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sábado, 13 de agosto de 2011

estória exemplar do filhodaputismo bi-polar





Se a minha avó tivesse rodinhas era um carrinho de bombeiros”, disse José Miguel Júdice. Bem, não disse mas podia ter dito. O que ele realmente disse (há uns anos e, a brincar) foi: ”se em 1980 o PS fosse como hoje, Sá Carneiro era PS” - o que, na prática, quer dizer que a avozinha do senhor é realmente um tinóní. E o senhor um engraxa-o-cágado (o cágado era Sócrates), ou seja, um merdas.
Mas isso foi há uns anos. Agora, o que ele diz a sério é que acreditou no que os amigos lhe diziam - mal - do novo líder, Passos Coelho. Hoje, nenhuma dessas realidades se mantém. É isso, o cágado, agora chama-se Coelho. E não espantará ninguém por isso que Júdice um destes dias afiançe que se fosse hoje Sá Carneiro seria PSD. O que seria natural, pois mesmo em vida o homem passava o tempo a entrar e a sair do partido.

. Agora, mesmo a sério: José Miguel Júdice é um advogado, dos mais influentes do país, dizem (foi licenciado e lente em Coimbra meu deus), sócio de uma empresa que tem uma “visão próxima do cliente” e um empresário esclarecido (presumo que com uma visão próxima do advogado) que deve o seu sucesso a um sem número de qualidades que são o paradigma desse determinismo nacional do qual já vos falei aqui. Duas dessas qualidades são as piéces de resistance (enfim, o je ne sais quoi indispensável) do enriquecimento pessoal e do sucesso de empreendimentos de toda a ordem neste país: cara-de-pau e espinha flexível, para engraxar o cágado que tem o poder no momento. Uns têm, outros não. Ele tem. E sublima-as.

. Por isso mesmo e apesar da sua forte crença nas virtudes do mercado, Júdice deve muito do seu sucesso como empresário à sua prestação como advogado. Do Estado. Não há nada que ele não faça pelo Estado: dá-lhe consultas, dá-lhe pareceres, dá-lhe conselhos, enfim gosta. Mas do que gosta mais é de parcerias com organismos públicos. Câmaras municipais, e assim. Como a sociedade que constituiu com a da Figueira da Foz (com o objectivo da recuperação do Paço de Maiorca e sua posterior utilização como hotel de charme).
O Paço de Maiorca albergava então um valioso espólio de mobiliário e cerâmica (avaliado em 600 mil euros), oferecido ao município por um particular, na condição de ser exposto no referido edifício. A este respeito, António Tavares, actual vereador da Câmara da Figueira, conta, a pags 75/76 do seu imperdível opúsculo “Figueira da Foz – erros do passado, soluções para o futuro”, uma estória exemplar: “(…) veja-se que ainda o edifício não estava em obras, mal a sociedade com a Quinta das Lágrimas estava constituída e já algumas peças tinham “voado” nessa direcção”.

. Recorde-se que embora Júdice seja o feliz proprietário da Quinta das Lágrimas, em Coimbra, a estória da parceria que assinou com o município figueirense (tão bem explicada aqui) e o episódio contado por Tavares são tão exemplares, que podem bem ilustrar um compêndio sobre o enriquecimento pessoal e a prosperidade de muito do filhodaputismo nacional mais freneticamente adepto da economia de mercado.

Ah, José Miguel Júdice é ainda proprietário da “marca” Inês de Castro e escreveu um livro chamado “O meu Sá Carneiro”, pelo que se pode deduzir que já terá também privatizado o malogrado político nortenho (vocês sabem, aquele baixinho com um grande nariz), o que aliás, dadas as convicções económicas liberais de ambos, acho que faz sentido.

Em todo o caso, si non è vero, è ben trovato.

.

Santana Lopes: “O provador-mor do Reino”

