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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Os recados que Passos Coelho não ouviu
25-08-2011

O presidente da Comissão Política Regional da Juventude Social Democrata, Bruno Inácio, viu anulada a sua intervenção política na Festa do Pontal, em Quarteira, para dar lugar às declarações do líder Passos Coelho em horário nobre. Saiba que recados a “jota” se preparava para dar.  
 
Os jovens social-democratas algarvios preparavam-se para reclamar a Pedro Passos Coelho um aumento das bolsas de estudo universitárias, uma melhor rede de transportes regional e mais condições empresariais no aproveitamento da “economia do mar”, segundo uma entrevista que será publicada no Jornal “O Algarve” na sua edição de amanhã.
O discurso de Bruno Inácio que ficou na “gaveta”, causou algum mal estar, entre a “jota” laranja, agravado quando o líder nacional do partido tornou notória essa falta em público.
Na intervenção idealizada para o Pontal, Bruno Inácio preparara um discurso de “esperança”, sem deixar em claro que “muitos jovens estão no desemprego e no Algarve atinge níveis dramáticos”.
No futuro Bruno Inácio conta levar ao partido ainda outros temas, nomeadamente em matéria de reorganização da rede de ensino superior na região, a problemática da habitação com a “taxa turística” a dificultar sobremaneira a “emancipação” ou para a necessidade de potenciar estilos de vida saudáveis entre os mais jovens.
O líder regional da JSD, iniciou a sua carreira política aos 18 anos, passada uma década está a liderar a JSD/Algarve. A sua experiência autárquica como presidente da Assembleia de Freguesia de Querença (Loulé) e de Conselheiro Nacional do PSD foi “decisiva neste percurso”, salienta.
Obsrvatório do Algarve

Paulo Portas apoia em força campanha na

Madeira. PSD incomodado

 
Para além das Jornadas do CDS, Portas voltará para o final da campanha
Continua a troca de mimos entre PSD e CDS com a Madeira em pano de fundo. E para que a coisa azede ainda mais sucedem-se as visitas de Paulo Portas à autonomia regional, onde vai encerrar as próximas jornadas parlamentares do CDS, marcadas para 5 e 6 de Setembro, e regressará para a última fase da campanha eleitoral, em Outubro. O líder do CDS-M, José Manuel Rodrigues, disse ao i que a visita já foi combinada com Portas, mas espera pelas jornadas parlamentares para confirmar a data.

Estas visitas provocam mal-estar no PSD, parceiro de coligação no governo da República. Guilherme Silva, da Comissão Política Regional do PSD-Madeira, diz que "a região autónoma não precisa de políticos nacionais" e que as visitas do líder nacional do CDS mostram que não compreende o sentido da autonomia regional: "Se entendesse bem a autonomia, Paulo Portas não teria este tipo de postura." O deputado que representa a Madeira na Assembleia da República ainda acrescenta que "para o PSD estas visitas são ajudas, pois confirmam que o PSD é o único partido que garante a autonomia e os nossos resultados dos últimos anos provam que os madeirenses percebem isto".

José Manuel Rodrigues, que não poupa críticas à governação de Alberto João Jardim, defende não haver uma presença de Portas na ilha maior que nas campanhas anteriores. A tese suportada igualmente por João Almeida, vice-presidente do grupo parlamentar centrista, que recorda ter havido um apoio muito superior de Portas ao CDS-Açores durante a última campanha eleitoral no arquipélago, com visitas a todas as ilhas. Mas desta vez Portas é parceiro de coligação do PSD de Passos Coelho no governo. Nem por isso o social-democrata Alberto João Jardim é agora poupado pelo CDS.

Para José Manuel Rodrigues, o pensamento do CDS-M é conhecido e consequente desde sempre e o que mudou é que na Madeira não há dinheiro e "João Jardim está a enterrar a autonomia". E acrescenta ser "uma pena que João Jardim não tenha saído em 2000, pois isso teria permitido renovar a classe política madeirense". Rodrigues, que foi recentemente considerado por João Jardim "um fariseu que se diz de um partido cristão", compara a herança de três décadas de governação na Madeira com a deixada por Sócrates. "O Dr. Jardim é muito parecido com o Eng. Sócrates na forma de governar e a Madeira precisa de abandonar este modelo despesista", defende.

