15H00Frente à Câmara Municipal
    S.João da Madeira15H00Praça Luis Ribeiro
    Beja 12H00Praça da República
    Braga 15H00Avenida Central
    Guimarães15H00Junto à Central de camionagem
    Castelo Branco11H e 15HFrente à Câmara Municipal de Castelo Branco
    Covilhã11H e 15HPraça do Município (Pelourinho) – Covilhã
    Coimbra 11H00Praça 8 de Maio 
    Évora 14H30Rotunda da Porta de Avis
    Faro15H00Jardim Manuel Bivar
    Funchal16H30Avenida Arriaga
    Horta15H00Praça do Infante
    Leiria - Marinha Grande16H00Rotunda do Vidreiro
    Lisboa 15H00Manifestação Rossio - Assembleia da República
    Portalegre 15H00Av. Liberdade
    Avis15H00Frente à Câmara Municipal de Avis
    Campo Maior15H00Jardim da Avenida
    Nisa15H00Frente à Biblioteca Municipal
    Porto 15H00Praça da Liberdade
    Santarém14H30Junto ao Shoping
    Benavente10H30Largo N.ª Senhora da Paz
    Torres Novas10H30Casa Sindical de Torres Novas
    Tramagal10H30Delegação do SITE
    Setúbal 11H00Largo da Misericórdia
    Alcácer do Sal15H00 Largo Pedro Nunes
    Barreiro15H00Largo Catarina Eufémia
    Grandola15H00Largo das Palmeiras
    Sines15H00Jardim das Descobertas
    Viana do Castelo15H00Praça da República
    Vila Real 15H00Av. Carvalho Araujo, junto ao Largo do Pelourinho
    Viseu 

    Trabalhadores algarvios vão parar, para fazer avançar o país”
    Algarve: Já começou a greve geral com aeroporto, portos e barras fechados (em atualização)
    23-11-2011

    O Aeroporto de Faro está sem tráfego de aviões comerciais e todos os portos e barras estão paralisados de Sagres a Vila Real de Santo António, com a adesão dos trabalhadores à greve geral, informa a União dos Sindicatos do Algarve (USAL).  
     
    Segundo a USAL/CGTP, no aeroporto estão somente a funcionar os serviços para emergências, buscas, salvamento e voos de estado, devido à adesão à greve geral.(23h50)
    Os trabalhadores portuários do Instituto dos Portos e Transportes Marítimos (IPTM), os pilotos da barra e os controladores de tráfego marítimo aderiram "massivamente" à greve geral, paralisando todos os portos da região, de Sagres a Vila Real de Santo António, afectando toda a actividade e operações portuárias com os navios mercantes, de comércio, cruzeiros, pescas e recreio e ainda os estaleiros, adianta a mesma fonte (23h00)
    Por sua vez, as Lotas de Tavira e Santa Luzia encerraram e no concelho de Loulé, a recolha de lixo no concelho de Loulé, no turno que se iniciava às 20h30m, não está a ser efetuada.
    Entretanto, os sindicatos dos médicos, enfermeiros, professores, investigadores e da função pública argumentam: “Aderir à greve é um dever e não um direito, em defesa de matérias tão importantes como o emprego, a saúde e a educação”.
    Também o SNESup, Sindicato Nacional do Ensino Superior e a Associação Sindical de Investigadores e Docentes aderiram e apelam à participação.
    Entre as razões invocadas estão “os ataques ao sistema de ensino superior e de investigação públicos” e também a solidariedade “com todos os trabalhadores por conta de outrem, vítimas de uma estratégia concertada de desvalorização do trabalho por via da diminuição dos seus custos”.
    Para os sindicalistas do ensino universitário a participação é “um sinal claro de que não cruzamos os braços”, reiterando o inconformismo face à perda acumulada de mais de 20% nas remunerações, o congelamento das carreiras, promoções e progressões, assim como “o subfinanciamento crónico do ensino superior e os ataques sucessivos à sua autonomia”.
    Por sua vez, os Sindicatos da Função Pública do Sul e Açores, dos Médicos da Zona Sul e dos Enfermeiros Portugueses reafirmam a intenção de, dia 24 de Novembro, “todos os trabalhadores algarvios do setor da Saúde, vão parar para fazer avançar o país”.
    Considerando que aderir à greve geral “não é só um direito, é um dever de todos e, também, dos trabalhadores do sector da saúde, afirmam-se “conscientes da importância de manter a Saúde como um direito tal e qual os portugueses o conquistaram: geral, universal e tendencialmente gratuito”.
    Exigindo que não haja “o retrocesso a um passado recente que exigimos não aconteça”, os sindicalistas contestam o aumento das taxas moderadoras, a diminuição da comparticipação dos medicamentos, a não admissão de mais trabalhadores e a redução do valor do trabalho.
    Denunciam ainda encerramentos de unidades de saúde e entrega de hospitais às Misericórdias, depois do investimento público que potenciou a modernização destes equipamentos.
    “Este Governo teima em adotar políticas que penalizam, de uma forma geral todos os trabalhadores, mas em particular, os pensionistas, os jovens e as crianças e é pelas alternativas, porque elas existem, que médicos, enfermeiros, assistentes operacionais, administrativos e outros técnicos, farão greve no próximo dia 24,” acentua o documento distribuído hoje pelos sindicatos.
    Os trabalhadores em greve apelam ainda “à compreensão das populações porque neste dia seremos menos a cuidar de si para garantirmos que no futuro, possamos ser mais, e com melhores condições”.
    A nível nacional ambas as centrais sindicais, a CGTP e a UGT aderiram à greve assim como dezenas de estruturas sindicais dos mais diversos setores de atividade.
    Observatório do Algarve

    'greve-geral' 'algarve''sindicatos-cgtp' 'sindicatos-ugt'

    Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

    Depende de nós: greve geral

    Elogio da Dialéctica

    A injustiça avança hoje a passo firme
    Os tiranos fazem planos para dez mil anos
    O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
    Nenhuma voz além da dos que mandam
    E em todos os mercados proclama a exploração;
    isto é apenas o meu começo

    Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
    Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos

    Quem ainda está vivo não diga: nunca
    O que é seguro não é seguro
    As coisas não continuarão a ser como são
    Depois de falarem os dominantes
    Falarão os dominados
    Quem pois ousa dizer: nunca
    De quem depende que a opressão prossiga? De nós
    De quem depende que ela acabe? Também de nós
    O que é esmagado que se levante!
    O que está perdido, lute!
    O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
    E nunca será: ainda hoje
    Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.


    Bertolt Brecht

    Greve Geral!




    Que seja um grande dia de afirmação do repúdio desta política!

    Que aqueles que fazem greve sintam o conforto de estarem do lado certo da História!

    Que aqueles que não participam por medo, falta de enquadramento, desânimo... não venham a arrepender-se muito, por não terem engrossado as fileiras de quem resistiu!

    Que aqueles que ficam de fora, rosnando "vão mas é trabalhar!"... ... (não vale a pena!)

    Viva a Greve Geral!