AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Privatização da RTP vai avançar.

“ A intenção do primeiro-ministro em privatizar um canal da televisão pública não será adiada. Aliás, este objectivo já constava do programa eleitoral do PSD…..”
“in Correio da Manhã”
E os boys pá?
E se em lugar de privatizar, “arrumassem a casa”?
A RTP tornou-se num antro de administradores oportunistas e de meninos e meninas armados em vedetas, com vencimentos de luxo,  pagos com o dinheiro dos nossos impostos e com a "taxa de áudio visual" escondida na conta da EDP (para quem é de memória curta, esta taxa, foi inventada por Cavaco Silva, suprimida por Guterres e ressuscitada na brilhante governação de Durão Barroso, meses antes de se pirar para Bruxelas).
Se está mal gerida, curem a doença, não a deitem fora!
A RTP foi criada para ser um serviço público com uma missão formativa e informativa, coisas que são imprescindíveis a uma verdadeira democracia.
Com o aparecimento das privadas, deixou de ser a “televisão”dos portugueses, para se tornar em concorrente destas, acompanhando-as no ridículo e na baixeza de programas, enquanto deveria assumir um papel fundamental na defesa da língua e da cultura portuguesa.
Com a sua privatização, não iremos deixar de pagar para sustentar televisões. O serviço público irá ser feito pelas televisões privadas e esse serviço irá ser pago por todos nós.

HUMOR EM TEMPO DE CRISE: UM AVISO AO NOVO GOVERNO, "QUE CUMPRA SEMPRE COM A PALAVRA DADA AO POVO PORTUGUÊS"

O Pereira era um alto funcionário da corte do Rei

Há muito tempo que nutria um desejo incontrolável de beijar os voluptuosos seios da Rainha até se fartar.

Um dia revelou o seu desejo a Gaio, principal advogado da Corte, e pediu que ele fizesse algo para ajudá-lo.

Gaio, depois de muito pensar e estudar o assunto, concordou, sob a condição de PEREIRA lhe pagar mil moedas de ouro.

Pereira aceitou o acordo, todavia, não foi formalizado por escrito.

No dia seguinte, Gaio preparou um líquido que causava comichões e derramou-o no soutien da Rainha, enquanto esta tomava banho.

Logo, a comichão começou e aumentou de intensidade, deixando o Rei preocupado e a Rainha desesperada.

A Corte fazia consultas a médicos, quando Gaio disse que apenas uma saliva especial, se aplicada por quatro horas, curaria o mal.

Gaio também disse que essa saliva só poderia ser encontrada na boca do Pereira.

O Rei ficou muito feliz e então chamou Pereira que, pelas quatro horas seguintes, se fartou de gozar, beijando à vontade os suculentos e deliciosos seios da Rainha.

Lambendo, mordendo, apertando e passando a mão, ele fez finalmente o que sempre desejou.

Satisfeito, encontrou-se no dia seguinte com o advogado Gaio.

Com o seu desejo plenamente realizado e a sua libido satisfeita, Pereira recusou-se a pagar ao advogado Gaio.

Pereira sabia que, naturalmente, Gaio nunca poderia contar o facto ao Rei!

Mas Pereira subestimou o advogado.

No dia seguinte, Gaio colocou o mesmo líquido nas cuecas do Rei e...

...O Rei mandou chamar o Pereira...

ATENÇÃO, EM DEMOCRACIA O POVO É REI!
Trabalhadores ameaçam com protesto em Lisboa

Os trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) aprovaram hoje uma moção em que pedem ao Governo a "suspensão imediata" do despedimento de 380 funcionários, admitindo para Julho um protesto em Lisboa.

Para 7 de Julho está agendada, em Lisboa, uma assembleia-geral da Empordef, holding do Estado que detém a totalidade do capital social dos ENVC. Em plena Praça da República, cerca de 700 trabalhadores aprovaram esta manhã, por unanimidade e aclamação, a possibilidade de viajarem até Lisboa, para protestar contra o plano de reestruturação, se "nada for feito" até ao dia anterior à reunião do accionista Estado. "Pensamos que é um prazo razoável para haver um sinal da parte do poder político de que vai haver uma suspensão da decisão de despedimento brutal e que haverá outra solução para a empresa", explicou António Barbosa, porta-voz da Comissão de Trabalhadores (CT).

A administração dos ENVC anunciou, na semana passada, um plano de reestruturação da empresa, a aplicar até final do ano, prevendo a saída de 380 dos 720 trabalhadores. No entanto, segundo a CT, só desde o início do mês de Junho, "de forma natural", a empresa já reduziu os postos de trabalho para 703 e reclama que, nos próximos cinco anos, "mais de 450 funcionários estarão acima dos 55 anos". "Ou seja, com outra disponibilidade para negociar a pré-reforma e não implementando este processo em cinco meses. Em outubro a administração falou numa reestruturação, ainda sem números, mas a implementar em cinco anos, não percebemos o que mudou entretanto", criticou António Barbosa.

Os ENVC apresentam actualmente um passivo acumulado de 200 milhões de euros e em 2010 somaram prejuízos de 40 milhões de euros. A manifestação de hoje concentrou mais de 3000 pessoas, entre funcionários, ex-trabalhadores e população, numa marcha de protesto contra os despedimentos e pela viabilização da empresa, que chegou a parar o trânsito em várias artérias da cidade.

