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domingo, 2 de outubro de 2011

Não tentem, nem sequer pensem


Na Edição de hoje do Diário de Notícias, no lugar onde se poderia ler uma notícia referente ao mais importante acontecimento da véspera - as manisfestações de Lisboa e Porto - encontrava-se: “PSP e secretas esperam maiores tumultos desde PREC”. Como isto vinha misturado com referências às manifestações, o objectivo era induzir uma associação imediata e espontânea entre manifestações e tumultos.

Na continuação podia ainda ler-se: “Polícia e SIS já têm elementos no terreno para antecipar as acções de grupos organizados que podem criar grande agitação social. A agitação social deve crescer e pode atingir proporções nunca vistas nos últimos 30 anos. A previsão é de um grupo de comandantes da PSP, feita num relatório confidencial a que o DN teve acesso. O descontentamento popular com a crise económica faz a polícia e os serviços secretos temerem actos violentos. Por isso, já têm agentes a identificar grupos e protagonistas da contestação.”

A avaliar pela insistência com que a SIC, e se calhar outros canais, estiveram todo o dia a noticiar o mesmo, não foi só o DN que teve acesso ao “relatório confidencial”.

Estamos assim chegados ao início da execução do plano inclinado inaugurado por Passos Coelho e Portas há algumas semanas: transformar protesto em tumulto para justificar a vigilância e a repressão do protesto.

O que estão a fazer os elementos das secretas “no terreno”, além de escutar telemóveis? A preparar grupos de provocadores especialistas em transformar protestos em tumultos? O que estão a fazer alguns "jornalistas" nas redacções? A amplificar “relatórios confidenciais” lá plantados pelas “secretas”?

Esta agitação toda faz de facto temer mais actos ilegais das secretas e mais preparação de actos violentos, igualmente ilegais, por sectores das forças de segurança pouco amigos da liberdade.



NEM GELADOS NEM SORVETES QUANTO MAIS REGIONALIZAÇÃO
  secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social Marco António Costa
“Não há tempo, nem oportunidade para abrir um debate sobre a regionalização”
30-09-2011

