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sábado, 10 de setembro de 2011

Ludo o comentário

foto - fotosblogue

Mas porquê que alguns teimam em dizer que o Pontal está abandonado?
São largas centenas as pessoas, sobretudo farenses, que utilizam este espaço semanalmente para correrem, passearem, andarem de bicicleta, para descontraírem e estar em contacto com a natureza. Serve também para fazerem concentrações de motas, para fazerem semanas académicas.
É isto que é ser abandonado? Ou para ser aproveitado tem de ter lá casas?

anónimo
do blog A defesa de Faro

RENTE AO CHÃO NA CADEIA ALIMENTAR

Eu estou bem, obrigado. Teso, mas feliz. Não me assusta a subida do IVA do gás, da electricidade. Vou usar água gelada no banho quotidiano e reforçar o número de cobertores quando o frio vier. Estou perfeitamente calmo com as taxas de solidariedade no IRS e IRC porque sou pobre e são baixos os meus rendimentos de professor-escravo, descartável há dezasseis anos com um pontapé no cu garantido todos os anos. Não me aquece nem arrefece a subida da tributação de mais-valias no IRS nem com a sobretaxa do IRS equivalente a uma parte substancial do subsídio de Natal porque estou muito rente ao chão na cadeia alimentar nacional, muito longe, mas mesmo muito longe! dos que auferem reformas duplas ou triplas na flor dos seus quarenta ou cinquenta anos para não falar dos reformados do regime, engordados por décadas de regabofe legislativo em benefício próprio da politicagem rosa-laranja. Estou em paz com o fim dos reembolsos de despesas de saúde e de educação nos dois últimos escalões do IRS porque tenho procurado acima de tudo estar de boa saúde, reutilizar manuais escolares e usá-los numa perspectiva o mais virtual possível. Quanto ao fim das comparticipações nos contraceptivos, como casal também estou também em paz. Se vierem, há muito tempo que o DIU [Dispositivo Intra Uterino] nos substituiu a pílula fornecida pelo Centro de Saúde. Não era para a comprar que nos introduzíamos na fila bocejante da farmácia. Opino frequentemente que Portugal necessita de terramoto natalista e que essa é uma questão de sobrevivência nacional a médio e longo prazo. Não há futuro para o nosso País sem um acréscimo significativo de nascimentos e a sucessão natural e decente das gerações, superando o número de óbitos. Esse é um problema que a esquerda chupista-socialista escamoteia como escamoteava a da dívida pública e a da bancarrota iminente. A despenalização da IVG, tal como está a ser operacionalizada, é uma obscenidade e uma injustiça. Sim a uma política de saúde sexual integrada. Sim à racionalização do acesso a meios contraceptivos. Fim a um Estado em tudo paternalista e em quase tudo facilitista. Bem-vinda, responsabilidade pessoal!
Fórum Novas Ideias para a Esquerda

Líder da CGTP alerta para que mais de metade dos portugueses podem cair no trabalho precário

10.09.2011 - Publico
<p>O líder da CGTP esteve numa iniciativa promovida pelo BE</p> O líder da CGTP esteve numa iniciativa promovida pelo BE
 
O líder da CGTP, Carvalho da Silva considera que as políticas laborais que estão a ser adoptadas podem originar que, num espaço “muito curto”, mais de 50 por cento dos portugueses venham a ter um vínculo de trabalho precário.
“Isto é um desastre, é uma desestruturação e um retrocesso social e civilizacional violentíssimo”, afirmou o dirigente sindical na abertura do Fórum Novas Ideias para a Esquerda, promovido pelo Bloco de Esquerda, que arrancou sexta-feira à noite, em Coimbra, para debater a situação de crise profunda e as alternativas de esquerda.

Para Carvalho da Silva, “as medidas que estão a ser adoptadas no plano laboral provocam – pode ser até ao fim da legislatura, se ela se mantiver, ou até antes – que mais de 50 por cento dos portugueses tenham contrato formalmente precário”.

