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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Onde nos perdemos ?

Um homem que passava de noite pela rua, deparou-se com... um outro homem debaixo dum poste de luz, procurando alguma coisa no chão.
“O que é que você perdeu?”, perguntou-lhe o homem.
“ a minha chave”, respondeu ele.

Então, os dois ajoelharam-se para procurá-la.
Um pouco depois, o sujeito perguntou:

“Onde foi exatamente que você perdeu a chave?”
“Na minha casa.”
“Então por que  é que você está procurando aqui?”
“Porque aqui  há mais luz…”

Moral da história:

Fazemos isto o tempo todo, e muitas vezes você perdeu-se  num lugar diferente daquele de onde você  se está  procurando.
Pare de tentar de se encontrar nas pessoas, pare de tentar de se encontrar nas atividades.

“Volte pra casa”
Olhe pra dentro!


 Por: Robson Ribeiro da Costa

PUM ! PUM E FOI-SE O TACHO ! PUM ! PUM ! E OUTROS GOLPES !

 1ª CONTRARIEDADE PARA PASSOS COELHO
FERNANDO NOBRE CHUMBADO NA 1ª E NA 2ª VOLTA !

TODAS AS IMAGENS DO DEPOSITAR DAS CINZAS DE JOSÉ SARAMAGO JUNTO Á CASA DOS BICOS



As cinzas do escritor José Saramago já foram depositadas junto à Casa dos Bicos, em Lisboa, numa oliveira centenária que veio da Azinhaga do Ribatejo, sua terra natal.
Cerca de 300 pessoas assistiram ontem à cerimónia de deposição das cinzas de José Saramago debaixo de uma oliveira transplantada da sua aldeia natal junto à Casa dos Bicos, futura sede da fundação com o nome do escritor.
Exatamente um ano depois da sua morte, a 18 de junho de 2010, e à mesma hora a que morreu, 11h30, iniciou-se a cerimónia de homenagem ao Nobel da Literatura português, no Campo das Cebolas, em Lisboa, ao som dos tambores da orquestra de percussão Tocá Rufar.
Seguiu-se uma intervenção do professor e cantor lírico Jorge Vaz de Carvalho, que leu um texto de Saramago sobre a cidade de Lisboa, intitulado “Palavras para Uma Cidade”.
À esquerda do estrado, Pilar del Río, viúva do escritor e presidente da Fundação José Saramago, ouvia com ar enlevado e rosas brancas na mão, e a multidão escutava em silêncio, protegendo-se do sol do fim da manhã com os livros do autor de “Memorial do Convento” trazidos de casa.
“Basta que Lisboa seja o que deve ser: culta, moderna, limpa, organizada, sem perder nada da sua alma”, leu Vaz de Carvalho.








Lídia Jorge participou na homenagem
A escritora Lídia Jorge tomou depois a vez a palavra para, em tom emocionado, partilhar com os presentes uma mensagem para Saramago, intitulada “Palavras para Ti”.
“Tu não serás as cinzas que Pilar vai depositar sob a oliveira (…), serás os milhares de páginas que escreveste (…) De resto, nós queremos que este momento seja alegre, que sejas seiva desta cidade”, afirmou.
“Quanto a nós, enquanto formos vivos, recordar-te-emos sempre. Não temos outra eternidade para te dar”, rematou.
Em seguida, Pilar del Río colocou as cinzas junto às raízes da oliveira, escolhida pelo presidente da junta de freguesia da Azinhaga do Ribatejo por ser aquela onde ele imaginava que pudesse estar o lagarto verde que Saramago descreve no seu livro “As Pequenas Memórias”.
As cinzas foram cobertas por terra de Lanzarote, colocada pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa no canteiro onde se encontra plantada a árvore, junto a um banco de mármore e ladeada de duas placas de pedra embutidas no chão, lendo-se na primeira, do lado esquerdo, “José Saramago 1922-2010″ e na outra a última frase do romance “Memorial do Convento”: “Mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia”.
 