Passos Coelho, convidou Santana Lopes, para “provar” a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Pois, a este só lhe deve faltar ir "provar" isto, para alem de copos, farras,” boites” e casinos, já deve ter“provado” quase de tudo aqui no "Reino"!!!
“Provou” pela primeira vez em 1980, o que é  ser deputado da nação. 
Em1986, “provou” ser, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. 
No ano seguinte é candidato ao Parlamento Europeu, onde “prova” o que é ser, deputado Europeu até 1990. 
Em 1992 “prova”, a secretaria de Estado da Cultura do XI Governo. 
O Sporting Club de Portugal, aceitou ser "provado" por ele em1995. 
Em 1998 foi “provar”, a presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz. 
Candidata-se em 2000 , a “provar” pela primeira vez, à liderança do PSD, perdendo para Durão Barroso.
Em 2002 derrota João Soares nas eleições autárquicas e “prova”, também a câmara municipal de Lisboa.
Em 2004 Durão Barroso foi “provar”, uma panela das grandes para Bruxelas e Santana Lopes, foi convidado a “provar”, o tacho de primeiro-ministro. No entanto, dado às asneiradas governativas, com várias remodelações e demissões ministeriais, Sampaio, retira-lhe o tacho e deixa-o sem “provar” nada.
Foi, novamente, candidato a “provar” a liderança do PSD, aquando das eleições de 2008, saindo derrotado por Manuela Ferreira Leite.
Tornou, de novo, a querer “provar” o Município de Lisboa em 2009, perdendo para António Costa
Santana Lopes está a “provar” desde 2005, uma pensão como presidente da Câmara de Lisboa de 3178 euros mais uma subvenção vitalícia como deputado superior a 2000 euros mensais.
Á grande "provador"!

Governo Passos/Portas – Sim, há culpados!


Enquanto estiveram na oposição, ou, mais precisamente, há espera de alternar no poder, os palhaços-ladrões que hoje estão no governo (medíocres enquanto palhaços, eficientíssimos enquanto ladrões) foram os campeões do “estado mais magro”, dos “cortes na despesa do estado”, da condenação do desperdício...
Mentiam com quantos neoliberais dentes têm na boca!
Passadas poucas semanas da chegada ao poder desta gente, ao serviço da troika, já muitos dos que não queriam ver a realidade começam a ser obrigados a fazê-lo. Tornou-se evidente ao que vem esta tropa de radicais executantes do assalto aos cidadãos, da privatização cega de tudo o que cheire a lucro, da caridade fétida como única política social.
Esta última performance pública do falso tontinho Vítor Gaspar é apenas mais um dado para confirmar o que digo. Prometia-se uma apresentação ao país de grandes e numerosas medidas para “cortar a despesa”... e dali apenas saiu mais um aumento de impostos, mais um assalto aos bolsos daqueles que já têm o dinheiro contados todos os meses. Aquilo a que estes bandidos insistem em chamar “despesa” e que realmente têm a intenção de cortar, como a saúde, educação, cultura, etc., é dinheiro dos trabalhadores e de que estes são credores. Não são uma “despesa” do governo.
Mesmo o mito do “desperdício” e da “má gestão” dos dinheiros públicos, numa grande parte dos casos não passa do disfarce adoptado para encobrir a corrupção, o roubo descarado e o enriquecimento dos amigos.
Afinal, as únicas despesas que sofrerão, mais uma vez, um violento corte, são aquelas despesas que os portugueses que menos têm são obrigados a enfrentar a cada chegada da factura da electricidade e do gás, na compra de um passe ou de comida... naquela despesa extra que planeavam para o Natal, para fazer um agrado aos filhos e demais membros da família... ou aos amigos...
Somos governados por criminosos, com os aplausos dos "padrinhos" da troika, a cumplicidade activa dos poucos que lucram com isso... e, infelizmente, com a cumplicidade inconsciente dos milhões que não querem saber... e que só começam a desconfiar que há algo de muito errado na sua velha máxima que já vem do tempo do fascismo, “a minha política é o trabalho”, quando deixam de ter trabalho, quando já não há mais imigrantes para arcar com as culpas... ou quando o futebol e as novelas não conseguem preencher todo o espaço disponível no cérebro.

Eles roubam tudo...

O Jornal Avante é dos raros órgãos de informação que se colocam na defesa dos trabalhadores, dos explorados e, por isso mostra uma realidade que os outros tentam esconder. É indispensável conhecer o que se passa no mundo dos que sofrem com a política de classe da direita, para entender os porquês da situação que vivemos.
Um texto de José Casanova fez-me recordar a força da canção "os Vampiros" do Zeca.

