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sábado, 16 de julho de 2011

A agricultura sem “gravata”.

A ministra Assunção Cristas,  assinou um despacho a dispensar os seus funcionários do uso de gravata. Segundo Assunção Cristas, prescindir da gravata permite descer em 2º C a temperatura do ar condicionado.
Se andar sem gravata desce dois graus, se começarem a andar todos nus desliga-se o ar condicionado.
Mas que grande palhaçada, acho muita graça a estas medidas!
A medida de reduzir o consumo de ar condicionado, para baixar a emissão de dióxido de carbono e assim reduzir o consumo de energia, é de louvar! Agora, promover este acto de bom senso a notícia, chegando ao cúmulo da ministra ser entrevistada sobre o assunto, é perfeitamente demagógico e populista
Desde que o Governo tomou posse, esta é a primeira medida que o Ministério da "salada russa" (agricultura, mar, ambiente e ordenamento do território) toma, todos sabemos que não há planos para alterar a agricultura e as pescas do país,  mas será que a senhora ministra não tem problemas mais sérios para resolver que arranjar pretexto para se falar no Ministério das “gravatas”?
Sem gravata ou com gravata eu queria é vê-los todos a pensar, que soluções mais iluminadas para resolver os problemas dos nossos agricultores e pescadores.
Medidas destas são para atrasados mentais, o país para além de estar falido ainda está a tornar-se ridículo…

 

 

A Recusa das Imagens Evidentes

Há noites que são feitas dos meus braços
E um silêncio comum às violetas.
E há sete luas que são sete traços
De sete noites que nunca foram feitas.

Há noites que levamos à cintura
Como um cinto de grandes borboletas.
E um risco a sangue na nossa carne escura
Duma espada à bainha dum cometa.

Há noites que nos deixam para trás
Enrolados no nosso desencanto
E cisnes brancos que só são iguais
À mais longínqua onda do seu canto.

Há noites que nos levam para onde
O fantasma de nós fica mais perto;
E é sempre a nossa voz que nos responde
E só o nosso nome estava certo.

Há noites que são lírios e são feras
E a nossa exactidão de rosa vil
Reconcilia no frio das esferas
Os astros que se olham de perfil.

Natália Correia - (1923-1993)

 

imagem recolhida da nete e postada por António Garrrochinho

Pobres dos que não são nem pobes nem ricos

As preocupações sociais do governo já estão devidamente parametrizadas e se existiam dúvidas estas foram esclarecidas pela conferência de imprensa do ministro das Finanças. Estão excluídos de qualquer medida de austeridade os que vivem dos rendimentos do capital e os não declaram mais do que o ordenado mínimo, uns porque são pobres e outros porque são ricos.

Na perspectiva do governo devem ser alvo de medidas de austeridade todos os que trabalhem e que ganhem acima do ordenado mínimo, são estes que pagarão as medidas de apoio aos pobres ou supostos pobres, aos bancos onde o dinheiro dos mais felizardos rende dinheiro e o desequilíbrio das contas públicas. Estes estão encurralados no curral fiscal em que o país se está transformando para os trabalhadores por conta de outrem e, principalmente, para a chamada classe média que todos prometem proteger.

Não admira que a o grupo Cofina, uma das possíveis beneficiárias da privatização da RTP, se tenha apressado a encomendar uma sondagem à Aximage no dia seguinte à conferência de imprensa de Vítor Gaspar e tenha concluído que metade dos eleitores apoiavam a medida. Compreende-se, com tanta gente a rir-se dos que vão suportar os custos da folga e Passos Coelho não admira que as medidas tenham tanto apoio.

Aliás, se Passos Coelho fosse esperto em vez de mexer nas taxas do IVA voltava a aplicar um imposto extraordinário no próximo ano. Evitava que os “pobres” e os donos de restaurantes e mercearias mudassem de opinião continuando a apoiar as medidas de austeridade.

