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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

 
ROBERT BOWMA, bispo de Melbourne Beach, Florida

Carta dirigida ao então presidente norte-americano, Bill Clinton. Este bispo anteriormente foi piloto de caça militar no Vietname, tendo participado em 101 missões de combate.

«O Senhor disse que somos alvos de ataques porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Um absurdo! Somos alvo de terroristas porque, em boa parte no mu...
ndo, o nosso governo defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos de terroristas porque nos odeiam. E odeiam-nos porque o nosso governo faz coisas odiosas. Em quantos países, agentes de nosso governo, destituíram líderes escolhidos pelo povo, trocando-os por ditaduras militares fantoches, que queriam vender o seu povo para sociedades multinacionais norte-americanas?

Fizemos isso no Irão, no Chile e no Vietname, na Nicarágua e no resto das repúblicas “das bananas” da América Latina. País após país, o nosso governo opôs-se à democracia, sufocou a liberdade e violou os direitos do ser humano. Essa é a causa pela qual nos odeiam em todo o mundo. Essa é a razão de sermos alvos dos terroristas.

Em vez de enviar os nossos filhos e filhas pelo mundo inteiro para matar árabes e, assim, termos o petróleo que há sob a sua terra, deveríamos enviá-los para reconstruir as suas infra-estruturas, beneficiá-los com água potável e alimentar as crianças em perigo de morrer de fome. Essa é a verdade, senhor Presidente. Isso é o que o povo norte-americano deve compreender».
BAPTISTA-BASTOS

O congresso do esperemos

por BAPTISTA BASTOS

A sombra de José Sócrates perpassou pelo Congresso do PS, em Braga, como um remorso mal emendado. Entre os discursos de evocação e envergonhados silêncios, pouco mais houve. É verdade que António José Seguro fez dois discursos "à Esquerda", mas ele está manietado não só pelos compromissos assumidos com a troika, como pelo historial de concessões, anómalas cumplicidades e cometimentos contrário à sua génese de que o Partido Socialista é fértil e impudico.
Que vai fazer e praticar o novo secretário-geral, que chegou onde chegou pelo laborioso trabalho de casulo e de paciente espera sem afã, como se estivesse de tocaia, ao longo de muitíssimos anos?
Entre o dito e o feito vai a escala que percorre as promessas eufóricas das mentiras desavergonhadas. Temos uma boa dose dessas ausências de ética e de moral. Mas vamos sempre atrás dos cânticos das sereias, como se a nossa experiência democrática nunca se alargasse mais do que o horizonte desejado.
Seguro, dizem-me, está animado pelos princípios que enformam a "Esquerda democrática", expressão cujo rigoroso significado ninguém conhece, e que, aliás, tem servido de pretexto para numerosas malfeitorias. Mas os tais "princípios", até agora, limitaram-se a enunciações de retórica, sem objectivos claros. Não basta criticar o Governo; é necessária uma exigência de generalidade alternativa, apoiada por uma doutrina política e económica no estrito sentido do termo. A construção activa de um projecto que não se cristalize no paradigma do "mercado" parece retirada do pensamento de Seguro, cuja natureza e fundamentos, realmente, se desconhecem.
Como a experiência recente no- -lo tem ensinado, o "mercado" não se auto-regula através da harmonia dos interesses, exactamente porque essa harmonia não existe. Os problemas são muito mais complexos e escorregadios do que pensa o actual secretário-geral dos socialistas.

Não esperava muito mais do Congresso socialista. Porém, tendo em conta o grande mutismo do actual secretário-geral, sinal do "distanciamento" tomado em relação a Sócrates, talvez surgisse com um lote de ideias, com uma lista poderosa de reflexões sobre a nossa sociedade, com um farto grupo de concepções inovadoras. Nada. Esperemos, no entanto, que a praxis se oponha à secura exposta. Esperemos.
Uma nota para a intervenção de Francisco Assis. Não foi, apenas, a força do texto, mas, também, o teor do que disse. Expressou, sem rebuço, a lealdade para com Sócrates. Não se trata de fidelidade; sim de lealdade. Fidelidade é coisa de cão; lealdade é traço de carácter.
E outra nota para Maria de Belém Roseira, uma das grandes senhoras da política portuguesa, e que também não confunde fidelidade com lealdade. A sua nomeação para presidenta do PS exalta a função e a todos nós nobilita e engrandece.

DN opinião

Carl Lewis – Menos de 10 segundos de campanha?


