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sábado, 1 de outubro de 2011

Cardo - cardas - cardadas - poema de António Garrochinho

Cardo - cardas - cardadas - poema de António Garrochinho


boas pastagens

... no brejo no prado

melhor é o queijo

se florido o cardo

manhãs de geada

calos na mão

nas botas as cardas

pra ganhar o pão

mulher esperando

o amor é sã

cardadas as mantas

da mais pura lã

O TEMPO - poema ilustrado de António Garrochinho

CIÚME - POEMA DE ANTÓNIO GARROCHINHO


tenho ciúme do teu jardim
um adversário para mim
de teus amores, cuidados
rosas, malmequeres, jasmim
violetas, alfazema, alecrim
são de ti apaixonados
...
ah ! quem dera estar num canteiro
onde eu fosse o primeiro
afago da tua mão
receber de ti os carinhos
e não me doerem os espinhos
que trago no coração
...
cor dos teus lábios, as rosas
delicadas e formosas
merecedoras de afagos
quem me dera poder cheirá-las
poder falar-lhes, beijálas
juntando rosas e cravos
...
António Garrochinho

PARA QUE TUDO SE DILUA NO OLVIDO

Uma das maiores tretas portuguesas, forma requintada de troçar dos cidadãos e fazer com que um espinho encravado na democracia se dilua no oblívio, absolvido naturalmente pelo tempo, é tecer maçarocas e fazer inquéritos. Até com inquéritos se ganha dinheiro extra para depois a montanha parir os ratos do costume. Podem enfiá-los lá, no sítio onde o cérebro parece desaguar.

180.000 MANIFESTANTES- Milhares de pessoas estão reunidas em Lisboa e no Porto, para se manifestarem contra o “programa de agressão” da troika. Só em Lisboa, a CGTP fala em 130 mil manifestantes. A PSP não forneceu qualquer estimativa.

Protestos em Lisboa e no Porto

Milhares em manifestação contra "programa de agressão" da troika

01.10.2011

A manifestação em Lisboa, a descer a Avenida da Liberdade A manifestação em Lisboa, a descer a Avenida da Liberdade (Foto: DR)
Milhares de pessoas estão reunidas em Lisboa e no Porto, para se manifestarem contra o “programa de agressão” da troika. Só em Lisboa, a CGTP fala em 130 mil manifestantes. A PSP não forneceu qualquer estimativa.
O protesto foi convocado pela CGTP, mas as queixas que se fazem ouvir nas ruas vão muito além das questões do trabalho.

Na capital, os manifestantes reuniram-se inicialmente no Saldanha, onde se encontravam cartazes contra os aumentos na energia e nos transportes públicos, contra os cortes nos subsídios de Natal, na saúde e nos apoios à cultura. Estas são apenas algumas das razões que levaram as pessoas a sair de casa.

“O Estado não pode demitir-se ao apoio na área da cultura”, disse ao PÚBLICO um actor de Évora, que se deslocou de propósito a Lisboa para a manifestação, que sai do Saldanha, passa pelo Marquês de Pombal e desce a Avenida da Liberdade até aos Restauradores. Veio, com os companheiros de profissão, “lutar contra os cortes”. “O mundo não está condenado à barbárie.”

Ao Saldanha chegaram autocarros provindos de vários pontos do país (a concentração de Lisboa destina-se às pessoas que moram da linha de Castelo Branco para baixo; as que ficam para cima, seguiram para o Porto). Na Rotunda, os Precários Inflexíveis – uma organização que luta contra a precariedade no trabalho para os jovens – são um dos grupos que se juntam ao protesto da CGTP.

A PSP por ora não avança qualquer número de participantes na manifestação. A previsão da CGTP, antes do início do protesto, era a de que iriam acontecer “duas grandes manifestações, com muitos milhares de participantes”. Arménio Carlos, da comissão executiva da Intersindical, falou à Lusa em “dois grandes momentos de luta social”.

No Porto, concentraram-se milhares de manifestantes em dois locais – na praça "dos leões" e na Batalha. Os dois grupos vão encontrar-se na Praça da Liberdade, ao fundo da Avenida dos Aliados, onde o coordenador da União dos Sindicatos do Porto e membro da comissão executiva da CGTP-IN, João Torres, vai discursar.

