NOTA


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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quotidiano

Sou eu. Sabes quem sou?
Não, não digas nada.
Sei apenas que estou
Acabrunhada.
E se inclino o rosto,
Se pareço uma pirâmide truncada
com sobrecasaca de frio,
é porque não gosto
de puxar o fio
à meada.

(Escadas escuras
subidas dia a dia.
Pernas cansadas
e solas gastas.
Harmonias acabadas
num gesto torvo.
Tremenda nostalgia
de iluminações vastas
e de calçado novo).

Pernas cansadas? Sim.
Magras? Talvez.
Aqui, onde me vês,
já fui assim
...roliça,
como bocejo na hora da preguiça...

Aqui, onde me vês,
não é a mim que me vês.
É a magricela
que sobe aquela
escada de sonhos desiguais
que me constrangem.

- E ainda para mais
os meus sapatos rangem.

Do livro: "Cem poemas Portugueses no Feminino"

 

Escândalo: trabalho escravo na roupa da Zara

Inditex já tomou medidas para corrigir a situação

O grupo espanhol Inditex, que detém a cadeia têxtil Zara, foi abalado por um escândalo internacional, depois de se saber que foi usada mão-de-obra escrava no fabrico de algumas das suas roupas.

A empresa comprou roupas fabricadas no Brasil por imigrantes bolivianos e peruanos, cujas condições de trabalho se equiparam à escravatura, revelou a revista brasileira «Band».

Os repórteres da publicação acompanharam uma equipa de fiscais do Ministério do Trabalho que libertou 15 pessoas que trabalhavam em condições degradantes em dois ateliers clandestinos de São Paulo que produziam roupas para a AHA, fornecedora da Zara.

Os imigrantes estavam a ser sujeitos a dias de trabalho de 16 horas, em troca de salários inferiores ao salário mínimo do país (a rondar os 300 euros por mês) e desse salário era ainda descontado o preço da viagem para entrar no Brasil, comida e outros gastos.

O grupo Inditex já negou qualquer responsabilidade nas irregularidades detectadas e diz que a AHA «violou seriamente» o Código de Conduta para Fabricantes. Por isso, a dona da Zara já tomou medidas para que a AHA pague compensações económicas aos trabalhadores explorados e se comprometa a corrigir as condições de trabalho naqueles dois ateliers ilegais.

Governo vai criar mais três "Tachos” para o Futebol…. os laranjas e os vampiros são perigosos e então este RELVAS é um desalmado !

Governo vai criar mais três "Tachos” para o Futebol….

Miguel Relvas anuncia constituição de três “tachos” de trabalho para avaliar futebol profissional!!??
Podiam criar  mais umas equipas de futebol, pagas com dinheiro dos nossos impostos..... 
 O Alberto João já tem duas na Madeira, á custa dos "cubanos do continente"............
"O primeiro “tacho”de trabalho que será coordenado por José Luis Arnaut (aquele, que comparou Sócrates com o Drácula, quando foi jurar fidelidade ao “Africanista de Massamá” a Portalegre), o segundo será dirigido por Paulo Olavo Cunha (amigo e companheiro de ideais do ministro dos “tachos",o terceiro “tacho” de trabalho terá como coordenador João Leal Amado, (amigo de há largos anos do”Africanista”)…
... E ao menos um grupo para combater a corrupção e o compadrio!
Estes três “tachos” de trabalho vão chegar á conclusão de sempre…. Nenhuma!
Dizem que é preciso cortar na despesa do estado. Quanto é que se vai gastar nisto para dar em… nada? É só criar tachos e mais tachos para os amigos, “tachos” de investigação, “tachos” de orientação, “tachos” de fiscalização, “tachos” de mediação, “tachos” de fundação, “tachos” de sinalização….falavam estes dos “tachos” do Filósofo de Paris……

Quarta-feira, Agosto 31, 2011


A República Prostituta da Madeira

A estratégia de utilizar a ameaça da independência como forma de os governantes da Madeira conseguir mais dinheiro dos contribuintes do resto do país é tão velhinha quanto a autonomia regional, mas desta vez o Alberto João não acenou com o perigo do independentismo, ele próprio fez a ameaça, ou permitimos que a Madeira ganhe dinheiro com os esquemas de evasão fiscal do Continente ou coloca-se a questão da independência.

Em qualquer país civilizado este político seria banido, mas como Portugal é o país que é o senhor continua a exibir a sua bazófia e ainda se permite usar os dinheiros públicos para perseguir judicialmente jornalistas e quaisquer políticos adversários ou cidadãos comuns que o critiquem. Como para este senhor os dinheiros públicos abundam ainda os usa para ter um jornal privativo onde pode perseguir todos os que se lhe atravessem no caminho, sejam os “ingleses” ou os “colonialistas do contenente”.

Isto é possível devido a duas razões, a cobardia do PSD nacional que não só lhes permite os desvarios como ainda o exibe como modelo de virtudes nacionais e o oportunismo social de uma classe média madeirense enriquecida pelo poder graças aos dinheiros que os esquemas do Alberto conseguem.

Não admira que sejam poucos os madeirenses que ousem vir a público questionar o seu discurso, uns por cobardia e outros por conivência preferem o silêncio. Quanto à cobardia pouco há a dizer, o fenómeno não é novo no país, foi essa cobardia que levou a que a ditadura se prolongasse por quase cinquenta anos. Já quanto aos que são conivente com o Alberto João a questão roça o indigno.

Quando Alberto João acena com a independência caso não sejam mantidos os privilégios da zona franca está a dizer que para os madeirenses que o seguem a independência não é uma questão de princípios, é uma questão de preços. Enfim, talvez um dia tenhamos o mais original dos países independentes, a República Prostituta da Madeira.

MINISTRA DA AGRICULTURA RECONHECE ALARGAMENTO DE PRAZOS NO ALQUEVA -«Para concluir o Alqueva estão previstos investimento de cerca 300 milhões de euros. Nem eu nem o ministro das Finanças temos no bolso 300 milhões de euros», afirmou a ministra ao Expresso, - HÁ POIS É ! MAS HÁ QUEM TENHA ROUBADO MAIS DO QUE ISSO !

