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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Ministro que era líder parlamentar de um partido que dizia defender os recibos verdes.

 
blog Adeus Lenine

foto jornaldoalgarve.pt

Algarve: fecho da lota de Armação de Pêra preocupa BE e motiva solidariedade do PCP com pescadores25-07-2011

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre o encerramento das instalações da Docapesca em Armação de Pêra (Silves), enquanto o Partido Comunista Português (PCP) manifestou solidariedade na luta daqueles pescadores.    
Cerca de 30 pessoas manifestaram-se na semana passada em frente ao edifício da antiga lota de Armação de Pêra para exigir a sua reabertura e a possibilidade de venderem peixe diretamente ao consumidor.
Com o encerramento da lota há cerca de um mês, por falta de compradores, os pescadores ficaram impedidos de comercializar o pescado fresco naquela vila e alegam que "não têm condições" para o transportar para as lotas de Albufeira e de Portimão.
"Tendo em conta que a Docapesca, enquanto instituição pública, é responsável pelos serviços que permitem aos pescadores a venda dos seus produtos, como justifica o Governo o encerramento destas instalações sem que se tenham salvaguardado alternativas para aqueles pescadores?", lê-se no requerimento entregue hoje pelo BE ao Ministério da Agricultura e do Mar.
A deputada bloquista Cecília Honório questionou também o Governo sobre quais as medidas que se propõe tomar para preservar o trabalhos dos pescadores e a comercialização do pescado e se o executivo se prepara para privatizar no futuro a Docapesca.
O PCP reuniu no sábado com a Associação de Pescadores de Armação de Pêra, que viram a lota ser encerrada no dia 11 de junho, e manifestaram, em comunicado de imprensa enviado hoje à comunicação social, a sua "solidariedade com a "luta desenvolvida em defesa de uma atividade económica essencial para o desenvolvimento" do Algarve.
"Os problemas criados com o encerramento da lota constituem um rude golpe para a comunidade piscatória de Armação de Pêra, cujas raízes remontam ao século XVI", recordou o PCP, considerando que as atividades produtivas na pesca, agricultura e industria são da maior importância para a região.
Observatório do Algarve

Joana Barata Lopes – Ai!!! Menina má… a menina é feia!!! - Uma jovem deputada do PSD quis mostrar serviço, originalidade e atrevimento... e acabou por “esticar-se” ligeiramente ao fazer uma falsa chamada de emergência para o 112. Fez mal! Felizmente, a inventiva jovem não se lembrou de “testar” a rapidez dos serviços de segurança do Aeroporto Internacional de Lisboa, despoletando um falso alarme de bomba a bordo de um avião da TAP... mas mesmo assim, fez mal.

Joana Barata Lopes – Ai!!! Menina má… a menina é feia!!!


Uma jovem deputada do PSD quis mostrar serviço, originalidade e atrevimento... e acabou por “esticar-se” ligeiramente ao fazer uma falsa chamada de emergência para o 112. Fez mal! Felizmente, a inventiva jovem não se lembrou de “testar” a rapidez dos serviços de segurança do Aeroporto Internacional de Lisboa, despoletando um falso alarme de bomba a bordo de um avião da TAP... mas mesmo assim, fez mal.
Agora toda a gente que gosta de “acessórios” para não ter que discutir o essencial, está perfeitamente “vidrada” no telefonema da moça. Desde responsáveis do próprio INEM, que não fazem por menos e querem a demissão da deputada... mas que eu, sinceramente, acho que deveriam ter mais o que fazer, até ao PS, que exige desculpas e está muito ofendido com a “colossal” ilegalidade cometida pela deputada laranja.
Tenho muita pena de que não tenha sido o deputado do PS, Ricardo Rodrigues, a fazer as despesas da “ofensa socialista”... lembram-se? Ricardo Rodrigues, o deputado ladrão de gravadores de jornalistas? Isso é que daria um post bem divertido... mas não se pode ter tudo.

