AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


domingo, 11 de setembro de 2011

Paulo Macedo – “Não fui eu... foram aqueles meninos...”




Como seria de prever, depois de anos desta mesma prática por parte do Governo do aldrabão Sócrates, este “conselho de administração” da troika, chefiado por Passos Coelho, segue exactamente o mesmo caminho: atirar para os jornais notícias “colossais”, só para ver o efeito... e a seguir vir pôr água na fervura para, finalmente, avançar com os roubos, os cortes de salários e apoios sociais, os aumentos de preços e de impostos... exactamente como estavam já decididos.
Lendo o comunicado trapalhão, cobardolas e todo enrolado, emitido pelo gabinete do ministro da saúde dos bancos e seguradoras, fica-se com mais uma bela imagem do bando de ratoneiros que tomou o poder.
Afinal a descomparticipação era apenas uma "proposta" do Infarmed. Afinal o Governo “garante que neste momento não há qualquer decisão”. Afinal, Paulo Macedo vai pedir “informações adicionais”, e depois a decisão será tomada segundo esses “novos dados técnicos”.
Vigaristas!

PS

Acabei de ouvir  há poucos minutos que terminou o XVIII Congresso Nacional do Partido Socialista.
As pessoas, por agora, estão de novo em primeiro.
Por agora, no PS retornou o  punho esquerdo e o vermelho.
Por agora, o PS  gosta das pessoas.
Por agora, o PS não gosta de privatizações, dos bancos ou dos ricos.
Por agora, o PS  está preocupado com os jovens e com a precariedade.
Por agora, o PS lamenta  o desemprego  e os ataques ao estado social.
Por agora o PS está na oposição…
O PS continua  o PS!

Domingo, 11 de Setembro de 2011

11 de Setembro – Allende – “Hacia la libertad”


Hacia la libertad
(José Seves/Haracio Salinas)

Patria de los confines
semilla pan y cobre
das de tu tierra virgen
hijos libertadores.
Voz indomable
de Araucanía
lanza Lautaro un grito
en cada amanecer.

Naciste combativa
contra los opresores
defendida bandera
de todos los rincones.
Desde los Andes
la llamarada
brilla la independencia
viene la libertad.

Es tu historia que avanza
la nueva unidad nos lleva.
Chile, por ti juramos
no habrá noche que nos detenga.
¡La patria llama!
vamos con ella
hacia la libertad.

La razón del obrero
se alza en las salitreras
a transformar la vida
a organizar las fuerzas
grito de alerta,
Luis Recabarren,
la tierra soberana
debemos conquistar.

la aurora extendida
marchan los oprimidos
fue el trabajo de todos
y el fruto compartido,
Allende ¡hermano!
cantan los pueblos
tu palabra levanto
tu ejemplo vivirá.



A cada ano que passe, sempre que escrever sobre o 11 de Setembro (enquanto escrever... seja sobre o que for), obrigar-me-ei a começar por dizer que nunca me passará pela cabeça mostrar um menor respeito pelas vítimas dos ataques à cidade de Nova Iorque, ataques que abomino. Aliás, a suspeita de que eu estaria, mesmo que levemente, a favor dessa acção terrorista, só poderá passar pela cabeça de “génios” que, não me conhecendo de lado nenhum, acham que podem produzir uns quantos disparates sobre aquilo de que eu gosto, ou não, que tenha que ver com os EUA.

A cada ano que passe, repetirei a lembrança de um outro 11 de Setembro que me mobiliza muito mais... e há muito mais tempo: o 11 de Setembro em Santiago do Chile, em 1973. Um crime vergonhoso, com um muito maior número de vítimas inocentes, vítimas que, passados 38 anos, ainda continuam a ser reveladas (aos milhares) e a ser identificadas. Um crime bárbaro que, para vergonha dos milhares de “jornalistas” que o esqueceram ou escondem, foi desenhado, planeado, financiado e executado com o apoio dos EUA... país que, por estes dias (e em todos os restantes), está incondicionalmente instalado nos corações (e nas carteiras) desses “jornalistas”.