A regionalização foi a debate no encontro dos 100 dias de Governo realizado pelo PSD em Castro Marim. Militantes e simpatizantes ficaram "gelados" quando o governante que se diz regionalista convito, adia essa possibilidade sine die, avança a edição de hoje de O Algarve.    
Apesar de se afirmar “um regionalista convicto e do PSD ter colocado no Programa de Governo a criação de regiões-piloto”, o secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social avisou que a regionalização não é uma prioridade porque há que “perceber o que é essencial e o que se pode tornar acessório” numa altura de um compromisso “com cronograma e valores definidos” pela troika.
“Não há tempo, nem momento, nem oportunidade para abrir um debate sobre a regionalização”, respondeu Marco António Costa a uma pergunta do auditório da Biblioteca Municipal de Castro Marim que a convite da concelhia local e do PSD distrital fez o balanço dos 100 dias de governação do executivo de coligação PSD-CDS.
“Estamos perto de assinalar os 100 dias de governação e já foram tomadas 102 medidas importantes: 60 concretizadas e 42 em execução”, lembrou, dizendo que este Governo “em dois meses fez o que o anterior não fez em quatro anos”, destacando “um acordo na área da educação que permitiu que o ano lectivo arrancasse com normalidade e devolvesse paz social nas escolas”.
“Em 100 dias conseguimos cortar cerca de 1 700 chefias na administração pública. Extinguimos a figura dos directores distritais adjuntos na Segurança Social e vamos cortar 352 chefias de topo e intermédias. Podemos ir muito mais longe; esta é uma primeira fase de abordagem”, afirmou, lembrando, ainda, a extinção dos governos civis. “ Não é cortar por cortar”, frisou, justificando que “o objectivo é 100 milhões de euros de corte na máquina do Estado”, explicando ao auditório cheio que este valor corresponde ao valor necessário para “a actualização das pensões mínimas em Portugal e para o apoio social extraordinário decorrente da actualização da taxa do IVA para o gás e a electricidade. Tem de se poupar de um lado para se garantir apoio do outro”, rematou, afirmando que o Governo “tem de cumprir um compromisso com troika que deve obter resultados de retoma de crescimento económico e de crescimento social”.
Em relação à sua a pasta, deixou a garantia que o esforço passará por “trabalhar para que os recursos vão para aqueles que são os mais necessitados”, pedindo rigor a todos os responsáveis.
O presidente da Câmara de Castro Marim, José Estevens, anfitrião da sessão de trabalho laranja, está “preocupado” com o Livro Verde da Reforma da Administração Pública. O edil mostrou-se receoso que perante os cortes previstos nas chefias “a exigência da qualificação dos serviços da administração local morra na praia”, e mandou recado pelo governante convidado da sessão: “Castro Marim passará a ter um presidente de Câmara e um vereador”, afirmou, lembrando que actualmente “tem sete unidades orgânicas com seis chefes de divisão e passará a ter com dois chefes de divisão”, ilustrou o autarca, criticando cortes que acredita que iriam “passar a gordura e atingir o osso”.
A resposta do secretário de Estado foi pronta, dizendo que “todos nós temos de nos conformar com uma realidade diferente”, lembrando que “há muitas dificuldades e todos os sectores da nossa sociedade vão ser atingidos”. Marco António Costa está convicto, no entanto, que esta “mudança de paradigma muito grande vem no timing certo porque no final de 2013 vai haver muitas mudanças no poder local e vai surgir uma nova geração que terá que aceitar as novas dificuldades que o novo ciclo vai trazer”, lembrou, frisando que “não podemos discutir se vamos estar preparados”.
Marco António Costa esteve quarta-feira no Algarve, onde inaugurou duas creches: uma em Faro e outra em VRSA. Esta última, situada na localidade das Hortas, dispõe de 155 lugares e integra-se no edifício da Escola Básica e Jardim-de-Infância de Santo António, centro escolar que custou cerca de 2,7 milhões de euros.
Em Faro, o novo equipamento em Vale Carneiros representa a abertura de mais 48 vagas em creche no concelho e a criação de 13 novos postos de trabalho, refere a autarquia. O investimento global é de 370 mil euros.

OBSERVATÓRIO DO ALGARVE

Há truques que resultam...

 
 
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UMAS NO CRAVO OUTRAS NA FERRADURA



 


Umas no cravo e outras na ferradura

1. Entre arrufos de namorados entre o PSD-Contenente e a promessa de Passos Coelho de que em Setembro se saberia qual a dívida da Madeira e como iria ser paga ficou-se sem saber nada, ninguém sabe ao certo qual é a dívida e muito menos como vai ser paga, apenas se sabe que o Alberto continua a falar do país como lhe dá na gana, o PSD-África vai ganhar mais umas eleições em ambiente tropical, Temos uma República, muitos bananas mas presidente é que não existe e Passos Coelho meteu o rabinho entre as pernas. Resta ao Gaspar decidir se vai apreender o resto das prendas de natal o desviar o aumento do iva sobre o leite que era destinado a dar de mamar aos empresários para o usar na amamentação do Alberto João.

2. Começa a ser cada vez mais evidente que o desvio colossal nas contas soprado por Passos Coelho numa reunião do PSD não passou de um embuste para iludir os portugueses, levando-os a aceitar mais um PEC, para além do da troika, desconhecendo que as suas prendas de Natal não se destinavam a mais um desastre de Sócrates mas sim para encobrir o buraco da Madeira. Foi o próprio governo regional que em comunicado de 12 de Agosto informou que “Logo que o actual Governo da República tomou posse, o Governo Regional apresentou uma informação completa sobre a situação e solicitou um plano de regularização para a Região Autónoma”. Estava explicado o desvio colossal de que Passos Coelho tinha falado em meados de Julho, confirmado pelo governo regional e confirmado pelos números do buraco madeirense.

