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sábado, 2 de julho de 2011

CROMOS DO NEOLIBERALISMO TUGA
O Abominável César das Neves explica porque fugir aos impostos é bom para a Economia.


"O sucesso no combate à evasão fiscal foi a pior coisa que aconteceu à economia portuguesa nos últimos anos ", diz hoje no Expresso um dos expoentes do neoliberalismo tuga, o mediático César das Neves, acrescentando de seguida "ainda bem que há criatividade para fazer funcionar a economia paralela".

É evidente que o professor das Neves, não se referia aos impostos dos trabalhadores que esses sempre foram cobrados até ao último tostão, ou cêntimo, mas a medidas de combate à evasão fiscal que estão, muuuiiito lentamente, a ir buscar algum àquele pessoal que sempre se baldou a pagar impostos.

Pela minha parte, habitual comprador de tshirts e cuecas na Feira do Relógio, vou seguir o conselho do professor e continuar a dar o meu contributo à economia paralela, mas acho que as queixas de César das Neves têm mais a ver com a preocupação da possibilidade de se querer cobrar à Banca taxas iguais à que paga o Sr. Januário da mercearia da esquina, de taxar as mais valias das ações, de se acabar com isenções fiscais que permitem às grandes empresas passar por entre as chuva dos impostos sem se molhar, etc. etc.

Mas não esteja o professor das Neves preocupado que o Pedro, e os cromos do neo liberalismo tuga que levou para o Governo também partilham o seu ponto de vista de que devem ser apenas os trabalhadores a pagar a Crise.

E se falhar a receita de serem só os trabalhadores a pagar impostos, se o trabalho forçado que o Pedro quer impor aos desempregados e a quem recebe RSI também não resultar, há sempre a alternativa de voltar aos tempos da escravatura, não é professor das Neves?

Esta gente

Esta gente cujo rosto
Às vezes luminoso
E outras vezes tosco

Ora me lembra escravos
Ora me lembra reis

Faz renascer meu gosto
De luta e de combate
Contra o abutre e a cobra
O porco e o milhafre

Pois a gente que tem
O rosto desenhado
Por paciência e fome
É a gente em quem
Um país ocupado
Escreve o seu nome

E em frente desta gente
Ignorada e pisada
Como a pedra do chão
E mais do que a pedra
Humilhada e calcada
Meu canto se renova
E recomeço a busca
De um país liberto
De uma vida limpa
E de um tempo justo

QUE DEUS ABENÇOE O CAPITALISMO


A ÉTICA ETÍLICA
Se for eleito secretário-geral do PS, António José Seguro vai propor à família socialista europeia que privilegie o “capitalismo ético”. A família socialista europeia é “uma coisa em forma de assim” que desde há muito pratica a exploração ética, logo, está receptiva a tão genial proposta.
Bill Gates (Nobel do Cifrão) trouxe-nos o capitalismo criativo, Muhammad Yunus (Nobel da Paz) o capitalismo popular e António José Seguro (Nobel do Embuste) o capitalismo ético.
Com o “capitalismo ético” as guerras serão éticas, as fortunas incomensuráveis éticas serão e a fome de uma eticidade desmedida.
Os trafulhas por vezes excedem-se!

roubos nas explorações agricolas.Para quando uma grande manifestação contra esta vergonha qua atinge a nossa sociedade. Comentário

Em Faro,agora que começa a temporada da apanha das alfarrobas(para quem tem um emprego isto parece ridiculo mas para quem vive da agricultura é muito importante porque as alfarrobas são o emprego dos proprietarios) com o numero de assaltos que tem existido nos ultimos tempos,vai ser um ano de tragedia social para os que ainda subsistem na agricultura.Não é minimamente aceitavel num país democratico como dizem que é o nosso,que passem multas a quem trabalha por não ter uma guia de remessa incompleta do material que transportam e os ciganos circulem na estrada com carrinhas completamente carregadas de sacos de alfarrobas roubadas!Tambem não se admite numa democracia que existam compradores de alfarroba roubada,que todos os dias receptam mercadoria,durante as ultimas dezenas de anos,e continuem a efectuar o negocio ilicito sem qualquer problema judicial!Na minha opinião,e certamente de todos os que têem algum tipo de agricultura, a PSP e GNR,estiveram nos ultimos 20 anos e estão a fazer um pessimo trabalho no combate ao verdadeiro crime que são os assaltos confundindo com coisas menores como,por exemplo,os carros mal estacionados.


