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sábado, 23 de julho de 2011

Sábado, 23 de Julho de 2011

Seguro versus Assis – Sarilhos de fraudes


A eleição para o futuro secretário geral do PS segue a bom ritmo. Infelizmente, a jornada eleitoral foi ligeiramente ensombrada por trocas de acusações entre a equipa de Francisco Assis e a equipa de António José seguro... com alusões a fumos de fraude.
Daí a palermice do título deste post, resultado de um péssimo e antigo hábito de deixar as sinapses à solta, comunicando parvoíces de neurónio em neurónio. Demasiadas vezes, o resultado são trocadilhos do tipo deste “sarilhos de fraudes”, que me levou direitinho a 1967 e a um glorioso filme que andei a evitar com sucesso durante mais de quarenta anos... até hoje.
Dedicado ao ganhador desta contenda eleitoral, seja ele qual for, aqui fica esta canção desse histórico “Sarilho de fraldas”, protagonizado por Calvário e Madalena Iglésias. Fiquem com um pouco do profundo diálogo, seguido da maravilhosa canção.
“Depois não vais dizer que não cuidámos de ti...”
“Vamos... fala!”

Num dia de sol
(César de Oliveira/Nóbrega e Sousa)

Miúdo como será que tu te chamas
Parece que mexe os lábios pra falar
Teus olhos estão a afirmar
Não me enganas que és feliz
Tem um sinalzinho a espreitar no nariz
Mal sabe quantos sarilhos já nos deu
É estranho... tem um sorriso igual ao teu
Estas mãos o mundo vão vencer
Um dia vais crescer pró conquistar...

... mas o melhor é ouvirem vocês próprios a coisa.

Um bom sábado!

“Num dia de sol” – Madalena Iglésias e A. Calvário
(César de Oliveira/Nóbrega e Sousa)


Sol azedo - poema (43) - poemas ilustrados de António Garrochinho

foto do album do amigo Carlos Cascalheira
trabalhada por António Garrochinho

ninho - poema (6) poemas ilustrados de António Garrochinho

ninho
enrrosca-te em mim
de que estás á espera !
asim, assim, assim ,
até que venha o sono
no calendário sem tempo, sem fim
primavera
verão
outono
neste amor terno
fogueira de inverno
António Garrochinho

Longe - poema (21) - poemas ilustrados de António Garrochinho

Sábado, 23 de Julho de 2011

PSD, PS... papel rasgado




Continuando a cumprir uma espécie de desígnio “divino” que o obriga a fazer exatamente o oposto daquilo que apregoa, Pedro Passos Coelho, em vez de “emagrecer” a administração da Caixa Geral de Depósitos, aumentou-a quase para o dobro. Seja como for, o condimento principal desta estória é outro.
Desde há vários anos que, numa espécie de acordo tácito de “cavalheiros”, ou uma alternância “democrática” de tachos, no fundo, inspirada nos antiquíssimos “códigos de honra” entre os ladrões, PSD e PS trocavam entre si a presidência do grande banco público. Estando no Governo o PS, o presidente da Caixa era do PSD... e vice versa.
Agora que chegou ao poder e com maioria, findo o mandato de Faria de Oliveira, ex-ministro do PSD nomeado por Sócrates para dirigir a CGD, Passos Coelho, em vez de o retirar para, seguindo a “tradição”, nomear alguém do PS, reconduziu-o na administração, promovendo-o até. Agora é chairman. Não contente com isso, inventou “espaço” para mais um presidente (José de Matos), um técnico vindo do Banco de Portugal... e deu a vice presidência executiva a Nogueira Leite, conselheiro nacional do PSD e seu conselheiro pessoal.
E lá se foi às malvas o velho acordo de “cavalheiros”!
Lembrando a velha e famosa cena de teatro amador, na noite em que se esqueceram de acender a lareira onde em todas as representações era queimada em palco a comprometedora carta do amante... e o “marido enganado”, entrando de rompante na sala, na falta do fumo suspeito foi obrigado a improvisar... “Cheira aqui a papel rasgado!”

Declaração de Honorio Novo deputado do Partido Comunista Portugues na A.R.



 

Declaração de Honorio Novo na A.R.

Quinta 21 de Julho de 2011
Senhora Presidente
Senhoras e Senhores Deputados

Quero juntar a voz do PCP à indignação do País contra o colossal aumento do preço dos transportes públicos, (média de 15%), que o Governo anunciou.

Esta é mais uma das medidas previstas no Memorando da Troika que os senhores do Governo e os senhores do PS esconderam do Povo e do País durante a campanha eleitoral.

