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terça-feira, 12 de julho de 2011

Jobs for the Boys !

Ora aqui está um tema que vem mesmo em cima do acontecimento. Pedro Passos Coelho já anunciou aberta a época de caça aos Boys Socialistas. Está a auditar e a listar todas as nomeações que foram feitas desde 2005. Até aqui tudo bem, que faça a tal listagem (que só prova a existencia real de boys), a questão é que para substituir estes boys do PS já estão a ser feitas as listas do PSD e CDS, assim como o foi aquando da desmontagem do aparelho laranja cavaquista. Trata se apenas de uma dança de cadeiras, mas as benesses e mordomias para os aparelhos de topo mantêm-se. É o tráfico de influências e a cunha ao mais alto nível. Também será importante dizer aqui, que aqueles que agora irão deixar de ser nomeados irão ocupar outros "jobs" menores e mais discretos, mas tendo sempre o tacho garantido. É assim que o topo do Estado vai engordando, e é assim que irá continuar a engordar. Seria também importante deixar aqui um alerta aos poderes menores, alguns influenciados pelo movimento proletário para que não caiam nestes erros, o que infelizmente nem sempre acontece, como se verifica com algumas distribuições de secretariados, acessorias e chefias a pessoas de valores, principios e capacidade profissional duvidosa. É preciso manter a rectidão e a congruência politica sob pena do descrédito e de a população meter os diferentes políticos todos no mesmo saco.

se o mosquito não é agradável, estes dois poemas são maravilhosos !


O MOSQUITO NA MESA DO CAFÉ II - sonetilho


Inda se fosse um leão,
Uma cobra, um elefante...
Mas... um "monstro" esvoaçante
Com perna longa e ferrão?!

Assustada, exclamo: - Não!
E, em menos de um instante,
Salto da mesa, ofegante...
Palpita-me o coração,

Quase rebenta no peito!
Não sei bem se isto é defeito
Ou se, afinal, é feitio

Mas, quando vejo um mosquito,
Podem crer que eu salto, grito
E anda tudo em corrupio!


Maria João brito de Sousa
blog pekenasutopias

 O mosquito escreve

O mosquito pernilongo
trança as pernas, faz um M,
depois treme, treme, treme,
faz um O bastante oblongo,
faz um S.

O mosquito sobe e desce.
Com artes que ninguém vê,
faz um Q,
faz um U, e faz um I.

Este mosquito esquisito
cruza as patas, faz um T.
E aí,
se arredonda e faz outro O,
mais bonito.

Oh!
Já não é analfabeto,
esse inseto,
pois sabe escrever seu nome.

Mas depois vai procurar
alguém que possa picar,
pois escrever cansa,
não é, criança?

E ele está com muita fome.

Cecília Meireles

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/


João Proença – Por uma vez... estamos de acordo!


«Desejaríamos um clima de unidade sindical na acção, mas isso implica objectivos comuns e aparentemente não os há.»
(João Proença, secretário-geral da UGT, falando sobre a CGTP Intersindical Nacional)

Como ponto prévio, devo esclarecer que não tenho o menor interesse naquilo que diz João Proença, não acredito na esmagadora maioria das palavras que lhe saem da boca... na verdade, se o homem me disser as horas, procuro uma segunda opinião.
Posto isto, como esta sua frase "vistosa" que reproduzo aqui em cima me despertou alguma curiosidade, lá fui eu à procura da entrevista de onde ela foi extraída.
Como esperava, depois de ler a resma de declarações do dirigente da UGT, confirmei (pelo menos) três coisas:
1. O meu já referido desinteresse pelo “pensamento sindical” de João Proença.
2. A minha convicção de que muitos trabalhadores que, por esta ou aquela razão, estão filiados em sindicatos da UGT, têm pouco que ver com “aquilo”.
3. A minha grande satisfação por ver que até João Proença já percebeu que os objectivos da CGTP não são comuns aos seus, nem aos da UGT.

DEMITIDO POR RELACIONAR SALÁRIOS BAIXOS COM MENSTRUAÇÃO



Demitido por relacionar salários
mais baixos a menstruação


Alasdair_Thompson_2.jpg
Alasdair Thompson, director executivo da Employer’s and Manufacturing Association (EMA), uma das maiores associações patronais da Nova Zelândia, foi demitido depois de ter associado os salários mais baixos das mulheres ao facto de elas menstruarem e, por isso, terem uma produtividade menor.
“Quem tira mais licença médica? As mulheres, em geral. Porquê? Porque uma vez por mês elas têm problemas de saúde”, disse Thompson, durante uma entrevista a um programa de rádio sobre diferença salarial entre homens e mulheres no país.

