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domingo, 21 de agosto de 2011

HOMENAGEM A RICARDO MESTRE VENCEDOR DA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA EDIÇÃO 2011 - VERSOS

Homenagem


A UM GRANDE MESTRE TAVIRENSE


Ah homem do arco da velha!
há muito não via igual:
vem do Monte da Cortelha...
...ganha a Volta a Portugal!!


Na xuxa que tráz ao peito,
revela amor e carinho.
Na sua força e seu jeito,
lembra o Joaquim Agostinho.


Gesto desportivo e honrado,
num herói, feito menino:
a vitória ter partilhado,
com o companheiro Vitorino.


Cortelha, flor silvestre,
esteva da Serra...cheirosa,
Teu filho Ricardo Mestre,
fez-te mais rica e famosa.


Tavira, Pérola Algarvia,
gosto de ti sem cinismo,
tu és para nossa alegria,
A raínha do ciclismo.

José Elias Moreno

As maiores dívidas públicas

PAISES               MIL MILHÕES           % DO PIB

BÉLGICA                     347.0                         98.6
ALEMANHA              1885.0                         75.7
IRLANDA                     152.5                         97.4
GRECIA                       325.2                        140.2
ESPANHA                    676.9                         64.4
FRANÇA                    1615.8                         83.0
ITALIA                       1841.6                       118.9
CHIPRE                         10.9                          62.2
HUNGRIA                      80.1                         78.5
MALTA                            4.3                         70.4
HOLANDA                  379.5                          64.8
AUSTRIA                     198.1                          70.4
POLONIA                    207.7                          55.5
PORTUGAL                142.0                          82.8
REINO UNIDO         1322.5                          77.8
ISLANDIA                       8.4                          91.5
EUA                            9752.9                          92.2
JAPÃO                       8809.2                        217.7
CANADÁ                     909.8                           76.2

Nota: os valores das dívidas dos vários países são apresentados em milhares de milhões de
euros e são relativos a 2010.
Fonte: Comissão Europeia

Marcelo, porta-voz oficial dos encravanços do Governo

Ou como se dá o dito, pelo talvez-dito, e de seguida pelo não-dito:


Podem começar a comprar bilhetes para o TGV.

Falta apenas definir a cor.

O Marcelo explicou "que a vida é assim, e que só depois de chegar ao governo é que se conhecem bem os problemas..." e "que afinal os tais Fundos Europeus não podem ser desviados para outras coisas"..."como a formação profissional" ...( fantástico!)


E o mentiroso era o Sócrates, e mesmo agora, não sei!


Vamos ficar atentos aos desenvolvimentos dentro desta coligação. Os próximos capítulos prometem traição, sangue, adultério e os melhores comentadores em estado de sítio! Vai ser um fim de Verão com muito Carnaval.

sempre

 
É sempre dessa bela flor
que pode ter toda a cor
e que se chama - mulher
que se recolhe o carinho
que se reparte o caminho
que se pretende e se quer
é sempre, sempre da flor
que no parto com ou sem dor
que mais uma voz é ouvida
então se abre para o mundo
esse mistério profundo
que é o mistério da vida !

António Garrochinho

Baby Lores - Creo ( el Comandante ) - musica de Cuba no Algarve - O compositor e cantor de origem cubana Yoandys González, conhecido como Baby Lores, trouxe este sábado, 13 de agosto, os ritmos caribenhos a Vila Real de Santo António num concerto único incluído na programação do “Allgarve’11”.


'Baby Lores' trouxe sons cubanos à marginal de Monte Gordo (veja clip)


O compositor e cantor de origem cubana Yoandys González, conhecido como Baby Lores, trouxe este sábado, 13 de agosto, os ritmos caribenhos a Vila Real de Santo António num concerto único incluído na programação do “Allgarve’11”.  
 
Com entrada gratuita, o concerto começou às 22h00 e assentou na apresentação no primeiro álbum a solo do cantor caribenho intitulado“Creo”.
Ouviram-se temas como “Mi Isla Bonita”, “Soñando Contigo”, “La Saya Azul”, “Se Soltó el Perro” e “Ya No Hacemos el Amor” bons para ouvir e dançar.
Baby Lores iniciou a sua carreira em 1994 no grupo musical infantil Ismaelillo no qual durante oito anos para além de vocalista, aprendeu a tocar vários instrumentos como guitarra, bateria e piano.
Trabalhou ainda como compositor e produtor musical de vários artistas como Orquestra Aché, Sabrosura Viva, Acento Latino, Gente de Zona, entre outros.
Em 2004 junta-se a Leandro Medina Fellové, conhecido como “El Insurrecto” e cria o projeto Clan 537 que lhe trouxe o reconhecimento da indústria musical e permitiu assinar contratos com grandes produtoras internacionais.
Em 2009 inicia a sua carreira a solo e realiza a sua primeira tournée internacional, passando por Espanha e Itália.Criador de temas de sucesso como “La Caperucita” e “La Mujer del Pelotero” continua a ser um dos artistas cubanos com mais projeção no mercado americano.
Observatório do Algarve
'vrsa' 'musica' 'cuba'

