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terça-feira, 21 de junho de 2011

A HONESTIDADE DOS JUÍZES PORTUGUESES

O «caso do copianço» no Centro de Estudos Judiciários (CEJ) ilustra, como poucos, uma das principais causas da degenerescência da Justiça portuguesa. Em vez de ser um verdadeiro centro de formação, o CEJ transformou-se numa espécie de universidade em que os formandos foram reduzidos ao estatuto de alunos e os formadores elevados à categoria de catedráticos. E, assim, em vez de efectiva preparação profissional, o CEJ ministra um ensino essencialmente teorético e laboratorial assente no paradigma professor/aluno, em que a cabeça dos formandos é atulhada com tecnicidade jurídica pelos seus omniscientes mestres. Não admira que, assim tratados, os chamados auditores de Justiça se comportem como alunos, para quem copiar nos exames sempre foi uma espécie de direito natural.
Só que esses alunos com 26, 27, 28 anos de idade serão, dentro de meses, magistrados que exercerão uma função soberana de forma totalmente irresponsável e independente. Sem qualquer experiência profissional, bom senso e capacidade de compreensão dos problemas concretos da vida, eles passam de alunos a titulares de poderes soberanos vitalícios, em cujo exercício vão continuar a reproduzir os mesmos métodos do CEJ, ou seja, a copiar uns pelos outros sentenças e despachos, às vezes com tal displicência que nem os nomes das partes corrigem. E, assim, com essa «mentalidade de copianço», eles vão, como magistrados, dedicar-se com inusitado zelo à cultura das «chocas» (cópias de decisões de outros casos, próprias ou de colegas) que diligentemente armazenam nos seus computadores. E depois, através da laboriosa actividade do copy/paste, «proferem» longuíssimos despachos, sentenças e acórdãos, sempre com a mesma prolixa fundamentação que, mecanicisticamente, vão transpondo de uns processos para os outros com soberana displicência. E, em vez de se esforçarem por resolver com sensatez e prudência os litígios da vida, eles continuarão a preocupar-se apenas com o «professor», que agora é o todo-poderoso inspector do Conselho Superior da Magistratura que os virá avaliar. E, assim, as suas decisões soberanas estarão mais voltadas para agradar ao inspector que temem do que para a questão concreta que deveriam resolver com justiça.
Infelizmente, o CEJ não forma magistrados, mas sim majestades. Os «alunos», em vez de serem preparados para prestar um serviço público à comunidade, são formatados para aceder a uma casta e defenderem à outrance um poder ilimitado e irresponsável, sem qualquer escrutínio democrático. O resultado está à vista!
Mas há um segundo aspecto que não é menos importante e que tem a ver com a honestidade. Quem utiliza métodos fraudulentos para chegar a magistrado não deixará de utilizar métodos fraudulentos no exercício dessas funções. Por isso devia haver um especial rigor na selecção das pessoas que pretendem aceder à magistratura, até porque, uma vez atingido esse estatuto, eles ficam totalmente fora de qualquer escrutínio.
Nunca vi um magistrado ser punido por desonestidade nas suas decisões e, no entanto, eles são tão (des)honestos como outros profissionais. Em todas as profissões e funções (advogados, médicos, engenheiros, professores, funcionários públicos, polícias, autarcas, deputados, governantes, etc.) há pessoas desonestas, mas quando chegamos aos magistrados eles são todos honestos. É falso. Eles não são feitos de uma massa diferente da do comum dos mortais. O problema é que eles julgam-se uns aos outros, protegem-se uns aos outros, exculpam-se uns outros, muitas vezes sem qualquer pudor. Algumas das piores desonestidades a que assisti em toda a minha vida foram praticadas em tribunal por magistrados, sobretudo juízes, sem quaisquer consequências porque a desonestidade deles é absorvida pelas sua independência e irresponsabilidade funcionais.
Existe na sociedade portuguesa uma ideia antiga, segundo a qual «se é juiz é honesto». Ora, isso não é verdadeiro. O princípio correcto devia ser: «se é honesto, então que seja juiz». Mas, como se vê com o «caso do copianço», a honestidade pessoal não é critério para a selecção dos magistrados.