Para evitar esta situação, o sindicalista considerou que é preciso “travar batalhas com êxito” nos próximos tempos e “construir alianças”.

Risco de eliminação da protecção contra despedimento sem justa causa

O líder da CGTP frisou ainda que o texto apresentado sobre o fundo de protecção no trabalho “é um texto miserável, é uma manipulação muito grande, e um instrumento de uma linha que está definida, que é eliminar, num prazo muito curto, aquilo que até hoje tínhamos de protecção contra o despedimento sem justa causa”.

O dirigente sindical apontou ainda quatro temas cuja discussão permite “fazer muito trabalho convergente” na esquerda: “a reconstrução do lugar do trabalho na economia e na sociedade, o papel do Estado social, um combate ideológico fortíssimo, desmontando a manipulação de conceitos que o liberalismo tem imposto, e olhar para as grandes mudanças da sociedade”.

A sessão de abertura do Fórum Novas Ideias para a Esquerda, intitulada “Os caminhos da esquerda em Portugal”, teve também como oradores convidados o ex-dirigente do BE Fernando Rosas, o antigo líder parlamentar do partido José Manuel Pureza e Alfredo Barroso, que criticaram igualmente o “ataque” do Governo ao Estado Social.

Até domingo, o debate far-se-á em torno de “um conjunto de pólos de problemas” e de temas de debate, entre os quais o corte na despesa pública, “Democracia e novos movimentos sociais” ou “pobreza, assistencialismo e estado social”.

O encerramento da iniciativa no domingo estará a cargo do líder do BE, Francisco Louçã

Aeródromo de Loulé desencalha de vez com aprovação de Albufeira
10-09-2011 

S. Brás e Faro já deram o «sim» ao projecto, se a autarquia liderada por Desidério Silva fizer, o mesmo na próxima Assembleia Municipal, o plano de pormenor para a construção da infra-estrutura arranca ainda este ano. A revelação é feita pelo semanário O ALGARVE, hoje nas bancas com o Expresso.  
 
O plano de pormenor do futuro aeródromo de Loulé deverá iniciar-se ainda este ano, caso se confirme o parecer favorável da Câmara de Albufeira, que levará este mês o caso à apreciação da Assembleia Municipal.
A falta de parecer, arrasta-se há quase dois anos, e está a criar algum mau estar entre as duas câmaras social-democratas, soube O ALGARVE de fontes próximas do processo, dado o empenho que a autarquia de Loulé colocou na concretização deste ambicioso projecto.
Para Seruca Emídio o aeródromo é “bem-vindo” e logo que o último parecer chegue favorável “dar-se-á início ao seu respectivo plano de pormenor”.
Desidério Silva, por sua vez, disse ao O ALGARVE que terão pedido “alguns esclarecimentos”, para clarificar e assegurar a salvaguarda dos interesses do município, no que se trata “ao uso do nosso espaço aéreo “, sublinhou.
Desidério Silva admite que o aeródromo é uma “obra estruturante para vários concelhos” e assegurou ao O ALGARVE que qualquer atraso “não foi premeditado”, acrescentando ainda o edil que “se tratou apenas de razões burocráticas”.
Ambos os autarcas, de Loulé, Seruca Emídio, e de Albufeira, Desidério Silva, não deixaram transparecer ao O ALGARVE qualquer desagrado tanto pelo atraso como pela concretização do projecto no concelho louletano, respectivamente.
O ALGARVE soube que, nos últimos meses de 2009, a Câmara de Loulé oficializou os seus pedidos de pareceres a três autarquias vizinhas, mas só lhes chegaram ”duas respostas rápidas” (S. Brás de Alportel e Faro), confirmaram as mesmas fontes próximas do processo.
Agora com a clarificação do autarca de Albufeira ficam reunidas as condições para o arranque da obra do aeródromo de Loulé, uma infra-estrutura de apoio ao aeroporto de Faro e que servirá, principalmente, os núcleos turísticos do centro da região.
Seruca Emídio terá entregue no dia 11 de Setembro de 2010 no INAC, em Lisboa, o estudo de viabilidade elaborado pela ANA – Aeroportos de Portugal, a que se juntam outros estudos em curso, nomeadamente o da meteorologia, movimentos de voos previsíveis ou as dimensões da pista.
100 postos de trabalho
O aeródromo de Loulé ficará instalado junto à Via do Infante onde verá instalada uma vista de 1 700 metros, torre de controlo, terminal de passageiros, quartel de bombeiros, central eléctrica e posto de emergência.
Um investimento que criará cerca de uma centena de postos de trabalho, dado que aquele espaço aeroportuário deverá absorver cerca de 15 por cento do total de movimentos no Aeroporto de Faro (6 450 aeronaves por ano), pelo facto de se tratar de aviação de executivos, de privados e de turismo.
Em Dezembro de 2010 o presidente da Assembleia Municipal de Loulé admitia que o financiamento deveria assentar numa parceria público privada em valores na ordem dos 50 milhões de euros, a investir numa área de 7,5 hectares, junto à Cimpor.
Observatório do Algarve

