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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Média e poderes: venha o diabo e escolha…

Volto ao tema das relações entre o jornalismo e os poderes.
Apesar de os média estarem invariavelmente relacionados com o poder económico e o poder político dada a sua  capacidade potencial para influenciar os detentores de poderes e os cidadãos, a história mostra que tentativas de controlo  pelo poder político raramente tiveram sucesso.
Para referir  apenas alguns casos conhecidos, nos EUA o poder político não foi capaz de impedir a oposição à guerra do Vietnam e o papel da imprensa no caso Watergate. Em Espanha, o governo de Aznar foi acusado de controlar a informação na sequência dos atentados de 11 de Março e perdeu as eleições.
Em Portugal, o Governo Barroso viu-se confrontado com  uma investigação da SIC sobre um alegado favorecimento na admissão à universidade da filha de um ministro e apesar de tentativas para abafar o caso o ministro foi obrigado a demitir-se. Nos governos Sócrates,  a acusação ao primeiro-ministro e aos seus assessores de tentativa de condicionamento dos jornalistas do jornal Público que investigavam o processo de obtenção do seu grau de licenciatura não impediu a publicação de várias notícias muito negativas sobre esse assunto. As declarações de Sócrates  e de outros dirigentes socialistas sobre o Jornal Nacional de Sexta não impediram a TVI de, durante meses a fio, emitir centenas de peças de crítica sistemática a José Sócrates. E na última campanha presidencial o caso BPN  ”perseguiu” o Presidente, apesar das manifestações indignadas de figuras influentes na vida política nacional.
Relativamente ao poder económico, as coisas fiam mais fino. E quando o poder económico se cruza  com o poder político, as coisas ficam ainda mais difíceis para a independência dos média.
O chamado “caso Marcelo/TVI”, ocorrido em Novembro de 2004, configura um dos exemplos mais flagrantes  de interferência do poder político-económico na liberdade de imprensa. Para a generalidade dos  analistas de então o poder político pressionou o presidente de uma estação de televisão para que “calasse” um comentador incómodo para o Governo, tendo aquele cedido em nome da obtenção de facilidades para os seus negócios, à revelia do director de informação da estação, que se encontrava fora do País. 
Um exemplo paradigmático da pressão da publicidade sobre o conteúdo da informação ocorreu em 2004/2005 com o jornal Expresso.O caso foi provocado por um artigo de opinião do editor de economia, que foi considerado pelo Grupo Espírito Santo (GES) como “deturpando factos”. Apesar das explicações da direcção e da administração do jornal de que se tratava de um texto  de opinião, o GES, invocando “liberdade de investir, sem condicionantes, respeitando as leis de mercado, e de adequação da mensagem publicitária que pretendam transmitir”, reduziu de forma muito considerável as suas inserções publicitárias nos órgãos de comunicação social do grupo Impresa. O conflito entre o GES e a Impresa continuou, em virtude de informações publicadas pelo Expresso sobre o pretenso envolvimento do Banco Espírito Santo/GES no “mensalão” do Brasil, que o GES sempre negou. Segundo a imprensa da altura, o corte de publicidade do GES  na Impresa saldou-se num prejuízo de três milhões de euros, tendo o então director do Expresso afirmado que o semanário já sofrera pressões noutras circunstâncias. 
Estes são apenas dois casos envolvendo  protagonistas que pelo seu prestígio e poder – Marcelo Rebelo de Sousa e o Grupo Impresa – resistiram às pressões e “sobreviveram”. Marcelo regressou à TVI e a publicidade do grupo Espírito Santo regressou à Impresa.
Hoje, o poder económico é mais “discreto” e subtil na maneira como se relaciona com os média.
E quanto ao “novo”  poder político, ensaia ainda a sua estratégia comunicacional. Contudo, a crer no episódio “Bernardo Bairrão”, se até agora o que tínhamos era o poder político e o poder económico a tentarem influenciar os média (leia-se os jornalistas) agora temos  o inverso, isto é, jornalistas (leia-se jornalistas com ligações ao poder económico) a tentarem, com êxito (ao que se leu) influenciar o poder político.
É caso para dizer, venha o diabo e escolha.

