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domingo, 14 de agosto de 2011

ALGARVE - PARQUE NATURAL DA RIA FORMOSA - O Parque da Reserva Natural da Ria Formosa ocupa 60 quilómetros e 18 400 hectares da costa algarvia, numa faixa que se estende de Olhão a Vila Real de Santo António.

Parque da Reserva Natural da Ria Formosa



O Parque da Reserva Natural da Ria Formosa ocupa 60 quilómetros e 18 400 hectares da costa algarvia, numa faixa que se estende de Olhão a Vila Real de Santo António. Classificada como Zona Húmida de Interesse Internacional em 1971, a Ria Formosa é um labirinto de sapais, ilhas e penínsulas, que se prestam a bons descansos de praia e quilómetros de caminhadas. Nestes percursos, os visitantes mais atentos podem cruzar-se com o camaleão ou o caimão, espécies raras ou em vias de extinção. E, no inverno, as aves europeias (pato trombeteiro, marrequinho comum, tarambola cinzenta), vêm em busca de paragens mais amenas. Mas o interesse da Ria Formosa não está apenas nos fascínios da Natureza. Na órbita destes sistemas lagunares instalaram-se povoações que vivem da extração do sal, do peixe, do polvo e da ameijoa. Para além do sol e da praia, a ria esconde preciosidades marítimas como o cavalo marinho e a cipreia. Ligada a terra pelas penínsulas do Ancão e de Cacela, pela Ria Formosa espalham-se as ilhas da Barreta, Deserta, Farol-Culatra, Armona-Fuseta, Tavira e Cabanas.
Algarve

ALGARVE - TAVIRA EM GRANDE NA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA - André Cardoso (Tavira-Prio) venceu hoje a etapa rainha da Volta a Portugal em bicicleta, a oitava, que ligou Seia à Torre, na distância de 182,8 quilómetros, enquanto Ricardo Mestre, seu companheiro de equipa, reforçou a liderança.

 ALGARVE - TAVIRA EM GRANDE NA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA

Volta a Portugal: André Cardoso vence na Torre e Mestre mais perto da vitória final
13-08-2011

André Cardoso (Tavira-Prio) venceu hoje a etapa rainha da Volta a Portugal em bicicleta, a oitava, que ligou Seia à Torre, na distância de 182,8 quilómetros, enquanto Ricardo Mestre, seu companheiro de equipa, reforçou a liderança.  
 
Na chegada ao topo da Serra da Estrela (1.961 metros), onde a meta coincidiu com contagem de montanha de categoria especial, Cardoso impôs-se a Rui Sousa (Barbot-Efapel), que terminou com o mesmo tempo (5:28.58), ao passo que Mestre cruzou a linha em terceiro, a dois segundos. Nelson Vitorino (Tavira-Prio) foi o quarto, a 13 segundos.
Hernâni Broco (LA-Antarte), que partiu para etapa na segunda posição da geral, a 44 segundos de Mestre, foi o sexto, a 2.05 minutos do vencedor, e deixou o corredor algarvio mais perto do triunfo final.
Foi um trio de ciclistas da Tavira/Prio, que protagonizou o desbravar dos quilómetros finais rumo ao Alto da Torre: Nelson Vitorino, Ricardo Mestre, e André Cardoso foram as figuras que chegaram ao topo e que fizeram com que a amarela permanecesse na equipa.
Observatório do Algarve

