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terça-feira, 6 de setembro de 2011

"E NINGUÉM LHE TRATA DA SAÚDE?"

segunda-feira, 5 de Setembro de 2011, | JLopesGuerreiroIr para o artigo completo
Há uns aninhos, um Borrego que estava de ministro num governo da cavacal figura resolveu fazer humor negro com a morte de uns alentejanos de Évora. Foi obrigado a pedir a demissão, quarenta e oito horas depois.
Agora, um cobrador de impostos neoliberal que está de ministro da Saúde arrotou esta monstruosidade: "pode não haver o mesmo número de transplantes", prometendo fazer contas (o célebre rácio custos/benefícios...) para decidir se a Piolheira "pode sustentar o actual número de transplantes".
Setenta e duas horas depois, a criatura continua a fazer parte do 'governo' de Vichy, o que prova que a degradação da vida política do protectorado está bem e recomenda-se.
Publicada por Pedro Martins
blog Alvitrando

O MANGAS

O MANGAS
O mangas é adulado pela direita trauliteira. Quando estes três amanuenses terminarem o trabalho sujo, se tempo para tal tiverem, têm garantido lugares de relevo nos bancos dos patrões, se bancos ainda tiverem.
De voz monocórdica, à cadência de peças fúnebres, estático, anuncia cataclismos sociais como se mumificado estivesse. É sucinto e fulminante como a morte que não admite réplicas.
Anunciou as últimas medidas com frieza de lâmina de guilhotina.
Olhar vago, próprio de um visionário, sem pestanejar enviou para o cadafalso o Serviço Nacional de Saúde, a Assistência Social e o Ensino. Vitimas com as quais somos arrastados para o patíbulo.
É a imagem acabada do triunvirato PS/PSD/CDS, o perfile destes três partidos que têm vivido em concubinato e que a lei reconhece comounião de facto”. O cheiro fétido que nos custa a suportar tem origem bem definida. O Gaspar limita-se a lançar a merda na ventoinha das troikas.
O fascismo faz exercícios de aquecimento. Abram as janelas e gritem a plenos pulmões: NO PASÁRAN!
Criação de peixes exóticos avança no Algarve
05-09-2011

A produção de corais e peixes exóticos e a criação de um centro náutico para alojar temporariamente pessoas que vivem em barcos são alguns dos projetos ligados ao mar que estão a nascer no Barlavento algarvio.  
 
A pesca e venda de sardinha fresca por uma empresa que abriu este verão em Portimão constituem outro negócio que está a florescer naquela zona, antevendo uma aposta crescente num setor que perdeu terreno nos últimos anos.
Em julho foi também criada a Plataforma Mar do Algarve, uma entidade que reúne empresas, autarquias e a Universidade do Algarve e cujo intuito é desenvolver o "cluster" do mar na região e internacionalizar produtos.
A internacionalização é justamente um dos objetivos de um jovem casal de biólogos marinhos que vai produzir corais e peixes exóticos destinados sobretudo a clientes no estrangeiro que se dedicam ao “hobby” dos aquários.
Como as espécies que Mafalda e João querem produzir são originárias do Pacífico, do Mar Vermelho e das Caraíbas, são necessários ainda pareceres oficiais para avançar com o projeto, o que deverá acontecer ainda este ano.
A ideia é adquirir os reprodutores no mercado europeu e fazer criação em tanques de água salgada a instalar num lote que a empresa Aljezur Reef Center já comprou à autarquia, explicou Mafalda Guilherme.
A poucos quilómetros, em Lagos, uma família que dirige um estaleiro naval prepara-se também para lançar a construção de um centro náutico com valências que, segundo Hugo Henriques, são "únicas no país".
Como muitos dos clientes do estaleiro são estrangeiros e vivem nos barcos, os donos da Sopromar lembraram-se de criar, num edifício construído de raiz, um centro náutico com alojamento, oficinas, restaurante, loja e escritórios.
O projeto, que representa um investimento de três milhões de euros, já está aprovado e poderá avançar no terreno até ao final do ano para abrir até 2013, estimou aquele responsável.
Ainda no Barlavento, em Portimão, uma outra empresa a funcionar há três meses espera dar novo fôlego ao setor das pescas, referiu à Lusa André Dias, de 32 anos, que se juntou a dois sócios para criar a Arrifana Mar.
Ligados à pesca desde crianças, André, António Santos e João Duarte elegeram a sardinha como a “menina” dos seus olhos e num bom dia, que acontece normalmente no verão, chegam a apanhar dez toneladas de peixe, contaram.
Contudo, sublinhou António, o mais importante não é pescar muito, mas conservar bem o peixe para chegar “fresquinho” à lota, até porque a pesca, “tal como a bolsa”, é um "negócio volátil” com preços “que oscilam ao minuto”.
A Arrifana Mar e a Sopromar são duas das três empresas privadas que fazem parte da comissão instaladora da Plataforma Mar do Algarve.
Observatorio do Algarve