Duplo-padrão da indústria de diamantes em Israel

23 De Junho de 2011.




Diamantes são commodities de exportação número um.
É tudo muito ciente da associação como mau com crimes de guerra para o negócio, a indústria de diamantes tomou dores para fugir à perguntas sobre suas ligações com abusos de direitos humanos de Israel — e até agora tem escapado escrutínio de organizações de cão de guarda.
Representantes para 75 países filiados à reunião do sistema de certificação do processo de Kimberley baseado das Nações Unidas em Kinshasa esta semana não conseguiram chegar a um acordo sobre a exportação de diamantes manchadas de sangue do Zimbabué. O elefante na sala era florescentes exportações diamante de Israel que iludir os humanos direitos críticas impostas às exportações de diamantes do Zimbabué.
Uma "carta do mês" que eu o autor e que foi publicado na edição de Abril do Varejo para joalherias revista apresenta estes duplicidade nos regulamentos do processo de Kimberley que facilitem o comércio de diamantes manchadas de sangue de Israel e Zimbabwe (letras, Revista do varejo para joalherias, de abril de 2011).
A carta causou "consternação" para alguns no sector diamantífero e resultou na retirada da revista de um comércio de jóias grandes justo na Suíça ("editor de gemas desculpem 'diamante de sangue' boicotar carta," The Jewish Chronicle, 7 de abril de 2011).
A letra atraiu a ira de grupos de interesses e líderes da indústria de diamantes israelense. Sua resposta através da página de letras na edição de Maio da revista demonstrou a sensibilidade da indústria global de diamante para qualquer exposição das ligações entre diamantes israelense e crimes de guerra israelenses.
Três cartas, assinadas por seis membros proeminentes da indústria global de diamante, representando oito organizações diferentes, todos repetiu o mesmo mantra sobre a delegitimization de Israel. Os escritores ignorado a questão-chave — que Israel da corte e diamante polido exportações iludir os humanos direitos críticas às exportações de diamantes em bruto.
Enquanto o sector diamantífero continua a promover uma imagem de soft-foco de diamantes como objetos de desejo, o público, cada vez mais preocupados com as credenciais éticas das mercadorias compra, são já não está preparados para aceitar às reivindicações de valor nominal que diamantes transformados em Israel são livre de conflitos.
Crimes de guerra de fundos de comércio de diamantes de Israel
Israelense Diamond indústria presidente Moti Ganz disse recentemente: "Os americanos ainda comprar diamantes para simbolizar o amor e compromisso" ("IDI planos sua maior participação no JCK Las Vegas," Mundo de diamante, 17 de Maio de 2011). Para as pessoas em Gaza, na extremidade de recepção de diamante-financiado fósforo branco do Israel e flechette unha bombas, diamantes são mais propensos a simbolizar o assassinato, mayhem e terror encharcada de sangue do que amor e compromisso.
Economista político israelita Shir Hever, em provas ao Russell Tribunal na Palestina declarado em novembro de 2010: "Globalmente a indústria de diamantes israelense contribui cerca de US $1 bilhão anualmente para as forças armadas e segurança indústrias israelense … toda vez que alguém compra um diamante que foi exportado de Israel que parte desse dinheiro acaba nas forças armadas israelenses assim que a conexão financeira é evidente" ("dia 2Parte 1 de Londres sessão, Russell Tribunal sobre a Palestina, "21 de novembro de 2010).
A introdução dos regulamentos do processo de Kimberley (KP) em 2003 era para impedir o comércio de diamantes que financiar as violações dos direitos humanos. No entanto, definição estrita dos regulamentos Kimberly processo de um diamante de conflito ou sangue exclui recortar e diamantes polido. Esta anomalia facilita a situação pela qual pode oferecer pode rotular recortar e diamantes polido que estão a gerar receitas para financiar os militares israelenses que é acusados de crimes de guerra, como livre de conflitos.
Como resultado, de facto diamantes de sangue de Israel contaminarem o mercado global. A ausência de uma definição jurídica de um diamante livre de conflitos facilita esse engano. Um público petição por um grupo de ativistas de solidariedade Palestina internacionais, solidariedade Palestina Global (GPS), aos membros do processo de Kimberley procura uma revisão urgente da definição de um diamante de conflito para incluir recortar e diamantes polido que financiar as violações dos direitos humanos ("Comércio de diamantes de sangue de Israel parar," acessado a 1 de Junho de 2011).
Censura por varejistas on-line
Para manter a charada, um número de líderes varejistas de diamante do mundo têm recorrido a censura para evitar responder perguntas sobre a proveniência dos seus diamantes chamado livre de conflitos.
Nilo Azul, uma baseada em Seattle, NASDAQ-sociedade cotada, é líder varejista de diamante on-line do mundo. A empresa alega seus diamantes "são garantidos para ser livre de conflitos." Durante os últimos seis meses, no entanto, os assinantes para a página do Facebook Nilo Azul em numerosas ocasiões pediram como a empresa pode justificar a alegação de que diamantes trabalhadas em Israel são livre de conflitos que geram receita para financiar os militares israelenses, que é acusado de crimes de guerra.
Em resposta, a empresa censurada sua página no Facebook, bloqueio de dezenas de pessoas e seus fãs Facebook 90.000 de postar novos tópicos ou fotos em sua parede. Na sequência de sustentado interrogatório de pessoas na Irlanda durante um período de quatro semanas antes de 5 de novembro de 2010, Nilo Azul instituiu uma proibição total sobre todos os usuários de endereço irlandês IP .
Isso não é o único exemplo de Nilo Azul, tentando iludir a questão dos diamantes de sangue de Israel.
Em fevereiro de 2011, Nilo Azul apresentou seu relatório anual, com o Estados Unidos Securities and Exchange Commission (que o arquivo é acessível através do site do Nilo Azul, acessado 21 de Junho de 2011). Relatório anual do Nilo Azul é suposto para ser uma divulgação completa de todas as informações necessárias para os investidores a tomar uma decisão informada sobre os riscos para o desempenho da empresa futura negociação.
