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quinta-feira, 14 de julho de 2011

O fim da democracia em cuecas?




"Jardim proíbe parlamento e governo regionais de receberem Comissão Nacional de Eleições: A Assembleia Legislativa da Madeira o governo regional o PSD M e o Jornal da Madeira estão proibidos de receber a Comissão Nacional de Eleições que se desloca ao Funchal na próxima semana para como em anteriores escrutínios fazer contactos preparativos para as eleições regionais de Outubro" (diz o Público de hoje na sua edição impressa).

Será isto o fim da democracia em cuecas? Ou será que a democracia ainda está por começar, na Madeira?
Adeus Lenine

Para quando uma pessoa!..

Quando interrogam uma pessoa normal o que é que acontece?...
Tentem observar. Ela reflecte um pouco antes de falar. Depois a resposta vai-se organizando com pausas, hesitações, modulações do ênfase...
Experimentem fazer a mesma pergunta ao actual primeiro-ministro…
A resposta é imediata, como se já existisse…
Se acreditarmos que temos os políticos que merecemos, que o povo de votantes segregou eleitos à sua imagem e semelhança, somos responsáveis por estes. Eu sinto-me responsável por Jerónimo de Sousa. Vocês pelos outros.
Não alijo as minhas responsabilidades. Este é o meu país.
Gostava que o líder do meu país fosse diferente. Um homem ou uma mulher sábios, por terem pensado muito, cultos, por terem estudado, modestos, por haver certamente homens e mulheres mais sábios e mais cultos, viajados e cosmopolitas, por ser esta uma das maneiras de conhecer o próximo e demarcar-se às visões paroquiais, com humor. Capazes de dizer não sei, não faço ideia, não tenho solução para isso, não estou preparado para responder, não quero responder a essa pergunta.
Um líder raro como a gente comum. Capaz de se indignar, mas não em estado de permanente indignação. Capaz de emoção, riso, espanto, surpresa, alegria, esquecimento e fragilidade.
No fundo, uma pessoa!..

QUE PENA! - Poema anti-poético, para quando for preciso rosnar...


Que pena!

Tenho tanta pena de ter pena

dos olhos de luar que não tiveste,

da refeição frugal que não fizemos

no tal dia em que não nos encontrámos…



Dessas mãos de sal que te não vi,

sublimando a saudade em gestação,

subiria – talvez…- o aceno prometido

... ou nem sequer esboçado, à luz de tão tardio.



Nos teus lábios que nunca experimentei

- porque não eram lábios

os riscos trémulos e desbotados

que jamais desenhámos

sobre a suspeição do beijo…-

um sorriso clonado

de todos os esgares que lhe foram anteriores





Que pena das horas que não passámos juntos

nessas manhãs…

essas que nos encerram

na urgência banal e rotineira

- tão desmesuradamente banal e rotineira! -

do desejo insuspeitável

que adivinho

no refrão de cada cantilena…

e das tardes,

quem sabe?

atarefadas, burguesas,

passeando entre o plano do fogão de quatro bicos

e a perpendicular do mar…

- desse mar que só pode ser olhado por um,

de cada vez… -

aborrecendo o momento seguinte,

barulhentas, conflituosas e – porque não?

tão iguais às que são “só dos outros”…



Mas pena,

pena a sério,

pena crua e inenarrável,

daquela que magoa,

rasga por dentro e deixa cicatriz…


Pena teria eu de não ser quem eu sou!






Maria João Brito de Sousa
blog pekenasutopias

Costura-nus

Há quem nos rasgue
Há quem nos aperte demais
Há quem nos deixe com tanta folga que nem sabemos onde estamos
Há quem nos faça maiores do que somos
Há quem nos faça sempre mais pequenos
Há quem acerte
Há quem...
Costura-me sem te esqueçeres da minha medida
Assim como eu te costuro sem esqueçer nunca o teu tamanho
Somos feitos à nossa medida e só algumas pessoas nos sabem costurar
Em todos os tamanhos em que nos vamos transformar

Passos Coelho viu o que a "Troika não foi capaz de ver"!