O CASTELO DE LOULÉ - UMA BOA VISITA NESTE PERÍODO DE FÉRIAS



O castelo de origem árabe, reconstruído no séc. XIII, possuía um grande perímetro amuralhado, parte do qual ainda é visível.
Voltada para a Rua da Barbacã destaca-se uma torre albarrã, de alvenaria, datada da Baixa Idade Média. Outra das torres visíveis é a denominada Torre de Vela, também esta uma torre albarrã, de taipa, localizada na antiga Rua da Corredoura, actual Rua Engenheiro Duarte Pacheco, e perto desta destaca-se a Porta de Faro, que ainda conserva traços da primitiva construção almóada. No arrabalde sul, ou Mouraria, à saída da Porta de Faro, após a reconquista, foi destinada uma área aos mouros forros que receberam foral de D. Afonso III, em 1269. Era nestas ruas que estariam localizadas as instalações artesanais, a comprovar pelos topónimos outrora ou ainda hoje existentes.
Não existem vestígios da primitiva alcáçova, no entanto pressupõe-se que estaria situada no mesmo local onde hoje se encontra a alcaidaria que alberga vários espaços culturais (Museu Municipal; Cozinha Tradicional; Centro de Documentação com hemeroteca, fototeca, bibliografia e estudos variados sobre a história local e regional, personalidades, acontecimentos e outros).
Conservam-se, pela cidade, as muralhas almóadas de taipa, construídas, ou pelo menos, reforçadas no século XII, as quais são visíveis em pequenos tramos, camuflados por casas que foram sendo construídas adossadas à mesma, e outros panos de muralha que foram sendo descobertos em recentes intervenções efectuadas pela autarquia.

Blog Uma louletana marafada
Alcântara

Condomínio apropriou-se de 12.310 m2 de espaço público

13.08.2011
Espaço atrás da cancela é público mas quem não mora ali não pode passar Espaço atrás da cancela é público mas quem não mora ali não pode passar (Foto: Filipe Arruda)
As oliveiras abundam, são das antigas e frondosas, e o povo de Alcântara já lhes chamou suas. Foi ali por 1975, quando a revolução entrou pela enorme tapada da família Melo, entre a rua dos Lusíadas e a Primeiro de Maio, mesmo por baixo do tabuleiro da ponte 25 de Abril. Quem o lembra é o comunista José Godinho, que presidiu à junta de freguesia da histórica zona operária de Lisboa durante 27 anos e que a certa altura percebeu que já lá não podia pôr os pés.
"Quando eles acabaram os prédios, aqui há uns dez anos, puseram um segurança à entrada, nunca mais deixaram entrar os membros da junta e até o boletim da autarquia fomos impedidos de distribuir lá dentro." José Godinho, contactado pelo PÚBLICO, resume assim o pouco que sabe do que aconteceu aos mais de dois hectares da propriedade onde o grupo Temple e o fundo de investimento GEF, do empresário Vasco Pereira Coutinho, construíram, entre 1999 e 2001, o condomínio de luxo Alcântara Residence.

Com uma única entrada (e saída) através da arcada existente sob o número 120 da Rua Luís de Camões, o espaço da antiga tapada, completamente cercado pelos edifícios das ruas limítrofes, foi dividido em 18 lotes e tem agora outros tantos prédios com mais de uma centena de casas.

Lá dentro, com vista apenas do alto da ponte, as dimensões das ruas, das áreas verdes e dos espaços de estacionamento à superfície - que também há muitos subterrâneos - são generosas. O sítio é aprazível e tranquilo. À porta, uma cancela sobe e desce às ordens de um segurança privado que controla os acessos de pessoas e veículos e deixa entrar quem cumpre os critérios definidos pela administração do empreendimento.

"Isto é uma vergonha, as ruas são todas da câmara, mas só quem lá mora é que pode entrar", critica um vizinho que já ouviu quem sabe mais do que ele sobre o caso.

"As fracções foram publicitadas e vendidas como um condomínio fechado e essa é que é a génese do problema", diz Miguel Sá Monteiro, um dos administradores do condomínio que gere a urbanização e que não nega a natureza pública dos espaços interiores. O site da Temple, porém, ainda apresenta o Alcântara Residence como um "condomínio residencial fechado".

Sá Monteiro não hesita: "Fomos enganados." Por isso mesmo, acrescenta, há muitos processos a correr contra os promotores nos tribunais. Quanto ao essencial, garante, "a solução do problema já foi negociada com o vice-presidente da Câmara [arquitecto Manuel Salgado] e está prestes a ser formalizada".