Enquanto esta declaração juridicamente vinculativo do desempenho comercial da empresa lista 16 páginas possíveis factores de risco para o negócio, ele não menciona que a empresa está vendendo diamantes trabalhada em Israel que são alvo de uma campanha internacional que pretende tê-los classificados como diamantes de conflito ou sangue. Nem afirmar que a empresa teve ação evasiva em sua página no Facebook para impedir que pessoas questionando a proveniência dos seus diamantes chamado livre de conflitos.
Varejistas a tentar fugir à responsabilidade
Enquanto isso, outros varejistas de diamante também tentaram evitar escrutínio por envolvimento no comércio de diamantes de Israel.
Ao longo dos últimos seis meses, a terra brilhante, outro líder varejista on-line de diamante, que promove seus diamantes como "eticamente sourced" e "livre de conflitos", bloqueou também dezenas de pessoas que postaram perguntas em sua parede de Facebook perguntando se qualquer um dos seus diamantes chamado livre de conflitos são criados em Israel.
E em Abril, quarenta Membros da organização independente de Jewelers (IJO), uma associação americana de 800 membros de "pode oferecer com os mais altos padrões éticos," fui em uma viagem à compra de diamante para Israel ("IJOfaz diamante-piloto, comprar viagem a Israel"Site de indústria de diamantes israelense, 1 de Maio de 2011). Quando os assinantes para sua página no Facebook consultado como eles justificam a compra de diamantes em um país que é acusado de crimes de guerra, os administradores censurado a página e excluída de todas as referências para sua viagem a Israel.
Estes são apenas alguns exemplos das dificuldades enfrentadas por joalheiros que vendem diamantes trabalhada em Israel, alegando que eles são diamantes livre de conflitos. Joalheiros querem promover suas práticas éticas, mas se eles vendem diamantes trabalhada em Israel estão ajudando a financiar um regime militar que é acusado de crimes de guerra. A contaminação do mercado global de diamante com diamantes israelense dá ativistas de solidariedade Palestina enorme alavanca com a indústria de diamantes nos níveis locais, nacionais e internacionais.
Exportação maior de Israel
Diamantes são produto de exportação número um de Israel, representando entre um quarto e um terço das exportações israelenses. Em 2008, as exportações de diamantes foram avaliadas em US $19,4 bilhões com um valor líquido de cerca de US $10 bilhões — excedendo mesmo o valor bruto das exportações electrónicos ou farmacêuticos.
A indústria de diamantes em Israel adiciona 5% para o PIB e é uma importante fonte de receitas necessárias para sustentar o Israel ocupações, cerco em Gaza e assentamentos ilegais.
Ocupação de Israel da Palestina e a subjugação brutal do povo palestiniano coloca uma carga pesada sobre as finanças do governo de Israel. De acordo com nós estatísticas do governo, gastos militares de Israel consomem mais de 7% do PIB, ou aproximadamente US $16 bilhões por ano (oCIA World factbook - Israel).
Enquanto ajuda militar americana de US $3 bilhões por ano é significativa, a maior parte do dinheiro necessário para sustentar as muitas facetas da hegemonia israelita tem de ser extraído da economia de impostos de uma forma ou de outra.
No entanto, os consumidores americanos contribuem mais do que o valor do pacote de ajuda de Washington para a economia israelense através da compra de diamantes israelense. De acordo com o site de indústria do diamante israelense, aproximadamente 50 por cento de todos os diamantes comprados nos vêm de Israel ("The Israeli diamond indústria - um centro líder do mundo diamante").
Nos são mais importante mercado do exportação de diamantes de Israel, representando cerca de 40 por cento das exportações. Em 2010 o valor líquido das exportações de diamantes israelense a América foi US $5,8 bilhões ("IDI planos sua maior participação no JCK Las Vegas," site mundial de diamantes, 17 de Maio de 2011).
Economia de Israel, em grande medida isolada dos seus mercados naturais em Estados árabes vizinhos, é fortemente dependente da exportação de bens e serviços para Europa, os Estados Unidos e Ásia. Planejadores israelenses há muito têm reconhecido a necessidade para as indústrias de alto valor, orientada para a exportação de chamar em divisas necessárias para sustentar o projeto sionista na Palestina.
Zimbabwe vs. Israel
Overdependence de Israel em uma mercadoria de moda de luxo deixa expostos e vulneráveis a uma rejeição dos consumidores-chumbo de diamantes israelense. O desaparecimento da indústria de diamantes israelense poderia ter um impacto significativo em outros setores da economia, sobre o mercado de ações israelense e na capacidade de Israel para atrair investimento estrangeiro direto.
A indústria de diamantes está bem consciente como facilmente uma imagem de marca que levou décadas para estabelecer pode ser arruinada em uma fração de tempo por qualquer associação desagradável. Na sequência da pré-eleitoral do Israel atentado contra os sitiados moradores de Gaza no Inverno de 2008-09, um inquérito do Conselho de direitos humanos de UN encontrou provas que Israel cometeu crimes de guerra e possíveis crimes contra a humanidade. A receita de US $1 bilhão gerada pela indústria de diamantes israelense ajudou a financiar o ataque em Gaza — uma justificação clara para rotular diamantes israelense "diamantes de sangue".
Organizações não-governamentais (ONGs) com estatuto de observador no processo de Kimberley (como Global Witness e outros) têm a responsabilidade de assegurar que seu apoio não é mal utilizado pela indústria de diamantes.
Apesar de abusos de direitos humanos bem documentado de Israel, nenhuma das ONG levantaram a questão da adesão contínua de Israel do processo Kimberly de. Em vez disso, sua atenção está centrada principalmente sobre as exportações de diamantes do Zimbábue, onde as forças do governo são relatadas que mataram mais de 200 pessoas na aquisição violenta dos campos Marange diamante em 2008 ("Zimbabwe: repressão final nos campos de diamantes de Marange," Human Rights Watch, 26 de Junho de 2009).
Em 2008, as exportações de diamantes de Israel valiam mais de 1.200 vezes maior do que as exportações de diamantes do Zimbabué. As ONGs não podem permanecer credíveis defensores dos direitos humanos se eles continuarem a ignorar ocupações de diamante-financiado de Israel, financiado pela diamante crimes de guerra, cerco diamante-financiado, colonização diamante-financiado e o diamante-financiado limpeza étnica da Palestina.