Já Guilherme Silva nega aos centristas fundamento moral para se arvorarem em defensores dos madeirenses, recordando que "quando o PSD votou contra a lei do PS de finanças das regiões autónomas, que retirou aos madeirenses milhões de euros, o CDS absteve-se". E não perdoa ao líder do CDS-M ter dito que "nunca fará uma coligação com Jardim" caso este não obtenha maioria governativa. No entanto, o deputado do PSD ressalva não esperar que "esta postura" afecte a coligação a nível nacional, lembrando que a história das coligações PSD/CDS foram sempre marcadas pela ausência de coligação entre os dois partidos na Madeira. A convicção é partilhada por Hermínio Loureiro, secretário- -geral adjunto do PSD, ao lembrar que os dois partidos têm o direito de escolher aquela que entendem ser a melhor forma de fazer política, mas não sem criticar "a estratégia definida pelo CDS na Madeira".

João Jardim começa a dar sinais de irritação face às denúncias de desgoverno com que tem sido mimoseado pelo CDS-M, nomeadamente quanto à exigência da troika ao governo da República face à derrapagem financeira da região. Em declarações ao "Jornal da Madeira" durante as suas férias em Porto Santo, Jardim afirmou que "não ia deixar de desenvolver a Madeira só para continuar subjugadinho a Lisboa, que é o que o senhor Rodrigues e os socialistas nos querem impor". José Manuel Rodrigues denuncia: "Jardim transformou a Madeira num protectorado, condenou precisamente a autonomia com uma governação desastrosa." "Agora percebeu que o CDS é o seu adversário principal por ser a verdadeira alternativa", acredita.
jornal i 

ANA DE AMSTERDAM - I-PHONE

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
I-PHONE

Conheço um casal feliz. Digo-o, a sério que o digo mesmo, sem ponta de sarcasmo. Nunca discutem. Vivem em perfeita harmonia, sem preocupações ou arrelias. Têm uma vivenda em caxias, profissões de sucesso, uma empregada interna, que se chama Bela e é muito competente, faz lasagna de beringela e pinhões, saladas de melancia e hortelã, têm dois filhos, um cão e dois gatos persas, a Amélia e o Zorba. Viajam todos os anos. Tratam-se um ao outro por amor. Amor, diz ela e a voz fica macia, como um novelo de lã. Amor, diz ele e vê-se que há ali um misto de doçura e lascívia, um desejo carnívoro de a tomar, corpo todo, quando a vivenda repousa. Fizeram anos há pouco tempo. Ele ofereceu-lhe um i-phone. Ela, exactamente passado um mês, na festa de aniversário que lhe preparou, também lhe ofereceu um i-phone. É tão bom quando um casal se conhece assim, do avesso.

Ana Cássia Rebelo
lido no blogue Ana de Amsterdam

Líbia – Com o dinheiro não se brinca!


Numa singela e absolutamente transparente amostra da estirpe de “liberdade” e de “democracia” que os ventos da NATO e os seus mercenários transportaram dos EUA para despejar sobre Líbia em doses mortais, um grupo de grandes empresários líbios que, obviamente, fizeram as suas fortunas sob o comando de Kadafi, acharam chegada a hora de mostrar o seu incondicional e sentido apoio à causa dos “rebeldes”, pedindo a cabeça do histórico líder do país. Morto ou vivo. Oferecem mais de um milhão de dólares de recompensa e, a ver pela gorjeta extra, o total perdão, seja de que crime for... está mesmo a ver-se qual o crime que pretendem “perdoar”: o assassínio de Kadafi.
Entretanto, sem um pingo de pudor, na comunidade internacional especializada em exportação de “liberdade e democracia”, está aberta, às claras e descaradamente, a luta pelo controlo do petróleo líbio.
Neste caminho criminoso feito de milhares de bombardeamentos dos EUA, sem os quais os “rebeldes” e os mercenários pagos por forças estrangeiras, nunca teriam avançado um quilómetro, somaram-se, ao longo dos últimos dias, os relatos das verdadeiras “estradas” que a destruição e mortes resultantes desses bombardeamentos foram abrindo ao avanço dos “opositores” do regime. De súbito, uma notícia estranhamente diferente, num noticiário nocturno da Antena 1:
«Os rebeldes, apoiados pela aviação da NATO, atacaram e conseguiram controlar o porto petrolífero de Ras Lanuf... sem provocar quaisquer danos materiais».
Como se vê, há que ter sempre presentes as verdadeiras prioridades... e com um porto petrolífero não se brinca!

