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quarta-feira, 22 de junho de 2011

O Jumento tem razão!

"É mais fácil ser jornalista do que blogger. Se fosse jornalista tudo seria fácil, não teria de pensar nas minhas opções, nos filhos ou no que será melhor para o país, ao saber o que seria melhor para o director ou para o patrão do jornal saberia o que seria melhor para mim. Estaria sempre desculpado perante a minha consciência, ao ser a voz do patrão  estaria a defender o meu interesse, de jornalistas honestos e independentes estão os centros de emprego cheios.

Mas ser blogger e em cada momento estar tranquilo com a minha consciência, poder enfrentar os meus amigos de cara erguida e sem vergonha dos fretes que pudesse ter feito, garantir o respeito dos que concordam ou discordam do que penso, é bem mais difícil."

O Jumento tem razão!

CAVACO APONTA PARA O MAR E A POLÍTICA É DE DESPEDIR TRABALHADORES

Estaleiros Navais de Viana do Castelo

 

ESTALEIROS DE VIANA

Insultos e vidros partidos à porta da administração


Centenas de trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) concentraram-se hoje à porta do edifício da administração para entregar uma moção contra a dispensa de 380 funcionários, acção que culminou com insultos e vidros partidos.
O relato foi feito à Agência Lusa por vários trabalhadores dos mais de 650 que se reuniram em plenário geral para aprovar, entre outras medidas, uma manifestação pública para a próxima quarta-feira, 29 de Junho.
À porta do edifício da administração, onde o acesso a pessoas externas à empresa está vedado, para onde os trabalhadores se deslocaram no final do plenário, depois das 16:00, geraram-se os primeiros momentos de tensão, enquanto elementos da Comissão de Trabalhadores (CT) procediam, já no interior, à entrega do documento.
"Alguém da administração fechou a porta e isso, como os ânimos estão muito exaltados, precipitou uma reacção intempestiva de alguns trabalhadores, que forçaram a entrada", explicou à Lusa um dos funcionários da empresa.
Durante este momento, e numa altura em que já se ouviam vários insultos à administração, um grupo de trabalhadores acabou por partir o vidro de uma das portas de acesso ao edifício da administração.
Contactada pela Agência Lusa, fonte da CT confirmou o incidente, sublinhando que "foi rapidamente sanado".
"Compreende-se este estado de espírito, são pessoas que tinham a sua vida organizada e que de um momento para o outro já não sabem o que será o futuro. Há muita tensão na empresa, depois da forma como é feito um anúncio destes", acrescentou a fonte.
No plenário desta quarta-feira, o mais concorrido dos 67 anos dos ENVC, mais de 650 trabalhadores aprovaram, com apenas uma abstenção, uma moção em que contestam a dispensa anunciada de 380 dos 720 funcionários.
A mesma moção, entregue à administração da empresa, define o próximo dia 29 de Junho como de protesto público, entre as 10:00 e as 12:00, envolvendo funcionários, antigos funcionários e população vianense.
Entretanto, fonte da Administração revelou hoje que só em 2010 o accionista Estado foi obrigado a injectar 26 milhões de euros na empresa, apenas para pagar salários.
Lusa

Mundo caminha para "crise social global"