RECORDANDO CENÁRIOS DE LUÍS FURTADO


03 Set 2011 /  Sem categoria


Hoje trazemos a esta página um cenário de autoria do nosso caro amigo\ louletano Luís Furtado de quem temos vindo a apresentar algumas das muitas obras de sua autoria.
Trata-se pois de um grande cenário encomendado pela RTP para o Programa 1,2, 3.
Furtado, para quem o não conhece ainda, é um artista plástico louletano cuja obra vai dos quadros a óleo, aguarelas, cenários até à criação de imagens de carros alegóricos, trajes e decoração do Carnaval de Loulé há mais de vinte anos.
Artista reputado no meio cénico nacional, L.F realizou trabalhos tão diversos como os cartazes cinematográficos do São Jorge ou do Monumental, cenários para programas televisivos ou ainda trabalhos em grande escala para o Jardim Zoológico de Lisboa e para a Expo 98
http://www.louletania.com/

Más Companhias

Anders Fogh Rasmussen, o novel secretário-geral da NATO, desloca-se na próxima quinta-feira a Lisboa, estando previstos encontros com o primeiro-ministro, o Presidente da República e os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, durante os quais, além dos habituais cumprimentos, serão abordados assuntos relacionados com a situação na Líbia, as mudanças no Comando de Oeiras, a vinda da STRIKEFORNATO para Portugal, a reconfiguração da participação portuguesa nas missões da NATO e a futura participação dos caças F-16 da Força Aérea Portuguesa, no policiamento aéreo da Islândia, tudo iniciativas tão necessárias a Portugal como o pão para a boca. Como é óbvio, estas iniciativas não estão abrangidas por qualquer plano de austeridade, pois uma coisa é a inadiável e perpétua guerra contra o terrorismo e os inimigos da civilização, e outra coisa é a luta contra o subdesenvolvimento, o empobrecimento, a miséria, e as nefastas consequências do obsoleto estado social, que como toda a gente sabe é de inspiração comunistóide.
Aliás, o senhor Rasmussen, é a pessoa certa no lugar certo. Oriundo da família política do centro-direita, foi um corajoso e resoluto primeiro-ministro da Dinamarca durante oito anos. Sendo um teórico da linha neo-liberal e inimigo declarado do estado social, enquanto teve poder para isso, dedicou-se à sua demolição. Foi também um convicto e fervoroso crente de que Saddam Houssein era detentor de um poderoso arsenal de armas de destruição maciça, logo exacerbado apoiante da invasão do Iraque de 2003, tendo feito questão de que a Dinamarca se empenhasse na participação da força multinacional estacionada em Camp Danevang, perto de Bassora, com meio milhar de militares. Como é fácil de ver, é uma pessoa que não deixa os seus créditos por mãos alheias, sendo os seus atributos muito apreciados entre os seus pares.
A avó Bernarda, com a sua habitual propensão para o gracejo, quando viu a foto do senhor, saiu-se com um curioso comentário: "ai Jesus, abrenúncio, o homem coitadinho não tem culpa da cara que tem, mas o certo é que não ficava nada a destoar em qualquer filme de gangsters...