Mas o que é que será que primeiro-ministro e o seu executivo encontrou que a 'Troika' não foi capaz de ver?
Se calhar a “Troika”veio a Portugal só por causa do vinho e da “fruta”…..
O primeiro-ministro, afirmou, que o seu Governo encontrou um "desvio colossal em relação às metas estabelecidas" para as contas públicas.
Então o que estiveram fazer cá  um mês e meio essa “cambada de entidades internacionais, reputadíssimas ” que viram as contas todas?
Só vejo duas respostas, ou os gajos da “Troika” andaram sempre "bêbados e na vadiação frutífera" e não ligaram patavina á análise das contas, ou então, Passos Coelho está a usar o passado, para justificar as medidas de austeridade.
Um primeiro-ministro, tem que saber o que diz e como o diz, não pode fazer declarações desta natureza sem as fundamentar, tem de perceber que lançar dúvidas sobre, as contas públicas de um país têm eco no próprio país  e no estrangeiro.
Todos nós sabemos que, a crise começou a ser instalada em Portugal no tempo das “vacas gordas”, quando se destruiu a nossa indústria, as nossas pescas e a nossa agricultura, a partir daí só houve políticas erradas e  fora do contexto com a realidade. Uma espécie de magia política-partidária.... 
Esta é a verdade, doa a quem doer!
O Governo  disse, ainda  há pouco tempo, que não iria  usar o passado para justificar as suas acções. Se o começa a fazer, esse sim, é um “desvio colossal”…

Sócrates & Alberto João, ajustes directos LDA -

 

Sócrates & Alberto João, ajustes directos LDA


Num relatório sobre o acompanhamento das medidas de apoio à reconstrução da Madeira, divulgado esta quinta-feira, na sequência do temporal de 20 de Fevereiro de 2010, a secção regional do Tribunal de Contas reconhece que “a disponibilização de fundos acordada para 2010 foi cumprida pelo governo” de José Sócrates, frequentemente acusado por Alberto João Jardim de “roubar” verbas à Madeira. Ora, até 31 de Dezembro de 2010, segundo o TC, a Madeira recebeu 191,3 milhões de euros no âmbito da Lei de Meios e pagou 56,3 milhões de euros, ou seja, o correspondente a 29,5 por cento do total recebido, conclui o Tribunal de Contas, que não especifica para onde foi desviado pelo governo regional o saldo de 134,9 milhões de euros. Haveria que perguntá-lo a Pedro Passos Coelho.
O país do burro

Obbis



as voltas que tu dás ao meu pensamento
a tua cara o teu corpo não me saem da cabeça
qual imagens sedutoras num turbilhão de vento
o ballet !
o hobbi que tu tinhas que arranjar
querer-te, não há nada que me impeça
tem um senão
não sei dançar !

António Garrochinho

Ricos Mais Ricos, Pobres Mais Pobres

«Até os pecados da carne são coisas banais, quando comparados com o fardo do dinheiro.»
Dante Alighieri, poeta florentino (1265-1321)

A PROMESSA de que a austeridade e os sacrifícios pedidos pelo Governo, seriam distribuídos equitativamente por todos os portugueses, é mais uma promessa que não vai ser cumprida, mantendo-se assim o péssimo hábito de os cidadãos serem enganados, a torto e a direito. Na verdade, indiferente a mais uma injusta discriminação, o Governo decidiu que 2,3 mil milhões de euros de rendimentos de capitais (juros de aplicações financeiras, dividendos de acções e mais-valias de transações bolsistas) não irão ser sujeitos ao novo imposto extraordinário, o qual irá apenas incidir sobre as habituais fontes onde a fiscalidade se abastece, isto é, as pensões, os rendimentos de trabalho e prediais.
Uma presumível inconstitucionalidade, o receio de fragilização do sistema financeiro português, o perigo de fuga de capitais para o estrangeiro, bem como a exigência de cumprimento dos mandamentos da “troika”, são apontados pelo Governo como os argumentos de peso para que os rendimentos de capitais continuem dispensados de contribuir para a superação da crise. Significa também que a recuperação económica parece estar a tornar-se um assunto marginal, já que as medidas que vão sendo implementadas, de matriz neoliberal, acabam por alargar ainda mais o fosso que separa a minoria rica, com os seus cabedais, mealheiros e rendimentos, da maioria dos pobres e classe média, potenciando a redução do consumo e, consequentemente, debilitando ainda mais, a já frágil economia nacional.