 
 

JA/Rede Expresso

AR: Fernando Nobre não foi eleito
20 de Junho, 2011










A candidatura de Fernando Nobre à presidência da Assembleia da República Nobre foi chumbada, tendo obtido apenas 106 votos a favor, 101 brancos e 21 nulos. O candidato teve menos dois votos que o número de deputados do PSD e menos dez necessários para a eleição. Paula Teixeira da Cruz afirmou que vai haver uma segunda votação, de acordo com o Regimento da Assembleia da República que estabelece que, nesta circunstância, se proceda de imediato a uma segunda votação, se a candidatura não for retirada.
Passos Coelho e Fernando Nobre escusaram-se a comentar o resultado.
Nobre era o único deputado indicado para o cargo, pelo PSD, e não reuniu o consenso entre os 230 deputados, inclusive do CDS que faz coligação com os sociais-democratas no Governo.
SOL

HISTÓRIA DO PASTEL DE NATA OU PASTEL DE BELÉM, INCLUI RECEITA E UM EXCELENTE POEMA ( BELÉM PASTEL DESEJO ) - QUEM NÃO CONHECE E RESISTE AO SEU SABOR INCONFUNDÍVEL ! - Nota: estes não são aqueles pastéis azedos ( da tróika ) que populam ali pela vizinhança, são de Belém mas amargam !



Historia dos pastéis de nata
culinaria online
pasteis de nata
Em 1837, Belém (bairro de Lisboa), os monges do Mosteiro dos Jeronimos tentam fazer subsistir a ordem. Começam então a vender pastéis de nata, afim de ganhar dinheiro, numa pequena pastelaria contígua ao mosteiro.
Naquela época, Lisboa e Belém eram duas cidades distintas ligadas por embarcações a vapor. A presença do Mosteiro e a Torre de Belém atraiam muitos turistas que ficavam admirados pela beleza e bom sabor que estes tinham: pastéis de Belém.
A sua receita foi logo bem guardada. Os chefes pasteleiros são os únicos a conhecer o segredo, e devem prestar juramento de silencio para salvaguardar esta famosa receita gastronómica. Ainda hoje, estes chefes pasteleiros fabricam sempre artisanalmente estes deliciosos pastéis.
No entanto, hoje em dia qualquer café ou pastelaria em Portugal oferece-lhe pastéis de nata, mas a origem vem de Belém, tanto que a casa fundadora guardou a denominação "Pastéis de Belém".
Mas então, o que são os pastéis de nata ?
Poderia-se dizer, que são talvez uma copia dos pastéis de Belém...
Mas muitos chefes e amadores da boa gastronomia dizem ter encontrado o segredo ou quase... da receita original.
As numerosas pastelarias, cafés en todo o país vendem Pastéis de Nata. Pode-se dizer hoje, que os Pastéis de Nata são um simbolo da nossa cultura portuguêsa são como uma joia gastronómica do povo português, como o vinho do porto, o cosido à portuguêsa, o fado...
pastéis de belém
Frutas naturais





Conta-se que a historia dos Pastéis de Belém remonta ao inicio do Século XIX, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, laborava uma refinação de cana-de-açúcar associada a um pequeno local de comércio variado.
Como consequência da revolução Liberal ocorrida em 1820, são em 1834 encerrados todos os conventos de Portugal, expulsando o clero e os trabalhadores.
Numa tentativa de sobrevivência, alguém do Mosteiro põe à venda nessa loja uns doces pastéis, rapidamente designados por “Pastéis de Belém”.
Na época, a zona de Belém era distante da cidade de Lisboa e o percurso era assegurado por barcos de vapor. No entanto, a imponência do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, atraíam os visitantes que depressa se habituaram a saborear os deliciosos pastéis originários do Mosteiro.
Em 1837, inicia-se o fabrico dos “Pastéis de Belém”, em instalações anexas à refinação, segundo a antiga “receita secreta”, oriunda do convento. Transmitida, e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que fabricam artesanalmente na “Oficina do Segredo”, este receita mantém-se igual até aos dias de hoje.
De facto, a única verdadeira fábrica dos “Pastéis de Belém” consegue, através de uma criteriosa escolha de ingredientes, proporcionar hoje, o paladar da antiga doçaria portuguesa.
Extradido do site: http://www.gforum.tv/board/599/166551/historia-dos-pasteis-de-belem.html


