AVISO

O administrador deste blogue
não é responsável pelas opiniões
veiculadas por terceiros
nem a sua publicação quer dizer
que delas partilhe, apenas as
publica como reflexo da
sociedade em que se inserem
dando-lhes visibilidade
mas nunca fazendo delas opinião própria.
Ao desenvolturasedesacatos reserva-se ainda o direito
de eliminar qualquer comentário anónimo ou não identificado, que contenha ataques
deliberadamente pessoais, que em nada contribuampara o debate de ideias ou para a denúncia
de situações menos claras do ponto de vista ético.


sábado, 18 de junho de 2011

Com que letras se deve cantar -



















Com que letras se deve cantar

A canção da vida e da melodia

Que leva consigo no tempo

A vida…dia após dia.
Com os segredos do sangue?

Com pétalas de alvorada?

Com sonhos roubados á terra

Fresca… depois de lavrada?



Mas cantem como cantarem

Cantem com todas as cores

Que o mundo das minhas canções

É um mundo de muitos amores.


Manuel F. C. Almeida.
Avec le temps

 


O mito do relacionamento insolúvel e a traição

Ao se juntar pelo amor o casal estabelece, silenciosa e inconscientemente, uma espécie de pacto ou trato que será a base para o futuro da vida a dois. Geralmente esse trato inconsciente é o resultado de uma negociação prévia e silenciosa desde os tempos de namoro, a qual vai se cristalizando na medida em que as situações vão surgindo. 

Assim, o namoro é a oportunidade para os parceiros expressarem as cláusulas desse trato; suas expectativas, seus limites, seus valores, para estabelecerem o que esperam do outro e o que não toleram dele.






Algumas vezes existem devaneios neste pacto, como por exemplo, o famoso "até que a morte os separe". 

Faltou acrescentar o termo igualmente fantasiado, "incondicionalmente". Aí sim o devaneio fica quase um delírio: "até que a morte os separe, incondicionalmente".  Ora, exceto as mães em relação aos seus filhos, os seres humanos não aceitam absolutamente nada que tenha caráter incondicional.

 O pacto silencioso e tirano forjado durante o namoro pode ser uma coisa interessante, entretanto, nem sempre esse trato é compreendido por ambas as partes da mesma maneira. Cada um considera justo esperar do outro atitudes em seu favor, como se a pessoa fosse obrigada a saber exatamente o que se deseja dela. Isso leva, na maioria das vezes, a uma grande decepção, pois ninguém pode viver para atender expectativas de outra pessoa. 


























É assim que, com honestidade, a pessoa deveria trazer para si a culpa por suas próprias expectativas em relação ao outro. Não se sabe como nem por que um ser humano enamorado começa a imaginar que o outro deva adivinhar exatamente o que é importante para ele. Não se sabe como nem por que esse mesmo ser humano constrói sua expectativa de felicidade exclusivamente dependente da pessoa com quem escolheu compartilhar a vida.

Geralmente a pessoa traída atribui a responsabilidade da traição ao traidor, obviamente, enquanto o traidor quase sempre atribui a responsabilidade pelo seu ato ao seu par, que vinha negligenciando o relacionamento há tempos.
Algumas vezes o ato da pessoa que trai dividir a responsabilidade da traição com a pessoa traída é uma espécie de projeção da responsabilidade. Melhor dizendo, isso não deixa de ser uma espécie de auto-engano. É o mesmo auto-engano a que todos estamos sujeitos, inconsciente ou hipocritamente, que é buscar fora de nós às responsabilidades que deveriam ser nossas, em outras palavras, é atribuir aos outros as responsabilidades que são nossas.

A desagradável sensação de ter sido vítima da ousadia da outra pessoa, seja na traição ou separação, sempre convoca reflexões. Assim como o relacionamento se inicia invariavelmente com a participação e responsabilidade de duas pessoas, também a separação terá a participação invariável dessas mesmas duas pessoas.

A idéia da co-participação do casal, ou da co-responsabilidade na qualidade do relacionamento é uma idéia interessante e deve ser melhor explorada.  Assim, a infidelidade deve ser abordada obrigatoriamente como um problema do casal e não apenas daquele que traiu ou apenas de quem sofreu a traição.

