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terça-feira, 4 de outubro de 2011

RAZÕES PARA TODAS AS MÃOS DESTE MUNDO - Sonetilho imperfeito


O mundo, sem ter razão,
Tem tanta que eu já pensei
Render-me à contradição
Deste mundo em que ela é lei...

Faltou-me a razão, porém,
A tão estranhas intenções
E às razões que o mundo tem
Só oponho estas razões;

Ao nascer de cada dia
Opõe-se o gesto contrário
Que quebra a monotonia

E passa o pão que se cria
Das mãos do Poeta-Operário
Pr´ás mãos que alguém lhe estendia




Maria João Brito de Sousa - 29.09.2011



NA FOTOGRAFIA - Manuel Ribeiro de Pavia, 1956

 

foto retirada da net transformada por António Garrochinho

Europeísmo suicidário


Os ministros das Finanças da União Europeia aprovaram hoje em definitivo UM pacote legislativo que agrava as sanções para os países com derrapagens orçamentais. É bom ou é mau? Para os países em dificuldades, mais do que mau, é suicidário: ao valor dos défices excessivos somam-se agora os valores das sanções, ou seja, as sanções agravam o problema que lhes deu origem. Mas, como “temos que ser positivos”, também há um lado positivo a sublinhar: caiu o argumento de certos “especialistas” segundo o qual a banca nacional não pode ser tributada à mesma taxa que o são as mercearias de bairro, cuja taxa de tributação em sede de IRC mais do que dobra a que é aplicada ao sector financeiro. Ou será que o que é válido para sacrificar populações inteiras já não o é quando se trata de fazer com que o sector financeiro ajude a pagar a crise que o próprio provocou com a sua ganância irresponsável e, não raras vezes, delinquente? Seja lá qual for a resposta, o directório enlouqueceu de vez.
blo O país do burro


Cabo Verde pisca o olho a projeto de algas da Universidade do Algarve
03-10-2011 
O Governo cabo-verdiano está a estudar a possibilidade de instalar no arquipélago uma unidade de produção de algas marinhas para extração de beta-caroteno, utilizado na indústria alimentar como corante, com base num projeto da Universidade do Algarve.  
 
Num comunicado, a Secretaria de Estado dos Recursos Marinhos de Cabo Verde, tutelada por Adalberto Vieira, adianta que a intenção foi manifestada durante uma visita que o governante cabo-verdiano efetuou recentemente a Portugal, onde se deslocou ao pólo universitário algarvio.
O projeto envolve também uma empresa portuguesa líder na produção de algas na região algarvia.
Na sequência da visita de Adalberto Vieira, ficou definida, para breve, a assinatura de um acordo para a instalação, em solo cabo-verdiano, de uma unidade de produção de algas marinhas para a extração de beta-caroteno.
As unidades de extração de algas marinhas podem ser instaladas próximas de fontes de emissão de dióxido de carbono, como, por exemplo, uma dessalinizadora, muito utilizadas em Cabo Verde.
Para tal, aproveita-se a emissão do dióxido de carbono para o respetivo cultivo de algas.
O governante cabo-verdiano está desde hoje em Vigo (Espanha), que alberga o maior porto pesqueiro europeu, para uma série de contactos oficiais com as autoridades locais
Observatório do Algarve

