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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

FREGUESIAS DO CONCELHO DE FARO, DE PARENTES POBRES A MENDIGOS.

As Freguesias do Concelho, principalmente as rurais, desde sempre tratadas como parentes pobres, neste mandato da coligação PSD/CDS Macário Correia, vêem alterada esta condição e passam a mendigos " de chapéu na mão " para que a Câmara Municipal pague o que lhes é devido.
Como se não bastasse o corte de 10% nas verbas transferidas directamente do Orçamento de Estado, a Câmara não lhes paga as verbas protocoladas para arranjos imprescindíveis de caminhos e outras pequenas obras.
Tome-se o exemplo da Freguesia de Santa Bárbarra de Nexe, cujo orçamento de 2009 foi de 75.000 euros passando em 2010 e 2011 para 65.000  euros.
Num quadro de tão reduzida capacidade orçamental, menos 10.000 euros bloqueia o cumprimento das suas obrigações para com as populações.
A situação é ainda mais grave porque a CÂMARA NÃO PAGA AS VERBAS PROTOCOLADAS REFERENTES A METADE DE 2009 E DE 2010 ATÉ Á DATA PRESENTE, NUM TOTAL DE 150.000 EUROS.
As desculpas dadas por Macário para justificar o seu desprezo pelos legítimos interesses e direitos da população são sempre as dificuldades financeiras provocadas pela crise. Como se esta não resultasse de políticas de direita com o qual sempre compactuou e de uma gestão dolosa e má dos recursos públicos; como se a crise não sacrificasse os que menos têm e podem e sem desfalecer apenas penalizasse os trabalhadores e as camadas não monopolistas da sociedade.
Por este andar,  não é preciso esperara pela chamada reorganização administrativa para acabar de vez com as Freguesias.
PARTIDO COMUNISTA PORTUGUES
Comissão Concelhia de Faro

ARRE, BURRO!


Hoje, lembrei-me desta canção tão antiga...porque será ?

Amigos(a)s, desejo-vos um excelente fim de semana!
Beijinhos
blog Só te peço cinco minutos


ARRE, BURRO!

Quero tanto ao meu gerico
Que por gente o não trocava!
O seu nome é Mangerico
Mas às vezes cheira a fava!

É um burro com chalaça
O estafermo do alimal!
É sabido que por onde ele passa
Deixa sempre algum sinal

Refrão

Vem cá, mê estapor
Tu tens má valor
Que munto senhor casmurro!
Ê digo-te aqui
Q`hà homes p`ráí
Más bestas cá ti, mê burro!

Esta besta é reinadia
E é rambóia, o malandrete!
Quando o levo à romaria
Também deita o seu foguete!

E se vai comigo ao lado
Gosta tanto que inté zurra!
Fica tão intusiasmado
Que eu esconfio que sou burra!

Refrão

Só me rala o dia
Quando o trago prà cidade!
Tem azar ao sinaleiro
Que o não deixa ir à vontade!

Puxa a corda em pura perda,
Mas eu trago-a bem sujeita!
Se ele aparta para a esquerda
Eu viro logo p`rá direita!

Vem cá, mê estapor
Tu tens má valor
Que munto senhor casmurro!
Ê digo-te aqui
Q`hà homes p`ráí
Más bestas cá ti, mê burro!



Letra de: Alberto Barbosa e José Galhardo
Música de: Vasco Santana e Amadeu do Vale

desabafar - poema ilustrado de António Garrochinho


Vergílio Ferreira

Vive o instante que passa. Vive-o intensamente até à última gota de sangue. É um instante banal, nada há nele que o distinga de mil outros instantes vividos. E, no entanto ele é o único por ser irrepetível e isso o distingue de qualquer outro. Porque nunca mais ele será o mesmo nem tu que o estás vivendo. Absorve-o todo em ti, impregna-te dele e que ele não seja, pois em vão no dar-se-te todo a ti. Olha o sol difícil entre as nuvens, respira à profundidade de ti, ouve o vento. Escuta as vozes longínquas de crianças, o ruído de um motor que passa na estrada, o silêncio que isso envolve e que fica. E pensa-te a ti que disso te apercebes, sê vivo aí, pensa-te vivo aí, sente-te aí. E que nada se perca infinitesimalmente no mundo que vives e na pessoa que és. Assim o dom estúpido e miraculoso da vida não será a estupidez maior de o não teres cumprido integralmente, de o teres desperdiçado numa vida que terá fim.