IMAGENS DA PRAIA ANOS 20


Vintage praia de imagem
Photo de Mack Sennett, 1914 Foto de Mack Sennett, 1914

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Vintage praia de imagem

Vintage praia de imagem

Vintage praia de imagem

Vintage praia de imagem

Vintage praia de imagem

Vintage praia de imagem

Vintage praia de imagem
Rita Hayworth Rita Hayworth

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Film "Three on a Match", 1932 Filme "Three on a Match" de 1932

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1922 1922

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Vintage praia de imagem

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.



"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Deles não quero resposta, quero o  
meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os (santos), para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade brincadeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e (santos), bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."

Oscar Wilde

nã me importi



no bálharico da minha aldeia
ê bálhi com a mõça má feia
e nã me importi com as conversas
pra mim é mêmo das más bonitas
por munto cas ôtras façam fitas
andem por portas e travessas

sas ôtras andem munto pintadas
que parecem casas escaioladas
ê gosto da minha môça assim
chêra a rosas perfumadas
daquelas q'ela tem plantadas
junto ás pézêras d'alecrim

ela é qué o mê amôre
gosto dela sim senhõr
e o resto nã me diz nada
e aqui no bailarico
satesfêto é como ê fico
de ter môça tã prendada

toquem músecos com alegria
que eu gosto é de folia
e de bálhar com o meu pár
toquem valsas corridinho
c'ainda há por aí bêcinho
cando com ela me casar !

António Garrochinho

Simplesmente Chico! - O novo disco de Chico Buarque é lançado esta semana em Portugal. Amadurecido, profundo e enternecedor, Chico é Chico.


Simplesmente Chico!


O novo disco de Chico Buarque é lançado esta semana em Portugal. Amadurecido, profundo e enternecedor, Chico é Chico.

Para o embalo das tardes de varaneio.
Adeus Lenine

Sede e Retraça e Smente sexta-feira 29 de Julho na Associação de Músicos de Faro pelas 21:30h - APOIAR OS NOSSOS MÚSICOS! ESTA JUVENTUDE COM VONTADE DE CRIAR !!!

AGORA APETECE UM MELÃO COM UM COPINHO DE BRANCO FRESCO OU UMA MELANCIA BEM AÇUCARADA DEBAIXO DUMA BELA (ASSOMBRA) VAMOS VER O QUE SE DIZIA DESTES FRUTOS EM 1790




Frei Theobaldo de Jesu Maria que, no seu Agricultor Instruido com as prevenções necessárias para os annos futuros (1790), nos dá os avisados conselhos seguintes, no capítulo XXVI ("Dos Meloens, e das Melancias"):
"Os Meloens querem ares mais quentes, que frios, e que tenhão muito Sol, terra grossa, nova, e de substancia, e que seja fora de arvoredo, plaina, e bem cavada, e desfeita.
Semeem-se de semente bem grada, que será a que deitada na agua não for ao fundo, e que seja nova, deitando as pevides primeiro de molho em agua com açucar, que os fará serem mais doces, se cubrirem com terra as raizes quando os colherem, rebentarão no anno seguinte, ao semear as de pevide, e darão fructo cedo. Semeem-se em Março, ou Abril em minguante de Lua, e das pevides do meio do Melão.
O colher os Meloens, faça-se de manhãa antes de lhes dar o Sol, e antes de estarem de todo maduros, que ao depois se farão maduros de todo; e seja quando se lhe secar o pé, Suas pevides fazem ourinar; e por frios em amendoadas para os enfermos de febres são boas, do Melão se coma pouco, por ser de dura digestão.
As Melancias querem terra arenoza, e grossa; causão cruezas de estomago, e são indigestas, suposto refresca muito. BOM APETITE MEUS AMIGOS E AMIGAS COM ESTES ANTIGOS E DELICIOSOS FRUTOS !