Seán Clinton é uma ativista de solidariedade Palestina da Irlanda. Ele é um membro do grupo internacional de activistas de solidariedade Palestina, solidariedade mundial Palestina, que incide principalmente sobre a indústria de diamantes de Israel.

Sandra Felgueiras - Serviço público de televisão... “generalista”!




Independentemente da (totalmente irrelevante) irritação que me provoca a visão e audição da inefável Sandra Felgueiras... mesmo assim, há coisas que seriam perfeitamente escusadas. Passo a explicar:
Para que diabo é que a RTP precisa de enviar a repórter Sandra Felgueiras para Atenas? Não seria suficiente a catadupa de imagens e notícias fornecidas pelas agências internacionais da especialidade?
Para além desta inexplicável necessidade de estar lá, fazendo os seus inúteis e palavrosos diretos, que diabo de justificação terá Sandra Felgueiras para insinuar que os grandes culpados da crise grega são os funcionários públicos, ao afirmar – e cito de memória:
«Nenhum cidadão grego consegue, por exemplo, uma licença, de um funcionário público, se não o subornar... e na saúde ainda é pior; se não tiver dinheiro para pagar “por fora” não há um único médico que queira tratá-lo!»
E pronto! Assim, de uma assentada, todos os funcionários públicos gregos são corruptos, todos os médicos do serviço de saúde pública são uns canalhas... igualmente corruptos. Não soubesse Sandra Felgueiras, de fonte segura, que autarcas corruptos é uma coisa que, obviamente, não existe em parte alguma... e nem os presidentes de câmara gregos teriam escapado à sua “fúria” jornalística. 
Portanto, independentemente da (totalmente irrelevante) irritação que me provoca a visão e audição da inefável Sandra Felgueiras e do seu jeito para fazer generalizações indigentes, xenófobas, direi mesmo, um bocado “fascistóides”... que diabo foi fazer a ladina, velida e louçã “jornalista”, a Atenas?
Entretanto, nem que seja sob a mais miserável chantagem, a austeridade vai-se abatendo sobre o povo grego, de uma forma ainda mais violenta e criminosa, enquanto os verdadeiros culpados vão enchendo os bolsos... mas sobre isso, os nossos media fazem de conta nada veem ou sabem.

Realmente... um serviço público de televisão desta estirpe... dispenso!

Um Príncipe de contos, novelas e outros poemas

Nasceu há cem anos um dos maiores escritores do neo-realismo português e foi um dos mais brilhantes contadores de histórias – Manuel da Fonseca.




Assinala-se este ano o seu centenário com um conjunto de iniciativas. Umas já decorreram, outras ainda decorrem e mais se avizinham. Entre debates, exposições temáticas, projecção de filmes, o nome a obra e a vida do escritor são agora recordados, muito por iniciativa da Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, nome dado à biblioteca da cidade que o viu nascer - Santiago do Cacém.


Foi uma figura maior do neo-realismo português (como já disse), a par de outros nomes como os de Alves Redol, Soeiro Pereira Gomes ou Carlos de Oliveira (segundo o meu amigo Luis Gaio). E teve o condão de “transpirar” através da escrita, a vida das gentes do Alentejo, em particular as do Litoral e mais particular ainda, as do concelho de Santiago. Só a partir do conto “Um Anjo no Trapézio” (1968), o centro das histórias se “mudam” para Lisboa.




É, em minha opinião, um príncipe de contos, novelas e outros poemas e tem no romance “Cerromaior” a sua obra-prima. Curiosamente o seu primeiro romance e publicado em 1943. Obra aliás que deu a Luis Filipe Rocha a oportunidade de realizar (com o mesmo nome) um dos melhores filmes das décadas de 70 e 80.

“Cerromaior” é uma obra singular. Até por alguma atualidade. Manuel da Fonseca nunca deu muitas concessões. Sempre afirmou na escrita, com uma estética própria, os seus valores éticos e sociais, com "ouvidos para ouvir / e olhos para ver".

O facto de ser comunista não foi aqui um acaso. E a sua obra mesmo a poética, está carregada de significado social e político. E em “Cerromaior”, muito embora algum lado ficcional, o cerne da história das suas personagens (Adriano e o Doninha) não foge da verdade ocorrida num Alentejo profundamente desigual, onde latifundiários eram donos e senhores, até dos homens. Em tempos de fome, miséria e despotismo. Tempos em que as forças policiais, sobretudo da GNR, foram agentes das mais bárbaras formas de pressão e opressão de um povo, que apenas almejava o justo “quinhão” do que produzia. Sempre ao serviço dos mesmos. Os que sempre ficam com tudo. E tal como escreveu “…uns pulhas!”.

Este “leitmotiv” seria também o mesmo do seu outro romance de 1958 – “Seara de Vento”.





Romances, escreveu apenas dois. A sua obra assenta, sobretudo, nos contos, novelas e na poesia. Começou a publicar (edição de autor) em 1940, com o seu primeiro livro de poemas “Rosa dos Ventos” e publica o primeiro livro de contos “Aldeia Nova” em 1942.

Muitos dos seus contos publicou-os em jornais e revistas. E mais tarde, já a título póstumo, foram editados em livro, como nos casos de “O Vagabundo na cidade” (2001), “Pessoas na Paisagem” (2002), ou o conjunto de contos com o título mais comprido das suas obras “À Lareira, nos fundos da casa onde o Retorta tem o café” (2000).

A sageza das palavras e a sua leitura dos estados de alma são duma sensibilidade poética, muito para além dos registos típicos do neo-realismo. É próprio de um poeta que escreve (conta) a vida e sobre a vida, duma forma em que a ficção se mistura com as experiências vividas. Testemunharia numa entrevista: "Uma vez lançado, a realidade e a invenção, mascaradas, jogam às escondidas comigo – nunca sei ao certo, em cada momento, qual delas preside ao que escrevo".