 

AS BONITAS PALAVRAS

Onde está a concretização desses grandes princípios com que nos venderam a Europa ?
A Europa da "coesão económica e social"; da "harmonização por cima" das conquistas sociais ; a Europa do Estado social , do "pleno emprego ".
E o que nos que nos dizem agora aqueles que afirmavam que estávamos no" bom caminh0 ", "no poletão da frente", que íamos ter um mercado de centenas de milhões à disposição, com grande poder de compra....
Estão caladinhos e reverentes aceitando as descaradas Cimeiras entre Sarkozi e Merkel que funcionam como um Directório de Grandes Potências , aceitando a especulação sobre a dívida pública , aceitando os juros agiotas que estrangulam 0 povo e o país . São uns artistas na arte da dessimulação
Ae situação economica , financeira e social da União Europeia vai-se agravando ao mesmo tempo que cresce a concentração da riqueza . Os grandes continuam a recusar a emissão das Euro- obrigações e a especulação contra as dívidas públicas não só continua como se intensifica.
É neste quadro que percebe a proposta do banco Barclays para a criação de uma Agência Europeia de empréstimo para a zona Europeia. Uma maneira de contornar a recusa política das euro- obrigações ....



Comunidade internacional abre "guerra" pelo petróleo da Líbia

O petróleo tem sido o troféu das guerras contemporâneas. Quem não esteve do lado "certo" desde o início do conflito, está a fazer piruetas. A China é a mais forte candidata à medalha de ouro da acrobacia diplomática.
No terreno, o cheiro ainda é de pólvora. Mas é atrás do cheiro do “ouro negro” que estão já as maiores potências internacionais.

Consolidada a expectativa de que o regime de Muammar Kadhafi morreu ontem ao fim de quatro décadas com a ocupação do seu quartel-general pelas forças rebeldes, todos os países estão a mexer peças no sentido de se aproximarem do conselho de transição, que tenciona marcar eleições dentro de oito meses, e de reposicionarem as respectivas empresas e investimentos num dos países mais ricos em petróleo e gás.

Segundo a agência Bloomberg, a italiana Eni, dona de um terço da Galp, está a fazer lóbi junto dos líderes rebeldes para manter a sua liderança como produtor de energia na Líbia. Um estatuto assegurado dadas as boas relações entre Kadhafi e Sílvio Berlusconi, que só em Abril – e muito a contragosto – permitiu que forças aéreas italianas se juntassem à operação da NATO.

Ainda segundo a Bloomberg, que cita uma fonte anónima próxima da empresa italiana, a Eni quer assegurar-se de que não vai perder terreno para a Total francesa, que dispõe agora da vantagem política de Nicolas Sarkozy ter sido o primeiro líder mundial a reconhecer o movimento rebelde como interlocutor legítimo na Líbia. E quer também travar caminho às petrolíferas britânicas e norte-americanas, cujos países tomaram a dianteira no apoio ao movimento para derrubar o ditador.

Em 2010, a Eni assegurou na Líbia – antiga colónia italiana – cerca de 15% de sua produção mundial. A Total, cerca de 2,5%.

Emergentes tomam posição
À medida que os rebeldes avançavam sobre Tripoli, a maior pirueta diplomática era dada em Pequim. Depois de se ter sempre mostrado contra a intervenção da NATO num Estado soberano, numa linha igualmente defendida pela Rússia (que também se absteve quando a ONU votou a intervenção da Aliança Atlântica), o Governo chinês mudou ontem de discurso.


