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quinta-feira, 23 de junho de 2011


Delírio


Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
...E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.
No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci….
(Olavo Bilac)

Não fora o Mar ………


23 Jun 2011 /  Sem categoria

Não Fora o Mar! Não fora o mar,
e eu seria feliz na minha rua,
neste primeiro andar da minha casa
a ver, de dia, o sol, de noite a lua,
calada, quieta, sem um golpe de asa.

Não fora o mar,
e seriam contados os meus passos,
tantos para viver, para morrer,
tantos os movimentos dos meus braços,
pequena angústia, pequeno prazer.

Não fora o mar,
e os seus sonhos seriam sem violência
como irisadas bolas de sabão,
efémero cristal, branca aparência,
e o resto — pingos de água em minha mão.

Não fora o mar,
e este cruel desejo de aventura
seria vaga música ao sol pôr
nem sequer brasa viva, queimadura,
pouco mais que o perfume duma flor.

Não fora o mar
e o longo apelo, o canto da sereia,
apenas ilusão, miragem,
breve canção, passo breve na areia,
desejo balbuciante de viagem.

Não fora o mar
e, resignada, em vez de olhar os astros
tudo o que é alto, inacessível, fundo,
cimos, castelos, torres, nuvens, mastros,
iria de olhos baixos pelo mundo.

Não fora o mar
e comeria à mão,
não fora o mar
e aceitaria o freio.

\\\\\\\\ Fernanda de Castro, in “Trinta e Nove Poemas”
( Escritora nascida em Lisboa em 8.12.1900 e falecida em 19.12.1994 )
Louletania

Cavaco silva escreveu no Facebook que “temos de trabalhar sem medo do futuro”.

O Presidente da República escreveu no Facebook  depois da tomada de posse do novo Governo, que “o tempo é de união e de coragem e que temos de trabalhar sem medo do futuro".
Este Cavaco anda mesmo afastado da realidade, ainda não reparou que Portugal é um país onde até os mortos trabalham!!??
Segundo as últimas notícias estão médicos mortos a passar receitas a doentes que por seu lado também já estão enterrados !!??
Juízes na mesma situação de defuntos a receber subsídios por alta avaliação de desempenho!!??
Não reparou ainda, que somos um país de técnicos de saúde polivalentes, onde dentistas, prescrevem receitas do foro psiquiátrico (sem levantar suspeitas) e até uma clínica dentária do interior que só por sua conta passa 25 por cento de todas as receitas do distrito onde está inserida. Só esta clínica dentária recebeu 60 por cento de todas as vinhetas de receitas entregues aos dentistas portugueses!!??.
Sr. Presidente, ainda quer gente mais trabalhadora que esta?
Como estes, nem os seus amigos do BPN!

EM TEMPO DE SÃO JOÃO NO PORTO ACHEI OPORTUNO RECORDAR AQUI COM IMAGENS FABULOSAS O SANTO ANTÓNIO DE LISBOA COM A MARCHA INFANTIL - A VOZ DO OPERÁRIO - LINDO !!!






















Arraial da Voz do Operario








AQUELA MULHER... É A MINHA MÃE !


Aquela mulher, com brilho no olhar,
firmeza inabalável,
passos apressados, voz forte,
desafiou a todos,
a si mesma desafiou muito mais,
nunca se deteve… avançou em paz.
É a mesma mulher que na solidão,
na pobreza ou na fartura,
dividiu tudo o que sempre conquistou.
Aquela mulher
que passou por cima da brasa
dos seus próprios medos,
caminhou enfrentando
a resistência do movimento
dos sem ideal,
dos sem meta, dos sem coragem…
Aquela mulher atravessou montanhas,
percorreu caminhos de pedra,
chorou em silêncio, sozinha, confiou,
mesmo quando lhe afirmavam
que o mundo ia desabar.
Aquela mulher
é minha mãe!
Ela não seguiu os sinais no caminho,
apontados para o fracasso,
sofreu, viveu,
viverá sempre,
em tudo ou toda obra,
porque vai deixar muito mais
para frente do que para trás.
…………………..
Ivone Boechat
Louletania

Ó PRA ISTO !!! SE ISTO NÃO É FALTA DE VERGONHA É PRECISO TER LATA !!! O autarca socialista Carlos Beato nomeou o seu filho para o cargo de adjunto do seu gabinete de apoio pessoal, decisão que qualifica como "consciente e responsável".