M.H. - Lisboa - 2011
A especiaria

ESPERANÇA

"Cada um vê aquilo que espera. Parece estranha esta afirmação. Vemos o que esperamos! É assim. Se o que espero são desgraças, só vejo desgraças e tudo me parece já mal. Mas se o que espero (e sei que vem) é o Bem, tudo já são sinais desse bem. 


É isso que me purifica o olhar e me liberta de fantasmas. Quem sabe que o Bem vem, já vê o bem a vir. Vê com bons olhos, mesmo no meio do nevoeiro." 


Vasco Pinto de Magalhães
Rui Tavares, eurodeputado eleito pelas listas do Bloco de Esquerda (BE), anunciou hoje que se desvincula do grupo parlamentar do partido, mas mantém as suas funções como deputado independente no Parlamento Europeu, em Bruxelas. Estão mais do que respondidas as questões que há dias lhe coloquei e que, aqui, ainda não tinham merecido resposta.. Rui Tavares optou pela solução materialmente mais cómoda para si: manter-se no PE em auto-representação a receber o salário respectivo. Rui Tavares demite-se porque já não confia no líder do partido pelo qual se fez eleger, não o contrário. O paladino da união das esquerdas desune-se da sua. Esperava bem mais. Cada qual com as suas limitações. Vamo-nos conhecendo.
O país do burro

imagem retirada da net trabalhada por António Garrochinho

Rui Tavares abandona BE e passa a eurodeputado independente
Depois da guerra de palavras e acusações entre Rui Tavares e o líder do Bloco de Esquerda, o

eurodeputado passa a independente e abandona o Bloco de Esquerda.

Tomada de posse – O problema é que há demasiados jornalistas!


“Vai mas é pra casa coser meias, ó... ...!!!” – foi talvez o comentário que mais ouvi a taxistas irritados por serem “incomodados” no seu latino machismo pela visão de uma mulher a conduzir. Independentemente de nunca ter entendido aquela fixação com as meias, entendi a mensagem que estava por detrás: o lugar da mulher é em casa! Claro que pode haver exceções... desde que não deem muito nas vistas, o que, decididamente, não é o caso da deputada do CDS, Teresa Caeiro, que já por diversas vezes terá ouvido (e lidos nos jornais) pérolas deste mesmo calibre, não por ser militante do CDS, não pelo que pensa, não pelo trabalho que desenvolveu no Parlamento... mas por ter o palmo de cara que tem. Teresa Caeiro que hoje subiu mais uns pontos na minha consideração.
Contando do princípio, estava eu (quem me mandou?!) seguindo uma transmissão da SIC sobre a “pomada de tosse” do novo Conselho de Administração” da “troika”, diretamente do Palácio da Ajuda, quando já farto de ouvir falar do problema dos carros que estavam, ou não estavam, dos novos e antigos ministros, que iriam, ou não, de carro ou a pé, sabe-se lá para onde, apontamentos de reportagem quase sempre da “autoria” de um infeliz de um “jornalista” daquela estação, que mais parecia apostado em demonstrar que há jornalistas em demasia e que uma boa parte desse excedente é composta por indigentes mentais... estava a ponto de desligar o televisor.
Eis senão quando, o tal jornalista, chamemos-lhe assim, resolveu ficar fascinado (e não é o único) com a “Vespa” em que costuma deslocar-se Pedro Mota Soares. «Será que agora, já depois de ser ministro, vai sair daqui na mota?» - perguntava-se o inútil – e a emissão lá passou novamente para a porta do palácio. Decidi ficar mais um pouco a assistir... mas a "trégua" durou poucos segundos.
O intrépido repórter conseguiu interromper novamente a emissão, desta vez com uma cacha de grande importância jornalítica: estava ao pé dele a Teresa Caeiro!
- Teresa Caeiro está aqui junto a mim... vestida com um conjunto de cor bastante berrante... salmão... Teresa Caeiro, porque é que escolheu para esta ocasião essa cor tão...
E a Teresa Caeiro, a tentar manter-se calma:
- Você acha mesmo que eu vou ficar aqui a comentar indumentárias?...
E foi assim que a inegavelmente bonita deputada subiu os tais ponto na minha consideração, ao responder-lhe apenas isto, quase sorrindo, em vez de o mandar para aquela parte... o lugar onde deveriam estar os “jornalistas” da envergadura deste pobre imbecil.

