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domingo, 13 de novembro de 2011

Província

            VIII

Cala os olhos, vagabundo.

Não me digas
que há estradas no mundo
sem urtigas.

Não me contes
que nascem astros nos vales
para além dos horizontes.

Não me fales
de haver poentes
com as cores ardentes
das penas dum galo.

Não me tentes,
vagabundo.

Não quero ver o mundo.
Prefiro imaginá-lo.

Do livro: "Poesias III"

Ditaduras Bancário-Financeiras de Fachada Democrática


EM ITÁLIA, Silvio Berlusconi acabou por apresentar a sua demissão, e ironia das ironias, foram os “mercados” que o obrigaram a ajoelhar, provocando a sua queda (a “coisa” deixou de servir), e não a democracia a funcionar, como era suposto acontecer. Na Grécia sucedeu o mesmo.

O povo manifesta-se, grita "liberdade", chora de alegria, faz jorrar champanhe, mas na verdade pouco mais pode fazer do que isso. Fica a olhar, a ver a banda passar. A escolha do novo governo e do novo primeiro-ministro são coisas em que não vai ser ouvido nem achado. São coisas que lhe vão passar ao lado, tal como na Grécia, onde sucedeu o mesmo.

Está na altura de começar a perceber que está (quase) tudo nas maõs dos empórios bancário-financeiros, e lá, como cá, são eles que determinam as orientações governativas, são eles que fazem reclamações junto da União Europeia (e são atendidos), são eles que fazem cair governos e primeiros-ministros, e depois, são ainda eles que escolhem os novos artistas que sobem à ribalta, para que o dinheiro continue a governar.

Está na altura do povo partir a loiça!

Orçamento de Estado aprovado com muita “Gargalhada”!!!??

A proposta de  Orçamento do Estado para 2012 foi aprovada na generalidade com os votos favoráveis da maioria PSD/CDS-PP, com a abstenção do PS, com os votos contra do PCP, BE e PEV e com muitos risos e gargalhadas dadas por estes dois “hipócritas”.
É uma vergonha que altos responsáveis da nação estejam com esta boa disposição a discutir, talvez a coisa mais gravosa para os portugueses e para Portugal desde o 25 de Abril.
Nota: as imagens que se seguem podem ferir a susceptibilidade de todas as pessoas que pagam impostos e que são roubadas diariamente para que esta cambada de mentirosos se divirta alegremente…
Partilhem estas imagens com o maior número de pessoas……

Brincadeira de irmão e rápida ajuda

Domingo, Novembro 13, 2011

Semanada

António José Seguro esperou por esta semana para mostrar os sesu dotes como líder da oposição e até teve um excelente desempenho, juntou-se ao governo de Passos Coelho para tramar os portugueses que trabalham par combater uma crise que a direita já atribuía ao seu antecessor ainda antes de ter ocorrido. O grande problema de Seguro é não ter ambições nem argumentos para as ter, ser líder do PS é muito mais do que as suas capacidades políticas justificam e está mais preocupado em justificar o seu lugar do que em assumir a liderança da oposição. Caiu no ridículo inventando o conceito de abstenção violenta, mas aquilo a que se assistiu na votação da pinochetada eleitoral foi uma aprovação passiva.

Parece que o hiper-merceeiro anda nervoso com os acontecimentos e mandou o seu porta-voz sugerir um governo de unidade nacional. Mais de cem dias depois de os bem pensantes do país terem ficado felizes com a maioria de direita abandonando a ideia, parace que o nervosismo se está instalando e querem contar com o PS para travar os tumultos. Enfim, não há almofadas para as tímidas propostas orçamentais de Seguro, mas parece que querem que seja o seguro a servir de almofada para que a revolta popular não atinja os Relvas, os Gaspares e os Pedros.

A Igreja Católica já respondeu à útlima idiotice do Batanete da Rua da Horta Seca, dá dois feriados religiosos em troca de dois feriados civis. Agora ficamos à espera da resposta do Batanete, cheira-me que vai propor que o 1.º de Maio seja trocado pelo Domingo de Páscoa e que o 25 de Abril acabe em simultâneo com a Sexta-feira Santa. Agora vamos aguardar o negócio de troca de cromos entre o Batanete e D. José Policarpo.

GRANDES POETISAS - CECÍLIA MEIRELES

Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

O QUE FAZEM AS GUEIXAS DO SOCRATISMO?

Citam, conspiram, branqueiam, festejam antecipadamente o caos e a dança macabra que poderá advir às praças, avenidas, ruas e betesgas de Portugal. A revolta deles é toda contra o terem sido apeados e afastados da propriedade privativa do Estado de todos os deleites exclusivistas para eles, afastado Sócrates da sua Sanita de Sonho. Outra revolta completamente diferente e legítima é a que poderá florir no meu País espezinhado, nascida de outra amargura infinitamente mais legítima e verdadeira. A amargura de quem trabalha e empobrece no processo que se não trabalhasse, retrocedendo à fome e às privações mais terceiro-mundistas; a amargura do desemprego inapelável. Se a rua estalar, não terá gordos e velhos privilegiados que choram por perdas que uma maioria de excluídos nunca poderá chorar. A sementeira dos que nada têm a perder cresce e estalará na rua com mais desnorte, com mais sangue, com mais morte que qualquer Grécia ou Londres ou Paris, simplesmente porque a nossa panela vem acumulando a pressão de todos as traições, de todos os egoísmos, do máximo de egoísmo, cada qual por si e Deus, se existir para os LGBT, por quem calhar. Em alternativa, trabalhar. Cumprir cada qual o seu dever de lutar, não lutando, de revoltar-se, não se revoltando: passeatas e mariscadas fleumáticas não são luta. Luta é resistir num posto de trabalho tremido. Luta é ir para Paris limpar latrinas. Luta é deixar o carro em casa e ir a pé. Luta é mudar de ares e dar por terminada a aventura portuguesa em Portugal. África, Timor, Brasil, qualquer coisa menos este sepulcro de velhos, esta via sacra de esquecidos e solitários, jardim de infelizes, dos mais esquecidos, solitários e velhos infelizes do Universo. Estejam atentos às Gueixas de Sócrates, ainda espuma, ainda envenenam, ainda estrebucham nas suas luras de covardia e absoluta desonestidade.