Se o casal procura ajuda porque está passando por um período turbulento, ou seja, antes da infidelidade propriamente dita acontecer, a atenção deve ser dirigida para a quase certa quebra do pacto que existia entre o casal.

 Essa quebra do contrato pode dever-se a uma ou ambas pessoas. Nesses casos uma pessoa ou as duas sentiram suas expectativas frustradas, sentiram-se traídas no projeto amoroso, independente da traição literal já ter acontecido ou não.







O foco não deve se restringir apenas ao perdão, uma vez que nem sempre a maior parcela da culpa é de quem traiu. Superar a vivência significa ir além do perdão, significa virar a página, e definitivamente. As lições decorrentes dessa vivência traumática devem permanecer e cristalizar ainda mais o relacionamento.
Algumas pessoas insistem em dizer não terem feito absolutamente nada que justificasse a traição ou separação da qual foram vítimas. 

Porém, deve fazer parte do ficcioso “manual de abordagem terapêutica para traídos e traidores” que nem sempre apenas as más atitudes resultam em desarmonias e descontentamentos conjugais. As não-atitudes, a não-participação, a apatia, descaso, desinteresse e até o silêncio também são formas de agressão.

As pessoas podem ser sempre melhores para seus pares, diminuindo assim as chances de perda do encantamento, ou seja, do relacionamento. E tanto as pessoas podem ser melhores que aquelas deixadas produzem grandes transformações em suas vidas depois do fim da relação: perdem o peso excessivo, deixam de fumar, entram em academias, fazem lipoaspiração, lifting, clareamento dos dentes, mudança de hábitos, procuram tratar o ronco noturno, o mau humor. Embora tudo isso faça parte do arsenal usado para melhorar a auto-estima da pessoa que se sente deixada ou traída, mostra também que tudo isso poderia ter sido feito antes e ter melhorado o relacionamento agonizante

Uma mulher na luta contra a violencia sobre as mulheres.
Novo Governo

Jerónimo de Sousa contra extinção de Ministério do Trabalho

O secretário-geral do PCP acusou hoje o novo Governo de "desvalorizar o trabalho e os direitos dos trabalhadores" ao extinguir um ministério que sempre existiu, criticando também o desaparecimento da pasta da Cultura.

Sempre houve um Ministério do Trabalho. Tem um significado este desaparecimento, já que se trata também por aqui, de uma forma simbólica, de desvalorizar o trabalho e os direitos dos trabalhadores", afirmou hoje Jerónimo de Sousa, em Lisboa, à margem da cerimónia de deposição das cinzas de José Saramago.
O Governo PSD/CDS-PP criou o Ministério da Economia e do Emprego. Os ministérios das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e do Trabalho e Solidariedade Social desapareceram.
O dirigente comunista disse também que "para um Governo que tem como objetivo concretizar aquele programa da Troika, que tem uma conceção ultra-liberal, economicista, naturalmente a Cultura será um parente pobre", comentando a extinção da pasta.
Na nova legislatura, a Cultura volta a ser uma secretaria de Estado, tal como já tinha acontecido em outros governos de direita.
Jerónimo de Sousa comentou ainda a escolha de um gestor para a pasta da Saúde.

rosto rosa

na brisa da manhã  o teu rosto  rosa encanta
o vento inssiste em brincar com os teus cabelos
suavemente vem entregá-los nas minhas mãos 
ao andar pelo campo o cheiro da vida, de folhas húmidas
as flores, o rosmaninho, o tomilho enviam mensagens de amor nos odores.
ouvi -mos os pássaros cantando,  namorando, baladas que nos aquecem o sangue
amamo-nos
e ao cair da tarde, quando tudo for silêncio,
apanhamos flores minúsculas, que engrandecem
o nosso amor


