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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Insularidade

Uma ilha mente.
Uma ilha é um obscuro ventre de inacessível
ouro derramado,
incandescente.
Os nervos estremecem ao fundo das crateras.
O sangue corre pelas ribeiras onde enlouqueci,
na fermentação das canas,
alheio às conspirações.
Os filhos esquecem a minha arte sem doçura,
recusando o fruto.
As vinhas apodrecem e nem o sonho as
devolve.
Há um amargo caule que mergulha na
exactidão da lava,
corolas silenciosas, por florir.
É sempre tarde quando amanhece na
orquídea.

Do livro: "Paixão e Cinzas"
Os códigos de barras estão presentes em quase tudo e são um símbolo de nossa civilização consumista. Encontramos os códigos em: embalagens de alimentos, roupas, acessórios e até em gente. Sim tem um rapaz aqui em Natal que tem um código de barras tatuado na nuca.

Porém são tão comuns que muitas vezes nem percebemos sua existência pensando nisso (eles sempre eles) os japoneses ou melhor a empresa Japonesa D-Barcode fez uma reformulação radical e os códigos de barras passaram a ser cheios de arte e criatividade.


codigo-barras

Imagem: d-barcode.com

As cores republicanas no barrete do campino ribatejano


O campino do Ribatejo tal como actualmente o conhecemos, altivo na sua montada, com o seu pampilho, apresenta-se invariavelmente com o seu colete encarnado, faixa vermelha à cintura, calça azul e meias brancas até ao joelho, jaqueta e sapato de prateleira com esporas. Ao invés de outros trabalhadores rurais da mesma região, usa barrete verde com orla a vermelho, sugerindo as cores da actual bandeira nacional.
O barrete é, desde tempos muito recuados usual em diversas regiões do nosso país, quer no meio rural como ainda entre as comunidades de pescadores. No Minho, apesar da indústria de chapelaria que se desenvolveu em Braga nos meados do século XIX, a qual levou à difusão em toda aquela do característico chapéu braguês, o barrete continuava a ser utilizado nas tarefas diárias da lavoura.
Originariamente, todos os barretes eram pretos ou cinzento-escuro, independentemente do grupo social ou a região do país em que eram utilizados. Ainda hoje os podemos encontrar com relativa facilidade entre os pescadores da Nazaré e da Póvoa do Varzim ou até na região saloia. Porém, apesar de se pretender preservar aquilo que foram os usos e costumes de uma determinada época, geralmente dos finais do século XIX e começos do século XX, também o traje tradicional tem sido permeável às modas e a outros interesses que o levam a registar modificações que, não raras as vezes chegam até nós como o que existe de mais genuíno.
Seria extensa a lista de exemplos que poderíamos enumerar para descrever as alterações que ao longo dos tempos se tem registado no traje tradicional, para já não falarmos de outros aspectos relacionados com o folclore como as coreografias, os instrumentos utilizados e os próprios cantares. Bastará, apenas, referir o tamanho das saias que outrora se usavam comparados com o que por vezes é exibido actualmente, as formas estilizadas e os tecidos. Muitas dessas alterações não estão apenas relacionadas com as influências exercidas pela moda mas ainda com a sua utilização para fins de propaganda turística e até política, como sucedeu em grande medida durante o período do Estado Novo.
Sucede que, faz precisamente cem anos que foi instaurado em Portugal o regime republicano. E, como é sabido, o Ribatejo constituía uma das regiões de maior implantação política dos republicanos da altura. De resto, foi um ribatejano de seu nome José Relvas, quem hasteou a bandeira do novo regime nos Paços do Concelho, em Lisboa. Na verdade, a bandeira hasteada pertencia a um pequeno grupo político, o Centro Democrático Federal, pois a bandeira tal como a conhecemos só viria a ser concebida e aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte no ano seguinte.
Inspirados pelo famoso quadro “A Liberdade guiando o Povo” de Eugène Delacroix, os republicanos criaram uma figura alegórica para representar a República, um tanto à semelhança do que fizeram os franceses ao conceberem a sua Marianne. O modelo então escolhido foi uma jovem alentejana de Arraiolos, de seu nome Irene Pulga. E, tal como os franceses fizeram com a Mariana, colocaram-lhe sobre a cabeça um barrete frígio.
O barrete frígio é assim designado por ter sido primitivamente usado pelos habitantes da Frígia que constituía uma região da Ásia Menor, sensivelmente onde actualmente se encontra a Turquia. Os republicanos franceses adoptaram-no, sob a cor vermelha, como símbolo de liberdade. Aliás, da mesma forma que, nos finais do século XIX, foram os caçadores alpinos franceses os primeiros a adoptar a boina basca, alterando-lhe a cor para azul-escuro, tendo passado a constituir um acessório dos uniformes de inúmeras forças militares sob as mais diversas cores. De forma algo idêntica, também os republicanos portugueses viram certamente no barrete do campino ribatejano uma espécie de barrete frígio, genuinamente português, podendo ser-lhe introduzidas as cores da República.
Com o decorrer do tempo e a divulgação do folclore, mormente ao tempo do Estado Novo, a ideia do barrete verde viria a enraizar-se nos costumes ribatejanos e a tornar-se uma peça considerada genuína do traje do campino.