Resolvidas que foram algumas dúvidas processuais, o ex-atleta norte-americano Carl Lewis viu validada a sua candidatura ao cargo de senador do Estado de Nova Jérsia, pelo Partido Democrata.
Este extraordinário velocista e saltador é detentor de consideráveis “reservas de ouro”, na forma de medalhas, que foi conquistando entre 1979 e 96 em meetings de atletismo, Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos. Durante anos, fez o que quis nas provas de salto em comprimento e nas corridas de 100 e 200 metros... tanto a solo, como em estafeta.
Decididamente, vem dar um novo sentido ao conceito de “corrida eleitoral”.

Então, prá Madeira não vai nada ?


 Vinte milhões de euros é, em qualquer caso, muita "massa", mas o mais estranho é que um Governo que faz todos os dias profissões de fé em matéria de cortes na despesa (embora os não pratique) se disponha a pagar à Perella Weinberg tão bela maquia, para assessorar a operação de privatizações na área da energia, tarefa que, aparentemente, pelo menos para a minha santa ignorância, não se reveste de especial complexidade.
Como o ministro Gaspar entendeu por bem eximir-se a explicar os contornos de tão extravagante negócio, em recente audição em comissão parlamentar, com a surpreendente alegação de que se acha no soberano direito de dar ou não resposta às perguntas dos deputados, entendeu, e bem, o deputado do PS, João Galamba, endereçar ao ministério das Finanças, um requerimento a solicitar todos os esclarecimentos necessários sobre o caso. Eu disse "e bem", mas não tenho dúvidas que Gaspar, usando do direito soberano de que se acha investido, nem sequer lhe vai dar troco. É que, com este Governo, a transparência, de que tão abundantemente se reclama, esgota-se com o uso da palavra.

Sendo assim,  parece-me de toda a conveniência que se dê conhecimento do caso ao Alberto João, o "companheiro"  que, por conta PSD,  governa a Madeira desde os tempo dos dinossáurios e que julgo ser a pessoa indicada para pôr tudo em pratos limpos. É fácil perceber porquê: o homem, que é grosso e fala ainda mais grosso, sabendo do caso, é muito capaz de aparecer por aí, um destes dias, a reclamar:
- Mas o que é isto ? Que raio de pulhice é esta? Isto cheira-me a Maçonaria. Então estes tipos dão o euromilhões aos gajos da Perella Weinberg e para a Madeira não vai nada ?
Acha o leitor que estou a exagerar e que o Alberto João não é capaz de um tal discurso ? Ora se é: "pulhice", "maçonaria", "gajos" e "tipos" são expressões, entre muitas outras, que fazem parte das suas orações matinais. E será que tal discurso resulta ? Ou muito me engano, ou não estamos a muitos dias de o ficarmos a saber.

O pintor mexicano, muralista, Diego Rivera

José Gomes Ferreira


12 Set 2011 /  Sem categoria

Na morte de Manuela Porto
……………………………………-..
Devia morrer-se de outra maneira.
Transformarmo-nos em fumo, por exemplo.
Ou em nuvens.
Quando nos sentíssemos cansados, fartos do mesmo sol
a fingir de novo todas as manhãs, convocaríamos
os amigos mais íntimos com um cartão de convite
para o ritual do Grande Desfazer: “Fulano de tal comunica
a V. Exa. que vai transformar-se em nuvem hoje
às 9 horas.  Traje de passeio”.
E então, solenemente, com passos de reter tempo, fatos
escuros, olhos de lua de cerimônia, viríamos todos assistir
a despedida.
Apertos de mãos quentes. Ternura de calafrio.
“Adeus! Adeus!”
E, pouco a pouco, devagarinho, sem sofrimento,
numa lassidão de arrancar raízes…
(primeiro, os olhos… em seguida, os lábios… depois os cabelos…)
a carne, em vez de apodrecer, começaria a transfigurar-se
em fumo… tão leve… tão sutil… tão pólen…
como aquela nuvem além (vêem?) — nesta tarde de outono
ainda tocada por um vento de lábios azuis…

Foto: Pintura de Agualdo X. Oliveira Capri
www.louletania.com

OS ALEMÃES ATÉ JÁ QUEREM A NOSSA BANDEIRA A MEIA HASTE NOS EDIFÍCIOS DA UE -


Barroso: Declarações sobre bandeiras foram «infelizes»

O presidente da Comissão Europeia classificou hoje, em Estrasburgo, como «infelizes» declarações do comissário da Energia, o alemão Gunther Oettinger, sobre a colocação a meia-haste nos edifícios da UE das bandeiras dos países com défice excessivo.