GRANDE DESCASCA EM RONALDINHO GAÚCHO - Ronaldinho Gaúcho, Academia Brasileira de Letras e a medalha Machado de ...



nós por cá também temos disto ! Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa, foi distinguido como Doutor Honoris Causa na área da Literatura pela Universidade de Goa, quando confessou publicamente não ser capaz de ler José Saramago. Há dias condecorou ele próprio Manuela Ferreira Leite sem que se lhe reconheça mérito para tal !

A PRIMEIRA MULHER PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA

A primeira mulher presidente do Parlamento
“Acho que foi um bom resultado”, comentou a nova presidente aos jornalistas Manuel de Almeida, Lusa

A deputada Assunção Esteves foi eleita presidente da Assembleia da República, com 186 votos, 41 em branco e um nulo. O nome da deputada foi apontado esta manhã pela comissão permanente do PSD, após os deputados terem recusado Fernando Nobre, ontem, em duas votações. "Presidir ao Parlamento constitui a maior honra da minha vida", disse Assunção Esteves aos deputados.




Na tribuna, após a eleição, Assunção Esteves destacou a importância dos deputados, enquanto eleitos por um povo, a quem se exige "a reinvenção da democracia".
Breve perfil de Assunção Esteves:
Maria Assunção Andrade Esteves, de 54 anos, foi juíza do Tribunal Constitucional. É licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa e mestre em Ciências Jurídico-Políticas.

Foi eleita deputada pela primeira vez em 1987, pelo círculo de Vila Real, aquando da primeira maioria absoluta do PSD com Cavaco Silva.

Foi novamente eleita em 2002, já com Durão Barroso no Governo, tendo sido escolhida para presidir à Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Integrou a lista da coligação PSD/CDS-PP, em 2004, tendo sido eleita eurodeputada.

Assunção Esteves é apoiante de Pedro Passos Coelho desde o primeiro momento, tendo expresso o seu apoio em 2008, quando o atual líder correu contra Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes.

Sobre Passos Coelho, Assunção Esteves dizia representar "o renascer de uma linha social liberal há muito esquecida" no PSD.

A deputada ocupava o 6.º lugar da lista de candidatos do PSD, pelo círculo de Lisboa, nas legislativas de 5 de junho.

Invocando referências humanistas como Tocqueville, Kant e Goethe, Assunção Esteves destacou a função parlamentar enquanto propulsora de um "projecto moral de uma ação partilhada".

Durante o discurso aos deputados, a nova presidente disse ter "orgulho" de viver numa sociedade dinâmica e de interação, alertando que compete ao Parlamento "fazer a sociedade gerar o político".

Assunção Esteves concluiu o seu discurso com o elogio "da mulher anónima".

A eleição e o discurso da nova presidente do Parlamento foram aplaudidos de pé pelos deputados.

Assunção Esteves foi eleita com 186 votos num total de 229 deputados. Esta é a quarta melhor votação de sempre, a seguir às eleições de Jaime Gama e à reeleição de Almeida Santos.

Eleição era esperada
A eleição de Assunção Esteves era esperada, após o líder da bancada parlamentar do CDS-PP ter anunciado que os seus deputados iriam votar a favor do novo nome apresentado pelo PSD.

"Face ao percurso da professora Assunção Esteves no Tribunal Constitucional e na Assembleia da República - na Comissão de Assuntos Constitucionais, a que presidiu bastante tempo -, como deputada e como eurodeputada, da minha parte merece a indicação de voto favorável aos restantes deputados do CDS-PP", comentou Nuno Magalhães.

Assunção Esteves acabou por ser eleita com mais votos (186) do que os 132 deputados das bancadas do PSD e do CDS-PP juntas.

Antes da votação, a representante do Grupo Parlamentar do PS tecia elogios à nova candidata do PSD para o cargo de presidente da Assembleia da República. Maria de Belém Roseira destacou a "experiência jurídica" e "filosófica" da ex-presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais.