Fábrica dos pastéis de Belém, Lisboa 2007

Fábrica dos pastéis de Belém, interior
Em 1837, em Belém, próximo ao Mosteiro dos Jerónimos, numa tentativa de subsistência, os clérigos do mosteiro puseram à venda numa loja precisamente uns pastéis de nata. Nessa época, a zona de Belém ficava longe da cidade de Lisboa e o seu acesso era assegurado por barcos a vapor. A presença do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém atraíam inúmeros turistas que depressa se habituaram aos pastéis de Belém.
Na sequência da revolução liberal de 1820, em 1834 o mosteiro fechou. O pasteleiro do convento decidiu vender a receita ao empresário português vindo do Brasil Domingos Rafael Alves, continuando até hoje na posse dos seus descendentes.
No início os pastéis foram postos à venda numa refinaria de açúcar situada próximo do Mosteiro dos Jerónimos. Em 1837 foram inauguradas as instalações num anexo, então transformado em pastelaria, a "A antiga confeitaria de Belém". Desde então, aqui se vem trabalhando ininterruptamente, confeccionando cerca de 15.000 pastéis por dia. A receita, transmitida e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente na Oficina do Segredo, mantém-se igual até aos dias de hoje. Tanto a receita original como o nome "Pastéis de Belém" estão patenteados.
Actualmente, na maioria dos cafés de Portugal é possível comprar pastéis de nata, provenientes da indústria de pastelaria, mas os originais continuam a ser os da pastelaria de Belém (apenas estes podem ser denominados Pastéis de Belém), em Lisboa, que preservam na sua secular existência o segredo e o saber da sua confecção. Como um doce português, o pastel de nata é também bastante comum no Brasil.
Convém salientar que Pastéis de Nata e Pastéis de Belém, embora semelhantes e com uma história comum, são efectivamente dois tipos de pastéis diferentes. Os Pastéis de Nata, como o próprio nome indica, contêm nos seus ingredientes natas, ao passo que os Pastéis de Belém não possuem este ingrediente, sendo confeccionados essencialmente com gemas de ovo e açúcar. Assim, provando Pastéis de Nata e Pastéis de Belém é muito notória e saliente a diferença de sabor, embora o aspecto possa ser algo parecido. Mesmo a massa folhada é claramente diferente, tanto de aspecto como de gosto.

[editar] O segredo dos Pastéis de Belém

A Oficina do Segredo na Fábrica dos Pastéis de Belém guarda a antiga receita secreta da confecção e preparação dos verdadeiros pastéis de nata - os Pastéis de Belém. Os mestres pasteleiros da Oficina do Segredo são os poucos detentores da receita, assinam um termo de responsabilidade e fazem um juramento em como se comprometem a não divulgar a receita.
Em 1994, investigadores do Laboratório Gastronómico da Universidade de Milão, Itália, elaboraram um relatório em que concluíam que a receita dos Pastéis de Belém originais incluíria, muito provavelmente (além dos ingredientes óbvios como leite, ovos, etc.), "flocos de batata", semelhantes aos usados para fazer puré de batata. De acordo com versões preliminares que foram disseminadas em privado entre colaboradores próximos, o grupo de investigadores achava-se confiante de que teriam encontrado o segredo que durante tanto tempo terá sido a base da confecção destes pastéis, uma vez que em ensaios double-blind nenhum dos vários gourmets requisitados pelo Laboratório conseguiu distinguir entre pastéis originais e os confeccionados pelo grupo com base nos resultados da sua investigação. No entanto, após um brevíssimo período de disseminação privada (enquanto se aguardava os resultados de testes de degustação efectuados com um painel mais alargado), e antes que houvesse oportunidade de ser publicado, o relatório foi subitamente retirado de circulação, aparentemente após contacto de elementos ligados à Oficina do Segredo, e os testes em curso foram descontinuados.[carece de fontes?]

[editar] No estrangeiro

  • Os Pastéis de Belém representaram Portugal na iniciativa cultural Café Europe, no Dia da Europa de 2006 durante a presidência austriaca da União Europeia.
  • Os Pastéis de nata são muito populares na China, onde chegaram através de Macau, no tempo da presença portuguesa. Em chinês são chamados "dan ta" (蛋挞), significando "pastel de ovo". Empresas de fast food incluíram os "dan ta" na sua oferta de sobremesas, fazendo com que desde finais de 1990s seja possível saborear pastéis de nata em países asiáticos, como no Camboja, Singapura, Malásia, Hong Kong e Taiwan.
  • Os Pastéis de Belém foram considerados a 15.ª mais
  • saborosa iguaria do mundo pelo jornal The Guardian.[1]