«Foram declarações infelizes que o próprio comissário já explicou», disse José Manuel Durão Barroso aos jornalistas, à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu.
Também os eurodeputados portugueses foram já unânimes na condenação das declarações de Oettinger, sendo que o independente Rui Tavares recolheu 151 assinaturas numa carta enviada a Durão Barroso, exigindo «uma retratação das palavras do comissário - ou a sua demissão».
Diário Digital / Lusa


Portimão: O TEMPO abre temporada com Lídia Franco
13-09-2011

O ciclo “A Solo”, protagonizado pela acordeonista Celina da Piedade e pela actriz Lídia Franco abre a temporada 2010/2011 do TEMPO - Teatro Municipal de Portimão esta sexta-feira.  
 
A partir das 22h00 de sexta-feira, 16 de Setembro, a boa música regressa ao Café Concerto com Celina da Piedade, acordeonista e cantora que recentemente participou do Festival Eurovisão com os Homens da Luta, e que apresentará neste concerto um reportório variado que vai desde composições suas a temas do cancioneiro popular, passando por sonoridades de diversas partes do mundo.
Os ingressos para o concerto custam dois euros e estão à venda na bilheteira do TEMPO até quinta-feira, das 14h00 às 19h00, e na sexta das 14h00 até às 21h30.
A 17 de Setembro, pelas 21h30, no Grande Auditório do TEMPO estará em cena a peça de teatro “Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa”, que tem como protagonista Lídia Franco, nome incontornável do teatro, cinema e televisão.
Trata-se de um monólogo baseado num texto do dramaturgo Eric-Emmanuel Schmitt, com encenação de Marcia Haufrecht, que conta a história da amizade entre uma criança com leucemia e a Senhora Cor-de-Rosa, voluntária da ala pediátrica.
Os bilhetes custam dez euros, com os descontos habituais do TEMPO, e podem ser adquiridos na bilheteira do TEMPO até quinta-feira, das 14h00 às 19h00 e na sexta e sábado das 14h00 até às 21h30.
Lídia Franco irá ainda orientar a masterclass de teatro “A arte do actor”, no domingo, dia 18, entre as 15h00 e as 18h00, onde partilhará os seus conhecimentos da arte da representação adquiridos ao longo de uma reconhecida carreira, que teve inicio com a dança e se estendeu ao teatro.
As inscrições podem ser feitas na bilheteira do TEMPO até ao próximo sábado, sendo o limite máximo de 15 participantes. O preço é de 10 euros, e o ponto de partida para esta masterclass será a peça apresentada na noite anterior.
O ciclo “A Solo” é apresentado este mês no feminino e terá continuidade no masculino durante o primeiro trimestre de 2012, com dois nomes de destaque também na área da música e do teatro.
Observatório do Algarve

'portimão' 'teatro' 'musica'


O  grande "benemérito"
Palavras do grande "benemérito" Alberto João Jardim que já deveria ter ouvido alguém dizer-lhe que o país dispensa, de muito bom grado, tanta "benemerência" feita à custa dos contribuintes (cada residente na Madeira deve 30.480 euros, treze vezes mais do que há 20 anos e o dobro da média nacional).  Os contribuintes acham, por certo, que já chegou o tempo para dizer: Basta!
E, já agora, que haja alguém que o avise que as suas ameaças, perante uma dívida que vai nos 8000 milhões de euros,  já não produzem efeito.

Frases que ficam no ouvido (e que, pensando bem...)





O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, decidiu dar o seu contributo para o "Grande Livro das Citações"... com uma daquelas frases que se destacam da média:
Passada a primeira impressão de alguma estranheza, acabamos por entender que a frase até tem pernas para andar... e possibilidades de utilização em muitos outros contextos. Senão, vejamos:
Já tive muitos parceiros de canções que estavam na música de intervenção... mas não eram cantores de intervenção.
Já conheci (e conheço) muita gente na esquerda... que não era (e não é) de esquerda.
Já vi...
...e vai por aí fora... as possibilidades são muitas.