 

Ministra da Agricultura reconhece alargamento de prazos no Alqueva

2011-08-29


O projecto de regadio do Alqueva vai ser concluído, mas «possivelmente» não em 2013, ano previsto para a sua conclusão. A explicação foi dada por Assunção Cristas, Ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, em entrevista dada ao Expresso deste Sábado. Segundo a responsável da pasta da Agricultura, as verbas necessárias para concluir o projecto estão no cerne do possível alargamento temporal do projecto.
«Para concluir o Alqueva estão previstos investimento de cerca 300 milhões de euros. Nem eu nem o ministro das Finanças temos no bolso 300 milhões de euros», afirmou a ministra ao Expresso, lembrando ainda que a dívida da EDIA, empresa que gere a infra-estrutura do Alqueva, ronda os 600 milhões de euros.
Por agora, Assunção Cristas frisou a importância de analisar o que foi feito com os hectares que já têm regadio, e mostrar esses resultados ao País. «Parece-nos muito mais importante saber isso do que saber se conseguimos concluir em 2013, 2014 ou 2015», sublinhou. A governante colocou ainda em cima da mesa a possibilidade de extinguir a EDIA, quando terminar o projecto.
Em Julho, o presidente da EDIA, Henrique Troncho, cujo mandato terminou em Dezembro de 2010, dizia ao jornal Água&Ambiente que a sua permanência à frente da empresa estava dependente do que a tutela queria para o seu futuro. «Se for para fechar a loja, não contem comigo», avançou.
Na entrevista, a ministra falou ainda dos compromissos do Ministério em fundir institutos, com especial destaque para a possível junção entre o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) e a Autoridade Florestal Nacional. «Quando falamos em juntar numa entidade nova as florestas e a conservação da natureza estamos a juntar matérias que às vezes eram conflituantes mas que têm muito mais em comum do que o que as afasta», afirmou Assunção Cristas. A responsável afirmou ainda que a decisão sobre o futuro das Águas de Portugal está para breve.

A POLÍTICA DOS ESTRAGA - ALBARDAS CONTINUA A ATACAR AS AUTARQUIAS - Governo quer reduzir o número de vereadores autárquicos

Universidade de Verão do PSD

Governo quer reduzir o número de vereadores autárquicos

31.08.2011 -Por Luciano Alvaro- Publico
Milguel Relvas Milguel Relvas (Foto: Miguel Manso)
O Governo quer aprovar uma nova Lei Eleitoral Autárquica que permita reduzir o número de vereadores. O anúncio foi feito hoje por Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, na Universidade de Verão do PSD, que decorre até ao próximo domingo em Castelo de Vide.
“O Governo irá desenvolver todos os esforços junto dos partidos parlamentares para que seja possível aprovar uma nova Lei Eleitoral Autárquica, alterando o método de eleição, reduzindo o número de vereadores e reforçando os poderes da fiscalização das assembleias municipais”, relevou Miguel Relvas.

Para o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, “os municípios terão também de acompanhar este esforço de racionalização ao nível da sua organização interna”. “A título de exemplo, basta referir que existem no actual modelo de poder local 2078 eleitos, entre presidentes e vereadores, e quase três mil dirigentes. Repito: três mil dirigentes. Este notório excesso de funcionários para a dimensão do território resulta de uma acumulação de erros ao longo da última década e impõe-se agora corrigi-los com determinação”, acrescentou.

Miguel Relvas lembrou que o Governo assumiu perante os portugueses o compromisso de executar uma reorganização administrativa local até Junho de 2012 e que “está em condições de apresentar as bases dessa reforma e os princípios orientadores”.

Uma reforma administrativa que, segundo Relvas, é constituída por quatro eixos de acção: “A reforma do sector empresarial local; a reorganização do território; a adopção de um novo modelo de gestão municipal, intermunicipal e de financiamento dos municípios e das associações intermunicipais e a reforma da Lei Autárquica no âmbito da democracia local”.

Governo fala em "nível excessivo de freguesias"

O ministro anunciou também que “serão criados limites legais à criação de novas empresas municipais para travar o crescimento contínuo do sector empresarial local”. “O Governo decidiu suspender a criação de novas empresas até que a avaliação do sector empresarial local esteja concluída e irá enviar brevemente à Assembleia da República uma proposta com o novo enquadramento legal sobre a criação e o funcionamento de empresas, fundações e outras entidades semelhantes pela administração local”, acrescentou.

A nível da organização do território, Miguel Relvas disse ser “necessário reconhecer que existe em Portugal um nível excessivo de freguesias, 4259”. “Em nome da gestão e da sustentabilidade financeira será necessário proceder à aglomeração de freguesias, tendo em conta uma nova abordagem”, revelou.

O ministro salientou ainda que “este é o tempo certo para apresentar um novo modelo de gestão municipal, intermunicipal e financiamento”. “É o tempo certo para ser mais eficaz e para os municípios integrarem políticas, ganharem escala e pouparem recursos com vista à sustentabilidade.”

Para Miguel Relvas, “o actual modelo de poder local esgotou-se” e “precisa de um novo paradigma”.

ENTÃO SRº PRIMEIRO MINISTRO, O ALBERTO JOÃO NÃO É DO SEU PARTIDO ? ENTÃO SRº PRESIDENTE DA REPÚBLICA QUE DIZ A ESTE CAMBALACHO ? - TROIKA DESCOBRE NOVO BURACO DE 223 MILHÕES NA MADEIRA

'Troika' descobre novo buraco de 223 milhões na Madeira

'Troika' descobre novo buraco de 223 milhões na Madeira
Os prejuízos de uma empresa que construía estradas foram parar às contas do Estado. Por causa disso, o défice nacional pode passar a barreira dos 6% em vez de ficar nos 5,9% previstos
O défice público nacional deste ano vai sofrer um desvio por causa da Madeira, não de 277 milhões de euros como disse a troika a 12 de Agosto mas sim de 500 milhões, revelou fonte oficial da Comissão Europeia.
Hoje, o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, levantará o véu sobre os futuros sacrifícios a pedir aos portugueses, sabendo já que a situação financeira ruinosa de uma empresa detida pelo Governo Regional madeirense e a extinção de uma sociedade que promovia obras rodoviárias em regime de parcerias público-privadas (PPP) são responsáveis por um agravamento do défice nacional equivalente a 0,3% do produto interno bruto