O "programa de agressão" da troika é o principal alvo dos protestos, com muitos dos cartazes a darem conta do sentimento de "roubo" imposto pelas medidas de austeridade. "Não roubem o povo", lê-se numa das lonas. Outra afirma que esta é "a hora da luta".

A acompanhar as manifestações, tanto em Lisboa como no Porto, encontram-se várias figuras destacadas do PCP, do Bloco de Esquerda e dos Verdes, incluindo alguns deputados à Assembleia de República. De resto, nota-se que grande parte dos protestantes pertence a uma faixa etária mais elevada, apesar de também estarem presentes muitos jovens. Exigem um aumento da produção nacional e subida dos salários.

A Intersindical convocou as duas manifestações “contra o empobrecimento e as injustiças”, porque considera que as medidas de austeridade que têm sido impostas aos portugueses levam à recessão económica e consequentemente ao aumento do desemprego e da precariedade.
Publico

NÃO CONTEM COMIGO - ALBERTO JOÃO JARDIM NA CAMPANHA ELEITORAL

CONSIDERANDO QUE " HOJE É TUDO UM JOGO DE CIFRÕES " O GOVERNANTE ACRESCENTOU: " NÃO CONTEM COMIGO PARA ESSES JOGOS DE DINHEIRO EM QUE O DINHEIRO NÃO É POSTO AO SERVIÇO DOS CIDADÃOS, EM QUE O DINHEIRO NÃO É POSTO PELA BANCA AO SERVIÇO DAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS, EM QUE O DINHEIRO ANDA A DOMINAR O ESTADO ". (Alberto João Jardim na campanha eleitoral)

66. Postetxea



Esta história, que ele não me contou porque eu próprio assisti, já a tenho ouvido contar a outros, noutras circunstâncias e com outros intervenientes mas, normalmente, com o mesmo fundo ou, como hei-de dizer, querendo mostrar o mesmo. Conheço-o há muito anos e sou seu companheiro de viagem desde há longa data também. Sei que ele se desenrasca em qualquer parte onde vá, não porque fale muitas línguas, quero dizer, safa-se em inglês, é mais forte em francês e, em castelhano, surpreendeu-me pela quantidade de vocabulário que possui. Ainda no domingo passado, estivemos com uma família brasileira sua amiga e quando ele se saía com um está muito giro logo corrigia para muito legal, pronunciando legau para que não restassem dúvidas. Com isto quero dizer que, se acrescentarmos o Português do Brasil, ao Português de Portugal, ele desenrasca-se falando em pelo menos metade do globo. E prometeu-me que iria tentar aprender um pouco mais de russo, mas descartou de imediato aprender mandarim ou árabe. Diz que não tem muito jeito para o desenho.

Já o vi entrar em muitos gags linguísticos, no último dos quais tive de lhe dar uma cotovelada para que o polícia da alfândega americana em Nova Iorque não pensasse que ele estava no gozo. Então não é que quando o polícia lhe perguntou what are you doing here? , em vez de lhe responder que estava em turismo, respondeu-lhe, I’m talking to you, sir… Mas a mais engraçada dele foi quando pediu um sumo de laranja num bar de hotel em Madrid. Pediu-o em português, sem mais nem outra e a resposta que obteve foi, yo no hablo inglês, señor. Depois foi vê-lo (e ouvi-lo) pedir,  jus d’orange,  orange juice e até suco de laranja, sempre acompanhado do respetivo s’il vous plait, please ou por favor, recebendo  sempre a mesma resposta do garçon, yo no hablo inglês, señor. Quando se lembrou que era zumo de naranja, recebeu um largo sorriso de volta, um estava de broma comigo?  perguntado sem rancor nem má cara e porque acertou finalmente teve direito a um platito de tapas e  um outro com  aceitunas, por supuesto.