Também Maria de Belém foi eleita presidente interina do Grupo Parlamentar do PS obteve 59 votos favoráveis, 10 contra e quatro abstenções.

Após a eleição de Assunção Esteves, Maria de Belém dirigiu-se à nova presidente do Parlamento como "a primeira escolha" do PS e destacou a sua "longa carreira política e cívica".

Ontem, o PSD propôs Fernando Nobre para presidente da Assembleia da República por duas vezes, tendo conseguido na segunda ainda menos votos do que na primeira.

Breve perfil de Assunção Esteves:
Maria Assunção Andrade Esteves, de 54 anos, foi juíza do Tribunal Constitucional. É licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa e mestre em Ciências Jurídico-Políticas.

Foi eleita deputada pela primeira vez em 1987, pelo círculo de Vila Real, aquando da primeira maioria absoluta do PSD com Cavaco Silva.

Foi novamente eleita em 2002, já com Durão Barroso no Governo, tendo sido escolhida para presidir à Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

Integrou a lista da coligação PSD/CDS-PP, em 2004, tendo sido eleita eurodeputada.

Assunção Esteves é apoiante de Pedro Passos Coelho desde o primeiro momento, tendo expresso o seu apoio em 2008, quando o atual líder correu contra Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes.

Sobre Passos Coelho, Assunção Esteves dizia representar "o renascer de uma linha social liberal há muito esquecida" no PSD.

A deputada ocupava o 6.º lugar da lista de candidatos do PSD, pelo círculo de Lisboa, nas legislativas de 5 de junho.

Qué'l'es ?

quéles um peixinho quéles ?
depois vais levar pra eles
os teus amiguinhos tá bém !
olha é uma sardinha
tá bem gorda e fresquinha
delas, eu gosto também

que dizer desta ternura
crianças na sua candura
são o amor por excelência
e com este retratinho
inundam-nos de carinho
de beleza e inocência

António Garrochinho

que dizes?

O que é o sexo afinal?

Fazer amor.

Sim e mais?

A sexualidade queres dizer?

Sim, quero saber as possibilidades… não me convence ser apenas um caminho para o orgasmo… que importa o orgasmo?

Bem, são coisas diferentes, o orgasmo importa, mas eu não considero a parte mais importante… mas há quem considere.

E a brincadeira?

Como assim, achas que se pode brincar com o sexo, com o fazer amor?

E porque não?! Incomoda-te muito se eu te mexer no sexo enquanto vês televisão por exemplo?

… Acho que não… mas acho que não vou conseguir ver televisão durante muito tempo…

Acariciar os seios… deixar o corpo assim a disposição para brincar, sem pensar muito no fim… apetece-me que me faças assim uma investigação científica de sensações cutâneas preliminares…

Sem orgasmos…

Não me recuso a nenhum orgasmo, são todos bem vindos. Apetece-me… arranjamos uns brinquedos… cremes, óleos... sei lá.

Começas em televisão, agora brinquedos…humm

Também podem ser uns filmes, roupas, sei lá… tipo… passar o tempo descontraidamente… essa coisa das medidas do melhor orgasmo, do pior, nem me vim, tá quase… relaxar e descobrir sensações novas… e também pode ser os caminhos para os orgasmos fantásticos… olha… entregas-me o teu corpo que eu mostro-te e logo vês, até podes fazer o que te apetecer… televisão, livro, computador… que dizes?

PRAXADOS NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.


Agora que fica claro qual era a verdadeira escolha de Passos Coelho para o cargo de Presidente da Assembleia da República, ficamos também a saber que a imposição do voto em Fernando Nobre, o gajo que tem uma azia do caraças aos partidos e políticos, não passou duma praxada do Pedro aos antigos e novos deputados do PSD, rito de humilhação e submissão ao macho alfa da corporação laranja.
 
A essência da pólvora

Ainda há vida na Feira da Ladra?