INGREDIENTES





História do pastel de nata
pasteis de nata
1837, Belém (bairro de Lisboa), os monges do Mosteiro dos Jeronimos tentam fazer subsistir a ordem. Começam então a vender pastéis de nata, afim de ganhar dinheiro, numa pequena pastelaria contígua ao mosteiro.
Naquela época, Lisboa e Belém eram duas cidades distintas ligadas por embarcações a vapor. A presença do Mosteiro e a Torre de Belém atraiam muitos turistas que ficavam admirados pela beleza e bom sabor que estes tinham: pastéis de Belém.
A sua receita foi logo bem guardada. Os chefes pasteleiros são os únicos a conhecer o segredo, e devem prestar juramento de silencio para salvaguardar esta famosa receita gastronómica. Ainda hoje, estes chefes pasteleiros fabricam sempre artisanalmente estes deliciosos pastéis.
No entanto, hoje em dia qualquer café ou pastelaria em Portugal oferece-lhe pastéis de nata, mas a origem vem de Belém...
Mas então, o que são os pastéis de nata?

  1. Misture a farinha o sal e a água trabalhe a massa até
    ligar.
  2. Divida a margarina em 3 porções. Estenda a
    massa, espalhe sobre ela 1/3 da margarina e enrole como um tapete.
  3. Repita esta operação mais duas vezes, até
    acabar a margarina. No final deixe descansar 20 minutos.
  4. Em seguida corte a massa em quadrados de 2cm e espessura, e coloque cada quadrado sobre uma forma lisa própria para madalenas ou muffins.
  5. Leve ao fogo em banho-maria as gemas batidas com o açúcar e as natas até o preparado engrossar.
    Deixe amornar e coloque uma colher (sobremesa) do preparado dentro de cada forminha.
  6. Leve ao forno, até ficarem cozidos e tostados. Podem ser comidos mornos ou frios.
  7. Para facilitar pode utilizar o mesmo processo, forrando uma forma grande e fazendo uma torta; deve tentar não fazer a massa muito grossa, pois quanto mais fina, mais deliciosa.

BELÉM... UM PASTEL DESEJO

O mar não vejo
Vejo o Tejo
Mas o Tejo que vejo
Beija o mar
E lá longe…consigo imaginar
um beijo naufragar
As ondas, num vai e vem
Trazem-me na brisa
O cheirinho a canela
Do Pastel de Belém
Que navega em caravela
…num destino incerto e torto
mas direito …e fiel …a um só porto
E a receita
Desta pequena delícia
Pecado que enfeitiça
E todo pasteleiro cobiça
É segredo, receita caseira,
…de fama reconhecido…escondido
Herdado de um passado distante
E ali adiante no estuário do Tejo
Numa espécie de relicário
Um doce pecado dos deuses
É tentação desejo
De uma dentada, no intervalo de um beijo
Na esplanada
De uma rua de Lisboa com História
O casal a medo namora
Caindo na tentação pecado
De um beijo em Belém guardado
Do lábio dela
Faz o guardanapo da boca dele refúgio
…subterfúgio de mais um beijo
E ele em rimas ensaia o texto
De poética declaração
Versos na vez do anel de noivado
Pobre poeta enamorado!
E, ali, de improviso
Entre um riso e uma gargalhada
vai desfolhando o caderno de poeta
de poesia sensual e indiscreta
declamando genuflectido e desenvolto
como que orando devoto
aos pés da sua secreta …amada
que a sensualidade lhe lançou feitiço
E o pedacinho estaladiço
De massa folhada que ficou perdido
No enguiço do negro cabelo, preso ao lábio
no desenho, do queixo, a pincel
daquela pintora
E jorra o creme,
no vermelho lábio dela
que treme,
como tinta pastel
entornada na tela
E trepidam as mãos sem anel
Mas que firmes seguram o pincelE o aveludar do creme, a escorrer no lábio
Serve-lhe de pretexto
Na tentação de mais um banal beijo
No intervalo de lhe pedir, em jeito formal,
na intenção do momento…a mão em casamento
Na esplanada ao relento
Sopra a brisa…sopra o vento
E o poeta sopra-lhe ao ouvido
“meu amor casa comigo”
E em beijos, vai e vem
De suspiros…e ais
Nasce, mesmo ali, no cais,
Naquele cenário quadro exposto
em Belém…ao cair da tarde…no mês de Agosto
A vontade de mais ….de mais um beijo
Gosto, partilhado a dois, num Pastel Desejo.

Magda Graça

Internet Para Que Te Quero?

