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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Deixem falar o Paulinho das feiras



Os reformados já sabemos que foram eleitos pelo Governo como alvos preferenciais do empobrecimento que, dizem eles, com toda a valentia, estão a fomentar para nos tornar melhores pagadores das dívidas geradas pelas negociatas que seriam reveladas pela auditoria que evitam como podem. E a criminalidade alastra ao ritmo do desespero gerado por tal empobrecimento. Todos os dias é assaltada uma ourivesaria em Portugal. Todos os dias há 30 residências que são roubadas. As burlas para obtenção de alimentos e bebidas [compras em supermercados com cheques ou cartões falsos, por exemplo] aumentaram, no primeiro semestre do ano, quase 42% relativamente ao mesmo período do ano passado. Reformados e segurança, lembram-se? Por onde andará o Paulo Portas? Anda tão caladinho. Preocupa-me que possa ter sido raptado pelos marcianos.

blog o País do burro

MAIS XUXA, MAIS UM TACHO ! SILVA LOPES 77 ANOS NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP


 
imagem trabalhada pelo blog Desenvolturas e Desacatos
 
MAIS XUXA , MAIS UM TACHO


Novo tacho aos 77 anos
Temo que isto vá acabar mal.
... Aqueles que deviam dar o ex...emplo,são as maiores sanguessugas.
Até quando o Zé vai aguentar ?
Parece mentira!
Aos 35 anos já se é velho para trabalhar na Lusitânia, mas este com 77 é um jovem!!!

Viva a Lusitânia! SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS.

Creio que não andamos longe de uma escandaleira nova por semana! Já deve dar para o Guiness...


SILVA LOPES, 77 ANOS, NOMEADO ADMINISTRADOR DA EDP RENOVÁVEIS.

ENCAMINHAR? CLARO!

ISTO, É UM ESCÂNDALO!!!•

A pouca vergonha continua. Ao que isto chegou!

SILVA LOPES, com 77 (setenta e sete) anos de idade, ex-Administrador do Montepio Geral, de onde saiu há pouco tempo com uma indemnização de mais de 400.000 euros, acrescidos de várias reformas que tem, uma das quais do Banco de Portugal como ex-governador, logo que saiu do Montepio foi nomeado Administrador da EDP RENOVÁVEIS, empresa do Grupo EDP.

Com mais este tacho dourado, lá vai sacar mais umas centenas de milhar de euros num emprego dado pela escumalha política do governo, que continua a distribuir milhões pela cambada afecta aos partidos do centrão.

Entretanto, o Zé vai empobrecendo cada vez mais, num país com 20% de pobres, onde o desemprego caminha para níveis assustadores, onde os salários da maioria dos portugueses estão cada vez mais ao nível da subsistência.

Silva Lopes foi o tal que afirmou ser necessário o congelamento de salários e o não aumento do salário mínimo nacional, por causa da competividade da economia portuguesa. Claro que, para este senhor, o congelamento dos salários deve ser uma atitude a tomar (desde que não congelem o dele, claro).

Estes senhores não têm vergonha na cara? E foi este artista que há um ano disse na RTP1 que os ordenados portugueses estavam 20% acima do que deveriam estar!!!!! Os dele estão seguramente 1000 ou 5000% acima da média!!! VIVA LUSITANIA!

Reenvia aos teus contactos, divulguemos mais esta afronta...Ver mais
Por: Alfredo Pinheiro..

Faro: Câmara e polícia colocam em funcionamento sistema de videovigilância para controlo de tráfego



A Câmara de Faro e a PSP assinam hoje um acordo que permitirá à polícia colocar em funcionamento um sistema de videovigilância para controlar o tráfego e os congestionamentos no trânsito.


O sistema, segundo a autarquia, consta da instalação de câmaras de vigilância nas rotundas do Instituto Português da Juventude, do Hospital e do Teatro Municipal, na Cidade Velha (zona das Muralhas), e nas avenidas da República, Cidade Hayward (Rotunda Faro-Olhão) e 5 de Outubro (Rotunda do liceu).