A VERDADEIRA AMEAÇA ÀS FAMÍLIAS PORTUGUESAS

A verdadeira ameaça às famílias portuguesas
29 Agosto2011 
Camilo Lourenço - camilolourenco@gmail.com


O Presidente da República, que costuma falar quando não deve e que não abre a boca quando é preciso, diz-se surpreendido
O Presidente da República, que costuma falar quando não deve e que não abre a boca quando é preciso, diz-se surpreendido (vá lá, não foi pelo Facebook…) porque o debate sobre a tributação dos ricos esqueceu o imposto sobre sucessões e doações: "O imposto existe na generalidade dos países e visa corrigir a distribuição de riqueza quando alguém recebe, por herança ou doação, algo que não ajudou a construir". Só uma perguntinha: quando alguém deixa, em herança, empresas que criam riqueza e postos de trabalho, esse património deve ser tributado? Adiante…

Eis o nível do debate sobre a tributação dos ricos: soa a "Maria-vai-com-as-outras" (foi preciso os ricos porem-se a jeito, lá fora, para os nossos políticos saltarem para a carruagem); e tresanda a populismo: finge-se que os sacrifícios são para todos, quando se sabe que o imposto vai render muito pouco, dada a dificuldade em apurar elementos que fundamentem a tributação. Fora a fuga de capitais: não foi por isto (evitar perder competitividade) que o imposto sobre o 13º mês deixou de fora dividendos e juros de depósitos…?
O Presidente diz que os limites aos sacrifícios pedidos aos portugueses "não devem estar muito longe". É lamentável que ele, e o resto da classe política, não percebam que a verdadeira ameaça às famílias (e às empresas) não é essa; é a despesa pública. Porque é essa doença de o Estado se meter em tudo e mais alguma coisa (e não sair de lá) que explica a pressão cada vez mais asfixiante dos impostos. Que Cavaco não fale no assunto, porque pactuou com o "Monstro" quando foi 1º ministro, é uma coisa. Que o resto da malta vá na conversa, é uma vergonha.

Câmaras algarvias apelam ao governo por mais crédito
06-09-2011

A Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) apelou hoje ao Governo para que encontre com a troika e com os bancos formas de desbloquear os pedidos de crédito feitos pelas autarquias da região.  
 
No final de uma reunião do organismo que reúne dos 16 municípios algarvios para debater as dificuldades financeiras que atravessam, o presidente da AMAL, Macário Correia, disse que neste momento a banca não está a conceder crédito às autarquias, pedindo a intervenção do Governo.
“A chamada troika está numa nova ronda de negociações e acompanhamento da situação em Portugal e tem dedicado nestes dias algum trabalho com a banca. Dos 78 mil milhões dedicados ao reequilíbrio da República Portuguesa, 12 mil milhões têm a ver com a banca e estará a ser analisado com os oito maiores bancos a forma de afetar estes 12 mil milhões para a economia privada, para empréstimos a autarquias ou outras finalidades”, afirmou Macário Correia.
O autarca de Faro frisou que “as autarquias, no seu conjunto [do país], carecem de uma forma urgente de cerca de 2 ou 3 mil milhões para contratos de saneamento, dívida financeira e outras dificuldades ”, mas “todavia, a banca, desde há cerca de dois meses a esta parte, praticamente fechou o acesso ao crédito e está a exigir spreads muito altos“.
“Esperamos que essa negociação corra bem, porque neste momento alguns municípios têm condições de pagar empréstimos, necessitam deles, mas tem havido uma atitude difícil da banca em concedê-los. Esperamos que esta negociação, que é articulada pelo Governo em primeiro lugar, e com a própria troika, resulte em nosso benefício para acorrer às nossas dificuldades”, disse Macário Correia.
O presidente da AMAL afirmou ainda que as 16 autarquias do Algarve somam 300 milhões de euros de dívida vencida, sublinhando que “a negociação bilateral câmara a câmara, banco a banco está difícil e tem que haver uma decisão estratégica, definindo uma tranche, uma orientação, que tem que ser dada pelo governo para orientar este setor da economia”.
Macário disse também que estas verbas “não são para investimentos sumptuosos”, mas sim “para animar a economia local” e “manter postos de trabalho”, esperando por isso que “o Governo ajude a ter essa abertura da banca”.
O autarca frisou também que o Algarve “teve uma quebra de receitas de metade nos últimos três anos”, quer por parte das transferências do Estado quer pelo facto de ter menos acesso a fundos comunitários, mas tem que “manter a linha de animação e atração que torne satisfatória a presença no Algarve de tantos milhões de cidadãos de Portugal e do mundo inteiro”.
Macário Correia disse que as autarquias da região irão, no âmbito do contrato que têm com a Águas do Algarve para fornecimento de água potável e tratamento de efluentes, “fazer um esforço para harmonizar o tarifário praticado na região” e “recomendar a outras entidades algumas contenções de custos, aproximações e fusões”.
Observatório do Algarve