anónimo
A defesa de Faro

Faro: AM chumba moção do BE em defesa da Campina


cartaz dum evento ocorrido no CCDR


A Assembleia Municipal de Faro chumbou na segunda-feira à noite a moção do BE sobre a defesa da Campina de Faro, com os votos contra do PS, PSD e CDS-PP e votos a favor do BE, CDU e movimento CFC.

Na sessão da Assembleia Municipal de Faro, o Bloco de Esquerda (BE) de Faro apresentou a moção intitulada "Defender a Campina de Faro é Defender o Futuro da Cidade e do Concelho de Faro".
No documento, o BE defende a preservação do uso agrícola daquela zona, a consolidação dos núcleos urbanos existentes e consequente não aprovação de novas urbanizações.

Na moção do BE propunha-se que a Assembleia Municipal se comprometesse com uma "moratória" perante qualquer nova proposta de urbanização na Campina, e que a Câmara de Faro negociasse a "relocalização das urbanizações já aprovadas" que ainda não estão em construção.
O documento defendia ainda a "fixação de novos agricultores na Campina" e a criação de mecanismos de acesso dos produtores locais aos mercados do concelho.

A proposta, que foi discutida durante mais de uma hora entre os deputados municipais e que culminou com uma explicação do presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, sobre as qualidades do solo e as dimensões do terreno, foi chumbada com os votos contra das bancadas do PSD, PS e CDS.

O BE, a CDU e o deputado do movimento cívico "Com Faro no Coração" (CFC) votaram a favor da moção.

A 15 de abril de 2010, a CDU apresentou uma moção sobre a necessidade de defender a Campina de Faro e o seu potencial agrícola que foi aprovada com a abstenção do PSD.

Há terrenos da Campina de Faro com pomares de citrinos, hortas, fruteiras tradicionais, alguma vinha e estufas que no passado chegaram a abastecer a região e a zona de Lisboa com produtos agrícolas.

Na década de 90 surgiu o problema da contaminação das águas subterrâneas dos terrenos por teores excessivos de nitratos, nitritos e cloretos (fertilizantes).

in Observatório do Algarve


Vamos lá ver se entendemos os grandes políticos da praça farense.

A 15 de abril de 2010, ou seja há pouco mais de 1 ano aprovaram uma moção sobre a necessidade de preservar a Campina. Agora, os mesmos que tinham viabilizado a moção da CDU votaram contra a preservação da Campina.
Viva Faro!

Mais do que a campina…


A campina de Faro há muito que está debaixo do olho daquilo que as “elites” julgam entender como “o eixo de crescimento natural da cidade”. Empresários e políticos que se prezem, já gastaram muitas horas de conversações e acertos de estratégias. O que não estava previsto, era a dimensão da crise e a incapacidade da autarquia em sair da falência provocada exactamente pelos avanços da mesma estratégia expansionista e insustentada.


As investidas sobre a ocupação e exploração do território passam sempre pelas ferramentas das decisões políticas que, no caso da campina, se entrelaçam entre diferentes directivas de várias entidades, todas de nomeação política.

A decisão da assembleia municipal, actual herdeira das anteriores nos atropelos à lei, à ruinosa organização da cidade e, sobretudo, da sua economia, não espanta como instrumento político formado por pessoas escolhidas a dedo e com compromissos para com os partidos e não para com a sociedade.

Os especuladores endinheirados, que não decidem nada, precisam dos jogos políticos e da contagem de espingardas para que as decisões tomem o caminho dos seus interesses. Foi assim no passado com as consequências que todos lamentam e tudo aponta para a sua repetição.