Comunicado do grupo parlamentar

PSD responde que chamada para o 112 foi apenas um “teste”

04.08.2011 - Por PÚBLICO, Lusa
"Não houve qualquer comunicação falsa de ocorrência", argumenta o PSD "Não houve qualquer comunicação falsa de ocorrência", argumenta o PSD (Foto: Daniel Rocha/arquivo)
O grupo parlamentar do PSD nega, em comunicado, ter feito uma chamada falsa para o 112, mas reconhece que foi feito um telefonema para testar o tempo de atendimento daquele serviço, que não chegou a ocupar qualquer operador.
Nem verdadeira, nem falsa, de acordo com a interpretação do grupo parlamentar do PSD, o que aconteceu foi apenas um "teste circunscrito apenas e só a aferir o tempo de atendimento da chamada".

Ontem, a comissão parlamentar de Saúde contou com a presença do presidente do INEM e, apesar de pacífica, foi marcada por um momento de agitação quando a deputada social-democrata Joana Barata Lopes, questionando os tempos de atendimento das chamadas de emergência, revelou que “o grupo parlamentar do PSD fez uma chamada para o serviço 112 para provar que os tempos de atendimento das chamadas não tinham melhorado”. A chamada, revelou, “demorou 14 segundos a ser atendida”. A deputada social democrata questionava os dados apresentados pelo presidente do INEM, que davam conta de um tempo de espera de cinco segundos em 62 por cento das chamadas

Em resposta, Miguel Oliveira apenas explicou que não se pode confundir o 112 com o INEM. “Quando ligamos para o 112, a chamada não é atendida pelo INEM, mas pela polícia. Os meus tempos só podem começar a partir da minha responsabilidade”, esclareceu, advertindo que as “chamadas falsas para o 112” constituem eventualmente crime.

Técnicos querem pedido de desculpa

Já hoje, a Associação Portuguesa de Medicina de Emergência defendeu que a bancada do PSD deverá tomar medidas contra o parlamentar que fez uma chamada falsa para o 112 e exigiu um “pedido formal de desculpas”. Em declarações à TSF, Vítor Almeida, da Associação Portuguesa de Medicina de Emergência, afirmou que os técnicos de emergência médica não querem que a chamada falsa feita por um deputado do PSD passe em branco e defendeu mesmo que o responsável deveria ser demitido.

Vítor Almeida disse acreditar que a bancada social-democrata “tomará as medidas adequadas”. “Um deputado deve ser exemplo para a nação e não pode ter atitudes destas que, por mim, roçam aquilo que é legalmente aceitável para além das questões éticas”, acrescentou o responsável, à mesma rádio. Sublinhou mesmo que “pelo menos um pedido formal de desculpa é incontornável” e assumiu: “Mas sou sincero, em qualquer outro país civilizado isto dava imediatamente processo ou demissão de um deputado”.

Entretanto, no comunicado divulgado hoje, o grupo parlamentar do PSD "nega ter feito qualquer chamada falsa" justificando que "não houve qualquer comunicação falsa de ocorrência, nem tão pouco se estabeleceu uma comunicação com qualquer operador" – não fazendo por isso qualquer pedido de desculpas. A questão agora entrou no campo das interpretações: a partir de que momento é que se pode considerar ter existido uma chamada telefónica? Quando toca do outro lado, quando o operador atende ou quando quem telefona chega a falar com o operador?

Na interpretação do grupo parlamentar do PSD, só existiria uma chamada falsa se tivesse chegado a existir ocupação do operador. A Lusa tentou obter uma explicação da deputada Joana Barata Lemos, mas tal não foi possível, até ao momento.

"Em nenhum momento esteve em causa a operacionalidade do sistema. O único propósito foi verificar a capacidade de resposta do mesmo, de forma a garantir aos portugueses a sua eficácia", refere, no entanto, o comunicado da bancada laranja. O grupo parlamentar do PSD defende que não pôs, nem põe em causa, "o profissionalismo dos técnicos que operam nos serviços de emergência".



rascunho do poema de José Gomes Ferreira


Viver sempre também cansa!

