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sábado, 6 de agosto de 2011

O EXEMPLO DAS REFORMAS DO ANÍBAL

Actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado:

4.152,00 - Banco de Portugal.

2.328,00 - Universidade Nova de Lisboa.

2.876,00 - Por ter sido primeiro-ministro.

9.356,00 - TOTAL

Este valor é acumulado com mais o vencimento que ganha enquanto Presidente da República!!!

Porque será que não se cortaram estes PRIVILÉGIOS que este e outros ECONOMISTAS (que passaram por governos e Banco de Portugal) acumulam descarada e vergonhosamente???
E estes cavalheiros ainda têm a distinta lata de ir para as Televisões afirmar que os Portugueses vivem acima das suas posses, que o Estado Social é um luxo demasiado caro para o país que somos e, como receita para o actual estado de coisas, recomendar cortes nos salários de quem vive apenas do seu trabalho e, pasme-se, redução de pensões - para os outros (claro!) para quem tem APENAS UMA pensão que nem sempre lhe dá para viver com dignidade!!!!!!!!!
Também não pode ser por acaso que a regra de só se poder receber uma pensão pública, prevista no projecto de lei do Orçamento para 2011, só valerá para as situações futuras!...
Por causa dos direitos adquiridos é que não é, porque os trabalhadores estão sistematicamente a perdê-los... A verdade é que ninguém se atreveria a ir ao bolso de Cavaco!!!
Afinal quem estará a provocar a famigerada falência da Segurança Social apregoada por esses senhores???
Divulgue esta mensagem, porque nenhum jornalista tem coragem para pegar num tema destes!...NENHUM PAÍS SE DESENVOLVEU COM AS ORIENTAÇÕES VINDAS DESTA GENTE!!! RESISTE E LUTA!

Se as democracias valem o que valem as suas classes médias, a
democracia portuguesa está a cometer suicídio.
O EXEMPLO DAS REFORMAS DO ANÍBAL

Actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado:

4.152,00 - Banco de Portugal.

2.328,00 - Universidade Nova de Lisboa.

2.876,00 - Por ter sido primeiro-ministro.

9.356,00 - TOTAL

Este valor é acumulado com mais o vencimento que ganha enquanto Presidente da República!!!

Porque será que não se cortaram estes PRIVILÉGIOS que este e outros ECONOMISTAS (que passaram por governos e Banco de Portugal) acumulam descarada e vergonhosamente???
E estes cavalheiros ainda têm a distinta lata de ir para as Televisões afirmar que os Portugueses vivem acima das suas posses, que o Estado Social é um luxo demasiado caro para o país que somos e, como receita para o actual estado de coisas, recomendar cortes nos salários de quem vive apenas do seu trabalho e, pasme-se, redução de pensões - para os outros (claro!) para quem tem APENAS UMA pensão que nem sempre lhe dá para viver com dignidade!!!!!!!!!
Também não pode ser por acaso que a regra de só se poder receber uma pensão pública, prevista no projecto de lei do Orçamento para 2011, só valerá para as situações futuras!...
Por causa dos direitos adquiridos é que não é, porque os trabalhadores estão sistematicamente a perdê-los... A verdade é que ninguém se atreveria a ir ao bolso de Cavaco!!!
Afinal quem estará a provocar a famigerada falência da Segurança Social apregoada por esses senhores???
Divulgue esta mensagem, porque nenhum jornalista tem coragem para pegar num tema destes!...NENHUM PAÍS SE DESENVOLVEU COM AS ORIENTAÇÕES VINDAS DESTA GENTE!!! RESISTE E LUTA!

Se as democracias valem o que valem as suas classes médias, a
democracia portuguesa está a cometer suicídio

Felicidade eterna


O "presente" é um conceito demasiado efémero. O minuto que passou já é passado e o final do dia de hoje já é futuro. A verdade é que viver desligado do passado e do futuro pode ser uma benção, um alívio para a alma. Por vezes, precisamos mesmo de um corte com passado e futuro a bem da nossa sanidade mental. Poder viver sem recordar as mágoas do passado e poder gozar o presente sem ter medo do que o futuro nos reserva, seria tão bom. Para mim seria o presente ideal.