Em declarações à Lusa, Paulo Santos, vereador da Câmara Municipal de Faro e responsável do projeto disse que "a ideia não é controlar ou multar condutores por eventuais excessos de velocidade ou infrações mas antes controlar o tráfego e os congestionamentos de trânsito."

Ao município cabe a responsabilidade de disponibilizar o sistema à PSP e assegurar a sua manutenção, e à PSP compete o correto tratamento dos dados recolhidos, bem como os contactos com a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD).

Para a autarquia, esta conjugação de esforços constitui também uma mais-valia para a manutenção da segurança pública, proteção de pessoas e bens, prevenção de condutas criminosas e desviantes, sendo o garante da mobilidade urbana e da segurança rodoviária.

O autarca referiu ainda que este é um projeto "com um objetivo de continuidade", e que é desejo da autarquia alargar a implementação da videovigilância a pessoas e bens nas instalações municipais, baixa comercial e zonas de animação noturna da cidade.

Segundo o vereador, esta segunda fase do projeto vai depender "em muito" da resposta da CNPD, cujo nível de certificação nestas áreas "é, como se sabe, bastante restritivo".

O protocolo entre a autarquia e a PSP foi assinado ontem durante a cerimónia que assinala o 83º aniversário do Comando Distrital da PSP.

in Região Sul

Depois do fracasso da legalização dos arrumadores ( o descontrolo é completo) , problemas com a segurança da Cidade nomeadamente no período nocturno, o eterno problema do laxismo na desmontagem da Feira de S.Iria no único parque de estacionamento grátis da Cidade de Faro, ao menos que este projecto não fique pelo acordo e que passe à prática com o objectivo aqui mencionado.adf

SECRETÁRIO DE ESTADO AUMENTA ASSESSOR EM 2.000 EUROS


  • Secretário de Estado aumenta assessor em dois mil euros - Paulo Núncio tem o chefe de gabinete mais caro das Finanças!




  •  
    E O POVO, PÁ???
    Paulo Núncio chamou funcionário do Centro de Estudos Fiscais e aumentou-o
    João Pedro Martins Santos, que vem do Centro de Estudos Fiscais, um organismo do Ministério das Finanças, segundo o despacho n.º 15 296/2011, receberá, além do ordenado que já tinha, uma verba "acrescida de dois mil euros/mês".
    "A remuneração atribuída ao Mestre João Pedro Santos está dentro dos limites legais e orçamentais aplicáveis e será objecto de publicação, nos termos aplicáveis ao pessoal dos Gabinetes", lê-se na nota.
    Leia mais pormenores no e-paper do DN.

    PORTUGAL

    Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
    linda vista para o mar,
    Minho verde, Algarve de cal,
    jerico rapando o espinhaço da terra,
    surdo e miudinho, moinho a braços com um vento
    testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
    se fosses só o sal, o sol, o sul,
    o ladino pardal,
    o manso boi coloquial,
    a rechinante sardinha,
    a desancada varina,
    o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
    a muda queixa amendoada duns olhos pestanítidos,
    se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
    o ferrugento cão asmático das praias,
    o grilo engaiolado, a grila no lábio,
    o calendário na parede,
    o emblema na lapela,
    ó Portugal, se fosses só três sílabas
    de plástico, que era mais barato!
    l
    l
    Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
    rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
    não há «papo-de-anjo» que seja o meu derriço,
    galo que cante a cores na minha prateleira,
    alvura arrendada para ó meu devaneio,
    bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.
    l
    Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
    golpe até ao osso, fome sem entretém,
    perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
    rocim engraxado,
    feira cabisbaixa,
    meu remorso,
    meu remorso de todos nós...
    l
    Alexandre O' Neill

    poema de nós - poesia ilustrada de António Garrochinho


     Faro: Hasta pública do Município sem interessados
    13-11-2011

    O lote de imóveis e terrenos da Câmara de Faro, avaliados em 14 milhões de euros, postos a leilão na semana passada, não tiveram qualquer proposta de aquisição.  
     