 

Preocupações

MARIA de Belém Roseira, a novel presidente do PS (mas ainda sua líder parlamentar interina), diz que o partido está "preocupadíssimo" com a actualização do memorando de entendimento assinado com a 'troika', ao mesmo tempo que lamenta a falta de "cortesia" do Governo, ao não dar a "mínima das informações" sobre tal matéria, fazendo por ignorar que o PS também está envolvido nos compromissos assumidos. 

Maria de Belém já devia saber que os fretes que se fazem não exigem reciprocidade, e não vale a pena estar a mostrar-se ofendida com a tal desconsideração, ensaiando uma espécie de choro sobre o leite derramado. Nas votações ocorridas na Assembleia da República, na passada semana, e excluindo todos os discursos recheados de intenções, para o observador atento, continua a não haver dúvidas, de que lado do espectro político o "novo" PS se continua a posicionar, reforçando uma folgada maioria de direita.

o direito de sonhar

de Eduardo Galeano
tradução livre de patricia mc quade


Ninguém sabe como será o mundo depois do ano 2000. Temos uma única certeza: se ainda estivermos aqui, já seremos pessoas do século passado y, pior ainda, seremos pessoas do milênio passado.

Entretanto, mesmo que não possamos adivinhar o mundo que será, podemos sim imaginar o que queremos que seja. O direito de sonhar não está estampado nos trinta direitos humanos que as Nações Unidas proclamaram em 1948. Mas se não fosse por ele, e pelas águas que dá de beber, os outros direitos morreriam de sede.

Deliremos, pois, por um momento. O mundo, que está de pernas para o ar, se firmará sobre seus pés.

• Nas ruas, os automóveis serão pisados por cachorros.

• Os cozinheiros não acreditarão que as lagostas adoram ser fervidas vivas.

• A polícia não será a maldição de quem não pode comprá-la.

• O ar estará limpo dos venenos das máquinas, e não haverá mais poluição do que aquela que emana dos medos humanos e das humanas paixões.

• Os historiadores não acreditarão que os países adoram ser invadidos. Os políticos não acreditarão que os pobres adoram comer promessas.

• A justiça e a liberdade, irmãs siamesas condenadas a viverem separadas, voltarão a se juntar, bem coladinhas, costa com costa.

• As pessoas não serão dirigidas pelo automóvel, nem serão programadas pelo computador, nem serão compradas pelo supermercado, nem serão assistidas pelo televisor.

• O mundo já não estará em guerra contra os pobres, mas contra a pobreza, e a indústria militar não terá mais remédio do que declarar para sempre sua falência.

• Uma mulher, negra, será presidente do Brasil e outra mulher, negra, será presidente dos Estados Unidos da América.
Uma mulher índia governará Guatemala e outra, Peru.

• O televisor deixará de ser o membro mais importante da família, e será tratado como o ferro de passar ou a máquina de lavar roupas.

• Ninguém morrerá de fome, porque ninguém morrerá de indigestão.

• Na Argentina, as loucas da Praça de Maio serão um exemplo de saúde mental, porque elas se negaram a esquecer nos tempos de amnésia obrigatória.

• As pessoas trabalharão para viver, em lugar de viverem para trabalhar.

• Os meninos de rua não serão tratados como se fosse lixo, porque não haverá meninos de rua.

• A Santa Madre Igreja corrigirá algumas erratas das tábuas de Moisés:
O sexto mandamento ordenará: “Festejarás o corpo”.
O nono, que desconfia do desejo, irá declará-lo sagrado.

• Em nenhum país irão presos os rapazes que se neguem a fazer o serviço militar, senão aqueles que queiram fazê-lo.

• As crianças ricas não serão tratadas como se fosse dinheiro, porque não haverá crianças ricas.

• A igreja também ditará um décimo primeiro mandamento, que se esqueceu o Senhor: “Amarás a natureza, da qual fazes parte”.

• Os economistas não chamarão nível de vida ao nível de consumo, nem chamarão qualidade de vida à quantidade de coisas.

• A educação não será um privilégio de quem possa por ela pagar.

• Todos os penitentes serão celebrantes, e não haverá noite que não seja vivida como se fosse a última, nem dia que não seja vivido como se fosse o primeiro.

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texto traduzido do site: pro diversitas

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já dez anos quase concluidos de século XXI se passaram e continuo inclinada ao meu direito legítimo de sonhar. sonho com a segunda década deste ainda novo século cheia de transformações na mentalidade das pessoas e na realidade de vida vivida, morta e ressuscitada com mais justiça e liberdade para todos.
blog suja de piche