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Inefável jornada


Se tudo tivesse acontecido do jeito que imaginávamos, como saberíamos o que sabemos hoje? Se a vida tivesse seguido sempre conforme o planejado, como saberíamos que a vista desse lado é tão bonita, se nem imaginávamos que houvesse vista desse lado? Nem sonhávamos que houvesse uma outra vista, além daquela que conhecíamos.
E se tivéssemos decorado as falas e as cenas fossem sempre as mesmas? Não teríamos aprendido a atuar durante o imprevisto, o inesperado; não aprenderíamos a remar diante de águas adversas com a destreza não de quem conhece o inesperado, mas sim, com a destreza de quem conhece a si mesmo.
Se a vida tivesse seguido seu curso reto, não teríamos vislumbrado a majestosidade da curva, não teríamos aprendido a lidar com as iniquidades.
Se nossos cálculos tivessem sido exatos, não conseguiríamos hoje imaginar as inúmeras probabilidades e suas variáveis, suas nuances e inexatidões, não teríamos aprendido que a vida tem várias vertentes e muitos braços.
Se tivéssemos nos limitado a atravessar o deserto como queríamos no início, não teríamos conhecido os rios, as brumas, os mares, florestas, geleiras e oceanos; não teríamos nos encharcado nas chuvas das paixões, nas torrentes de amor úmido. Não teríamos ferido nossos corpos com espinhos, nem sentido o perfume da flor exótica.
Não.
Se a vida nos tivesse sido precisa, lógica, pensada, calculada e obtida, não teríamos chegado tão longe, nem saberíamos o quanto de coragem habita em nós; tampouco saberíamos que tipo de alma é a nossa. Ficaríamos boiando no lago raso e tranquilo, sob o sol morno, embalados pela brisa ilusória do remanso. Jamais mergulharíamos ou sentiríamos a água cobrindo nossos cabelos. Nem saberíamos a quantidade de força que temos dentro de nós, para nos manter vivos por dias e dias naufragando em busca da terra. Não sentíriamos a euforia inebriante de ter vencido uma luta sangrenta.
Se tivéssemos permanecido naquele torpor sonolento, deitados à relva macia, não teríamos aprendido a andar como cegos na escuridão, enxergando através da pele, nem teríamos aguçado nossos instintos para o perigo. Não teríamos nunca compreendido o momento fatal de dilacerar a nós mesmos quando necessário.
Mas - e porque - nos lançamos ao viver e aceitamos morrer, eis que nos é dada a chance de conhecer o mundo, o homem e a vitória, através e apesar da nossa dor.

Liquidez para o Alberto João... Já!


Alberto João Jardim precisa urgentemente de liquidez para a Madeira.

Vamos dar liquidez ao Alberto João? .


Agora os ricos portugueses vão pagar a dívida à Tróika?

Deixa-me rir... deixa-me rir!!!

Mas o Presidente Cavaco não se ri. "Acredita" mesmo, ou sendo politicamente correcto, "tem porta aberta em Belém" para "o imposto" sobre os ricos.

Esta moda que começou nos EUA, atravessou o Atlântico e aterrou na Alemanha, Espanha e França, tem porta aberta em Belém. Até o António José Seguro já anda a estudar a situação, nem percebi se para rico se o imposto.

Não pensem que estou contra o imposto sobre os ricos. Mas quase de certeza estarei contra o que vai ser, se o for, estabelecido. Se for na base do IRS não vale a pena. Os ricos quase não pagam IRS.

Sejamos claros. Se o Sr . Américo Amorim ( a pessoa tida como mais rica no País) paga pouco mais do que eu de IRS, paga muito menos que um Herman ou que um MRS, meus caros amigos, não podemos chamar a isto um imposto sobre os ricos, estimado e pago na base do IRS. .

Um imposto sobre as fortunas com conta, peso e medida de acordo. Outra forma não passa de demagogia e propaganda.

Mas segundo li Cavaco Silva não quer esta via. Se até Medina Carreira discorda do Presidente é de se interrogar para onde caminhamos.

Deixem-se de fantochadas. Se o imposto é mesmo para ser a sério. Avancemos. Se é uma esmolinha, dispenso.

Os criminosos andam à solta

Os roubados são ameaçados e presos


No facebook vi descrições da indignação dos manifestantes em luta contra o Aumento dos Transportes devido à repressão policial. "Estou chocadissima!!!" diz uma das presentes no local. que esclarece "já fora da estação, a PSP a querer identificar um dos manifestantes" e perante a resistência em não se identificar "o polícia encosta a arma à sua cabeça". Perante esta atitude outro manifestante dirige-se ao polícia dizendo "que era exagerado a forma como estavam a exigir a identificação" então o polícia agrediu-o e, na luta, "rasgou-lhe o casaco". Então o agredido "retira o telemóvel e começa a tirar fotos, aí o agente perde a cabeça e entra em confronto a tentar tirar o telemóvel". "O filho do agredido, foi em defesa do pai" então "outro agente vendo o caso mal parado disparou um tiro e aponta a arma para os outros camaradas e obriga-os a estarem contra a parede tipo filme de gangsters. Resultado foram presos o resto do dia, foram para os calabouços".




O incrivel é que tudo isto se passou depois da manifestação ter terminado. Conta uma das manifestantes: "Uma parvoíce porque tudo estava terminado, mas alguém acima deve ter exigido mais acção aos agentes que se tinham limitado a pedir para sairem da linha...Ainda estou a tentar digerir esta situação que mais me pareçe uma cena do tempo da outra senhora!!! Como é possivel??? Imperdoável a atitude da autoridade..." A manifestante termina a narrativa dizendo que a polícia "apesar de estar a cumprir ordens teve uma dose excessiva de brutalidade que ultimamente parece ser a imagem de marca para quem luta pelos seus direitos e não para os verdadeiros criminosos!" De facto, que rouba o país, os pedófilos, os corruptos, são bem tratados e os roubados, os que protestam por serem vítimas, são, ameaçados com armas encostadas à cabeça colocados contra a parede, presos e espancados. É a democracia de que tanto se vangloria a direita ao serviço dos exploradores.




AS FAMIGERADAS FLOREIRAS FEIAS E ANTI- ESTÉTICAS DO EX-PRESIDENTE DA CMF JOSÉ VITORINO AGORA LUTADOR DAS CAUSAS PERDIDAS AINDA DÃO QUE FALAR. FORAM GASTOS MUITO MAIS DE MEIO MILHÃO DE EUROS COM ESTA MONUMENTAL ASNEIRA E NUNCA FORAM APURADAS RESPONSABILIDADES SOBRE TAL NEGÓCIO.

Câmara oferece floreiras
Em 2003, o Município de Faro lançou concurso público para a Requalificação das Zonas Pedonais da Cidade de Faro, com a introdução de 850 floreiras, nas ruas e largos da cidade de Faro.
A colocação de laranjeiras nas floreiras representou um investimento de cerca de 430 mil euros. Muitas não chegaram a ser usadas. Outras foram votadas ao abandono em caminhos rurais.
Volvidos todos estes anos, verifica-se que o investimento efectuado não logrou alcançar os objectivos de requalificação do ambiente urbano da cidade, antes promoveu o seu desprestígio, sendo hoje notória a sua degradação e fraca utilidade para a cidade.
Nesse sentido, dado o assinalável custo de manutenção associado a este tipo de equipamento não mecanizável, pretende a edilidade lançar um procedimento de oferta de 250 floreiras, que na sua maioria não chegaram sequer a ser utilizadas, com vista a permitir uma melhoria dos jardins particulares, de estaleiros e outras instalações.
O material será fornecido para levantamento no Cais Comercial e no Montenegro, sendo o transporte por conta dos beneficiários. Excepcionalmente, poderá a carga ser suportada pelo Município.
Todos os interessados, poderão contactar directamente o Gabinete de Apoio ao Presidente, através do e-mail: gap@cm-faro.pt ou do telefone 289 870 036.