Mas por outro lado, sem passado não somos nada. Somos fruto das pessoas que conhecemos, das experiências que vivemos, das perdas que ultrapassamos, das doenças, dos momentos felizes. Construímo-nos em cima de tudo isso: são as nossas fundações, o nosso passado individual e colectivo. E sem perspectivas do futuro, o que seríamos? Viver sem rumos nem objectivos pode não ser assim tão saudável.

Mas admito que neste último ano, tenho recorrido a um estado de amnésia para não me afundar no poço fundo do passado e da escuridão do futuro. Sempre o disse: o meu passado é a minha maior riqueza: tenho grande orgulho das minhas origens humildes, da minha gente, da minha vida. Mas para aguentar de pé todos os dias tive que por vezes provocar um eclipse do passado. Nunca esquecerei (e nem quero), mas preciso de este alívio para não endoidecer.

Sim, se o homem vivesse o eterno presente, seria eternamente feliz. Mas como isso é impossível, tentamos ao menos ser feliz por fases...

O CAVADOR







Pesado copo de vinho
Na mão alada
Do cavador
José Maria Alves

PSD e CDS. Um casamento de fachada que tem tudo para correr mal.

Paulo Portas sabe que a sua carreira política pode acabar com esta coligação. Mas já mostrou nestes 15 anos que é um sobrevivente,…. Pedro Passos Coelho, mais tenro nestas lides, faz o que pode, e muitas vezes não deve, para o controlar
Desconfiança, medo, tensões medianamente controladas. O governo de coligação é um casamento de fachada, em que os protagonistas fingem o que podem em público - mas em privado, genuinamente, não se podem ver ……
Primeiro ponto, essencial: os sociais -democratas desconfiam de Paulo Portas, que, politicamente, tem uma experiência muito mais larga que Passos Coelho. Desconfiam e têm medo.........
A "vingança" de Passos Coelho contra o seu parceiro de coligação foi …… a diplomacia económica, que ficou, na dependência do primeiro-ministro. E quem foi Passos Coelho buscar……? Nada mais nada menos que um arqui-inimigo de Paulo Portas - um ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, Jorge Braga de Macedo, que mantém um diferendo com Portas desde os tempos em que este era director de "O Independente" e denunciou a entrega de um subsídio do IFADAP,….. a um jovem agricultor para uma propriedade da família do ministro, o Monte dos Frades. O jovem agricultor era um sobrinho de Braga de Macedo.
O discurso de Paulo Portas na Madeira no fim-de-semana passado perturbou enormemente os sociais-democratas. A "liberdade" com que Portas se atirou a Alberto João Jardim ……foi lida por alguns sociais-democratas como um sinal do "poder total" com que Portas se sente nesta coligação. Afrontar Jardim ao fim de um mês de governo é obra: no fundo, Paulo Portas, ao denunciar o "despesismo" da Madeira, impôs balizas à negociação do próximo Orçamento do Estado. Na Madeira, Paulo Portas comparou Jardim com Sócrates: "….. No fim entre Passos Coelho e Paulo Portas só sobrará um. E se Paulo Portas já percebeu isto há muito tempo, Passos Coelho está a começar a perceber.
"in /www.destakes.com/" por Ana Sá Lopes, Publicado em 06 de Agosto de 2011
Leia o artigo completo no endereço abaixo.

MARAVILHOSO PORTOFÓLIO DA ALDEIA DA PENA PORTUGAL - morando perto do céu! No topo do mundo...huauuu




















FOTOS  RETIRADAS DO BLOG DAS EMOÇÕES
 


O NOME DA ROSA.
Durante meu primeiro ano da faculdade um certo professor nos deu um questionário. Eu era bom aluno e respondi rápido a todas as questões até chegar à última: "Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?".
Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela?
Eu entreguei meu teste deixando essa questão em branco. Um pouco antes da aula terminar, um colega perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota.
"É claro!", respondeu o professor. "Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção, mesmo que seja para dirigir-lhes um simples 'bom dia'. Um bom profissional é, antes de tudo, uma boa pessoa, e uma boa pessoa não ignora ninguém. Principalmente aquela que limpa o chão que você suja todo dia."
Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo que o primeiro nome dela era Dorotéia.
enviada por ManBlack