“Elas têm filhos dos quais precisam cuidar e às vezes precisam de tirar licença para faltar ao trabalho por causa disso. Não é culpa delas, mas afecta a produtividade”, acrescentou.

As declarações do executivo provocaram duras críticas e uma forte polémica na Nova Zelândia, onde o salário das mulheres segue a tendência mundial: é, em média, 12 por cento menor que o dos homens, segundo dados de 2009 da Confederação Internacional dos Sindicatos (ICFTU).

Até o primeiro-ministro do país, John Key, criticou o empresário e disse que a sua demissão era inevitável. Alasdair Thompson pediu desculpas pelas declarações e acabou mesmo por demitir-se. A ministra de Assuntos Femininos da Nova Zelândia, Hekia Parata, elogiou a demissão de Thompson: “Esta é uma mensagem clara de que tais declarações são inaceitáveis”.

 

 

falta de memória ou por falta de vergonha?

Ontem, com aquele seu ar de alfarroba mumificada a fazer lembrar os tempos de primeiro-ministro, veio a cavacal figura convidar - como quem impõe! - ao estudo todos aqueles que, por 'ignorância na análise' lhe apontam dois discursos antagónicos sobre as agências de 'rating'.
Confesso que por 'ignorância na análise' fiquei sem perceber muito bem se a criatura assim falou por falta de memória ou por falta de vergonha.
Analisem:
“Não vale a pena recriminar as agências de 'rating'” (Cavaco, 2010)
[As decisões das agências de 'rating' norte-americanas] são “uma ameaça à estabilidade da economia europeia” e a descida de 'rating' português executada pela agência Moody’s é “escandalosa”. (Cavaco, 2011)

Publicado por Pedro Martins
Alvitrando

REVISITAR ABRIL NO VERÃO GELADO DE 2011


Olha as ruas que o povo engalanou
Com cravos a nascerem das chaimites,
Olha as ruas que eu quero que visites
Nas imagens dos versos que te dou…

Olha as ruas e vê se já chegou
A hora libertária em que acredites,
Que não tenha lugar para os “palpites”
De quem as viu mas nunca acreditou…

Olha essas ruas cheias de vontade
De voltar a gritar que a liberdade
Está pronta pr`a tomar um novo rumo!

Olha os braços das ruas apontando
O caminho que o povo vai tomando…
E o medo há-de passar desfeito em fumo!



Maria João Brito de Sousa
blog pekenasutopias

A NOVELA DOMINIQUE STRAUSS-KAHN - A novela de DSK - questões ainda não conhecidas‏

A NOVELA DOMINIQUE STRAUSS-KAHN

A novela de DSK - questões ainda não conhecidas‏

O que os americanos não seriam capazes de fazer para esconder a fraude que é a sua economia!!!


Na manhã de 14 Maio, o dia em que foi preso, Dominique Strauss-Kahn (DSK) tinha sido aconselhado pelos serviços secretos franceses (DGSE) a abandonar os EUA e regressar rapidamente à Europa, descartando-se do telemóvel para evitar que pudesse ser localizado. A delicadeza da informação secreta que lhe tinha sido entregue por agentes "d...elatores" da CIA justificava tal precaução.

Strauss-Kahn tinha viajado para os Estados Unidos para clarificar as razões que levavam os norte-americanos a protelar continuamente o pagamento devido ao FMI de quase 200 toneladas de ouro. A dívida, com pagamento acordado há vários anos, advém de ajustes no sistema monetário - "Special Drawing Rights" (SDR's).
As preocupações do FMI sobre o pagamento norte-americano ter-se-iam avolumado recentemente. Nesta viagem Strauss-Kahn estaria na posse de informação relevante que indiciava que o ouro em questão já não existe nos cofres fortes de Fort Knox nem no NY Federal Reserve Bank.

Mas Strauss-Kahn terá cometido um erro fatal: ligou para o hotel, já da plataforma de embarque, pedindo que o telefone lhe fosse enviado para Paris, o que permitiu aos serviços secretos americanos agir nos últimos minutos. O resto dos factos são do conhecimento público.