3. Manuela Ferreira Leite, a senhôzinha medalhas de Belém e porta-voz do movimento nacional feminino do Cavaquistão veio propor a primeira medida para implementar o seu velho projecto de suspensão temporária da democracia, sugeriu a perde do direito à liberdade de expressão do maior partido da oposição. A senhora que sempre foi muito rigorosa nas contas respondeu assim quando questionada sobre as contas do Alberto, isto é, como em todas as ditaduras a melhor forma de calar quem se opõe às vigarices dos ditadores a melhor solução é o silêncio. Espera-se agora que proponha ao ribunal Constitucional a proibição do PS e de todos os partidos que ousem criticar o Alberto João.

4. No mesmo país onde o Presidente da República empresta o nome a um prémio pecuniário para o melhor aluno de uma universidade Católica, gesto que só pode merecer elogios, o ministro da Educação nega os prémios aos melhores alunos das escolas secundárias públicas a dias da sua entrega e violando descaradamente a lei. Tudo serve para fazer implodir a educação pública.

5. Os professores que se sentiram ludibriados por um concurso de colocações organizado de forma traiçoeira invadiram as instalações do ministério da Educação. O Mário Nogueira não estava lá, o aguerrido sindicalista adoptou novos métodos de luta no seu combate às políticas da direita, agora abaixa a cabeça enquanto fala subservientemente com o primeiro-ministro, assinas actas a dizer que concorda com acordos que não assina e organiza pequenas manifestações de professores bem comportados.

6. Cavaco foi à Madeira para encontrar os únicos “portugueses” que ainda conseguem sorrir porque se alegram ao ver os pastos verdejantes, as vacas da Ilha Graciosa. Dos outros dizem as estatísticas que em todo o mundo são o segundo povo que sofre de mais depressões. Pudera, com um presidente assim até era de esperar que tivessem perdido a capacidade de procriar desde há seis anos atrás.

7. Tal como Passos Coelho tinha prometido uma solução para a dívida da Madeira até final de Setembro, também o Álvaro, o mais distinto membro da família desta sequela dos Batanetes a que estamos a assistir, também prometeu uma decisão sobre o TGV durante o mesmo mês de Setembro. Qual terá sido? Ainda não sabemos muito bem se iremos a Madrid sentados em caixotes de melões ou se sentados em cadeira de veludo, só temos uma leve ideia do que o ministro pensa se é que as reflexões do Álvaro têm dignidade intelectual suficiente para serem designadas por pensamento.

A nossa vizinha Olhão…..da Restauração !

A nossa vizinha Olhão…..da Restauração !

 Sem categoria
Foram as invasões francesas que deram a oportunidade a Olhão de se afirmar politicamente.
Provavelmente devido ao seu espírito igualitário, sem compromissos com quaisquer poderes instituídos, os olhanenses protagonizaram no séc. XIX a primeira sublevação bem sucedida contra a ocupação francesa (em 16 de Junho de 1808, actualmente o dia da Cidade), que se tornou um rastilho decisivo para a expulsão dos franceses do Algarve.

Este momento histórico foi determinante para a emancipação de Olhão, porque o rei D. João VI (1767-1826), então refugiado no Brasil, recebeu a boa nova da expulsão dos franceses através de um punhado de olhanenses que se meteram ao mar a bordo do   caíque “Bom Sucesso” no dia 6 de Julho de 1808, numa viagem heróica, apenas orientados pelas estrelas, as correntes marítimas e um mapa rudimentar! O rei, reconhecido pela iniciativa da sublevação e pelo heroísmo da viagem marítima, elevou o pequeno e desconhecido Lugar de Olhão a vila, em 1808, com o epíteto de Vila da Restauraçã.
Ó Vila de Olhão
Composição: /José Afonso

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha do povo
Madrasta é que não
Com papas e bolos
Engana o burlão
Os que de lá são
E os que pra lá vão
E os que pra lá vão
E os que pra lá vão * 

Larga ó pescador
O que tens na mão
Que o peixe que levas
É do teu patrão
É do teu patrão
É do teu patrão 

Limpa o teu suor
No camisolão
Que o peixe que levas
É do cais de Olhão 

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha do povo
Madrasta é que não 

Quem te pôs assim
Mar feito num cão
Foi o tubarão
Foi o tubarão
Foi o tubarão 

Ó pata descalça
Deixa-me da mão
Que os da tua raça
Já não pedem pão 

Ó vila de Olhão
Da Restauração
Madrinha do povo
Madrasta é que não 





 
 