IMAGENS E ARTIGO COMPLETO

Estudantes chilenos pressionam por reforma com beijaços e danças

Há descontentamento no Chile com o modelo neoliberal e suas consequências para aqueles que não fazem parte da elite econômica

The New York Times | 06/08/2011 08:00
  • estudantes chilenos pressionam por reforma com beijaços e danças Há descontentamento no Chile com o modelo neoliberal e suas consequências para aqueles que não fazem parte da elite econômica
Estudantes chilenos pressionam por reforma com beijaços e dançasHá descontentamento no Chile com o modelo neoliberal e suas consequências para aqueles que não fazem parte da elite econômica *
Com um cobertor esticado sobre suas pernas, Johanna Choapa e Maura Roque, ambas de 17 anos, sentaram-se na frente do palco em um frio auditório de escola na semana passada com mais de 300 pais e professores para debater se continuariam a apoiar sua greve de fome que visa a pressionar o governo do Chile a reformar o sistema educacional do país.
"Queremos que o governo sinta a pressão de vocês e de nós, por isso precisamos de muito apoio", disse Roque, que afirmou estar em uma dieta apenas de líquidos há 11 dias.

Foto: EFE
Estudante é detido durante protestos no Chile em 4 de agosto de 2011
Cerca de três dezenas de estudantes do ensino médio e universitário adotaram a greve de fome para pressionar o governo do presidente Sebástian Piñera. Nos mais de dois meses desde que começaram os protestos pela educação no país, os estudantes organizaram manifestações que atraíram até 100 mil participantes, assumiram o controle de dezenas de escolas de todo o país e forçaram outras centenas a parar as aulas. Seus protestos e os motivos que os levaram às ruas ajudaram a afundar a popularidade do presidente ao seu nível mais baixo desde que ele assumiu o cargo no ano passado.
Se a Primavera Árabe perdeu seu impulso do outro lado do mundo, as pessoas aqui estão vivendo o que alguns chegaram a chamar de Inverno Chileno. Segmentos da sociedade que eram vistos como politicamente apáticos alguns anos atrás, particularmente os jovens, tomaram uma postura de confronto incomum em relação ao governo e à elite de negócios, exigindo mudanças nos transportes, na educação e na política energética, às vezes violentamente.
Na quinta-feira, em um dos dias mais longos e violentos de protestos até o momento, estudantes secundaristas e universitários entraram em confronto com a polícia, que usou canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar centenas de manifestantes. Ao cair da noite, o gás lacrimogêneo cobria grandes áreas de Santiago, mais de 500 pessoas foram detidas, cerca de metade na capital, e mais de uma dezena de policiais e manifestantes ficaram feridos. Manifestantes armaram diversas barricadas em chamas na cidade, enquanto as pessoas batiam panelas e frigideiras fora de suas casas em apoio ao movimento estudantil e denunciavam a repressão da polícia.
"O país inteiro está assistindo a esse movimento", disse Eduardo Beltran, 17, aluno do Instituto Nacional, onde os alunos tomaram o controle da escola. "A geração dos nossos pais", disse, "está nos observando com esperança e com fé de que temos a força para mudar esse sistema de ensino e fazer história."