Onde está a mãe?

A Mãe está onde está a camisa púrpura
e onde a tempestade sacode a espuma dos gerânios.
Onde se apagou a lareira e esse fogo bom
na parede dos ossos. Está no musgo que cresce
nos velhos pinheiros de onde a noite pende.
A mãe está nas arestas do corpo onde
o toiro respira e se espreguiça a andorinha.
Onde a ansiedade apoquenta, onde resvala
o coração sujo de melancolia, negro,
negro como o motor de um corvo. Está
no Livro da Morfina, nos tocadores de viola
com grandes pés de anjo e nos operários construindo
paredes de lume em andaimes de cinza.
A Mãe está onde o moinho escondido
trabalha no peito com a roda do olhar.
Onde ainda arde a madeira verde das estrelas.
Onde o tiro parte e se agita o vento. A Mãe
está na noite que vaza as veias por uma ferida
no ventre. No parto dos pássaros. No som
dos ossos quando partem. A Mãe está nua
interrogando-se como um navegador sem sexo
onde o cão lambe o medo desses peixes azuis.
Na insatisfação e no martírio de uma água inteira.
Nas margens da minha cabeça. No aroma fixo
dos espelhos. A Mãe está na viagem das semanas.
No pólen e na rede. Na pedra parada. Na pedra que voa.
Está na paixão dos olhos. Nos bosques do sangue, nas
clareiras do sangue,na chuva em catedral.
A Mãe está no crime dos heróis. Nos joelhos
do rio. Na cama, na doce cama dos salgueiros.
Nos riachos do orvalho. No lume da cebola.
A Mãe está nos ombros de cada um dos meus instantes.
Onde a emoção se diz e se suspende. Onde
a noite e a língua se observam. Onde nascem
equilíbrios. Onde os crânios e as lâmpadas arriscam.
A Mãe está nos pulmões do meu abismo. Está
no lenço rasgado das roseiras. E na ira do frio.
No chicote das palavras. No silvo. No sítio
do poema. Onde tudo é brusco e arde. Aí,
nessa carne da dúvida, sem dúvida, está a Mãe.

Do livro:"125 Poemas-Antologia Poética"

O APOCALIPSE QUE INTERESSA À MATRIX

O Apocalipse que interessa à Matrix

Colocar as pessoas num estado de desorientação, bombardeando-as com informações das mais diversas procedências, sem que elas estejam amparadas numa fonte fidedigna e em elementos comprováveis, submetendo-as a uma verdadeira guerra midiática, provoca a condição tão buscada pelo sistema: medo.

Como cegos perdidos num tiroteio, neste caso, tendemos a nos alinhar com o pai simbólico, a autoridade, o estado, o status quo, a igreja, a ideologia dominante por mais que saibamos que são lobos travestidos de ovelhas, pois nosso psiquismo, nosso emocional foi atacado, bombardeado e conquistado pela emoção que eles querem implantar: medo.