    Do conjunto dos edifícios colocados à venda está a antiga fábrica da cerveja (2,2 milhões de euros), com a possibilidade de ser convertida em empreendimento turístico ou habitacional.
    Macário Correia admite vir a “baixar o valor, nalguns casos”, mas não vai “vender ao desbarato” o património municipal, só porque a conjuntura é de retracção nos investimentos, garantiu.
    O município de Faro necessita de uma injecção de capital de 30 milhões de euros para pagar as dívidas de curto de prazo, mas nem há comprador para as casas e os terrenos, nem a banca liberta o empréstimo que a autarquia pode contrair ao abrigo do plano de reequilíbrio financeiro, que pressupunha um encaixe em 2011 de cerca de oito milhões de euros em alienação do património.
    Observatório do Algarve

    Algarve: Presidente da ARS admite falta de médicos e enfermeiros
    14-11-2011

    O novo presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve(ARS), garante cortes na saúde,“sobretudo em áreas que não ponham em causa a população”. Martins dos Santos admite falta de enfermeiros e de médicos nalgumas especialidades, mas maior preocupação é o défice de 100 clínicos de medicina geral e familiar.  
     
    O presidente do Conselho de Administração da ARS, recentemente nomeado, faz um prmeiro balanço, em entrevista ao semanário "O Algarve".
    "O Algarve" (OA)- O Ministério da Saúde vai ter de fazer cortes substanciais. Com quanto menos é que os serviços públicos de saúde do Algarve vão ter de viver no próximo ano?
    Martins dos Santos (MS): É um dado que não está disponível neste momento. Pelas contingências financeiras do País, há necessidade de fazer restrições a vários níveis, mas esperamos que as consigamos fazer sobretudo em áreas que não ponham em causa os cuidados de saúde à população, o acto médico e técnico.
    Temos de ter alguns cuidados na aplicação dessas restrições financeiras, porque é uma área que interfere com o bem-estar e a saúde das pessoas.
    Esperamos que se possam fazer através da reestruturação de serviços, sem pôr em causa a qualidade e a acessibilidade dos cidadãos aos serviços de saúde. Com isso consegue-se fazer poupanças. Andávamos a viver acima daquilo que eram as nossas possibilidades, como País e sociedade.
    (OA)- Que medidas vão ser tomadas para ser possível fazer mais com menos?
    (MS): Sobretudo reestruturar e reorganizar serviços. Há situações onde temos gastos que não são necessários, que terão de ser reequacionados e desviados de umas áreas para outras, onde eles são mesmo essenciais, em que haja necessidade de pôr em prática atitudes e comportamentos que garantam um estado de bem-estar físico, psíquico e social.
    Na área das instalações e da informática vamos ter algumas poupanças interessantes, mas também algumas melhorias na área da informática, no mais curto prazo possível.
    Queremos dispor dentro de pouco tempo de um acesso nos centros de saúde e nos dois hospitais da região, do mesmo registo de cada utente. Deste modo, um doente que é visto no Centro de Saúde de VRSA terá a sua informação clínica disponível em qualquer centro de saúde e em qualquer hospital da região. Penso que será um grande salto qualitativo em frente.
    Vamos desencadear todos os procedimentos para termos luz verde e avançarmos com a maior rapidez possível. Esta área vai permitir fazer grandes poupanças, em exames que não são necessários repetir, quer análises, quer exames de imagem, em que vamos ter acesso imediato à informação clínica do doente, quer seja nos cuidados primários de saúde, quer seja nos cuidados hospitalares. Aqui podemos, sem fazer cortes, ter uma rentabilização muito maior dos meios informáticos ao nosso dispor.
    (OA)- Não teme que haja ruptura de serviços com estes cortes?
    (MS): Não, porque os serviços que estão a funcionar, funcionam com profissionais que consideramos e esperamos que sejam necessários para esses serviços.
    Como neste momento temos um défice de alguns profissionais na região, não me parece que essa situação se possa colocar, sobretudo nesta área médica, onde temos défice de profissionais. Há falta de médicos em determinadas especialidades e temos falta de enfermeiros na região.
    Pode haver reajustamentos em alguns serviços que tenham um número de profissionais um pouco desajustado relativamente àquilo que é a sua necessidade, mas são mais aqueles que têm necessidade e carência de profissionais.
    Não temo que haja rupturas, porque nós estamos abertos a que haja entrada de mais profissionais na região, quer na área de algumas especialidades médicas, quer na área da enfermagem. Os serviços que temos são manifestamente insuficientes, portanto não podemos prescindir sequer deles.
    (OA)- Portanto, não vão haver mais despedimentos?
    (MS): Porque haveria de haver despedimentos? Temos falta de pessoas. O que aconteceu é que o Hospital de Faro não renovou o contrato com três profissionais, mas isso já estava programado quando fizeram o contrato.
    No Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, isso nem sequer aconteceu. Neste momento, não há nenhuma razão para ter esse receio.
    (OA)- Quantos profissionais seriam necessários para cobrir as necessidades?