Mas, afinal qual é o problema? A resposta está no alvará de loteamento emitido em 1997 pela Câmara de Lisboa, ao tempo em que João Soares era seu presidente. Entre as condições estabelecidas para autorizar a construção dos edifícios estava a cedência pelo promotor à autarquia, obrigatória por lei, de um total de "12.310 m2, destinados a infra-estruturas, estacionamento e espaços verdes", que foram integrados no domínio público municipal por escritura notarial. Como resulta inequivocamente da lei, tais espaços "não são susceptíveis de qualquer apropriação particular" e a limitação do acesso dos cidadãos em geral aos mesmos é proibida. Acresce que o alvará diz também que foi "garantida a passagem pública a peões e veículos à superfície".

A realidade, no entanto, é a que já se contou. E a câmara, que segundo a administração do condomínio nunca gastou um cêntimo na conservação do espaço, conhece-a há muito. Há relatórios sobre o assunto nos serviços, mas nunca nada foi feito. Agora parece que está a procurar uma solução. "Poderá ser alguma coisa como a colocação de pinos retrácteis idênticos aos do Bairro Alto para entrarem só residentes, mas ainda não sabemos. Os peões poderão entrar à vontade", revela o administrador do condomínio. Nunes da Silva, o vereador do Trânsito, disse ontem ao PÚBLICO que nunca ouviu falar no assunto. Manuel Salgado e Sá Fernandes (responsável pelo espaço público), também contactados, nada disseram.
Publico.pt

Narciso - "Quando me dizes "Vem", já eu parti

 

flores. cultura.mix.com

 

 

Narciso

"Quando me dizes "Vem", já eu parti
e já estou tão próximo de ti
que sou eu quem me chama e quem te chama
e é o meu amor que em ti me ama.

Se me olhas sou eu que me contemplo
longamente através do teu olhar
e moro em ti e sou eu o lugar
e demoro-me em ti e sou o tempo.

Eu sou talvez aquilo que me falta
(a alma se sou corpo, o corpo se sou alma)
em ti, e afogo-me na tua vida
como na minha imagem desmedida:

Sol, Lua, água, ouro,
horizontalidade, concordância,
indiferente ordem da infância,
união conjugal, morte, repouso.


Manuel António Pina

Quem te avisa teu amigo é!

Afinal quem é que fala verdade?


Antes da revelação da crise do sistema capitalista, em 2007, o PCP decidiu promover uma Conferência Nacional sobre as Questões Económicas e Sociais. Disse então Jerónimo de Sousa: "Trinta anos de políticas de direita e de recuperação capitalista dos governos do PS, PSD e CDS-PP comprometeram o desenvolvimento sustentado do país e deliberadamente desbarataram as possibilidades de construção de um Portugal democrático, independente e próspero com as condições abertas pela Revolução de Abril..." 


Confimamos hoje como têm sido acertadas as suas palavras.


Disse também, "...Em 2006, os lucros das 500 maiores empresas não financeiras aumentaram 67% e, entre 2004 e 2006, os lucros da banca cresceram 135%, enquanto continuam a manter taxas reduzidas de IRC." Os escândalos então denunciados agravaram-se até hoje, por os portugueses terem acreditado mais nas promessas eleitorais, que nos factos que vêm sendo demonstrados ao longo de 36 anos de falsa democracia da direita PS, PSD e CDS. 


Política de classe: Ricos mais ricos, Pobres mais pobres


Dizia ainda Jerónimo de Sousa em 2007 que o Governo, "dá de “mão beijada” ao grande capital milhões de euros em benefícios fiscais. Aumenta de 1000 milhões de euros este ano para 1.780 milhões em 2008 os benefícios fiscais para o offshore da Madeira ou seja uma verba igual a 44% défice das contas públicas para 2008.  (...) E, não permitamos que nos digam sem resposta que subestimamos o défice das contas públicas. Não subestimamos! Comecem por cortar os favores aos amigalhaços ... apresentamos propostas e soluções para o resolver, não à custa das condições de vida dos trabalhadores e do povo e da ampliação dos factores recessivos e de travagem da economia com os brutais cortes no investimento público, ... mas sim com uma empenhada política que favoreça o crescimento económico e com ele a elevação das receitas"


Destruição da Agricultura, Pescas e Indústria


Mostrou a Conferência do PCP que "Na agricultura a política de liquidação dos sectores produtivos está bem patente na contínua e avassaladora destruição das explorações agrícolas. Entre 1989 e 2006 desapareceram mais de 250 mil explorações, ao mesmo tempo que diminuiu a área semeada e a agricultura perde peso na economia, no emprego e no espaço rural". 