Passos Coelho – Realmente... o homem não presta!




Apesar da insistência de Mário Soares (e de muitos outros que, por ainda não estarem senis, têm maiores responsabilidades) em afirmar que embora não gostando nada do neoliberalismo de Passos Coelho, mesmo assim simpatiza muito com ele e acha que é uma pessoa bem intencionada e sincera... eu peço desculpa, mas não concordo. Não se pode, ao mesmo tempo, ser um neoliberal e uma pessoa bem intencionada (é a minha opinião).
Seja como for, ser Passos Coelho, ou não ser, um tipo bestial... é coisa em que, francamente, não estou interessado, tal como a esmagadora maioria dos portugueses. Na verdade, não quero ir almoçar com ele, ou ir ao cinema, ou ser visita lá de casa. Dispenso-o como amigo ou conhecido! O problema é que ele é o primeiro-ministro e é aí que o neoliberalismo conta e o porreirismo não vale coisa nenhuma.
À medida que os dias vão passando, no entanto, a sua figura direitinha, arranjadinha e bem falante, vai-se desvanecendo... para dar lugar aos contornos do que realmente é.
Um primeiro ministro que, sabendo muito bem a gravidade do que está a dizer, insinua que os sindicatos e a esquerda consequente são «aqueles que querem trazer o tumulto para as ruas e querem incendiar o país», acrescentando a esta reles «provocação», como bem lhe chamou a CGTP, a ameaça velada de ser “firme” contra “todos esses” e que «não aceitará tumultos nas ruas», na verdade, politicamente, não passa de um canalha!
Ah... e mais uma coisa: se politicamente não passa de um canalha, já pessoalmente é muito, mas mesmo muito estúpido. Isto se na realidade pensa que ameaçar os manifestantes e a contestação em geral, dias antes de uma grande jornada nacional de protesto promovida pela CGTP, será o suficiente para os desmobilizar e calar. Não é!
Algum dos seus assessores, que seja alfabetizado, devia contar-lhe que este tipo de ameaças, ao longo da nossa História, tem tido exactamente o efeito contrário ao pretendido! Desta vez não será diferente!

Jornalismo de sarjeta....


Que eu saiba, não tenho nenhum familiar rico.
Todos trabalham (ou trabalharam) para viver!
Mas, se tivesse, tinha!..
Hoje, no Correio da Manhã pode ler-se que o “DCIAP está a investigar a origem da enorme fortuna dos familiares de José Sócrates.”
A não ser que se estabeleça uma relação entre esse enriquecimento e a actividade política de José Sócrates, isto tem um nome: jornalismo de sarjeta?...
Não me façam de estúpido…
Façam mas é uma investigação a sério ao enriquecimento ilícito em Portugal...
Podem começar pelo BPN...

Isto é apenas o início


A Itália encontra-se hoje em greve geral contra as medidas de austeridade. Depois de hoje, a contestação à estratégia falhada que as lideranças europeias insistem em prosseguir para lidar com a crise deixa de estar confinada às periferias, instalando-se bem no centro da UE (no país cuja capital dá o nome ao tratado fundador do projecto de integração europeia). Mais, instalou-se num país onde os movimentos sindical e social têm ainda uma força respeitável, tanto pela dimensão como pela combatividade. O cartaz que surge na fotografia acima promete que a greve geral é apenas o início. E parece que os ‘mercados’ já o perceberam.