"Viver sempre também cansa!
O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinza, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.
O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.
As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.
Tudo é igual, mecânico e exacto.
Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.
E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida...
E obrigam-me a viver até à Morte!
Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?
Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima dum divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.
Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela."
E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo..."

só a vida


pediu-me este menino
que lhe construí-se um poema
o que lhe hei-de dizer
tem fome
não tem brinquedos
nem cão
nem gato
não sabe o que são amigos
o amor
o carinho
família
terá
daqui a uns dias só pensará
em matar
em morrer
não há poesia
que caiba nestas vidas !

António Garrochinho

 

Médicos colocam datas falsas para fintar a lei das receitas eletrónicas


Autor: Miguel Moreira
Quarta, 03 Agosto 2011
Alguns médicos colocam datas falsas, para fintar a lei das receitas eletrónicas. Validade de um mês das prescrições permite que o doente possa apresentar em agosto receitas com data de julho. Ordem dos Médicos admite esta situação, mas afasta má-fé.
A nova lei das receitas eletrónicas está em vigor desde 1 de agosto, mas os médicos encontraram forma de ultrapassar o problema de inadaptação ao novo quadro legal: colocar uma data anterior a agosto na prescrição, para que a mesma possa ser comparticipada.

No primeiro dia da entrada em vigor da nova lei, foram entregues nas farmácias receitas eletrónicas, manuais, outras com a palavra “exceção”, ou sem referência à portaria que permite ao médico prescrever em papel.

António Pereira Coelho, da Ordem dos Médicos, admite que haja médicos a colocar data fasa, mas retira qualquer dolo nesse subterfúgio. “Admito que sim, mas não considero que se trate de uma manifestação de má-fé. Não considero que seja gravoso pôr uma data de 31 de julho em vez de 1 de agosto”, refere, à RTP.

A razão para esta finta à legislação prende-se com o facto de “alguns médicos terem acreditado que existiria um adiamento”, o que não aconteceu. Assim, foram confrontados com uma situação que os deixou “sem alternativa para poderem satisfazer uma necessidade imperiosa dos utentes”.

António Pereira Coelho realça que “não se tratou de uma situação premeditada”. Outros médicos deslocaram-se a balcões de farmácias para pedir informações sobre onde adquirir o sistema informático que permite prescrever de forma eletrónica. A partir de 1 de setembro, não haverá forma de ultrapassar a lei com data errada na receita
ptjournal.com

Redação do “barlavento” demitiu-se em bloco, mas jornal continua
03-08-2011 19:57:00

A redação do jornal regional “barlavento” anunciou esta quarta-feira a demissão em bloco, e a criação de um novo projeto jornalístico por incompatibilidades com a direção. Helder Nunes garante que a “próxima edição vai sair”.    
A equipa de cinco jornalistas, incluindo a chefe de redação demitiu-se em bloco, confirmou ao Observatório do Algarve Elisabete Rodrigues.
A jornalista afirma que esta posição decorre “de falta de diálogo interno e de vontade de concretizar ideias para mudar a situação”.
“Ao fim de 11 anos de dedicação a um projeto, creio que merecemos ser ouvidos”, resume.
A equipa está a gora a preparar “um novo projeto, com edição online e impressa que deverá nascer no final deste ano”.
Por sua vez, Helder Nunes, diretor do jornal, sem querer adiantar muito sobre a situação, afirma que “o jornal vai continuar”.
“A próxima edição vai sair, como habitualmente”, garante, sem se pronunciar sobre as eventuais dificuldades financeiras do projeto.
O semanário regional “barlavento”, sediado em Portimão, foi fundado em abril de 1974, e Helder Nunes lembra que “não é a primeira vez que o jornal enfrenta e ultrapassa situações mais complicadas”.
O título é propriedade da Mediregião – Edição de Distribuição de Publicações Lda, cujo capital é detido em 50 % pela Alicoop e em 40% Alisuper, sendo os 10% restante propriedade do diretor.
O processo de insolvência da Alicoop/Alisuper, com uma dívida de cerca de 80 milhões de euros, foi declarado em agosto de 2009.
O processo deverá vir a ter novos desenvolvimentos em setembro, com a realização de uma assembleia de credores, depois de ter surgido um investidor o grupo Nogueira, comércio de frutas, que pretendia assumir a exploração dos estabelecimentos.
Observatório do Algarve
03-08-2011