Os estudos realizados pelas centenas de técnicos, economistas e quadros do PCP mostraram ainda nessa Conferencia Nacional de 2007 o que hoje se confirma: "Nas pescas o resultado das políticas seguidas levou à progressiva degradação e desmantelamento da frota e a uma acrescida dependência do país em relação ao exterior em produtos de pesca, à deterioração das condições materiais de existências das comunidades ligadas ao mar" e ainda que a "evolução e situação das indústrias extractivas, a quase totalidade da actividade mineira está nas mãos de empresas estrangeiras e os minerais daí extraídos não têm praticamente nenhuma transformação em território nacional, e "no que se refere à indústria transformadora, também aqui assistimos à contínua perda de peso desta no produto, no emprego e no investimento, e à liquidação parcial ou total de sectores e ramos inteiros: química, siderurgia, metalomecânica pesada, reparação e construção navais. Enquanto em 1995, o produto industrial correspondia a cerca de 29,5 % do PIB, em 2005, tal valor tinha descido para 17 % do PIB". 


Política de classe na UE contrária à "coesão social"


Por fim, nesta muito resumida lembrança, acrescenta-se que já em 2007 o PCP dizia que "A política de direita já demonstrou que não está em condições de resolver os problemas nacionais. A ruptura com as políticas dominantes da direita tornou-se uma necessidade imperiosa para assegurar uma vida melhor para todos os portugueses". Ruptura essa que é extensiva à “construção europeia” federalista e neoliberal realizada à custa da soberania nacional e do direito de cada povo decidir o caminho do seu desenvolvimento".


Por tudo isto e, muito mais que ainda espero mostrar, digo que os portugueses ainda irão reconhecer que "AFINAL OS COMUNISTAS É QUE TÊM RAZÃO".

As declarações citadas podem ser vistas em: http://www.pcp.pt/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=30832&Itemid=390

 

Governo admite novo aumento de impostos em 2012

Ministro das Finanças Vítor Gaspar defendeu em entrevista à TVI que a subida do IVA na eletricidade e no gás e o imposto extraordinário equivalente 50% do subsídio de natal "resolvem metade do desvio".

 12 de agosto de 2011


O ministro das Finanças afirmou hoje que o aumento do IVA na eletricidade e no gás anunciado esta manhã, bem como o pagamento do imposto extraordinário equivalente a 50 por cento do subsídio de natal "resolvem metade do desvio" orçamental.
Em entrevista à TVI, Vítor Gaspar afirmou que o aumento do imposto anunciado esta manhã, que altera o valor do IVA cobrado no gás natural e na eletricidade de, 6 por cento para 23 por cento (taxa normal), "não aparece fora de contexto", uma vez que o Governo encontrou um buraco de 2 mil milhões de euros, equivalente a 1,1 pontos percentuais do PIB.
"Estes dois aumentos de impostos resolvem metade do desvio e é muito claro", afirmou Vítor Gaspar, argumentado que o atual Executivo, mal chegou ao Governo, entendeu que "era importante tomar medidas por antecipação para proteger os portugueses de situações adversas".