ELES ROUBAM TUDO... Belo texto que, com a capacidade de síntese de um poema do camarada Ary dos Santos, revela o âmago da política de classe da direita no poder.
(Ver aqui)


Eles roubam tudo...
Roubar é a sua profissão: eles roubam, roubam, roubam...
Roubam todos os dias e a todas as horas; roubam nos dias úteis e nos dias inúteis; roubam nos domingos, nos feriados e nos dias santos; roubam enquanto dormem e roubam quando estão acordados.
Eles roubam, encapotados, congelando salários e reformas, e roubam, sem máscara, subsídios de Natal a trabalhadores e reformados.
Eles roubam, à mão armada, o direito ao emprego aos jovens e roubam, a tiro, aos idosos, o direito à dignidade, condenando-os a reformas de miséria.
Eles roubam, em quadrilha, o direito ao pão a milhões e, sempre em quadrilha, concedem-lhes o direito à caridadezinha ultrajante e anti-humana.
Eles roubam direitos laborais e roubam direitos humanos fundamentais aos cidadãos.
Eles roubam serviços públicos essenciais, roubam o direito à saúde, à educação, à habitação – e roubam o direito à felicidade.
Eles roubam, roubam, roubam...
Eles roubam aos que trabalham e vivem do seu trabalho.
Eles roubam aos que já trabalharam e ganharam, com trabalho, o direito a uma velhice digna.
Eles roubam o emprego aos que querem trabalhar, pondo-lhes à frente espessos muros.
Eles roubam, roubam, roubam...
Eles roubam ao País a sua independência e, rastejantes, levam o roubo à boca dos grandes e poderosos da Europa e do mundo, aos quais lambem as mãos.
Eles roubam Abril – a democracia, a liberdade, a justiça social, a soberania nacional, a Constituição, o futuro – e semeiam sementes do passado que Abril venceu.
Eles roubam, roubam, roubam...
Roubar é a sua profissão.
E, quais robins dos bosques de patas para o ar, roubam aos pobres para dar aos ricos – e enchem, com o roubo, os cofres das grandes famílias, dos exploradores, dos vampiros parasitas.
se alguém se engana com o seu ar sisudo e lhes franqueia as portas à chegada, eles roubam tudo e não deixam nada.
E poisam em toda a parte: poisam no governo e na presidência da República; poisam nas administrações das grandes empresas públicas e privadas; poisam nos bancos falidos fraudulentamente e nos bancos que, fraudulentamente, levam à falência as pequenas e médias empresas.
Poisam nos prédios, poisam nas calçadas...
A luta os vencerá.
Rendimentos

Sete ministros vão perder dinheiro no Governo

Paulo Macedo é um dos que perdem mais dinheiro
Novas declarações já entregues mostram que grupo de governantes vai perder 1,2 milhões por ano em salários.
Pelo menos sete dos 12 ministros - incluindo o primeiro - sacrificaram salários superiores para integrarem o Governo. De acordo com as últimas declarações de rendimentos entregues no Tribunal Constitucional, a entrada no Executivo significou perdas de centenas de milhares de euros anuais para vários governantes.
Os cinco governantes que já entregaram declarações (faltam 10 dias para o fim do prazo) - Vítor Gaspar, José Pedro Aguiar-Branco, Paula Teixeira da Cruz, Miguel Relvas e Pedro Mota Soares - vão perder dinheiro no Governo.
O mesmo acontece com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho - cuja última declaração foi entregue em Junho de 2010 - e com Paulo Macedo, que também perdeu dinheiro ao sair da banca.
Somando quanto irão perder estes sete ministros - relativamente ao que ganhavam nas suas vidas profissionais - contabiliza-se uma perda anual total de 1,2 milhões de euros.
DN

Educação. Ministro fechou quase 300 escolas e afinal ninguém refilou


por Kátia Catulo, Publicado em 13 de Agosto de 2011  
Nuno Crato tem a compreensão de autarcas, sindicatos e pais. O anterior governo não teve essa benesse
De cada vez que os anteriores governos fecharam escolas do 1.º ciclo, vieram pais, professores, sindicalistas e autarcas para a rua reclamar o seu direito de ter uma palavra a dizer sobre o futuro das suas crianças. Desta vez, que o ministro da Educação e Ciência Nuno Crato decidiu encerar 297 escolas foram poucos os que refilaram.

A Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) já anunciou que "concorda" com a reorganização da rede escolar; a Confederação Nacional das Associações de Pais "compreende" a necessidade e encerrar os estabelecimentos de ensino perante o decréscimo do número de alunos. E até a Federação Nacional de Educação está convencida de que a decisão "tinha de acontecer".

Agora que já são conhecidas as escolas do 1.º ciclo que vão fechar em Setembro, professores, encarregados de educação ou autarcas já sabem com que podem contar. Alunos transferidos para centros escolares, pais resignados e sindicatos em moderado estado de alerta são as consequências de mais uma etapa cumprida da reorganização da rede escolar.