Consultório do Consumidor DECO/Algarve
Sabe quando tem de revalidar a carta de condução?
30-08-2011

A Lei mudou sobre as idades para revalidar a carta de condução. Há multas para quem deixar passar os prazos. Confira aqui.  
 
Se tiver dúvidas sobre o período em que terá de renovar a carta de condução, que pode não coincidir com a data impressa no título, a DECO informa:
No ano de 2008 entrou em vigor legislação que introduziu alterações nas idades em que se deve proceder à renovação das cartas de condução. Ou seja, o documento deverá ser revalidado independentemente da validade averbada no mesmo.
No caso dos condutores de veículos das categorias A, B e B+E, e das subcategorias A1 e B1, a carta de condução é revalidada aos 50, 60, 65, 70 anos e posteriormente de dois em dois anos.
Os condutores de veículos das categorias C e C+E, e subcategorias C1 e C1+E, terão que renovar a sua carta de condução aos 40, 45, 50, 55, 60, 65, 68 anos e posteriormente de dois em dois anos.
Para os condutores de veículos das categorias D e D+E, subcategorias D1 e D1+E e da categoria C+E, cujo peso bruto exceda os 20.000 kg a renovação do documento terá que ser feita aos 40, 45, 50, 55 e 60 anos.
Quem ainda não completou os 60 anos não está necessariamente em incumprimento. Um cidadão que nasceu em 1956 só tem que revalidar a carta em 2016.
Por isso a DECO aconselha os Consumidores a consultar as tabelas do IMTT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres) para esclarecer qualquer dúvida ou a usar o simulador, aqui.
A associação de defesa dos consumidores conselha ainda a utilizar o prazo que a lei concede e proceder à revalidação da carta de condução durante os 6 meses que antecedem o dia em que completa as idades obrigatórias.
Se deixar passar o prazo de renovação, está sujeito a uma coima entre €120 e €600. Após dois anos sem revalidar, precisa de um novo exame prático de condução para voltar a conduzir.
Se for portador da carta de condução de modelo comunitário, pode fazer o seu pedido de revalidação através dos Serviços em Linha do IMTT, para isso necessita apenas da senha de acesso às declarações eletrónicas da Direção-Geral dos Impostos ou Cartão de Cidadão.
Assim evita as filas e ainda obtém um desconto de 10% sobre as respetivas taxas.
'consultorio-deco' 'trânsito' 'leis'
Observatório do Algarve

DEIXEM-ME RIR !!! - VIA DO INFANTE - ALGARVE


Maioria dos autarcas contra pagamento na Via do Infante
29-08-2011

A poucos dias do mês em que o Governo tenciona avançar com as portagens na Via Infante (A22) os autarcas algarvios afirmaram manter-se contra a solução, embora alguns confessem que o processo é irreversível.  
 
Seis manifestações depois e já com pórticos e tabelas com preços tapados espalhados ao longo da estrada que liga Vila Real de Santo António a Lagos, falta apenas ao Governo anunciar a temida data.
Os atrasos na requalificação da EN 125, que alguns não consideram uma alternativa viável mesmo depois de melhorada, fazem os autarcas temer um regresso aos anos negros de sinistralidade.
Mas se ainda há aqueles que acreditam ser possível inverter a introdução de portagens, outros, como os presidentes de Albufeira, Loulé, Faro e Vila Real de Santo António (PSD), consideram que pouco há a fazer para demover o Governo.
O presidente de Loulé, Seruca Emídio, que propõe um sistema de pagamento com vinhetas, diz que “o destino está traçado”, opinião partilhada por Desidério Silva, de Albufeira, que acha que vai ser “difícil contrariar” as portagens.
O presidente de Faro, Macário Correia, frisa, por seu turno, que não deixou de contestar as portagens devido à mudança de governo, mas assume considerar “não haver condições para o Algarve se opor” ao processo.
Também os socialistas Júlio Barroso, de Lagos, apesar de ser contra, acha não há condições para recuar, tal como Francisco Leal, de Olhão, que considera o processo “irreversível” e diz que os protestos “não levam a sítio nenhum.”
Menos conformados estão os sociais-democratas de Alcoutim, Francisco Amaral, que defende que a EN 125 “será sempre uma rua, por muitos arranjos que se façam”, e o “vizinho” de Castro Marim, José Estevens, que não a considera uma alternativa viável.
Também Manuel da Luz (PS), presidente da autarquia de Portimão, não aceita as portagens porque, afirma, nem mesmo a EN125 requalificada “representa uma alternativa”.
O presidente da Câmara de Aljezur, José Amarelinho, (PS) diz mesmo recusar-se “a aceitar a inevitabilidade” e lamenta a “resignação” a que os algarvios se remeteram quanto ao tema das portagens.
“Não me parece que as pessoas estejam muito preocupadas. Veja-se a “rentrée” política do PSD no Pontal. Na prática, naquela noite, três mil algarvios validaram a introdução de portagens na Via Infante sem ser necessário falar disso”, critica.
Os presidentes socialistas de São Brás de Alportel, Tavira e Vila do Bispo afirmam também manter-se fiéis ao “não”, com este último, Adelino Soares, a avisar que “não vai fazer barulho só por fazer” e que as portagens não são uma “guerrilha partidária”.
Observatório do Algarve

Imposto sobre os ricos - Regressando à normalidade


No que respeita aos “temíveis” impostos sobre os ricos, por cá, alguns desses ricos nem querem falar do assunto, o Joe Berardo fala, mas não se percebe uma palavra do que diz, o Amorim diz que é um trabalhador e não é rico, outros debitam frases de belo efeito enquanto vão montando sedes das suas empresas em paraísos fiscais, para fugir aos impostos, Cavaco emite uns grunhidos, o Governo vai pensar, o Seguro está a ficar rouco...
Entretanto, lá por fora, onde esta “ciguêra” começou, com o número cómico de meia dúzia de ricos a "querer" pagar mais impostos, as notícias, como se pode ler, já estão a voltar à normalidade:
Quanto a Sarkozy e Merkel, resta saber até quando vão aguentar este número de “cara séria”, antes de se desmancharem a rir... e confessarem que foi tudo a brincar.
Taxar a sério os muito ricos! Então... podia lá ser?!!!