"Aumento dos impostos está previsto no programa"


Questionado sobre se o Governo prevê um novo aumento de impostos para 2012, Vítor Gaspar admitiu que tal irá acontecer.
"Sim, [o aumento de alguns impostos] está previsto no programa e irão executar-se de acordo com o calendário previsto por razões de consolidação orçamental" cujo valor estimado é de 410 milhões de euros, conforme consta do memorando de entendimento entre o Governo e a troika.
Ora, se o Estado vai arrecadar €800 milhões já este ano através do imposto extraordinário equivalente ao corte de 50% do subsídio de natal, aos quais acrescem mais 100 milhões de euros do aumento do IVA hoje anunciado, Vítor Gaspar foi questionado sobre onde o Governo tenciona cortar para alcançar um milhão de euros, conforme anunciado previamente.
Vítor Gaspar rejeitou que esteja escrito, quer no programa do Governo, quer no memorando, a expressão "cortes nas gorduras [despesas]"e escusou-se a avançar de que forma o Executivo irá proceder aos cortes na despesa.
Sobre se esta é a forma mais "fácil" de arrecadar dinheiro, Vítor Gaspar respondeu: "Não é de todo fácil, é mais rápido ir buscar dinheiro aos contribuintes".

Estado vai cortar 9% na despesa primária


O Estado prevê consagrar uma redução da despesa primária no Orçamento do Estado para 2012, anunciou o ministro das Finança, recusando avançar quais os limites impostos a cada ministério.
O governante foi confrontado com noticias hoje avançadas pela comunicação social segundo as quais o Governo iria anunciar cortes na despesa em 2011 no valor de 1.500 milhões de euros.
"Essa informação não tem qualquer fundamento", argumentou Vítor Gaspar, acrescentando que "no conselho de ministros realizado na quinta-feira foram acordados os tetos da despesa por ministério".
O ministro das Finanças rejeitou que o Governo nada esteja a fazer para cortar na despesa e anunciou que "o orçamento do próximo ano vai consagrar uma redução da despesa primária (gastos totais do Estado menos os juros da dívida) de cerca de 9 por cento", anunciou Vítor Gaspar.
Rejeitou, contudo, avançar quais os limites estabelecidos por ministério, uma vez que o orçamento para o próximo ano "ainda está a ser ultimado". "A seu tempo e a pouco e pouco será conhecido", rematou.

Os buracos com BPN e Madeira


Inquirido sobre o recurso, pelo Governo, de quase 600 milhões de euros de receitas extraordinárias para cobrir novos buracos com o BPN e a região autónoma da Madeira, o ministro foi pouco esclarecedor.
"Existe um processo de integração progressiva e faseada dos funcionários bancários na segurança social (...) no contexto desse processo é normal que haja uma transferência gradual de responsabilidades e de ativos dos fundos de pensões dos bancos para a segurança social", declarou.
Esta manhã, na conferência de imprensa destinada a fazer a primeira avaliação do programa da troika pelo atual Executivo, Juergen Kroeger, da Comissão Europeia, referiu que deste "buraco" adicional 320 milhões de euros dizem respeito ao BPN, e trata-se de um valor líquido, onde já inclui uma receita de transferência de fundos de pensões para a Segurança Social.
O restante provém de um buraco de 277 milhões de euros proveniente das contas da Região Autónoma da Madeira, que o representante da Comissão Europeia não explicou do que se tratava.

Transferência de fundos de pensões dos bancos


O valor total do buraco, cerca de 597 milhões de euros, terá de ser inscrito no défice, mas para compensar este valor o Governo terá de recorrer à transferência de fundos de pensões dos bancos, à semelhança do que fez o ano passado com o PT, para as mãos do Estado.
O valor transferido é contabilizado como receita extraordinária no ano em que é recebido, abatendo ao défice, mas fica a cargo do Estado as responsabilidades futuras com estas pensões.
Instado a comentar a gestão de Alberto João Jardim, o titular da pasta das Finanças disse apenas que os 277 milhões de euros "têm a ver com critérios de contabilidade nacional e não se trata de uma operação que envolva um desembolso".
Mas, "sendo a nossa crise relevante para o todo nacional poderá fazer sentido se os governos regionais dos Açores e da Madeira que, à semelhança da República, possam pedir para que se constitua um programa que permita resolver e fasear o ajustamento nessas regiões", rematou.

Expresso.pt