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sábado, 27 de agosto de 2011


TODAS AS HISTÓRIAS COMEÇAM ASSIM




Era uma vez
(todas as histórias começam assim)
Um senhor conde
De fraca valia
Com searas
De aveia
E cevada
Com rendeiros
De fome apertada
À noite comia
Cercado de prodígios
Pratos de carneiro
Bebia vinho de maçã
Com as criadas dormia
Fossando até de manhã
Certo dia
No alpendre de bronze
Estourou
Banhado de sangue
E para o Inferno
Nada levou
Para além da merda
Que na agonia cagou


Sábado, 27 de Agosto de 2011

Passos Coelho – Corrupção e xico-espertismo




As polícias secretas não são feitas para levar a cabo trabalho limpo. Aquilo que se espera delas é que façam o trabalho sujo que os estados entendem ser necessário para a sua segurança e mais isto e aquilo...
Isso não impede que seja mais do que justa a reacção dos cidadãos que se sintam atingidos por um desses trabalhos sujos das “secretas”, como parece ser o caso deste jornalista, cuja privacidade e sigilo profissional terão sido violados para, supostamente, descobrirem as suas “fontes”.
Num outro nível completamente diferente, se um elemento dessas “secretas” utiliza informação obtida no exercício da sua profissão, para beneficiar financeiramente, ou de qualquer outra forma, vendendo essa informação a terceiros... isso já é muito mais do que trabalho sujo. É corrupção, ou, dependendo da nacionalidade do “cliente”, pode ser traição.
Já o primeiro-ministro Passos Coelho vir dizer que os resultados do inquérito ao escândalo da fuga/venda de informações da nossa polícia secreta a uma empresa privada, para onde o "polícia" informador/vendedor foi trabalhar logo de seguida, não podem ser do conhecimento da Assembleia da República, por «razões de segurança»... é um truque rasca de xico-esperto... porque hoje estou a economizar muito nos adjectivos.

O controlo da informação e a mentira planeada.

Crimes contra a paz e contra a humanidade


Após a derrota da URSS há 20 anos, os EUA têm vindo numa escalada de acções de guerra, através da NATO, para domínio económico e militar das fontes de matérias primas mundiais e, em especial, do petróleo. 

Essas acções criminosas que ferem descaradamente o direito internacional, apoiam-se na prévia intervenção da CIA fabricando conflitos para que a propaganda de guerra os explore para justificar a intervenção militar nos países atingidos. 

Esta táctica preparada ao pormenor, envolve acção coordenada de estações de TV por satélite, como vimos hoje no caso da Líbia. A CNN, a France24, a BBC e a rede al-Jazira converteram-se em instrumentos de desinformação e de mentiras fabricadas com a falsificação de acontecimentos. 

Já em 2002, os EUA tinham ensaiada esta táctica quando a Globovisión distribuiu imagens fabricadas de uma revolta popular contra o presidente eleito Hugo Chávez.  A Globovisión apresentou falsos apoiantes de Chavez a disparar contra manifestantes. A essa encenação seguiu-se o golpe militar preparado pela CIA para derrubar Hugo Chavez. 
Foi então que se deu o verdadeiro levantamento popular em apoio de Chavez que fez abortar o golpe e reintegrou o presidente eleito.


Agora, com a guerra à Líbia, os EUA aperfeiçoaram o controlo da comunicação a uma escala mais vasta, seleccionando as imagens a distribuir pelos canais de televisão. O objectivo é fazer crer que é o povo líbio que luta contra Kadafi e a NATO está a "proteger" o povo. 

A Resolução nº 110, de 3 de novembro 1947 criou procedimentos a serem adoptados contra a propaganda que incita à guerra ou a actos de agressão. 

A Resolução nº 381 de 17 de novembro 1950 reforça aquela condenação e condena explicitamente actos de censura à informação, como parte da propaganda para "justificar" intervenções contra a paz.

A Resolução nº 819 de 11 de dezembro 1954, responsabiliza os governos a remover barreiras que impeçam a livre troca de informação e ideias.