O ELOGIO DO MÉTODO




Minh`alma é toda feita da inocência

De eternas e selvagens rebeldias

Nos pontuais arbustos de impaciência

Que florescem nas margens dos meus dias



Cultivo, sem cessar, inteligência,

Privilegio sempre as harmonias

E procuro entender – venero a ciência –

Os frutos que colher por estas vias



Quando algo me transcende, eu não desisto

E guardo pr`a mais tarde o nunca visto

No baú dos meus sonhos de menina



Mais tarde, posso, ou não, achar respostas

[se as coisas forem sendo assim dispostas

no tempo a que esta vida nos confina…]







Maria João Brito de Sousa – 21.08.2011
blog pekenasutopias

O homem a quem chamaram cavalo


O homem a quem chamaram cavalo é o título de um filme do início dos anos 1970 realizado por Elliot Silverstein. Richard Harris protagoniza o papel de John Morgan, um aristocrata inglês que resolveu empreender uma viagem de caça ao oeste americano, em meados do século XIX. Acaba por ser capturado por uma tribo de índios Sioux que o transformam num autêntico cavalo de carga.

Ainda no século XVIII muitas tribos nativas da América do Norte não possuíam cavalos, um animal que havia chegado às Índias Ocidentais pela mão dos Espanhóis, no século XVI. O que é certo é que os mitos tornaram indestrutível o ícone “cavalo”, estereótipo que o tornou indissociável dos Índios da América do Norte.

O filme, uma das peças cinematográficas que melhor retrata a história da vida de uma tribo Sioux, atinge o seu ponto alto quando John Morgan é submetido ao arrepiante ritual iniciático integrado na Dança do Sol. Estes rituais foram proibidos pelas autoridades americanas depois do grande massacre de 29 de Dezembro de 1890 em Wounded Knee.

Tipicamente, este ritual durava quatro dias, destinado a acolher a renovação da Natureza após o Inverno. Cortavam uma árvore, que depois era erigida como poste sagrado à volta do qual a tribo dançava com os olhos postos no céu, acompanhado de jejum e práticas de transudação no interior das tendas, até ao clímax muito bem representado por Richard Harris na pele de John Morgan.

Reproduzindo o que era verdadeiro, vemos Richard Harris suspenso no poste por compridas cordas de fibras e agarrado por fortes ganchos, em forma de bico de águia, espetados nos peitorais, perfurando literalmente a carne. 
As amarras eram retesadas até que a pele dava de si, com o herói a cair no chão desfalecido e exausto de fome. Os dançarinos acreditavam assim ter absorvido a dor e o sofrimento da tribo pelo ano que havia de vir.

John Morgan, depois de ter sido capturado e escravizado, foi a pouco e pouco conquistando a admiração de toda a tribo, mercê da sua grande coragem e carisma. Depois de ter passado pelo tal sacrifício, ao qual resistiu heroicamente, acabou por se tornar líder da tribo.

Em 1890 surgiu uma espécie de profeta, um tal Wovoka, entre os Paiutes. O que propalava este visionário? Nada mais, nada menos, do que o retorno ao período em que os nativos americanos viviam livres da opressão do homem branco. Para que isso acontecesse apelava à realização de uma cerimónia sagrada, a dança dos espíritos, durante cinco dias. Este apelo espalhou-se rapidamente entre as tribos da Grande Planície. Assim, se reuniu uma delegação representante das várias tribos ainda existentes, chefiada pelo chefe dos Sioux, Touro Sentado, que se deslocou à tribo dos Paiutes, para se inteirarem das visões de  Wovoka.

Este acontecimento entretanto assumiu a forma de movimento, cujos contornos acabaram por gerar o pânico no seio dos colonos brancos. Entre os Sioux jovens, que usavam umas camisas a que chamavam “camisas dos espíritos”, circulava uma crença segundo a qual essas camisas os protegiam das balas disparadas pelas armas de fogo dos colonos brancos.

