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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

as mãos - poema ilustrado de António Garrochinho

ESTADO ERRÓNEO E DISSIPADOR

As pobres não tratam dos dentes. As pobres não compram nas lojas. Só nas feiras. As pobres entopem as urgências. As pobres às vezes são gordas e quase sempre gostam de atafulhar a Loja do Cidadão. As pobres requisitam a pílula no Centro de Saúde e não gostam de farmácias que lhes fazem confusão. As ricas abortam muitas vezes, esquecem-se de tomar. As ricas vão às farmácias e compram a do dia seguinte, a do dia a dia, compram adelgaçantes, experimentam pomadas, atiram-se a unguentos, investem em escovas assépticas, geringonças, dietas. Os pais das ricas fogem aos impostos. As pobres são magras, esquálidas, secas, feias, dizem «Foda-se!» e a foda acontece com menos de quatrocentos euros a lavar, passar e a engomar na casa da doutora ou no olho da rua, fábrica fechada, tudo por pagar. Sou pela comparticipação do Estado nas despesas de quem não pode. Sou contra esta espécie de universalidade míope comparticipativa que une na assistência o que está separado em poder de compra à nascença e à morrença. Não às hesitações! Faça-se justiça social que separa o está separado abissalmente. Não à justiça salomónica! Não seja o medo a mover ministros. Viva Paulo Macedo! Abaixo a pílula barata da quiduxa fofa, da Tita, da Naná e da Teté.   

“Se a mulher aborta, o homem pode abusar dela”, diz arcebispo espanhol
QUASE NÃO RESISTI A SUB-TITULAR ESTA MONSTRUOSIDADE...CADA UM QUE ARRANJE UM TERMO ADEQUADO PARA ESTE REPRESENTANTE DA IGREJA. (A.G.)


Se a lei do aborto permite que as mulheres “matem uma criança indefesa”, dá também aos homens “o direito absoluto, sem qualquer limite, de abusar do corpo dessas mulheres, para que a tragédia se vire contra elas”. Esta afirmação inaceitável é de Javier Martínez, arcebispo de Granada, que, durante uma homilia, comparou também a lei do aborto ao regime de Hitler.

Para o arcebispo, os crimes nazis não eram tão “repugnantes” como os que a lei do aborto permite cometer e a interrupção voluntária da gravidez é “um genocídio silencioso”.

É a humanidade que “retrocede com este genocídio silencioso que nos convidam a cometer e que agora promovemos”, um acto que se “impõe a certos profissionais, como se fosse uma obrigação, igual à que tinham os oficiais nos campos de concentração”, conclui Javier Martínez.

fonte: feminino nos negócios

O que é isso ??

 
À primeira vista parece a obra de uma criança equipada com uma caixa de lápis de cor. Ou quem sabe as listras de roxo, amarelo, vermelho, laranja, rosa e verde de uma colcha de retalhos.
No entanto, longe de ser o caderno de uma criança ou uma cama de casal, isto é, de fato, Norte da Holanda, antes do verão europeu, onde mais de 10 mil hectares são dedicados ao cultivo dessas flores delicadas.
A paisagem holandesa em maio é um caleidoscópio de cores vertiginoso com as tulipas estourando em vida. Os bulbos foram plantados no final de outubro e início de novembro, e estas criações coloridas estão agora prontos para serem colhidos e vendidos como bouquet de flores em floriculturas e supermercados.
Mais de três bilhões de tulipas são plantadas a cada ano na Holanda e dois terços das flores vibrantes são exportados, principalmente para os EUA e Alemanha.
Os maiores campos de tulipas na Holanda podem ser encontrado nos jardins de tulipas Keukenhof. Viva este espetáculo maravilhoso da natureza orientada pelas mãos dos homens, em  fotografias que selecionamos para vocês. 
 
 












 

Os comunas não têm emenda!