António Garrochinho

HISTÓRIA DAS SETE SAIAS DA NAZARÉ

    O Traje da mulher nazarena é de extrema riqueza, quer pela sua história, quer pela sua harmonia estética. Rico ou pobre, de festa ou de trabalho, o traje feminino da Nazaré ainda é bastante usado no dia a dia desta terra de pescadores, cheia de lendas, mitos e tradições.
    As sete saias fazem parte da tradição, do mito e das lendas desta terra tão intimamente ligada ao mar. Diz o povo que representam as sete virtudes; os sete dias da semana; as sete cores do arco-íris; as sete ondas do mar, entre outras atribuições bíblicas, míticas e mágicas que envolvem o número sete. A sua origem não é simples explicação e a opinião dos estudiosos e conhecedores da matéria sobre o uso deste saias não é coincidente nem conclusiva. No entanto, num ponto todos parecem estar de acordo: as várias saias (sete ou não) da mulher da Nazaré estão sempre relacionadas com a vida do mar. As nazarenas tinham o hábito de esperar os maridos e filhos, da volta da pesca, na praia, sentadas no areal, passando aí muitas horas de vigília. Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para protegerem a cabeça e ombros do frio e da maresia e as restantes a taparem as pernas, estando desse modo sempre "compostas". A introdução do uso das sete saias foi feito segundo uns pelo Rancho Folclórico Tá-Mar nos anos 30/40, segundo outros pelo comércio local nos anos 50/60 e ainda, de acordo com outras opiniões, as mulheres usariam sete saias para as ajudar a contar as ondas do mar (isto porque "o barco só encalhava quando viesse raso, ora as mulheres sabiam que de sete em sete ondas alterosas o mar acalmava; para não se enganarem nas contas elas desfiavam as saias e quando chegavam à última, vinha o raso e o barco encalhava"). O uso de várias saias pelas mulheres da Nazaré também está ligada a razões estéticas e de beleza e harmonia das linhas femininas – cintura fina e ancas arredondadas, podendo as mulheres usarem sete ou mais saias de acordo com a sua própria silhueta. Certo é que a mulher foi adoptando o uso das sete saias nos dias de festa e a tradição começou e continua até ao presente. No entanto, no traje de trabalho são usadas, normalmente, um menor número de saias (3 a 5).
    No traje de festa as saias interiores são brancas, sobre essas duas ou três ou mesmo mais de flanela colorida, debruadas a renda ou crochet de várias cores, cobrindo-as, a saia de cima de escocês plissada ou de chita azul com barra de veludo preto, cobertas por um avental de cetim artisticamente bordado; casaco florido com mangas de renda ou de veludo bordado na gola e nos punhos; cachené (lenço) e, por vezes, chapéu; capa preta; chinelas de verniz; cordão e pesados brincos ou argolas de ouro. A nazarena mostra assim, com orgulho, a riqueza da família através do traje.
    O traje de trabalho é mais pobre em cor e em tecidos, com duas ou três saias de baixo, que variam consoante a época do ano (inverno/verão); saia de cima simples e avental sem bordados, mas com uma renda aplicada e com bolso; cachené e xaile traçado. Existe ainda um terceiro traje – o das viúvas, todo preto e sem rendas ou bordados, com as saias de baixo brancas; sendo este usado actualmente apenas pelas mulheres mais idosas.
    O traje nazareno feminino continua a ser usado no dia pelas mulheres de mais idade, sobretudo as mais ligadas ao mar e à venda de peixe. O traje de festa é normalmente usado por todas na época de Carnaval (de 3 de Fevereiro – São Brás – até 3ª Feira de Carnaval), Domingo de Páscoa e também pelos Ranchos Folclóricos da Nazaré.
    É importante salientar que o traje nazareno feminino não parou no tempo, nem se tornou uma peça museológica; pelo contrário, tem acompanhado as variações da moda – saias mais curtas ou mais compridas ; novos tecidos, cores e padrões. É um traje que renasce cada ano, tornando a Nazaré na única entre as demais.

------------------------------------------------------






Traje

Marca cultural de um povo e da sua forma de estar, o traje ilustra, a vivência do mar e da pesca, evoluindo ao longo dos anos, transformando-se e adaptando-se ás necessidades da vida. É prático, funcional e protector do frio e da maresia, o modo de vestir reflecte assim a personalidade dos nazarenos.