ESPECIAL DESENVOLTURAS E DESACATOS - ARISTIDES DE SOUSA MENDES (II)

Qual é a Casa do Passal?
Casa do Passal é uma imponente mansão na cidade de Cabanas de Viriato, na província de Beira Alta, em North Central Portugal. Construído no século 19, era a propriedade da família Sousa Mendes, até que foi perdida para o banco em 1950. A casa manteve-se desocupado desde então, e tem-se deteriorado ao ponto em que exigirá reparos estruturais e renovação interior extensiva. A casa foi readquirida em 2001, e agora é o sonho mais ardente da família eo desejo de reparar a casa e transformá- -lo em um museu memorial para perpetuar a memória de Aristides de Sousa Mendes e do Holocausto. Apoiantes desta causa inter-religioso em todo o mundo, incluindo aqueles nas comunidades judaicas, as comunidades Português, e outros, estão ansiosos para ver a realização deste sonho de longa data cumpridas.


... Preservar o legado de Aristides de Sousa Mendes ...
O Sousa Mendes Foundation, dedicado a homenagear a memória de Aristides de Sousa Mendes e para educar o mundo sobre o seu bom trabalho, tem uma missão dupla:
  1. angariar fundos para a restauração da Casa do Passal e à criação dentro de seus muros de um museu e memorial, e
  2. patrocinando projetos com base nos EUA que perpetuam o legado de Aristides de Sousa Mendes. Esses projetos incluem:
    • identificar e localizar famílias resgatado por Aristides de Sousa Mendes e obter os seus depoimentos;
    • organizar celebrações de aniversário e outros eventos em comemoração atos heróicos Sousa Mendes;
    • apoio à publicação de trabalhos acadêmicos sobre o Holocausto, as suas vítimas e suas equipes de resgate;
    • a criação de exposições e outros materiais educativos sobre o Holocausto, as suas vítimas e suas equipes de resgate;
    • esforços adicionais para promover o conhecimento generalizado sobre Aristides de Sousa Mendes e trazer honra à sua memória.


Para fazer uma doação dedutível via PayPal, por favor clique no botão abaixo.


O Sousa Mendes Foundation é uma organização sem fins lucrativos, constituída no Estado de Washington e aprovado pela Secretaria da Receita Federal para a isenção de impostos de acordo com o Código do IRS Seção 501 (c) (3), com vigência 24 de setembro de 2010.
Obrigado para a sua doação.


Para fazer uma contribuição por mail, por favor envie um cheque ou ordem de pagamento para o endereço abaixo:

Sousa Mendes Fundação
5016 20 Ave NW
Seattle, WA 98107

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Vamos responder à sua consulta o mais rapidamente possível.
Obrigado por seu interesse no Mendes Sousa Foundation.

ESPECIAL DESENVOLTURAS E DESACATOS - Sousa Mendes Foundation (I)

Sousa Mendes Foundation

... Preservar o legado de Aristides de Sousa Mendes ...
Aristides de Sousa Mendes do Amaral Abranches e foi um dos grandes heróis da Segunda Guerra Mundial. Como o cônsul Português estacionados em Bordeaux, na França, ele se viu confrontado, em junho de 1940 com a realidade de muitos milhares de refugiados fora do consulado Português a tentar fugir aos horrores da máquina de guerra nazista. Estas pessoas estavam em necessidade desesperada de vistos para sair da França, e um visto de Português permitiria a passagem segura através da Espanha para Lisboa, a capital de Portugal, onde poderiam encontrar a liberdade de viajar para outras partes do globo. Portugal, oficialmente neutro, ainda não oficialmente pró-Hitler e sob o regime ditatorial de António de Oliveira Salazar, emitiu uma directiva - o famoso "14 Circular" - para todos os seus diplomatas a negar acolhida a refugiados, incluindo explicitamente os judeus, russos, e os apátridas que não poderia livremente regressar aos seus países de origem. Ato Aristides de Sousa Mendes de heroísmo consistia na escolha de desafiar essas ordens desumanas e seguir sua consciência em seu lugar. "Eu prefiro ficar com Deus contra o homem do que com o homem contra Deus", declarou ele. Ao todo, Sousa Mendes emitiu cerca de 30.000 vistos, incluindo cerca de 10.000 para os judeus, durante o período de poucos dias. Este feito heróico foi caracterizada pela historiador do Holocausto Yehuda Bauer como "o maior ato de salvamento por um indivíduo durante toda a guerra." Por seu ato de desafio Sousa Mendes foi severamente punido por Salazar, despojado de sua posição diplomática e proibidos de ganhar um viva. Ele teve quinze filhos, que eram eles mesmos na lista negra e impedidos de frequentar a universidade ou encontrar um trabalho significativo. Desta forma o que antes era uma ilustre família e respeitado - uma das grandes famílias de Portugal - foi esmagado e destruído. Casa ancestral da família, conhecido como "Casa do Passal", foi retomado pelo banco e acabou vendido para cobrir dívidas. Antes de sua morte, em 1954, Sousa Mendes pediu a seus filhos para limpar seu nome e ter a honra da família restaurada. Seus filhos e filhas, junto com seus filhos - agora espalhadas por todo o mundo - têm lutado há décadas para ter seus atos reconhecidos postumamente.

