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sábado, 25 de junho de 2011

Corrupção: a entrevista


MrSleeves: Há corrupção em Portugal?
MrSleeves: Há.
MrSleeves: Muita?
MrSleeves: Sim.
MrSleeves: Onde?
MrSleeves: Em todo o lado.
MrSleeves: Já presenciou algum acto de corrupção?
MrSleeves: Já.
MrSleeves: Fez queixa?
MrSleeves: Não.
MrSleeves: Porquê?
MrSleeves: Porque pagam-me bem.
MrSleeves: Mas... foi um dos actores do acto?
MrSleeves: Não. O que quero dizer é que pagam-me bem para não arranjar problemas e se denunciasse certamente haveriam problemas.

O que fazer com árvores mortas

Criatividade e habilidade fazem com que árvores mortas sejam transformadas em belíssimas obras de arte em museu ao ar livre


















 
TRINTA E POUCOS ANOS

rigores

ser escravizado no trabalho é uma merda, ninguém duvida,
é a cruz, das vítimas destes rigores,
enquanto outros usufruem da qualidade  vida
outros fartos,  de tantos descontos e suores

em o amanhã como uma causa perdida
sem descanso para seus gozos e seus amores,
sem prazer, sem alegrias qualquer loucura

sem remédio em miséria pura
resignados ás suas chagas e dores

António Garrochinho










BABTISTAS BASTOS NO DN - mais palavras para quê !

Mário Soares foi o vencedor das eleições. A astúcia e a imaginação do velho estadista permitiram que Fernando Nobre, metáfora de uma humanidade sem ressentimento, lhe servisse às maravilhas para ajustar contas. É a maior jogada política dos últimos tempos. Um pouco maquiavélica. Mas nasce da radical satisfação que Mário Soares tem de si mesmo, e de não gostar de levar desaforo para casa. Removeu Alegre para os fojos e fez com que Cavaco deixasse de ser tema sem se transformar em problema. O algarvio regressa a Belém empurrado pelos acasos da fortuna, pelos equívocos da época, pelo cansaço generalizado dos portugueses e pelos desentendimentos das esquerdas (tomando esta definição com todas as precauções recomendáveis). Vai, também, um pouco sacudido pelo que do seu carácter foi revelado. Cavaco não possui o estofo de um Presidente, nem um estilo que o dissimulasse. Foi o pior primeiro-ministro e o mais inepto Chefe do Estado da democracia. Baço, desajeitado, inculto sem cura, preconceituoso, assaltado por pequenas vinganças e latentes ódios, ele é o representante típico de um Portugal rançoso, supersticioso e ignorante, que tarda em deixar a indolência preguiçosa. Nada fez para ser o que tem sido. Já o escrevi, e repito: foi um incidente à espera de acontecer. Na galeria de presidentes com que, até agora, fomos presenteados, apenas encontro um seu equivalente: Américo Tomás. E, como este, perigoso. Pode praticar malfeitorias? Não duvido. Sobre ser portador daqueles adornos é uma criatura desprovida de convicções, de ideologia, de grandeza e de compaixão. Recupero o lamento de Herculano: "Isto dá vontade de morrer!"
(Baptista-Bastos, DN)

"Votar" - a Música com dedicatória a Fernando Nobre



Votar (para espairecer)


Sobre a bebedeira de ego e vaidade balofa que nos últimos meses atingiu o cidadão Fernando Nobre, já quase tudo se disse. Aparte uns poucos portugueses que, por razões particulares, já sabiam que ele não é flor que se cheire, a imagem que passava para todo o país era a de uma pessoa estimável, admirável, desinteressada, solidária. Os mais recentes acontecimentos, ao mostrarem o Fernando Nobre real, sem ideias, incoerente, oportunista, ambicioso e portador de um medonho problema de coluna vertebral... destruíram essa imagem, como se fosse um desenho feito na areia.
Num país normal, esta sequência de acontecimentos que culminaram com o falhanço humilhante da sua “nomeação” para a presidência da Assembleia da República, resultaria na sua descredibilização total; um vídeo como este que se segue, depois de visto por um razoável número de pessoas, tornaria o desastre irreversível. Como estamos em Portugal... nunca se sabe...
Fiquem com o vídeo, que é de ver até ao ultimo segundo. Trata-se de uma paródia, feita em cima de uma música de um disco do Tim (Xutos e pontapés), mas com uma letra nova (e bem melhor), escrita e cantada pelo Vasco Palmeirim (não, não é cantor... é apenas “maluco”) acompanhado pelo Nuno Markl, a Vanda Miranda (se não estou em erro) e mais um elemento da equipa da Rádio Comercial, que não consegui identificar.
 
Samuel Cantigueiro

Pedro Passos Coelho não terá pago o bilhete da sua viagem de ida e volta a Bruxelas na TAP.
 
O Negócios soube, junto de fonte ligada ao anterior Executivo, que é prática corrente os ministros e os secretários de Estado serem dispensados do pagamento de bilhete nas deslocações oficiais em que utilizam os serviços da companhia aérea portuguesa.

A TAP, contactada, recusou-se a prestar esclarecimentos sobre esta prática, mas segundo o Negócios apurou todos os membros de anteriores governos foram abrangidos por este benefício, assim como os actuais.

O gabinete do primeiro-ministro, contactado, também não quis prestar esclarecimentos. “Não fazemos comentários sobre isso. A fuga de informação não partiu de nós e não quisemos tirar vantagens dela”, sublinhou ao Negócios um assessor de Passos Coelho.

Ao voar em económica para Bruxelas Pedro Passos Coelho apenas possibilitou que a TAP ficasse com um lugar em executiva livre, onde o preço cobrado é bastante ao superior ao praticado na classe económica. Em deslocações desta natureza o Estado é apenas responsável pelo pagamentos dos bilhetes dos técnicos que viajam com o primeiro-ministro, um ministro ou um secretário de Estado, os quais utilizam sempre a classe económica.

Pedro Passos Coelho, questionado na quinta-feira pela Lusa sobre a decisão de voar em económica para estar presente na reunião do Conselho Europeu que hoje termina em Bruxelas declarou: "Aconteceu assim, como acontecerá sempre nas minhas viagens dentro da Europa.

Trata-se de um exemplo que cumprirei. Disse que faria e estou a fazer, não é para fazer alarde sobre ele". Na circunstância, o primeiro-ministro sublinhou que não foi do seu gabinete que partiu a “divulgação sobre essa matéria".