O problema começa a saber quem é pobre em Portugal, os que ganham 500 euros e beneficiam dos mais diversos apoios e isenções ou os que ganham 1500 euros e não beneficiam de quaisquer apoios, pagam taxas elevadas de impostos, sofrem cortes de vencimentos e suportam os impostos extraordinários. Isto sem considerarmos que uma boa parte dos que ganham o ordenado mínimo não passam de falsos pobres pois em muitos sectores de actividade está a generalidade de pagar uma parte do ordenado “por fora” apenas se declarando ao fisco e à Segurança Social o montante equivalente ao ordenado mínimo.

Mas para o ministro das Finanças está tudo bem, Portugal é exemplar no combate à evasão fiscal e esta realidade não merece preocupações. É mais prático ignorar a realidade social, a injustiça latente em muitos apoios sociais tantas vezes denunciada pelo PSD, fazer de conta de que não há evasão fiscal, ignorar que a economia paralela representa mais de 20% da actividade económica e centrar a austeridade cobrando impostos aos que estão presos no curral fiscal.
O jumento

NÃO SOMOS A GRÉCIA ! NÃO SOMOS PORTUGAL ! - QUANDO SE ACABAR A MAMA DAS GUERRAS, DO IMPERIALISMO, DO ROUBO DAS RIQUEZAS DE OUTROS POVOS E DO TERRORISMO ECONÓMICO LOGO FALARÁS ASSIM !


A poucos dias de se esgotar o prazo para evitar que os EUA entrem em incumprimento da dívida, o presidente norte-americano deu ontem uma conferência de imprensa na Casa Branca, onde apelou ao "bom senso" dos republicanos para se chegar a um acordo sobre o aumento do tecto máximo da dívida pública do país.

Para desdramatizar a situação - depois de, desde domingo, ter estado reunido diariamente com os líderes dos dois partidos no Congresso para negociar soluções para a crise - Barack Obama fez uma comparação explosiva que encheu os media europeus. "Não somos a Grécia! Não somos Portugal!", disse, referindo-se ao facto de os dois países terem sido forçados a pedir um empréstimo à UE e ao FMI por não conseguirem controlar os seus défices.

A conferência aconteceu ao início da tarde (19h em Portugal), depois de mais uma reunião com republicanos e democratas. Antes disso, o "The Wall Street Journal" (WSJ), citando fontes dos dois partidos em anonimato, avançava que os líderes dos democratas e dos republicanos no Congresso, Harry Reid e Mitch McConnell, estão "a trabalhar silenciosamente nos bastidores" para elaborar um plano que dê resposta à crise do país, cujo valor da dívida atingiu o valor histórico de 1,4 biliões de dólares.

O risco de incumprimento representa uma "humilhação" a que a maior economia do mundo não se pode sujeitar, nas palavras de Obama, com os media a colocar sobre a mesa cenários de "calamidade financeira".

Dizem as fontes de ambos os partidos que o plano que está a ser desenhado prevê um pacote de cortes na despesa pública aliado a uma estratégia proposta por McConnell no início da semana, que dará a Obama poder para subir o tecto da dívida.

Este tem sido o calcanhar de Aquiles do presidente norte-americano que, na noite de quarta para quinta-feira, abandonou de rompante a quinta ronda de um rol de negociações entre Casa Branca e Congresso para chegar a acordo sobre o limite máximo de endividamento do país, que foi ultrapassado em Maio.

Apesar da atitude repentina, a administração norte-americana garantiria, horas depois (madrugada de ontem em Portugal), que "apesar de tudo, houve avanços" nas discussões. "O presidente quer que isto continue. Existe uma base sobre a qual podemos trabalhar para conseguir algo ainda maior", disse o porta-voz da presidência. Jay Carney desmentiu ainda categoricamente a acusação de alguns republicanos de que Obama se assustou. "É um absurdo dizer tal coisa. A reunião estava a terminar e o presidente expressou as suas convicções sobre o que devia ser feito."