Aristides de Sousa Mendes, circa 1940








Aristides de Sousa Mendes com a sua família
Aristides de Sousa Mendes com a sua família

O primeiro reconhecimento veio em 1966 a partir de Israel, que declarou Aristides de Sousa Mendes para ser um "Gentio Justo entre as Nações." Em 1986, o Congresso dos Estados Unidos emitiu uma proclamação honrar o seu ato heróico. Mais tarde, ele foi finalmente reconhecida por Portugal, quando o seu Presidente Mario Soares pediu desculpas à família Mendes Sousa e do Parlamento Português promovido postumamente ao posto de Embaixador. O rosto de Aristides de Sousa Mendes tem aparecido agora em selos postais em diversos países. Mas este trabalho está apenas começando, e você pode ajudar. É importante continuar a partilhar esta história e transmiti-lo para longe, porque se destaca como um exemplo moral para agir contra hoje intolerância, racismo e genocídio. Além disso, com amplo reconhecimento, os sobreviventes vivem e descendentes daqueles salvos por Aristides de Sousa Mendes, muitos milhares deles desconhecem as circunstâncias políticas eo nome da pessoa que os ajudou a alcançar a segurança, pode aprender a verdadeira história por trás de sua sobrevivência.
... Preservar o legado de Aristides de Sousa Mendes ...
Ato Aristides de Sousa Mendes de consciência consistia em desafiar as ordens diretas do seu governo e exibindo coragem, retidão moral, desprendimento e auto-sacrifício por emissão de vistos a todos os refugiados, independentemente de opiniões nacionalidade, raça, religião ou política. Sabendo que ele iria enfrentar duras conseqüências por suas ações, Sousa Mendes decidiu agir em conformidade com os ditames de sua consciência e fé católica.



Rabino Kruger e Aristides de Sousa Mendes
Rabino Chaim Kruger e
Aristides de Sousa Mendes, 1940

Para essa adesão ao seu sentido de humanidade, Aristides de Sousa Mendes foi desamparada em uma sociedade que já não reconheceu o seu estatuto diplomático e proibiu-o de praticar a lei para ganhar uma vida decente e sustentar sua família. Ele passou o resto de sua vida pedindo o seu caso e sendo ignoradas e outra vez pelo ditador Salazar Português e sua máquina política. A única ajuda que recebeu foi da Associação Judaica de Lisboa, que alimentou a família Sousa Mendes em seu refeitório e paga as suas contas médicas. Aristides de Sousa Mendes morreu em 03 de abril de 1954 na pobreza e na desgraça, no Hospital Franciscano, em Lisboa. Ele foi enterrado com uma túnica franciscana por falta de roupas adequadas de sua autoria. Mesmo até este final amargo, Aristides de Sousa Mendes sabia que ele agiu de forma humana em nome de milhares de pessoas inocentes e manteve sua decisão para salvar suas vidas.