FEMININO - O traje da mulher nazarena é de extrema riqueza, quer pela sua história, quer pela sua harmonia estética. Rico ou pobre, de festa ou de trabalho, o traje feminino da Nazaré ainda é bastante usado no dia a dia desta terra de pescadores, cheia de lendas, mitos e tradições.
As sete saias fazem parte da tradição desta terra tão intimamente ligada ao mar. Diz o povo que representam as sete virtudes, os sete dias da semana, as sete cores do arco-íris, as sete ondas do mar. A sua origem não é de simples explicação, no entanto é conclusiva: as sete saias da mulher da Nazaré estão sempre relacionadas com a vida do mar.
As nazarenas tinham o hábito de esperar os maridos e os filhos da volta da pesca na praia, sentadas no areal, passando aí muitas horas de vigília. Usavam as várias saias para se cobrirem, as de cima para protegerem a cabeça e ombros da maresia e as restantes a tapar as pernas, estando deste modo sempre “compostas”. Dizem os antigos que as mulheres usariam as sete saias para ajudar a contar as ondas do mar (isto porque “o barco só encalhava quando viesse raso, ora as mulheres sabiam que de sete em sete ondas alterosas o mar acalmava; para não se enganarem nas contas elas desfiavam as saias e quando chegavam à última, vinha o raso e o barco encalhava”).

No traje de festa as saias interiores são brancas, sobre estas há duas ou três ou mesmo mais de flanela colorida, debruadas a renda ou croché de várias cores, cobrindo-as, a saia de cima, de escocês plissada ou de chita azul com barra de veludo preto, cobertas por um avental de cetim artisticamente bordado: casaco florido com mangas de renda ou de veludo bordado na gola e nos punhos: cachené (lenço) e por vezes chapéu, capa preta, chinelas de verniz, cordão e pesados brincos ou argolas de ouro. A nazarena mostra assim, com orgulho, a riqueza da família através do traje.

O traje de trabalho é mais pobre em cor e em tecidos, com duas ou três saias de baixo, que variam consoante a época do ano ( Inverno/Verão ) saia de cima simples e avental sem bordados mas com bolsos, cachené e xaile traçado. Existe ainda um terceiro traje, o das viúvas, todo preto e sem rendas ou bordados, com as saias de baixo cinzentas, sendo este usado actualmente pelas mulheres mais idosas.

O traje nazareno feminino continua a ser usado no dia a dia pelas mulheres de mais idade, sobretudo as mais ligadas ao mar e à venda de peixe. O traje de festa é normalmente usado por todas no Carnaval (de 3 de Fevereiro – S. Brás – até 3ª feira de Carnaval), Domingo de Páscoa e também pelos Ranchos Folclóricos da Nazaré.

É importante salientar que o traje nazareno feminino não parou no tempo nem se tornou uma peça museológica: pelo contrário, tem acompanhado as variações da moda – saias mais curtas ou mais compridas, novos tecidos, cores e padrões.

MASCULINO - O traje do pescador era adaptado às condições da vida marítima oferecendo liberdade de movimentos sendo simultaneamente leve e agasalhador.

Os tecidos mais comuns para a confecção das camisas e ceroulas que usavam eram o escocês, a caxemira axadrezada e o surrobeco. Para completar o traje usavam barrete preto de lã e cinta preta enrolada à volta da cintura. No traje de trabalho, as ceroulas eram pregueadas e largas, com atilhos de lã na bainha para poderem ser usadas justas, soltas ou arregaçadas conforme as necessidades.

Em dias de frio usavam casaco de “retina” de cores escuras, golas de bico e bolsos chapados. Nem as ceroulas nem as camisas tinham bolsos e os objectos pessoais eram guardados no barrete. Normalmente o pescador andava descalço. Nos dias de festa o homem trocava as ceroulas por calças de surrobeco ajustadas atrás com presilha e fivela, vestia camisola de caxemira com preguinhas, pestanas e gola virada, decorada com três botões na diagonal e calçava tamancos. Como peças de agasalho e/ou luto usavam a samarra, mas sobretudo, Gabão ou varino.

Na voragem do tempo o traje masculino deixou de ser usado sendo cada vez mais raro ver pescadores envergando as tradicionais ceroulas, camisas ou barrete. Apenas na época de Carnaval as denominadas “camisas à pescador” voltam a ser usadas.

