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quinta-feira, 7 de julho de 2011

CIDADÃOS PORTUGUESES USAM PÁGINA DA MOODY'S PARA PROVOCAR

Uma página no site da agência Moody’s exibe uma mensagem provocatória em favor de Portugal. É o resultado da exploração de uma pequena falha informática.
<p>A mensagem que usa uma página da Moody's </p> A mensagem que usa uma página da Moody's
 (D.R.)
A página alterada mostra a esfera armilar e uma foto da estátua de D. Afonso Henriques, em Guimarães. No texto, assinado por "cidadãos portugueses", lê-se, numa tradução livre: “A Moody's tem orgulho em anunciar que Portugal é agora um país classificado com AA+. Aqui na Moody’s somos pagos para dizer aquilo que os nossos amigo$ querem”.

A página em questão não existe nos servidores do site da agência, que não foram afectados. O que acontece é que ao acrescentar elementos específicos ao endereço da página do site, os atacantes conseguiram fazer com que esta exibisse um ficheiro de imagem, que contém o texto e as fotos e que está guardado num servidor diferente do da Moody’s. A página modificada só é acessível a quem conhecer o endereço.

Em muitos sites, o conteúdo das páginas varia consoante informação que é transportada pelo próprio endereço dessa página. Por exemplo, o endereço http://www.google.com/search?&q=teste apresentará uma página de pesquisa do Google para a palavra “teste”. Substituindo a palavra "teste" no endereço, é possível pesquisar por outras palavras.

Foi uma manipulação deste género, embora um pouco mais complexa, que foi feita no site da agência, que terça-feira desceu a classificação portuguesa para “lixo”.

Entretanto, no Facebook, surgiram várias páginas contra a Moody’s. Para este sábado, está a ser convocada através da rede social uma manifestação de protesto.

paisagem

Passos Coelho – Desolação e alguma “dor” - Os nossos neoliberais andam numa tristeza que faz dó! Os seus ídolos, os descendentes dos "Chicago Boys", os fanáticos propagandistas de “menos estado”, da “privatização de tudo” (se der lucro), do “cada um por si”, da adoração do “deus-dinheiro” (mesmo que virtual)... afinal não ligam nem uma pouca de merda à sua fidelidade canina, estão-se nas tintas para as suas juras de obediência cega e colaboracionismo traidor dos interesses dos seu próprio povo.

Passos Coelho – Desolação e alguma “dor”


O facto de este último conjunto de ataques de uma agência de rating estar a provocar um coro de críticas vindas de todos os lados do espectro do comentarismo económico-financeiro, de economistas e ministros europeus, etc., etc., lembra fatalmente a anedota segundo a qual existiria um general que era tão, mas tão estúpido... que até os outros generais deram por isso.
A sequência de ataques a países, individualmente, e ao Euro, em geral, promovida pelos gangsters que estão nas rédeas da economia norte-americana e que movimentam estas agências de rating como peças de artilharia, para além de revelar o desespero assassino em que o império e o próprio capitalismo se encontram, mostra que esta tola ficção da União Europeia poderá aqui ou ali ser vagamente “europeia”, mas raramente é “união”, como nos mostra a guincharia de cada um dos estados atacados que, em vez de se unirem para partir o focinho às agências de rating, soltam gritinhos cobardes do tipo «Não somos Portugal, não somos a Grécia», como faz agora o governo espanhol. Como já fez antes Portugal... que também não era a Grécia, nem a Irlanda...
Os nossos neoliberais andam numa tristeza que faz dó! Os seus ídolos, os descendentes dos "Chicago Boys", os fanáticos propagandistas de “menos estado”, da “privatização de tudo” (se der lucro), do “cada um por si”, da adoração do “deus-dinheiro” (mesmo que virtual)... afinal não ligam nem uma pouca de merda à sua fidelidade canina, estão-se nas tintas para as suas juras de obediência cega e colaboracionismo traidor dos interesses dos seu próprio povo.
É o caso do atual primeiro-representante de toda essa corja em Portugal, Pedro Passos Coelho. Está desolado. A descida da notação da República Portuguesa para “lixo”, decretada pela Moody’s, no princípio da semana, recebeu-a como «um murro no estômago». Agora, quando a mesmíssima Moody’s acabou de fazer o mesmo a vários bancos nacionais, deve achar que é um murro nos queixos. Amanhã, outra qualquer agência dar-lhe-á uma canelada, depois um estaladão, seguido de uma joelhada nos “tintins”... o que, se pensarmos bem, é até uma coisa muito boa:
Passos Coelho já estará bem calejado quando, finalmente, levar o inevitável chuto no traseiro.

CASARÃO

casarão


casarão velho
onde fomos felizes
o vento fazia falar as madeiras velhas
o ranger da ferragem
sorrias para os embaciados espelhos
o salão grande, era pequeno para o nosso amor
janelas de vidros partidos
deixavam que nos refrescase, a aragem
que revigorava o amor
os nossos sentidos

 poema de : António Garrochinho
foto retirada da net e trabalhada por A.G.