Já em prisão domiciliária, em Nova Iorque, DSK terá pedido ajuda ao seu amigo Mahmoud Abdel Salam Omar, um influente banqueiro egípcio. Era muito importante, para fundamento da defesa, que o egípcio lhe conseguisse obter a informação privilegiada sobre a "mentira" do ouro, que DSK tinha deixado "voar" em NY, para justificar a teoria da perseguição. No entanto a intervenção voluntariosa do banqueiro egípcio saiu gorada. Dias depois Salam Omar foi igualmente preso nos Estados Unidos, também ele acusado de assédio sexual a uma empregada de hotel. Relatórios de diferentes serviços secretos internacionais convergem na conclusão: os factos que motivaram a prisão do egípcio são altamente improváveis, Salam Omar é um muçulmano convicto e um homem com 74 anos de idade.

A inversão de sentido na história da suite do Sofitel de NY começava aqui a ganhar consistência e outros factos viriam ajudar.

Em Outubro de 2009, Pequim terá recebido dos EUA cerca de 60 toneladas de ouro, num pagamento devido pelos americanos aos chineses, como acerto de contas no balanço de comércio externo.
Com a entrega, Pequim testou a genuinidade do ouro recebido tendo concluido que se tratava de "ouro falso". Eram barras de tungsténio revestido a cobertura de ouro. As 5.700 barras falsas estavam devidamente identificadas com chancela e número de série indicando a origem - Fort Knox, USA.
O congressista Ron Paul, candidato às eleições presidenciais de 2012, solicitou no final do ano passado uma auditoria à veracidade das reservas do ouro federal que foi rejeitada pela administração Obama.
Numa entrevista recente, questionado sobre a possiblidade de ter desaparecido o ouro federal de fort Knox, o congressista Ron Paul gelou os interlocutores respondendo liminarmente: "É bem provável!"

À "boca fechada" têm vindo, aqui e ali, a escapar informações, a avolumar-se incertezas sobre as reservas de ouro norte-americanas. Mas as notícias referentes aos fortes indícios que de o ouro seja apenas virtual têm colhido uma tímida atenção na comunicação social americana.

A "verdadeira história" por detrás da prisão de DSK, agora pública, consta de um relatório secreto preparado pelos serviços de segurança russos (FSB) para o primeiro-ministro Vladimir Putin. Talvez por isso Putin tenha sido o primeiro lider mundial a assumir publicamente a ideia de que DSK terá sido
"vítima de uma enorme conspiração americana".

Estes factos, a confirmarem-se, em nada ilibam DSK na suspeição que sobre si recai do eventual crime de assédio sexual a uma empregada do hotel mas, quem sabe, essa possa revelar-se como a pequena e ingénua ponta de um grande iceberg.
A ser verdade, os serviços secretos norte-americanos, seguramente bem informados, terão sabido tirar partido das fraquezas do inimigo-alvo, aniquilando-o com eficácia cirurgica - um pequeno crime de costumes, tão ao gosto do imaginário popular, pode bem ter contribuido para abafar crimes de
contornos bem mais sérios, por eliminação de testemunha ou de prova.

Entretanto DSK prepara activamente a defesa em tribunal arregimentando já um verdadeiro "crack team" de ex-espiões da CIA, investigadores, detectives e media advisors.

Com os melhores cumprimentos

Assis e Seguro – Afectuosamente


O candidato a secretário geral do PS, António José Seguro, produziu umas frases meio meladas sobre o seu projeto de instauração de «uma cultura dos afectos entre os militantes do seu partido»... Francisco Assis, o outro candidato, não gostou. Diz que sente «repugnância» pela ideia... e por quem a propõe.
Eu sei que essa coisa da “cultura dos afectos”, mais a “relação com o outro”, mais a “viagem ao interior”, e toda a resma de frases feitas importadas do “psicologês” para a vida real, lembram em demasia aqueles textos da treta que vêm nos folhetos com que alguns criadores tentam impingir as suas performances de dança contemporânea, música concreta, pintura abstrata, instalações várias e todo esse género de artes... que normalmente têm em comum apenas esses textos patetas e a tristeza de, infelizmente em tantos casos, pouco mais terem a dizer. Mas ó amigo Assis! Repugnância?! Não será um pouco forte?
Por este andar, com a arrogância irada de Sócrates ainda nos retrovisores dos militantes desavindos depois da copiosa derrota eleitoral, quando finalmente reinar a paz e estiver instalada no PS uma verdadeira “cultura de afetos”... já o Seguro morreu de velho.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A EUROPA E OS ESTADOS UNIDOS?



OS CALCETEIROS

Escrevem na rua:
juntam
cuidadosamente
palavras

pegam-lhes
sílaba a sílaba
escolhem, unem,
completam,
tocam
ao de leve por cima
e continuam.

Com o maço
e o suor
assinam.

Poema de António Osório

Espera

As lojas que persistem.

Clicar para ampliar.

O dinossauro do canto de intervenção e não só !