    (MS): O número de profissionais é um pouco variável. Existem centros de saúde ou serviços hospitalares que não têm falta de profissionais.
    A grande falha e carência que temos neste momento é por exemplo na área dos cuidados de saúde primários, em que temos uma necessidade de cerca de 100 médicos de medicina geral e familiar, em toda a região, o que traz uma grande sobrecarga para quem está na região a trabalhar.
    Para além disso, traz ainda uma outra consequência: há utentes sem médico de família. Esse é um drama que temos, mas há muitos anos.
    Ainda assim, a região tem conseguido dar uma resposta aceitável, tendo sempre em consideração os poucos recursos que temos. Era essencial para prestar serviços de excelência superar essas necessidades, mas não havendo especialistas nessas áreas, a resolução imediata é recorrer ao esforço daqueles que já cá estão.
    Esperamos que durante o primeiro semestre do próximo ano, com algumas alterações que vão ser produzidas, possamos ter colegas que se desloquem de centros onde existem especialistas num maior número para a nossa região, que tem sido cronicamente deficitária em determinadas áreas.
    Apesar dos atractivos da nossa região, ainda não conseguimos cativar a simpatia e a atenção de muitos mais profissionais.
    Ainda assim, nos últimos anos, tem havido um acréscimo, mas são médicos jovens, que ainda não têm a sua especialidade. Tem havido maior procura da nossa região, mas também ligada ao desejo de trabalhar no novo hospital do Parque das Cidades. Temos de tentar criar condições de trabalho para que as pessoas se sintam bem cá.
    (OA)- O ex-secretário de Estado da Saúde, Carlos Martins, defendeu a eliminação de 30% das atuais chefias, colocando as quatro unidades operacionais de saúde regional a funcionar com comissões executivas, sob a alçada dos mesmos gestores de um único conselho de administração. Concorda?
    (MS): Acho que essa proposta teria de ser bem formalizada. Neste momento é impraticável. De qualquer maneira, o que nós temos pensado é fazer uma reestruturação dos cuidados hospitalares, agrupando os dois hospitais, de Faro e Barlavento, fazendo com que aqui se possam ter ganhos consideráveis na saúde, podendo fazer compras dos medicamentos, equipamentos e instrumentos clínicos por grupo hospitalar e não individualmente.
    A capacidade negocial é completamente diferente, e aí pode haver mais poupança sem haver restrição nos cuidados prestados à população. Podemos ter aqui quase uma economia de escala e a gestão de recursos humanos de uma forma muito mais agilizada.
    Se agruparmos, provavelmente haverá áreas que neste momento não têm cobertura e que passarão a ter. Penso que é preferível termos cobertura diária numa determinada especialidade na região, do que termos durante quatro ou cinco dias nos dois hospitais e nos outros três ou quatro o doente tem de ir para Lisboa. Isso não me parece adequado. A região tem de dar solução a essas necessidades.
    Hospital Central é “necessidade da região” e “prioridade nacional”
    (OA)- Com este novo adiamento do Hospital Central do Algarve, considera que mais médicos desmotivados possam passar do serviço público para o privado?
    (MS): O Hospital Central seria o maior atractivo para trazer para cá novos profissionais, e neste momento não teríamos, penso eu, grandes problemas em termos de recursos humanos e materiais, porque seria um hospital bem apetrechado, mas os constrangimentos financeiros criam dificuldades para que o hospital seja uma realidade de imediato, embora esperemos tê-lo daqui a uns tempos.
    A desmotivação não será só por este atraso, mas por toda a conjuntura actual. A criação do hospital do Parque das Cidades é uma mais-valia para a região, mas a situação de desemprego e de condição social atual faz com que as próprias entidades privadas não tenham também uma forma de estar muito facilitada.
    (OA)- Como é que o problema da falta de camas hospitalares pode ser resolvido?
    (MS): Criando o hospital do Parque das Cidades. O que temos tido é o recurso àquilo que são as camas de cuidados continuados, porque estas permitem que aqueles doentes que já não necessitam de cuidados hospitalares, possam ser deslocados para essas camas, permitindo que o número de camas hospitalares tenha uma rotatividade muito maior e que mais doentes possam ser tratados nos hospitais.
    Neste momento, temos o mesmo número de camas que tínhamos há uns anos atrás. Devemos ter cerca de metade das camas hospitalares que a nossa região devia ter, tendo em conta a nossa população residente e flutuante. Em termos de camas de cuidados continuados estamos razoavelmente bem.
    O número de camas do Hospital Central é sobreponível ao número que existe no Hospital de Faro, pelo que este nunca pode ser um hospital de substituição do atual, mas um complemento.
    (OA)- Tem alguma previsão para a criação do Hospital Central?
    (MS): A situação da parceria público-privada do hospital está em estudo, mas não me parece que haja condições para se poder avançar de imediato. Penso que será necessário avançar assim que as condições forem adequadas a isso, porque é uma necessidade da região, da população residente e que nos visita e como o ministro da Saúde referiu, é uma prioridade nacional.
    Observatório do Algarve