Ler com muita atenção porque o debate é inadiável

Nenhum dos dois partidos centrais do sistema, quase sempre de acordo na política europeia, antecipou os perigos da integração e da participação no euro para uma economia periférica e uma sociedade civil fraca como a nossa. Viveu-se durante anos apenas no presente e do presente. Mas agora tornou-se mesmo necessário fazer um diagnóstico cortante: o grande desígnio nacional de desenvolvimento pela europeização falhou com estrondo em 2011. Pode até dizer-se que foi bom enquanto durou. Mas agora acabou (…) Necessitamos de preparar a eventual saída do euro, numa Europa que parece apostada em criar uma espécie de euro 2, limitado às economias mais fortes e complementares. Mas este Governo não o admitirá nunca. No entanto, o lançamento de um debate nacional sério sobre o tema não prejudicaria o nosso debilitado poder negocial, antes pelo contrário (…) O importante é pensar que existe uma saída para a nossa crise e que ela passa por um novo desígnio nacional que assuma o refluxo da europeização - não necessariamente o fim da UE - e se centre na nossa própria dimensão colectiva. Esse novo desígnio não encontrou ainda os seus intérpretes políticos. Eles não estão certamente no actual Governo e também não se vislumbram ainda na oposição. Mas acabarão por surgir.

João Cardoso Rosas
blog Ladrões de bicicletas

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Insularidade

Uma ilha mente.
Uma ilha é um obscuro ventre de inacessível
ouro derramado,
incandescente.
Os nervos estremecem ao fundo das crateras.
O sangue corre pelas ribeiras onde enlouqueci,
na fermentação das canas,
alheio às conspirações.
Os filhos esquecem a minha arte sem doçura,
recusando o fruto.
As vinhas apodrecem e nem o sonho as
devolve.
Há um amargo caule que mergulha na
exactidão da lava,
corolas silenciosas, por florir.
É sempre tarde quando amanhece na
orquídea.

Do livro: "Paixão e Cinzas"
Os códigos de barras estão presentes em quase tudo e são um símbolo de nossa civilização consumista. Encontramos os códigos em: embalagens de alimentos, roupas, acessórios e até em gente. Sim tem um rapaz aqui em Natal que tem um código de barras tatuado na nuca.

Porém são tão comuns que muitas vezes nem percebemos sua existência pensando nisso (eles sempre eles) os japoneses ou melhor a empresa Japonesa D-Barcode fez uma reformulação radical e os códigos de barras passaram a ser cheios de arte e criatividade.


codigo-barras

Imagem: d-barcode.com

As cores republicanas no barrete do campino ribatejano


O campino do Ribatejo tal como actualmente o conhecemos, altivo na sua montada, com o seu pampilho, apresenta-se invariavelmente com o seu colete encarnado, faixa vermelha à cintura, calça azul e meias brancas até ao joelho, jaqueta e sapato de prateleira com esporas. Ao invés de outros trabalhadores rurais da mesma região, usa barrete verde com orla a vermelho, sugerindo as cores da actual bandeira nacional.
O barrete é, desde tempos muito recuados usual em diversas regiões do nosso país, quer no meio rural como ainda entre as comunidades de pescadores. No Minho, apesar da indústria de chapelaria que se desenvolveu em Braga nos meados do século XIX, a qual levou à difusão em toda aquela do característico chapéu braguês, o barrete continuava a ser utilizado nas tarefas diárias da lavoura.
Originariamente, todos os barretes eram pretos ou cinzento-escuro, independentemente do grupo social ou a região do país em que eram utilizados. Ainda hoje os podemos encontrar com relativa facilidade entre os pescadores da Nazaré e da Póvoa do Varzim ou até na região saloia. Porém, apesar de se pretender preservar aquilo que foram os usos e costumes de uma determinada época, geralmente dos finais do século XIX e começos do século XX, também o traje tradicional tem sido permeável às modas e a outros interesses que o levam a registar modificações que, não raras as vezes chegam até nós como o que existe de mais genuíno.
Seria extensa a lista de exemplos que poderíamos enumerar para descrever as alterações que ao longo dos tempos se tem registado no traje tradicional, para já não falarmos de outros aspectos relacionados com o folclore como as coreografias, os instrumentos utilizados e os próprios cantares. Bastará, apenas, referir o tamanho das saias que outrora se usavam comparados com o que por vezes é exibido actualmente, as formas estilizadas e os tecidos. Muitas dessas alterações não estão apenas relacionadas com as influências exercidas pela moda mas ainda com a sua utilização para fins de propaganda turística e até política, como sucedeu em grande medida durante o período do Estado Novo.
Sucede que, faz precisamente cem anos que foi instaurado em Portugal o regime republicano. E, como é sabido, o Ribatejo constituía uma das regiões de maior implantação política dos republicanos da altura. De resto, foi um ribatejano de seu nome José Relvas, quem hasteou a bandeira do novo regime nos Paços do Concelho, em Lisboa. Na verdade, a bandeira hasteada pertencia a um pequeno grupo político, o Centro Democrático Federal, pois a bandeira tal como a conhecemos só viria a ser concebida e aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte no ano seguinte.
Inspirados pelo famoso quadro “A Liberdade guiando o Povo” de Eugène Delacroix, os republicanos criaram uma figura alegórica para representar a República, um tanto à semelhança do que fizeram os franceses ao conceberem a sua Marianne. O modelo então escolhido foi uma jovem alentejana de Arraiolos, de seu nome Irene Pulga. E, tal como os franceses fizeram com a Mariana, colocaram-lhe sobre a cabeça um barrete frígio.
O barrete frígio é assim designado por ter sido primitivamente usado pelos habitantes da Frígia que constituía uma região da Ásia Menor, sensivelmente onde actualmente se encontra a Turquia. Os republicanos franceses adoptaram-no, sob a cor vermelha, como símbolo de liberdade. Aliás, da mesma forma que, nos finais do século XIX, foram os caçadores alpinos franceses os primeiros a adoptar a boina basca, alterando-lhe a cor para azul-escuro, tendo passado a constituir um acessório dos uniformes de inúmeras forças militares sob as mais diversas cores. De forma algo idêntica, também os republicanos portugueses viram certamente no barrete do campino ribatejano uma espécie de barrete frígio, genuinamente português, podendo ser-lhe introduzidas as cores da República.
Com o decorrer do tempo e a divulgação do folclore, mormente ao tempo do Estado Novo, a ideia do barrete verde viria a enraizar-se nos costumes ribatejanos e a tornar-se uma peça considerada genuína do traje do campino.