Pode adivinhar-se como tudo acabou: num massacre de mais de 300 “dançarinos dos espíritos” - homens, mulheres e crianças - da tribo dos Lakotas, em Wonded Knee. Este episódio histórico marca o fim da prática da dança dos espíritos.
Enquanto ali estive vi mais do que sou capaz de expressar e compreendi mais do que vi; pois estava a ver de uma maneira sagrada a forma de todas as coisas no espírito e a forma de todas as formas tal como devem viver em conjunto como um único ser. E vi que o aro sagrado do meu povo era um de muitos aros que formavam um círculo, amplo como a luz do dia e o resplendor das estrelas, e no centro crescia uma imensa árvore florida para abrigar todas as crianças de uma mãe e um pai. E vi que era sagrado.
         Alce Negro *

* Alce Negro (1863-1950)
, em Lakota - Hehaka Sapa, foi um célebre pajé e homem santo da tribo Sioux. Com apenas doze anos, participou na batalha de Little Big Horn (1876), em que os Sioux, liderados por Touro Sentado, infligiram séria derrota ao exército norte-americano, comandado pelo general Couster. Saiu ferido do massacre de Wounded Knee.

FOTOS Á DERIVA










recolha de António Garrochinho
e
blog papa açordas

O que os outros escrevem...O Brasil a ir embora.


O que os outros escrevem...O Brasil a ir embora.


Os imigrantes brasileiros estão a ir embora. Empregados de mesa e de balcão, esteticistas, manicuras, motoristas, mecânicos, pedreiros, porteiros, amas, grumetes, garagistas, e praticantes desses mil ofícios humildes ocupados por portugueses e estrangeiros. Sendo naturalmente afáveis pelo recorte da lingua, os brasileiros deram uma nota de cortesia em lugares onde a rispidez portuguesa era uso.

Talvez não se note a lenta partida, mas vai-se notar. E depois deles irão talvez os de Leste, os da Rússia, da Bielorrúsia, da Ucrânia, da Roménia, da Bulgária. Muitos destes imigrantes integraram-se, obtiveram passaporte português, naturalizaram.se. Os filhos nasceram em Portugal. Falam português. Muitos destes brasileiros são hoje brasileiros e portugueses e a ausência será sentida. Porque eles revitalizaram a nossa demografia, pagaram os nossos impostos, descontaram para a nossa Segurança Social. Ao cabo de tantos anos e de tantos engulhos, ver partir estes brasileiros é um sinal da nossa decadência.
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Extracto da crónica semanal de Clara Ferreira Alves na revista Única do semanário EXPRESSO.
blog Tia Anica de Loulé

Alberto João Jardim justifica a dívida com o "ataque financeiro" do Governo socialista através da Lei das Finanças Regionais.

Lusa
 Sábado, 20 de agosto de 2011


O líder do PSD-Madeira está confiante num acordo com o Governo para solucionar a "questão financeira"
O líder do PSD-Madeira está confiante num acordo com o Governo para solucionar a "questão financeira"
Homem de Gouveia/Lusa
O líder do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, disse na sexta-feira à noite que a Região Autónoma da Madeira necessita "urgentemente" de liquidez, acreditando ser possível um acordo com o Governo para solucionar a questão financeira.
"A Madeira tem muito património, graças a Deus, o património que a Madeira tem é mais do que suficiente para cobrir muitas vezes a sua dívida, o problema é liquidez e nós precisamos, urgentemente, dessa liquidez para poder pagar os fornecedores em atraso, para poder terminar as obras que estão em curso", afirmou Alberto João Jardim.
O presidente do PSD-M, discursava no Porto Santo, no tradicional comício que assinala a "rentrée" política do partido na região, ocasião em que explicou que é nesse sentido que "se vai procurar fazer um acordo com o atual Governo da República", de coligação PSD/CDS-PP.
Alberto João Jardim, que há mais de 30 anos preside ao Executivo regional, justificou a dívida da Madeira com o "ataque financeiro" do Governo socialista através da Lei das Finanças Regionais.
Para o dirigente do PSD-M, a situação destruiu o que estava planeado e as "legítimas expetativas" que existiam face à lei que estava em vigor.

"Gente dos partidos" em "sociedades secretas"


"Com este rombo nas finanças da Madeira, eu só tinha duas hipóteses: ou fazia como no boxe, jogava a toalha ao chão e desistia (...) ou então enfrentava-os como enfrentei e aumentei a dívida da Madeira", declarou Alberto João Jardim, referindo que preferiu a "derrapagem financeira" para "resistir à agressão socialista (...) e agora poder negociar com o Governo que é liderado pelo PSD" a ter que se "render e ter parado com tudo".
Às centenas de pessoas que assistiam ao comício, o social-democrata acrescentou que a restauração das finanças públicas da Madeira é um dos quatro objetivos do programa de Governo com que se apresenta, novamente, às eleições legislativas regionais de 9 outubro, que incluem a manutenção do Estado social, a continuação das obras em curso e a concretização das que foram lançadas, e o alargamento da autonomia.
Num discurso de quase uma hora, no qual repetiu as críticas à oposição, sobretudo ao PS e ao CDS, Alberto João Jardim enumerou as conquistas de mais de três décadas de governação, considerou que o atual regime político português "assenta em muitos interesses económicos" e apontou a existência de "gente dos partidos" em "sociedades secretas" que dão "ordens" no que se passa no país.