ONU: Mundo caminha para "crise social global" devido à recessão de 2008-2009

O mundo enfrenta uma “crise social global” emergente provocada pelo desemprego generalizado, o elevado preço dos alimentos e combustíveis e outros efeitos da recessão económica de 2008-2009, alertou hoje a ONU num relatório divulgado em Genebra.
No documento, a ONU adverte, por outro lado, que as políticas de austeridade adotadas em vários países, designadamente em Espanha e na Grécia, ameaçam o emprego e põem em risco o relançamento das economias, potenciando um agravamento da referida crise social.O secretário-geral adjunto da ONU para o desenvolvimento económico, o malaio Jomo Kwame Sundaram afirmou hoje que os governos mundiais não estão a conseguir ajudar as 200 milhões de pessoas desempregadas em 2010 e que têm dificuldade em obter alimentos devido ao elevado preço destes.Segundo Sundaram, a acentuada subida dos preços dos alimentos e dos combustíveis que precedeu a crise financeira mundial fez aumentar o número de pessoas com fome no mundo para mais de mil milhões em 2009, o mais alto de sempre.E a situação pode ser agravada pelas políticas de austeridade, alerta o relatório 2011 do Conselho Económico e Social da ONU, aconselhando prudência aos governos.“As medidas de austeridade tomadas por alguns países excessivamente endividados, como a Grécia ou a Espanha, ameaçam o emprego no setor público e a despesa social como tornam a retoma mais incerta e mais frágil”, lê-se no documento. “Os governos devem reagir com prudência às pressões para a consolidação orçamental e para a adoção de políticas de austeridade se não querem correr o risco de interromper a recuperação da sua economia”, acrescenta.O relatório frisa que este problema não diz apenas respeito às economias mais desenvolvidas, uma vez que “muitos países em desenvolvimento, nomeadamente os que beneficiam de programas do FMI, também sofrem pressões para reduzir a despesa pública e adotar medidas de austeridade”.Uma das conclusões do relatório é que os governos devem poder aplicar, de maneira sistemática, políticas contra-cíclicas.Para isso, prossegue, é “indispensável” rever “a natureza e os objetivos de base das condições” impostas pelas organizações internacionais para dar ajuda aos países em dificuldade.“É essencial que os governos tenham em conta as prováveis consequências sociais das suas políticas económicas” em áreas como a nutrição, a saúde e a educação, para não penalizar o crescimento económico a longo prazo, lê-se ainda no documento.
@Lusa

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA NÃO SABE O QUE PAGA NEM A QUEM PAGA !

O Ministério da Justiça não dispõe de “informação actualizada sobre os trabalhadores a quem processa as remunerações e suplementos e sobre a sua assiduidade” e não realiza “um controlo prévio das folhas de vencimento e comparações frequentes entre os valores pagos e as retenções na fonte”. Quem o diz é a Inspecção-Geral de Finanças (IGF) no seu relatório de actividades de 2010, com base na auditoria às despesas com o pessoal de um organismo da Justiça que não identifica.
Há casos de pagamentos a magistrados falecidos Há casos de pagamentos a magistrados falecidos (Daniel Rocha/arquivo)

A IGF detectou, por exemplo, o pagamento de 165 mil euros, a título de subsídio de compensação a magistrados (através de depósito em conta) “após a data do falecimento de jubilados, por inexistência de comunicação daquela ocorrência por parte dos serviços do Instituto do Registo e Notariado (IRC)”. Face aos valores processados por ano – 9,8 milhões de euros – a IGF concluiu que este procedimento “deveria estar instituído, ainda que legalmente não exista essa obrigação”.

A Inspecção-Geral de Finanças defende, por outro lado, que a atribuição do subsídio de compensação “está directamente relacionado com o efectivo exercício das funções de magistrado” e por isso não existe “fundamento para este ser abonado àqueles que desempenham funções de formador, de dirigente ou em outras entidades da Administração Pública, bem como a jubilados que não estejam autorizados a permanecer no exercício da magistratura”. Nesta situação, “estarão alguns dos 382 magistrados que auferem pelos orçamentos das magistraturas apenas o subsídio de compensação”, num montante que atingiu os 3,6 milhões de euros em 2009.

A IGF descobriu também que “não foi cobrado IRS (cerca de 4,6 milhões de euros, em 2009) do subsídio de compensação concedido a magistrados do Ministério Público, cujo Estatuto não estabelecia, no período analisado, a equiparação deste subsídio a ajudas de custo”.

A auditoria permitiu ainda concluir a aplicação “inadequada da despesa com ajudas de custo e transportes, suplemento de fixação e trabalho extraordinário”, a qual “impediu a obtenção de poupanças orçamentais de 745 mil euros."

O relatório revela ainda que a entidade auditada atribuiu 349 mil euros em abonos para falhas “a um número variável entre 337 e 346 secretários de justiça (ou substitutos)”, e apesar de ser contrário à lei, “efectuou pagamentos em excesso de 28,8 mil euros do suplemento remuneratório para compensação do trabalho para recuperação dos atrasos processuais a oficiais de justiça cuja classificação de serviço foi inferior a Bom”.

muito divertido ! grande manipulador de marionete

Rui Tavares e a nova cor das Melancias

















Há mais de duas semanas que o Rui Tavares tomou a decisão de abandonar o GUE/NGL, período mais ao menos coincidente com a derrota eleitoral do Bloco de Esquerda. Durante esses dias, o impoluto e puritano cidadão da esquerda autêntica, tomou a iniciativa de encetar negociações com os Verdes, com vista à sua contratação no presente defeso. Pelo meio dessas duas semanas, fez questão de comunicar essa decisão ao BE, afinal de contas o Partido/Movimento que lhe possibilitou, integrando-o nas listas, a eleição.

