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sábado, 12 de novembro de 2011

http://desenvolturasedesacatos.blogspot.com

O Desenvolturas e Desacatos cumpriu um ano de vida e atingiu as 55.444 visitas.
Obrigado a todos os amigos, amigas e camaradas que o visitaram e comentaram. bem hajam !



Sintra-Colares
País sem rumo
sem som, sem luz, sem sinais de fumo
País com risco de apodrecido
na raíz
pela culpa de quem o conduz
frio, outono
País sem dono
doente cheio de pús
sem destino, sem estação
a bem dos banqueiros e corruptos
dos eunucos
dos endinheirados da Nação

 poesia de - António Garrochinho
foto de F.Nando
blog sebenta do Nando

UM POENTE DIFERENTE, À BEIRA TEJO - Cavalo desenhado a ferro e fogo


Quis falar do Mondego e, na verdade,

É da foz do meu Tejo que vos falo

E cresce cá por dentro a voz que calo

E conta das saudades sem saudade



Solta-se o sonho oblíquo à claridade

E a linha de horizonte é um cavalo

Que não sei se lá está, se imaginá-lo

É lapso de memória ou se é vontade…



Galopa o meu poente à beira Tejo

Rumo a essas lonjuras que nem vejo

Por estarem tão além do meu futuro



Sobra então, do sonhado, o claro espanto

Do cavalo-solar que aqui levanto

E rasga, a ferro e fogo, um céu já escuro!








Maria João Brito de Sousa
blog pekenasutopias

Porque me atentam os atentados (ou as afirmações de contradita) à liberdade de expressão?


Esta semana assistimos à proclamação de intenções - ou de reconhecimento e/ou de concordância com as intenções de outrém - de Otelo Saraiva de Carvalho, sobre o estado do Estado. ‎Acabei de ler "Otelo, a autodestruição de uma referência", do Nuno Saraiva, publicado no DN.
A propósito, uns levantaram-se indignados, dizendo que o coronel veio incitar as Forças Armadas a um golpe - ou a uma golpada, muito mais à portuguesa e a condizer com o que a quase todos se insurge - que foram "ultrapassados os limites", que é provável, ou seria aconselhável, que pegassem nas armas - e creio que não tinha em mente aquela imagem do menino com a arma na mão de que brotava um cravo vermelho - que desfilassem fardadas pelas ruas, que o melhor era "fazerem uma operação militar e derrubarem o Governo". A indignação destes - que me parece não ser a "indignação" de outros - justificar-se-ía pela intenção de "subversão da democracia e do Estado de direito", vendo mesmo nas palavras de Otelo um apelo a um golpe para pôr os coronéis no poder. Julgaram ver nas declarações de Otelo um "inaceitável atentado à liberdade como um intolerável desrespeito pela Constituição da República Portuguesa."
E eu que acreditava que em Democracia se podia dizer "tudo". Afinal, gerações adiante, parece que começámos a perceber que existe uma "espécie" de democracia - com letra pequena, evidentemente - onde há coisas que não se podem dizer.
Sejam quais forem as intenções de Otelo, quantos militares ouvimos em surdina a afirmar "insurgimentos" semelhantes?
E, note-se, este foi um homem de Abril.
Que se sinta indignado pelo actual estado de coisas ... quem não se sente?
Que tenha legitimidade para o dizer? e outros que nada tiveram a ver com Abril não o dizem também?
Que tem este homem de "diferente"? Porque é que aquilo que sente e que diz lhe é especialmente imputável?
E respondem-me, precisamente por isso é que tem mais responsabilidade! Concordo, "especialmente por isso" é que tem o direito de lhe dizer o que vai na alma. Goste-se ou não!
O Fernando Alves, disse esta semana na TSF, e o Nuno Saraiva cita-o: "Otelo, pá, este ainda que pantanoso estado de coisas é uma democracia!".
Esta semana, ainda, o capitão de Abril, Vasco Lourenço, veio afirmar, em entrevista ao Sol, que a convulsão social é inevitável, porque as políticas estão a pôr «cidadãos contra cidadãos», e aquilo que pode ter dito diferentemente de Otelo foi que tinha esperança que os militares conseguissem «ter calma» e ser um «esteio no meio da perturbação». Isto é assim tão diferente do que disse Otelo? Entrelinhas ... não.
Mas mais atónita fico com as afirmações de Pinto Monteiro, o Procurador-Geral da República. Que afirma que a Procuradoria-Geral da República não vai abrir qualquer inquérito às declarações de Otelo Saraiva de Carvalho, "a não ser que factos posteriores o justifiquem". E que "factos posteriores" seriam esses? Uma revolução? Civil ou militar?! Sendo civil, não entendo a que propósito Otelo seria responsabilizado? A que título tal lhe seria imputável? Sendo militar, tão-pouco. A não ser que alguém acredite que Otelo tem algum ascendente especial sobre as Forças Armadas. O que acho muito difícil.
Fica mal a Pinto Monteiro "avisar" Otelo. Muito mais mal que fica a Otelo "indignar-se" ou a Vasco Lourenço "peocupar-se"!
Fica-lhe ainda pior reagir de imediato às declarações de Otelo. A não ser que reagisse igualmente às declarações de todos os "indignados" que apelam quase ao tal golpe de estado - de novo com letra pequena! E de todos os indignados com a sua não actuação naqueles casos de que nos lembramos todos os dias e que todos os dias saem do nosso bolso, em autêntico e descarado "saque". Se for a investigar todos os que apontamos o dedo à "eficiência" da PRG ... vai ser uma obra herculeana. Logo Pinto Monteiro que, ainda esta semana, nos punha tão descansados com o actual estado - sempre em letra pequena - do País - em letra grande, claro. Que há corrupção? Nem por isso, afirmou.
No cenário de crise nacional, Otelo pode ter falado demais, mas não foi o único. Pinto Monteiro também deveria ter falado menos. Até porque se tenciona mandar investigar todos os cidadãos que se "indignam" ... é bem capaz de, a talho de foice - e isto nada tem a ver com foice e martelo, ter de espiolhar meio País.
Dada a minha especialização em contratos públicos, deixo aqui um conselho ao PGR: comece a pensar em mandar fazer "n" ajustes directos de empreitadas de obras públicas, mais precisamente de estabelecimentos prisionais - e veja se os serviços são mais sábios e cautelosos do que têm sido nesta matéria. Mas faça-o nos termos do ajuste directo geral, porque para recorrer aos critérios materiais, designamente o da alínea c) do nº 1 do artigo 24º do Código dos Contratos Públicos, teria de invocar a urgência e a imprevisbilidade dos factos. E, ao que parece, estes começam a ser tudo, excepto imprevisíveis.