O estado de paranóia, medo, desorientação, angústia favorece ao sistema estabelecido, que busca através disto refundar-se e criar a malfadada nova ordem mundial.

Se
é verdade que a consciência tem o poder de criar a realidade, que tipo de realidade cria o estado de medo, sofrimento psíquico, paranóia, angústia?

“O que temes sucede mais depressa do que esperas.” (Publílio Siro)

Cria a doutrina da segurança nacional, base para qualquer ditadura.

E não é verdade que aquele que teme o sofrimento já não sofre por aquilo que teme?

Então qual é a razão de temer?

É a razão dos captores, dos senhores do mundo, para manter-te aferrado, preso, aguilhoado a um estado de consciência que sustenta a realidade imposta.

“Escravo do medo: eis a pior forma de escravidão.” (G. B. Shaw)

Então se buscamos uma nova realidade temos que começar primeiro por estabelecer um estado de consciência sóbrio, equilibrado, esperançoso e construtivo.

Todo aquele que fomenta o medo, a negatividade, a paranóia, o apocalipse no sentido pejorativo ou destrutivo é um agente em potencial da Matrix. Ver a maneira como o sistema age é ir além da Matrix e vencer os seus agentes.

Apocalipse significa isto: revelação. O medo impede que você revele a si mesmo e veja a divindade em si, com todo o seu poder de criar a realidade. A revelação é externa e interna, fora e dentro de si. O medo impede a revelação.

Quem alimenta o medo alimenta a Matrix com sua própria consciência. Despertar é ir além do medo, é encarar a realidade sem medo.

Não devo temer.
O medo é o assassino do Real,
é a pequena-morte que oblitera o Ser.
Eu enfrentarei o meu medo.
Permitirei que ele passe através de mim e quando se for,
eu olharei, com a minha visão interna, o seu rastro.
No espaço vazio que ele deixou, nada existe afinal...
Só eu permaneço!
(Frank Hebert, Duna)

Sinto muito, me perdoa, te amo, sou grato.
Fonte: http://pistasdocaminho.blogspot.com/2011/09/o-apocalipse-que-interessa-matrix.html
 
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Este texto do Fernando toca um pouco na questão, que ainda pretendo abordar num outro post, do medo como efeito do abandono de si mesmo em favor de uma Autoridade externa e do uso e abuso desse conhecimento por parte dos illuminati, para nos manipular.  A falsa informação, a mentira, o despistamento, a conduta desonesta, contraditória por parte de uma fonte "superior", "confiável", (o Estado, a mídia, etc ) têm o efeito de nos deixar sem chão, inseguros, medrosos e por fim o de nos dissociar de nós mesmos, de nossas fontes mais puras (percepção, intuição, instinto) para  seguir a voz dessa autoridade social. E fazendo isto, estamos vendendo a alma ao diabo, por assim dizer, estamos  condenando nossa inteligência à extinção e nossa vida ao controle e à manipulação eterna  dessas forças hostis.
 
Celia
 

Constança, confio muito em ti

Em artigo no «i», o jornalista  António Ribeiro Ferreira, que as revistas do coiso e tal dão como novo namorado de Constança Cunha e Sá, acaba de produzir, pelo meio de uma indecente caldeirada de confusões e reaccionarismos, a seguinte afirmação:
«(...) Há uns anos, muitos, Maldonado Gonelha disse que era preciso partir a espinha aos sindicatos. Na altura discutia-se a unicidade sindical e a criação de uma central alternativa à Intersindical comunista. Hoje, em 2011, com o país numa emergência nacional é urgente não só repetir a frase como pô-la em prática.(...)»
 
Por mim, desculpem lá o nível baixo (mas um homem não é de ferro), só desejo que a Constança, apesar do seu aspecto fino mas frágil, por conta dos fulgores iniciais, parta depressa a espinha ao jornalista-carroceiro António Ribeiro Ferreira.