Actualmente são grupos folclóricos da vila que nos dão a conhecer este traje.

PORTAS INSPIRADO

erro

COVARDES NÃO SÃO...

aventura

COBRADOR, BANQUEIRO, EX GESTOR DA MEDIS ETC. PARA MAIS TARDE RECORDAR !!!

O banqueiro, ex-cobrador de impostos bem-sucedido e ex-gestor da marca de seguros de saúde Médis está agora à frente do colossal ministério. É um dos sub-50 deste governo: nasceu em 1963 e licenciou-se em Organização e Gestão de Empresas no ISEG. O nome de Paulo Macedo ficou conhecido quando em 2004 se tornou director-geral dos Impostos, a convite de Manuela Ferreira Leite, então ministra das Finanças de Durão Barroso. A polémica surgiu depois: o salário de Macedo (cerca de 21 mil euros brutos) ultrapassava em muito o do Presidente da República. Em 2005, o governo PS faz publicar uma lei que proibiu na função pública ordenados superiores ao de primeiro-ministro (cerca de 5360 euros, quatro vezes menos). Passado algum tempo, em 2007, Macedo pediu a demissão.

Actual administrador do Banco Comercial Português, Paulo Macedo foi também vice-presidente do conselho de administração de várias empresas ligadas ao grupo BCP, entre as quais os seguros de saúde Médis, que administrou entre 2001 e 2004. O seu conhecimento profundo do mundo dos seguros é a única relação com o sector que se lhe conhece. Se essa parte do currículo profissional de Paulo Macedo vai servir para diminuir os gastos do Serviço Nacional de Saúde, favorecendo a opção pelos seguros de saúde privados, desconhece-se - mas, evidentemente, a suspeita já está a ser invocada à esquerda. No entanto, a nomeação de Paulo Macedo foi festejada por todas as corporações da saúde: do bastonário da Ordem do Médicos (que, não obstante, preferia um médico) ao bastonário dos Enfermeiros e ao presidente da Associação Nacional de Farmácias, João Cordeiro.

Recentemente, Paulo Macedo participou num debate sobre a crise do euro e a entrada do FMI e foi cauteloso quanto baste. Estava longe de ser um advogado do recurso ao FMI e lembrou à assistência que era preciso ter em conta que "os défices dos países periféricos são o superavit dos países ricos". "A solução tem de ser europeia", disse.

Registe-se também que, na sequência do processo Face Oculta, Paulo Macedo veio defender Armando Vara, então vice-presidente do BCP, afirmando que ninguém estava em condições de "pôr em causa a idoneidade" de Vara. "Não conhecia o doutor Armando Vara, trabalhei com ele 20 meses, não tenho qualquer aspecto de desabono durante esse tempo. Só tenho a salientar o empenho de Armando Vara, a motivação ao colegas, aos colaboradores e o estímulo que ele deu", disse Paulo Macedo.