O autarca socialista Carlos Beato nomeou o seu filho para o cargo de adjunto do seu gabinete de apoio pessoal, decisão que qualifica como "consciente e responsável".
No despacho a que a agência Lusa teve acesso, assinado pelo autarca, é referido que, durante "quase dois anos", o Gabinete de Apoio à Presidência funcionou apenas com um "coordenador a tempo parcial" e uma secretária.
Carlos Beato justificou a decisão de não nomear um chefe de gabinete e um adjunto, como é seu direito pela lei que define o regime jurídico do funcionamento e as competências dos órgãos dos municípios e das freguesias, com a necessidade de "encontrar alguém com o perfil profissional e pessoal que garantisse a qualidade, a eficácia e a confiança que o desempenho destes cargos exige".
Tendo em conta "a dinâmica de desenvolvimento" que o concelho tem sentido, "as novas exigências ao nível das responsabilidades e atribuições dos municípios" e "as medidas de gestão cada vez mais rigorosas que têm de ser tomadas no âmbito da crise que o país e a região atravessam", o autarca decidiu nomear "o licenciado e pós-graduado Pedro Miguel Correia de Morais Beato", seu filho, para seu adjunto, tendo iniciado funções esta segunda-feira.
Em declarações hoje à Lusa, Carlos Beato (PS) afirmou não ter pretendido "nomear um boy ou uma girl", mas apenas alguém para ajudá-lo e em quem "tivesse confiança pessoal e profissional".
Pedro Beato representa uma pessoa que conhece "há 29 anos", tendo uma "qualificação académica bastante pontuada" e que tem trabalhado em empresas do sector "privado ligadas à área do desenvolvimento e turismo".
O autarca admitiu ter pensado "muito" antes de tomar a decisão, mas qualificou-a como "forte, consciente e responsável", acrescentando que "é preciso ter coragem e ser limpo para fazer esta nomeação".
Rafael Rodrigues, vereador do Partido Comunista Português na Câmara de Grândola, disse à Lusa que, do ponto de vista do funcionamento do município, esta nomeação "não é de todo justificável", dada a "altura de crise" que se vive e por a câmara registar, desde o ano passado, "quebras significativas" das suas receitas.
Defendeu ainda que, no plano dos princípios, a decisão é "completamente indefensável", pois "contraria o princípio legal de que os eleitos não podem discutir e votar assuntos em que estejam relacionados familiares directos".
Do ponto de vista ético, apresentou a nomeação de Pedro Beato como "inqualificável", demonstrando "a forma como alguns eleitos utilizam os cargos públicos para seu benefício pessoal e familiar".

CONFUNDIR ALHOS COM BUGALHOS... NÓS A ESQUERDA !

«(…) Nós à esquerda temos uma análise impecável desta crise. Impecável até demais. Sabemos onde falhou o sistema financeiro. Sabemos onde falhou o neoliberalismo. Sabemos onde falhou o centro-direita, e o centro-esquerda, e a social-democracia. Sabemos tudo, é fantástico. Só não sabemos responder a esta pergunta: onde falhámos nós?

Sim, porque nós havemos de ter falhado em qualquer coisa. Se não tivéssemos falhado, não teríamos a troika a tomar conta da casa. Se não tivéssemos falhado, não teríamos, dois anos depois de os bancos terem estourado com o sistema financeiro, o discurso hegemónico a estourar com o estado social em favor da mítica austeridade.

A esquerda não será séria se achar que fez tudo bem e que, para o futuro, só há que continuar a fazer o mesmo.

Para a esquerda, o tempo está virado do avesso. O dia das eleições foi ontem. O dia da reflexão só agora começou
.»

Excerto do post “Período de reflexão”, da autoria de Rui Tavares, deputado do Parlamento Europeu. Nota: o título é da autoria de António Garrochinho
A Inspecção-Geral das Finanças acusa a Fundação Berardo de não ter liquidado IVA e retido em IRS, em 2009, quando adquiriu obras de arte para o Museu Colecção Berardo que recebeu fundos estatais da cultura, avança o "Jornal de Notícias".

A Inspecção-Geral das Finanças diz ainda que a Fundação Berardo registou um incumprimento fiscal de 129 mil euros, entre 2008 e 2009, respeitante à falta de liquidação de IVA e à não retenção na fonte de IRS na compra de obras de arte.

A IGF aponta ainda dúvidas que se levantam quanto às decisões de compras de obras de arte, tendo em conta que a fundação de Berardo usufrui, para aquele fim, da atribuição de verbas estatais, através do Fundo de Fomento Cultural, dependente do extinto Ministério da Cultura.


Cabaz da sardinha sobe de 10 para 1OO EUROS

A sardinha é pouca e cara. De nada valeram as longas horas de espera por um bom negócio na Docapesca, em Matosinhos. A maioria dos cabazes dos pescadores foi vendida a 100 euros e, fora da lota, o preço subiu mais. Num dia normal, o cabaz ronda os 10 euros. Para quem compra, os dias que antecedem o S. João são os piores. Só os pescadores sorriem com o agigantar do lucro.
"Havia de festejar-se o S. João mais vezes. É nestes dias que ganhamos alguma coisa que se veja. No S. João, só não se vende o barco, porque não podemos", graceja Delfim Vilaça, contramestre do barco "Virgem das Dores", lado a lado com os homens das Caxinas e da Póvoa que compõem a tripulação. Atracados, apressam-se a colocar o pescado em cabazes (o cabaz pesa 22,5 quilos e carrega 400 a 450 sardinhas), deixando no porto os peixes mutilados pelas redes. As gaivotas aguardam pelo petisco.

VIVA O SÃO JOÃO DO PORTO - PORTUGAL O SAGRADO E O PROFANO

A noite de 23 de Junho é a noite de todas as folias, contentamentos e sensualidades, a noite mais alegre do ano, em que multidões de pessoas vêm para a rua festejar o santo que favorece os amores. Durante o período festivo, a cidade vive um conjunto de manifestações de cariz popular, entre espectáculos culturais e recreativos, rusgas e a já famosa regata dos barcos rabelos que percorre, uma extensão de 1,5 km, desde a Foz do Douro até à Ponte D. Luís I, na Ribeira.

Do programa de festas, há igualmente tempo para a competição presente na já tradicional corrida de São João, nos concursos de cascatas, nos concursos de montras e no de quadras populares alusivas ao São João.

A baixa da cidade onde se apregoa a venda dos tradicionais manjericos, cravos, erva-cidreira, "alho-porro" ou "alho de S. João", reparte as suas bancas com os modernos martelinhos, elementos imprescindíveis para as amistosas "agressões" entre os foliões da noite de São João.





FOTOS DE DANIEL PORTUGAL