O SUPLEMENTO de Economia do Semanário EXPRESSO assinala que um estudo do Google detectou que existe 1,1 milhões de micro, pequenas e médias empresas em Portugal, o que faz com que tenhamos 94 empresas deste tipo, por cada 1.000 habitantes, um número prodigioso, quando a média europeia é de apenas 36 empresas. Entretanto, deste específico tecido empresarial, apenas 38% estão presentes na Internet, ao passo que 26% nem sequer têm acesso à rede, vivendo numa pacata info-exclusão.
A par do já reconhecido baixo perfil dos empresários portugueses - o que explica a resistência em aderir a este canal de promoção e venda de produtos e serviços, ou o falso convencimento de que a solução é onerosa - será que esta baixa adesão às novas tecnologias de informação, se pode considerar um dos factores que contribui para a fraca expansão, rendibilidade e competitividade, em termos económicos, deste tão amplo quanto enfezado e pouco expressivo sector empresarial? Era bom que houvesse análises sobre isso, feitas pelos portugueses, seus principais interessados, e não apenas a singular iniciativa do Google.

PARABÉNS AOS CEIFEIROS DE CUBA

“Ceifeiros de Cuba” comemoraram no passado dia dezoito 78 anos

O Grupo Coral “Os Ceifeiros de Cuba” comemora hoje 78 anos. José Roque, presidente da direcção dos “Ceifeiros de Cuba” referiu à Rádio Pax que o grupo tem uma “identidade muito própria” e uma história “larga”. O mesmo responsável diz que o Grupo tenta “a todo o custo” manter viva a tradição de escrever a história do povo alentejano.
Para comemorar este aniversário, a partir das 21h30, o Largo Visconde da Esperança (Largo da Bica) recebe os “Ceifeiros de Cuba”, “Os Alentejanos” da Damaia, os “Cantares de Évora”, os “Vindimadores da Vidigueira”, o “Rancho Folclórico da Casa do Povo de Veiros” de Estremoz e ainda marchas populares de Cuba.

Os Governos portugueses, nos próximos anos, não irão governar coisíssima nenhuma.

Os Governos portugueses, nos próximos anos, não irão governar coisíssima nenhuma.

Limitar-se-ão a seguir, entre baias económicas, aquilo que a troika determinou. Os senhores da troika pouco ou nada sabem de nós, das nossas idiossincrasias, das características da nossa cultura, da História que nos criou e moldou. São técnicos de cifras e de cifrões. Não quero dizer com isto que os senhores da troika sejam gente desalmada. Apenas lembro que são burocratas, lidos em breviários e catálogos mais economicistas do que económicos. É uma esquadria imponderada, aplicável sem modulações nem generosidade.

Também lembro que a Europa é, hoje, comandada pela direita e pela extrema-direita, através da sua internacional com sede em Bruxelas, o Partido Popular Europeu. E que a tendência é para que essa ideologia se mantenha e se desenvolva.

Não adianta protestar. Mas não podemos, nem devemos, deixar se protestar. Não podemos pender os braços com indiferença e inércia. As batalhas da humanidade estão repletas de recuos, de derrotas de aparentes esmagamentos. As forças de que dispomos, apesar de tudo, fazem mover as imobilidades. Tudo está em aberto, apesar de, na hora actual, tudo parecer estar perdido.

Chegámos a esta situação e a culpa é de quem? A pergunta, por insistente, tornou-se ritual. É bom e natural que assim seja. Nos grandes conflitos, nas enormes crises, nada é unilateral. Como nos divórcios não há um só culpado. Daí que o veemente apelo do dr. Eduardo Catroga, a uma plateia de jovens, para que estes levem Sócrates a tribunal, não é só absurda como tola.

Não temos políticos à altura dos acontecimentos que nos afligem. As soluções que têm sido aplicadas aos nossos problemas possuem um carácter imediato: são remendos mal cerzidos. Acresce a semelhança ideológica entre o PS e o PSD, e o amorfismo de uma Imprensa acrítica, que fez desaparecer uma das grandes tradições do jornalismo português: a das causas sociais, a dos combates políticos cruciais e resolutivos, como os que emergem a cada momento do nosso viver.

Os portugueses já perceberam que os dirigentes do "arco do poder" não possuem nem a estirpe do político nem a formação do estadista. Por isso mesmo, não podemos prolongar, indefinidamente, esta situação absurda e catastrófica. Sócrates tem um conflito com a verdade que se tornou fastidioso sem deixar de ser inquietante. Passos Coelho, com quem simpatizo pessoalmente, tem falta de rodagem. Anda há muitos anos "na política", mas expõe, amiúde, uma ingenuidade que chega a ser comovente. Tal como o outro, diz uma coisa para a desdizer; avança com projectos (como aquele de mudar a Constituição) e logo apaga a intenção com uma borracha cambada.

