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domingo, 20 de novembro de 2011

MORREU IRENA SANDLER... SABE QUEM ERA ?



Irena Sendler morreu...sabe quem era ela ?
Nem sempre o prêmio é atri...buído a quem mais o merece...

Irena Sendler

Uma senhora de 98 anos chamada Irena faleceu há pouco tempo.

Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.

Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazistas relativamente aos judeus (sendo alemã!)

Irena trazia crianças escondidas no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira na parte de trás da sua caminhoneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da caminhoneta um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.

Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer.
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.

Por fim os nazistas apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas, braços e prenderam-na brutalmente.

Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim.

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adotivos.

No ano passado foi proposta para receber o Prêmio Nobel da Paz... mas não foi selecionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns dispositivos sobre o Aquecimento Global.

Não permitamos que alguma vez esta Senhora seja esquecida!!
Ver mais

Gente porreira...

SÓ VÍDEO... calque aqui no só vídeo
Entretanto,    Feliz Natal, e um Ano Novo cheio de necessidades…

Cuidado com os pobres, senão o crime aumenta?


Cuidado com os pobres, por ALBERTO GONÇALVES, DN
"Há dias, um "telejornal" anunciava com alarme que a "crise pode aumentar agressões a profissionais de saúde". Por acaso, a notícia fundamentava-se num relatório que estima a diminuição das agressões a médicos e enfermeiros em 2010 para menos de metade das registadas em 2009 (79 para 174). Os factos, porém, não devem tolher um exercício bastante em voga: prever, com mais impaciência do que preocupação, que a degradação económica conduzirá as respectivas vítimas à violência, ao delito e à perdição sumária.
No caso em questão, seria curioso perceber porque é que um sujeito com dificuldades financeiras tem maior propensão para correr ao tabefe o pessoal clínico que lhe surge pela frente. O responsável pelo relatório sugere uma explicação: os "cortes" orçamentais multiplicarão o número de vezes em que os técnicos do SNS recusarão as exigências dos pacientes, logo a possibilidade de conflito subirá proporcionalmente.
É uma tese interessante. Se fosse plausível, poderíamos esperar o crescimento da pancadaria nas repartições das Finanças, a disseminação da bordoada nas delegações da Segurança Social e, em última instância, o fomento das tareias nos postos de venda da Mercedes, que teimam em negar automóveis a cidadãos de baixos rendimentos.
Absurdo? Não tanto quanto a inclinação para considerar os necessitados, de longa ou curta data, potenciais malfeitores. Mas é essa a ideia que atravessa a sociedade e que os "media", obedientes, reproduzem: a pobreza inspira o crime. Não falo apenas de agressão. Falo (correcção: fala-se) de assaltos à mão armada, roubo por esticão, fogo posto, homicídio e, quem sabe, exposição indecente. Uma espreitadela às manchetes dos últimos meses resume o tom apocalíptico vigente: "Crise faz crescer violência financeira sobre os mais velhos"; "Violência vai generalizar-se devido à pobreza e precariedade"; "Crise pode aumentar pequena criminalidade"; "Criminalidade pode aumentar com a crise"; "Aumento da criminalidade é reflexo da crise"; "Crimes violentos alastram pelo país à medida da crise financeira"; "Ministro admite agravamento da criminalidade violenta"; etc.
As citações acima dizem respeito a ocasiões distintas e provêm de diferentes origens, da PSP ao PS, da APAV àqueles "observatórios" que observam por aí. São, sem dúvida, profecias assustadoras. São, em idêntica medida, desprovidas de fundamento. Consulte-se os dados americanos e europeus disponíveis: se há tendência evidente no Ocidente das últimas cinco ou seis décadas é a subida estatística dos crimes em simultâneo à melhoria das condições de vida. Não pretendo insinuar que o crime é resultado da prosperidade. Talvez resulte da degradação do ensino, das contradições da Justiça, da dependência fomentada pelo estado assistencial, da famosa dissolução dos "valores", de tiques nervosos ou de uma mistura de diversos fenómenos. Certo é que a desonestidade e a carência material não andam forçosamente de mãos dadas. Donde espanta um bocadinho que muita gente presuma o contrário. E espanta imenso que alguns pareçam desejá-lo."

Domingo, Novembro 20, 2011

Semanada

Depois de longos meses de inactividade na comunicação social a nossa justiça disputou o protagonismo à ministra do sector e deu nas vistas. Mais uma vez encheu-se de coragem e atirou-se a um caído em desgraça, o circo foi devidamente instalado à porta do Duarte Lima com jornalistas e técnicos de exteriores a aguardar pacientemente o grandioso juiz Alexandre. A palhaçada foi tão completa que até há quem diga que o visado tenha tido tempo para plantar falsas provas, ao que dizem até os sem-abrigo da Av. Visconde de Valmor sabiam antecipadamente da visita do meritíssimo Alexandre.