A intoxicação da opinião pública provocada pelas falsas notícias distribuídas pela CNN, France24, BBC e al-Jazira pode ser definida como incitamento à guerra e “crime contra a paz”. Na realidade estes crimes mediáticos são tão graves como os crimes contra a humanidade cometidos pela NATO.

A Religião, a IVG, o Poder e as Mulheres, meia dúzia de ideias

A Cência foi impedindo, as chamadas religiões, de se imporem apenas através da interpretação dos fenómenos naturais e para os quais o comum dos mortais não encontrava explicação: As Estações do Ano, o aspecto visível dos fenómenos astronómicos, os desastre naturais, as doenças endémicas e sobretudo a vida a e a morte! Esse foi o barro com que construiram os seus edifícios teológicos.
Uma vez obtido o estatuto de "intérpretes do desconhecido" passaram a dispor da arma ideológica capaz de explicar e justificar o poder, a propriedade, e a guerra, e a eles se foram sempre adaptando e sustentando.
E, se para a "explicação" dos fenómenos de origem desconhecida, podiam utilizar as mais variadas justificações, quando se passou à fase da acumulação, do poder sobre populações inteiras, para lhes cobrar impostos, e para formar exércitos e fazer a guerra, essas explicações foram sendo cada vez mais e mais próximas do quotidiano, do odio ao diferente, ao deficiente, e maxime, às mulheres de cujo poder tanto desconfiavam...A actual luta contra o IVG não passa do afloramento do mesmo receio que ainda impede a ICAR de as tratar como iguais - e faz parte da panóplia das armas de subjugação de uma grande parte da população, em favor da restante. A "situação da mulher" é coisa que pouco importa, e aí reside ainda o medo patológico do seu poder gerador de vida: Uma inaceitável concorrência com as "capacidades divinas"...e que "deve ser", pelo menos, controlada e submetida aos ditames que só eles conhecem. Isso deu origem a todas as perseguições do passado, ao Malleus Maleficarum, à caça às bruxas, e hoje, à pura e simples discriminação da mulher. No actual Paquistão e Afeganistão ainda se reparam os crimes de uma tribo sobre a outra, com a oferta de certo número de mulheres e de gado, de acordo com a gravidade da ofensa...
Todas as religiões tiveram como fundamento a ignorância e mantiveram-se à custa da justificação do poder de alguns. Se para esse objectivo foi necessário, prender, torcionar, queimar vivo ou votar ao ostracismo, isso foi apenas o preço a pagar pela acumulação e pelas delícias da propriedade, incluindo o uso sexual das mulheres..."sempre que necessário".
Nota: Nas últimas escavações em Lisboa no que resta de um convento Carmelita, a única peça intacta é um vaso chinês do sec XIV com excelentes ilustrações de sexo explícito e bastante imaginativo...

Empresas municipais do Algarve vistas à lupa
27-08-2011

O Governo aprovou em Conselho de Ministros alterações ao regime jurídico das empresas municipais que reforçam o controlo da administração central sobre as empresas públicas locais. O semanário “O Algarve” analisa esta semana o quadro atual na região.

Segundo a nota do Governo, na quinta-feira, à saída do Conselho de Ministros refere que“a proposta de lei visa não só o regime de criação de empresas municipais, intermunicipais e metropolitanas, mas também o reforço dos poderes de monitorização da administração central sobre o setor público empresarial local”.
O jornal “O Algarve”, publicado hoje no semanário Expresso, faz um exame da situação no distrito de Faro, em que são observadas as 21 empresas municipais, dados já actualizados a Junho de 2011.
Só em 2010, a região era a que mais se evidenciava no País. Conta ainda com a quarta maior empresa em número de funcionários, segundo dados da Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL).
As empresas municipais encontram-se distribuídas por oito dos 16 concelhos do Algarve, nomeadamente Vila Real de S. António (1), Tavira (2), Olhão (3), Faro (4), Loulé (4), Portimão (4), Lagos (2) e Castro Marim (1).
A maioria das câmaras não pensa extinguir empresas mas recorrer a fusões, com vista a otimizar os recursos humanos e técnicos. Apenas em Lagos, onde os resultados financeiros são negativos, a solução poderá passar pelo seu encerramento, admitiu ao “O Algarve”, Júlio Barroso, presidente da autarquia.
No caso de Faro, está em curso a fusão de três empresas – Teatro Municipal, Mercado e Ambifaro – numa única, disse ao O ALGARVE, o presidente da autarquia, Macário Correia.
Mantém-se, para já, a parceria com Loulé, na empresa intermunicipal Parque das Cidades, que gere o Estádio Algarve e envolvente.
Na edição d’“O Algarve” vários autarcas comentam as suas expectativas sobre a reformulação desejada pelo Governo e há quem não veja com bons olhos este tipo de empresa (ver caixa “Não Obrigado!)