O português vive nesta confusão. Cada um dos chefes do PSD e do PS forja identidades que se não compadecem com a realidade, nem nada têm a ver com a formatura do nosso carácter e a dimensão das nossas exigências históricas. Por exemplo: até agora, nem o PSD nem o PS exemplificaram o que tentam fazer ante o projecto da troika: aceitar todos os pontos ou proceder a maleabilizações? As agressões verbais fazem prever o que será a campanha eleitoral. Não reprovo nem condeno um certo registo belicoso, como é próprio da natureza destes acontecimentos, desde que não se chegue ao nível do insulto e comporte uma certa pedagogia. Parece-me, no entanto, que as coisas não vão ocorrer assim.

Está muita coisa em jogo. O confronto entre Sócrates e Passos não é, somente, uma questão de estilo, embora o estilo seja, nesta pugnas político-eleitoriais, extremamente importante. No bojo das intenções de um e de outro, algo se aproxima e algo se distancia. A questão do poder é por demais complexa, até porque envolve negócios, interesses privados, omissões, mentiras e perplexidades. Não o deveria ser. Mas é.

A esquerda não tem conseguido reagir, eficazmente, aos avanços da direita, que se apossou do discurso social, tradicionalmente pertença da primeira, e, através de uma retórica, apoiada pela comunicação social, e por "formadores de opinião" reaccionários ou estipendiados, tem demarcado muito bem a sua posição. No caso português, repare-se na eficiência e na espantosa habilidade política de Paulo Portas. Este, treinado no jornalismo e em leituras acentuadas de grandes autores, sobressai dos seus pares de ideologia a uma distância considerável.

Nesta altura, aproveitando-se das debilidades de Passos Coelho e do desdém que aumenta em torno de Sócrates, Paulo Portas já não quer ser o "apêndice" do PSD, mas, antes, almeja disputar a primazia da direita e apresentar-se como possível candidato a primeiro-ministro.
A esquerda prepara-se para cumprir uma longa caminhada. Porém, a História, por ser uma deusa cega, ajeita muitas estradas. As próximas eleições podem proporcionar muitas surpresas.

b.bastos@netcabo.pt

Louçã e Rui Tavares – A borrasca


Longe de mim querer comentar o facto de Francisco Louçã, por causa da maciça perda de votos, já estar arrependido de não ter ido à reunião da "troika". Até porque daqui por uns dias pode bem arrepender-se de ter admitido estar arrependido... e lá começaria tudo de novo.
Não. Numa altura em que até estou a prestar maior atenção ao Bloco, primeiro porque sim e segundo, para seguir a anunciada reflexão colectiva, aquilo que me chamou a atenção foi esta borrasca que estalou entre Louçã e o deputado europeu pelo BE, o independente Rui Tavares, relacionada com uma alegada confusão de nomes dos fundadores do partido, com trocas de farpas e exigências públicas de pedido de desculpa... o que me levou a refletir sobre, pelo menos, duas coisas extraordinárias:
1. A extraordinária falta de sorte que tem o BE para escolher os independentes a quem oferece cargos políticos (claro que estou também a pensar no “Zé que fazia falta” na Câmara de Lisboa).
2. A extraordinária confusão feita à volta dos nomes dos fundadores, atendendo a que são apenas quatro, atendendo a que Louçã é um deles e atendendo a que Rui Tavares é um historiador profissional. Que diabo! Foi há tão poucos anos...

ESPANHA: MILHARES DE MADRILENOS GRITARAM "NÃO PAGAMOS A CRISE"

Milhares de espanhóis gritam "não pagamos a crise" em Madrid

Contra a crise e o desemprego, dezenas de milhares de espanhóis de todas as idades invadiram este domingo as ruas de Madrid a gritar palavras de ordem como: "não pagamos a crise".

A multidão formou-se quando seis cortejos de todos os bairros de Madrid se juntaram frente ao Parlamento, no centro.

"Contra o desemprego. Organiza-te e luta. Vamos marchar juntos contra o desemprego", lia-se num grande cartaz que liderava o caminho da "coluna sudoeste", que partiu de manhã de Leganes, uma comunidade-dormitório a cerca de quinze quilómetros a sul de Madrid.