E é tão real e verdadeira a sua escrita, que muitas das personagens se “cruzam” connosco no nosso quotidiano.

Se os seus contos revelam uma sociedade singularmente pintada a cor cinzenta, com gentes em que a vida muitas vezes era a luta pela sobrevivência, neles há sempre um fio comum – a terna razão dos justos, em que o amor é sempre uma porta da vida.

E se o lado telúrico da descrição, por vezes até cruel no “juízo” como em “O Fogo e as Cinzas”, é a sua imagem de marca na forma como escreve os seus contos, também a sua poesia é singular e aqui, pesa a força de um Alentejo e da sua cultura (poesia). Aliás, eu acho, que a forma de escrita de Manuel da Fonseca se deve muito ao facto de ser alentejano. O tempo das palavras e o “sotaque” subentendido delas, a doçura surreal e a virtude generosa do seu ritmo, são definitivamente as de um alentejano, ainda que de entre a planície e o mar.


A sua obra poética fica, também, para a posteridade, por via das canções. Adriano Correia de Oliveira foi o seu melhor intérprete, musicando um conjunto de poemas seus a que deu o título de “Que Nunca Mais”. Disco com nove temas, trabalhado em conjunto, em que o escritor revela uma outra faceta, a de poeta (letrista) de canções. Este trabalho inclui uma das mais belas e interventivas canções da Música Popular Portuguesa – “Tejo Que Levas as Águas”, que na gravação original conta com a participação à guitarra portuguesa de Carlos Paredes. Tema onde se vislumbra já a influência da sua segunda terra, Lisboa.





Adorava estar entre amigos. No café, na tasca, onde fosse. Um bom pé de conversa era uma das suas formas de estar na vida.
Lisboa abre-lhe portas de outros conhecimentos. Sobretudo de outros amigos, outras realidades, outros mundos. Marcado e fazendo parte de uma geração profundamente rica no campo das artes, pela natureza da sua expressividade e essencialmente pela ruptura com um regime em ascendente apodrecimento social, é neste contexto que integra um “círculo proibido”, porque de opositores ao regime se tratava. Foi membro do PCP, dos tempos de clandestinidade até à sua morte física em 11 de Março de 1993 e, por isso, um “proscrito” da censura e do regime.

Se Lisboa lhe abriu portas de outros mundos, é ao Alentejo que volta sempre. Ao seu CerroMaior. Cerro onde se fundou o casco histórico da, hoje, cidade de Santiago do Cacém. Era aqui que se sentia em casa, sobretudo quando em espaço de tertúlia dava azo à sua veia de contador de histórias…, de preferência sem hora marcada e/ou de fecho.



Escreveu em jornais e revistas, fez parte do grupo “Novo Cancioneiro” e foi presidente da Sociedade Portuguesa de Escritores, até à sua extinção em 1965 pelo governo de Salazar. As causas deveram-se à atribuição do prémio de novelística ao livro “Luuanda” de Luandino Vieira, escritor que devido à sua postura ideológica se encontrava em conflito com o governo vigente. Tal como aconteceu com muitos escritores e artistas portugueses, perseguidos pela censura e polícia política a PIDE.


Apesar de se ter formado em Belas-Artes, a escrita foi a sua paixão de vida. Rascunhou alguns retratos dos amigos “tertulianos” lisboetas. E profissionalmente faz lembrar o grande poeta – Pessoa - disperso por diversas áreas, da indústria à publicidade, do comércio às revistas e jornais. Até pelo desporto se interessou, ganhando inclusive, imagine-se, um campeonato de boxe.


Foi um “Vagabundo na cidade”, que da “Planície” ao “Cerromaior” num “Tempo de solidão”, soube fazer “O Retrato” de uma “Aldeia Nova”, ainda que com “Poemas dispersos”. Foi «barco de vela e remo…», foi «vagabundo do mar…», navegou sem «…rota marcada…» orientando-se pela “Rosa-dos-ventos”, que a partir de “O Largo” fez “Obra poética” como “Um anjo no trapézio”. Viu crescer uma “Seara de vento” que ardeu pelo “Fogo e as cinzas”, sob o olhar de “Pessoas na paisagem”. Escreveu “Crónicas algarvias”, mas do que gostava era de contar histórias, de preferência, “À lareira, nos fundos da casa onde o Retorta tem o café”.



Fica para a história como um dos mais respeitados escritores portugueses e expoente de um período brilhante da nossa literatura. Na sua cidade natal dá nome à Escola Secundária, à Biblioteca Municipal e a uma Avenida.

A sua obra, continua à espera de ser lida e recomendada como obrigatória nas escolas. Nós por cá, continuamos a falar dele.



João Pereira da Silva
Setúbal na rede

GOVERNO QUER ALTERAR DATAS DOS FERIADOS E DIMINUIR AS PONTES !

O Governo PSD/CDS pretende regulamentar o Código do Trabalho “para garantir a possibilidade de alteração das datas de alguns feriados, de modo a diminuir as pontes demasiado longas e aumentar a produtividade”.
Os portugueses podem ter menos mini-férias Os portugueses podem ter menos mini-férias ()

A medida consta do Programa do Governo hoje entregue na Assembleia da República, que fala também em “simplificar a legislação laboral, permitindo uma maior clareza das normas e diminuição da burocracia”.

“Assimilar na legislação laboral a realidade específica das empresas, independentemente das suas dimensões, designadamente nos aspectos relacionados com as formalidades inerentes à admissão de trabalhadores, criando um regime legal mais ajustado à realidade destas últimas e retirando burocracias e excessos de procedimentos”, prevê ainda o programa do Executivo.