 CALQUE AQUI NO LINK Ainda há vida na Feira da Ladra?: "É uma das feiras mais antigas e singulares de Lisboa. Veja a foto-reportagem e leia sobre os truques com que os vendedores atraem os clientes

NOVA FEIRA DA LADRA DE ARY DOS SANTOS COM CLIP DE SARA TAVARES




 

 

Nova Feira da Ladra

Composição: Ary dos Santos
É na Feira da Ladra que eu relembro
uma toalha velha, toda em linho,
que já serviu uma noite de Dezembro,
e agora cheira a Setembro,
como o Outono sabe a vinho.
Não valem muito mais que dois pintores
os quadros das paisagens
que eu já sei,
mas valem, pelos frutos, pelas flores
que em São Vicente das Dores,
fora de mim, eu pintei.
O que é que eu vou roubar à Feira?
Um beijo de mulher trigueira.
Aqui um coração, ali uma gravura.
É a Feira da Ladra ternura.
O que é que eu vou trazer da Feira?
Um corpo de mulher braseira.
Aqui está um lençol, bordado como dantes.
Esta Feira da Ladra é dos amantes.
E na Feira da Ladra nos vingamos
dum pouco desse tempo que morreu.
Em cada botão velho que compramos
há sempre uma corja de amos
que em Abril, Abril venceu.
Agora não compramos velharias,
tudo passado é lastro do futuro.
Nascemos para o sol todos os dias,
na nossa Feira da Ladra
já não há ladrões no escuro.
O que é que eu vou roubar à Feira?
Um beijo de mulher trigueira.
Aqui um coração, ali uma gravura.
É a Feira da Ladra ternura.
O que é que eu vou trazer da Feira?
Um corpo de mulher braseira.
Aqui está um lençol, bordado como dantes.
Eis a Feira da Ladra dos amantes.


 

 

feira da ladra 1905

postal da feira

Feira da Ladra : A história de uma feira sem idade

Vou dedicar os próximos posts à feira da Ladra, situada no Campo de Santa Clara, em Lisboa, por ter sido um dos meus terrenos antropológicos, onde fiz o meu trabalho de licenciatura em Antropologia, na Faculdade de Ciências Sociais Humanas, no ano lectivo de 1995/1996. Para que o trabalho não ganhe traças e teias de aranha, vou arejá-lo partilhando convosco algumas partes do mesmo. Espero que fiquem entusiasmados e que vão passear até lá! É um lugar sem idade!