Feita essa comunicação, reconheço que estranhei o seu segredo mediático. Pensei: provavelmente está a meditar, reflectir, medir os prós e os contras. Acresce que, à parte este período de fecundação reflexiva do ego do Eurodeputado que ajudei a eleger, havia um Partido/Movimento a tentar sobreviver à onda avassaladora de pressão e crítica mediáticas. Todos os dias um artigo de opinião a "malhar", reportagens e entrevistas sucessivamente, sem contraditório, com os "dissidentes do costume"... Lá fora, a savana repleta de predadores a salivar pela cabeça de Francisco Louçã. O Sr. do BBC Vida Selvagem chama-lhes chacais, quer dizer, aqueles seres que atacam, em especial, em momentos de fragilidade da sua presa. Mas "prontos, a gente foi esperando para ver o que isto ia dar".

Eis que a poeira assenta, o debate interno é iniciado, faz-se a autocrítica, define-se democraticamente um caminho a trilhar e eis que... Com duas semanas de atraso, Rui Tavares anuncia às largas massas populares, ávidas em descortinar finalmente o que é essa coisa da esquerda e dos seus partidos, a sua decisão de romper com GUE/NGL, por motivo de uma nota no Facebook de Francisco Louçã que estranhara que a mesma informação errada, acerca da origem do BE, fosse oriunda sempre da mesma fonte, esse mesmo Rui Tavares, o grande Buda Ideológico da nossa praça Tahir.

Não deixa de me intrigar que alguém tão crítico do pensamento da esquerda, do seu rumo e estratégia política, possa por razões tão apolíticas e fúteis, "abandonar o barco, nestes dias de maré alta". Rui Tavares, afinal os partidos de esquerda são isto? Um programa político sufragado por quase 11% da população é rasgado por estes motivos? E o que faz Rui Tavares? Dá consistência política à sua decisão e deixa o cargo de Eurodeputado? Não. Não só se mantém no Parlamento Europeu, como pura e simplesmente, rasga o pacto eleitoral com os eleitores e muda de bancada parlamentar... Rui Tavares, se não existem partido de esquerda em Portugal, quer dizer que, por alguma hipótese, essa esquerda pode estar representada em si?

Como se não bastasse o oportunismo, Rui Tavares decide agora vestir o fato simultâneamente de vítima e de Juiz. Diz ele: "sabia por exemplo o que se tinha passado em Lisboa com o independente Sá Fernandes e queria de certa forma perceber se o BE tinha aprendido a lição e conseguia finalmente lidar com a independência no seu próprio seio". Será o Rui Tavares um agente especial, ou um magistrado do Ministério Público, com o mandato de integrar as listas do BE, " para ver se a gente se porta bem"? E depois sobre a relação do Bloco com independentes conclui: "Não aprendeu, nitidamente não aprendeu a lidar com independência nem com independentes. Isso é uma coisa que eu hoje posso dizer". Como óptimo historiador que é, Rui Tavares saberá que antes e depois dele, o Bloco integrou independentes nas suas listas. São disso exemplo João Semedo e Catarina Martins no Porto, em 2005 e 2009 respectivamente e tantos outros a nível autárquico. "Diz que" a coisa correu bem por esses lados, mas vem-nos à cabeça a pergunta batida: Por que motivo apenas o exemplo de Sá Fernandes é citado?!

Neste périplo metafísico em volta dos caminhos da esquerda, Rui Tavares é apenas a ponta de um iceberg longo e profundo que vem desde o Arrastão, passa pelo Expresso e enraíza-se na SIC Notícias, qual Eixo do Mal. É aos dois que este texto é dedicado, com amor e carinho revolucionários e um "desejo de tudo de bom".
Adeus Lenine

Airbus A380 Paris Airshow Accident -gigante dos ceus bate com asa em edifício


A-380: gigante dos céus bate com asa em edifício (vídeo)

Foi no aeroporto Le Bourget, em Paris, que um Airbus A-380 bateu com uma asa num dos edifícios de apoio à pista. O avião efetuava uma manobra já em terra, mas foi o suficiente para danificar a sua asa direita.