"Eu não poderia ter agido de outra forma, e eu, portanto, aceitar todos os que se abateu sobre mim com amor."
- Aristides de Sousa Mendes

CALADINHOS QUE NEM RATOS, OS PREVILÉGIOS QUE ESTES SENHORES ACUMULAM - Alberto João Jardim e Miguel Mendonça foram notificados pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) para devolverem os valores das pensões que acumulam com as respectivas remunerações

 

 Até devolverem mesmo



Filatelia XXVI : Operação Valquíria - PARA OS AMANTES DE FILATELIA - Adolfo Hitler foi objecto de mais de uma dezena de atentados, falhados. O que esteve mais perto de ser bem sucedido ocorreu em 20 de Julho de 1944, em Rastenburg, na Prússia de Leste, e tinha o nome de código de "Operação Valquíria". Foi organizado pelos elementos do chamado Círculo de Kreisau, em que se destacavam Helmuth von Moltke e Claus von Stauffenberg, jovens idealistas.

Filatelia XXVI : Operação Valquíria


Adolfo Hitler foi objecto de mais de uma dezena de atentados, falhados. O que esteve mais perto de ser bem sucedido ocorreu em 20 de Julho de 1944, em Rastenburg, na Prússia de Leste, e tinha o nome de código de "Operação Valquíria". Foi organizado pelos elementos do chamado Círculo de Kreisau, em que se destacavam Helmuth von Moltke e Claus von Stauffenberg, jovens idealistas. O atentado só falhou, porque um oficial alheio à situação, na sala de reuniões onde se encontrava Hitler, afastou a pasta que continha 2 bombas, do local onde o ditador nazi se sentava. Hitler sofreu, assim, ligeiros ferimentos, e escapou com vida, mais uma vez. Os conspiradores alemães foram todos abatidos a tiro.
O bloco de selos, na imagem, da antiga República Federal Alemã, foi emitido para celebrar, em 1964, o 20º aniversário da tentativa libertadora, lembrando os seus idealistas organizadores.

No dia mais "humilde" da sua vida, Murdoch negou responsabilidades


O magnata da imprensa e o filho James foram ao parlamento responder aos deputados britânicos. Rupert atirou a culpa para as pessoas em quem confiou
   
    À medida que os dias passam Rupert Murdoch tem cada vez
    mais inimigos. E a raiva quanto aos procedimentos habituais do tablóide "News of the World" (encerrado no dia 10 de Julho, após 168 anos de existência) é tanta que ontem enquanto respondia às questões dos deputados britânicos sobre o escândalo das escutas ilegais, o magnata foi agredido por um membro da audiência, que se terá feito passar por jornalista.

    Os depoimentos do líder da News Corp estavam a ser transmitidos em directo pela televisão quando de repente se notou alguma confusão, a imagem ficou escura, o líder da comissão parlamentar disse que voltariam dali a dez minutos e a ligação foi cortada. Segundo consta - tendo em conta o que foi dito na imprensa internacional e em blogues de pessoas que assistiam à sessão de esclarecimentos, que durou cerca de três horas -, um homem agrediu Murdoch na cara e não continuou porque a mulher do magnata, Wendy, se interpôs entre o marido e o agressor. Segundo outras versões, Murdoch foi atingido com uma substância branca semelhante a espuma de barbear. Depois da imagem restabelecida ainda se viu, por breves instantes, um homem algemado a ser levado. Tanto Murdoch como o filho James, CEO da News Corp para a Europa e a Ásia, ainda estavam na sala, só que Rupert já não tinha o casaco do fato vestido. O agressor foi visto a ser levado para fora do edifício pela polícia.

    Tanto o pai como o filho traziam a lição bem estudada e, ao que parece, uma estratégia simples. Para evitar serem apanhados em contradições e episódios mal contados (o que há em fartura em neste enredo), as respostas de Murdoch pai foram na sua maioria vagas e curtas; o filho assumiu a liderança no confronto com os deputados. A actuação foi vista pelo cantor pop George Michael da seguinte maneira: "Deve ser fantástico estar tão perto do nosso próprio pai que ele nos pode usar como escudo humano. Pai do ano...", reagiu na altura no Twitter. O magnata, de 80 anos, fez o papel do velho sereno e negou ter sido responsável pelas escutas telefónicas ilegais a quase 4 mil pessoas. A culpa foi de "algumas das pessoas em quem confiei", afirmou, acrescentando que geria um negócio global que dava emprego a 53 mil pessoas e que o tablóide representava apenas "1%".