Autor: Carlos Gomes


reparo - poema ilustrado de António Garrochinho

ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO

Associação José Afonso‏
28/08/2011


É com enorme tristeza que a Associação José Afonso vos comunica o falecimento de um dos seus sócios-fundadores.
Natural de Setúbal, Vitor Serra era poeta e um incansável animador cultural: foi membro-fundador de vários grupos de teatro amador, colaborou em rádios locais, produziu e participou em inúmeros espectáculos musicais e recitais de poesia, tendo também ocupado cargos de direcção no Clube Recreativo Palhavã e Círculo Cultural Setúbal, onde dinamizou o festival “Cantar José Afonso”, que se realizou de 1988 a 1996.
O funeral realiza-se amanhã, às 15h, em Palmela.

Para onde vai o riacho
Que corre pela nossa vida ?
E que podemos fazer para encantar
Este silêncio que parte todos os dias à nossa frente
Enquanto esperamos que o vento nos abrace.

Victor Serra

Pela Direcção da

Associação José Afonso

António Sequeira

ilusão - poema ilustrado de António Garrochinho

condenação - poema ilustrado de António Garrochinho

A Secreta Privacidade


Na altura em que ficámos a saber pelo Primeiro-Ministro Passos Coelho que os deputados não vão ter acesso ao inquérito ao caso das informações passadas à Ongoing por razões de segredo de Estado, surge mais uma notícia sobre as nossas secretas, agora por um jornalista do Público ter sido vitima de escutas ilegais. No primeiro caso é assustador que os nossos Serviços Secretos passem informação a uma empresa Privada, informações de tal importância e secretismo que nem os deputados possam ter acesso ao conteudo do inquérito mas vamos ficar à espera de ver se alguém é acusado e condenado neste caso. No segundo, que se prove que há escutas ilegais, sem mandato de nenhum juiz e que haja operadorss de telefones que forneçam os dados sem questionar.
Na altura que estes serviços foram criados muita gente levantou a questão do perigo da privacidade poder estar em risco para logo os nossos politicos no poder afirmarem que existiam todos os mecanismos que garantiam a segurança da informação. Pelos vistos ou se enganaram ou nos mentiram e ninguém pode estar seguro de não estar a ser escutado e vigiado simplesmente porque alguém assim o decidiu numa qualquer sala escura das nossas secretas. Que garantias posso eu ter, só por me dizer anti-NATO, ou anti-Capitalista que não tenho já um processo com o meu nome, não são os meus e-mails violados e os meus telefonemas escutados?
Noutros tempos chamava-se PIDE quem fazia este serviço, agora, com muito maior facilidade fornecida pelas novas tecnologias, chama-se outra coisa qualquer, mas a insegurança começa a ser a mesma e ainda agravada pelo facto de se saber que para além do Estado servem também interesses privados.
PS: Não vamos esquecer que este governo resolveu aceitar que os nossos dados sejam sempre enviados para os EUA sempre que algum de nós voe para a terra do Tio Sam.
blog Kaos

Por um bem maior...


Ao longo do tempo, tenho aprendido que as mulheres têm realmente uma característica que as destaca dos homens: o seu espírito de sacrifício. No geral, as mulheres sacrificam-se tanto pelos outros, de uma forma espontânea e natural. Sacrificam-se pela família, sacrificam a sua carreira pelos filhos, sacrificam momentos especiais pela sua relação, enfim. Os homens são mais egocêntricos e egoístas. Sem se darem conta por vezes, têm uma linha planeada e bem definida para a sua vida, e dificilmente fazem um desvio em nome de bens maiores ou da família... mesmo quando se trata de abdicarem de ninharias.

Estou a generalizar, como é óbvio. Porque existem homens que também se dedicam e se sacrificam pelos seus. Vão-me dizer que ninguém deveria ter que se sacrificar pelos outros, privilegiando uma área da sua vida e menosprezando outra. É verdade. Se vivêssemos num mundo perfeito. Mas há alturas da vida em que teremos sempre que nos sacrificar. E há homens que dificilmente vêem isso. Como o meu, que por vezes não tem as atitudes mais certas. Não é perfeito, mas ninguém é. Mas gostaria que visse a vida sob outro prisma, menos utópico e mais terra a terra. Enfim...

Uma boa semana para todas!!

Merecemos mais do que este homem que é Presidente
"Merecemos mais do que este homem que é Presidente"
É a marca registada do fado, com uma carreira de décadas em Portugal e presença em espectáculos por todo o mundo. Se para Carlos do Carmo a beleza do 25 de Abril está embaciada, a reeleição de Cavaco Silva para a Presidência choca-o pela ausência de uma magistratura eficiente e de responsabilidade histórica nos próprios actos: solicitar aos portugueses o regresso às pescas e à agricultura que, enquanto primeiro-ministro, apagou da estrutura produtiva do País. Não se acha fatalista ou sente saudade, prefere palavras como perda ou vazio
Entre o fado e a política, Carlos do Carmo chama ao 25 de Abril, "uma data bonita" - "Foi um clarão que traz consigo a esperança de ver resgatar a dignidade de um povo e de acreditar que juntos íamos fazer qualquer coisa". Mas a realidade desiludiu-o: "Foi essa a esperança que tive e na qual acreditei durante alguns anos, até ver que a política é uma coisa muito delicada".
Tanto que hoje não se revê no País. E explica: "Vou tão somente falar de uma pessoa: Aníbal Cavaco Silva. Que foi primeiro-ministro deste país quando entraram vagões de dinheiro e nunca o ouvi dizer 'Este dinheiro tem que ser pago'! Quando era primeiro-ministro, a nossa agricultura foi vendida a pataco, as nossas pescas foram vendidas a pataco, a nossa indústria quase desapareceu (...) É tão fácil bater em Guterres, em Santana Lopes, em Durão Barroso ou em Sócrates. Não quero centrar-me numa pessoa e dizer 'Eis aqui o bode expiatório disto tudo', pretendo é alertar os portugueses que têm esta tendência para ter um paizinho, só que precisamos é de ter um paizinho sério. E merecemos mais do que este homem, que foi primeiro-ministro e que é Presidente da República!"
Mas também de música se fala nesta entrevista, lembrando que Carlos do Carmo foi o primeiro português a gravar um CD, falando do sucesso das novas intérpetres de fado - todas mulheres... - e recordando o Festival da Canção de 1976, que também teve conotações políticas.
DN
«Famílias mais pobres obrigadas a pagar livros escolares» - JN


O início do ano lectivo vai ser marcado por más notícias para os pais com direito a apoios da acção social escolar. Os beneficiários (cerca de 300 mil) terão de pagar a totalidade da conta dos manuais e não sabem quando serão reembolsados.

A factura dos manuais escolares para o ano lectivo 2011/2012, que deverá arrancar entre 8 e 15 de Setembro, vai pesar mais este ano na carteira dos pais, não só porque quase 20 mil alunos ficaram excluídos dos apoios da Acção Social Escolar (ASE).