A LISTA - Clip Oswaldo Montenegro musica e letra - Faça uma lista de grandes amigos


Oswaldo Montenegro - A Lista



A Lista

Oswaldo Montenegro

Composição: Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

Blog a Individualidade Criativa de Vasco Barreto - O vazio talvez não seja o vazio


O vazio talvez não seja o vazio
que rodeia monotonamente as casas
e é o grande vencedor final de tudo quanto é cheio
Porque o vazio acolhe o pássaro
e é cúmplice da folhagem e das grandes vigílias dos pastores
e cada sílaba vibra nos seus confins sem fronteiras
Se o sentirmos como ameaça para a torre da nossa identidade
ou como uma devastação que destruirá todos os apoios
é no entanto com ele que devemos criar um equilíbrio
sem espelhos falsos nem a eloquência vã dos simulacros
O nosso horizonte é de adeuses porque é um horizonte vazio
e por isso um começo de algo que não sabemos
e é o fruto de um fogo nu um pássaro do vazio
Se queremos ser acolhidos apoiemo-nos sem nos apoiar
naquele que não tem voz nem mensagem mas é inicial
Se o vazio pulveriza os espelhos liberta o nosso olhar
para além da luz e para além da sombra
como se do fundo ascendesse uma nascente oblíqua
que nos tornaste o estrangeiro fiel de um palácio vazio
e é cúmplice da folhagem e das grandes vigílias dos pastores
e cada sílaba vibra nos seus confins sem fronteiras
Se o sentirmos como ameaça para a torre da nossa identidade
ou como uma devastação que destruirá todos os apoios
é no entanto com ele que devemos criar um equilíbrio
sem espelhos falsos nem a eloquência vã dos simulacros
O nosso horizonte é de adeuses porque é um horizonte vazio
e por isso um começo de algo que não sabemos
e é o fruto de um fogo nu um pássaro do vazio
Se queremos ser acolhidos apoiemo-nos sem nos apoiar
naquele que não tem voz nem mensagem mas é inicial
Se o vazio pulveriza os espelhos liberta o nosso olhar
para além da luz e para além da sombra
como se do fundo ascendesse uma nascente oblíqua
que nos tornaste o estrangeiro fiel de um palácio vazio
AR
Roubo descarado

Image 7979

O esbulho de um valor equivalente a 50 por cento do 13.º mês foi alvo das mais duras críticas do PCP. Para os comunistas é inaceitável que tenha sido tomado esta medida como forma de aumentar a receita para fazer face ao nível do défice, tanto mais que não estava incluída nem no memorando da troika nem nos programas eleitorais do PSD e do CDS nem no programa do Governo.
«Não se ouviu durante a campanha eleitoral nem ao PSD nem ao CDS que, por exemplo, caso fossem governo, iriam cortar metade do subsídio de Natal», fez notar Jerónimo de Sousa, daí concluindo que se acaso o fizessem, «porventura o resultado seria diferente».
Por isso a bancada do PCP, pela voz de Bernardino Soares, não hesitou em acusar o Governo de preferir cortar no subsídio de Natal em vez de cortar nos benefícios fiscais para a banca e para a especulação financeira.
Passos Coelho (que ainda há cerca de dois meses classificara de disparate a alegação de que o seu partido poderia vir a cortar no subsídio de férias ou de Natal), respondendo ao deputado comunista, tentou justificar a alegada equidade da medida dizendo que a mesma tem carácter universal e que dela «só serão dispensados os cidadãos com rendimento inferior ao salário mínimo nacional».
O que o chefe do Governo não explicou é a razão pela qual as mais-valias das SGPS em IRC continuam fora de qualquer tipo de tributação, o mesmo sucedendo com outras operações que, a ser taxadas como seria justo – as transacções bolsistas, as transferências para off-shores, a tributação da banca, por exemplo –, permitiriam ao Estado arrecadar preciosas receitas que ajudariam a equilibrar as contas públicas.

Os Livros - "...Por vezes a sua mãe aproximava-se antes de se sentar no seu canto. «É a biblioteca», dizia. Pronunciava mal esta palavra que ouvia da boca do seu filho e que não lhe dizia nada,

Os Livros


"...Por vezes a sua mãe aproximava-se antes de se sentar no seu canto. «É a biblioteca», dizia. Pronunciava mal esta palavra que ouvia da boca do seu filho e que não lhe dizia nada, mas ela reconhecia a capa dos livros. «Sim», dizia Jacques sem levantar a cabeça. Catherine Cormery debruçava-se por cima do seu ombro. Olhava o duplo rectângulo sob a luz, as filas regulares das linhas; também respirava o cheiro, e por vezes passava pela página os seus dedos entorpecidos e enrugados pela água das barrelas como se ela tentasse conhecer melhor o que era um livro, aproximar-se um pouco de mais perto desses símbolos misteriosos, incompreensíveis para ela, mas onde o seu filho encontrava tantas vezes e durante horas uma vida que lhe era desconhecida e de onde ele regressava com este olhar que  pousava sobre ela como se fosse uma estranha. ..."
Albert Camus, in Le premier homme (pg.271), 2010.