    Pelo meio ainda deu um ar da sua graça, quando lhe perguntaram sobre a sua relação com o antecessor de David Cameron na chefia do governo britânico, também ele amigo íntimo de Rebekah Brooks, directora do "News of the World" entre 2000 e 2003, e até sexta-feira directora executiva da News International e detida este domingo pela polícia britânica. "Foi convidado muitas vezes pelo primeiro-ministro Gordon Brown a entrar pela porta das traseiras?", perguntou um deputado, sugerindo a existência de uma relação sombria entre o barão dos media e o poder político. "Sim", respondeu Rupert, explicando que estava a fazer o que o tinham mandado e que devia ser para fugir aos fotógrafos. "Pela porta das traseiras?", repetiu a questão . "Sim", afirmou Murdoch pai, com um sorriso entre dentes, como quem acaba de tomar consciência do duplo sentido da conversa.

    Logo no início da audiência, Rupert mostrou que seguiria o seu guião à risca, apesar de os deputados o terem acusado de responsável nas falhas graves cometidas pela sua empresa. James começava a responder a uma questão e Murdoch interrompeu-o, tocando-lhe no braço. "Este é o dia mais humilde da minha vida", sublinhou, sem acrescentar mais nada à deixa. Já James confessou ter ficado "surpreso e chocado" quando tomou conhecimento de que a News International ainda estava a pagar as despesas legais a Glenn Mulcaire - detective privado detido em 2006 pelas escutas telefónicas ilegais -, afirmando que a empresa não conseguiu viver segundo os "padrões a que aspirava" e que estava "determinado a endireitar as coisas e garantir que não voltam a acontecer". "Quero dizer apenas quão triste estou e quão tristes estamos, especialmente em relação às vítimas das escutas telefónicas ilegais e às suas famílias", acrescentou.

    Mais tarde, numa outra sessão na comissão de inquérito da Câmara dos Comuns, foi a vez de Rebekah Brooks responder às questões de uma forma "aberta e honesta", segundo as suas palavras. Conhecida por ser uma mulher fria e manipuladora, disse que era "totalmente injusto" apontar o "News of the World" como o único jornal com relações próximas com polícia e políticos. A menina querida de Rupert (conhecida por ser como sua filha) também afirmou que não tinha uma relação próxima com David Cameron e que "havia muitas coisas nessa história que não eram verdade".

    Entretanto, os resultados da autópsia ao corpo do antigo jornalista do tablóide Sean Hoare, encontrado morto na segunda-feira, "não encontraram provas do envolvimento de outra pessoa" e foi descartada a hipótese de ser uma morte "suspeita". Hoare foi o primeiro jornalista a afirmar publicamente que Andy Coulson, antigo director do "News of the World" e mais tarde assessor de imprensa de Cameron, tinha conhecimento do recurso habitual às escutas ilegais.

    A crise do capitalismo e o acentuar das desigualdades e da exploração -A crise que vivemos expôs a fragilidade estrutural do sistema capitalista, confirmou as tendências da concentração e a centralização do capital, a financeirização da economia, desfaz o mito da superioridade do capitalismo, da economia de mercado e do neoliberalismo.

    Quarta-feira, 20 de Julho de 2011


    Um mundo em mudança

    A crise do capitalismo e o acentuar das desigualdades e da exploração

    É com preocupação que assistimos às notícias sobre o estado do mundo em que vivemos. Os textos aqui escritos há dias, são um insignificante exemplo do que se desenha neste mundo em transformação acelerada. 


    O estrebuchar do sistema capitalista neo-liberal

    A crise que vivemos expôs a fragilidade estrutural do sistema capitalista, confirmou as tendências da concentração e a centralização do capital, a financeirização da economia, desfaz o mito da superioridade do capitalismo, da economia de mercado e do neoliberalismo.

    É hoje indesmentível que este sistema mergulha nas suas contradições, agrava o desemprego, a exclusão social e a vida dos trabalhadores. Regrediram os sistemas públicos de Saúde, de Educação, de Previdência, os direitos dos trabalhadores e aumentou a precarização do trabalho.
     