Formação da Feira da Ladra e percurso histórico

A Feira da Ladra, tão típica e pitoresca da cidade de Lisboa, ao contrário do que se possa pensar num primeiro instante, não é um fenómeno contemporâneo, o seu percurso histórico é longo e sem dúvida notável, sendo decerto a mais antiga feira que, ainda hoje, se realiza com bastante vivacidade, no concelho de Lisboa.
A sua origem remonta à fundação da nacionalidade, aos primórdios da monarquia, tendo acompanhado o crescimento e a formação da cidade de Lisboa.
Pensa-se que tenha tido início entre 1185 e 1223. O seu nome não era ainda “Ladra” mas “Mercado Franco de Lisboa”. A sua primeira localização foi junto ao Castelo de S.Jorge, na muralha sul, no que então tinha o nome de Chão da Feira. Ester mercado fazia-se apenas num dia indicado da semana, à Terça feira.
Em 1430, a feira passou a efectuar-se no Rossio e aí permaneceu durante os séculos XVI e XVII e metade do século XVIII.
Em 1809, a feira é transferida do Rossio para a Praça da Alegria, pelo Edital de Novembro de 1809, em virtude do terramoto de 1755, já que o Rossio foi sujeito a obras de reconstrução, tendo ficado os locais indisponiveis com Os entulhos e os trabalhos de reedificação.
No entanto, com o crescimento da feira, os feirantes foram aumentando aos poucos as delimitações inicialmente tomadas, chegando por sua iniciativa até ao Palácio do Cadaval. Tal situação provocou no Marquês de castelo Melhor fervorosos protestos, apresentando constantes reclamações à Câmara.
A 2 de Fevereiro de 1823, a Câmara decide trnsferir a feira para o Campo de Sant’Ana, mas perante a oposição dos feirantes e sob a condição destes não ultrapassarem a esquina da Calçada da Glória, estas mudanças acabam por não se realizar, tendo permanecido em Sant’Ana apenas cinco meses.
Em Abril de 1804, a transferência acaba por ser inevitável devido às obras do alargamento do Passeio público, onde se efectuava a feira.
Fixando-se a feira no Campo de Sant’Ana, permitiu-se que funcionasse todos os dias.Com o decorrer do tempo, esta passou a efectuar-se só às terças-feiras.
A Feira da Ladra permanece no Campo de Sant’Ana quarenta e sete anos, até que por deliberação camarária de 19 de Dezembro de 1881 e do edital de 23 de Fevereiro de 1882, foi transferida para o Campo de Santa Clara.
A resolução foi mal recebida, uma vez mais, por parte dos feirantes fazendo-se desde logo sentir protestos já que se tratava de uma zona, na altura, pouco acessivel ao consumidor comum.
Atendida a reclamação no dia 18 de Abril do mesmo ano, voltaram ao antigo lugar.
A 1 de Julho de 1882, a Feira da ladra acabaria por se instalar definitivamente no Campo de santa Clara. Este facto levou a que muitos dos seus frequentadores mudassem, devido à forte oposição que a mudança ocasionou.No entanto, o rápido crescimento da cidade proporcionou o aflorescimento dos seus consumidores habituais num curto espaço de tempo.
O funcionamento da feira em santa Clara era somente às Terças-feiras, como já vinha sendo hábito nos locais anteriores por onde passou. Só a partir de Novembro de 1903 foi conferido o Sábado como mais um dia de feira (facto que ainda hoje se mantém).
Com o passar dos tempos, esta feira foi perdendo as características que a assemelhavam aos mercados (existiam cada vez menos produtos alimentares à venda) passando a concentrar-se sobretudo no negócio de artigos velhos e usados.
As mentes mais conservadoras não viam com bons olhos este tipo de comércio,alegando que se tratava de uma extravagância exagerada, um autêntico “oceano de lixo”.
A tendência da venda dos objectos usados intensificou-se de tal maneira que se passou a utilizar o Mercado de Santa Clara, inaugurado em 1877, unicamente como ponto de venda obrigatório de géneros alimentares (carnes, peixes e produtos hortícolas).
Em 1920 e até 1935, a Feira da Ladra era uma coisa diminuta, não abragendo mais do que uns escassos metros quadrados, junto ao Arco de S.Vicente.
Com o decorrer dos anos, a feira continuou a ser conhecida, até perto dos anos 70, como a feira ads velharias.
Nos dias de hoje, apesar do “velho” ainda estar presente e ter o seu valor, concorre com o comércio do “novo”.
O percurso histórico da feira da Ladra está cronologica e sumariamente delineado até aos nossos dias, sendo este marcado pela transição e mobilidade espacial.
Em cada período histórico delimitada a um espaço único, esta feira adquiriu uma popularidade justificada uma vez que para além de testemunho vivo de várias mentalidades, ela partilhou vivências e particularidades com os múltiplos locais em que se instalou.

Concerto: Duran Duran trazem 30 anos de carreira aos Salgados


A Herdade dos Salgados, em Albufeira, vai receber a mítica banda britânica Duran Duran. A banda de Birmingham acaba de confirmar presença no «Allgarve’11» e actua a 16 de Agosto, pelas 22h00, com o reportório da digressão europeia All you Need Is Now, com que assinalam 30 anos de carreira.
Este concerto faz parte da digressão europeia de lançamento do novo álbum All You Need Is Now que tem sido amplamente elogiado pelos críticos de música, considerando-o como o melhor álbum da banda desde The Wedding Album, de 1993, que deu a conhecer ao mundo o êxito Ordinary World.
Concebido como um prolongamento do álbum Rio (1982), e produzido pelo famoso produtor e confesso fã dos Duran Duran, Mark Ronson (responsável por álbuns de Lilly Allen, Christina Aguilera, Robbie Williams ou Amy Winehouse), All You Need Is Now contém uma significativa lista de sucessos que ficarão certamente na história da música.
INFORMAÇÕES DE BILHETEIRA
CS Herdade dos Salgados Resort – 16 de Agosto
Horário: 22h00
Preço: €25

A intuição feminina

Não há bênção maior que uma mãe possa dar à filha do que uma confiança na veracidade da sua própria intuição. A intuição é transmitida de pai para filho da forma mais simples. “Você tem um bom raciocínio.

