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quarta-feira, 17 de agosto de 2011


Dias de verão



(Gaivotas - Costa da Caparica)

Blog Terra dos espantos
post Francisco Clamote

VILA DA RESTAURAÇÃO


foto sapo.pt
com o mar paredes meias
é das tuas açoteias
que se recordam tempos que lá vão
terra linda de pescadores
vizinha do campo e das flores
ó Vila da Restauração

gente viva muito bairrista
de muita história, muita conquista
de humilde coração
postal do povo Algarvio
este Sul azul e estio
ó linda cidade de Olhão

António Garrochinho

MADEIRA - REFERENDO JÁ !


 

foto trabalhada por e da responsabilidade de António Garrochinho


As regiões autónomas tem a sua razão de ser e todos nós compreendemos que haja necessidade de custear so custos de insulariedade. De um modo geral, os cidadãos das regiões autónomas tem algumas "benesses" para fazerem face aos chamados "custos de insulariedade". Tem o IVA mais baixo que os continentais, tem um IRS mais leve, tem preços reduzidos nos transportes aéreos e a função pública, professores incluídos, tem uma progressão na carreira mais rápida. Isto é compreensível. O que já não é compreensível é o esbanjar dos dinheiros de todos e ainda por cima, sermos todos os portugueses insultados, ofendidos por um qualquer Bukassa da Madeira.
O défice democrático na Ilha da Madeira é do conhecimento de todos. Alberto João Jardim não dá hipóteses a quem quer que seja que não tenha o cartão laranja e, muito pior ainda, a todos aqueles que se atrevam a fazer-lhe oposição. Infelizmente, os dirigentes do PSD sempre se curvaram diante daquele ditador porque é importante manterem o Poder. Até o Presidente da República serviu de capacho a Alberto João. Este presidente não tem caracter, não tem coragem, não passa de um reles lacaio ao serviço do grande capital e de interesses menos claros como os de Alberto João. Quem não se lembra do episódio em que Alberto João transformando os deputados do parlamento regional, em ignorantes, "impedindo" de Cavaco Silva se encontrar com eles no parlamento Regional.
O governo da Madeira só tem feito parte da boa viagem. Colhem os benefícios e os continentais que paguem a parte que a eles corresponde. Não! Isto tem que acabar. Não temos que ser só os continentais a suportar as "asneiras" de Alberto João Jardim. Os madeirenses que também contribuam. Se querem ser considerados portugueses que contribuam de igual forma aos continentais. Para acabar com este estado de coisas é importante referendar a posição da Madeira. Querem a independência? Ok, td bem mas não levam mais nada deste País...

blog Olhão livre

A Minha Saudade Tem o Mar Aprisionado

A Minha Saudade Tem o Mar Aprisionado



A minha saudade tem o mar aprisionado
na sua teia de datas e lugares.
É uma matéria vibrátil e nostálgica
que não consigo tocar sem receio,
porque queima os dedos,
porque fere os lábios,
porque dilacera os olhos.
E não me venham dizer que é inocente,
passiva e benigna porque não posso acreditar.
A minha saudade tem mulheres
agarradas ao pescoço dos que partem,
crianças a brincarem nos passeios,
amantes ocultando-se nas sebes,
soldados execrando guerras.
Pode ser uma casa ou uma
rede                                                    
das que não prendem pássaros nem peixes,
das que têm malhas largas
para deixar passar o vento e a pressa
das ondas no corpo da areia.
Seria hipócrita se dissesse
que esta saudade não me vem à boca
com o sabor a fogo das coisas incumpridas.
Imagino-a distante e extinta, e contudo
cresce em mim como um distúrbio da paixão.

José Jorge Letria, in "A Metade Iluminada e Outros Poemas"
José Malhoa

Jerónimo de Sousa diz que Governo "tem medo da luta organizada" contra austeridade
15-08-2011

O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, responde ao Primeiro-ministro e garantiu hoje que o partido vai lutar contra as medidas de austeridade do Governo e que não irá aceitar acordos em sede de concertação social.  
 