Centenas de milhares vão agora defrontar-se com a violência inaceitável destes aumentos brutais. Há trabalhadores que podem mesmo não ter dinheiro para pagar transportes e ir trabalhar. Centenas de milhares de portugueses vão agora começar a confrontar-se com as consequências reais das malfeitorias que PS, PSD e CDS negociaram e acertaram com a troika para submeter o nosso País e os seus trabalhadores.

Desenganem-se, porém, o Governo e os partidos da Troika porque um dia destes, como dizia o Poeta pode ser que o “Povo queira um mundo novo a sério”!

Senhora Presidente
Senhores Deputados

O Governo PSD/CDS brindou o País com dois exemplos claros de má gestão e delapidação de dinheiros públicos.

Invocando o Memorando da Troika, o Governo aprescindiu dos direitos especiais que o Estado detinha na GALP, na EDP e na PT, dando “uma borla” à custa dos contribuintes, (nas palavras de Campos e Cunha), aos accionistas privados destas empresas.

O valor económico das acções douradas não é o seu valor facial. Longe disso. O valor real destas acções pode ser estimado em muitos milhões de euros, tem a ver com o poder de influenciar a gestão empresarial que lhes é atribuída. Quando essas empresas foram privatizadas, elas foram vendidas abaixo do preço de mercado por causa dos direitos especiais do Estado. Por isso, no momento em que, por mera opção ideológica, o Governo decide prescindir desse poder, o mínimo que se exigia era defender o interesse público, isto é, o Governo só deveria prescindir dos seus direitos se os accionistas pagassem o verdadeiro valor económico das acções douradas.

Como dizia há dias Octávio Teixeira, esta operação constitui um verdadeiro crime económico contra os interesses do nosso País!

O segundo acto de má gestão e delapidação do património tem a ver com a privatização do BPN, ontem concluída.

Conhecem-se as responsabilidades do Governo PS que decidiu intervir no BPN e deixar de fora um vasto património do grupo SLN/BPN que deveria ter servido para evitar que a factura da acção mafiosa do “bando do BPN” penalizasse os portugueses e o País. Por isso o PCP votou contra a “nacionalização das acções representativas do capital social do BPN”, no que aliás foi apenas acompanhado pelos Verdes.

Mas não foi necessário esperar pela Troika – nem pelo seu memorando - para se perceber o que o então Governo PS mais o PSD e o CDS queriam afinal fazer com o BPN.

A estratégia comum foi sempre clara: transferir para o Estado as consequências das fraudes e crimes de gestores, banqueiros e outros amigos que ao longo de anos se aproveitaram do BPN e voltar depois a entregar o banco limpo a um qualquer grupo privado. A ideia síntese dos partidos da troika, era, (e é), muito simples: nacionalizar os prejuízos, privatizar os lucros!

Primeiro o Governo do PS lançou um concurso para a privatização, que ficou deserto porque que o preço (180m€) e as condições não satisfaziam os apetites privados. Queriam o banco mais limpo e ainda mais barato! Para isso o Governo PS criou três veículos com o “lixo” do BPN, com um valor facial de 3900m€ dos quais 1800m€ incobráveis. Estes até já estão nas contas de 2010, agravando o défice em 1,0% do PIB, aí se juntando aos prejuízos no BPP, 450 m€, 0,3% do PIB.

Agora é o Governo da direita a seguir as pisadas do anterior, a tentar vender o BPN de qualquer forma e maneira, sem qualquer preço base, se necessário retalhado às fatias, uns balcões para um lado, outros para outro, uns créditos para aquele, parte dos trabalhadores para um outro e, claro, mais umas largas centenas de trabalhadores no desemprego.

O valor dos prejuízos que o País já pagou pelo BPN é de 1800 milhões a que se devem somar os 600m€ de aumento de capital que ontem foi exigido por um concorrente. Só que a procissão ainda vai no adro e é possível que o valor final suba bem acima dos 5000 milhões se atendermos às garantias que o Estado continua a dar à Caixa para emprestar ao BPN e agora também às empresas criadas para receber o seu lixo.

Por isso não surpreendem as fugas de informação que anunciam um Orçamento Rectificativo que contemple este e outros apoios à banca e ao sector financeiro.

Nada disto preocupa os partidos da troika. Longe vão os tempos em que Paulo Portas, Assunção Cristas ou Hugo Velosa exigiam saber os prejuízos que o País vai pagar com a falsa nacionalização do BPN.