Mesmo que o Chile pareça ser um modelo de consistência econômica e de gestão fiscal prudente para o mundo exterior, no país há um profundo descontentamento com o modelo neoliberal e suas consequências econômicas para aqueles que não fazem parte da elite econômica.
Esse sentimento têm se desenvolvido há anos, mas foi mais percebido apenas recentemente. Em 2010, quando Piñera se tornou o primeiro presidente da ala direita da nação desde a ditadura do general Augusto Pinochet, os eleitores jovens ficaram à margem, com poucos deles se registrando para votar. Mas, na sexta-feira, Piñera observou que os chilenos estão testemunhando uma "nova sociedade" onde as pessoas "se sentem mais fortalecidas e querem sentir que são ouvidas."
Ele disse que os chilenos estão se rebelando contra a "desigualdade excessiva" em um país que tem a maior renda per capita na América Latina, mas também tem uma das distribuições de renda mais desiguais da região. "Eles estão pedindo uma sociedade mais justa, uma sociedade mais igualitária", disse, "porque as desigualdades que vivemos no Chile são excessivas e, acho, imorais."
Ainda assim, ele também mostrou impaciência com os manifestantes, dizendo nesta semana que "há um limite para tudo".
Os protestos estudantis se tornaram cada vez mais criativos. Há pelo menos duas ou três pessoas correndo em torno de La Moneda, o palácio presidencial, tentando completar 1,8 mil voltas para simbolizar os US$1,8 bilhão por ano que os manifestantes exigem para o sistema educacional público do Chile. Eles carregam bandeiras que dizem "Educação Grátis Agora".
Outros realizaram um “beijaço”, vestiram-se como super-heróis, dançaram como zumbis ao som de "Thriller", de Michael Jackson, e chegaram até mesmo a encenar um suicídio coletivo onde caíam em uma pilha de corpos. Alunos e professores dizem que estão determinados a não repetir os erros de 2006, quando um movimento de protesto apelidado de Los Pinguinos, em homenagem aos uniformes azul escuro e branco dos alunos das escolas públicas, desencadeou uma crise para a ex-presidente Michelle Bachelet, mas não conquistou reformas profundas.
Os protestos foram, em seguida, sobre o financiamento desigual e a qualidade da educação do ensino fundamental e médio, uma reclamação ainda presente. Mas este ano o foco foi ampliado para incluir exigências de um sistema universitário mais barato e acessível. Pinochet decretou um sistema em 1981 que incentivou o desenvolvimento de universidades privadas e com fins lucrativos, o que levou a grandes dívidas entre os estudante.
Antes do decreto de Pinochet havia oito universidades financiadas pelo Estado e menos de 150 mil estudantes universitários no Chile. O Estado começou a reduzir o financiamento do governo para as universidades públicas, e dezenas de universidades privadas foram abertas no país. Hoje há 1,1 milhão de alunos nas universidades do Chile, em um país de cerca de 17 milhões de habitantes. Mais desses estudantes estão em faculdades privadas do que nas públicas.
"O sistema é muito caótico e não funciona", disse Maria Olivia Monckeberg, autora de dois livros sobre o sistema universitário do Chile. "Os estudantes e suas famílias estão tremendamente endividados", afirmou, e "a qualidade educacional é totalmente discutível".
Isso levou a algumas escolhas difíceis para muitos estudantes universitários. "Gostaria de estudar psicologia, mas não tenho certeza se posso por causa do preço", disse Roque. "Não tenho os meios para pagar por isso."
Piñera prometeu lidar com a reforma universitária, mas no final de abril líderes estudantis perderam a paciência e começaram a organizar protestos. Grupos estudantis do ensino médio e associações de pais e mestres do país logo uniram forças exigindo, entre outras coisas, que as escolas municipais, muitos das quais estão degradadas, sejam acolhidas pelo Ministério Nacional de Educação para assegurar o financiamento equitativo e a prestação de contas.
Os líderes dos protestos também estão pressionando por mudanças constitucionais para garantir a educação gratuita de qualidade da pré-escola até o ensino médio e um sistema universitário financiado pelo Estado que garanta acesso à educação de qualidade e igualitária.