Numa resposta ao apelo feito pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no domingo à noite, na Festa do Pontal, aos parceiros sociais para que cheguem a acordo com o governo em sede de concertação social para evitar que Portugal entre no caminho de conflitualidade de outros países, Jerónimo de Sousa considerou que o executivo "tem medo da luta organizada".
O secretário-geral comunista disse que "só há um partido capaz de organizar e mobilizar a luta e é o PCP" e que o governo tem "medo da luta organizada pelo movimento sindical, pelas comissões de utentes, pelas associações e da luta política organizada pelo PCP".
"Por isso, o primeiro-ministro veio ao Algarve dizer que era má a conflitualidade que está acontecer noutros países e que em Portugal devíamos era fazer concertação social. Aqueles que estão a vergastar duramente os interesses, direitos e aspirações dos trabalhadores, os que são implacáveis com os interesses e aspirações das novas gerações, com os mais velhos, os mais pobres, são implacáveis nos cortes, nas medidas de austeridade, vêm dizer às vítimas para se resignarem, concertarem e assinarem a concertação", ironizou.
Num comício realizado em Monte Gordo, concelho de Vila Real de Santo António, Jerónimo de Sousa sublinhou que "era a mesma coisa que uma pessoa estar a ser roubada e aplaudir e assinar a dizer que concorda com o ladrão".
"Não faremos isso. Faremos a luta, organizada, não para destruir mas para construir a alternativa. Dizem que é tudo inevitável, mas inevitável só é a morte. Em Portugal, como o povo já demonstrou, há sempre alternativa, possibilidade de mudança e de o povo impor a sua vontade", considerou.
O líder do PCP criticou as medidas de austeridade tomadas a pedido da troika do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia e disse que o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, deu "um espetáculo triste" ao vir anunciar um aumento do IVA na eletricidade, mostrando-se de "espinha vergada, numa posição de pau mandado".
"Não é uma questão de soberania nacional, é de dignidade nacional ter um governo que aceita estes estrangeiros como donos, protetores e governantes do nosso país", acrescentou.
Jerónimo de Sousa afirmou que aos portugueses "esperam grandes combates, grandes ofensivas, grandes dificuldades para a vida de quem trabalha, de quem vive da sua pensão ou reforma, para quem vive do seu pequeno negócio, porque já estão a ser duramente atingidos pela política deste governo".
Oservatório do Algarve

ESTES SÃO ALGUNS DOS INDIVÍDUOS QUE VÃO À TELEVISÃO EXPLICAR AOS PORTUGUESES PORQUE DEVEM FAZER SACRIFÍCIOS

Convém recordar: António Lobo Xavier


Administrador não executivo da Sonaecom, da Mota-Engil e do BPI, António Lobo Xavier auferiu 83 mil euros no ano passado (não está contemplado o salário na operadora de telecomunicações, já que não consta do relatório da empresa). Tendo estado presente em 22 encontros dos conselhos de administração destas empresas, o advogado ganhou, por reunião, mais de 3700 euros.

Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

Convém recordar: José Pedro Aguiar-Branco


O ex-vice presidente do PSD José Pedro Aguiar-Branco é outro dos "campeões" dos cargos nas cotadas nacionais. O advogado é presidente da mesa da Semapa (que não divulga o salário do advogado), da Portucel e da Impresa, entre vários outros cargos. Por duas AG em 2009, Aguiar-Branco recebeu 8 080 euros, ou seja, 4 040 por reunião.

Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...E agora é Ministro da Defesa.

Convém recordar: António do Pranto Nogueira Leite


Segue-se António Nogueira Leite, que é administrador não executivo na Brisa, EDP Renováveis e Reditus, entre outros cargos. O economista recebeu 193 mil euros, estando presente em 36 encontros destas companhias. O que corresponde a mais de 5 300 euros por reunião.

Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...


Convém recordar: João Vieira Castro

O segundo mais bem pago por reunião é João Vieira Castro (na infografia, a ordem é pelo total de salário). O advogado recebeu, em 2009, 45 mil euros por apenas quatro reuniões, já que é presidente da mesa da assembleia geral do BPI, da Jerónimo Martins, da Sonaecom e da Sonae Indústria.


Convém recordar: Daniel Proença de Carvalho


Proença de Carvalho é o responsável com mais cargos entre os administradores não executivos das companhias do PSI-20, e também o mais bem pago. O advogado é presidente do conselho de administração da Zon, é membro da comissão de remunerações do BES, vice-presidente da mesa da assembleia geral da CGD e presidente da mesa na Galp Energia. E estes são apenas os cargos em empresas cotadas, já que Proença de Carvalho desempenha funções semelhantes em mais de 30 empresas. Considerando apenas estas quatro empresas (já que só é possível saber a remuneração em empresas cotadas em bolsa), o advogado recebeu 252 mil euros. Tendo em conta que esteve presente em 16 reuniões, Proença de Carvalho recebeu, em média e em 2009, 15,8 mil euros por reunião.