Estado gasta 38 milhões por ano com imóveis do Ministério da Justiça - O Ministério da Justiça tem 15 mil viaturas e 1100 imóveis e paga anualmente 38 milhões de euros de rendas, defendendo maior racionalidade financeira e «boa gestão». Falando aos jornalistas no final de uma cerimónia na Procuradoria-Geral da República (PGR), o secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do Ministério da Justiça (MJ) indicou ainda que aquele ministério tem 27 mil funcionários, 30 mil computadores e um orçamento que ronda os 1.400 milhões de euros.






O Ministério da Justiça tem 15 mil viaturas e 1100 imóveis e paga anualmente 38 milhões de euros de rendas, defendendo maior racionalidade financeira e «boa gestão». Falando aos jornalistas no final de uma cerimónia na Procuradoria-Geral da República (PGR), o secretário de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do Ministério da Justiça (MJ) indicou ainda que aquele ministério tem 27 mil funcionários, 30 mil computadores e um orçamento que ronda os 1.400 milhões de euros.
«Tudo isto tem de ser gerido de outra forma», enfatizou Fernando Santo, antigo bastonário da Ordem dos Engenheiros, sublinhando que está a ser feito um «levantamento da situação» e o «diagnóstico» do MJ, para a partir daí se fazer a gestão «mais correcta».
Fernando Santo explicou que o ministério, ao contrário de muitos outros, vive sobretudo de receitas próprias, pois o Orçamento de Estado assegura apenas 37 por cento das verbas totais necessárias para as despesas.
Assim, uma «parte significativa» - ou seja, 900 milhões de euros -, são «receitas próprias» que o MJ tem de encontrar.
A agravar a situação, reconheceu no seu discurso, está o facto de «as receitas estarem muito abaixo das previsões que foram feitas», pelo que a gestão futura impõe que se «eliminem desperdícios» e se reduza a «contratação externa» de serviços.
Maior racionalidade financeira e melhor gestão foram os objectivos traçados por Fernando Santo, que garantiu que o MJ irá «procurar centralizar a gestão, impondo racionalidade e economia de custas» nas áreas em que isso for possível.
Fernando Santo, que terá a missão de delinear a nova engenharia financeira do MJ, esclareceu ainda que o seu ministério só tem três fontes de financiamento - Orçamento de Estado, receitas próprias e uma pequena parte de fundos comunitários.
O secretário de Estado, em representação da ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, foi um dos oradores na cerimónia de recepção a 15 novos procuradores-adjuntos, na sede da PGR, com a presença do Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, e de várias outras figuras do mundo judiciário.
Lusa/SOL

MORFÉRIAS ? - Ruas a transpirar História, largos com cafés e esplanadas, um Parque Urbano cheio de verde e de actividades culturais e desportivas; monumentos e uma livraria que já é referência para quem gosta de café com livros; um Verão com música,

Morférias?



Ruas a transpirar História, largos com cafés e esplanadas, um Parque Urbano cheio de verde e de actividades culturais e desportivas; monumentos e uma livraria que já é referência para quem gosta de café com livros; um Verão com música, folclore, bailado e cinema; galerias com exposições de fotografia, de pintura e escultura; o complexo das piscinas, agora com novas normas de frequência; albufeiras para pescadores, esquiadores, remadores, campistas e outros veraneantes.

Isto ainda não é suficiente para passar as férias por cá? Deixe-me acrescentar restaurantes com excelente gastronomia e lugares onde pernoitar. E agora? Não acha que Montemor continua a ser um concelho que apetece? E em tempos de crise… o que é de Montemor ainda é melhor.
blog Cloreto de Sódio

Travemos o desastre - Para onde caminha o país? Qual a fundamentação e eficácia das políticas que nos estão a ser impostas? O primeiro-ministro (PM), no discurso de apresentação do programa do Governo na Assembleia da República, disse que "as actuais circunstâncias exigem capacidade de antecipação e agilidade na acção" e, no seguimento dessa afirmação, anunciou "medidas de antecipação e de prevenção capazes de inverter este ciclo e de contribuir para restaurar a confiança na nossa economia". Nesse contexto fez o anúncio do corte "equivalente a 50 por cento do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional".