Autor: Carlos Gomes


reparo - poema ilustrado de António Garrochinho

ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO

Associação José Afonso‏
28/08/2011


É com enorme tristeza que a Associação José Afonso vos comunica o falecimento de um dos seus sócios-fundadores.
Natural de Setúbal, Vitor Serra era poeta e um incansável animador cultural: foi membro-fundador de vários grupos de teatro amador, colaborou em rádios locais, produziu e participou em inúmeros espectáculos musicais e recitais de poesia, tendo também ocupado cargos de direcção no Clube Recreativo Palhavã e Círculo Cultural Setúbal, onde dinamizou o festival “Cantar José Afonso”, que se realizou de 1988 a 1996.
O funeral realiza-se amanhã, às 15h, em Palmela.

Para onde vai o riacho
Que corre pela nossa vida ?
E que podemos fazer para encantar
Este silêncio que parte todos os dias à nossa frente
Enquanto esperamos que o vento nos abrace.

Victor Serra

Pela Direcção da

Associação José Afonso

António Sequeira

ilusão - poema ilustrado de António Garrochinho

condenação - poema ilustrado de António Garrochinho

A Secreta Privacidade


Na altura em que ficámos a saber pelo Primeiro-Ministro Passos Coelho que os deputados não vão ter acesso ao inquérito ao caso das informações passadas à Ongoing por razões de segredo de Estado, surge mais uma notícia sobre as nossas secretas, agora por um jornalista do Público ter sido vitima de escutas ilegais. No primeiro caso é assustador que os nossos Serviços Secretos passem informação a uma empresa Privada, informações de tal importância e secretismo que nem os deputados possam ter acesso ao conteudo do inquérito mas vamos ficar à espera de ver se alguém é acusado e condenado neste caso. No segundo, que se prove que há escutas ilegais, sem mandato de nenhum juiz e que haja operadorss de telefones que forneçam os dados sem questionar.
Na altura que estes serviços foram criados muita gente levantou a questão do perigo da privacidade poder estar em risco para logo os nossos politicos no poder afirmarem que existiam todos os mecanismos que garantiam a segurança da informação. Pelos vistos ou se enganaram ou nos mentiram e ninguém pode estar seguro de não estar a ser escutado e vigiado simplesmente porque alguém assim o decidiu numa qualquer sala escura das nossas secretas. Que garantias posso eu ter, só por me dizer anti-NATO, ou anti-Capitalista que não tenho já um processo com o meu nome, não são os meus e-mails violados e os meus telefonemas escutados?
Noutros tempos chamava-se PIDE quem fazia este serviço, agora, com muito maior facilidade fornecida pelas novas tecnologias, chama-se outra coisa qualquer, mas a insegurança começa a ser a mesma e ainda agravada pelo facto de se saber que para além do Estado servem também interesses privados.
PS: Não vamos esquecer que este governo resolveu aceitar que os nossos dados sejam sempre enviados para os EUA sempre que algum de nós voe para a terra do Tio Sam.
blog Kaos

Por um bem maior...