Nos séculos passados, a estrutura das cidades e vilas fazia-se à volta das centralidades baseadas em praças, jardins e edifícios emblemáticos. O seu crescimento não esquecia novos espaços sociais e sem o flagelo dos automóveis e num casario baixo e harmonioso, as últimas gerações de ruas são tão largas como as que hoje são planeadas para uma volumetria três, quatro, dez vezes superior.

As sombras caíram sobre as cidades, o convívio de rua desapareceu, luta-se por um lugar para os carros da família, cortam-se laços por não cumprimento do condomínio e o individualismo e a abstracção vão-se instalando na sociedade, o que muito favorece as decisões políticas reservadas aos eleitos dos partidos.

Faro é um exemplo vivo das contradições sobre o uso da democracia para fins de serviço às minorias que detêm o poder económico, evidenciado na velha urbe estruturada e o anel de confusão construído à sua volta.

Os mesmos partidos (PSD, CDS e P”S”) que não vêem mal na ocupação da campina, possivelmente por razões divinas…, foram os que mataram e endividaram a cidade e o concelho.


Os mesmos partidos que selaram o desordenamento e vêem nos centros comerciais novas centralidades (?!), são os responsáveis pelo empobrecimento da cidade, das suas forças económicas e do abandono do centro histórico, sobre o qual se joga uma injustificada especulação e abuso sobre o cumprimento da lei.

Os órgãos autárquicos continuam vesgos sobre prioridades…

Luis Alexandre

P.S.:

Terminado o texto, li da satisfação de mais um grande espaço comercial que, diz o presidente da autarquia, vai criar 200 postos de trabalho directos e indirectos. Mas não fala dos que vão acabar. Trata-se de mais uma machadada no comércio e na baixa de Faro. Não estarão em causa mais de 20 empregos, a distribuição já está montada e as fábricas de sustento estão algures pelo mundo pobre…

E medidas estruturantes onde estão?...
Francisco José Viegas

Finanças penhoraram secretário de Estado

Finanças penhoraram secretário de Estado
Francisco José Viegas foi notificado, a 24 de Junho, de uma penhora de 41.863 mil euros.
O novo secretário de Estado da Cultura, o escritor Francisco José Viegas, foi alvo de uma penhora de 41,863 mil euros pelas Finanças de Cascais. Francisco José Viegas foi notificado a 24 de Junho da penhora, tendo 30 dias para regularizar a situação.
Contactado pelo DN, o gabinete do secretário de Estado esclareceu: "Existe uma reclamação por parte do Dr. Francisco José Viegas, referente ao critério utilizado para o apuramento da matéria colectável relativa ao IRS de 2007. Independentemente do resultado da contestação em curso, a administração fiscal avançou, como é aliás de Lei, sem suspender os seus prazos de execução. Francisco José Viegas aguardará a resposta à contestação para, em função da decisão, cumprir com todos os compromissos que venham a ser efectivamente determinados".
DN
LIVRO

Mário Soares diz que Cavaco podia ter evitado a crise

Mário Soares diz que Cavaco podia ter evitado a crise
O antigo Presidente da República Mário Soares considera que o atual chefe de Estado podia ter evitado a crise política no país, lembrando a promessa de Cavaco Silva de que exerceria uma magistratura de influência mais activa.
Esta posição do antigo primeiro-ministro e fundador do PS consta do livro "Portugal Tem Saída - Um Olhar Sobre a Crise", que relata uma reflexão entre Soares e a jornalista do Público Teresa de Sousa e que é apresentado na segunda-feira.
"O Presidente da República ficou estranhamente silencioso. Fiz-lhe um apelo público 'angustiado' para que evitasse a crise. Quanto a mim, podia tê-lo feito", afirma Mário Soares.
O antigo Presidente da República recorda que Cavaco Silva "alegou o facto de as coisas 'terem sucedido com muita rapidez' o que lhe retirou 'margem de manobra'" e tira depois uma conclusão: "É uma explicação seguramente verdadeira, mas faz-nos reflectir. Sobretudo depois da promessa que fez aos portugueses de exercer uma magistratura de influência mais activa".
Afirmando que a oposição "falhou" quando levou à queda do Governo socialista, numa "insensatez tremenda", Soares sublinha que o PSD "não teve qualquer vantagem em ter precipitado a crise política, no momento em que o fez".
Ainda sobre os sociais-democratas, o antigo chefe de Estado diz que "há grupos" no partido que não gostam de Pedro Passos Coelho e que só o queriam como primeiro-ministro para o destruir, depois de realizado "o trabalho mais difícil e impopular".
DN