AINDA COM SAUDADES DO TACHO ! - José Vitorino já pensa numa candidatura à Câmara de Faro

José Vitorino já pensa numa candidatura à Câmara de Faro
12-11-2011

O ex-presidente da Câmara de Faro, José Vitorino, está a “ponderar” recandidatar-se ao cargo. O actual líder do movimento autárquico independente «Cidadãos com Faro no Coração» admite estar a ser “pressionado” nesse sentido, embora a intenção inicial não fosse a de se voltar a candidatar à presidência da autarquia.  
 
“Há dois pratos na balança: um é a minha posição inicial de não me recandidatar e ir congeminando outros projectos; e o outro está relacionado com o estímulo e a pressão das pessoas, aliado à desgraça para onde isto caminhou”, disse José Vitorino, terça-feira, durante uma conferência de imprensa onde fez o balanço dos dois anos de mandato do executivo liderado por Macário Correia.
Segundo o ex-autarca, os dois factores conjugados colocam “um peso e uma responsabilidade grande em quem, como eu, tem sempre estado ligado à vida pública: um peso, em termos pessoais, de consciência e de responsabilidade perante as pessoas”, sustentou.
O tempo é agora de “ponderar, pensar, repensar e decidir, embora ainda seja cedo para tomar uma decisão deste tipo”, ressalvou.
“Estou a balançar entre dois pratos”, confessou, adiantado depois a principal razão de uma eventual recandidatura: “as duas maiores forças políticas do concelho [PS e PSD] estão de braço dado na autarquia, sendo responsáveis pelo caos geral e colapso financeiro criado”. “Como tudo prefigura”, acrescentou, agora é assim e amanhã, mesmo na eventualidade de o executivo mudar [para um de outro partido, na circunstância o PS] continuaria tudo na mesma – porque continuariam concertados”, disse. Isto porque, adiantou, “forças estranhas, invisíveis, e outros valores” assim o determinam.
José Vitorino deu inúmeros exemplos da alegada “concertação” entre a coligação «Faro com Macário» e o PS, nomeadamente na Assembleia Municipal, onde as duas forças políticas aprovaram o plano de “reequilíbrio financeiro”, o “regulamento das rendas sociais”, o “aumento das tarifas de água e esgotos”, “contratos ruinosos com a Fagar”, a “fusão ilegal dos bombeiros municipais e voluntários na FOCON”, “mais centros comerciais e grande superfícies”, as “demolições” ou a “futura proibição da entrada de veículos no Verão” na praia de Faro, entre outras matérias.
Porque o quadro é “dramático”, considerou, “são indispensáveis profundas mudanças na autarquia, fora de jogos e interesses pessoais, político-partidários ou outros”. E isso, concluiu, “só é possível com uma forte mobilização cívica na luta pela democracia, o império da Lei, a consciência social, a competência, o rigor, a ética e um manual de boa educação”.
“Golpada político-eleitoral”
Vitorino acusou também o executivo camarário de, numa “macabra golpada político-eleitoral”, ter “atrasado” deliberadamente “em um ano” a apresentação do plano de reequilíbrio financeiro “com o objectivo de a Câmara ter mais dinheiro nos dois anos antes das eleições”. O resultado, no entanto, foi um “buraco de 38 milhões de euros no orçamento de 2011”. Isto porque, sustentou, “em 2010 ter-se-iam conseguido o empréstimo de 48 milhões de euros e compradores para o património [municipal a alienar], mas em 2011 tal já não é possível”. “Na execução desse plano”, disse ainda, a coligação «Faro com Macário» não só desrespeitou o “compromisso escrito”, assumido durante a campanha eleitoral, de preparar o plano de reequilíbrio financeiro até ao final de 2009, como “sacrificou [por falta de verbas] juntas de freguesia, clubes, associações, credores e munícipes”.
Observatório do Algarve
Novembro de 2011

Orçamento de Estado 2012 – Abrir Janelas...


Aí está o «orçamento do roubo dos salários e pensões» aprovado na generalidade. Agora vai passar à votação na especialidade, dizem...
Quanto a mim, não é preciso ser um génio para ver que nada ali é grande “especialidade”.
Cumpre-se a capitulação. A venda do país a retalho segue a bom ritmo.
Como já disse num comentário noutro blog, a propósito desta gente... estes “migueis de vasconcelos deveriam começar a ter cuidado ao passarem junto a janelas altas. É que nunca se sabe...