Quem também decidiu dar espectáculo mas optando pela comédia foi o Duque, o país dividiu-se entre o choro e a gargalhada, o choro pela forma como o ex-futuro ministro das Finanças que não o chegou a ser caiu no ridículo, a gargalhada pela teoria do Duque sobre a legitimidade do governo manipular a informação da estação pública de televisão. Também do domínio do humorístico foi a sugestão de entregar a RTP internacional ao ministério dos Negócios Estrangeiros, raciocínio que conduz à conclusão de que para o Duque a RTP devia contar com um representante do MP e um juiz de instrução para acompanhar o jornalismo de investigação, ideia que, aliás, não seria descabida de um todo pois há mais julgamentos em directo nas televisões do que nos tribunais.

Quase ofendido com as propostas do Duque (por estas horas é bem possível que o Relvas já tenha proposto a sua promoção a terno ou mesmo a quadra) ficou o Paulo Portas. Na semana em que tirou o tapete ao Batanete da Horta Seca e ficou com a AICEP, Paulo Portas sentiu-se mal ao imaginar-se em director da RTP I, papel para o qual até tem mais currículo do que para o de ministro dos Negócios Estrangeiros e das Exportações.

Baralhado também andou o António José Seguro, depois da abstenção violenta na votação da pinochetada orçamental, o orgulhoso líder do PS recebeu a troika que o deverá ter mandado calar-se sobre matérias como os direitos dos trabalhadores portugueses e outras quais sobre as quais o Governo de direita está a decidir. Parece que o Seguro seguiu o conselho e agora anda mais preocupado com o BCE.
blog O jumento

À LUZ DOS HOLOFOTES

«A detenção de Duarte Lima ocorreu com estrondo mediático. Ao lado da Policia Judiciária avançaram os jornalistas, as televisões. Agastado o procurador-geral fez mais uma vez a figura do costume. É sempre o último a saber. Ou faz de conta que é, mas isso pouco importa para o caso agora. O importante é pensarmos porque foi preciso tanto estrondo para deter um indivíduo que nem sequer pode fugir do país uma vez que pende sobre ele um mandado de captura internacional. Vale a pena pensar porque se deram as televisões ao cuidado de ir investigar e entrevistar até uns presumíveis lesados que o fisco tem à perna por causa de umas vendas de terrenos ali para os lados de Oeiras. Ficaram agora com pena dos herdeiros de Mota Franco a quem a empresa fantasma de Duarte Lima e companhia enrolou atirando para cima deles mais-valias que nunca mais acabam quando aquela gente nem cheirou o dinheiro? Não. Não é certamente por causa dos lesados. A razão só pode ser uma. Mostrar que a Justiça Portuguesa também persegue os homens de colarinho branco do BPN (Banco Português de Negócios). Nada mais falso. Os grandes responsáveis como Dias Loureiro por exemplo e seus amigos do PSD continuam incólumes e vão continuar. Mas afinal que interessa isso? Os portugueses já estão a pagar os prejuízos. É essa a parte importante. Bem pode o Estado esforçar-se agora por mostrar que tem mão dura. Não tem. Montou apenas uma operação mediática para impressionar o pagode que está a pagar a factura das trafulhices de meia dúzia. Quando os portugueses se recusarem fazer sacrifícios para pagar as trafulhices dessa meia dúzia então aí se calhar o Estado irá tomar outras medidas. Nessa altura não vai bastar deter um salafrário à luz dos holofotes.» CC

Sílvio Rodriguez – Canción del elegido


La ultima vez lo vi irse
entre el humo y metralla
contento y desnudo:
iba matando canallas
con su cañón de futuro.”
(Sílvio Rodriguez – letra completa aqui)

Descobri a música cubana (que verdadeiramente me interessa) apenas depois de Abril. Curiosamente, primeiro, pela voz da muito jovem castelhana exilada em Paris, Elisa Serna, descoberta, produzida e acarinhada por vários dos seus amigos e companheiros da canção de intervenção de Espanha, como Paco Ibañes. Uma das faixas do seu disco de 1972, “Quejido” editado pela lendária editora “Le Chant du monde” era a canção de Pablo Milanés, “Pobre del cantor”... em que fiquei “viciado”.
Depois, exactamente com Pablo e Sívio Rodriguez, foi a descoberta do mundo da “Nova Trova”, com que mantenho um namoro até hoje.
Sílvio Rodriguez gravou em 1978 um grande disco. Chama-se “Al final de este viaje”. Sem orquestrações, sem enfeites, sem contemplações. Apenas voz e guitarra. Fazem parte desse belíssimo trabalho canções como “Ojalá”, uma pérola chamada “Oleo de mujer con sombrero”, “La era está pariendo un corazón” (uma das várias canções que durante a sua carreira foi dedicando ao “Che”)... e esta coisa tremenda que é a nossa cantiga de hoje, “Canción del elegido”.
Esta canção não tem “explicações” nem “manual”. Ouve-se até ao fim, de um fôlego, e fica-se sem grande coisa a dizer... a não ser que é pena ter acabado.
Bom domingo!
Canción del elegido” – Sílvio Rodriguez
(Sílvio Rodriguez)


Um Filme: A Pele que habito


Se isto continua assim não lhe queria estar na pele.

Quando o Inimigo acerta

Sábado, 19 de Novembro de 2011




Ás vezes mais do que piada, o Inimigo Público tem sabedoria.
pub Tiago R.
Blog Política dura (opinião insular á esquerda)