OS NOVOS PLANTÉIS DO FUTEBOL NACIONAL

PRATO ÚNICO - ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO DOS AMIGOS DA TRÓIKA

Madeira celebra hoje Dia da Região

Exibição de bandeiras da FLAMA coincide com novas ameaças de Jardim a Lisboa


Bandeiras da Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira (FLAMA) surgiram esta manhã em vários locais do Funchal. Esta acção, que ocorre no dia em que a Madeira celebra o Dia da Região, assinalado com feriado regional, é acompanhada pela divulgação de um comunicado atribuído àquele movimento, que volta a defender a independência do arquipélago.
Bandeiras da FLAMA (em cima) e da Madeira (em baixo) Bandeiras da FLAMA (em cima) e da Madeira (em baixo) (DR)
"Hoje, 1 de Julho de 2011, dia daquela autonomia que não merece festejos, os madeirenses despertaram com o seu arquipélago engalanado com a sua Bandeira e, passados 35 anos é uma boa altura para reflectir sobre o que a FLAMA sempre propôs e muitos aceitaram de braços abertos e outros, tiveram dúvidas", diz o comunicado enviado por e-mail à comunicação social.

"Se os comunistas num país livre podem actuar à vontade, porque é que a Flama não pode actuar à vontade?", comentou o presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, questionado sobre esta iniciativa, que coincide com as suas novas ameaças ao Governo de Passos Coelho. "A partir do momento em que há casamentos gay, por que razão não pode haver pessoas que pensem a favor da independência?", alegou o também membro do Conselho de Estado, acrescentando que, pelo código penal, isso "não é proibido". "Só não podem actuar por meios violentos e ilegais em defesa da independência", frisou.

Segundo defendeu hoje Jardim, antes da cerimónia oficial de atribuição de insígnias a personalidades regionais, "o referendo [sobre a independência] é um caminho possível se o Estado português persistir na concepção de Estado Unitário e não der à Madeira, no quadro de unidade nacional, os poderes autonómicos que nós, neste momento, necessitamos". E advertiu: "Agora é preciso Lisboa tomar cuidado. Pois se continuar numa posição colonialista, obviamente que Lisboa arrisca-se ao crescimento do movimento independentista". No entanto, "nas presentes dificuldades económicas europeias e na necessidade que temos de estar na UE monetária", Jardim admite que a independência "não seria a evolução aconselhável para o povo Madeirense".

Na última edição “Madeira Livre”, mensário do PSD regional, o líder madeirense, deixou algumas ameaças ao novo primeiro-ministro. Anunciando que vai “rapidamente fazer o PSD-nacional cumprir os seus compromissos eleitorais com a Zona Franca, Jardim ameaçou o governo de Pedro Passos Coelho, que “se a República nos negar direitos que são indiscutíveis”, então “temos de assumir a coragem para pensar em caminhos futuros diferentes”.

O comunicado atribuído à FLAMA, numa alusão à “dependência de Portugal”, diz que “alguns venderam-se por uma autonomia que funciona assim: quando tudo corre bem, os portugueses não cumprem os mínimos a que se comprometeram; quando tudo corre mal, acham que nós devemos solidariedade e o Governo Regional concorda!”. E, tal como Jardim defende, ressalva que neste momento não está em causa a Madeira ser independente, porque “ninguém o é. O que exigimos é sermos nós a negociar a nossa dependência, visto que Portugal endividado, envergonhado e pobre, luta por manter a cabeça fora de água e, se a mantiver, é para viver em agonia durante anos! Vejam o que aconteceu com a zona franca, por má fé de Portugal”.

