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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

VAI UMA APOSTA ?

 

foto retirada da net trabalhada e da responsabilidade de António Garrochinho

Vai uma aposta ?

Depois de confrontado na Assembleia da República, na comissão parlamentar do Orçamento, com o "buraco" de 500 milhões de euros nas contas públicas da Madeira e questionado sobre o assunto, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar veio dizer que o Governo da República não tomou até hoje qualquer medida para pôr termo ao regabofe. De facto, segundo o ministro, o que o Governo fez até agora foi receber uma carta enviada "pelo presidente do governo regional da Madeira ao sr. primeiro-ministro, pedindo um programa de ajustamento estrutural e de estabilização financeira", programa que "será desenhado com a urgência que a situação de crise e insustentabilidade requer". Se for, digo eu, mas nunca antes da realização das eleições regionais, diz o ministro, para quem "o calendário eleitoral não é uma consideração decisiva." 
Tendo em conta a inacção do Governo, até agora, sobre esta matéria e as manobras  para ocultar o "buraco", estou em crer que o ministro das Finanças está enganado, neste ponto. De facto, parece-me, perante todo este circunstancialismo, que a solução mais provável é mesmo a antecipada pelo deputado do BE, Pedro Filipe Soares ("Passos Coelho viajará, dentro de dias, para a Madeira, para passar o cheque a Alberto João Jardim") e mata assim dois coelhos, com uma só cajadada: tapa o "buraco" e contribui para assegurar uma nova maioria ao "companheiro" Alberto João. Como os "tansos" não tugem nem mugem e é por uma "boa causa" o regabofe na Madeira do soba Alberto João pode continuar. 
Vai uma aposta ?
quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

Festas do Povo de Campo Maior

quarta-feira, 31 de Agosto de 2011, JúliaIr para o artigo completo
Como já é habitual noutros anos, esta noite choveu e hoje promete mais. Uma parte da ornamentação das ruas está danificada.

Festas do Povo de Campo Maior - 5, as "Mourarias"

quarta-feira, 31 de Agosto de 2011, 8:08:09 | JúliaIr para o artigo completo
Vista geral da Rua da Mouraria de Cima
Pormenor da entrada da Mouraria de Cima
A entrada na Mouraria de Baixo
Pormenor da entrada da Mouraria de Baixo
A decoração de uma coluna da Mouraria de Baixo

Festas do Povo de Campo Maior - 4, Rua da Carreira

segunda-feira, 29 de Agosto de 2011, 14:19:32 | JúliaIr para o artigo completo
Vista geral
Pormenor da entrada
Pormenor do coração da entrada
Coluna da rua
Flor
Lenço
NOTA: Tudo isto estava assim na manhã de sábado, primeiro dia das Festas. Infelizmente, o "civismo" de algumas pessoas manifestou-se na falta de respeito pelo trabalho que estas Festa implicaram. Muitas flores já foram arrancadas ou danificadas e até já funcionou o que designo por "brigada do alicate", ou seja, há gente que se mune de alicates para cortar os arames dos caules das flores, ficando a ornamentação gravemente afectada - até porque é impossível repor o que falta ou que está estragado.

sem sul nem norte - poemas ilustrados de António Garrochinho

Poesia Satírica

Vós, ó Franças, Semedos, Quintanilhas,
Macedos e outras pestes condenadas;
Vós, de cujas buzinas penduradas
Tremem de Jove as melindrosas filhas;

Vós, néscios, que mamais das vis quadrilhas
Do baixo vulgo insossas gargalhadas,
Por versos maus, por trovas aleijadas,
De que engenhais as vossas maravilhas,

Deixai Elmano, que, inocente e honrado,
Nunca de vós se lembra, meditando
Em coisas sérias, de mais alto estado.

E se quereis, os olhos alongando,
Ei-lo! Vede-o no Pindo recostado,
De perna erguida sobre vós mijando.

Do livro :"Poesias" - Círculo de Leitores
Concurso público salva Parque das Cidades Loulé - Faro
02-09-2011



O Parque das Cidades, entre Loulé e Faro, vai ser posto a concurso público para evitar mais despesas aos dois municípios. A alta despesa em manutenção pode colocar em causa a sobrevivência da empresa gestora e já há no país quem tivesse colocado o estadio à venda. A revelação é feita hoje no semanário "O Algarve".   
 