Nos contratos a celebrar no futuro haverá “uma ponderação da passagem para a existência legal de um só tipo de contrato de maneira a tendencialmente acabar com os contratos a termo, enquanto se flexibiliza o período experimental no recrutamento inicial ou introduzindo algumas simplificações no processo de cessação dos contratos”.

ANTÓNIO ALEIXO POETA POPULAR - PARTE II E III


António Aleixo - Poeta Popular - Parte II

Nota: Encontrei esta tela no Google. Creio que é uma criação do pintor louletano Luís Furtado. Se estou em erro agradeço que o mesmo me informe. Se é ele o autor fica uma dupla homenagem a 2 duas grandes figuras da minha cidade: O Poeta António Aleixo e o pintor Luís Furtado.

Quadras Populares

de

António Aleixo

Uma mosca sem valor

Quando te vês mal, e dizes
que preferias a morte,
           pensa que outros menos felizes
invejam a tua sorte.




Tem a música o poder   
de tornar o homem feliz;
nem há quem saiba dizer
tanto quanto ela nos diz.



Queremos ver sempre à distância
o que não está descoberto,
Sem ligarmos importância
ao que está à vista e perto.



Porque será que nós temos
na frente, aos montes, aos molhos,
tantas coisas que não vemos
nem mesmo perto dos olhos?



Quem nada tem, nada come;
e ao pé de quem tem de comer,
se alguém disser que tem fome,
comete um crime, sem querer.


Há luta por mil doutrinas.
Se querem que o mundo ande,
Façam das mil pequeninas
Uma só doutrina grande.


Quem prende a água que corre
É por si próprio enganado;
O ribeirinho não morre,
Vai correr por outro lado.

Julgando um dever cumprir,
Sem descer no meu critério,
- Digo verdades a rir
Aos que me mentem a sério!


A arte em nós se revela
Sempre de forma diferente:
Cai no papel ou na tela
Conforme o artista sente
.


PARTE III

Não Creio nesse DeusI

Não sei se és parvo se és inteligente
— Ao disfrutares vida de nababo
Louvando um Deus, do qual te dizes crente,
Que te livre das garras do diabo
E te faça feliz eternamente.

II

Não vês que o teu bem-estar faz d'outra gente
A dor, o sofrimento, a fome e a guerra?
E tu não queres p'ra ti o céu e a terra..
— Não te achas egoísta ou exigente?

III

Não creio nesse Deus que, na igreja,
Escuta, dos beatos, confissões;
Não posso crer num Deus que se maneja,
Em troca de promessas e orações,
P'ra o homem conseguir o que deseja.

IV

Se Deus quer que vivamos irmãmente,
Quem cumpre esse dever por que receia
As iras do divino padre eterno?...
P'ra esses é o céu; porque o inferno
É p'ra quem vive a vida à custa alheia!

António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."
 
TIA ANICA DE lOULÉ

poisa, c'o a mesma alegria,
na careca de um doutor
como em qualquer porcaria.



O primeiro quarto anti-ressonar do mundo vai ser testado entre hoje e 06 de julho no hotel Crown Plaza de Vilamoura, recorrendo a tecnologia para reduzir o ruído que impede os parceiros de dormir, anunciaram os promotores da iniciativa.

O primeiro quarto anti-ressonar do mundo vai ser testado entre hoje e 06 de julho no hotel Crown Plaza de Vilamoura, recorrendo a tecnologia para reduzir o ruído que impede os parceiros de dormir, anunciaram os promotores da iniciativa.

O de Vilamoura será um dos nove hotéis Crown Plaza na Europa e Médio Oriente que irá testar o novo quarto, onde estarão instalados "painéis de insonorização nas paredes para absorver as altas frequências, desviar as ondas sonoras e minimizar o impacto do ressonar", explicaram os responsáveis pela comunicação da unidade hoteleira.

Além dos painéis, os quartos estão equipados com espuma absorvente nas paredes, "que permite reduzir o ruído", e uma tábua de cabeceira "que absorve o som" e "foi especialmente criada para funcionar em conjunto com os painéis de insonorização para abafar o eco no quarto".
Os hóspedes do novo quarto disporão também de "uma almofada anti-ressonar" e de "uma máquina de ruído branco que ajuda a abafar o som do ressonar e dormir e relaxar", acrescentou.
“Já todos passámos por esta situação. Estar deitados sem conseguir dormir às três da manhã com uma almofada em cima da cabeça a tentar abafar o ressonar da pessoa ao nosso lado. Não há nada pior que ficar acordado durante a noite e por isso criámos este quarto especial para ajudar os hóspedes a ter uma boa noite de sono”, afirmou Rosanna Badalamenti, responsável do Marketing do Grupo IHG, que detém a marca Crown Plaza, para a Itália e Península Ibérica.

Os promotores da iniciativa citam também Chris Idzikowski, especialista de sono do Reino Unido.
"O ressonar é feito por vibrações do palato mole e tecido da boca, nariz e garganta. Há várias coisas que pode fazer para ajudar a controlar o problema e estou bastante satisfeito pelo Crowne Plaza estar a testar um quarto com absorção do ressonar para tentar reduzir o impacto do ruído nasal noturno”.
Segundo um estudo da Nielsen citado pelos promotores da iniciativa, "42 por cento dos casais em Portugal perde entre 1 a 15 minutos de sono, por noite, devido ao ressonar dos parceiros", enquanto "12,2 por cento fica acordado entre 30 minutos a uma hora".
"Estes resultados demonstram que se perdem, em média, 2:30 horas de sono por semana", sublinha o estudo.

Refere ainda que "48 por cento dos inquiridos revela que o parceiro ressona a maior parte das noites e 15,3 por cento diz que ressona todas as noites", sendo que "a solução encontrada por 48,9 por cento é acordá-lo", enquanto "47 por cento diz não ter reação quando o ressonar do outro o acorda".