Ao longo do tempo, tenho aprendido que as mulheres têm realmente uma característica que as destaca dos homens: o seu espírito de sacrifício. No geral, as mulheres sacrificam-se tanto pelos outros, de uma forma espontânea e natural. Sacrificam-se pela família, sacrificam a sua carreira pelos filhos, sacrificam momentos especiais pela sua relação, enfim. Os homens são mais egocêntricos e egoístas. Sem se darem conta por vezes, têm uma linha planeada e bem definida para a sua vida, e dificilmente fazem um desvio em nome de bens maiores ou da família... mesmo quando se trata de abdicarem de ninharias.

Estou a generalizar, como é óbvio. Porque existem homens que também se dedicam e se sacrificam pelos seus. Vão-me dizer que ninguém deveria ter que se sacrificar pelos outros, privilegiando uma área da sua vida e menosprezando outra. É verdade. Se vivêssemos num mundo perfeito. Mas há alturas da vida em que teremos sempre que nos sacrificar. E há homens que dificilmente vêem isso. Como o meu, que por vezes não tem as atitudes mais certas. Não é perfeito, mas ninguém é. Mas gostaria que visse a vida sob outro prisma, menos utópico e mais terra a terra. Enfim...

Uma boa semana para todas!!

Merecemos mais do que este homem que é Presidente
"Merecemos mais do que este homem que é Presidente"
É a marca registada do fado, com uma carreira de décadas em Portugal e presença em espectáculos por todo o mundo. Se para Carlos do Carmo a beleza do 25 de Abril está embaciada, a reeleição de Cavaco Silva para a Presidência choca-o pela ausência de uma magistratura eficiente e de responsabilidade histórica nos próprios actos: solicitar aos portugueses o regresso às pescas e à agricultura que, enquanto primeiro-ministro, apagou da estrutura produtiva do País. Não se acha fatalista ou sente saudade, prefere palavras como perda ou vazio
Entre o fado e a política, Carlos do Carmo chama ao 25 de Abril, "uma data bonita" - "Foi um clarão que traz consigo a esperança de ver resgatar a dignidade de um povo e de acreditar que juntos íamos fazer qualquer coisa". Mas a realidade desiludiu-o: "Foi essa a esperança que tive e na qual acreditei durante alguns anos, até ver que a política é uma coisa muito delicada".
Tanto que hoje não se revê no País. E explica: "Vou tão somente falar de uma pessoa: Aníbal Cavaco Silva. Que foi primeiro-ministro deste país quando entraram vagões de dinheiro e nunca o ouvi dizer 'Este dinheiro tem que ser pago'! Quando era primeiro-ministro, a nossa agricultura foi vendida a pataco, as nossas pescas foram vendidas a pataco, a nossa indústria quase desapareceu (...) É tão fácil bater em Guterres, em Santana Lopes, em Durão Barroso ou em Sócrates. Não quero centrar-me numa pessoa e dizer 'Eis aqui o bode expiatório disto tudo', pretendo é alertar os portugueses que têm esta tendência para ter um paizinho, só que precisamos é de ter um paizinho sério. E merecemos mais do que este homem, que foi primeiro-ministro e que é Presidente da República!"
Mas também de música se fala nesta entrevista, lembrando que Carlos do Carmo foi o primeiro português a gravar um CD, falando do sucesso das novas intérpetres de fado - todas mulheres... - e recordando o Festival da Canção de 1976, que também teve conotações políticas.
DN
«Famílias mais pobres obrigadas a pagar livros escolares» - JN


O início do ano lectivo vai ser marcado por más notícias para os pais com direito a apoios da acção social escolar. Os beneficiários (cerca de 300 mil) terão de pagar a totalidade da conta dos manuais e não sabem quando serão reembolsados.