Este ano, talvez por passarem dez anos sobre os acontecimentos de Nova Iorque, sinto ainda maior obrigação de lembrar Allende e os muitos milhares de chilenos assassinados durante e após o golpe militar de Santiago... dada a verdadeira barragem de propaganda oriunda dos EUA, feita de “documentários”, “entrevistas”, “debates”... e toda a sorte de produtos destinados a lavar o cérebro de meio mundo.

Assim se tenta “justificar” a pretensão dos EUA ao domínio global. Assim se transforma em vítima uma nação que tem feito da agressão a sua razão de existir. Assim se escamoteia o facto de os EUA, só nestes últimos dez anos, terem assassinado a sangue frio em milhares de bombardeamentos, em vários pontos do mundo, um número de vítimas inocentes, escabrosamente superior ao número dos que morreram, ingloriamente, nas "Torres Gémeas" do Worl Trade Center. Milhares e milhares de crianças, mulheres e homens, cujos países, de alguma maneira, caíram em desgraça aos olhos do “Império” e dos seus interesse económicos.

Por isso, pelo asco sem medida que me provoca esta campanha que todas as televisões portuguesas têm feito, sem descanço, desde há vários dias, numa demonstração de um servilismo abjecto, mais uma vez dedico o dia 11 de Setembro à memória de Allende e de todos os heróis que ali caíram. Desta vez, faço-o ao som de “Hacia la libertad”, do disco com o mesmo nome, gravado em 1975 pelos “Inti-Illimani”.

Hacia la libertad” – Inti-Illimani
(José Seves/Haracio Salinas)


varanda - poema ilustrado de António Garrochinho

foto de Drica Moreno

é Domingo
há frenesim na rua
que linda que está
a janela tua
as flores viçosas
exalam perfume
as moças airosas
causam ciúme
andam os rapazes
de lá para cá !
António Garrochinho

Domingo - poema ilustrado de António Garrochinho

Domingo
e cá andamos cumprindo
a rota dos dias
sorris
vences
para o colorir
hortenses
alegrias
António Garrochinho

Ferro Rodrigues: PS está unido "como há muito não estava"

O ex-líder socialista considera que o partido não se pode "deixar intimidar ou sufocar por esta tentativa de nos cercarem à direita e à esquerda".

Lusa
15:40 Sábado, 10 de setembro de 2011
 
Ferro Rodrigues diz que não há divisão política no PS
Ferro Rodrigues diz que não há divisão política no PS
Estela Silva/Lusa
O ex-secretário-geral do PS Ferro Rodrigues manifestou-se hoje convicto que "no essencial" o partido está atualmente "unido como porventura há muito tempo não estava".
"No essencial o PS está unido como porventura há muito tempo não estava. Aqueles que pensam que por haver normais vontades de ir para órgãos diretivos corresponde a qualquer divisão política do PS estão redondamente enganados como se vai verificar já a partir do fim deste Congresso", disse, numa intervenção no XVIII Congresso do PS, em Braga.

Partido ensanduichado


Considerando que o PS está hoje "ensanduichado entre duas frentes" - a de esquerda e a de direita "que insiste em falar do passado como se o Governo do PS e José Sócrates fossem os culpados de toda a crise financeira portuguesa" -, Ferro Rodrigues lançou um apelo ao partido.
"Não nos podemos deixar intimidar ou sufocar por esta tentativa de nos cercarem à direita e à esquerda", disse.
Expresso
10
Set 11

A água é parte constituinte do planeta Terra, como qualquer recurso, apresenta valores muito escassos e face a esse facto a sua gestão torna-se premente e indispensável.
Com o exponencial crescimento da população humana e com a tipologia de vida que a Humanidade tem vindo a desenvolver, a pressão sobre a água doce disponível tem vindo a acentuar-se.
O Homem, como todos os seres vivos tem a necessidade deste bem para a sua sobrevivência.
Estes factores obrigam a que a gestão deste bem seja feita com a maior cautela.
Desse modo, consideramos que algo tão fundamental não deve e não pode ser alvo de uma gestão privatizada que naturalmente visaria a lógica empresarial com base na obtenção de lucros e mais-valias.
Acresce que o fornecimento deste bem deve ser Universal, não podendo mais uma vez estar sujeito a cálculos ou premissas de cariz financeiro.
Nesse sentido, vimos desta forma solicitar que o controlo da gestão da água e respectiva rede de abastecimento seja garantido pelo Estado, dotando as autarquias locais, ou outra entidade central de financiamento que permita a manutenção da distribuição , de forma a garantir a sua Universalidade e qualidade, mediante um preço justo, devendo este ser calculado em função do consumo e sua tipologia, nunca tendo por base a localização geográfica dos cidadãos.
Considerando ser esta uma decisão que afecta directamente os Direitos fundamentais, vimos propor que seja realizado um referendo nacional com vista a garantir a legitimidade de uma medida desta natureza em prol da Democracia e da Cidadania.
Retirado daqui. Assine aqui.
BLOG ALVITRANDO