 
 
 
 
 
 
foto biclaranja
 
 
 
 
 
 
 
 http://www.louletania.com/
(Fontes : Apos -Olhão\ e f.b. Luís Guerreiro

Jornal com história no espólio de Pedro de Freitas……


Pedro de Freitas foi um louletano batalhador nas várias actividades a que se dedicou, mas sobretudo conhecido ainda nos dias de hoje pela autoria do livro “ Quadros de Loulé Antigo “. Deixou um interessante espólio à terra que tanto exaltou, com centenas de documentos que com o passar dos anos vão somando cada vez mais interesse. É o caso do documento que hoje apresentamos, um jornal polaco que lhe foi oferecido por alguém que vinha na altura, dos campos de concentração da vizinha Espanha.
Por gentileza de Luís Guerreiro, trazemos hoje aqui, uma foto do tal jornal polaco que atrás referimos acompanhado do seguinte texto:
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“Pedro de Freitas era Revisor da CP, jornalista, músico de filarmónica e autor de uma dúzia de livros de cariz regional a que acrescento as suas memórias na participação na primeira grande guerra, com prefácio do General Raul Esteves. Em 19…43, um Polaco ofereceu-lhe um jornal, onde anotou: «Jornal Polaco que me foi oferecido na noite de 22 de Julho de 1943, no comboio nº 811, por um polaco que seguia viagem para Vila Real de Santo António e vinha dos campos de concentração de Espanha em companhia de mais 92 seus compatriotas. Destinavam-se aos heróicos aliados para o Norte de África e seguiam todos sorridentes, satisfeitos e desejosos de entrarem depressa na guerra para vingarem a sua Polónia. Diziam mal da Espanha. Pedro de Freitas. (– Jornal editado em Londres e tarjando luto pela morte do seu presidente do ministério,ocorrida em Gibraltar quando iniciava, num potente avião,a sua viagem para Londres. ) »
http://www.louletania.com/


Ria Formosa é Hollywood por uma semana
02-10-2011

Uma lenda centenária algarvia sobre um rapaz sem sombra, inspirou uma curta-metragem que começou terça-feira e a rodar nas ilhas da Ria Formosa até segunda-feira, e que pretende retratar a comunidade piscatória de Olhão, disse o realizador.  
 
Uma lenda centenária algarvia sobre um rapaz sem sombra, inspirou uma curta-metragem que começa terça-feira a ser rodada nas ilhas da Ria Formosa, e que pretende retratar a comunidade piscatória de Olhão, disse à Lusa o realizador.
«Yakun», nome dado à sombra do protagonista na lenda, conta a história de um rapaz de 16 anos que, ao contrário de Peter Pan, quer desesperadamente crescer e fugir da sua própria sombra, contou André Badalo à Lusa.
“Descobrimos esta lenda na Fuseta [de onde o realizador é natural] e percebemos que era uma das histórias mais antigas” da região, refere, acrescentando que foi feita pesquisa documental e de registos fotográficos.
André Badalo, de 30 anos, natural daquela vila piscatória, em Olhão, vê este trabalho como um “regresso às origens” e pensa conseguir através de uma história com pelo menos 100 anos retratar a actual comunidade da zona.
Durante uma semana, uma equipa com cerca de 30 pessoas irá andar por Olhão, pela Fuseta e pelas ilhas do Farol e dos Hangares, a rodar a curta metragem, com cerca de 20 minutos, que poderá ser lançada no início de 2012.
Em declarações à Lusa, o vice-presidente da Câmara de Olhão, António Pina, confessou esperar que a exibição do filme nos circuitos internacionais cative outros produtores a filmar na região.
“É uma aposta que pode colocar Olhão no mapa e – quem sabe? – transformar esta zona da Califórnia da Europa”, acrescenta.
O filme, produzido pela Original Features, irá competir em festivais internacionais de cinema tal como já aconteceu com «Shoot me», curta de André Badalo que venceu o prémio de melhor filme, em Milão, no ano passado.
«Yakun» conta com um elenco composto por Victoria Guerra, Rui Porto Nunes, Jessica Athayde, João Manzarra e José Pereira, jovem algarvio de 16 anos que irá desempenhar o papel do protagonista.
Segundo a Câmara de Olhão, o projecto só foi possível graças à colaboração de empresários locais, nomeadamente do “Restaurante Horta, Restaurante da Associação do Farol, dos Patês Manná, do Transportes Ria Formosa, Hotel Real Marina e do Pingo Doce que forneceram a custo zero refeições, alimentação, dormida e transporte”.
Observatório do Algarve

À FOGUEIRA!!!