CARMEN MIRANDA - TICO TICO

CARMEN MIRANDA - O QUE É QUE A BAIANA TEM

HISTÓRIA COMPLETA DE CARMEN MIRANDA - IMAGENS MUSICAS - FILMOGRAFIA E TODA A DISCOGRAFIA - VIDA E MORTE DA ACTRIZ

 

 

A GRANDE ESTRELA CARMEN MIRANDA



Notável
Maria colorida


You're no exception to the rule


I'm irresistible, you fool...


Give in!


Aos teus balangandans, Carmen!

 

 

 

Infância

Carmen Miranda foi batizada com o nome de Maria do Carmo Miranda da Cunha.[1] Era a segunda filha do barbeiro José Maria Pinto Cunha (1887-1938) e de Maria Emília Miranda (1886-1971). Ganhou o apelido de Carmen no Brasil, graças ao gosto que seu pai tinha por óperas.
Pouco depois de seu nascimento, seu pai, José Maria, emigrou para o Brasil,[2] onde se instalou no Rio de Janeiro. Em 1910, sua mãe, Maria Emília seguiu o marido, acompanhada da filha mais velha, Olinda, e de Carmen, que tinha menos de um ano de idade.[2] Carmen nunca voltou à sua terra natal, o que não impediu que a câmara municipal de Marco de Canaveses desse seu nome ao museu municipal.
No Rio de Janeiro, seu pai abriu um salão de barbeiro na rua da Misericórdia, número 70, em sociedade com um conterrâneo. A família estabeleceu-se no sobrado acima do salão. Mais tarde mudaram-se para a rua Joaquim Silva, número 53, na Lapa.
No Brasil, nasceram os outros quatro filhos do casal: Amaro (1911), Cecília (1913-2011), Aurora (1915 - 2005) e Oscar (1916).[2]
Carmen estudou na escola de freiras Santa Teresa, na rua da Lapa, número 24. Teve o seu primeiro emprego aos 14 anos numa loja de gravatas, e depois numa chapelaria. Contam que foi despedida por passar o tempo cantando, mas o seu biógrafo Ruy Castro diz que ela cantava por influência de sua irmã mais velha, Olinda, e que assim atraía clientes.
Nesta época, a sua família deixou a Lapa e passou a residir num sobrado na Travessa do Comércio, número 13. Em 1925, Olinda, acometida de tuberculose, voltou a Portugal para tratamento, onde permaneceu até sua morte em 1931. Para complementar a renda familiar, sua mãe passou a administrar uma pensão doméstica que servia refeições para empregados de comércio.
Em 1926, Carmen, que tentava ser artista, apareceu incógnita em uma fotografia na sessão de cinema do jornalista Pedro Lima da revista Selecta. Em 1929, foi apresentada ao compositor Josué de Barros, que encantado com seu talento passou a promovê-la em editoras e teatros. No mesmo ano, gravou na editora alemã Brunswick, os primeiros discos com o samba Não Vá Sim'bora e o choro Se O Samba é Moda. Pela gravadora Victor, gravou Triste Jandaia e Dona Balbina ou "Buenas Tardes muchachos".



 

 

 

 O início da carreira artística


Carmen Miranda em 1930.
O grande sucesso veio a partir de 1930, quando gravou a marcha "Pra Você Gostar de Mim" ("Taí") de Joubert de Carvalho. Antes do fim do ano, já era apontada pelo jornal O País como "a maior cantora brasileira".
Em 1933 ajudou a lançar a irmã Aurora na carreira artística. No mesmo ano, assinou um contrato de dois anos com a rádio Mayrink Veiga para ganhar dois contos de réis por mês, o que hoje equivale a cerca de R$ 1000,00. Foi a primeira cantora de rádio a merecer contrato, quando a praxe era o cachê por participação. Logo recebeu o apelido de "Cantora do It".[nota 2] Em 30 de outubro realizou sua primeira turnê internacional, apresentando-se em Buenos Aires. Voltou à Argentina no ano seguinte para uma temporada de um mês na Rádio Belgrano.
Em dezembro de 1936, Carmem deixou a Mayrink Veiga e assinou com a Tupi, ganhando cinco contos de réis.