O que você acha que está por trás disso tudo?” Em vez de definir a intuição como alguma peculiaridade irracional e censurável, ela é definida como a fala da verdadeira voz da  alma. A intuição prevê a direção mais benéfica a seguir. Ela se auto preserva, capta os motivos e intenções subjacentes e opta pelo que irá provocar o mínimo de fragmentação na psique.

O vínculo com nossa própria intuição propicia uma confiante dependência que resiste a tudo. Ele muda a diretriz da mulher de uma atitude de “o que será, será” para uma de “quero ver tudo o que há para ser visto”.

O que essa intuição faz pelas mulheres? Como o lobo, a intuição tem garras que abrem as coisas e as sujeitam; ela tem olhos que enxergam através dos escudos da  persona; ela tem ouvidos que ouvem sons fora da capacidade de audição do ser humano.

Com essas espantosas ferramentas psíquicas, a mulher assume uma consciência astuta e até mesmo premonitória, que aprofunda sua feminilidade e aguça sua capacidade de se movimentar com confiança no mundo exterior.

Como alimentar a intuição para que ela seja bem-nutrida e responda aos nossos pedidos de que esquadrinhe as cercanias? Nós a alimentamos de vida — ela se alimenta de vida quando nós prestamos atenção a ela.

De que vale uma voz sem um ouvido que a receba? De que vale uma mulher na selva da megalópole ou no cotidiano da vida a não ser que ela possa ouvir a voz e nela confiar?

Já ouvi mulheres que disseram estas palavras, se não centenas, então milhares de vezes: “Eu sabia que devia ter seguido minha intuição.

Pressenti que devia ou não devia ter feito isso ou aquilo, mas não lhe dei ouvidos.” Nutrimos o profundo self intuitivo ao prestar atenção a ele e ao agir de acordo com sua orientação.

É isso o que deve passar de mulher para mulher, essa atividade abençoada de se vincular à intuição, de testá-la e de alimentá-la. Nós, fortalecemos nossos laços com nossa natureza intuitiva quando prestamos atenção à voz interior a cada curva da estrada. “Devo ir para esse lado ou para o outro? Devo ficar ou partir? Devo resistir ou ser flexível?

Devo fugir disso ou correr na sua direção?  Essa pessoa, esse acontecimento, essa empreitada, é verdadeira ou falsa?”

O rompimento do vínculo entre a mulher e sua intuição é muitas vezes encarado erroneamente como se a própria intuição é que estivesse destruída.

Não é o que ocorre. Não foi a intuição que se partiu, mas, sim, a bênção matrilinear da intuição, a transmissão da confiança intuitiva de todas as mulheres de uma linhagem, que já se foram para aquela mulher específica — é esse longo rio de antepassadas que foi represado.

 A compreensão da mulher da sua sabedoria intuitiva pode ser fraca em conseqüência do rompimento, mas com exercício ela poderá se restaurar e se manifestar em sua plenitude.



É uma receptividade maciça e fundamental. Não uma receptividade  do tipo alardeado no passado pela psicologia tradicional, que é como um recipiente passivo; mas, sim, uma receptividade como a da posse de acesso imediato a uma sabedoria profunda que atinge as mulheres até os próprios ossos.
 
 
 
Uma mulher na luta contra aviolência sobre a mulher
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Autarca de Viana pede plano de emergência para despedimentos no estaleiros

Autarca de Viana pede plano de emergência para despedimentos no estaleiros
Por Redacção

O Presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, alertou para a grave crise que vai atingir Viana quando forem despedidos 380 trabalhadores dos estaleiros navais no processo de restruturação da empresa.

«Pegou-se pelo lado mais frágil, a viabilização da empresa ainda não está assegurada. Não está consolidado o passivo e houve pressa em anunciar esta situação numa altura em que não temos governo, estamos em transição. Espero que haja bom senso numa empresa importante para a vida da cidade», disse à TSF.