A LENDA QUE ORIGINOU O DIA DE SÃO MARTINHO - clip o homem das castanhas/ ouça lá ó Senhor vinho








11 de Novembro - Dia de São Martinho
Martinho nasceu entre o ano de 315 e 317 em Sabária, no território da actual Hungria. Era filho de um soldado do exército romano e, de acordo com a tradição, acabou por seguir a profissão do pai, entrando para o exército com apenas 15 anos de idade.Embora professasse a religião dos seus antepassados, adorando os deuses da mitologia romana, o jovem Martinho não era insensível à religião pregada três séculos antes por um homem bom de Nazaré. Um dia aconteceu um facto que o marcou para toda a sua vida:Numa noite fria e chuvosa de Inverno, provavelmente no ano de 338, Martinho ia a cavalo e, às portas de Amiens (França), viu um pobre homem, quase sem roupa no corpo, com um ar miserável, que lhe pediu uma esmola. Como Martinho não levava consigo qualquer moeda, num gesto de solidariedade e ternura, cortou a sua capa ao meio e entregou metade ao mendigo para que este se pudesse agasalhar.Reza a lenda que o mendigo seria o próprio Jesus e que, depois de ter recebido metade da capa de São Martinho, a chuva parou de imediato e os raios de sol começaram a aparecer por entre as nuvens.


A partir do dia desse encontro, Martinho sentiu-se um homem novo, tendo sido baptizado provavelmente na Páscoa do ano de 339. Entende que não pode mais perseguir os seus irmãos de fé porque eles não são seus inimigos. Como oficialmente só podia abandonar o exército com a idade de 40 anos, Martinho, para se afastar da vida militar, opta pelo exílio. Numa sociedade estratificada em que os grandes senhores e a classe militar não se misturavam com a plebe e os escravos não eram considerados “pessoas”, todos os que praticavam a solidariedade e o amor entre todos, eram vistos como marginais e muitas vezes perseguidos.Martinho, ainda militar, mas com uma dispensa, funda primeiro o mosteiro de Ligugé e depois o mosteiro de Marmoutier, perto de Tour. Entretanto a sua fama espalha-se e as suas pregações e o seu exemplo de despojamento e simplicidade fazem dele um homem considerado Santo e muitos homens seguem o seu exemplo, optando pela vida monástica.Só no ano de 357 Martinho foi dispensado oficialmente do exército e, em 371, aclamado bispo de Tours. Preocupado com a família, lá longe, e com todo o entusiasmo de um convertido vai à Hungria visitar a família e converte a mãe.


A sua vida foi dedicada à pregação e, como era prática nesse tempo, mandou destruir templos de deuses considerados pagãos, introduziu festas religiosas cristãs e defendeu a independência da Igreja do poder político. A sua acção, demasiado avançada para a época, nem sempre foi bem aceite e daí ter sido repudiado, e, por vezes, até maltratado.Martinho faleceu em Candes, no dia 8 de Novembro de 397 e o seu corpo foi acompanhado por mais de dois mil monges e muitos homens e mulheres devotos, tendo chegado à cidade de Tours no dia 11 de Novembro.O seu culto começou logo após a sua morte. Em 444 foi construída uma capela no local mas o seu culto espalhou-se por todo o Ocidente e parte do Oriente. Na cidade francesa de Tours, foi erguida uma enorme basílica entre 458 e 489 que viria a ser lugar de peregrinação, durante séculos. Em França há perto de 300 cidades e povoações com o nome de São Martinho.Actualmente, um pouco por toda a Europa, os festejos em honra de São Martinho estão relacionados com os cultos da terra, as previsões do ano agrícola, com festas e canções desejando abundância e, nos países vinícolas do Sul da Europa, com o vinho novo e a água-pé.