OLHÃO: ABAIXO A CLASSE POLITICA PARASITARIA

O cidadão objecto da carta agora divulgada, apresentou-se na Ambiolhão para pagar a sua conta da agua antes das 16.30 horas e foi impedido de entrar e pagar a conta tal como era sua pretensão e por isso pediu o livro de reclamações.
Vem a Ambiolhão, atraves do seu director Administrativo e financeiro, responder ao cidadão nos termos que a imagem reproduz.
Cabe daqui dizer ao senhor "director", boy socialista para quem foi criado premeditadamente o lugar que:
-Antes a factura da agua era paga na tesouraria da Câmara que tinha quatro funcionarios para atendeimento do publico.
-O horario da tesouraria da Câmara era continuo, o que permitia o pagamento durante a hora do almoço.
-Que o actual horario de atendimento do publico não corresponde ao horario de funcionamento dos serviços que é de cerca de mais uma hora e quinze minutos.
-Que os cidadãos não têm a mesma disponibilidade do "director administrativo e financeiro" que passa demasiadas horas sentado de esplanada de café.
-Pretender que o cidadão se desloque segunda vez para efectuar o pagamento, é obrigar o cidadão a abdicar de outras actividades, para satisfazer a traquinice do "director"
-Aquilo que o "director" Manso designa de boicote ao funcionamento dos serviços da Ambiolhão, revela da incapacidade para gerir um serviço para o qual não está talhado e que só por força do cartão socialista obteve.
O País atravessa um crise profunda na qual mergulhou por via destes, e de outros, rapazinhos candidatos a pequenos ditadores, cuja razão de estarem na politica não é a causa publica, entendida como a satisfação das necessidades das pessoas, mas sim a satisfação de interesses alheios à maioria da população.
Durante o corrente mês vão realizar-se um conjunto de manifestações de desagrado pelas opções governativas, bem como uma semana de greves a realizar de 20 a 27.
Os cortes cegos no salario real dos trabalhadores publicos e privados é um acto de violencia contra revolucionaria, á qual os trabalhadores devem responder na mesma proporção, isto é fazendo greve por tempo indeterminado. O capital não sobrevive sem o trabalho e por isso está nas mãos dos trabalhadores decidir se estão dispostos a pagar a factura que a classe politica criou com a satisfação dos interesses clientelares, com obras acertadas para o calendario eleitoral, tudo menos visando a satisfação das necessidades da nossa população.
Nós não fizemos parte do processo de decisão e não podemos ser obrigados a pagar aquilo que outros fizeram de forma irresponsavel, penhorando o País, e que já deviam estar presos a aguardar julgamento.
O acutal governo não governa, antes é governado pela troika estrangeira, e contra as decisões externas o Povo deve exercer a sua soberania, demitindo toda a classe politica e mudando um regime que já se sente falido,moribundo, mas que teimosamente persiste em governar contra o seu proprio Povo.

Manuel da Fonseca – 100 anos


Este ano vivemos o centenário do nascimento do nosso amigo, companheiro e grande escritor, Manuel da Fonseca. Fui há tempos desafiado para criar um espectáculo que assinalasse, à nossa maneira, a sorte de termos usufruído da arte, da companhia e da personalidade do criador de “Cerromaior”, “Seara de vento”, “Mataram a tuna”, “Tejo que levas as águas”... e tantos outros textos luminosos. Mãos à obra!
Juntei um punhado de cantigas com versos do homenageado musicados por vários autores. Misturei estas com mais cinco ou seis outras cantigas que o Manel gostaria tanto de ouvir quanto gostava dos seus criadores e intérpretes. Convoquei quatro excelentes músicos para me acompanharem, convenci o Cândido Mota a ir ligando tudo isto, em palco, com algumas estórias e versos, eu faço o que posso... e assim está criada a receita para um serão passado com a memória de um dos maiores nomes do neo-realismo português.
O plano inicial era fazer este recital em quatro municípios do distrito de Évora (mais a Festa do Avante... e que bela noite foi aquela!), só que gostei tanto do resultado que agora estou a fazer os possíveis para que se “cometa” esta homenagem em bastantes mais localidades (aceitam-se ajudas e sugestões).
O “ponto fraco” de uma homenagem construída em volta de canções, é que só funciona verdadeiramente se houver quem as ouça e as cante connosco. Por isso, se puderem, apareçam...
Hoje é em Arraiolos, lá para as nove e meia da noite. Até logo!

Start making sense


De cada vez que oiço o António José Seguro fico com a nítida impressão que veste um fato grande demais para quem é o líder do Partido Socialista. Primeiro porque nunca lhe vi as capacidades para ser líder de coisa nenhuma, mas podia estar enganado. Depois porque se lhe juntar o facto de ser oposição com o peso de ter de apoiar o acordo que assinaram com a Troika é areia demais para a camioneta de um líder de oposição. Apesar da ajuda do PSD lhe vai dando, sendo mais Troikista que a própria Troika, não renegando definitivamente o João Jardim e aceitando os pedidos do Seguro de ser recebido com urgência quer o Primeiro Ministro, quer o Presidente, não consegue mostrar ser alternativa para coisa nenhuma. Acaba sempre por concordar com as opções do governo mas pedindo para que as medidas sejam um pouco mais "lights".
Com este não podemos contar para mudar nada, mas a verdade é que nunca pudemos, com os outros que se sentam no Parlamento podemos esperar muitas queixas e acusações mas não a apresentação de uma alternativa credível de poder, pelo que têm de ser as pessoas a assumira essa responsabilidade nas suas mãos. Dia 15 de Outubro algo tem de começar a mudar.