"Nós não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros", estava escrito a letras vermelhas num outro cartaz.

Ao microfone, um manifestante gritava: "Vamos preparar uma greve geral. Nós vamos parar o país".

"Os bancos e os governos que provocaram esta situação devem estar cientes de que não estamos de acordo com as medidas e os cortes nos orçamentos. Temos a intenção de ser ouvidos e vamos conseguir", assegurou a plataforma que organizou a manifestação por toda a Espanha.

ESPANHA: MILHARES DE MADRILENOS GRITARAM "NÃO PAGAMOS A CRISE"

Milhares de espanhóis gritam "não pagamos a crise" em Madrid

Contra a crise e o desemprego, dezenas de milhares de espanhóis de todas as idades invadiram este domingo as ruas de Madrid a gritar palavras de ordem como: "não pagamos a crise".

A multidão formou-se quando seis cortejos de todos os bairros de Madrid se juntaram frente ao Parlamento, no centro.

"Contra o desemprego. Organiza-te e luta. Vamos marchar juntos contra o desemprego", lia-se num grande cartaz que liderava o caminho da "coluna sudoeste", que partiu de manhã de Leganes, uma comunidade-dormitório a cerca de quinze quilómetros a sul de Madrid.

"Nós não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros", estava escrito a letras vermelhas num outro cartaz.

Ao microfone, um manifestante gritava: "Vamos preparar uma greve geral. Nós vamos parar o país".

"Os bancos e os governos que provocaram esta situação devem estar cientes de que não estamos de acordo com as medidas e os cortes nos orçamentos. Temos a intenção de ser ouvidos e vamos conseguir", assegurou a plataforma que organizou a manifestação por toda a Espanha.

CONHECEM?

VIVE num Palácio, ali mesmo ao pé dos pastelinhos de Belém , com um orçamento de 45 mil euros por dia sem ter nada para fazer.
São 16 milhões por ano de orçamento para a Presidência da República, mais que o dobro daquilo a que tem direito a Casa Real Espanha que se fica pelos 7 milhões.

Conhecem???

E O POVO, PÁ???

Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

O dia em que Portugal ficou sem ministério da cultura

Os nomes Ángeles González-Sinde Reig, Frédéric Mitterrand, Bernd Neumann, Giancarlo Galan e Lena Adelsohn Liljeroth dizem-vos alguma coisa?

É possível que não. Não são actores do cinema americano nem cantores pop da moda. Estes são os nomes de alguns dos Ministros da Cultura europeus: Espanha, França, Alemanha, Itália e Suécia.



Sexta-feira foi dia de mais uma saída da Marcha Popular da Ramada. A Marcha é sem dúvida um dos grandes expoentes culturais da minha freguesia, por recuperar a tradição saloia da região, por fazer este ano 11 anos de actuações, por movimentar centenas de pessoas, entre marchantes, aguadeiros, madrinha, ensaiador, músicos, costureira, e todos os familiares que nos acompanham. É também uma manifestação cultural muito apreciada pela população, que assiste às suas actuações.

Curiosamente, sexta-feira foi também o dia em que Portugal perdeu o seu Ministério da Cultura (MC).

Apesar dos políticos de direita gostarem de dizer que a cultura "é coisa de esquerda", é interessante ver que por essa Europa a fora, Governos de esquerda e de direita dão o exemplo de que a Cultura é um bocadinho mais do que isso. No fundo, que a Cultura é aquilo que nos caracteriza como povo, que nos une. Abdicar disso é, certamente, desvalorizarmo-nos tanto para fora como para nós próprios.

Mas a crise, essa desculpa perfeita para tudo o que sempre se quis fazer, mas que a falta de coragem ou seriedade sempre os impediu, foi no final o mote para a extinção do MC. Não foi uma novidade, afinal fazia parte do programa eleitoral do PSD, aquele que a maioria aceitou no dia 5 de Junho.

Ainda não é conhecido o que vai acontecer a toda a estrutura do MC, quem vai tutelar o que o MC tutelava, quem vai desenvolver o trabalho que o MC desenvolvia. Ou se simplesmente se vai estagnar, deixar de apoiar o que já era pouco apoiado, deixar de fazer o pouco que ainda se fazia.

Fico à espera dos desenvolvimentos. Mas esta é para mim, e sem dúvida, mais uma das medidas cegas que vão fazer este país definhar ainda mais.