Travemos o desastre

Para onde caminha o país? Qual a fundamentação e eficácia das políticas que nos estão a ser impostas? O primeiro-ministro (PM), no discurso de apresentação do programa do Governo na Assembleia da República, disse que "as actuais circunstâncias exigem capacidade de antecipação e agilidade na acção" e, no seguimento dessa afirmação, anunciou "medidas de antecipação e de prevenção capazes de inverter este ciclo e de contribuir para restaurar a confiança na nossa economia". Nesse contexto fez o anúncio do corte "equivalente a 50 por cento do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional".
Nesta semana, a agência de rating Moody"s "notou" a dívida pública de Portugal como lixo, seguindo-se posições idênticas sobre as Regiões Autónomas, diversos municípios e empresas públicas. De imediato, o PM afirmou que "é o chamado murro no estômago" e o Governo, pela voz do ministro das Finanças, afirmou que "a Moody"s não teve em conta o imposto extraordinário" que o Governo anunciou.
Estes governantes sabem, tão bem quanto qualquer português informado, que a chantagem e o roubo que vêm sendo feitos sobre o povo português (como sobre o grego, o espanhol e outros) não pára com cedências atrás de cedências. Os sacrifícios impostos aos trabalhadores e ao povo, agora designados por medidas de "antecipação e agilidade na acção" são, afinal, brutais sacrifícios que apenas aprofundam o empobrecimento do país. Claro que o "filme" vai continuar e os grandes capitalistas internacionais e nacionais estão a enriquecer.
Observem-se alguns efeitos desta chantagem: i) os defensores da inevitabilidade da aplicação das receitas da troika, FMI/UE/BCE, aí estão a dizer que a posição da Moody"s é excessiva e que o caminho a seguir é aplicar-se rigorosamente aquele programa; ii) os responsáveis da União Europeia dizem que agora é de mais e que vão reagir, mas ao mesmo tempo reclamam que se apliquem escrupulosamente os programas de austeridade que estão a destruir o Estado social e o projecto europeu; iii) os patrões sem escrúpulos reforçam o seu argumentário neoliberal e, em nome da aplicação do programa da troika, vão insistir no ataque aos direitos no trabalho, na redução da retribuição do trabalho e na instabilidade da Segurança Social; iv) os capitalistas portugueses e estrangeiros que se "preparam" para as privatizações esfregam as mãos de satisfação pois, com esta posição da Moody"s, o preço de saldo baixa ainda mais; v) entretanto os portugueses pagam juros mais elevados, a recessão económica e o desemprego agravam-se e a dívida aumenta.
É chocante ouvir portugueses com grande responsabilidade em instituições de prestígio dizerem aos portugueses que o corte no 13.º mês "é justo porque não atinge os mais desfavorecidos". O dr. José Silva Lopes lembrou, nesta semana, que apenas vão ser atingidas as pessoas que apresentam rendimentos englobados para efeitos de IRS, ou seja, mais de metade da riqueza produzida, que é apropriada apenas por uns quantos milhares de portugueses, não contribuirá com um cêntimo para o "sacrifício necessário". Então onde estão a razão e a justiça?
Razão tem o prof. José Reis quando afirma que "a culpa europeia e nacional" destas chantagens é de "quem entregou tudo aos mercados e a essas agências, inclusive o financiamento dos estados e das necessidades colectivas". Diz ele, muito bem, que o "nosso sacrifício" (imposto extraordinário) foi levado "numa bandeja de ouro a estas agências".
Claro que o Governo vai prosseguir nas suas políticas desastrosas! E o presidente da República vai continuar a repetir a necessidade de sujeição "aos mercados" e às "suas instituições"?
Neste momento em que se misturam denúncias genuínas do papel subversivo das agências de rating e dos "mercados", com lágrimas de crocodilo sobre a matéria, é preciso dizer basta, dizer ao comum dos portugueses e das portuguesas "acordai": Vós não sois os responsáveis pelos bloqueios em que o país se encontra; o fundamental dos sacrifícios que Vos estão a ser impostos são injustos e ignóbeis.
Há caminhos alternativos e temos de partir com determinação para a sua construção e afirmação.
JN

Assassinos económicos


Nesta altura em que tanto se fala das grandes “dívidas soberanas”, tremendo nome para dívidas que retiram qualquer veleidade de soberania a tantas dezenas de países; nesta altura de espanto com o poder aparentemente inesgotável e incontrolável das “opiniões” das chamadas agências de rating; nesta altura da chegada ao poder, entre nós, da troika estrangeira ocupante e da troika nacional colaboracionista... não serão nunca perdidos os seis minutos e pouco, gastos a ver este excerto de documentário claro, preciso e muito bem legendado... e assustador.
O vídeo é uma “sugestão” do António Lains Galamba, do “Cravo de Abril”... e vale cada segundo que for ganho a vê-lo.