Este post não é propriamente para os leitores habituais e amigos em geral do “Cantigueiro”. Destina-se ao bando de imbecis (embora por aqui apareçam poucos, felizmente!) que andaram durante anos a “descobrir” delegações oficiais e stands das FARC, na “Festa do Avante”... e que mesmo nunca as tendo por lá visto, não se coibiram de escrever nos jornais e blogs, rios de asneiras, baboseiras e simples canalhices sobre o assunto. Entretanto, talvez já soterrados pelo sufocante ridículo com que se foram cobrindo... deixaram cair o tema.
Como não quero que lhes falte nada... aqui fica o registo de mais um “escândalo”, desta vez não na “Festa do Avante”, mas na “Feira da Luz”, aqui de Montemor-o-Novo. Não tem a dimensão da “Festa”... mas sempre é uma autarquia comunista, que diabo! É de aproveitar! O caso é o seguinte:
Em plena feira, organizada pelos comunas de Montemor, como disse, encontrei um stand, às claras, com anúncio e tudo... da ETA! Mais exactamente, da ETA, Lda. Provavelmente... é o progresso, uma espécie radical de aggiornamento.
Não sei se fazem deslocações, se vão a casa, se fornecem orçamentos grátis, se explodem com muito ou pouco barulho... mas, sem sombra de dúvidas, é a ETA!!!
Está feita a “denúncia”. Bom proveito!

(Espero poder contar com a sentido de humor de todas as pessoas ligadas a esta Empresa Transportadora do Alentejo, Lda.)

OS DOIS - poema de António Garrochinho


 
OS DOIS

Junto contigo, desde manhã ao sol pôr

vamos andar descalços por sobre a primavera

Porque o perfume das flores a melodia da água

acende o fogo em mim

vamos entoar canções de liberdade

desfolhar malmequeres de fantasia

trocar beijos de poesia

fazer amor para meter inveja ás aves

rir de pensamentos loucos

frases absurdas

gritar o mais alto que conseguirem as nossas gargantas

correr atrás das borboletas como crianças

e nos sonhos florescentes calmos e mudos


arranjar-mos forças para abrir de par em par as janelas da paixão

António Garrochinho
Revela o semanário O ALGARVE
Já se sabe que freguesias vão acabar no Algarve
09-09-2011

As freguesias urbanas de Faro, Loulé, Tavira e Lagos vão fundir-se. A reforma administrativa e eleitoral proposta pelo actual Governo também vai acabar com os executivos municipais de vários partidos e os presidentes das juntas de freguesia podem deixar de ser deputados à Assembleia Municipal por inerência do cargo. A revelação é feita hoje pelo semanário O ALGARVE.  
 
As juntas de freguesia urbanas localizadas nas sedes de concelho cujo número de eleitores seja inferior a 15 mil vão ser fundidas, apurou o ALGARVE junto de fonte próxima do processo.
Os critérios defendidos pelo Governo nesta matéria são simples: quando há duas juntas de freguesia na sede de concelho e ambas têm mais de 15 mil eleitores, mantêm-se as duas; se uma delas ou as duas tiverem um número de eleitores inferior, fundem-se. No Algarve, de acirdo com os dados preliminares do Censos 2011, há quatro concelhos nesta situação: Faro, Loulé, Tavira e Lagos.
Em Faro, as freguesias da Sé e S. Pedro vão fundir-se, verificando-se o mesmo com S. Clemente e S. Sebastião (Loulé), Santiago e Santa Maria (Tavira) e S. Sebastião e Santa Maria (Lagos).
A reforma administrativa definida pelo Governo estabelece também a extinção de todas as juntas de freguesia com um número de eleitores inferior a 1 000, mas este valor tem como factor de ponderação a distância existente entre essa freguesia rural e a sede de concelho: quanto maior for a distância, menor é o número de eleitores exigidos para se manter a existência daquela estrutura político-administrativa. Neste particular, não deverá haver extinções de juntas de freguesia rurais no Algarve.
Executivos de um só partido
O Governo também pretende acabar com os executivos formados por mais de um partido, aumentando simultaneamente os poderes fiscalizadores das assembleias municipais.
A medida, além de acabar com a possibilidade de haver um executivo onde o presidente da Câmara não tem a maioria, como é o caso de Silves, permitirá reduzir brutalmente o número de vereadores.
Com executivos de um só partido, no Algarve, o número de vereadores nas câmaras onde há nove baixará para cinco ou até para quatro, onde são sete para quatro ou três e quando são cinco para três ou até dois.
Por definir está ainda a manutenção ou não da participação nas assembleias municipais, por inerência do cargo, dos presidentes das juntas de freguesia.
Esta reforma, isto é, a redução do número de vereadores e dos deputados municipais, caso os presidentes das juntas de freguesia o deixem de ser, segundo fonte de O ALGARVE, permitirá poupanças anuais a nível nacional entre “50 e 75 milhões de euros”.
A reforma do mapa político-administrativo e a alteração da Lei eleitoral autárquica precisam de uma maioria de dois terços na Assembleia da República.
Observatório do Algarve