No alegado plano de Reid e McConnell está ainda prevista a criação de uma comissão para identificar novas medidas de redução do défice, imperativas para a aprovação do aumento do tecto da dívida. Este ou outro plano tem de estar pronto para aprovação até 2 de Agosto, sob pena de paralisação total do governo federal.

Vladimir Putin - Prémio quê?


(Quadriga – Porta de Brandenburgo – Berlim)

Antes de dizer seja o que for, gostaria que ficasse registada a minha pena por ver o nome do músico e cantor Peter Gabriel misturado nesta estória... mas dado que a culpa não é minha, avancemos.
Um grupo de cidadãos da Alemanha, nomeadamente alguns membros do “conselho de curadores” que anualmente atribui o “Prémio Quadriga” no dia da Reunificação da Alemanhaum prémio que reconhece – segundo a Wikipédia (também já premiada) - quatro pessoas, grupos ou entidades que se tenham distinguido no ano anterior pelo seu espírito pioneiro em matéria de inovação e renovação da vida política, económica e cultural… resolveu bater com a porta.
Ao que parece, estão bastante enxofrados por, contra a sua vontade, o prémio ir ser entregue a Vladimir Putin. Estão tão enxofrados que alguns já se demitiram da coisa... e recusam-se a colaborar na festa em que será entregue ao figurão russo a miniatura da “Quadriga” que enfeita a Porta de Brandemburgo, em Berlim.
Não querendo de todo imiscuir-me nos critérios que os levam a escolher as figuras públicas que, no seu entender, contribuíram para «defesa da liberdade, da democracia e dos direitos humanos», para além da já referido «espírito pioneiro em matéria de inovação e renovação da vida política, económica e cultural», devo dizer que, olhando para esta lista com nomes de anteriores laureados, a saber: o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, o ex-chanceler alemão Helmut Kohl, o ex-presidente checo Vaclav Havel, o ex-presidente soviético Mikhail Gorbatchov, o presidente do EurogrupoJean-Claude Juncker, o presidente israelita Shimon Peres , o presidente afegão Hamid Karzai e o músico britânico Peter Gabriel, não estaria na altura (mais uma vez lamentando a presença do Peter Gabriel na lista e pedindo desculpas às demais pessoas decentes que se deixaram misturar nesta estória)... não estaria mais do que na altura, como dizia, de mudar o nome da coisa para algo mais apropriado, como, sei lá...
 “Prémio Quadrilha”?


Faro: Nunca tantos motards tinham estado no Vale das Almas

Concentração bate recorde

A Concentração Internacional de Motos de Faro de 2011 já é a edição com mais afluência de sempre na história do encontro. Ao final da tarde de ontem, já tinham entrado no recinto, instalado no Vale das Almas, mais de 30 mil pessoas, batendo o recorde de 2001. O número de ingressos vendidos chegou aos 30 100


"Na quinta-feira, já tivemos mais de 27 mil pessoas a ver o concerto dos Iron Maiden e isso foi antes do fim-de-semana, quando muita gente estava a trabalhar. Hoje [ontem] chegaram muitos e durante o dia de amanhã [hoje] ainda chegam mais", confirmou ao CM José Amaro, presidente do Moto Clube de Faro, entidade organizadora do evento.
Esta afluência, que o próprio Moto Clube reconhece que é parcialmente explicada pelo concerto dos Iron Maiden, surge no 30º aniversário da concentração, o que não é encarado como um mero acaso.
"O número máximo de pessoas que tivemos numa única concentração foi quando fizemos 20 anos, em que chegámos às 28 mil", continua José Amaro. "Nos aniversários marcantes, geralmente temos muito mais gente, Talvez gostem por ser um marco histórico", acrescenta o presidente do Moto Clube de Faro, que mesmo assim espera que o recinto se esvazie um pouco.
"Esperamos que muitos que tenham vindo ver os Iron Maiden se vão embora para poderem entrar as motas, porque não temos estruturas para aguentar mais de 30 mil pessoas. Não queremos barrar a entrada a quem vem mesmo à concentração", explica José Amaro.
Com mais dois dias pela frente, o também motard deseja que o encontro deste ano seja "uma concentração calma".
Até ontem, nem bombeiros nem GNR tinham registo de qualquer situação grave no recinto ou nas zonas limítrofes. De registar, porém, o acidente de quinta--feira, que matou um motard que ia a caminho de Faro.
HOMENAGEM EM CONCERTO MÍTICO
A actuação dos Iron Maiden levou milhares de fãs à concentração, e para todos foi um concerto mítico. Além de tocar os grandes êxitos, a banda fez questão de lembrar Manuel ‘Manu’ da Silva, membro do Moto Clube de Faro falecido em 2005, que tinha uma grande amizade com alguns elementos do grupo. "Dedicaram o concerto ao ‘Manu’, passaram imagens dele e referiram o nome várias vezes. Foi um momento especial", disse José Amaro.

