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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Justiça


A MINISTRA da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, quer acabar com os processos que se arrastam. Há solução para (quase) tudo, e esta até é simples: usem arrastadeiras! O belo exemplar acima é da saudosa Fábrica de Louça de Sacavém, e data de 1870.
Os provocadores estão com sede de sangue

Que diabo levará a PSP e a Polícia Secreta a, apenas horas depois das grandes manifestações (ordeiras e pacíficas) convocadas pela CGTP, fazerem um tal estardalhaço ao divulgarem o seu plano “secreto” para controlar e reprimir os “tumultos” que, segundo eles, estarão para vir, em resultado das medidas de “austeritarismo” das troikas?
1. Será pura estupidez?
2. Será coisa que vem na sequência da fanfarronice agarotada de Passos Coelho, quando disse que «não permitiria tumultos»?
3. Será apenas uma provocação rasca e gratuita contra os trabalhadores?
4. Será o ensaio geral para começarem a infiltrar “agitadores” nas ações de protesto promovidas pelos sindicatos e partidos?
Toda a atenção é pouca!

Obama e EUA – Assassinar... mas legalmente


Mais uma vez, cumpriram esse desígnio quase divino (como quase tudo o que fazem) enviando “corajosamente” alguns aviões não tripulados, para assassinar um tal Anwar al-Awlaki, alegadamente membro da al-Qaeda. Claro que, na passada, também assassinaram “um outro” que estava por lá ocasionalmente, e, provavelmente, toda a gente que estava na casa... mas como já se viu, isso não é coisa que tire o sono aos “heróis”, sentados ao comando dos aviõezinhos, tal como não faz pestanejar os pilotos que (e esses presencialmente) têm arrasado escolas, hospitais, casas particulares, ruas, bairros inteiros... exterminando milhares de inocentes e abrindo caminho ao extraordinário e tão “solidário” negócio multimilionário da “reconstrução”, o segundo negócio mais lucrativo dos fabricantes, negociantes e traficantes de armamentos. Como assistimos na Líbia e na longa lista de intervenções militares americanas que antecederam esta.
Não espanta que nada disto incomode a maioria dos cidadãos dos EUA. Um povo que tem gente capaz de, como eu vi e ouvi, ovacionar histericamente num estúdio de televisão um dos candidatos ao lugar de representante republicano às próximas eleições presidenciais, quando foi anunciado que ele era o “campeão” absoluto das execuções de penas capitais nas prisões do seu Estado, no papel de Governador, com a marca de quase duzentas e cinquenta mortes desde o ano 2000... é um povo capaz de tudo.
Agora o que me deixa sem grandes adjectivos é o monstruoso cinismo que é preciso para vir depois alertar os turistas americanos e o mundo em geral, para os possíveis actos terroristas e outras acções violentas, que os amigos e companheiros destes homens agora assassinados possam cometer, como retaliação contra este acto deliberado e terrorista dos EUA.
O mito Obama vai caindo, inexoravelmente, como uma construção de areia. Provavelmente, dentro de pouco tempo já só mesmo Mário Soares restará para o aplaudir... enquanto se baba.

ALGARVE - PORTAGENS: AS CONSEQUÊNCIAS DA DERROTA

 
Com as portagens em tiro de partida, o retrato de família dos seus apoiantes, dos que não concordam mas aprovam, dos que não aprovam mas votam favoravelmente, dos que se escondem atrás de propostas para o caixote de lixo e, em especial, daqueles que nunca se comprometeram de boca e escrita mas não assumem o compromisso para com a região, não parou de engrossar.
Mesmo com uma nova contestação na agenda, nos limites de cumprir um programa…, a capitulação das instituições de poder e a falta de empenho das figuras que se dizem representativas da região, fazem pairar um ar fúnebre onde as carpideiras se preparam para fechar o ciclo.
Com mais cobres prestes a serem arrancados dos bolsos dos algarvios, vão espalhar-se pela estrada toda a justeza da panóplia de argumentos levantados e que esbarraram na obstinação de fazer receita.
Todos os princípios e sobretudo o pagamento da enorme dívida para com os algarvios, que determinaram em longos anos a concretização da “Via do Infante”, vão ser rasgados e fazem regredir a região aos velhos congestionamentos da EN 125 e à abertura de mais sepulturas e traumatizados entre as famílias.
Ao Governo e aos seus agentes na região, particularmente aqueles que fundamentaram a sua cambalhota na condição da requalificação da EN 125 e na solidariedade do pagamento da dívida, esquecendo que dois terços da via são estrada nacional e a única digna desse nome, devem ser imputadas todas as responsabilidades sociais e políticas no futuro.
Tendo sido a questão das portagens o maior ponto de unidade dos algarvios nos últimos tempos e a frente de luta com mais tempo em curso, devemos reflectir as razões e as responsabilidades da causa… quase perdida.
As razões, de profunda raiz política, estão nas contradições e nos interesses tácticos e estratégicos dos dois partidos do bloco central, que agitam os problemas e os gerem no interesse da luta permanente que travam pelo controlo do poder. Todas as causas entram nesta voragem, nunca contando os verdadeiros interesses das populações.
Quanto à direcção actual da contestação, balbuciou a saída da desobediência civil… mas volta aos engarrafamentos.
Composta por partes da “esquerda” parlamentar que privilegiou o diálogo com quem não quer ouvir, esta desdobrou-se em projectos de lei para o lixo, retirando valor à mobilização em massa para a estrada, envolvendo todas as forças da sociedade civil, com particular importância para os Sindicatos, que são transversais e podem vencer os constrangimentos provocados pelo recuo das instituições oficiais e dos seus dirigentes.
No actual contexto de estrangulamento da actividade económica e financeira da região e quando os rumores de lentidão na requalificação da EN 125 são correntes, nem o próprio Governo sabe contabilizar as consequências das portagens…, sabendo que recairão sobre a população.
Chegámos a um ponto crucial da nossa vida colectiva e a questão das portagens tem um significado muito relevante, onde a vitória sobre o centralismo cego nos abrirá as portas para novas transformações.
Luís Alexandre
Observatório do Algarve

PARA CHICOTEAR AS NÁDEGAS CONTINENTAIS

Não deixa de ser verdadeiro que a Madeira tem servido pretende disfarçar os grosseiros crimes orçamentais dos últimos desgovernos  PS e eventualmente os excessos de zelo do esforçadíssimo e voluntarioso Governo Passos Coelho. É uma forte probabilidade. Agora o apelo a que o próximo domingo, dia de eleições legislativas regionais, represente uma sova aos políticos de Lisboa, isso é que me parece demasiado sadomasoquista e delirante: o que dizer quando a imaginação e a verborreia já não sabem a que deitar mão? O Carnaval está na cabeça de João Jardim, daí esses tiques de histrião e daí a violência desproporcional e hiperbólica pregada a torto e a direito contra os políticos continentais, tantos deles assíduos turistas ali, assíduos frequentadores do melhor que a Madeira oferece: podemos imaginá-lo vestido a preceito, de chicote e o resto da parafernália sado a chicotear as nádegas continentais. Quando a maré de impropérios passa e o abundante ladrar, Jardim volta ao normal como o lobisomem após a lua cheia ou a cinderela após a meia-noite. 

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