 

 

 

 Carreira cinematográfica no Brasil




Em 20 de janeiro de 1936, estreou o filme Alô, Alô Carnaval com a famosa cena em que ela e Aurora Miranda cantam "Cantoras do Rádio". No mesmo ano, as duas irmãs passaram a integrar o elenco do Cassino da Urca de propriedade de Joaquim Rolla. A partir de então as duas irmãs se dividiram entre o palco do cassino e excursões frequentes pelo Brasil e Argentina.
Depois de uma apresentação para o astro de Hollywood Tyrone Power em 1938, aventou-se a possibilidade de uma carreira nos Estados Unidos. Carmen recebia o fabuloso salário de 30 contos de réis mensais no Cassino da Urca e não se interessou pela ideia.
Em 1939, o empresário estadunidense Lee Shubert e a atriz Sonja Henie assistiram ao espetáculo de Carmen no Cassino da Urca. Depois de um espetáculo no transatlântico Normandie, Carmen assinou contrato com o empresário. A execução do contrato não foi imediata, pois a cantora fazia questão de levar o grupo musical Bando da Lua para a acompanhar, mas o empresário estava apenas interessado em Carmen. Depois de voltar para os Estados Unidos, Shubert aceitou a vinda do Bando da Lua. Carmen partiu no navio Uruguai em 4 de maio de 1939, às vésperas da Segunda Guerra Mundial.

[editar] A carreira nos Estados Unidos e o começo da consagração

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Alô... Alô?
Interpretado por Carmen Miranda e Mário Reis, gravado em 1934


Chegou a Hora da Fogueira
Interpretado por Carmen Miranda e Mário Reis, gravado em 1933


Problemas para escutar estes arquivos? Veja introdução à mídia.
play no título das músicas que o(a) conduzirá á Wiquipédia onde poderá ouvi-las ! vale a pena
Em 29 de maio de 1939 Carmen estreou no espetáculo musical "Streets of Paris", em Boston, com êxito estrondoso de público e crítica. As suas participações teatrais tornaram-se cada vez mais famosas. Em 5 de março de 1940, fez uma apresentação perante o presidente Franklin D. Roosevelt durante um banquete na Casa Branca.
Em 10 de julho de 1940 retornou ao Brasil, onde foi acolhida com enorme ovação pelo povo carioca. No entanto, em uma apresentação no Cassino da Urca com a presença de políticos importantes do Estado Novo, foi apupada pelos que a consideravam "americanizada". Entre os seus críticos havia muitos que eram simpatizantes de correntes políticas contrárias aos Estados Unidos.
Dois meses depois, no mesmo palco, Carmen foi aplaudida entusiasticamente por uma plateia comum. No mesmo mês gravou seus últimos discos no Brasil, onde respondeu com humor às acusações de ter esquecido o Brasil e ter-se "americanizado". Em 3 de outubro, voltou aos Estados Unidos e gravou a marca de seus sapatos e mãos na Calçada da Fama do Teatro Chinês de Los Angeles.

Carmen Miranda no filme Entre a Loura e a Morena (The Gang's All Here, 1943), de Busby Berkeley.
Entre 1942 e 1953 atuou em 13 filmes em Hollywood e nos mais importantes programas de rádio, televisão, casas noturnas, cassinos e teatros norte-americanos. A Política de Boa Vizinhança, implementada pelos Estados Unidos para buscar aliados na Segunda Guerra Mundial, incentivou a imigração de artistas latino-americanos. Apesar de ter chegado nos Estados Unidos antes da criação da Política de Boa Vizinhança, Carmen Miranda sempre foi identificada como a artista de maior sucesso do projeto.