Acções atribuídas à FLAMA têm surgido sempre que a Madeira atravessa maiores dificuldades, quer políticas, sobretudo quando está em causa o reforço de poderes regionais em momentos de revisão constitucional, quer financeiras, em períodos de falta de liquidez regional ou de negociações de transferências financeiras do Estado, que esta semana estão na agenda das reuniões em Lisboa entre membros do governo regional e do novo executivo da República.

Ao movimento separatista têm sido atribuída a autoria de quase uma centena de atentados bombistas, perpetrados ente 1975 e 1978, ano em que Jardim ascendeu à presidência do governo regional. O líder madeirense depois decalcou a bandeira da Região na da FLAMA, apenas nela substituindo as Cinco Quintas pela Cruz de Cristo. E em 1984 chegou a elogiar, na assembleia regional, “os resistentes de 1974 e 1975, os homens que se arriscaram fisicamente para combater uma ameaça totalitária e que foram chamados de separatistas e de bombistas, a provarem que existia uma resistência em nome de valores que sempre foram os nossos”.

Quando a 25 Abril de 2009, o Funchal também acordou com bandeiras da FLAMA espalhadas pela cidade, dois sobreviventes do seu directório fundador saíram da clandestinidade para se demarcarem das recentes actividades atribuídas a este movimento. “Ressuscitar a FLAMA nesta altura é uma palhaçada, um disparate sem justificação possível. A frente nasceu num contexto, quando Portugal caminhava para uma ditadura comunista, mas agora não tem razão de ser, está extinta. Hoje levantar o espantalho da independência só interessa a quem quer colher dividendos da guerra com Lisboa”, declarou então ao PUBLICO o flamista João Costa Miranda, com a concordância do também fundador Daniel Drumond.

já não vai para a SIC

Claro, sem Sócrates, à frente do destino da pátria, MMG tornou-se dispensável para Balsemão. Uma croma, que ainda há bem pouco tempo dizia, que se lhe oferecessem um milhão de euros saía da TVI. É mais um episódio pouco edificante e d'ir às lágrimas. Agora é só esperar que passe a silly season para levarmos com ela na RTP.

vice-versa



A segurança educa-se nas crianças mostrando-lhes as mesmas coisas todos os dias, livros, canções, desenhos, hábitos, horários, rotinas, etc, etc... crescemos a valorizar essas mesmas caracteristicas que os outros representam em nós para nos sentirmos seguros na relação, seja ela de amizade, de amor, de trabalho.

Passados uns anos a segurança transforma-se em rotina e o que sempre lá esteve parece incomodar, ou somos nós que nos transformamos, ou são os outros, ou o crescimento de ambos não foi feito com respeito, estás tão diferente dizem, e estranham, como se diferente fosse algo errado. Assim a partida até pode ser. Se no inverso habituamo-nos a constantes novidades, ao novo,.caminhamos para a frustração, ansiosos por novidades o mesmo cansa, desgasta e sentimo-nos apagados, desejosos de um novo desafio.

Ora isso numa relação, ter de ser o mesmo e apresentar sempre novos desafios torna-se "esquizofrénico" e assim, ora ego de um ora ego de outro dão-se os atritos. Cedências? Até que ponto estamos dispostos a ceder, se é que é ceder... respeitar a individualidade de cada um não é ceder, é deixar o outro existir na sua essência. Insistir?...

Lembrei-me que poderiamos ser produtos, publicitamo-nos, divulgamo-nos e há quem veja a embalagem e compre sem ler todos os ingredientes, mas a pensar melhor, considero mais sermos ingredientes e conforme as mãos em que nos colocamos, tornamo-nos em refeições mais ou menos saborosa, há quem aprecie as nossas partes picantes, há quem aprecie as nossas partes doces, amargas, salgadas, melosas, intragáveis... e ao sermos cozinhados vamos nos apercebendo de como gostamos mais de nós mesmos.

Da segurança a novidade, do produto aos ingredientes, somos não só o que somos, mas o que queremos ser, as vezes é preciso ceder, outras proceder... as vezes é só preciso gastar a pele, gastar a pele, gastar a pele, até que avaliando o cenário de desgaste poderemos ou não descobrir bons cozinheiros das nossas essências. Ninguém nos começa ou termina, somos os ingredientes revelados a quem nos queira cozinhar, ou vice-versa...