     
    O capitalismo já não esconde que piora as condições de vida da maioria da população e aumenta a riqueza de uma pequena minoria, acentuando as desigualdades sociais.
    A lógica deste sistema em que o lucro de alguns é a lei, põe em causa o equilíbrio do planeta do ponto de vista económico, social e ambiental que, a continuar, extinguirá a vida na Terra.

    A esperança da humanidade continua a residir, e agora mais que nunca, na libertação da sociedade deste sistema injusto e nos ideais do Socialismo.

    Conhecer as razões e aprender com os erros

    Passados 20 anos da derrota da URSS, trabalhadores , intelectuais e muitos que não se conformam com o estado a que chegou a sociedade, fazem um balanço das experiências concretas de construção do socialismo.

    Há que analisar por que foi derrotada, naquele período histórico, a hegemonia política e cultural que prosseguia rumo ao socialismo. Houve avanços significativos, económicos sociais e culturais, grandes conquistas da classe trabalhadora, mas, apesar disso, a consciência ideológica e participação não cresceram o suficiente para consolidar os avanços sociais. É um facto que a "Guerra Fria", a constante ameaça militar, o boicote económico e o permanente ataque ideológico dos países capitalistas, explorando as debilidades, os preconceitos e valores burgueses, foram factores poderosos que obrigaram os países socialistas a grandes perdas de energias, numa luta em muitos casos desigual.


    Dificuldades vencidas


    Não era desconhecida a dificuldade de construção do socialismo num só país, em confronto com um sistema implantado em quase todo o mundo, mas mantinha-se a perspectiva de expansão mundial da revolução socialista. A Guerra e a ameaça do Nazi-fascismo, obrigou a medidas muito duras, como o desvio de meios da agricultura para a indústria e a colectivização forçada dos campos, que aumentaram as tensões internas na URSS.

     
    A guerra foi ganha com elevadíssimos sacrifícios, humanos e materiais. O grande parte do território, das infraestruturas e meios de produção foram destruídos. Mais de 20 milhões de soviéticos foram mortos, entre os quais jovens e os melhores quadros do Partido Comunista.

    As potencialidades do socialismo

    Apesar disso, o desenvolvimento da União Soviética e dos países do Leste europeu nas décadas do pós Guerra, foi intenso. Em meados dos anos 50, a URSS e os países socialistas europeus estavam reconstruídos. Os problemas prioritários - a fome, a habitação e o desemprego - foram resolvidos e, nas décadas seguintes, o bloco Socialista europeu atingiu níveis de desenvolvimento por vezes mais elevados - como na educação, saúde, desporto, cultura e apoio social - que os dos países capitalistas mais desenvolvidos.

    Avanço civilizacional 


    Alguns números evidenciam o carácter de justiça social e de distribuição dos rendimentos, do nível das conquistas sociais alcançadas: o desemprego foi eliminado, a diferença entre o maior e o menor salário era de no máximo 5 vezes; o número de aparelhos de rádios e televisão, frigoríficos, fogões e outros bens de consumo duráveis prioritários, equivalia ao número de domicílios; eram garantidos, em média, 2 anos de licença maternidade; a compra ou aluguer da casa própria exigia um esforço de 7 a 10% do salário; os alimentos e transporte públicos eram de muito baixo preço; a escolaridade era de 9 anos já na década de 60; todos tinham direito ao desporto, à cultura organizada, ao lazer, ao estudo nas Universidades e instituições de ensino superior, que ofereciam formação de alta qualidade; livrarias e editoras seguiam a mesma política, disponibilizando livros e materiais diversos a baixo preço para toda a população.



    Democracia participativa


    A participação dos trabalhadores foi estendida desde as empresas aos sindicatos e organizações de massas, que discutiam e opinavam sobre os grandes temas a serem decididos pelos órgãos deliberativos. As eleições, em geral, realizavam-se no sistema descentralizado, podendo ser apresentados candidatos lançados pelos partidos (Hungria, Polónia e Alemanha Oriental tinham mais de um partido), sindicatos, comissões locais, e organizações populares e de massas.