A redação do jornal regional “barlavento” anunciou esta quarta-feira a demissão em bloco, e a criação de um novo projeto jornalístico por incompatibilidades com a direção. Helder Nunes garante que a “próxima edição vai sair”.    
A equipa de cinco jornalistas, incluindo a chefe de redação demitiu-se em bloco, confirmou ao Observatório do Algarve Elisabete Rodrigues.
A jornalista afirma que esta posição decorre “de falta de diálogo interno e de vontade de concretizar ideias para mudar a situação”.
“Ao fim de 11 anos de dedicação a um projeto, creio que merecemos ser ouvidos”, resume.
A equipa está a gora a preparar “um novo projeto, com edição online e impressa que deverá nascer no final deste ano”.
Por sua vez, Helder Nunes, diretor do jornal, sem querer adiantar muito sobre a situação, afirma que “o jornal vai continuar”.
“A próxima edição vai sair, como habitualmente”, garante, sem se pronunciar sobre as eventuais dificuldades financeiras do projeto.
O semanário regional “barlavento”, sediado em Portimão, foi fundado em abril de 1974, e Helder Nunes lembra que “não é a primeira vez que o jornal enfrenta e ultrapassa situações mais complicadas”.
O título é propriedade da Mediregião – Edição de Distribuição de Publicações Lda, cujo capital é detido em 50 % pela Alicoop e em 40% Alisuper, sendo os 10% restante propriedade do diretor.
O processo de insolvência da Alicoop/Alisuper, com uma dívida de cerca de 80 milhões de euros, foi declarado em agosto de 2009.
O processo deverá vir a ter novos desenvolvimentos em setembro, com a realização de uma assembleia de credores, depois de ter surgido um investidor o grupo Nogueira, comércio de frutas, que pretendia assumir a exploração dos estabelecimentos.
Observatório do Algarve

P.S.:



P.S.:
(Dizem, dizem, dizem, dizem que não se pode dizer tudo, não se pode, não se pode, se dizes pões os outros loucos, se não dizes fica aí dentro e depois o louco és tu. Dizem, dizem, dizem, fartos estão todos a dizer tudo e mais alguma coisa e que importa, nem sempre sou o que digo, nem sempre sou o que faço, nem sempre fico presa ao que digo, nem sempre fico presa ao que faço. Digo agora e depois? Quem não diz por vezes fica preso e se não digo, escrevo e se escrevo e leio, evoluo. É um caminho como outro qualquer, não julguem os loucos por se considerarem menos loucos. Se dói, dói, se levanta, levanta, as palavras aqui nem sempre é o meu espírito lá fora, nem sempre é o que se vê. Tu és o que és por dentro lá fora? Tu acordas e dormes sempre igual? Tem dó!? Sim, há fios de ligação, sim, há vibrações constantes, sim, há morfologias, sim, eu sou obsessiva e compulsiva das palavras, e sou todas elas, e sou a imaginação delas todas, e sou a construção e desconstrução delas todas. Por vezes controlam-me, outras controlo-as eu, mas pinta-se caminhos de silêncio, lindos, coloridos, mágicos, fantasiosos, sequiosos de desejo e prazeres insólitos, pinta-se sonhos, pinta-se por dentro borboletas e pássaros esvoaçantes, bandos em bandos até a que a liberdade seja uma constante, as palavras elevam-me aos céus e de tanto errar saberei ter estado certa alguma vez e se algum sussurro fez um sentido de um caminho, então plantar caminhos feito de palavras é trazer flores ao jardim do pensamento )

O Al Capone também tinha contabilidade! - 2

Arnaldo Da Cunha Serrao:
"Manuel Antonio Pina, num artigo hoje publicado no Jornal de Noticias, chama a Mira Amaral "o pensionista mais famoso de Portugal" devido ao facto de este conhecido cavaquista receber uma pensão de 18.156 Euros/mês, que lhe foi atribuida pelo ultimo Governo PP/CDS, por ter trabalhado 1 ano e meio na Caixa Geral de Depositos. Uns comem os figos e a outros rebentam a boca."
E eu acrescentaria: Uns assaltam a vinha, outros ficam de atalaia!