O jornal refere que o concurso público não impõe obras em concreto mas as autarquias de Faro e Loulé veriam com bons olhos uma proposta que incluísse a construção de um centro de congressos, um hotel e uma zona comercial, projecto cujo investimento global estimado atingiria os 100 milhões de euros
O concurso público internacional para a gestão e desenvolvimento do Parque das Cidades, entre Faro e Loulé, pode ser lançado em Outubro deste ano. A componente imobiliária continuará “de fora” e a eventual demolição do Estádio Algarve “não se põe”, disse ao semanário o Algarve Rogério Gomes.
Segundo o presidente do conselho de administração da empresa gestora do espaço, o concurso público “vai proibir” a construção de habitações, até porque o Parque das Cidades “é viável sem a componente imobiliária: foi pensado assim e não há nenhuma prova concludente a apontar o contrário”, sustenta.
A demolição da infra-estrutura desportiva, defende também Rogério Gomes, “é inviável”, até pelos custos inerentes a uma operação desse género: “demolir o Estádio Algarve custaria quase tanto quanto custou construí-lo”, defende.
O concurso público não impõe condições específicas, isto é, não define obras em concreto, e vai admitir propostas com outros projectos, para além dos já previstos no PDM – Plano Director Municipal e no PP – Plano de Pormenor para a área. Ou seja, há abertura para rever aqueles instrumentos de planeamento, “até ao limite do permitido pelo PROT - Plano Regional de Ordenamento do Território”, adianta o responsável.
No entanto, as autarquias de Faro e Loulé, apurou o Algarve, veriam com bons olhos uma proposta que incluísse a construção de um centro de congressos, um hotel e uma zona comercial, projecto cujo investimento global estimado atingiria os 100 milhões de euros.
O lançamento de um concurso público internacional para a gestão e desenvolvimento daquele espaço entre Faro e Loulé é uma forma de os dois municípios aliviarem a factura com a manutenção do Estádio Algarve, mas é simultaneamente a forma de dar continuidade ao projecto do Parque das Cidades.
Em Leiria, por exemplo, está a ser tentada outra solução para livrar o município dos encargos com outro dos palcos do Euro 2004: a autarquia vai tentar vender o estádio em hasta pública. E fá-lo assumindo um prejuízo de quase 40 milhões de euros – o estádio custou 100 milhões há sete anos atrás e a Câmara de Leiria está disposta a vendê-lo agora por 63 milhões.
O Estádio Algarve custa, em encargos com pessoal e juros dos empréstimos, mais de cinco mil euros por dia, suportados em partes iguais pelas câmaras de Faro e de Loulé.
As despesas de funcionamento da empresa Parque das Cidades rondam agora 300 mil euros por ano. Com a extinção da Empresa Intermunicipal Loulé-Faro, no final do ano, esse custo baixou de mais de meio milhão de euros para os actuais 300 mil.
O Parque das Cidades desenvolve-se numa extensão de 100 hectares, rodeado por uma área de protecção florestal de 120 hectares, onde não poderão surgir novas construções.
No projecto inicial, além do estádio, construído com vista a participação directa da região na organização e acolhimento do Campeonato da Europa de Futebol de 2004, estavam previstas infra-estruturas complementares, como um complexo desportivo, centro de congressos, Hospital Central e uma área verde polivalente, onde se incluía um jardim botânico e o circuito de manutenção, entre outras valências de carácter lúdico, desportivo e didáctico.
Observatório do Algarve

A beleza da diferença


Somos seres sociais: e, mesmo que inconscientemente, moldamos os nossos pensamentos e maneira de ser, pela sociedade na qual nos inserimos. O que nos leva muitas vezes a fazer uma separação das coisas desta forma: o que é normal aqui é o certo, as outras maneiras de viver estão erradas. Quando isso existe no nosso mundo diário, quando extrapolamos para outras culturas, as coisas tornam-se ainda mais radicais.

Julgamos culturas totalmente diferentes com os nossos olhos ocidentais. Como se fôssemos os donos da razão. Mas para poder "julgar" os outros temos que tirar a nossa capa de preconceitos. Olhamos para os países orientais e pensamos: «que monstros eles têm trabalho infantil. Em vez das crianças brincarem eles vão trabalhar com 12 anos». Mas temos que pensar que a realidade destes países é totalmente diferente da nossa. Cuidado, eu sou contra a exploração infantil. Mas percebo que naquelas condições é o único meio que aquelas famílias têm para se alimentar. É a única realiade que existe. E se pensarmos bem há 50 anos atrás, acontecia exactamente o mesmo no nosso país: os meus pais começaram a trabalhar aos 10 anos. E ainda hoje, em França por exemplo, apontam-nos o dedo pela nossa exploração infantil!