Vida amorosa e casamento

Em 1946, Carmen era a artista mais bem paga de Hollywood e a mulher que mais pagava imposto de renda nos EUA. Em 17 de março de 1947 casou-se com o americano David Sebastian, nascido em Detroit a 23 de novembro de 1908. Antes, Carmen namorou vários astros de Hollywood e também o músico brasileiro Aloysio de Oliveira, integrante do Bando da Lua.
Antes de partir para os Estados Unidos e antes de conhecer o marido, Carmen namorou o jovem Mário Cunha e o bon vivant Carlos da Rocha Faria, filho de uma tradicional família do Rio de Janeiro. Já nos EUA, Carmen manteve caso com os atores John Wayne e Dana Andrews.
O casamento é apontado por todos os biógrafos e estudiosos de Carmen Miranda como o começo de sua decadência moral e física. Seu marido, David, antes um simples empregado de produtora de cinema, tornou-se "empresário" de Carmen Miranda e conduzia mal seus negócios e contratos. Também era alcoólatra e pode ter estimulado Carmen Miranda a consumir bebidas alcoólicas, das quais ela logo se tornaria dependente. O casamento entrou em crise já nos primeiros meses, por conta de ciúmes excessivos, brigas violentas e traições de David, mas Carmen Miranda não aceitava o desquite pois era uma católica convicta. Engravidou em 1948, mas sofreu um aborto espontâneo depois de uma apresentação e não conseguiu mais engravidar, o que agravou suas crises depressivas e o abuso com bebidas e remédios sedativos.

 

Dependência de barbitúricos

Desde o início de sua carreira americana, Carmen fez uso de barbitúricos para poder dar conta de uma agenda extenuante. Adquiria as drogas com receitas médicas pois, na época, elas eram receitadas pelos médicos sem muitas preocupações com efeitos colaterais. Nos Estados Unidos, tornou-se dependente de vários outros remédios, tanto estimulantes quanto calmantes. Por ser também viciada em cigarro e beber muito álcool, o efeito das drogas foi potencializado. Por conta do uso cada vez mais frequente, Carmen desenvolveu uma série de sintomas característicos do uso de drogas, mas não percebia os efeitos devastadores, que foram erroneamente diagnosticados como estafa (cansaço) por médicos americanos.
Foi numa tarde em 1942. A Igreja estava vazia, a não ser uma moça que rezava contritamente diante do altar de Nossa Senhora das Graças. Uma senhora havia me trazido uma criança para batizar, mas, por morar muito longe daqui, e não poder pagar as passagens para alguém vir, não trouxera madrinha para o filho. Aproximei-me, então, da moça que orava e perguntei-lhe se me faria aquele favor, de repetir, pela criança, as palavras do batismo. Ela concordou imediatamente, serviu como madrinha do bebê. Depois. mandou o seu carro branco buscar o resto da família da pobre senhora para uma festa de batizado na sua casa. Eu soube, então, que a moça era a estrela Carmen Miranda e sua simplicidade deixou-me uma profunda impressão, solidificada, depois, pelas suas constantes vindas à Igreja que se lhe tomou um segundo lar, dando-nos ela um altar novo para Nossa Senhora.

Palavras do padre Joseph na missa do funeral de Carmen Miranda, agosto de 1955

Em 3 de dezembro de 1954, Carmen retornou ao Brasil após uma ausência de 14 anos viajando e fazendo shows pelo mundo, além de estar morando nos EUA. Ela continuava casada e sofrendo com o marido, cada vez mais alcoólatra e violento. Seu médico brasileiro constatou a dependência química e tentou desintoxicá-la. Ficou quatro meses internada em tratamento numa suíte do hotel Copacabana Palace. Carmen melhorou, embora não tenha abandonado completamente drogas, álcool e cigarro. Os exames realizados no Brasil não constataram alterações de frequência cardíaca.

 A morte nos EUA

Ligeiramente recuperada, retornou para os Estados Unidos em 4 de abril de 1955. Imediatamente começou com as apresentações. Fez uma turnê por Cuba e Las Vegas entre os meses de maio e agosto e voltou a usar barbitúricos, além de fumar e beber mais do que já fumava e bebia.
No início de agosto, Carmen gravou uma participação especial no programa televisivo do comediante Jimmy Durante. Durante um número de dança, sofreu um ligeiro desmaio, desequilibrou-se e foi amparada por Durante. Recuperou-se e terminou o número. Na mesma noite, recebeu amigos em sua residência em Beverly Hills, à Bedford Drive, 616. Por volta das duas da manhã, após beber e cantar algumas canções para os amigos presentes, Carmen subiu para seu quarto para dormir. Acendeu um cigarro, vestiu um robe, retirou a maquiagem e caminhou em direção à cama com um pequeno espelho à mão. Um colapso cardíaco fulminante a derrubou morta sobre o chão no dia 5 de agosto. Seu corpo foi encontrado pela mãe no dia seguinte, às 10h30 da manhã. Tinha 46 anos.