Governo Passos/Portas e transportes – Um post mal disposto (e muito comprido!)


A ideia é tão simples, clara e justa, que consegue colocar de acordo, na sua essência e um pouco por todo o mundo, gente de variadas opções políticas:
O Estado garante o funcionamento de uma máquina fiscal que combata, decididamente, a fuga ao fisco e a fraude fiscal e cobra impostos aos contribuintes segundo os seus reais rendimentos e de forma progressiva. De forma progressiva, já que os 50 euros que correspondem a dez por cento dos miseráveis 500 euros que tantos milhares andam a ganhar mensalmente, custam muito mais a pagar do que os 5.000 euros que seriam dez por cento dos 50.000 que alguns ganham.
Depois é muito simples! O Estado pega nesse dinheiro e paga a nossa segurança, professores, saúde, todo o funcionamento daquilo que é público, que pode ir desde a mais sofisticada montagem de um produto cultural, até à limpeza do pequeno jardim da nossa rua.
Assim e naturalmente, sempre que alguém tem que colocar um filho na escola pública, seja no ensino básico ou na Universidade, sempre que utilizar um transporte público, ou sempre que, infelizmente, tiver que recorrer aos cuidados de saúde, o Estado não distinguirá uns cidadão de outros, não os classificará por convicções religiosas ou políticas, nem os discriminará por etnia, género, ou segundo o seu nível de rendimentos. Cumpridas as nossas obrigações, segundo as nossas possibilidades, todos somos iguais perante o Estado.
Parece simples, não é?
Não para um neoliberal! O neoliberal é uma espécie animal que fica com as tripas revolvidas quando vê que vai pagar o mesmo e ter direito ao mesmo tratamento, seja onde for, que é dado a um velho trabalhador com uma pensão de 300 euros mensais. Não porque ache que poderia pagar mais, como demagogicamente repetem, mas porque ficam roxos de raiva com o facto de o velho reformado, que ganha menos por mês do que aquilo que ele gasta em uísque e charutos, ou num único almoço, ter direito ao mesmo equipamento, ao mesmo médico, ao mesmo autocarro, ao mesmo metropolitano.
Para o neoliberal, todo o não rico é um ser defeituoso e merecedor de castigo. E desses, os mais pobres, eventualmente e no limite, apenas candidatos à caridade. Seja como for, devem ostentar publicamente os sinais e as provas da sua pobreza e necessidades, a fim de serem convenientemente “triados” e postos no seu devido lugar.
É neste contexto que eu entendo a subida desenfreada e brutal dos preços dos transportes públicos... a seguir "remediada" pela criação de vários escalões de pobreza, que os utentes terão que provar para terem direito a tarifas especiais.
Em vez de comentar, quero antes, num espírito "sempre construtivo" e dada a complexidade de se montar toda uma máquina destinada a discriminar os cidadãos segundo os seus rendimentos, de cada vez que comprarem um bilhete ou um passe... contribuir com uma sugestão que, muito provavelmente, poupará muito tempo, trabalho e recursos.
Poderá então ser assim: o fisco, conforme as declarações de IRS, fornecerá aos cidadãos (e seus familiares) pequenas estrelas de pano, que estes coserão nas roupas, em local visível. Conforme os vários escalões, poderão ser amarelas, laranja, rosa (porque não?, como homenagem aos que pavimentaram o caminho às medidas deste governo neoliberal). Desta forma simples e expedita, toda a gente será encaminhada para as diversas categorias de serviços disponíveis...
Eu sei, eu sei... isto parece-se muito com uma ideia já antes avançada por Adolf Hitler para distinguir os cidadãos mais tarde encaminhados para a morte... mas que diabo!, uma grande ideia é sempre uma grande ideia, mesmo que tenha sido inventada pelos Nazis... e para ser franco, não me parece que isso incomode grandemente os nossos neoliberais radicais.