Jardim mais à esquerda do que há 30 anos


A este propósito, o líder do PSD-M salientou haver "uma coisa esquisita em Portugal", o facto de o novo Governo não ter tocado "na administração socialista da RTP nacional".
"E se não tocou eu quero saber quais são os contratos e quais são os jogos que estão por trás da cortina, eu quero saber se a Maçonaria está por trás deste acordo de manter na televisão os socialistas", exigiu Alberto João Jardim.
O dirigente, que não passou ao lado da crise financeira, admitiu ainda estar hoje mais à esquerda do que há 30 anos depois de ver como o sistema capitalista se "degradou".

Veja o vídeo SIC: EXPRESSO

NO CAMPASSION - MASSACRE NA NORUEGA

 

no compassion

Não há compaixão nas sociedades nórdicas. Por isso é que a Lei procura introduzir algum humanismo nas relações sociais.
Quando se parte o verniz, porém, os nórdicos revelam o seu verdadeiro carácter e evidenciam todos os seus mecanismos tradicionais de defesa.
Estou convencido de que o Sr. Anders Breivik não devia conhecer esta faceta dos seus conterrâneos. Certamente estava à espera de um alegre convívio na cadeia, de uma resposta positiva à sua solicitação de um psiquiatra japonês, de um palanque para se gabar das suas façanhas, de um écran de plasma e de uma Playstation, para se entreter a matar “monstrinhos”.
A realidade é que já completou 1 mês de solitária e vai completar o segundo. E que, por certo, não se vai livrar de perpétua.
No nosso País, por esta altura, já toda a gente chorava a triste sorte dos Breivick’s e até a desgraça do Anders: “Ele até que não é mau rapaz, foi qualquer coisa que lhe deu...”. A responsabilidade pelos seus actos seria atribuída a factores externos (os portugueses têm um locus externo) – foi a educação que recebeu, a rejeição social ou até... foi o diabo.
Na Noruega, uma sociedade masculina, a responsabilidade será considerada 100% do Anders e os noruegueses não demonstrarão qualquer compaixão. Eles não sabem o que isso é.

Blog uma mesa de luz - Alte - Algarve - fotogaleria

alte















Alte (2)










Filarmónica Fraude – Animais de estimação


Numa viagem à longínqua juventude dos meus dezassete anos, lembrarei hoje uma rapaziada de Tomar, cidade onde vivi por um curto mas decisivo espaço de tempo. Numa altura que ainda só tinha sido “apresentado” aos discos dos meus mestres, aqueles que me mostraram que era possível outra música portuguesa, estes tomarenses, apenas um pouco mais velhos do que eu, foram uma das melhores coisas que me aconteceram aos ouvidos.
Fiquei a saber que era possível trazer para cá a modernidade dos sons que já se ouviam lá por fora, construindo um projecto “roqueiro” que, para além dessa estética musical, ousava falar do que via à sua volta, exactamente como os tais baladeiros... mas falando noutro “som”.
Apenas gravaram um LP, "Epopeia", de 1969, e, no mesmo ano mas antes do LP, dois discos dos mais pequenos (EP, discos de quatro canções). E ainda bem que os gravaram, pois num desses “pequenos” estava o seu maior sucesso, “O menino” (Quando eu era pequenino, acabado de nascer...), uma enorme ousadia, na altura, pela forma como pegaram numa canção tradicional da Beira Baixa, e no outro, de 1969, “Animais de estimação”, um tema corrosivo até ao osso. A capa que se vê aqui em cima, é da reedição num Single, de 1975, apenas destas duas canções.
Chamavam-se “Filarmónica Fraude” e são, até hoje, a minha "banda" portuguesa favorita de antes de Abril de 74. A canção, dedico-a, tal como eles fizeram há mais de quarenta anos, às madames portadoras de um deliquescente espírito caridoso, que por estes dias andam (mais uma vez) felicíssimas com os seus “filhotes” que, mal acabados de chegar ao poder, reinstituíram a caridade como “política social” oficial do Estado.
“Animais de estimação” – Filarmónica Fraude
(António Pinho/Luís Linhares)