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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Dia de São Miguel

Hoje é dia de São Miguel, segundo a tradição, este dia marca o fim do varêjo dos frutos secos: amêndoas, alfarrobas e figos. Daqui em diante é a época do rabisco, considera-se que os frutos que ainda estão nas árvores já não serão colhidos pelos seus proprietários e qualquer pessoa os pode apanhar.











Farsa.

Em véspera das Manifestações que decorrerão amanhã em Lisboa e Porto e que prometem vir a ser gigantescas e bastante "ruidosas", e numa altura em que a contestação social começa a causar, mais que embaraço, um verdadeiro incómodo para a imagem de subserviência que este governo PSD/CDS gosta de passar para os seu "patrões" Europeus, eis que Passos Coelho e restante elenco nos servem mais uma ridícula farsa para consumo interno.
Falo, obviamente, da prisão de Isaltino Morais. Uma situação que, num país com níveis democráticos normais, já teria acontecido há muitos anos atrás, mas que ficou guardada para agora, uma altura em que é necessário criar "frisson" junto da população e tentar jogar areia para os olhos dos mais incautos.
A táctica já não é nova, diria mesmo que é até mais velha que o ferrugento 4-1-3-2 do "Jasus", mas eles continuam a usá-la porque ela continua a "marcar golos".
Hoje, na barbearia do Sr. Zé, na paragem do autocarro, no banco do jardim, e na conversa entre colegas de trabalho, não vão faltar aqueles que ora colocam José Sócrates no Governo, ora colocam Passos Coelho, a baterem palmas ao "pulso firme" do Governo que até manda prender um dos deles.

E com isto, tenta este Governo ganhar mais um balão de oxigénio que lhe permitirá continuar na sua senda de patifarias contra o Povo Português e os seus mais básicos direitos e garantias.
Prenderam Isaltino, sim !
Mas ainda na semana passada ilibaram Oliveira e Costa que nos deixou um buraco superior ao da Madeira.
Mas nesse não se toca, claro ! que esse paga campanhas eleitorais ao Presidente da Républica e como tal precisa de protecção.

É hora deste Povo acordar de vez para a realidade, deixar de se comportar como um verdadeiro corno-manso, e dar um novo rumo a este país.
Não se deixem enganar por farsas destas que tentam gerar junto do Povo algum sentimento de justiça, porque isto é completamente falso, isto visa, isso sim, perpetuar a injustiça.

Safem o Isaltino


O dia despertou incrédulo, numa algazarra desabrida. Ainda não se sabe se Isaltino Morais foi finalmente preso ou se é apenas o Estado de direito a espernear, farto de ver a lentidão ao serviço da injustiça e cansado do primado da forma sobre a substância. O país está em suspenso, o salvamento poderá acontecer a qualquer momento. Alguns esperam que o nome do branqueador de Oeiras seja incluído na convocatória de Paulo Bento, outros que seja Cavaco Silva a indicá-lo como o membro honorário do Conselho de Estado que substituirá o filantropo caído em desgraçada fortuna Dias Loureiro, mas outros ha menos centrados no salvamento que se limitam a empolar o caso para ofuscar as bardinices jardinárias do favorito de Passos Coelho para vencer as eleições na Madeira. Enquanto ninguém se decide a avançar para o salvamento do pobre homem, vou ali tomar um cafezito, já venho. Não saiam daí.

Actualização 1: 30.09.2011 - 12:45 – "Isaltino prestes a ser libertado".

Actualização 2: Pois, não podia ser (é já a seguir).

(editado)

blog O país do burro

Perguntas de um leigo na matéria


Imagem (excelente, diga-se) surripiada à "Lusa"
- Quando é que um recurso, passa a ser um mero estratagema?
- Quando é que a legítima presunção de inocência, passa a ser um abuso de confiança?
- Quando é que um advogado inteligente, passa a ser um simples espertalhaço?
- Quando é que os portugueses vão descobrir que roubar, fazendo obra, é tão criminoso como roubar, não fazendo obra?
- Porque é que há uma Justiça rápida e implacável para “uns”... e outra que se perde em intermináveis danças de salão e maneirismos, para “outros”?
- Porque é que os “uns” são sempre pobres e sem poder... e os “outros” são ricos e influentes?
- Porque é que para os “uns” as leis são para cumprir... enquanto para os “outros” as leis são para comprar?

São algumas das perguntas que me faço, sempre que tenho que “levar” com mais uma notícia sobre Isaltino de Morais.

Quanto mais pequena é a corte, mais ridículo é o protocolo *


Jerónimo de Sousa, que entre vários e terríveis defeitos é também muito desconfiado, diz suspeitar que a próxima reunião do Conselho de Estado não vá servir para nada mais do que carimbar a política do governo e da troika com o costumeiro “aprovado - execute-se”. Vá lá saber-se porquê... partilho a mesma desconfiança.
De vez em quando sou forçado a lembrar-me da existência deste órgão. Sem querer de todo ofender as pessoas (potencial ou realmente) decentes que ali se reúnem... devo dizer que um Conselho em que, ainda há bem pouco tempo, tinha assento o Sr. Dias Loureiro (mesmo depois de descobertas as suas maroscas) e onde ainda tem assento aquele inqualificável indivíduo que dá pelo nome de Alberto João Jardim (e mais alguns que agora não vêm ao caso)... não me interessa para nada.
Que as almas mais delicadas me desculpem o mau uso do “francês”... mas não dou dez cêntimos por aquela belle merde!
* Lamento não poder divulgar o nome do autor da frase... mas a verdade é que não sei.