    'saúde' 'ars' 'medicina' 'enfermeiros' 'hf' 'hospital' 'algarve'

    Cavaco - Realidade bifocal


    Uma antropóloga brasileira, de seu nome Miriam Goldenberg, escreveu um livro sobre a grande complexidade das relações entre humanos, a que deu um título integralmente copiado de um verso da canção “Vaca sagrada”, de Caetano Veloso:
    “De perto ninguém é normal”
    Vê-se bem que nem a antropóloga, nem o cantautor, conhecem o “nosso” Aníbal Cavaco Silva. Se seguissem, como nós, as várias, sempre importantes e sobretudo esclarecidas declarações que ele tem cometido nos EUA, a milhares de quilómetros de casa, veriam que...

    de longe também não!


    A Grande Farra

    Como se a Itália tivesse ganho um campeonato do mundo, milhares de italianos festejam nas ruas a queda do Berlusconi. Caiu um porco, uma personagem abjecta onde se cruzavam, a corrupção, a máfia, a falta de educação e de respeito, os negócios, a justiça, a mentira, a badalhoquice, a porcalhice, e todas as outras coisas que degradam a condição humana. Pediu a demissão depois de fazer aprovar mais um pacote de medidas de austeridade impostas pelo IV Reich. Também na Grécia o Papandeus caiu vitima dos mercados e garantindo mais um pacote imposto pela Europa. Em ambos os casos, a queda destes governantes, bem ou mal eleitos, vai substitui-los por burocratas comprometidos com o sistema económico europeu e que não passaram por qualquer crivo eleitoral.
    Vivemos numa Europa construída nas costas dos cidadãos, que sempre lhes negou a possibilidade de manifestarem a sua opinião nos tratados que foi assinando, numa Europa governada pelo par Merkle-Sarkozy è revelia da opinião de todos os outros. Agora vemos que até os governantes dos países começam a ser substituídos por burocratas da confiança dos Senhores da Europa. Já começo a imaginar, quando estas medidas de austeridade mostrarem não funcionar e for necessário pedir mais ajuda e aplicar mais austeridade, que ainda vamos ver um Constâncio ou um Borges a ser nomeado Primeiro-ministro. Onde vai isto parar?