Não obrigado !”27-08-2011

No Algarve oito municípios não recorreram à constituição de empresas municipais e as razões dos seus autarcas são as mais diversas.    
O presidente da Câmara de Alcoutim está convicto que “uma grande parte das empresas municipais vão fechar”.
Francisco Amaral contou ao O ALGARVE que “criaram-se muitas para fugir à burocracia municipal, o que faz sentido, mas a experiência mostra que se gasta muito mais dinheiro. Haverá poucas que funcionarão de maneira mais económica”, refere.
Na capital do turismo algarvio, Albufeira, o presidente da autarquia admitiu “nunca ter sentido necessidade de recorrer a empresas públicas”.
Desidério Silva, reservado em falar das decisões de outros autarcas, limita-se a defender que a continuarem “devem ser rentáveis e é altura de fazer-se escolhas”.
O ALGARVE ouviu ainda os presidentes das câmaras de Lagoa e Silves, José Inácio e Isabel Soares, também se associam aos que não vêm com bons olhos o “caminho das empresas públicas”.
Observatório do Algarve

A alfarrobeira deixou de ser vista como a "arvore das patacas" para o agricultor, mas ainda domina a paisagem algarvia.

A alfarrobeira deixou de ser vista como a "arvore das patacas" para o agricultor, mas ainda domina a paisagem algarvia. A cultura tradicional faz-se de sequeiro, mas existe agora a possibilidade de vir a ser regada com águas residuais tratadas. Além do aumento e da maior rapidez da produção, evita-se o despejo dos esgotos nos rios e ribeiras. No barrocal de Salir, concelho de Loulé, vai ser desenvolvido uni projecto experimental.