A. S. L.

OPINIÕES

Luís Alexandre
Membro do Forum Albufeira e da ACOSAL -Associação de Comerciantes de Albufeira  O que vai mudar no Algarve?  16-06-2011 22:54:00
Com a troca de cadeiras nacional e regional, aumentam as expectativas (?!) sobre as repostas reclamadas para os problemas do país e da região.
Mendes Bota, abrace ou não um qualquer lugar governamental, tem um rol de alegadas “impotências” para desembrulhar, a começar por novos paradigmas em socorro imediato da actividade de sustentação da região.
Fazer avançar o Turismo, intervindo ao nível da imagem e promoção externa, da segurança e das suas razões, do desemprego, da requalificação urbana, das energias renováveis para uma região mais limpa e no relançamento da agricultura, pescas e de indústrias que se enquadrem na preservação da qualidade do espaço físico, são tarefas prioritárias.
Com longos anos de jejum de poder e atribuindo aos outros as responsabilidades, não há lugar para lamúrias e indefinições.
Reorganizem-se as instituições e as pessoas pelas competências, agilizem-se os processos de decisão, reclame-se descentralização, mude-se o PROTAL no interesse das pessoas e do desenvolvimento do interior, estabeleçam-se metas para combater o desemprego;
Lance-se a requalificação da EN 125, construa-se o Hospital Central (que darão um impulso na actividade económica e no poder de compra), reorganizem-se as polícias e a sua forma de prestação na especificidade do Algarve, coloque-se a Justiça na razão do interesse dos cidadãos, ponha-se o QREN ao serviço do empreendedorismo com a objetividade do período que atravessamos;
Criem-se planos concertados entre as várias entidades, com destaque para a AMAL, as Câmaras e as secretarias de Estado, para um programa de ordenamento do território, requalificação ambiental e patrimonial de suporte dos novos vectores de crescimento do Turismo para combater a sazonalidade, analise-se a relação dos impactos e custos do ALLGARVE no âmbito da importância da cultura e do espectáculo como suportes do Turismo;
Implementem-se medidas para o aproveitamento das energias renováveis em que a região é fértil e cumpra-se ou faça-se cumprir a lei em matéria de degradação do património privado dos centros das cidades e vilas.
Os algarvios já não pedem intervenção, exigem-na! Não pedimos megalomanias mas precisamos de planos e metas para o desenvolvimento e a urgência de combater os perigos sociais que as franjas mais fragilizadas da sociedade algarvia vivem. Queremos o progresso prometido… na oposição. Agora têm de novo o poder!
Mendes Bota e o PSD reclamaram a oportunidade e a região deu-lhes a cobertura laranja do mapa. Para trabalharem na urgência das respostas e não em descontos na exploração… como o caso das portagens…
Atentem que o Algarve não espera! Desespera!

Sábado, 18 de Junho de 2011

Habemus coelheira nova! – Haja saúde!


E pronto! Pelo menos segundo parece... está pronta e povoada a “coelheira”. Já tem a palha e a água mudadas, há cenouras para os bem comportados, sacos e sacos de ração vêm aí a caminho, retocou-se a pintura, as redes e as portas estão arranjadas... e há espécimes novos prá engorda.
Não porque nutra um especial apreço por esta estirpe de bicharada, mas sim pelo incómodo e despesa que seria ter que começar tudo de novo, mais uma vez... espero bem que não apareça por aí nenhum surto de mixomatose.
Entretanto, o agregador de notícias do "Google", num toque de humor involuntário, ou então, de extremo rigor jornalístico, colocou a notícia com o perfil de todos os ministros do governo Passos/Portas, seguida de outras quase quatrocentas sobre o mesmo tema, na secção de... "Negócios".
 
Samuel Cantigueiro

Da Azinhaga a Lanzarote

PASSOU um ano desde que José Saramago deixou de estar entre nós, muito embora continue “em nós”. Como recompensa, deixou-nos mais ricos, porque as obras que os povos e a Humanidade herdam dos seus artistas, continuam a ser os perpétuos tesouros que nos estimulam, e com os quais seremos avaliados pelas gerações futuras.
Na sua exuberante trajectória existencial, Saramago não foi santo (ele próprio se intitulava pecador), cometeu erros, alguns deles nada veniais, mas no fio do seu percurso, na sua incansável lavoura literária, da Azinhaga a Lanzarote, semeou de tudo, desde manuais, pecados, cegueiras, evangelhos, pessoas caídas e levantadas do chão, blimundas, cadernos, viagens, ensaios, artigos em jornais, poucos poemas, jangadas e cidades cercadas, cavernas, elefantes, baltazares, luas e sóis, milhões de nomes e padres voadores, até memoriais e tantas coisas mais.
As três graças que noutras alturas partilho com outras figuras, isto é, serem a minha rota, a minha bússola e o meu porto de abrigo, nestes dias de evocação, reservo-as todas para Saramago. De corpo ausente, mas espírito presente, passou um ano, e de lá para cá, estou sempre a voltar ao convívio e cumplicidade daquela prateleira, com pouco mais de um metro de comprimento, que condensa o pequeno grande mundo onde insisto em me iniciar, onde me atrevo e me perco, e onde acabo sempre por me reencontrar.

NOTA - A imagem é da capa do jornal PÚBLICO de 18 de Junho de 2010