Antes de julgar e criticar, temos que tentar ir mais longe e perceber as outras culturas. Na China comem cão e gato? E depois? Estes animais são considerados lá alimentos e não animais domésticos! Na Índia a vaca é sagrada, e isso faz de nós portugueses umas bestas por comer bitoques? Em África e no Médio Oriente, as mulheres não têm os mesmos direitos que os homens, mas já pensaram que são elas próprias que incentivam esse papel social. Que a grande maioria não vê mal nenhum nisso? Porque é simplesmente a sua cultura?

Não devemos julgar a nossa cultura superior às outras. Somos simplesmente diferentes. E isso é que faz a beleza do mundo. Há injustiças no mundo, claro. Claro que temos que lutar contra elas. Mas em vez de julgar, temos que aprender a conviver com a diferença...

Um Rico Senhor no País das Maravilhas


Depois de confirmar que é autêntico, passo a transcrever este requerimento, tal como chegou à minha caixa de correio (e-mail). A ser verdade, o senhor Américo Amorim não será apenas o homem mais rico de Portugal, cuja fortuna e património ficaram livres de serem tributados, por obra e graça dos fastios do senhor Coelho, mas será também o respeitável beneficiário - entre mais uns quantos – de um monumental logro, que só é possível ter acontecido com muitas cumplicidades, e que só a muito custo chegou ao domínio público. Américo Amorim já veio desmentir que tenha havido artimanha, garante que mal conhece o BPN e nunca recorreu aos seus serviços. Porém, considerando que até agora, já me obrigaram a “contribuir” com perto de 1.000 euros, não sei se para tapar as “colossais” crateras do BPN, se para engrossar o mealheiro do senhor Amorim, é óbvio que também estou interessado em saber como isto vai acabar, ou se não acabou já, sem disso nos apercebermos.
Então vejamos:
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«Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República
O Bloco de Esquerda tomou conhecimento, através da comunicação social, da possível existência de um crédito concedido pelo BPN à Amorim Energia para a compra de uma participação na Galp.
Segundo a notícia, o crédito, da ordem dos 1600 milhões de euros, teria sido concedido pelo BPN à Amorim Energia em 2006, antes do processo de nacionalização. A mesma fonte avança que o empréstimo não chegou a ser pago pela holding ao BPN, mantendo-se assim a divida de 1600 milhões de euros durante todo o período em que o Banco esteve na posse do Estado.
Acresce a esta informação o facto de a Amorim Energia ser uma holding detida, não apenas por Américo Amorim, mas que tem como accionistas a Santoro Holding Financial, de Isabel dos Santos, e a Sonangol. Como é conhecido, a Santoro Holding Financial, para além de accionista da Amorim Energia, é também accionista maioritária do Banco Internacional de Crédito, a quem o Estado irá vender o BPN. Desta forma, a venda do BPN, com os seus créditos, ao BIC, poderá implicar que o crédito de 1600 milhões de euros seja pago pela Amorim Energia a um banco que tem como principal accionista a própria devedora.
A confirmar-se, a situação acima descrita configura mais um episódio inaceitável de falta de transparência associado ao processo de reprivatização do BPN. O Banco Português de Negócios, nacionalizado em 2008, representa, neste momento, cerca de 1000 euros por contribuinte em Portugal, e um prejuízo directo para o Estado de pelo menos 2,4 mil milhões de euros.
Em nome da transparência e do direito à informação que assiste a todos os contribuintes que pagaram e estão a pagar o prejuízo do BPN, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda gostaria de ver esclarecidas algumas questões relacionadas com a situação acima descrita.
Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério das Finanças, as seguintes perguntas:
1. Confirma o Governo a existência de um crédito, por liquidar, da Amorim Energia ao BPN? Em caso afirmativo, qual o seu valor?
2. Caso exista, como explica o Governo a não execução do referido crédito para fazer face aos prejuízos associados ao BPN, durante os anos em que o banco esteve na posse do Estado?
3. Confirma o Governo que o referido activo se encontra num dos três veículos constituídos pela Caixa e transferidos para o Tesouro?
4. Perante o cenário de venda do BPN ao BIC, qual a situação do referido activo? Ficará em posse do Estado ou será incluído no pacote a privatizar?
5. Pode o Governo divulgar a lista de todos os créditos, incluídos nos veículos transferidos para o Tesouro, acima dos 250 milhões de euros?