Ao ouvir o Maciel contar-lhe o embaraço que teve em Algeciras para pedir duas cervejas, tentando espanholar (ou portinholar) a palavra, que foi desde cerberra a xerbexa passando pela inevitável cervieija,  com o empregado do balcão a olhar para ele e a fazer a sua já famosa cara número três, riu-se e disse-lhe em  bom português, quero duas cervejas se faz favor diga-se assim ou não, ao que o empregado, em português fluente, lhe respondeu, já podia ter dito,  decidiu então que desta vez o gesto seria tudo. Mas não o conseguiu exatamente. Quando viu o pequeno magote de quatro idosos conversando naquela praça de Santurce, uma pequena vila portuária do país basco, aproximou-se e perguntou-lhes onde eram los correos. Olhando uns para os outros e encolhendo os ombros, ouviram-no repetir, señores, por favor,  los correos. Nada, ninguém entendeu. Puxou do envelope que levava no bolso do blusão, mostrou a carta, fez um pequeno gesto retangular no local do selo selo, disse-lhes meio furibundo comprar sello e eis senão quando escutou os quatro em coro Ah! Los correos! Jurou que a sua próxima seria estudar basco. Couriers se calhar seria mais fácil. Ou não.

eu e tu - poema de António Garrochinho



és a vida em mim
raízes vivas
somos o quê
somos o que nos amamos
só o que o nosso amor vê
quando nos juntamos
eu de ti raíz
alfabeto misterioso
natureza feliz
mistérios que só o amor

António Garrochinho

Demo Crato


O Governo decidiu suspender a entrega do prémio de 500 euros aos melhores alunos do ensino secundário de vários cursos, noticiou o jornal Público. O cheque deveria ser entregue depois de amanhã, numa cerimónia designada «Dia do Diploma», e alguns alunos já tinham sido avisados. Agora, o Governo propõe que estes alunos escolham projetos de apoio a famílias carenciadas ou outros estudantes, previamente selecionados, a quem entregar o seu prémio de mérito. O Ministério da Educação sublinha que esta alteração pretende incentivar a “solidariedade” dos melhores alunos do ensino secundário.

Não sou um adepto da meritocracia como solução para todos os males, não por não reconhecer o mérito a quem o merece, mas por rebaixar os que não conseguem atingir esse patamar, por maior que também seja o seu mérito. Talvez este prémio até nunca devesse ter existido, mas não é isso que está aqui em causa, o problema é retirarem a um jovem um prémio que lhe tinha sido prometido e tinha ganho. Quantas vezes já terão sonhado com o que iam comprar com esses 500 euros? De repente, tiram-lhe o prémio e "magnanimamente" deixam-no escolher a que "pobrezinho" vai dar esse dinheiro. A solidariedade não se incentiva à força nem se impõe à custa de sonhos.

UNIVERSIDADE DO ALGARVE: Caloiros aumentam procura de arrendamentos
01-10-2011

Desde o início desta semana que o ambiente na cidade de Faro está diferente. Principalmente à noite, a zona dos bares ganhou nova vida, com muita juventude na rua. Mercado de alugueres dispara.  
 
É o regresso dos cerca de 9 000 jovens que frequentam a Universidade do Algarve (UAlg), entre os quais 1 140 caloiros. Nas grandes superfícies, nas montras das lojas e em locais estratégicos nos dois pólos universitários (Penha e Gambelas), multiplicam-se os anúncios com ofertas de alugueres de habitação.
Há preços para todos os gostos, desde o simples quarto, entre os 150 e os 250 euros, até aos apartamentos, entre 350 e 500 euros. Tudo depende da localização, da antiguidade do prédio e da privacidade oferecida (há senhorios que controlam as horas de entrada, nunca depois da meia-noite, a água gasta no banho e que proíbem as visitas de indivíduos de outro sexo).
Apartamentos novos, outros em estado algo duvidoso, quartos em casas particulares, há de tudo, dependendo do gosto, e, principalmente, da bolsas dos encarregados de educação.
Ana Patrícia Cabrita, 18 anos, aluna do curso de Ciências da Educação e da Formação, residente em Albufeira, recorreu às novas tecnologias e resolveu o problema do alojamento.
“Vi na Internet umT3, mesmo em frente ao pólo das Gambelas, fui lá, gostei e fiquei”, explica a jovem algarvia, que vai pagar 200 euros (água e lua à parte) para ter direito a um quarto só para si, num apartamento cheio de estudantes, que ainda não conhece, mas com quem “espera dar-se bem e até arranjar novas amizades”.
Já Sandra Neto, 19 anos, caloira do curso de Dietética e Nutrição, residente em Tavira, optou por se inscrever nos Serviços Sociais da Ualg e espera uma vaga.
“Como não conhecia ninguém que tivesse um quarto vago, resolvi recorrer aos Serviços Sociais. Ainda não sei se há vaga, nem quanto vou pagar”, referiu a jovem.
De Portimão, vieram as amigas Ana André, aluna de Ciências Biomédicas, e Daniela Gabriel, de Farmácia, ambas com 18 anos, que vão partilhar um apartamento, no Montenegro, perto do pólo de Gambelas.
“Viemos há já um mês e alugámos este apartamento por 375 euros. Teremos de pagar água e luz à parte, bem como o passe do autocarro para nos deslocarmos para a Universidade e para a cidade”, afirma Ana Salvador, desgostosa por não ter conseguido entrar em Medicina, a sua grande vocação, enquanto espera, numa longa fila, a sua vez de tratar da papelada com vista à formalização da sua inscrição na Universidade do Algarve.
OBSERVATÓRIO DO ALGARVE