Helena Matos – São “vermelhos”?! Então está visto...




Isto que podem ver aqui à direita é uma “helena matos”. No nosso país existem certamente algumas centenas de “helenas matos”, umas assim, outras assado, altas, baixas, gordinhas, magrinhas, cultas, semianalfabetas, louras, morenas... mas, certamente, nenhuma como esta. Esta é “A Helena Matos”!
Escreve por aí em jornais e revistas aquilo que poderia bem ser a sua opinião, não fossem as suas “opiniões” tantas vezes tão absolutamente coincidentes com os interesses do patrão, que deixam os seres mais desconfiados... desconfiados. Senão vejamos:
Assim que apareceu a notícia do julgamento dos criminosos mais destacados (ainda vivos) do alucinado regime de Pol Pot, os chamados Khmers Vermelhos”, a Helena Matos saltou-lhe em cima, não perdendo a oportunidade de escrever sobre a coisa no Público (sem link), mas tendo o cuidado de deixar as “indicações” necessárias para que os leitores identifiquem aqueles criminosos com “o comunismo” e, no limite, com o PCP, coisa que a Helena sabe ser uma mentira pornográfica... mas que, decididamente, dá jeito aos patrões.
Que graça é que tinha falar de uns criminosos, culpados do genocídio de parte do seu próprio povo, criminosos que até ostentam o “Vermelhos” no nome... para depois dizer que foram exatamente os comunistas que ajudaram a conseguir a sua derrota, enquanto norte-americanos e seus lacaios ainda os defendiam?
Não vale a pena perdermos tempo a imaginar que a Helena é ignorante. Não é! Enquanto nos anos 70 os tais "Khmers Vermelhos" estavam ocupados a chacinar milhões de cidadãos do Cambodja, Helena Matos andava a preparar-se para a guerrilha e defendia abertamente a luta armada... mesmo depois do 25 de Abril. Era portanto uma “revolucionária” de primeira água, que só tinha, tal como ainda tem agora, um ponto fraco: um ódio tão cego aos comunistas, que a faz dizer e escrever os maiores disparates, na esperança de que “peguem”. Mesmo sabendo que muitas pessoas sabem a verdade dos factos históricos, verdade que podem confirmar em milhares de documentos... e até em textos em blogues, como a propósito deste triste episódio escreveram (e bem) o Fernando Samuel, ou o Vítor Dias, para dar só dois exemplos.
Como ela sabe muito bem o que faz, o internamento psiquiátrico não tem qualquer sentido. Cá para mim, a palavrosa Helena devia reservar aí uma meia hora por dia em que ficaria sentada num banquinho, à porta do Público, para que as pessoas que apreciam as suas “opiniões” e os seus “factos históricos” tanto quanto eu, fossem passando e lhe despejassem uns baldes pela cabeça abaixo.
Sobre isto não tenho grandes dúvidas... ficando apenas por decidir qual o conteúdo dos baldes. Estou certo de que alguma coisa me há de ocorrer...

Somos Oposição Construtiva…

NA APRESENTAÇÃO do programa do governo, o PS (através da voz interina da senhora Maria de Belém Roseira) foi muito claro: tudo o que tenha a ver com o acordo que o PS também assinou com a missão do FMI-UE-BCE, nada a objectar, mas tudo o que vá para além disso, logo se verá. Quer isto dizer que, muito embora o governo tenha uma maioria confortável e não precise de apoio, isso não impede que o PS deixe a pairar no ar o desejo de manter, através de uma “oposição patriótica, séria, responsável, construtiva, mas enérgica”, a defesa intransigente dos interesses dos banqueiros, dos empresários que vão empochar balúrdios com a redução da TSU, da economia do nosso país, que vai de mal a pior, e dos nossos queridos portugueses, que vão ficar sem uma talhada do subsídio de Natal, e o que mais virá depois. Não disseram isto, preto no branco, mas podiam ter dito, para os portugueses perceberem que caldinho está a ser preparado. E escusam de ficar descansados...