Em comunicado citado pela Reuters, o ministério dos Negócios Estrangeiros afirma que a China “respeita a escolha do povo líbio” e que “sempre reconheceu importância do papel do Conselho nacional de Transição na resolução dos problemas do país”.

Pequim quer agora que os esforços de reconstrução do país sejam coordenados pela ONU, onde a potência asiática tem assento no Conselho de Segurança, e não pelos ocidentais que financiaram, armaram e lutaram ao lado dos rebeldes. E estará por detrás da posição concertada que os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) deverão apresentar nas Nações Unidas.

A China fez nos últimos anos grandes investimentos, designadamente em infra-estruturas de transporte, a troco de acesso privilegiado ao "ouro negro". No ano passado obteve na Líbia 3% do petróleo importado, o correspondente a 10% das exportações líbias.

ILHA DESERTA: PARAISO SÓ DE ALGUNS!


esta foto da flickr foi retirada da net e acrescentada á notícia do blog Olhão Livre por António Garrochinho

A designada ilha deserta, é indicada no Plano de Ordenamento do Parque Natural da Ria Formosa, como Ilha da Barreta e integra "Área de Protecção Total" nos termos do nº 2 do artigo 17º e sujeita às restrições do artigo 18º, nº 2, que diz só ser permitida a presença humana a funcionários do ICNB, a visitantes de índole cientifica desde que autorizados pelo ICNB, a agentes da autoridade ou em situações de risco ou calamidade.
Não sendo permitida a presença humana, não se compreende como está lá um restaurante de dimensão apreciável, nem como hajam carreiras para aquele destino, a não ser que poderosíssimos interesses se sobreponham.
Enquanto Valentina Calixto presidente da Administração da Região Hidrográfica do Algarve e Macário Correia presidente da Câmara Municipal de Faro e o mentiroso João Alves do ICNB fazem finca pé na demolição das casas dos pescadores na Praia de Faro e admitem esta situação. O restaurante, enquanto apoio de praia é objecto de uma concessão precária e revogável e não podia ali estar por violação do POPNRF.
A imagem mostra o cartaz de uma empresa que faz carreiras para a Ilha Deserta a coberto de passeios turístico-marítimos, com escalas na Ilha dos Hangares, onde os outros barcos de carreira foram proibidos pelo facto de o cais ser pertença do Ministério da Defesa. Resta ainda saber, porque ao estabelecer um preço de ida e volta, na pratica configura uma carreira, onde está o alvará para carreiras de transporte de passageiros como é exigido ás demais empresas do sector.
Francisco Leal, sempre ele, deu uma ajudinha a ultrapassar as ilegalidades, porque precisava de favorecer o Hotel da Estrumeira, proporcionando aos clientes um exclusivo de fruição "publica" que aos nativos da Ria Formosa é proibido.
E se em Olhão é assim, de Faro existem duas carreiras para aquele paraíso a cargo da Sulnideo e de um tal Vargues, curiosamente também proprietario do restaurante.
É verdade que o POOC permite o cais da Estacada da Barreta, mas o POPNRF proíbe a presença humana naquela ilha. O que isto mostra é que a tão apregoada aposta no mar como fonte de recursos é só mais uma atoarda propagandistica do governo, porque afinal as restrições apenas atingem pescadores e mariscadores indígenas e as benesses são para o elemento exterior.
DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS, É ASSIM NESTE PAIS!

 

Crise obriga portugueses a arrendar a própria casa ilegalmente

Bárbara Barroso
A lei é clara: arrendar uma casa que tenha crédito à habitação, é ilegal. Pelo menos se o banco não for avisado e não conceda autorização para outro fim que não o da habitação. Esta é uma situação cada vez mais comum e muito se deve às dificuldades económicas das famílias portuguesas.
O cenário não poderia ser mais adverso: desemprego, aumento dos impostos, subida das taxas de juro e, consequentemente, a redução do poder de compra. Com o mercado imobiliário estagnado, vender uma casa, actualmente, pode demorar vários meses. Perante esta situação alguns portugueses com empréstimo à habitação estão a optar por arrendar a casa. Uma solução que, embora muitos possam não saber, é ilegal.
Jornal de Notícias