José Maria Costa disse que vai pedir ajuda ao governo, nem que seja num investimento na reconversão profissional dos trabalhadores a despedir, como aconteceu com a indústria automóvel: «Vou apelar ao Governo para um plano de emergência social, o despedimento previsto é um problema de emergência social na cidade. Tenho pena que a notícia tenha sido dada agora e da forma como foi dada. O Governo tem de encontrar soluções para os enquadrar trabalhadores que vão ficar em situação difícil.»
10:11 - 21-06-2011
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Maria de Lurdes Rodrigues – Uma acusação “corajosa”


Maria de Lurdes Rodrigues, no tempo em que era feliz, fustigava os professores a seu bel prazer e dava alegres entrevistas ao Expresso, em poses azougadas... como a que esta fotografia documenta.

Todos nos lembramos da estória. O Ministério da Educação, então dirigido pela dona Maria de Lurdes Rodrigues, encomendou diretamente ao advogado João Pedroso, por quase 300.000 euros, uma espécie de colectânea de toda a legislação portuguesa relacionada com a Educação. Foi feito um primeiro contrato em 2005, depois, descobriu-se que as verbas acordadas não chegavam, sequer, para começar a coisa... e foi feito novo contrato em 2007. Mais tarde, o ME desistiu do trabalho, que nunca foi acabado, embora tenha sido pago.
Já nessa altura houve quem pensasse que ninguém conhecia a João Pedroso a “especialização” que aconselhasse a sua contratação.
Já nessa altura houve quem pensasse que o fim daquele contrato era mais entregar a verba ao advogado, do que obter qualquer trabalho em troca.
Já nessa altura muita gente sabia que dentro do ME e do aparelho do Estado existiam muitas centenas de juristas, capazes de fazer tão bem, ou melhor, aquele trabalho.
Finalmente, agora, com o ano de 2011 já a meio, o Ministério Público produziu alguém capaz de elaborar a acusação de crime de prevaricação (e não sei o quê mais) com que, por estes dias, brindam a ex-ministra, dois dos seus mais diretos colaboradores e o próprio João Pedroso.
Ainda bem que assim é, pois toda a gente envolvida merece, das duas uma: ou a condenação adequada aos atos de que estão acusados, ou a total ilibação de qualquer suspeita.
Sobre o processo em si não tenho qualquer opinião... pois casos destes não se devem julgar com “opiniões”, mas sim com provas irrefutáveis. Já sobre o tempo que demorou esta acusação, até ver a luz do dia e, sobretudo, a altura escolhida para a fazer... aí sim, tenho uma opinião: É uma vergonha!
Não se pode deixar de ficar com a impressão de que o “braço da lei” sofreu, mais uma vez, do “Síndrome Vale e Azevedo”, que, como estamos lembrados, só foi acusado depois de ter descido do trono do seu Benfica. Não se pode deixar de ficar com a impressão de que, neste caso, mesmo já não estando a cidadã Maria de Lurdes Rodrigues sentada na cadeira do Ministério da Educação, desde 2009, alguém esperou até que o Partido Socialista saísse do poder. Até que houvesse novo Governo, nova Assembleia, nova maioria. Não fosse o diabo tecê-las!...
Não se pode deixar de ficar com a impressão de que haverá bastantes mais processos à espera de uma “aberta”...

Piruetas Semânticas

QUANDO o Presidente da República diz que é preciso retirar a carga ideológica ao conceito de “serviço público”, Sua Excelência devia ser mais claro e conciso, evitando confundir os nativos com piruetas semânticas, pois o serviço em questão, das duas uma, ou é da responsabilidade do Estado, o qual administra e fornece à sociedade os serviços de que ela carece, os quais são pagos com os nossos impostos, ou essa função e exploração pode (mas não deve) ser entregue à iniciativa privada – como Sua Excelência deixa subentendido - em mais umas tantas privatizações até ao osso, e ruinosas Participações Público-Privadas, que também acabam pagas com os nossos impostos. Como Sua Excelência compreenderá, ainda não chegámos ao ponto de pedir que venha a nós o vosso reino, nem que seja feita a sua vontade.