Foto: AFP
Policiais patrulham ruas perto do Palácio La Moneda, em Santiago (05/08)
Onde os alunos tomaram o controle das escolas públicas, eles organizaram a segurança e colocaram latas nas ruas para coletar dinheiro para pagar por suprimentos.
As cerca de três dúzias de estudantes que permaneceram em greve de fome esta semana se reuniram sob chapéus e cobertores de lã nas escolas sem aquecimento. Na escola de Choapa e Roque, quatro dos grevistas, com idades entre 17 e 18, acamparam em colchões em uma sala no segundo andar, onde um vento forte soprava por um grande buraco feito em uma janela por uma pedra jogada por alguém recentemente. Em outra escola, líderes estudantis exigem que as pessoas usem máscaras hospitalares e desinfetem as mãos com gel antes de falar com as três meninas em greve de fome.
"Por muitos anos a geração dos nossos pais teve medo de fazer protestos e de reclamar, pensando que era melhor se conformar com o que estava acontecendo", disse Camila Vallejos, líder de um grupo de estudantes universitários. "Os estudantes estão dando um exemplo sem o medo que os nossos pais tiveram."
*Por Alexei Barrionuevo

Orquestra do Algarve conjuga música clássica e pirotecnia no fecho da temporada06-08-2011Os “Sons Ardentes” da música clássica acompanhada por fogo-de-artifício na Praia dos Pescadores em Albufeira, um ‘promenade’ na marginal de Quarteira e, a culminar, os concertos na Sé de Silves e Igreja do Carmo de Tavira fecham esta temporada da Orquestra do Algarve.


Orquestra do Algarve conjuga música clássica e pirotecnia no fecho da temporada06-08-2011Os “Sons Ardentes” da música clássica acompanhada por fogo-de-artifício na Praia dos Pescadores em Albufeira, um ‘promenade’ na marginal de Quarteira e, a culminar, os concertos na Sé de Silves e Igreja do Carmo de Tavira fecham esta temporada da Orquestra do Algarve.    
A edição de 2011 dos “Sons Ardentes” regressa a 20 de agosto à Praia dos Pescadores de Albufeira, para conjugar a música clássica, a pirotecnia e o mar num dos mais carismáticos eventos realizados pela Orquestra algarvia, que será dirigida pelo maestro convidado Cesário Costa.
70 músicos interpretarão obras de Shostakovich, Mussorgsky, Tchaikovsky, Alexander Borodin e Nikolai Rimsky-Korsakov, num concerto que integra as Festas da Cidade de Albufeira e também o ciclo de música erudita do programa de animação Allgarve 2011.
Marginal de Quarteira transforma-se em sala de espetáculos
Antes, a Orquestra do Algarve apresenta-se no Calçadão de Quarteira a 12 de agosto, a partir das 22 horas, para um concerto dirigido pelo maestro John Avery.
O programa é diversificado e serão executadas obras de Ermanno Wolf-Ferrari, Marshall Ross, Leroy Anderson, entre outros, num estilo de concerto promenade acessível ao grande público.
A culminar a agenda de agosto, o maestro John Avery conduz a Orquestra do Algarve na Sé de Silves (dia 26) e na Igreja do Carmo de Tavira (dia 27) para os últimos concertos da temporada 2010/2011, a OA celebrará temas de compositores como William Walton, Edward Elgar, J.S.Bach, Gabriel Fauré, entre outros.
A temporada 2011/2012 inicia-se em outubro.
Observatório do algarve

Notas de 500 euros adoram Espanha....

Ficheiro:Nota 500 euros.jpg
Governo espanhol pode retirar de circulação as notas de 500 euros
O Governo espanhol está a estudar a possibilidade de retirar de circulação as notas de 500 euros como forma de combate ao branqueamento de capitais, refere o portal online espanhol El Confidencial Digital.
A publicação cita um relatório do Centro Nacional de Inteligência (CNI) espanhol, que considera que 90 por cento de todas as notas de 500 euros da UE já chegaram a ser utilizadas em Espanha.
Estimativas referem que, num qualquer momento, mais de um quarto de todas as notas desta denominação estão fisicamente em Espanha.
Conhecidas popularmente em Espanha como as notas ‘binladen’ – pelo pouco que são vistas pela generalidade da população – são normalmente usadas para o branqueamento de capitais.
blog D'Sul

Aceitando o nosso corpo...

Sempre me emociono com o jeito pelo qual os lobos batem nos corpos uns dos outros quando correm e brincam, os mais velhos a seu modo, os jovens ao deles, os magros, os gordos, os de pernas longas, os de rabo cortado, os de orelhas caídas, os de membros quebrados que ficaram tortos ao sarar. Todos têm sua própria configuração corporal, sua própria força e sua própria beleza. Vivem e brincam de acordo com o que são, quem são e como são. Eles não tentam ser o que não são.