EM LOUVOR DO BERBIGÃO

Vi por alguns minutos a eleição das Sete Maravilhas da Gastronomia Nacional. Malato estava bem a propósito, com o novo visual obeso de quem acabou de absorver todos aqueles pratos, produtos e confecções culinárias e a Catarina, sempre álacre e faceira, mostra-se bem distante do tempo em que a Língua Portuguesa lhe saía tão atraiçoada, repleta de calinadas. Não percebi a confusão, mistura, todos ao molho, entre pratos, produtos e artigos de gastronomia. Mas enfim, para o País do Desacerto Ortográfico, é justo acumular os absurdos técnico-científico. Omnívoro que sou, salivei pelas sete maravilhas aleatórias da gastronomia nacional. Mas fiquei a pensar no berbigão. Um macho português não passa sem berbigão, devidamente acariciado, sugado e engolido. É uma arte e uma iguaria a que nem todos acedem. Como é que se pôde esquecer ou não eleger o berbigão? Imperdoável.

A Fuga de António Costa: Apanhados ......

O XVIII congresso do PS ficou marcado Hoje Por hum Episódio algoritmos caricato: António Costa estava um dar UMA Entrevista em Directo à TVI 24 quando subitamente irrompeu Pelo Estúdio o Seu Arqui-Inimigo socialista António José Seguro, Secretario-Geral do PS.

Seguro, Convidado Por hum dos Jornalistas Que estava um conduzir uma entrevista a Costa, Paulo Magalhães, nao fez rogado si e juntou-SE à conversa. Costa, surpreendido, decidiu AO FIM de alguns Momentos Sair. Tão depressa queria ir embora Que, si nao fossa hum dos Jornalistas, levaria Consigo o microfone Que tinha Preso nd Lapela.
blog D'Sul( texto original)
 
Bastonário da Ordem dos Advogados teme consequências dos novos cortes na Saúde
Por Redacção a Bola.pt

José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Advogados, disse hoje que a decisão de deixar de comparticipar a pílula e os medicamentos para os asmáticos deveriam ter sido melhor «ponderadas».

O bastonário falou do I Congresso dos Serviços de Urgência dos Hospitais, que reúne até sexta-feira no Funchal cerca de 200 pessoas.

O responsável alertou para o facto de haver cidadãos que não conseguirão suportar o custo da saúde.

José Manuel Silva salientou ainda que este tipo de medidas pode gerar um aumento de gravidezes indesejadas e de interrupções voluntárias da gravidez. Estas duas situações conduzem, na opinião do bastonário, a um aumento das despesas do SNS porque a interrupção voluntária da gravidez é gratuita.
19:35 - 09-09-2011
 
             

 

11 de Setembro

11 de Setembro, data fatídica para os povos no mundo


Os atentados de 11 de Setembro de 2001 serviram e ainda continuam a servir de alibi aos EUA para as suas acções de guerra e agressão e, assim, impor a sua dominação no mundo. Os objectivos são claros: controlar os recursos energéticos de muitos países, que se mantinham independentes, face aos interesses do grande capital.

A pretexto da "luta contra o terrorismo" e da "segurança dos EUA" foram invadidos e ocupados países soberanos, subjugadas populações, assassinados centenas de milhar de civis, entre eles mulheres e crianças. 

Crimes contra a humanidade

Os EUA através da CIA ampliaram os seu crimes, com a prisão arbitrária de supostos "terroristas", com o uso da tortura em campos de concentração, em prisões secretas, tudo isto à margem da lei internacional. 