Manuel Costa, agrónomo, viu um colega dinamarquês a usar lamas provenientes de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) para fertilizar o terreno onde plantava relva. O acto, em si, não lhe pareceu nada estranho. O que lhe causou admiração foi quando viu a proveniência do produto, escrito nas embalagens -importado dos Estados Unidos da América. "Os deuses devem estar loucos", comentou. É que, em Portugal, diz, "mandamos as lamas para os aterros e não aproveitamos o seu potencial nutriente na agricultura". Com um doutoramento na área agro- ambiental, tenciona pôr em prática os conhecimentos para regar alfarrobeiras, com os efluentes, tratados, provenientes da ETAR de Salir - evitando que o esgoto vá parar à ribeira da Benémola, onde nasce o principal aquífero do Algarve.
Durante seis anos, o investigador andou a "pregar no deserto" para convencer as entidades oficiais da necessidade de usar os efluentes das ETAR na rega de pomares e hortaliças. "Tem sido uma luta inglória", desabafa. Só .-recentemente é que encontrou quem acreditasse que valeria a pena investir nesta área.
Luís Caliço, ex-atleta olímpico, agarrou na ideia. "Acho interessante, mais pelo valor ambiental do que pelo rendimento que espero tirar das alfarrobeiras", disse o antigo profissional de windsurf, que participou nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988.0 preço de arroba de alfarrobas é 4,2 euros, quando em tempos passados já chegou aos dez euros.
O vice-presidente do Agrupamento de Alfarroba e Amêndoa do Algarve (Agrupa),
Horácio Piedade, comenta que em "menos de seis euros a arroba não paga a mão-de-obra na apanha". O representante dos produtores sublinha: "O fruto não fica na arvore porque são os proprietários que apanham e não fazem contas ao trabalho".
Investimento de 75 mil euros
A oportunidade de pôr em prática a investigação desenvolvida na Universidade do Algarve surge num terreno de 16 hectares, situado junto à ETAR de Salir. Em vez dos efluentes serem lançados na ribeira, serão reutilizados na rega de duas mil árvores. A propriedade, situada numa encosta, pedregosa, está coberta por velhas e caducas alfarrobeiras, deixadas ao abandono, sobrevivendo em disputa com os carrascos e outras espécies autóctones, onde se escondem os coelhos. Dentro de três a quatro anos, prevê o agrónomo, "teremos árvores, verdinhas como laranjeiras, carregadas de fruto".
Luís Caliço, profissionalmente ligado à área de compra e venda de propriedades, vê nesta intervenção agro-ambiental a concretização de um sonho familiar. "O meu pai já tinha um projecto para recuperar as alfarrobeiras, mas não passou do papel". Manuel Costa, que também fez um mestrado em Biologia na Noruega, sublinha: "Esta agua [efluentes] contém o alimento perfeito para as árvores, azoto e fósforo". E não há perigo de contaminação do solo? "Não, porque no Algarve não há fábricas e, por isso, a percentagem de metais pesados nos esgotos é residual."
O projecto, candidato a fundos comunitários, representa um investimento de 75 mil euros. "Se eu fosse americano, o financiamento estava garantido", diz Manuel Costa, recordando a cena que observou em Loulé, quando foi montado um relvado [entretanto, substituído por um passeio em pedra] em volta da estátua na rotunda principal da cidade. "Quando vi o meu colega Ijahn Jansen usar lamas importadas dos EUA, ainda olhei duas vezes para ver se tinham sido enriquecidas, mas não, eram mesmo lamas de ETAR". Em Portugal, acrescenta, "mandamos as lamas para aterro e compramos azoto, fósforo e potássio, produzidos pelas fábricas", A aplicação de lamas e efluentes tratados na rega, desde que devidamente controlada, \ enfatiza, "dispensa a aplicação de i adubos". Mas, lamenta: "Nós temos l a tendência para não usar o que é  fácil e barato".
O dirigente da associação ambientalista Almargem, Luís Brás, destaca a "velha batalha" que tem travado para que os campos de golfe passem a ser regados a partir dos efluentes tratados das ETAR. Dos 41 campos de golfe existentes na região, sublinha, apenas o campo dos Salgados (Albufeira) cumpre uma norma que jã existe na legislação, mas não é aplicada. A declaração de impacto ambiental dos projectos aprovados depois de 2004, nota, "exige a reutilização das águas residuais na rega, concedendo um período de transição para se adaptarem".
No entanto, uma vez que é mais barata, a agua proveniente dos furos ou dos perímetros de rega (barragens) acaba por ser a principal fonte de abastecimento. A empresa Águas do Algarve, há cinco anos, anunciou a intenção de avançar com um investimento nesta área, mas, aparentemente, por falta de interesse dos potenciais consumidores, o projecto ficou parado.
Luís Caliço prevê que as alfarrobeiras regadas "ainda possam vir a ser uma boa cultura". Portugal ocupa o terceiro lugar na produção a nível mundial (40 mil toneladas), atingindo um volume de negócios de 32 milhões de euros. O principal produtor é Marrocos, com 100 mil toneladas, Espanha vem a seguir, com 7O mil toneladas.
blog SO ! Somos Olhão

Lucy in the sky with diamonds *


A notícia não poderia ser mais cintilante. A quatro mil anos-luz daqui, foi descoberto um planeta bem maior do que a Terra, inteiramente composto por carbono cristalino, logo... diamante!
Como prova de que o mundo da ciência também pode ter sentido de humor... é bem provável que venha a chamar-se “Lucy”, como a que cantaram Lenon e McCartney... no céu, com diamantes...
Entretanto, Vítor Gaspar, do ministério das Finanças, negou que o Governo vá lançar uma taxa “colossal” sobre o planeta... e as funcionárias e funcionários das agências de viagens, já não sabem mais o que fazer para convencer as “tias” de Cascais e da Lapa (mais algumas da Foz, no Porto), de que quatro mil anos-luz... é muito longe!!!

* Canção composta pela dupla Lenon/McCartney (ou apenas Lenon), integrada no álbum dos Beatles "Sargent Pepper's Lonely Hearts Club Band", de 1967