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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Fotografia do dia de amanhã


Há dias em que me passeio pela internet em busca de imagens que possam servir para fazer um boneco sobre uma qualquer ideia que me passou pela cabeça e me passa pela frente uma imagem que me mostra uma fotografia do futuro. A noticia que oiço na televisão só a confirma, quando a ministra da Agricultura, Assunção Cristas, saudou hoje a decisão da Alemanha de viabilizar, nos próximos dois anos, o Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC). Portugal receberá 20 milhões de euros para ajudar 400 mil pessoas carenciadas.

Quantas mais o serão no próximo ano?

N a noite - poema ilustrado de António Garrochinho

Rimas de deriva e de revolta - poema de António Garrochinho


ando a comer do lixo
dos restos, dos excessos
vestir sobras dos vossos caprichos
doente do estomago, dos absessos
mordido dos piolhos e dos bichos
vítima das vossas leis e impressos
das vossas guerras da vossa corrupção
da caridadezinha
dos natais da televisão
donativos, fachadas de instituição
de cada vossa cimeira e congresso
verborreia política de salão
e para que o mundo saiba
quero feri-los, morde-los com a minha raiva
acabar com o vosso luxo, a vossa raça
para que o mundo tenha progresso
sem guerras, sem miséria, sem tanta desgraça
e que viver dignamente seja um direito
uma razão

António Garrochinho
   A pior palavra que começa por F… 

Não se vai aqui abordar nenhuma matéria ‘hard core’ que precise de censura, não vão olhos sensíveis sentirem-se incomodados, ainda que seja um assunto obsceno.
Porque é imoral, indecente, indecoroso, desonesto, impudico e vergonhoso, e mais outros adjetivos aplicáveis como sinónimos de obsceno, que na Europa, no século 21, haja crianças que vão para a escola com fome.
Mas é isso que está a acontecer em Portugal, de acordo com os dados de movimentação dos cartões que os alunos têm de utilizar para ir aos bares ou cantinas e cuja quebra, “é significativa”, denunciou a Ação Social Escolar.
Quer dizer, no bolso de muitos alunos do ensino obrigatório, não há dinheiro para a simples sandes, quanto mais para as tentações do fast food, os 80 cêntimos que custa um bolo ou o euro das batatas fritas.
Que eu saiba, não se está num país "emergente", não há conflitos armados que perturbem a normalidade, nem é daqueles que são governados por ditadores e por elites que canalizam ostensiva e impunemente as riquezas do Estado para os seus bolsos.
Alegadamente, esta é uma democracia, palavra que, segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, define “o sistema político cujas ações atendem aos interesses populares”.
Também se lhe pode atribuir o significado de “sistema político comprometido com a igualdade ou com a distribuição equitativa entre todos os cidadãos”, segundo a mesma fonte.
Democracia pode também designar, a acreditar no dicionário "governo que acata a vontade da maioria da população, embora respeitando os direitos e a livre expressão das minorias”.
E fico-me por aqui, pois o dicionário Houaiss da língua portuguesa acrescenta mais umas tantas definições, mas nenhuma delas consentânea com uma situação em que, numa democracia do século 21, na civilizada Europa, um país admita que as suas crianças estejam na escola com fome.
Isto, senhor Presidente da República, é que é "insuportável" e até mesmo "insustentável" apesar das exigências dos 'mercados' e da vontade voraz dos que querem a todo o custo, um Estado mínimo .
Observatório do Algarve
   A pior palavra que começa por F…  08-11-2011 16:35:00
Não se vai aqui abordar nenhuma matéria ‘hard core’ que precise de censura, não vão olhos sensíveis sentirem-se incomodados, ainda que seja um assunto obsceno.
Porque é imoral, indecente, indecoroso, desonesto, impudico e vergonhoso, e mais outros adjetivos aplicáveis como sinónimos de obsceno, que na Europa, no século 21, haja crianças que vão para a escola com fome.
Mas é isso que está a acontecer em Portugal, de acordo com os dados de movimentação dos cartões que os alunos têm de utilizar para ir aos bares ou cantinas e cuja quebra, “é significativa”, denunciou a Ação Social Escolar.
Quer dizer, no bolso de muitos alunos do ensino obrigatório, não há dinheiro para a simples sandes, quanto mais para as tentações do fast food, os 80 cêntimos que custa um bolo ou o euro das batatas fritas.
Que eu saiba, não se está num país "emergente", não há conflitos armados que perturbem a normalidade, nem é daqueles que são governados por ditadores e por elites que canalizam ostensiva e impunemente as riquezas do Estado para os seus bolsos.
Alegadamente, esta é uma democracia, palavra que, segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, define “o sistema político cujas ações atendem aos interesses populares”.
Também se lhe pode atribuir o significado de “sistema político comprometido com a igualdade ou com a distribuição equitativa entre todos os cidadãos”, segundo a mesma fonte.
Democracia pode também designar, a acreditar no dicionário "governo que acata a vontade da maioria da população, embora respeitando os direitos e a livre expressão das minorias”.
E fico-me por aqui, pois o dicionário Houaiss da língua portuguesa acrescenta mais umas tantas definições, mas nenhuma delas consentânea com uma situação em que, numa democracia do século 21, na civilizada Europa, um país admita que as suas crianças estejam na escola com fome.
Isto, senhor Presidente da República, é que é "insuportável" e até mesmo "insustentável" apesar das exigências dos 'mercados' e da vontade voraz dos que querem a todo o custo, um Estado mínimo .
Conceição Branco jornalista
Observatório do Algarve

Uma história de amor


Guardaram-se, sempre, uma fidelidade muito particular. Mas nunca mais se viram. Que poderia o Tempo acrescentar à decrepitude dos corpos ou à decadência do espírito? Mágoa ou repulsa?
Mas, com exacta fidelidade amorosa, telefonavam-se três vezes por ano em datas precisas, cedo no dia, quando as vozes estão frescas, claras e amanhecidas. E tudo parecia reverdecer.
Quando C. me perguntou, há dias, se sabia como estava o M. G., eu, que estava ao corrente, disse-lhe, quase contrariado, que ele tinha morrido em Outubro. Aparentemente, ela ficou impassível e inexpressiva.
Mas depois, muito lentamente e em voz velada, soletrou quase: "- Eu sabia...desta vez, não me telefonou..."