 

 Funeral e sucesso no Brasil

Aurora Miranda, sua irmã, recebeu na mesma madrugada um telefonema do marido de Carmen Miranda avisando sobre o falecimento. Aurora Miranda se desesperou por completo e passou então a notícia para as emissoras de rádio e jornais. Heron Domingues, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi o primeiro a noticiar a morte de Carmen Miranda em edição extraordinária do Repórter Esso.
Em 12 de agosto de 1955, seu corpo embalsamado desembarcou de um avião no Rio de Janeiro. Sessenta mil pessoas compareceram ao seu velório realizado no saguão da Câmara Municipal da então capital federal. O cortejo fúnebre até o Cemitério São João Batista foi acompanhado por cerca de meio milhão de pessoas que cantavam esporadicamente, em surdina, "Taí", um de seus maiores sucessos.
No ano seguinte, o prefeito do Rio de Janeiro Francisco Negrão de Lima assinou um decreto criando o Museu Carmen Miranda, o qual somente foi inaugurado em 1976 no Aterro do Flamengo.
Hoje, uma herma em sua homenagem se localiza no Largo da Carioca, Rio de Janeiro.[3]

 



Carmen Miranda - Cartaz

Filmografia

Todos os títulos em Português dos filmes estrangeiros referem-se a exibições no Brasil.[4]

 

 

Carmen Miranda 1
Primeira estrela do showbiz brasileira a fazer carreira fora do Brazil

 

 

Canções mais famosas

Notas

  1. Apesar de ter morado quase toda a sua vida no Brasil e nos Estados Unidos, Carmen Miranda nunca se adquiriu a nacionalidade de qualquer um destes países. Portanto, sempre manteve a nacionalidade portuguesa que tinha por ter nascido em Portugal, assim como sempre foi legalmente estrangeira no Brasil e nos Estados Unidos.
  2. O pronome da língua inglesa it era muito utilizado na época para significar um quê, um certo traço ou alguma coisa que fascina, encanta, atrai; charme, magnetismo (definição do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, edição on-line visitada em 6 de dezembro de 2008.


 

 
Carmen Miranda
Carmen Miranda no filme Entre a Loura e a Morena, 1943
Nome completoMaria do Carmo Miranda da Cunha
Apelido(s)Pequena NotávelBrazilian Bombshell
Ditadora Risonha do Samba
Nascimento9 de fevereiro de 1909
Marco de Canaveses, Distrito do Porto,  Portugal
Morte5 de agosto de 1955 (46 anos)
Beverly Hills, Estados Unidos
Ocupaçãoatriz e cantora
Atividade1928-1955

 
Disseram que voltei americanizada
Disseram que voltei americanizada
Com o burro do dinheiro
Que estou muito rica
Que não suporto mais o breque de um pandeiro
E fico arrepiada ouvindo uma cuíca
E disseram que com as mãos estou preocupada
E corre por aí
Que eu sei
Certo zum-zum
Que já não tenho molho, ritmo, nem nada
E dos balangandãs
Já nem existe mais nenhum
Mas para cima de mim
Pra que tanto veneno?
Eu posso lá ficar americanizada?
Eu que nasci com o samba
E vivo no sereno
Tocando a noite inteira a velha batucada
Nas rodas re malandro, minhas preferidas
Digo mesmo ‘eu te amo’ e nunca ‘I love you’
Enquanto houver Brasil na hora da comida
Eu sou do camarão, ensopadinho com chuchu

 

Calou-se a voz do Carnaval


Aos 46 anos, Carmen Miranda é vítima de um colapso cardíaco, após filmar com Jimmy durante um programa para a televisão. A 12 de Agosto de 1955, o corpo embalsamado chega ao Brasil, para ser velado. No dia seguinte, Carmen Miranda seria sepultada no cemitério de São João Batista, num lote cedido pela Santa Casa de Misericórdia. Fala-se que entre 500.000 e um milhão de pessoas acompanharam o enterro, que foi considerado o mais concorrido de toda a história do Rio de Janeiro, O Brasil chorava a diva que Portugal tinha oferecido ao Mundo.
Carmen Miranda, alias, Maria do Carmo Nasceu em 1909 no Marco de Canaveses, no norte de Portugal