Estes é um dos indivíduos que vai rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

Convém recordar: Gestores não executivos recebem 7 400 euros por reunião!!!

Embora não desempenhem cargos de gestão, administradores são bem pagos.
Por cada reunião do conselho de administração das cotadas do PSI--20, os administradores não executivos - ou seja, sem funções de gestão - receberam 7427 euros. Segundo contas feitas pelo DN, tendo em conta os responsáveis que ocupam mais cargos deste tipo, esta foi a média de salário obtido em 2009. Daniel Proença de Carvalho, António Nogueira Leite, José Pedro Aguiar-Branco, António Lobo Xavier e João Vieira Castro são os "campeões" deste tipo de funções nas cotadas, sendo que o salário varia conforme as empresas em que trabalham.

Estes são alguns dos indivíduos que vão rotineiramente à televisão explicar aos portugueses a necessidade de sacrifícios e de redução de salários...

publicado por António Vilarigues

 

Os pobres tomam menos banho, é?


Teve sucesso uma frase de domingo à noite, na TVI, sobre o aumento do IVA no gás e na electricidade: "É evidente que isto é uma pantufada monumental na classe média", disse Marcelo Rebelo de Sousa. Pantufas usam-se em casa e são suaves, uma espécie de luvas grossas para os pés. Bater com elas é uma espécie de bofetada com luva branca sem o desdém que esta implica. "Pantufada monumental" é uma contradição de termos. Adiante. O que me espantou foi, falando-se do aumento do IVA no gás e na electricidade, o porquê da classe média ser a mais prejudicada. Só vejo uma razão: os pobres não tomam banho em Portugal. É uma tese curiosa que espero que Marcelo desenvolva melhor na próxima semana. É verdade que ele já adiantou que "o Governo vai acautelar as classes mais pobres com tarifas sociais". Mas sabemos o que são, sempre, as tarifas sociais em Portugal e particularmente o que elas são agora, em tempos de vacas magras: migalhas para um lote ínfimo de desfavorecidos. A maioria dos pobres, tal como a classe média, vai ter o IVA aumentado de seis para 23 por cento. Não comento aqui a medida. Estranho, insisto, é ela ser "pantufada" especialmente dirigida à classe média. Mesmo dando de barato que os pobres tomem menos banho, noutro uso que dão ao gás e à electricidade, a cozi- nha, eles são mais prejudicados do que a classe média. Eles são mais por longos refogados e fritos e esta mais por saladas, poupando no fogão.

DN


Lucro da Cimpor aumentou 34% até junho

A Cimpor obteve um resultado líquido de 132,2 milhões de euros no primeiro semestre do ano, mais 34% do que no mesmo período de 2010, anunciou a companhia num comunicado divulgado esta quarta-feira, através da CMVM.
O volume de negócios da cimenteira cresceu 5,7%, até roçar os 1 450 milhões de euros mantendo-se as margens do ano anterior, quer no 2º trimestre (28,8%), quer no 1º semestre (27,5%).
O ebitda (resultado bruto de exploração) aumentou também 5,7% para os 315,6 milhões nos primeiros seis meses do ano.
As vendas de cimento e clínquer caíram 0,7% (em tonelagem), mas os preços de venda na maioria dos países em que opera compensaram o aumento dos custos com a energia, explica o relatório enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Apesar do efeito negativo das variações cambiais, da paragem no Egito e do declínio do mercado na Península Ibérica, a Cimpor registou crescimento no negócio desenvolvido na China, Turquia e no Brasil.