A factura dos manuais escolares para o ano lectivo 2011/2012, que deverá arrancar entre 8 e 15 de Setembro, vai pesar mais este ano na carteira dos pais, não só porque quase 20 mil alunos ficaram excluídos dos apoios da Acção Social Escolar (ASE).

Mesmo aqueles que continuam a ser beneficiários serão obrigados a adiantar a verba para adquirirem os livros. Em alguns casos, o montante pode atingir os 300 euros. Em causa estão os alunos que têm o apoio máximo, quase 300 mil de acordo com as contas do Ministério relativas a 2010.
«Passos Coelho demite patrão das secretas»

O chefe das secretas, Júlio Pereira, pode ser demitido hoje mesmo. Pedro Passos Coelho recebe Júlio Pereira em S. Bento e o destino do secretário-geral do Sistema de Informações da República (SIRP) está traçado.

Demite-se ou é exonerado pelo primeiro-ministro. A gota de água foi a divulgação do último escândalo em que está envolvido Jorge Silva Carvalho, ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), actualmente quadro da Ongoing de Nuno Vasconcelos e José Eduardo Moniz, e que foi chefe de gabinete de Júlio Pereira no SIRP.

Jorge Silva Carvalho montou uma operação no SIED, designada Lista de Compras, através da qual obteve a lista de SMS e de chamadas telefónicas do jornalista Nuno Simas, então no Público e hoje director de informação adjunto da Lusa, entre 19 de Julho e 12 de Agosto de 2010.

jornal i

500 nomeações!...

"Dois meses depois de ter tomado posse, o Governo de Pedro Passos Coelho já nomeou quase 500 funcionários para o Executivo, com o gabinete do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares a liderar a lista, com 65 elementos. De acordo com os dados disponíveis na sexta-feira, no portal do Governo, entre as 65 pessoas do ministério de Miguel Relvas, 15 foram nomeadas para o gabinete do ministro, e nove para o gabinete do secretário de Estado Adjunto do Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares. Belo corte na despesa. Belo exemplo. Belo Governo que a Troika elogia sem controlar."

Via Platonismo Politico

Cavaco Silva – Só faltou dizer que era “tabu”...


Cavaco Silva foi para as Festas do Povo de Campo Maior debitar as habituais banalidades sobre a crise, contribuindo e entrando também na encenação demagógica dos ricaços que “querem” pagar mais impostos. Como se não fosse evidente que o que eles querem é evitar parte do asco que as suas abjectas fortunas provocam na maioria dos cidadãos, numa altura de tantas dificuldades. Como se não fosse evidente quem é que provocou e quem lucra sempre com essas dificuldades. Como se não fosse evidente que nenhum deles pensa pagar o que quer que seja que vá para além de ninharias para enganar tolos. Como se o “lombo” das suas fortunas não estivesse bem fora do alcance do fisco.
Sobre estas tolices, não se cansou Cavaco de falar durante a visita a Campo Maior. Já quando lhe perguntaram o que achava sobre o escândalo da venda de informações e escutas ilegais dentro das secretas portuguesas... aí danou-se! Baldou-se! Fugiu com o rabo à seringa!
Confesso que, independentemente das diferenças que me separam de Cavaco Silva, gostaria, mesmo assim, que o Presidente da República de Portugal fosse conhecido pelas suas posições frontais e corajosas... e não por estas “gincanas” verbais, mais ou menos pusilânimes e gelatinosas.
Assim, francamente... é uma vergonha!