Mesmo aqueles que continuam a ser beneficiários serão obrigados a adiantar a verba para adquirirem os livros. Em alguns casos, o montante pode atingir os 300 euros. Em causa estão os alunos que têm o apoio máximo, quase 300 mil de acordo com as contas do Ministério relativas a 2010.
«Passos Coelho demite patrão das secretas»

O chefe das secretas, Júlio Pereira, pode ser demitido hoje mesmo. Pedro Passos Coelho recebe Júlio Pereira em S. Bento e o destino do secretário-geral do Sistema de Informações da República (SIRP) está traçado.

Demite-se ou é exonerado pelo primeiro-ministro. A gota de água foi a divulgação do último escândalo em que está envolvido Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), actualmente quadro da Ongoing de Nuno Vasconcelos e José Eduardo Moniz, e que foi chefe de gabinete de Júlio Pereira no SIRP.

Jorge Silva Carvalho montou uma operação no SIED, designada Lista de Compras, através da qual obteve a lista de SMS e de chamadas telefónicas do jornalista Nuno Simas, então no Público e hoje director de informação adjunto da Lusa, entre 19 de Julho e 12 de Agosto de 2010.

jornal i

500 nomeações!...

"Dois meses depois de ter tomado posse, o Governo de Pedro Passos Coelho já nomeou quase 500 funcionários para o Executivo, com o gabinete do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares a liderar a lista, com 65 elementos. De acordo com os dados disponíveis na sexta-feira, no portal do Governo, entre as 65 pessoas do ministério de Miguel Relvas, 15 foram nomeadas para o gabinete do ministro, e nove para o gabinete do secretário de Estado Adjunto do Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Belo corte na despesa. Belo exemplo. Belo Governo que a Troika elogia sem controlar."

Via Platonismo Politico

Cavaco Silva – Só faltou dizer que era “tabu”...


Cavaco Silva foi para as Festas do Povo de Campo Maior debitar as habituais banalidades sobre a crise, contribuindo e entrando também na encenação demagógica dos ricaços que “querem” pagar mais impostos. Como se não fosse evidente que o que eles querem é evitar parte do asco que as suas abjectas fortunas provocam na maioria dos cidadãos, numa altura de tantas dificuldades. Como se não fosse evidente quem é que provocou e quem lucra sempre com essas dificuldades. Como se não fosse evidente que nenhum deles pensa pagar o que quer que seja que vá para além de ninharias para enganar tolos. Como se o “lombo” das suas fortunas não estivesse bem fora do alcance do fisco.
Sobre estas tolices, não se cansou Cavaco de falar durante a visita a Campo Maior. Já quando lhe perguntaram o que achava sobre o escândalo da venda de informações e escutas ilegais dentro das secretas portuguesas... aí danou-se! Baldou-se! Fugiu com o rabo à seringa!
Confesso que, independentemente das diferenças que me separam de Cavaco Silva, gostaria, mesmo assim, que o Presidente da República de Portugal fosse conhecido pelas suas posições frontais e corajosas... e não por estas “gincanas” verbais, mais ou menos pusilânimes e gelatinosas.
Assim, francamente... é uma vergonha!

domingo, 28 de agosto de 2011

Thierry Meyssan
TERROR NA LÍBIA (agora)!

Thierry Meyssan (na foto) juntamente com Mahdi Darius Nazemroaya (do Canadá), jornalistas de “Rede Voltaire”, que têm denunciado as atrocidades da Nato na Líbia, estão a ser impedidos de sair de Tripoli, pelo barco de apoio aos membros da imprensa que estiveram detidos no hotel Rixos.
A “tropa fandanga” de criminosos maltrapilhos que anda pelas ruas da capital líbia, tentara...m sequestrar o francês Thierry Meyssan, o que foi impedido “in extremis” pela Cruz Vermelha Internacional.

Os assassinatos selváticos prosseguem efectuados pelos mercenários estrangeiros e tropa especial invasora mascarados de árabes. Os muitos milhares de mortos do assalto colonial-fascista é a consolidação da defesa dos “direitos humanos”, como o entende o império: invadindo, destruindo e matando, para poderem, à vontade, ROUBAR a única coisa que lhes interessa, a riqueza imensa do petróleo que não lhes pertence.

Para se ter uma ideia do ódio tresloucado dos generais do império, são incentivados “passeios” macabros de cadáveres pelas ruas, para, assim, se intensificar o clima de terror de “defesa das populações civis” como proclamava a propaganda fascista do exército imperial invasor.

A Nato arroga-se o “direito” de invadir qualquer país, em qualquer parte do mundo, sob a mentira grosseira da protecção de civis e de defesa da democracia. A Nato é uma organização terrorista, protectora dos interesses da alta finança, segmento fundamental da escravocracia a impor-se em todo o planeta.

HITLER DIZIA QUE VINHA POR MIL ANOS.
A NATO TAMBÉM IRÁ PARA O LIXO DA HISTÓRIA!

Blog Á esquina da tecla - Passeio de domingo (64) Senhora da Rocha - Lagoa Algarve (fotografia)

Passeio de domingo (64)







Até à Senhora da Rocha, Lagoa.

Um passeio pré-agendado para ficar convosco por mais alguns dias, pois ausento-me novamente sem acesso à blogosfera.








Pescador e Recanto - dois poemas ilustrados de António Garrochinho


Carta de Bilbau: Juro que não tive nada a ver com a sua elaboração



Bombas e mentiras sobre a Líbia MANU MAESTRE. 28.08.2011
Basta utilizar o senso comum para desmascarar as macabras contradições inscrits no discurso oficial do Ocidente a propósito da sua guerra de rapina na Líbia.
É apenas necessário colocarmo-nos algumas questões elementares: ? Porque nunca foi possível apresentar uma única prova dos supostos bombardeamentos de Kadhafi contra o seu próprio povo, que constituiu a base da argumentação para justificar a intervenção militar?
?Onde estão as tais prisões e liquidação dos opositores do regime?
?Porque as não mostram?
? Porque é permitido à NATO violar descaradamente a Resolução 1973 da ONU, que apenas permitia impor uma "no flight zone"?

? Porque é que os "rebeldes e os seus aliados ocidentais foram sempre os que recusaram continuadamente qualquer proposta de mediação internacional para encontrar uma saída pacífica da crise ( aliás como hoje mesmo voltaram a recusar?
? A Comunidade Internacional caiu tão baixo ao ponto de aceitar que a "protecção da população civil" se realize através dos bambardeamentos a hospitais, escolas, infraestruturas essenciais à vida, ou a estúdios de televisão?