TGV - ESPANHA PEDE EXPLICAÇÕES E CONSÓRCIO 150 MILHÕES DE €

Espanha pede explicações e consórcio 150 milhões de euros
Decisão de suspender a parte portuguesa do TGV leva Espanha a pedir explicações a Portugal DR

A decisão do Governo de Pedro Passos Coelho de suspender a parte portuguesa do projeto de Alta Velocidade (TGV) Lisboa-Madrid já está a provocar reações a nível interno e também externo. Por cá o pagamento de uma indemnização ao consórcio Elos poderá chegar aos 150 milhões de euros, enquanto de Espanha já chegam ecos de uma “má decisão” se o executivo português decidir suspender o projeto.

O programa de Governo apresentado ontem avança com a suspensão da linha de Alta Velocidade Lisboa-Madrid, embora o mesmo programa refira que "poderá sujeitar-se o projeto a uma reavaliação, incluindo o seu conteúdo e calendário, numa ótica de otimização de custos, à luz dos novos condicionalismos, e que deverá ter em conta o estatuto jurídico dos contratos já firmados".

Perante esta decisão do Governo português, do lado de lá da fronteira já chegou uma primeira reação oficial com o executivo espanhol a dizer ser esta uma "má decisão" de Portugal se for concretizada a decisão de suspender a rede de alta velocidade pelo que poderão ser pedidas explicações sobre a decisão portuguesa.

As palavras são de José Blanco, ministro do Fomento espanhol, em declarações aos jornalistas no Congresso de Deputados, comentando a decisão do Governo português de suspender a construção da rede ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e a fronteira com o país vizinho.

Blanco considera a linha entre Madrid e Lisboa um eixo prioritário na EU que conta com fundos europeus pelo que prefere esperar os contornos detalhados da decisão do Governo português, nomeadamente perceber se é um adiamento ou uma renúncia definitiva do projeto, afirmando que se o projeto fosse abandonado seria uma "má decisão" e “se fosse assim estaríamos a falar de um sério problema de comunicação".

PP espanhol culpa Sócrates
Outra reação de Espanha chega do porta-voz do Partido Popular (PP) espanhol na Extremadura que responsabiliza o anterior governo português por ter "arruinado Portugal", o que levou o novo Executivo a ter decidido suspender o projeto de alta velocidade com Espanha.

Luís Alfonso Hernández Carrón refere que a decisão do Governo português é "uma desgraça ainda que esperada", já que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tinha anunciado essa intenção durante a campanha eleitoral para as legislativas.
Na sua opinião a ligação entre Espanha e Portugal por TGV "não estaria no ponto em que está" se José Sócrates "não tivesse arruinado Portugal" e tivesse "feito algo mais pelo TGV".

Também o presidente regional em funções da Junta da Extremadura, Guillermo Fernández Vara, se manifestou sobre a decisão do Governo português defendendo a realização de uma cimeira luso-espanhola para decidir sobre a suspensão do projeto de alta velocidade.

Vara refere que a decisão do Governo português não o surpreende e que não implica que o Governo espanhol trave o troço entre Madrid e a Extremadura, mas lembra que “deve tratar-se de uma suspensão temporal porque na Figueira da Foz se assinou algo que deve ser respeitado".

Milhões para indemnizações
As implicações da decisão do Governo de Pedro Passos Coelho vão ainda mais longe e o Estado poderá ter que pagar ao consórcio Elos, liderado pela Soares da Costa e pela Brisa, cerca de 150 milhões de euros.

Este valor refere-se ao total do investimento financeiro já feito pelo consórcio no troço da alta velocidade entre o Poceirão e Caia e relativo a projetos e anteprojetos realizados tendo como objetivo a construção de 167 quilómetros em alta velocidade e a 92 quilómetros de comboios normais.

Segundo uma fonte ligada ao projeto e em declarações à agência Lusa, no final de 2010 o consórcio Elos já tinha investido 100 milhões de euros neste projeto, valor que se elevou para 150 milhões de euros no final do primeiro trimestre deste ano.

O mesmo número já tinha sido avançado em abril último pelo presidente executivo da Soares da Costa, Pedro Gonçalves, que falava em mais de 150 milhões de euros já investidos no projeto de construção do troço do TGV Poceirão-Caia

É o tempo...


Vamos ter uma mulher à frente do Fundo Monetário Internacional, instituição chave no mercado financeiro internacional. Trata-se de Christine Lagarde que sucede assim a um outro francês Dominique Strauss Kanhn, afastado do cargo por um processo que aguarda julgamento. Esta nomeação representa uma dupla vitória: a do género e a da França que, de algum modo saíra um pouco vexada com a forma como DSK havia sido afastado. E representa, ainda, o postergar da ambição de alguns países não europeus que se perfilavam para ocupar o lugar.
Após a queda de Dominique Strauss-Kahn, o presidente francês decidiu dar força a candidatura desta mulher elegante e de cabelos brancos, com 55 anos de idade, mas sobre a qual recaía um processo judicial que poderia manchar sua imagem no país.
Com efeito, a Justiça irá pronunciar-se no dia 8 de Julho sobre uma eventual investigação a Lagarde por abuso de autoridade num caso complexo que envolve Bernard Tapie e no qual ela sempre se confessou inocente.
Este caso emsombreceu, de algum modo, o final do seu mandato à frente do Ministério da Economia e das Finanças do governo de Sarkozy.
Olhada como favorita da imprensa económica inglesa teve, contudo, de realizar nas últimas semanas, um enorme esforço pessoal para ganhar a confiança dos países emergentes,aos quais, aliás, prometeu dar lugar de destaque no FMI.
Considerada por muitos como dura e arrogante, grande parte de sua carreira foi feita nos Estados Unidos, onde chegou a presidir ao célebre escritório de advocacia empresarial, Baker & Mckenzie.
Christine Lagarde é filha de pais professores e formada em Ciência Política, tendo concluido um mestrado em Inglês e um diploma de Direito Social e da Concorrência.
Hoje, o presidente francês e seus colegas europeus acreditam que sua presença em Washington poderá vir a ajudar a resolver a grave crise que ameaça a Grécia e toda a Zona do Euro.