    O apoio aos povos subjugados

    A "Guerra Fria", impôs aos países socialistas elevados gastos militares e o desvio de muitos meios económicos, técnicos e humanos que faltaram na indústria e outras actividades. Exigiu ainda o fecho de fronteiras e grande rigor na segurança interna que provocaram descontentamentos e desgastes.

    Mesmo assim, foram dadas substanciais ajudas a muitos povos e países que se libertavam da exploração capitalista e colonial. Esses exemplos de uma nova ordem social, económica e política mais justa, alastraram e permitiram que diversos países se desenvolvessem soberanamente. Hoje, os povos e trabalhadores de todo o mundo, teriam muito a ganhar com a presença da URSS no cenário mundial. Mesmo nos países capitalistas desenvolvidos, os trabalhadores conseguiriam reivindicar e obter muitos dos direitos obtidos nos países socialistas.

    Erros a não repetir

    Nesta luta de forças, da construção do socialismo, cometeram-se erros e descuidaram-se aspectos essenciais da vida política e social. Em especial afrouxou-se a participação dos trabalhadores e populações na vida local e nacional. A burocratização do exercício do poder cresceu erradamente.

    Porventura a dinâmica da luta de classes, não foi bem acompanhada face ao capitalismo em desenvolvimento. Terá havido uma forma mecanicista de aplicado o Materialismo Histórico e Dialéctico, no decurso do processo e face às diferentes situações. As dificuldades e o facto de pela primeira vez na História, a classe operária assumir um papel de direcção e transformação da sociedade, levaram a erros que criaram algum afastamento entre o Partido e a massa trabalhadora, com a perda progressiva do papel interventivo e político do Partido e a redução da participação e controlo dos trabalhadores na política em todos os níveis. Tudo isso se estendeu aos sindicatos e estruturas representantes dos trabalhadores e do Poder Popular, que se desligaram das massas.



    Aprender, revigorar a esperança e a luta


    No momento conturbado que vivemos, é necessário reflectir e compreender, aprendendo com os erros, para se avançar na luta implementará o socialismo. Hoje, com a derrota da URSS e do Bloco de Leste, o capitalismo encontrou o campo aberto para aumentar a exploração e retirar os direitos que a evolução civilizacional permitiu. Acentua-se a luta de classes. 


    Não ceder aos velhos preconceitos


    Explorando a derrota da URSS, o capitalismo, com os poderosos meios comunicação nas suas mãos, desenvolve massivas campanhas de intoxicação de propaganda e Marketing apoiados na, ainda, muito forte cultura do pensamento liberal, dos valores burgueses, da lei da selva, da competição sem olhar a meios, do individualismo, da banalização da violência por interesses egoístas, da descrença nas estruturas participativas e colectivas, das ideias de que a política é para os políticos, da crença que os políticos e os partidos são todos iguais, e por isso do descrédito nas possibilidades de superação dos problemas sociais, da descrença na luta contra o sistema capitalista, fazendo crer que o socialismo morreu.

    O futuro está nas nossas mãos

    O sistema de "democracia" representativa, formal, limitada ao voto de quatro em quatro anos, que resulta na escolha dos mesmos, está concebido para manter o poder na burguesia e a submissão dos trabalhadores.
    No actual enquadramento político e social, que limita fortemente a tomada de posição dos trabalhadores subjugados, é cinismo dizer que há liberdade de escolha. Não é sensato considerar que, por via eleitoral, se possa impor o socialismo. Nem no Chile, onde as eleições deram a vitória à opção socialista, o capitalismo aceitou a democracia do voto e impôs, pela força, uma ditadura (a de Pinochet).



    Como superar este ciclo vicioso?

    - O capitalismo está em crise e não terá muitas soluções para a resolver.
    - Crescem a contestação ao capitalismo e os exemplos de países que se libertam progressivamente.
    - É hoje mais evidente que se intensifica a luta de classes, com o grande capital a tentar ganhar tudo o que pode antes que a corda rebente.
    - A luta, a solidariedade, a unidade, a organização e participação na vida política e social, nas empresas e organizações de classe, desenvolvem as consciências e permitirão que a balança penda para o lado da grande maioria, o dos trabalhadores.