? Qual a razão do silêncio dos grande meios de Comunicação para terem ignorado e minimizado as matanças de mulheres e de crianças provocadas pelos misseis da NATO?
? Porque satanizam a figura de Kadahfi ao mesmo tempo que glorificam a do sátrapa medieval do Qatar, principal mecenas implicado nesta guerra?
?Porque passam de fininho sobre o decisivo apoio e cumplicidades com os "rebeldes", por parte dos Serviços Secretos, os instrutores militares da França Inglatera,a utilização no terreno de instrutor militare e de equipas de comados? e o desembarque massivo de armas pesadas, bem como sobre a presença de mercenários e Jahidistas da Al-Qaeda?
? Se o Lider líbio é o tirano que nos contam e o povo estivesse contra ele, como éerapossível um exército mínimo ter resistido durante seis meses à implacável ofensiva e poder de fogo ilimitado da 6ª Esquadra, da aviação inglesa e francesa e à panóplia de bombas inteligentes comandadas por satélite?
? Como se pode dar crédito agora aos que tudo falsificaram, para justificar a invasão e destruição do Iraque, cuja crónica está marcada por sanguinárias destruições e por toda a espécie de roubos e pelas conspirações golpistas e mentiras avulsas?
Entretanto as sociedades ocidentais encontram-se comodamente a simular ignorância, mais ou menos inconsciente, mergulhando na sopa da propaganda do seu sistema de informação. É preferível ignorar, pilhar e olhar para o outro lado!
As elites capitalistas que, com a sua ilimitada cobiça, provocaram a crise, planeiam agora a distribuição do saque e negociá-lo, controlando o poder económico, bem como o político e militar e os grandes meios de comunicação.
A democracia não passa de uma outra ilusão, um jogo de espelhos que se afunda nas movediças areias do deserto do Sahara..." (Tradução livre deste blog e do seu staff)
  Festival Adentro anima zona histórica de Faro
27-08-2011


A Cidade Velha de Faro acolhe nos dias 2 e 3 de setembro a primeira edição do Festival Adentro, um evento com entrada gratuita que promete despertar o encanto da zona histórica da cidade.  
 
Os Claustros do Museu e o Largo Afonso III, na Cidade Velha em Faro, vão ser os palcos da 1ª Edição do Festival Adentro, com um alinhamento musical que traz à zona histórica da cidade o multiculturalismo das músicas do mundo.
Em declarações à agência Lusa, Pedro Bartilloti, da organização do festival diz que esta é a “primeira pedra a ser lançada” num evento “que tem espaço para crescer.”
“Esta primeira edição foi feita com muito poucos recursos e serve para limar arestas, mas em termos musicais acho que conseguimos um excelente alinhamento e duvido que no Algarve haja espaços com o potencial da nossa Cidade Velha”, garantiu o programador cultural.
Para além da vertente de lazer e de dinamização cultural, o Festival Música Adentro, pretende promover e revitalizar a zona nobre da cidade, aproveitando a riqueza arquitetónica da Vila Adentro.
Na sexta-feira, às 22:00, os italianos Anónima Nuvolari abrem o festival, seguindo-se os colombianos La Chiva Gantiva e no sábado é a vez de Frankie Chavez e dos espanhóis La Selva Sur e dos dj’s Pargana e NoWay DJ.
A programação inclui ainda várias atividades que vão decorrer entre as 19:00 e as 02:00, entre elas a Feira de Artesanato Contemporâneo e produtos reciclados, Sessões de Contos com os Piratas de Alexandria e animação da Orquestra de Ritmo do Algarve.
Observatório do Algarve
Aumento do IVA asfixia o Algarve
28-08-2011


A redução da TSU – Taxa Social Única e sobretudo o aumento do IVA associado, além de poder falhar o objectivo de melhorar a competitividade das empresas, poderá ter um “impacto negativo fortíssimo” na economia, especialmente a do Algarve, defendem António Covas e Vítor Neto.  
 
O estudo sobre a «desvalorização fiscal», elaborado por representantes do Banco de Portugal e dos ministérios das Finanças, Economia e Emprego e Solidariedade e Segurança Social, já foi discutido com a troika e servirá de base de trabalho para a decisão do Governo sobre a eventual redução da TSU.
O relatório aponta como cenário de referência uma descida de 3,7 por cento na contribuição patronal para a Segurança Social e um aumento de 2,19 por cento do IVA.
Para António Covas, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, a descida da TSU não terá qualquer efeito na melhoria da competitividade das empresas. “É uma descida muito baixa e até acaba por ter um efeito difuso na estrutura de custos da empresa”, sustenta.
Uma maior redução da TSU – entre seis a sete por cento, como já defendeu um dos elementos da troika – poderia ter o efeito pretendido, mas “tem um contra-efeito – é o problema do seu financiamento”, nota António Covas.
O aumento do IVA – medida necessária para compensar a perda de receita estimada entre 80 e 480 milhões de euros anuais – por outro lado, também poderá não cumprir o objectivo pretendido: “há um aumento da taxa mas pode haver uma quebra da receita fiscal. Porquê? Porque há uma quebra do consumo”, avisa o economista.
Neste momento, ainda não se sabe quais são os produtos cujas taxas do IVA vão subir de 13 para 23 por cento, mas se for uma subida generalizada em actividades como o alojamento turístico, a restauração e o golfe, como antecipa a Confederação do Turismo Português, vai ter “um impacto negativo fortíssimo” na economia regional, alerta António Covas.
Um impacto negativo, cuja dimensão pode ainda ser agravada pela proximidade do Algarve a Espanha. “O fluxo de visitantes espanhóis pode sofrer uma redução e o contrário também pode acontecer: os algarvios podem aproveitar para se ir abastecer a Espanha”, conclui.
Discussão em aberto
Para Vítor Neto, presidente do NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, o debate sobre esta matéria ainda está em aberto e tem de ser “muito bem ponderado”, sob pena de medidas aparentemente positivas se revelarem “muito negativas para o conjunto da economia”.
Segundo o empresário, é preciso participar neste debate, mas de forma “construtiva, não demagógica ou corporativa”. Vítor Neto assume, no entanto, uma posição de partida: a ser aplicada, a redução da TSU deve ser extensiva a todo o tecido empresarial.
“Há quem defenda a redução da TSU apenas para as empresas exportadoras industriais: no ano passado essas empresas eram 17 ou 18 mil, num universo de 350 mil empresas”, lembra o empresário. Esta solução, segundo o presidente do NERA, seria uma “medida discriminatória” e dificilmente colheria a aprovação da União Europeia.
Para a medida ter efeito, acrescenta Vítor Neto, “teria de ser uma redução bastante grande” e neste caso a compensação, nomeadamente através do aumento do IVA, “poderia ser insuportável”.
Por exemplo, diz o presidente do NERA, aumentar a taxa do IVA na restauração e no turismo significa “um impacto extremamente negativo neste sector – um sector exportador”, sublinha.
Observatório do Algarve