Palácio de São Bento, 08 de Agosto de 2011.
O Deputado
João Semedo»

NEM O PAI MORRE NEM A GENTE ALMOÇA


Mas que diabo! Nunca mais põem a mão no homem!? Está o prato quase pronto para começar a ser limpo e não há maneira de se verem livre o (ex) aliado que agora mais não é que um empecilho a uma refastelada refeição ocidental. O que vale é que a comida em questão não se estraga com facilidade e pode sempre esperar para ser saboreada.

E pronto, lá vem a gasta conversa anti-imperialista. Terão razão os que pensam assim. Mas é uma conversa tão gasta quanto o filme a que tenho assistido ao longo das últimas décadas, com um final tão previsível quanto desprezível. Ganham sempre os mesmos.

Ainda assim, as últimas sequelas (no Norte de África e na Síria) têm-nos revelado uma mudança de táctica. Já não se intervém directamente nos rentáveis palcos geoestratégicos (fica mais caro e provoca muitas baixas), optando-se antes pela agitação dos famintos e pelo armar das revoltas, com empurrões (bombardeamentos) aqui e ali para agilizar o processo, um pouco à imagem do que fizeram os americanos, por exemplo, na América Latina no século passado.

Mas fica a promessa. Quando o braço militar dos interesses económicos ocidentais (leia-se NATO) libertar um desinteressante país da África Subsariana (por exemplo) do seu ditador de conveniência eu prometo que, satisfeito, troco a cassete.
 
Blog O homem das tabernas

Mercedes Sosa – Ser comunista ou não ser


“A semente do meu comunismo vem de uma pergunta que ao longo do tempo se renova: Por que há pessoas que nascem sem nada, castigadas pela miséria e pela fome e outras que nascem com tudo e com a possibilidade de se desenvolver intelectualmente?”
“Se é verdade que, como dizem, o capitalismo controla grande parte do mundo, bem, esse capitalismo é o responsável por tanta escravidão, tanta fome e tanta mortalidade infantil.”
“Sim, a direita existe, sem dúvida, e como existe! E com ela o capitalismo, que todo o tempo vive dizendo que não existe mais esquerda.”
“Do jeito que vão as coisas, se fosse verdade o que não é verdade, quero dizer, se fosse verdade que não há mais esquerda, teríamos que inventá-la urgentemente!”
Hoje a nossa amiga Mercedes Sosa não veio aqui para cantar, mas para falar. Estas quatro frases são excertos de uma entrevista que faz parte da sua biografia “Mercedes Sosa – La Negra”, escrita por Rodolfo Braceli. Um dos meus leitores brasileiros e autor de letras de canções, Léo Nogueira, dono de um excelente blog, “O X do poema”,  fez a tradução para português, que pode ser lida AQUI.
Vem isto a propósito do facto de, dentro de poucas horas, ir fazer uma visita à Festa que me proporcionou, há muitos anos (1979, Alto da Ajuda), ouvir Mercedes Sosa cantando ao vivo. E como cantou!

João de Deus Pinheiro – O aceitante


O bon vivant João de Deus Pinheiro, bem poderia limitar-se a achar as bolas de golfe que atira para a água, ou para o meio das árvores... mas não. Também acha outras coisas e, infelizmente, partilha os seus achados. Recentemente fez dois:
1. Acha que deve ser aumentada a idade da reforma e que as pensões devem ser «menos generosas».
2. Decidiu que não se deve dar muito crédito a «algumas coisas que se dizem sobre a degradação ambiental» e, na passada, defendeu a construção de centrais nucleares em Portugal, sob o pretexto de que é mais barata... os riscos são «perfeitamente aceitáveis».
Atendendo aos exemplos que nos são dados pelo recente desastre no Japão e pela longa lista de anteriores desastres, noutros países, com os mortíferos resultados que se conhecem; atendendo ao facto de mesmo os mais antigos acidentes em centrais nucleares continuarem a fazer vítimas entre os sobreviventes; atendendo ao facto de ainda ninguém saber o que fazer aos resíduos tóxicos que as ditas centrais produzem... a não ser depositá-los em países do terceiro mundo... não me parece que “aceitável” seja o melhor termo para classificar o risco nuclear.
Já muito "aceitável", extremamente aceitável, diria mesmo, é o volume de dinheiro, presentes vários e demais "argumentos", com que os investidores e “lobistas” da energia nuclear enchem os bolsos e as contas bancárias de figuras públicas e políticos da estirpe de João de Deus Pinheiro, para que andem por aí vomitando elogios à energia nuclear e ao carácter «perfeitamente aceitável» dos seus riscos.