Bem ao norte, vi uma vez uma velha loba com três pernas. Ela era a única que conseguia se enfiar numa fenda na qual cresciam vacínios. Outra vez vi um lobo cinzento armar o bote e saltar com tal velocidade que deixou no ar por um segundo a imagem de um arco prateado. Lembro-me de uma visão delicada, a de uma jovem mãe, ainda redonda de corpo, procurando com cuidado o caminho entre o musgo do lago com a graça de uma bailarina.
 
Uma mulher na luta contra a volência sobre a mulher blog

Todos os dias são relatados casos que nos espantam pela indignidade e desumanidade que encerram.No mundo, morrem todos os dias pessoas diversas. Muitas delas são vítimas de doença . E a doença nunca é solitária. Além de ter nome e devastação, arrasta uma série de marcadores onde o mais visível é a vulnerabilidade. -

Assim vai o Mundo

Todos os dias são relatados casos que nos espantam pela indignidade e desumanidade que encerram.No mundo, morrem todos os dias pessoas diversas. Muitas delas são vítimas de doença . E a  doença nunca é solitária. Além de ter nome e devastação, arrasta uma série de marcadores onde o mais visível  é a vulnerabilidade.
Se tivessemos conhecimento desta realidade  apenas pelos Media  seria porque nunca teríamos entrado num Centro de Saúde ou num Hospital.
Há dois dias, entrei no Serviço de Urgência de um Hospital público português para acompanhar um doente com uma crise renal. A sala de espera estava sobrelotada. Desde gente em macas a pessoas gemendo, algumas  sentadas , outras de pé porque já  não havia  cadeiras, o desamparo estava generalizado  e  era avassalador. Acabava de entrar noutro mundo. O choque que  me provoca esta realidade é sempre  violento . Eram 7 horas da tarde. Aos poucos  fiquei a saber que estavam doentes nesta sala desde as 9 horas da manhã à espera de serem atendidos, sem que fossem informados da demora  ou fossem minimamente aliviados das dores que os acometiam. Dois funcionários no balcão da recepção diziam-se alheios a esta situação e sem conhecimento para prestarem explicações. Gradualmente as queixas foram aumentando até que surgiu alguém, pressupostamente uma  responsável pelos Serviços, para apenas proferir que quem não quisesse esperar mais que se fosse embora. E como se isso não bastasse, abandonou, de imediato, a sala, sem mais acrescentar. Em surdina, algumas pessoas reclamavam, mas  o espanto e a resignação venceram.  Eram os sintomas da vulnerabilidade  que debilita tanto quanto a doença. E é nesse reino de (in)sensível (in)sanidade que acorrem os doentes na busca de cura ou de lenitivo para um mal que deles se apoderou.
O doente com crise renal foi atendido perto das 2 horas da manhã.
Entretanto, nos Estados Unidos da América há quem se faça prender para poder ser atendido num Hospital porque o acesso aos serviços de Saúde  não é universal. Será que lá a par dessa incompreensível e injusta  fatalidade também se sofre o rude e longo desespero na hora do atendimento? 
O insólito de uma  notícia propalada pelos orgãos de comunicação social  leva-nos a transcrevê-la. Aqui fica para vós.


"Um norte-americano de 59 anos tentou roubar um dólar na caixa de uma agência bancária para poder ser detido e enviado para a prisão. O objectivo era ser tratado no hospital prisional a uma doença que necessitava de cuidados urgentes.
James Varone, 59 anos, sem seguro de saúde, necessitava de ser internado urgentemente para tratar uma hérnia discal. Então,planeou um assalto a uma agência do Banco RCB, no estado da Carolina do Norte, nos EUA.
Para tanto, escreveu numa folha: "Isto é um assalto, por favor quero um dólar". Entrou na referida agência bancária, entregou ao caixa e esperou, calmamente, o aparecimento da polícia. O agente não se fez tardar. Apareceu, tomou conta da ocorrência e deteve o homem.
Às autoridades, Varone disse a verdade: estava desempregado e precisava de um tratamento gratuito urgente na cadeia.
O homem garante que está a ser bem tratado na prisão e que conta, ainda, receber dinheiro da segurança social, o que o ajudará a arrendar uma casa.
Reconhece que o seu plano só falhou numa coisa: roubou pouco dinheiro, e, por isso, foi acusado de pequeno delito. Ou seja, vai ter uma estadia na cadeia mais curta do que pretendia."in JN