Carmem




Fármacos: Médicos envolvidos em fraude podem ser expulsos



 
 
O bastonário da Ordem dos Médicos garantiu que um possível envolvimento de um profissional em fraudes com medicamentos levará a «severas penalizações» ou mesmo à «expulsão da profissão».
«Se porventura estiverem médicos envolvidos, nós cá estaremos para instituir severas penalizações a esses médicos que de forma tão grosseira estariam a ferir o código de ética e deontológico dos médicos», disse José Manuel Silva à Agência Lusa, comentando dados divulgados em relatórios da Inspecção-Geral das Finanças e da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde.
O bastonário da Ordem dos Médicos sublinhou que até ao momento não se confirma o envolvimento dos médicos e, como exemplo, referiu o caso dos médicos falecidos que continuam a prescrever receitas.
«Em todas as profissões existem pessoas que não respeitam as regras e nós os médicos somos os primeiros interessados em que haja mecanismos que possibilitem a detecção de médicos prevaricadores», indicou, sublinhando que entre os 42.000 profissionais inscritos na Ordem «pode haver meia dúzia que não são honestos».
José Manuel Silva garantiu que «que se houver médicos envolvidos no circuito fraudulento do medicamento a ordem dos médicos será extraordinariamente severa» e «poderá chegar à expulsão da profissão».
O bastonário da Ordem dos Médicos disse que a fraude dos medicamentos só «é possível porque vivemos num país que não se empenha nem desenvolve os meios suficientes para um efectivo combate à fraude e à corrupção».
De acordo com José Manuel Silva, «as receitas e as vinhetas são fáceis de falsificar» pelo que deve existir mais rigor a conferir os dados e «as punições têm de ser exemplares». «O problema é que se criou neste país uma ideia de que o crime compensa, porque mesmo que as pessoas sejam apanhadas as penalizações são mínimas», defendeu
José Manuel Silva considera que o facto da fraude nos medicamentos ter chegado aos 40 por cento em 2010 constitui num «número impressionante», que «ultrapassa ou chega provavelmente aos mil milhões de euros».http://desenvolturasedesacatos.blogspot.com/

 

Francisco Assis: "O Porto não foi esquecido nos últimos anos"
 

Ambição de Poder

«A verdadeira ambição só pode ser uma, ser secretário-geral e ser o próximo primeiro-ministro de Portugal»Declaração de Francisco Assis numa sessão de apresentação e debate com militantes do Porto.
UMA grande franja de políticos continua a usar e abusar daquilo que eu defino como a regra de três desincronizada, isto é, aquilo que pensam, não coincide com o que dizem, nem com o que fazem. Francisco Assis é um digno representante desta espécie, no entanto, há um aspecto em que a sua coerência é notória e digna de registo. Voltou a exprimi-lo num encontro com militantes do Porto e, ignorando os conselhos do Almanaque Borda d’Água, que recomenda que cada coisa tem o seu tempo, não se conteve e voltou a repetir que tem a aspiração de ser primeiro-ministro, custe o que custar, seja lá quando for.
Não gosto de fazer comparações, mas tudo isto me faz lembrar Fernando Nobre que, depois de derrotado nas presidenciais, como patética compensação, e sem possuir qualquer experiência parlamentar, “candidatou-se” resolutamente ao cadeirão de Presidente da Assembleia da República, segunda figura do Estado, para depois, duas vezes falhado o propósito, ver espatifado todo o seu prestígio, alcançado noutras batalhas.
Quanto a Assis, também ele persiste no sonho de ser primeiro-ministro (há quem lhe chame birra), quase como uma fixação a resvalar para a obsessão, a fazer lembrar uma outra figura, um certo engenheiro incompleto, que também tinha a ambição de se manter perpetuamente no poder (quase o conseguia), como timoneiro e primeiro-ministro de um grande projecto de esquerda democrática, moderada, moderna e popular, tão recheado de atributos, que deu os resultados que deu.