Milhares de pessoas assistiram quinta-feira ao concerto dos Iron Maden, integrado na 30.ª concentração do Moto Clube de Faro, tendo o grupo britânico «actuado em memória» ao antigo gerente do Eddie’s Bar, o bar da banda em SANTA BÁRBARA DE NEXE no Algarve.

 
 





Milhares de pessoas assistiram quinta-feira ao concerto dos Iron Maden, integrado na 30.ª concentração do Moto Clube de Faro, tendo o grupo britânico «actuado em memória» ao antigo gerente do Eddie’s Bar, o bar da banda em SANTA BÁRBARA DE NEXE  no Algarve. Num concerto que durou cerca de duas horas, e que recordou alguns dos maiores êxitos desde a sua criação, o grupo britânico de heavy metal pretendeu nesta passagem por Portugal, homenagear Manu da Silva, ex-roadie da banda e antigo gerente do bar do baixista e fundador dos Iron Maden, Steve Harris, que funciona em Santa Bárbara de Nexe, no concelho de Faro.
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«Queremos prestar homenagem a Manu, um amigo da banda de muitos anos», disse Steve Harris quando surgiu em palco, depois da actuação dos portugueses Mindlock.
O Eddie’s Bar, criado em 1975, é um local que apresenta algum do espólio pertencente aos Iron Maiden, perto da moradia onde Steve Harris vive grande parte do tempo quanto não está em digressão com o grupo.
O concerto de Faro, integrado na digressão The Final Frontier, que teve início em São Petersburgo (Rússia), atraiu milhares de pessoas de vários países, ao recinto onde decorre a concentração motard, no Vale das Almas, nos arredores da capital algarvia.
«Aproveitámos para tirar uns dias de férias e viemos a Portugal apenas para assistir aos Iron», disse à Lusa Bernie Sheppard, que integrava um grupo de 12 turistas britânicos, com regresso marcado para segunda-feira ao Reino Unido.
«Somos fãs dos Iron Maden e não quisemos perder este concerto», destacou Bernie Shepard, enquanto o grupo interpretava The Alchemist, do álbum The Final Frontier, editado em 2010.
Com mais de três décadas de existência e 21 álbuns, seis dos quais gravados ao vivo, os Iron Maiden são uma das bandas mais bem sucedidas do heavy metal, tendo vendido mais de 85 milhões de discos em todo o mundo.
Depois do concerto de Faro, a mítica banda britânica segue para Madrid (Espanha), para mais um concerto da sua digressão europeia.
Depois dos Iron Maden, completam o programa de concertos da 30.ª concentração motard de Faro, os britânicos Hellls Bells com o seu tributo aos AC-DC, os espanhóis Mago de Oz e dos algarvios Iris, todos na sexta-feira.
No sábado actuam a Orquestra do Algarve, os espanhóis Los Inhumanos e os portugueses Xutos e Pontapés.
A organização estima que cerca de 30 mil pessoas participem na concentração motard que termina no domingo.
Lusa/SOL