59. Um dia diferente dos outros



É sempre assim todas as manhãs. Enquanto ainda está estremunhado, esfrega os olhos, levanta a cabeça para olhar o mostrador digital do despertador, solta um palavrão porque é sempre mais tarde do que pensa ser, levanta-se num ápice, dirige-se à cozinha para ligar a máquina do café, espreita o estado do tempo pela janela semi-aberta e vai à casa de banho. Como ainda não acordou, lava a cara com água fria, muitas e muitas vezes seguidas e depois conversa um pouco com o espelho. Escanhoa-se sempre de gilette - há muito que abandonou a máquina de barbear cujo zumbido era como que uma canção de nanar – normalmente prolongando por mais uns minutos a conversa com a sua imagem, coloca o dentífrico na escova, molha a escova na torneira, o dentífrico cai na bacia (porque é que ele repete um gesto que ele próprio considera estúpido e que tem tantas vezes a mesma consequência, não o sabe explicar), repete a operação, lava os dentes, desta vez sem olhar o espelho, pudera, não quer ser criticado. Volta à cozinha, prepara a bica matinal, come uma bolacha de cereais integrais sem açúcar, mastiga devagar apesar de se ter levantado tarde, liga o computador com a chávena do café na mão, bebe-o devagar, saboreando-o enquanto o Windows se inicia. Abre as primeiras páginas dos jornais, principalmente os desportivos, quer ver o que é o que dizem do seu Benfica. Vai ver se os gatos gastaram as munições todas durante a noite, nutre-os e põe-lhes água fresca nos bebedouros. Toma um banho de água tépida, limpa-se cuidadosamente, veste uma camisa branca sem gravata e as suas melhores calças jeans, sapatos de ténis azuis, come uma maçã descascada e um iogurte, coloca um boné de basebol, verifica se desligou o esquentador, a máquina de café, o computador, as luzes e se fechou as torneiras. Volta à cozinha de onde pega no saco plástico preto que tinha preparado previamente, sai e dá quatro voltas à chave. Dirige-se à paragem do autocarro que deve estar a chegar. Faz sinal de paragem com uma mão enquanto a outra segura o saco de plástico preto, mostra o passe e senta-se. Tira do bolso um pequeno rádio transístor com um auscultador mono que enfia no ouvido esquerdo e bate com o pé direito no chão como que a marcar o compasso. Sai na paragem mais próxima do jardim para onde se encaminha ainda de transístor ligado. Quando os primeiros pássaros se aproximam desliga o rádio, tira do saco o pão desfeito e o milho partido. Aos poucos, sente-se rodeado por dezenas de pombos, pardais, patos, gansos, cisnes e outras espécies que ele saberia nomear. Quando se lhe acabou a ração, pediu desculpa às aves porque essa tarde não poderia voltar ao jardim. Era o dia do seu aniversário. Nessa tarde iria à pastelaria, comeria um bolo com muito creme e beberia um copo de café com leite e nem pensaria no colesterol. Se sobrassem migalhas trá-las-ia no dia seguinte.


Baratas em autocarros da Carris -A Carris desinfestou, desde Maio, 200 autocarros devido à presença de baratas, encontrando-se ainda vinte viaturas em fase de limpeza. O Correio da Manhã sabe que, antes deste processo de desbaratização, a empresa tentou aplicar um método de pulverização no ar condicionado dos veículos, técnica que não resolveu o problema

Lisboa: Empresa desinfestou 200 autocarros desde Maio

 

Baratas em autocarros da Carris

A Carris desinfestou, desde Maio, 200 autocarros devido à presença de baratas, encontrando-se ainda vinte viaturas em fase de limpeza. O Correio da Manhã sabe que, antes deste processo de desbaratização, a empresa tentou aplicar um método de pulverização no ar condicionado dos veículos, técnica que não resolveu o problema


Vários utentes queixaram-se nos últimos meses da presença de insectos rastejantes no interior das viaturas, que se encontravam, maioritariamente, nos autocarros mais antigos. "A nossa frota é sujeita a desinfestações programadas trimestralmente, durante os meses de Fevereiro, Maio, Agosto e Novembro. Sempre que ocorre alguma situação anómala, a mesma é corrigida no mais curto espaço de tempo", explicou ao Correio da Manhã Luís Vale, porta-voz da empresa.
Os autocarros, sujeitos à eliminação de insectos por parte da empresa, "vão sendo limpos periodicamente", pelo que "vinte dos 200 autocarros ainda se encontram por limpar", admitiu o porta-voz. Além das desinfestações programadas, a Carris também faz intervenções pontuais. "Estão previstas mais acções. Sempre que é detectada a presença de insectos rastejantes nas viaturas, estas são de imediato substituídas."
A desbaratização ocorreu nas oficinas de Miraflores (Oeiras), um dos terminais da empresa de transportes. A frota da Carris conta actualmente com 748 autocarros.
Nos meses de Verão, a Carris disponibiliza menos carreiras aos utentes e como a desinfestação dos autocarros é realizada por fases, esta situação não deverá afectar o normal funcionamento da rede de transportes, assegura a empresa.
CM