O BPN tem 1600 trabalhadores e mais de 230 balcões. Recuperado, com marca nova e gestão própria, o BPN podia relançar-se e obter as rentabilidades normais da área financeira. O BPN devia ser um novo banco público vocacionado para áreas específicas, com potencial para poder pagar ao Estado – a todos nós - os prejuízos que os partidos da troika transferiram e querem continuar a transferir para o bolso dos portugueses.

Por isso nos opomos à privatização do BPN.

Por isso voltamos a denunciar hoje mais este acto de delapidação do património e de transferência dos prejuízos privados da banca para o bolso dos trabalhadores e do Povo.
Quinta 21 de Julho de 2011
Senhora Presidente
Senhoras e Senhores Deputados

Quero juntar a voz do PCP à indignação do País contra o colossal aumento do preço dos transportes públicos, (média de 15%), que o Governo anunciou.

Esta é mais uma das medidas previstas no Memorando da Troika que os senhores do Governo e os senhores do PS esconderam do Povo e do País durante a campanha eleitoral.

Centenas de milhares vão agora defrontar-se com a violência inaceitável destes aumentos brutais. Há trabalhadores que podem mesmo não ter dinheiro para pagar transportes e ir trabalhar. Centenas de milhares de portugueses vão agora começar a confrontar-se com as consequências reais das malfeitorias que PS, PSD e CDS negociaram e acertaram com a troika para submeter o nosso País e os seus trabalhadores.

Desenganem-se, porém, o Governo e os partidos da Troika porque um dia destes, como dizia o Poeta pode ser que o “Povo queira um mundo novo a sério”!

Senhora Presidente
Senhores Deputados

O Governo PSD/CDS brindou o País com dois exemplos claros de má gestão e delapidação de dinheiros públicos.

Invocando o Memorando da Troika, o Governo aprescindiu dos direitos especiais que o Estado detinha na GALP, na EDP e na PT, dando “uma borla” à custa dos contribuintes, (nas palavras de Campos e Cunha), aos accionistas privados destas empresas.

O valor económico das acções douradas não é o seu valor facial. Longe disso. O valor real destas acções pode ser estimado em muitos milhões de euros, tem a ver com o poder de influenciar a gestão empresarial que lhes é atribuída. Quando essas empresas foram privatizadas, elas foram vendidas abaixo do preço de mercado por causa dos direitos especiais do Estado. Por isso, no momento em que, por mera opção ideológica, o Governo decide prescindir desse poder, o mínimo que se exigia era defender o interesse público, isto é, o Governo só deveria prescindir dos seus direitos se os accionistas pagassem o verdadeiro valor económico das acções douradas.

Como dizia há dias Octávio Teixeira, esta operação constitui um verdadeiro crime económico contra os interesses do nosso País!

O segundo acto de má gestão e delapidação do património tem a ver com a privatização do BPN, ontem concluída.

Conhecem-se as responsabilidades do Governo PS que decidiu intervir no BPN e deixar de fora um vasto património do grupo SLN/BPN que deveria ter servido para evitar que a factura da acção mafiosa do “bando do BPN” penalizasse os portugueses e o País. Por isso o PCP votou contra a “nacionalização das acções representativas do capital social do BPN”, no que aliás foi apenas acompanhado pelos Verdes.

Mas não foi necessário esperar pela Troika – nem pelo seu memorando - para se perceber o que o então Governo PS mais o PSD e o CDS queriam afinal fazer com o BPN.

A estratégia comum foi sempre clara: transferir para o Estado as consequências das fraudes e crimes de gestores, banqueiros e outros amigos que ao longo de anos se aproveitaram do BPN e voltar depois a entregar o banco limpo a um qualquer grupo privado. A ideia síntese dos partidos da troika, era, (e é), muito simples: nacionalizar os prejuízos, privatizar os lucros!

Primeiro o Governo do PS lançou um concurso para a privatização, que ficou deserto porque que o preço (180m€) e as condições não satisfaziam os apetites privados. Queriam o banco mais limpo e ainda mais barato! Para isso o Governo PS criou três veículos com o “lixo” do BPN, com um valor facial de 3900m€ dos quais 1800m€ incobráveis. Estes até já estão nas contas de 2010, agravando o défice em 1,0% do PIB, aí se juntando aos prejuízos no BPP, 450 m€, 0,3% do PIB.

Agora é o Governo da direita a seguir as pisadas do anterior, a tentar vender o BPN de qualquer forma e maneira, sem qualquer preço base, se necessário retalhado às fatias, uns balcões para um lado, outros para outro, uns créditos para aquele, parte dos trabalhadores para um outro e, claro, mais umas largas centenas de trabalhadores no desemprego.