O São Martinho é festejado praticamente por todo o território português e em Espanha na Galiza e nas Astúrias. Antigamente, nos tempos dos nossos avós, eram frequentes os "Magustos" em que eram acesas grandes fogueiras ao ar livre, no campo, e aí se reuniam amigos e familiares que cantavam e dançavam enquanto as castanhas estalavam no lume. O vinho novo, jeropiga e água-pé acompanhavam as castanhas assadas e daí os ditados populares "pelo São Martinho vai à adega e prova o vinho" e “castanhas e vinho pelo São Martinho”. Os vendedores de castanhas assadas são ainda um dos símbolos de São Martinho. É nesta época do ano em que, evocando a lenda do Santo, o tempo sempre melhora, período ao qual o povo chama "Verão de São Martinho


etiquetas - recolha da net de António Garrochinho
". http://nuestramizade.blogspot.com/apage.html#ixzz0JSUnUmvQ http://nuestramizade.blogspot.com/#ixzz1e3z5iFlu

Cavaco Silva e Bertold Brecht


(Montagem surripiada ao “5dias.net”)

Não, senhor Aníbal! Parece que o poema original não foi, afinal, escrito por Bertold Brecht, mas sim pelo pastor luterano Martin Niemöller… mas isso agora não interessa nada! O que interessa é que a sua “adaptação” está muito bem achada. Espero que não se importe que eu a divulgue...

Primeiro levaram o Oliveira e Costa
Mas eu não me importei,
porque não era presidente do BPN

Depois, apertaram com o Dias Loureiro
mas eu não me importei,
porque não era da SLN, nem tinha negócios offshore

Depois prenderam o Duarte Lima
mas eu não me importei,
porque nunca conheci a secretária do Tomé Feteira...
nem cometi (há o caso das acções e da Coelha... mas que diabo...) fraudes no BPN

Agora, estão a subir a escada...
estão a bater-me à porta...

E quando percebi
Já era tarde!

não nos vamos embora

Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011


Apesar do despejo de Zuccotti Park, ordenado pelo Mayor de Nova Iorque há poucos dias atrás, o movimento Occupy Wall Street continua vivo e mobilizador. A prová-lo, as muitas dezenas de milhares de pessoas que ontem participaram em várias acções não-violentas por toda a cidade, incluindo num efectivo bloqueio dos acessos à bolsa de Nova Iorque.


A capacidade de sobreviver ao fim do acampamento foi uma prova de fogo para o movimento Occupy. As autoridades americanas (e não só) tinham a esperança de que o fim da ocupação esvaziasse o protesto. Mas os 99%, em vez de desmobilizar, avançaram com enormes manifestações que demonstram que estamos perante um algo muito mais sólido do que um grupo de jovens que ocupou um espaço público. Tiveram a maturidade e a sabedoria de distinguir o acessório do essencial, entendendo que esta é uma luta longa e não confundiram uma táctica (acampar), com o objectivo final da luta. Esse objectivo continua claro e bem presente.


POR UM BEIJO

... por um beijo
esse estonteante desejo
quando se quer amar
um homem faz mil loucuras
escala, sobe ás alturas
para uns lábios alcançar
...
por um beijo
esse estonteante desejo
oferecido pela boca dela
um homem é equilibrista
e não há obsctáculo que resista
altura de qualquer janela
...
por um beijo
esse estonteante desejo
que vem do amor profundo
um homem ganha coragem
e enceta qualquer viagem
mesmo ao tecto do mundo
...

Antonio Garrochinho