HSC
Fio de prumo

ARTIGO DE OPINIÃO DE MANUEL CARVALHO DA SILVA COORDENADOR DA CGTP INTERSINDICAL NO JN DE 25 JUNHO - REINDUSTRIALIZAR O PAÍS


Reindustrializar o País!



«Esta semana, foi anunciado pelo Conselho de Administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, no âmbito de um "Plano de Viabilização", o objectivo de despedir 380 trabalhadores. Quem conhece a história desta empresa - o maior estaleiro nacional de construção naval - a escola de trabalho qualificado que sempre foi e o seu papel no desenvolvimento económico e social da região, não pode deixar de sentir uma profunda tristeza, preocupação e revolta.

Os trabalhadores dos Estaleiros, os trabalhadores e o povo da região e os portugueses em geral têm o direito e o dever de se mobilizar e lutarem contra o "destino traçado" para esta grande empresa.

Ao longo dos últimos 20 anos o passivo da empresa acumulou um défice de 200 milhões de euros. Nos últimos seis anos, somou mais de 50 milhões de défice em resultado das incompetências do Conselho de Administração, do Governo Central e do Governo Regional dos Açores na gestão do processo de construção de dois navios de transporte de pessoas e viaturas.

Os trabalhadores e os seus órgãos representativos sempre chamaram a atenção para situações de desleixo na gestão de várias administrações, para o facto de não ser feito investimento tecnológico em tempo útil, para a ausência de esforços na procura de novos clientes, para a inexistência de objectivos estratégicos. Será que grande parte destas "incompetências" facilita o processo de privatização por que há muito tempo algumas forças políticas e económicas se batem?

Portugal precisa de defender a indústria que ainda possui e de um enorme esforço de reindustrialização. O sector naval, onde temos capacidades construídas, tem de ser defendido.

Num importante estudo da Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Química, Farmacêutica, Eléctrica, Energia e Minas (FIEQUIMETAL), inserido no projecto "Conhecer para Intervir na Indústria" (POHP/QREN), é analisada a indústria no "contexto da globalização, a política industrial na União Europeia (U.E.) e a evolução da indústria transformadora em Portugal", visando a construção e a afirmação de propostas para a reorientação das políticas económicas que favoreçam a reindustrialização.

Uma das grandes causas da situação a que chegamos foi a "desindustrialização cultural" promovida por responsáveis políticos e económicos, ou seja, a inculcação nas pessoas da ideia de que o desenvolvimento do país abdicava da indústria, apresentando-se muitas empresas do sector industrial como "passado", quer quanto a actividade quer quanto a perspectivas de emprego e de profissões. A U.E. favoreceu e promoveu esta tese. Entretanto, agora, defende a salvaguarda da indústria, incluindo nos países mais industrializados.

Naquele estudo, na identificação das causas do declínio industrial dos últimos 10 anos - já antes a queda era um facto, mas, no período 1995/2001, o início de actividade da Autoeuropa e de alguns grandes projectos industriais escondeu o que estava a acontecer por todo o país - lá encontramos os impactos "do aprofundamento da integração europeia e das privatizações", os efeitos negativos da "fixação de uma taxa de conversão entre o escudo e o euro excessivamente alta", a "atitude agressiva da Banca" que desviou as prioridades do investimento do sector produtivo e exportador "para a habitação, as obras públicas, o consumo" e a especulação financeira. A "opção pelo betão", a promoção "do transporte rodoviário em prejuízo do transporte ferroviário e marítimo" constituíram factores de degradação e destruição de empresas industriais, que não podem prosseguir.

Não há soluções se o Governo e o Poder Económico prosseguirem uma errada concepção de competitividade e se o Estado for amputado dos meios necessários à promoção da política industrial. Em próximo artigo, procurarei identificar conteúdos para o desenvolvimento de um programa de revitalização do tecido produtivo, bem como a necessidade de diversificação das relações económicas externas e da reorientação do sector financeiro visando criar melhores condições ao sector produtivo
.»

OS PORTUGUESES VÃO PASSAR A RECEBER FACTURA EM CADA IDA AO HOSPITAL


Há muito que se defende esta medida mas agora o governo PSD/ CDS/PP vai mesmo avançar. Portugueses vão saber quanto custam ao Estado os cuidados de saúde.


Esta medida visa “sensibilizar os cidadãos para os custos associados à prestação de cuidados de saúde através da disponibilização da informação sobre o custo suportado pelo Estado em cada acto prestado”.
Os cidadãos vão receber uma factura com a despesa que dão ao Estado de cada vez que recebem um qualquer cuidado de saúde. A ideia há muito defendida por especialistas será agora posta em prática, segundo o Programa de Governo apresentado hoje na Assembleia da República.

Estatutos Editoriais

O Expresso parece voltar ao tempo da outra senhora antevendo os tempos de luta que se avizinham, pois como refere no Nº 7 do seu Estatuto Editorial pode ler-se:

"O Expresso sabe, também, que em casos muito excepcionais, há notícias que mereciam ser publicadas em lugar de destaque, mas que não devem ser referidas, não por auto-censura ou censura interna, mas porque a sua divulgação seria eventualmente nociva ao interesse nacional. O jornal reserva-se, como é óbvio, o direito de definir, caso a caso, a aplicação deste critério."

É bem possível que a privatização da RTP venha também a conter Editoriais deste calibre. A redacção do Arre Macho não vai em grupos destes.

Pior que a Censura, só mesmo a Auto-censura dos jornalistas que ali trabalham (grupo Impresa que detém o Expresso, a SIC e a Visão também)

Arre macho