O valor dos prejuízos que o País já pagou pelo BPN é de 1800 milhões a que se devem somar os 600m€ de aumento de capital que ontem foi exigido por um concorrente. Só que a procissão ainda vai no adro e é possível que o valor final suba bem acima dos 5000 milhões se atendermos às garantias que o Estado continua a dar à Caixa para emprestar ao BPN e agora também às empresas criadas para receber o seu lixo.

Por isso não surpreendem as fugas de informação que anunciam um Orçamento Rectificativo que contemple este e outros apoios à banca e ao sector financeiro.

Nada disto preocupa os partidos da troika. Longe vão os tempos em que Paulo Portas, Assunção Cristas ou Hugo Velosa exigiam saber os prejuízos que o País vai pagar com a falsa nacionalização do BPN.

O BPN tem 1600 trabalhadores e mais de 230 balcões. Recuperado, com marca nova e gestão própria, o BPN podia relançar-se e obter as rentabilidades normais da área financeira. O BPN devia ser um novo banco público vocacionado para áreas específicas, com potencial para poder pagar ao Estado – a todos nós - os prejuízos que os partidos da troika transferiram e querem continuar a transferir para o bolso dos portugueses.

Por isso nos opomos à privatização do BPN.

Por isso voltamos a denunciar hoje mais este acto de delapidação do património e de transferência dos prejuízos privados da banca para o bolso dos trabalhadores e do Povo.

Noruega temia os radicais islamistas mas não os da extrema-direita - Relatório dos serviços policiais de segurança interna - Tal avaliação contrasta dramaticamente com o resultados dos ataques de ontem – em Oslo e na pequena ilha de Utoeya, nas proximidades da capital norueguesa – em que um total de 91 pessoas morreram no que se crê terá sido responsabilidade de Anders Behring Breivik, cidadão norueguês,

Relatório dos serviços policiais de segurança interna

Noruega temia os radicais islamistas mas não os da extrema-direita


Os serviços de segurança internos noruegueses receavam um ataque de radicais islamistas no seu território mas não ponderava a possibilidade de a extrema-direita no país constituir uma “ameaça séria”, de acordo com um relatório oficial elaborado ainda no início deste ano.
“Como nos anos anteriores, os grupos de extrema-direita, assim como os de extrema-esquerda, não representam uma ameaça séria para a sociedade norueguesa em 2011”, é avaliado no documento da Politiets sikkerhetsjeneste (PST, a agência policial de segurança interna na Noruega, comparável em atribuições e responsabilidades ao britânico MI5).

Era reconhecido, porém, que “houve um aumento da actividade dos grupos de extrema-direita em 2010” e que a mesma “deverá continuar em 2011”.

Tal avaliação contrasta dramaticamente com o resultados dos ataques de ontem – em Oslo e na pequena ilha de Utoeya, nas proximidades da capital norueguesa – em que um total de 91 pessoas morreram no que se crê terá sido responsabilidade de Anders Behring Breivik, cidadão norueguês, descrito como um “fundamentalista conservador cristão”, com ligações à extrema-direita e “anti-islamista” de 32 anos, e o qual se encontra detido e sob interrogatório.

O relatório do PST considera que “um aumento da actividade dos grupos anti-islâmicos pode conduzir a uma mais acentuada polarização e a convulsões, nomeadamente durante ou em ligação a comemorações e manifestações”. Mas, a polícia sublinhava que a principal ameaça em 2011 para a Noruega “não vem do extremismo cristão, mas sim do muçulmano”.

“Certos extremistas islamistas surgem actualmente cada vez mais orientados a agir a nível internacional e é principalmente este grupo que poderá constituir uma ameaça directa à Noruega”, é reiterado no documento.

Oslo, uma das minhas cidades preferidas...

Mas a Noruega da Guerra Fria, do anti-comunismo activo e a meias com a CIA, a do fundamentalismo religioso e europo-centrista, a Noruega que se auto-exclui da UE por estar podre de rica com o petróleo que utiliza como arma política e religiosa, a Noruega que participa convictamente nas aventuras anti-islâmicas, que está no terreno no Afeganistão e que participa na destruição da Líbia, a Noruega capturada pelas forças mais reaccionárias das máfias políticas internacionais, essa Noruega, que poderia ser um verdadeiro Paraíso, tem prosseguido a via que a condenada a produzir as suas próprias contradições insolúveis.
Pobres das vítimas internas e externas, da ideologia do ódio, e dos vários fundamentalismos fanáticos e irracionais.

E desgraçados dos sobreviventes de tantas matanças!




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