De 2005 até agora foram encerrados quase 3500 estabelecimentos de ensino no país. E o fecho das escolas primárias não vai ficar por aqui, já que o ministério de Nuno Crato promete prosseguir com uma das principais medidas para reduzir a despesa pública.

Autarcas Por enquanto, são quase 300 escolas que já não abrem em Setembro, mas a associação de municípios garante que as autarquias e a tutela vão conseguir fazer reajustamentos na rede de transportes escolares a tempo do novo ano lectivo. "Não vai haver qualquer problema no reajustamento na rede de transportes. Bem como no que diz respeito à acção social escolar. São alunos que vão ser beneficiados pela acção social escolar em virtude de terem sido deslocados do seu local de residência", esclarece à Lusa o vice-presidente António José Ganhão.

O dirigente da ANMP relembrou que o anterior governo já tinha estabelecido um protocolo com a associação, prevendo o fecho das escolas com menos de 21 alunos, e que a decisão teve por base a consulta que as direcções regionais de educação fizeram às autarquias: "O processo tem o acordo dos respectivos municípios e, assim sendo, tem também a nossa concordância."

Pais O encerramento de 297 escolas primárias acabou por ser um desfecho inevitável segundo o dirigente da confederação de pais. Albino Almeida não vê outra alternativa perante o decréscimo do número de alunos e até consegue antever algumas vantagens neste processo: "É preciso juntar crianças em centros escolares para que possamos lá ter tudo aquilo que essas crianças necessitam", diz o dirigente da Confap, apesar de compreender a "desconfiança e o transtorno" das famílias que foram afectadas.

Sindicato O secretário-geral da Federação Nacional da Educação reconhece, por seu lado, a necessidade de encerrar mais escolas. Mas avisa também ser preciso seguir "critérios de qualidade" e não apenas interesses económicos: "É fundamental que o processo de encerramento de escolas seja conduzido em diálogo com as famílias e as autarquias e também garantindo que as escolas de acolhimento representem uma melhoria para os alunos". João Dias da Silva esclarece que, sempre estiverem reunidas todas as condições necessárias, não terá nenhuma "posição de princípio" contra o reordenamento da rede pública.

Mapa de fecho Dos 297 estabelecimentos de ensino do 1º ciclo que não vão abrir as portas, 132 pertencem à Direcção Regional de Educação do Norte, 85 à do Centro, 68 à de Lisboa e Vale do Tejo, sete à do Algarve e cinco à do Alentejo. Na totalidade vão encerrar escolas em 100 dos 308 municípios portugueses.

O Alentejo é a região do país com menos escolas do 1.º ciclo a encerrar no próximo ano lectivo, apenas cinco em Beja e em Redondo. A decisão do governo não é inesperada para os autarcas. "No Alentejo, nomeadamente no Baixo Alentejo, o reordenamento da rede escolar está em curso há vários anos e, por isso, a situação está estabilizada", justificou à Lusa o presidente do município de Beja, Jorge Pulido Valente (PS).

Na outra ponta está a região Norte, onde estão localizadas 132 das 297 escolas a fechar. Porto é o distrito com mais estabelecimentos de ensino encerrados (55) e Braga surge logo a seguir com 41 escolas encerradas.
i


A CADA DIA A SUA ETERNIDADE


Já mal recordo as águas, muito claras,
Das nascentes das serras percorridas
Sobre penhascos, sobre duras fragas,
Em cada passo gasto nas subidas

Já quase nem relembro as madrugadas
De todo o começar de tantas vidas,
Porque ato, a cada verso, estas amarras
Às colunas do cais de outras partidas

Mas, à noitinha, é como se tambores
Semeassem no ar todas as cores
Num reboar de notas sincopadas!

Dormindo, eu que sou “tu” e tanta gente,
Que não tenho passado, nem presente,
Adivinho o porvir destas passadas …



Maria João Brito de Sousa
blog pekenasutopias 

Adivinhem Quem Governa Portugal

Victor Gaspar, o ministro das finanças do Governo português, confrontado com a ausência de cortes na despesa e o novo aumento de impostos (gás e electricidade) gerador de receita, disse: trata-se de uma opção com resultados mais rápidos para que Portugal atinja as metas orçamentais deste ano.

Por sua vez, Jergen Kroeger, representante da Comissão Europeia na troika, acrescentou: Não se verificará mais aumento de impostos ao longo deste ano. Quanto a 2012, teremos que esperar para avaliar como evolui a situação.