NEM TODOS OS CÃES SÃO DE BARRO (1) - Após longos tempos na cidade a ver o mar pela trapeira decidiu arrumar os tarecos e partir.Comprou um cão mais um punhado de terra.Construiu um casebre um canil um galinheiro e uma horta...

NEM TODOS OS CÃES SÃO DE BARRO (1)



Após longos tempos na cidade a ver o mar pela trapeira decidiu arrumar os tarecos e partir.Comprou um cão mais um punhado de terra.Construiu um casebre um canil um galinheiro e uma horta.
Começou a apreciar as estrelas o cantar dos pássaros silvestres o rumor das árvores.Aprendeu a assobiar com o vento.
Levantava-se cedo só para ver o nascer do sol dormia de tarde e levantava-se só para ver o pôr do sol.Trabalhava à noite a ouvir jaze.Tinha finalmente o horário dos padeiros.
De quando em vez visitava o café do senhor Abílio para saber como plantar uma couve se o cão podia comer entrecosto que bolbos floriam em cada estação e àcerca do míldio a propósito de umas parreiras que medravam dispersas no terreno.
Nunca mais quiz saber da cidade.Chegou mesmo a conhecer o nome dos pássaros pelo seu canto.Não amava mas estava apaixonado.
Um dia o cão que era de barro disse-lhe
- Vê lá se me pintas de azul estou com saudades do alto mar.
- Também tu cão?




AUSTERIDADE ! AH AH AH ! VEJAM SÓ ! - ANDO COM IDEIAS VIOLENTAS !!!

«A nova líder [Christine Lagarde] do Fundo Monetário Internacional (FMI) vai ganhar 381 mil euros anuais, o que representa um aumento de 11% em relação ao salário do seu antecessor [Dominique Strauss-Kahn].
(…)
A crise parece não afectar os salários dos altos cargos do Fundo Monetário Internacional. Christine Lagarde, que inicia hoje o seu mandato de directora-geral da instituição por cinco anos, irá receber um vencimento anual total de 551.700 dólares (381.200 euros, em moeda portuguesa antiga 76 mil contos), revelou hoje o FMI.
(...)
O FMI justifica o aumento recebido por Lagarde, a primeira mulher a liderar o Fundo, com a necessidade de "ajuste à inflação
".»

Excerto da notícia do DIÁRIO ECONÓMICO de 6 de Julho de 2011
CMFaro
Autarquias/Congresso

Mais de mil autarcas reúnem-se no sábado em Coimbra

07 | 07 | 2011 
Mais de mil autarcas reúnem-se no sábado em Coimbra naquele que deve ser o último congresso para cerca de 160 presidentes de câmara, impedidos de se recandidatar ao mesmo município em 2013 devido à lei da limitação dos mandatos.

A legislação, de 2005, indica que os presidentes de Câmara Municipal só podem ser eleitos para este cargo no mesmo município em três mandatos consecutivos, pelo que, se não se verificar nenhum congresso extraordinário, a mega-reunião de sábado, em Coimbra, sob o lema “Ao Serviço de Portugal e dos Portugueses", será a última do género para mais de 160 presidentes da Câmara.
Entre estes estão o próprio presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, autarca de Viseu, mas também autarcas "dinossauros" como o presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, Jaime Soares (PSD), em exercício desde o 25 de Abril de 1974, e o presidente de Benavente, António José Ganhão (CDU), no cargo desde 1979, ambos vice-presidentes da Associação Nacional de Municípios (ANMP).
Mas também autarcas como Rui Rio (PSD), no Porto, Mário de Almeida (PS), em Vila do Conde, Joaquim Raposo (PS), na Amadora, Fernando Seara (PSD), em Sintra, Maria Emília de Sousa (CDU), em Almada, Ana Cristina Ribeiro (BE), em Salvaterra de Magos, e os independentes Isaltino Morais (Oeiras) e Valentim Loureiro (Gondomar) não poderão voltar a concorrer à presidência das respectivas Câmaras Municipais em 2013.
Entre os principais temas que escolheram para esta reunião do órgão máximo da ANMP, que decorre de dois em dois anos, estão a atual situação financeira dos municípios no contexto da crise económico-financeira do país, o endividamento das autarquias, "as competências exercidas pelos municípios sem os correspondentes meios", a liquidação e cobrança dos impostos municipais e a distribuição de verbas do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
A lei da tutela administrativa, a responsabilidade financeira dos eleitos locais, o funcionamento das polícias municipais, o apoio à educação, os planos municipais de segurança rodoviária e o fundo de equilíbrio tarifário para os serviços de águas e resíduos e protecção civil são outros temas a abordar.
Este congresso, que reúne todos os presidentes de Câmara e das Assembleias Municipais e um representante dos presidentes de Junta de cada um dos 308 municípios do país, conta na sessão de abertura com a presença do recém-nomeado secretário de Estado da Administração Local, Paulo Júlio, e, no encerramento, com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, de acordo com a organização.
Lusa