6 de Ago de 2011

Alfama tão linda és

 Lá vem a Rosa de cabaz na mão. Vai levar o almoço ao pai, que trabalha na doca do Jardim  do Tabaco. Donairosa e ladina, duas rosas no  rosto e uma de um vermelho mais vivo nos lábios,
olhos negros. brilhantes e em festa como balões de Santo António, passa a trautear: '
«.Ó meu rico São Miguel
Se me dás esperança fagueira
Enfeito a tua palmeira
Para  minha lua-de-mel !...»
Ela segue e as vizinhos coscuvilheiras : Parece que o Manel da Fundição já falou com o pai dela! Olha que novidade... Até já marcaram. 0 casamento para  Agosto!.
Vai depressa, Rosinha.. O tempo voa.Olha que nas mãos calosas do pai, tão suaves quando te afagam os cabelos, há sempre um tabefe que se dispara a tempo e horas...
Anoitece. O pai da Rosa já comeu o caldo e as sardinhas assadas,que saborosas elas estavam
e foi espairecer até à Boa União. para o paleio com os amigos e  uns copitos.
 O Manuel da Fundição olha, embevecido, para a a janela de um primeiro andar do Largo de S. Miguel
 moldura de uma flor que é a luz dos seus olhos
Ali, à Regueira, o Joaquim Estivador, que hoje fez serão,tem que se aproveitar, que a vida está
má,depois de jantar, de camisola sem mangas a fazer sobressair o busto musculoso e forte. vem
até à soleira da porta, senta-se e dedilha uma guitarra. E o dlím-dlim-dlão, emotivo e sentimental, faz
chegar a vizinhança às janelas.Duas cabecitas loiras e rosadas assomam à porta. O Tonho e a Mélita. Dois filhos. Dois céus. O Joaquim pousa a guitarra. E aquelas mãos calosas,grosseiras, gretadas por anos de cargas e descargas, onde vão elas buscar tanto mimo no jeito,tanta doçura nas caricias?
A Júlia lavou a loiça do jantar. E a boca estendeu-se-lhe num sorriso pleno de felicidade.
O peito alto, arfa de intima satisfação. Quase orgulho, por ver o seu homem e os seus filhos ,
em comunhão de beijos e afagos. Só o que eles não adivinham, não, é a linda quadra de amor que
os seus gestos escreveram na soleira da porta da Rua da Regueira..
Alfama,eterno ex-libris de Lisboa...
Lisboa, tão linda és... .

Revista Notícia, 1967, texto de Francisco Radamanto, Fotógrafo não identificado.

A fala do nosso corpo feminino

"A fala do corpo" que trata da descoberta de bênçãos ancestrais dos nossos parentes. Alguma de nós são muito alta, como um teixo, e esbelta como ele. Já outras como eu tem  uma  estrutura  mais próxima do chão, com um corpo exuberante. Mas a maioria de nós com certeza foi alvo de deboche por ser alta, por ser baixinha, por ser magra ou por ser gorda quando crianças.  

 A mim diziam que o tamanho e o formato do meu corpo eram indícios de um ser inferior desprovido de autocontrole.

Os golpes e flechadas que recebemos durante a vida inteira porque, de acordo com os Outros, com letra maiúscula, aos nossos corpos faltava algo ou sobrava algo.  Temos que cantar um lamento pelos corpos que não nos foi permitido usufruir. Dançamos, nos balançamos e olharmos para o nosso corpo.
 
Uma mulher
uma mulher na luta
contra a violência sobre a mulher