Os nosso governantes andam a gozar connosco. Vão para as televisões e anunciam que não haverá mais impostos e depois vem-se a saber que cada vez carregam mais a canga. Já começou a ser praticada a taxa do IVA de 23% na factura da electricidade. Como se não bastasse, agora ainda vão cobrar mais um imposto de 35 cêntimos e não ficando contentes, em Janeiro o aumento da energoa andará à volta dos 15 ou 16%.
Não foi o Povo que pediu as obras que governantes a nível central, regional e ou local fizeram. As obras foi uma forma de enriquecer ainda mais algumas empresas do sistema e satisfação da ganância da banca, banca a quem Cavaco Silva não quer que se aplique quaisquer taxas.
O alemão Passos Coelho não diz abertamente quanto é a dívida da Madeira mas todos nós vamos ouvindo que, a cada dia que passa, o "buraco" vai aumentando e com a ameaça de continuar na senda das obras.
Não foi só José Sócrates. Há muitos José Sócrates nesta pulhice que nos estão a fazer. Há ex-ministros, há governantes regionais, presidentes de câmara e gestores públicos que deveriam ser jogados para uma pira enorme. Dias Loureiro, Oliveira e Costa, Armando Vara, Morais, Felgueiras e tantos outros que aqui não caberiam. As populações locais devem começar a pedir contas aos seus autarcas, devem mobilizar-se para as assembleias municipais e exigir a demissão dos acessores que meteram nos últimos tempos, devem exigir que não avancem com obras que comprometam o futuro das autarquias. A nível nacional devemos mobilizar-nos para encetarmos formas de luta muito mais vigorosas. Manifestações de rua, greves.
A "Justiça" é uma vergonha. O Procurador Geral da República, o Conselho Superior da Magistratura devem demitir-se ou ser forçados a demitir-se. Estamos no direito de exigir "contas"!
Estamos a seguir o mesmo caminho da Grécia e até aqui só vemos a classe política com mentiras. António José Seguro fala da dívida da Região Autónoma da Madeira e "esquece-se" de falar da dívida do "continente", fala de Alberto João Jardim e "esquece-se" de falar de Sócrates. O caso Isaltino Morais veio mostrar o quanto a "Justiça" está podre. As leis são feitas em grandes escritórios de advogados que deixam sempre a possibilidade dos poderosos se safarem. Vimos isso no caso Casa Pia, no Freeport, Face Oculta, Felguairas e agora isto. Como é possível arrolar-se 800 testemunhas para um processo? É só um fait diver dos advogados para que os seus clientes possam fugir à justiça. Recurso atrás de recusros, neste caso, ao Tribunal Constitucional como forma de adiar o cumprimento de uma sentença e ainda vão tentar que o julgamento seja constituído por jurados, outra manobra de diversão. Tudo uma farsa a que devemos pôr cobro.
Os dirigentes políticos tem defendido "à Política o que é da política e à Justiça o que é da Justiça", defendedo que os p+oliticos devem ser julgados através do voto. Uma farsa!!! Quer dizer que um politico que cometa um crime de corrupção, que cometa um crime contra o orçamento, que cometa um irregularidade seja penalaizado apenas com o voto. Se isto fosse um País a sério, pelo menos metade dos dirigentes políticos estariam na cadeia. Pelo andar da carruagem lá chegará o tempo que a "Justiça" do "Direito" será substituída pela Justiça Popular...
Ontem foi dada uma prova que as pessoas começam-se a unir. Esperemos que a semana de greves em Outubro seja um sucesso...