Com a justificação nos atentados de 11 de Setembro de 2001 os EUA modificaram as leis para restringir e suspender direitos humanos, continuaram a aumentar o seu potencial de guerra, desenvolveram novas e mais poderosas armas, inclusive de destruição massiva, impuseram a sua acções punitivas à margem da ONU sempre que esta entidade não as aprovava. Rasgaram tratados, as Leis Internacionais e a Carta da ONU. Imposeram a NATO como organização global ofensiva, braço armado das principais potências imperialistas, acção que o nosso governo apoiou em flagrante desrespeito pela Constituição da República Portuguesa. 

A hipocrisia declarada

O exemplo do que se passa na Líbia com o apoio dos EUA aos grupos terroristas que dizem combater, como a Al Queida, mostra bem que o imperialismo não olha a meios para atingir os seus fins. 

Não é possível afirmar que os atentados do 11 de Setembro de 2001 foram preparados pelos serviços secretos norte-americanos para iniciar o "novo século da América", pois a administração norte-americana tem negado aos investigadores destes factos, esclarecimentos sobre questões com que esses investigadores têm esbarrado nos seus trabalhos. Sempre que alguma dúvida se levanta, logo são acusados de adeptos da "teoria da conspiração". Mas que o 11 de Setembro de 2001 serviu para justificar a escalada da agressão dos EUA a muitos países soberanos, disso não pode haver dúvidas.

Outros 11 de Setembro

Mas o 11 de Setembro de 2001 não pode apagar o 11 de Setembro de 1973. O derrube de Allende, presidente eleito no Chile, para impor o ditador Pinochet, foi um atentado muito pior e de muito mais graves consequências que, declaradamente os EUA prepararam e financiaram.

Esse atentado, preparado pelo presidente Nixon que autorizou pessoalmente o financiamento da oposição a Allende, como a organização terrorista Patria y Libertad, de orientação nacionalista-neofascista, organizada pela CIA, e a ostensiva interferencia na política interna chilena, com do Projeto Fubelt - Track II ou "política dos dois trilhos"), com o objetivo de impedir a ascensão de Allende ao governo. Os EUA submeteram o Chile a um bloqueio económico. Os Estados Unidos adotaram a estratégia de sufocar gradualmente a economia chilena até que um levante das Forças Armadas pusesse fim à "via chilena para ao socialismo". Edward Korry, o embaixador norte-americano em Santiago, dizia: "não permitiremos que nenhuma porca e nenhum parafuso (americanos) cheguem ao Chile de Allende". 

Paralelamente, a extrema direita neofascista do Patria y Libertad, entidade criada com o apoio da CIA, recebia treino de guerrilha em Los Fresnos, no estado norte-americano do Texas. A CIA gastou U$ 12 milhões de dólares financiando greves.

O golpe de 1973 contra o Governo Constitucional do Chile

Em 11 de setembro de 1973, com ostensivo apoio dos Estados Unidos, as Forças Armadas, chefiadas pelo general Augusto Pinochet, dão um sangrento golpe de Estado que derruba o governo eleito. O golpe foi apoiado pela força área norte-americana, com aviões pilotados por militares norte-americanos, enquanto os tanques rolavam, os soldados arrombavam portas. Os fuzilamentos nos estádios cheios de chilenos eram constantes. Os mortos eram empilhados ao longo das ruas e flutuavam nos rios, os centros de tortura iniciaram suas atividades, os livros considerados subversivos eram atirados a fogueiras, e os soldados rasgavam as calças das mulheres aos gritos de "No Chile as mulheres usam saias".

Assassínios e prisões de muitas dezenas de milhar de chilenos

Durante os 17 anos de ditadura de Pinochet, apoiado pelos EUA, foram assassinados muitas dezenas de milhar de chilenos.
Quatro meses depois do golpe o seu balanço já era atroz: quase 20 000 pessoas assassinadas, 30 000 prisioneiros políticos submetidos a torturas selvagens, 25 000 estudantes expulsos de escolas e 200 000 operários demitidos. A perseguição aos organismos sindicais, a neutralização das organizações sociais e a proibição da existência de partidos políticos e até do direito de reunião e associação, o fecho do Parlamento, foram apoiados pela "democracia Norte Americana. 

É este terrível 11 de Setembro de 1973 que os EUA fizeram no Chile, que não pode ser apagado pelo 11 de Setembro de 2001.