Uma questão de estilo


O Presidente da República reconheceu hoje que a omissão de dívidas públicas na Madeira configura uma situação grave, mas sublinhou que o programa de ajustamento não pode ser preparado "de um momento para o outro". O chefe de Estado recusou ainda fazer qualquer comentário às reacções do presidente do Governo Regional da Madeira, apesar de admitir que tem um estilo diferente de Alberto João Jardim. "Cada dirigente político tem a sua forma específica de fazer política":

Governo recua e só apresenta amanhã a auditoria às contas da região. Oposição acusa Passos Coelho de não "honrar” a palavra. "Falei demais". Foi esta a frase de Passos Coelho que acabou por marcar o debate quinzenal de ontem no Parlamento, onde o primeiro-ministro deu o dito pelo não dito e revelou que só depois das eleições regionais de 9 de Outubro será conhecido o plano de ajustamento para a Madeira.


Sei que todos são do mesmo partido, que às vezes se zangam e depois fazem as pazes, que quando chateiam o Bicho da Madeira ele ameaça abrir a boca e todos se encolhem, mesmo considerando tudo isto é uma vergonha que não utilizem os mesmos critérios que utilizaram nas eleições legislativas. A Troika analisou as contas de um país e apresentou o plano de resgate em menos tempo que este governo consegue fazer uma auditoria na Madeira. No continente passam o tempo a tirar-nos à cara que as medidas de austeridade da Troika foram aceites pelos portugueses quando votaram e deram uma maioria ao PSD/CDS, mas na Madeira pedem aos eleitores que votem num futuro desconhecido. Se eu fosse madeirense queria que o Bicho ganhasse, pois assim podia não sofrer tanta austeridade por ele não cumprir com plano nenhum e por ainda obrigar os "Cubanos do "contenente" a pagar o buraco que fez na Madeira.
Se já pagámos um BPN porque não haveremos de pagar outro chamado Buraco da Madeira?

A institucionalização da velhacaria

Quando um ministro vai à Universidade de Verão do PSD e incita os seus jovens camaradas a estudar porque assim ganharão bom dinheiro e semanas depois suspende a atribuição de prémios quando os premiados já tinham sido convocados não está a adoptar uma decisão política, está a ser velhaco. E está a ser ainda mais velhaco quando tenta limpar a sua face convidando os alunos escolheram acções de caridade onde deverão ser os usados os prémios que deveriam ser. Será que quando os seus filhos têm um bom desempenho estudantil o ministro premeia-os com um mês de Agosto como voluntários no Banco Alimentar contra a Fome?

O ministro pode odiar José Sócrates mas não precisa de levar esse ódio a tudo o que foi feito na educação ao ponto de defraudar expectativas legítimas de milhares de estudantes, manifestando total desprezo pela lei que não lhe permite exercer cargos públicos como se o Estado fosse uma coisa de trazer por casa. Muitos estudantes esforçaram-se tendo por objectivo conseguir os prémios, muitos pais e professores incentivaram-nos, alguns colegas sentiram-se mais motivados e alguns dos colegas calões terão mesmo gozado com eles. Agora, só porque o ministro quer ser coerente com o blogger que foi e não tem sentido de Estado junta-se aos calões e goza com eles. Ignora que muitos deles são estudantes com menos recursos e que iam usar o prémio em material escolar, comprar o PC que os pais não lhe podem comprar ou mesmo comprar a peça de roupa que nunca puderam ter, agora são gozados ao lhes perguntarem quem querem ajudar com seu prémio. É uma pena que a miséria cultural não possa ser considerada, se assim fosse poderiam sugerir que o prémio fosse dado ao ministro, com o seu comportamento revelou-se mais miserável do que qualquer família carenciada deste país.

Este ministro parece ter raiva do que de bom se fez no ensino, chegou a ministro irritado com os relatórios da OCDE elogiando os resultados, cheio de raiva porque muitas escolas foram modernizadas, irado porque as novas tecnologias foram incentivadas. Ignorando que o mais importante é o país e o futuro de gerações de estuantes odeia udo o que foi feito, de forma oportunista dá continuidade a uma boa parte das reformas (avaliação de professores, enceramento de escolas sem qualidade) e revela a sua falta de dimensão humana barafustando com pequenas coisas. Arma-se em defensor da avaliação mas tira os prémios aos que mais se esforçaram para terem avaliações excelentes, detesta tudo o que cheira a tecnologia, odeia os computadores, é um ruralista que aprece tirado de um velho convento no meio da serra para meter o ensino na ordem, o seu ódio a Sócrates leva-o a odiar tudo o que cheire a progresso, ignorando que esse é a maior homenagem que pode prestar a quem tanto odeia.

O ódio de Crato em relação a tudo o que se fez no ensino e que não só foi elogiado por muita gente como significou uma das maiores reformas deste Veiga Simão leva a que este ministro em vez de ter uma política que prove que é melhor do que os seus antecessores opte pela exibição da sua pequenez humana institucionalizando a velhacaria.