Imenso laranjal


À boleia da crise, o governo PSD/CDS prepara-se para aprovar a lei que irá permitir a eleição de executivos monocolores na Administração Local. O PS rejubila com esta decisão que sempre quis tomar mas nunca conseguiu. E é invocando o incremento da democracia municipal (é preciso ter lata!) que este país rosa-alaranjado dá um grande incentivo "à propensão de muitos autarcas para o caciquismo, o nepotismo e para o aprisionamento da vida comunitária" (citação do editorial do insuspeito "Público").


Pombal vai, finalmente, cumprir o seu ideal. O imenso laranjal que (quase) todos anseiam vai ser uma realidade já em 2013. Respigo, a este propósito, um comentário de JF a este post do Alvim.

Porto e Lisboa – 15 horas


Desejaria poder estar no Porto, ou em Lisboa, percorrendo ombro a ombro, com milhares de amigos, os caminhos que levam o nosso descontentamento até à rua. Os caminhos que levarão a luta até onde tiver que ser.
Desejaria que por cada uma e cada um que quereria estar presente e por razões de trabalho – como eu – ou quaisquer outras, não pode, estejam na rua outros mil, com as vozes carregadas das verdades que têm que ser ditas, alto e bom som.
Sei que muitos milhares falarão por mim.
Sei que serão duas grandes manifestações!
Entretanto que soe o Hino da Intersindical, uma bela gravação já com uns bons aninhos... e na qual participei cantando.
“Hino da Intersindical” – Vários
(Letra de Mário Vieira de Carvalho/Música de “O guerrilheiro”, canção do século XIX)



Administração Central do Sistema de Saúde

Ministério descobriu 500 médicos mortos nas bases de dados das unidades de saúde

 Por Catarina Gomes
O vice-presidente da ACSS atribui este número "à falta de esforço organizado de actualização das base de dados" O vice-presidente da ACSS atribui este número "à falta de esforço organizado de actualização das base de dados" (Foto: DR)
Responsável reconhece que "a limpeza de ficheiros é uma ferramenta de combate à fraude" .
A troika exigiu ao Ministério da Saúde que passe a enviar a cada médico uma lista das suas prescrições e ao fazer-se o trabalho de preparação para cumprir esta meta foram encontrados nas bases de dados das unidades de saúde portuguesas 500 médicos mortos, confirmou ao PÚBLICO o vice-presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). Fernando Mota desvaloriza o número como potencial de fraude.

Para preparar o processo de prescrição electrónica e de vigilância dos níveis de receituário de cada médico, a ACSS pediu às unidades do país, desde hospitais a administrações regionais de saúde e agrupamentos de centros de saúde a lista dos seus médicos, com vista a ter uma lista nacional actualizada dos clínicos que receitam medicamentos. O que encontrou, em Junho deste ano, foi meio milhar de médicos em que "a probabilidade de estarem vivos era muito baixa", devido às datas de nascimento, admite Fernando Mota.

O vice-presidente da ACSS atribui este número "à falta de esforço organizado de actualização das base de dados. Há dezenas de bases no país e não há um registo central, só a Ordem dos Médicos a tem e também tem este tipo de dificuldades", refere.

O responsável diz que uma coisa é a necessidade de fazer limpeza de bases de dados, outra é a questão da fraude. Mas ainda este ano, no seu relatório de actividades de 2010, a Inspecção-geral de Actividades em Saúde (IGAS) dava conta de médicos mortos que continuavam a receitar.
Publico.pt