Caso Feteira: provas “arrasadoras” contra Duarte Lima, segundo o Sol


Advogado diz que é “pura especulação”

Caso Feteira: provas “arrasadoras” contra Duarte Lima, segundo o Sol

09.09.2011 -  PÚBLICO
Duarte Lima Duarte Lima (Foto: Daniel Rocha/arquivo)
A polícia brasileira, segundo noticia hoje o Sol, tem “fortes indícios do envolvimento de Duarte Lima no assassínio de Rosalina Ribeiro”, em Dezembro de 2009. O semanário escreve que as “provas são arrasadoras”, mas o advogado do ex-deputado diz que “não têm nada de novo” e “são pura especulação”.
Os “fortes indícios do envolvimento” de Duarte Lima no homicídio baseiam-se, entre outros elementos, “nas multas por excesso de velocidade do carro que o advogado e ex-deputado alugou para transportar a vítima no dia em que ela foi morta”, acrescenta o Sol, que cita fontes judiciais não identificadas do Rio de Janeiro.

Também de acordo com o semanário, “o carro de Duarte Lima esteve no local do crime na véspera do assassínio”, o “primeiro tiro foi disparado ainda dentro do automóvel” e o “carro foi entregue lavado e sem o tapete do lado do 'pendura'”.

O Sol escreve ainda que o “cerco fechou-se em torno de Duarte Lima” e que o ex-deputado do PSD “disse não saber onde alugou o carro, mas escreveu à empresa a pedir a factura”.

O jornal Sol da edição desta sexta-feira revela que as provas contra Duarte Lima na investigação à morte de Rosalina Ribeiro são «arrasadoras».

O jornal escreve que o «cerco fechou-se em torno de Duarte Lima» e dá como certas as seguintes conclusões: «Carro de Duarte Lima esteve no local do crime na véspera do assassínio»; Primeiro tiro foi disparado ainda dentro do automóvel»; «Carro foi entregue lavado e sem o tapete do lado do pendura»; «Ex-deputado disse não saber onde alugou o carro, mas escreveu à empresa a pedir factura»; Rosalina podia ter sido enterrada como indigente e nunca se descobrir o corpo: seria o crime perfeito».

Ao serviço de Sua Majestade


(Fernando Botero)

Chegou ao fim um inquérito longo, longo, muito longo... sobre o assassinato de um prisioneiro por militares de Sua Majestade a Rainha Isabel II.
Em 2003, depois de encarcerado e indefeso, o jovem cidadão iraquiano Baha Mousa, na condição de (apenas) suspeito do fabrico de bombas, não teve tempo nem de negar, nem de confessar fosse o que fosse. Os soldados de Sua Majestade, enquanto iam fazendo apostas sobre quem o pontapeava com mais força (segundo testemunhos), levaram apenas dois dias a assassiná-lo durante as sessões de tortura.
Quem julgou o que aconteceu, não poupa adjectivos para classificar as condições abjectas em que este crime se deu e a morte horrenda deste homem.
Como vem sendo hábito, os verdadeiros mandantes do crime declaram-se chocados, abalados e inconsoláveis, por mais esta mácula na sua imagem de bondade e cristianismo, ferido por esta notícia. Principalmente porque se soube – digo eu.
O problema é que os soldados de Sua majestade têm sempre mais presentes os princípios de violência e culto da morte que lhes são injectados na instrução militar, do que os piedosos suspiros sensibilizados dos mandantes destes crimes de guerra.
Mas vejamos (mais) este caso pelo seu lado “positivo”: o jovem Baha Mousa, que a vida se encarregou, alegadamente, de levar para os braços do radicalismo islâmico... não morreu sem antes ter, mesmo que apenas por dois dias, visto e experimentado a “democracia”.